Sector da Construção

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miguelbud

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Re: Sector da Construção
« Responder #30 em: Agosto 30, 2011, 11:33:57 am »
Teixeira Duarte: prejuízos atingem os 58 milhões
A Teixeira Duarte apresentou resultados já na noite de segunda-feira. O balanço comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) revela um prejuízo de 58 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, pelo que a construtora passou de lucros a perdas.

Em pormenor, os prejuízos registados na primeira metade do ano alcançaram os 57.822 milhões de euros, quando no mesmo período do ano passado a empresa tinha contabilizado lucros de quase 52 milhões de euros.

Este indicador foi influenciado pelo «registo de uma perda por imparidade, na participação detida no Banco Comercial Português, S.A, com impacto nos resultados de 42.798 milhares de euros)». As acções do BCP descem a esta hora 0,39% para os 25 cêntimos.

Mais: «A alienação de 50% da participação que o grupo detinha na sociedade de direito espanhol ARENOR, S.L e a perda por imparidade nos remanescentes 50% tiveram um impacto negativo de 11.464 milhares de euros em resultados líquidos atribuíveis a detentores de capital».

Nota ainda a Teixeira Duarte, no mesmo comunicado, que «os resultados no primeiro semestre de 2011 foram ainda penalizados, em 12.300 milhares de euros, pela desvalorização face ao euro das divisas com que o grupo opera em certos mercados».

A construtora lembra ainda que, nos primeiros seis meses de 2010, os resultados tinham sido influenciados «pela incorporação de 71.183 milhares da mais-valia apurada com a alienação da participação na CIMPOR», bem como pela «apropriação de resultados dessa participada até à data da sua venda, no montante de 9.237 milhares de euros».

Um último destaque para o volume de negócios da empresa, que ascendeu aos 611 milhões de euros (uma quebra de 8,4% face ao mesmo período de 2010), para o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) que aumentou 6,83%, superando os 76 milhões de euros e ainda para o endividamento líquido de 1.148 milhões de euros.

Apesar dos resultados negativos, as acções da Teixeira Duarte avançam, fora do PSI20, mais de 6% para os 33 cêntimos.

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/emp ... -1728.html
 

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miguelbud

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Re: Sector da Construção
« Responder #31 em: Setembro 26, 2011, 04:31:14 pm »
Governo baixa requisitos exigidos às construtoras com alvará

O objectivo é salvar 2.000 empresas do sector da construção.

O Governo baixou os requisitos exigidos às empresas de construção detentoras de alvarás, de modo a criar condições que lhes permitam manter-se em actividade no actual contexto de crise, segundo uma portaria publicada hoje em Diário da República.

O documento, assinado pelo secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, baixa os requisitos exigidos às empresas ao nível da liquidez geral e de autonomia financeira.

Assim, o rácio exigido para a autonomia financeira no exercício de 2010 baixa de 15% para 5%, enquanto a liquidez passa de 110% para 100%.

Os anteriores valores, lê-se na portaria, revelam-se "claramente inadequados" pelo "grau de exigência requerido" nas "nas circunstâncias económicas e financeiras que o mercado da construção enfrenta actualmente".

"A manter-se o actual regime, cerca de 2.000 empresas não conseguiriam atingir as condições mínimas de permanência em actividade previstas" no decreto-lei n.º 12/2004, de 9 de Janeiro, argumenta o Governo.

Os novos valores definidos na portaria aplicam-se ao exercício de 2010 "e aos exercícios posteriores, até à fixação de novos indicadores ou valores".

http://economico.sapo.pt/noticias/gover ... 27518.html
 

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Get_It

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Re: Sector da Construção
« Responder #32 em: Janeiro 15, 2017, 05:23:34 pm »
Mais uma indústria onde nunca vão aprender a lição. Não se adaptam ao mercado e pensam que o mercado é que tem de se adaptar a eles para eles continuarem a ter aviões a jacto e helicópteros privados e a terem 4 ou 5 carros de luxo na garagem. Querem que seja o Estado a safá-los através de mais mama como foram muitas construções no passado (estádios, parques escolares, etc.). E ainda por cima estão a chorar por terem ido para mercados frágeis e por continuarem a tentarem depender da corrupção que por aí vai.

Portugal deveria era de cinco em cinco anos mandar abaixo todas as pontes, estádios e escolas e voltar a construir tudo do zero por forma a garantir que estas grandes empresas tenham sempre trabalho e uma vida de luxo.

Obras paradas fazem construção voltar a tremer
(14 de Janeiro de 2017)
Citação de: Sofia Martins Santos, Sol
A construção civil viveu em 2016 mais um ano de desespero. A esperança dos empresários era de que o sector começasse a melhorar, mas, em vez disso, o ano passado ficou marcado por mais uma queda, a nona consecutiva. A estimativa aponta para que, em 2016, em volume, a produção seja inferior a 45% da produção do ano de 2001, aquando do auge da actividade. Pior: pelas contas feitas pelos empresários do sector, melhorias só em 2018.

Até porque se levantam várias questões. Não há obras, nem dinheiro. Além disso, o que vinha servir de balão de oxigénio às empresas eram os mercados alternativos a Portugal, nomeadamente, Angola. Agora, resta arranjar alternativas, mas o sector alerta para o facto de ser um processo que leva tempo e que exige capacidade financeira.

A crise que pesa nas contas das empresas nacionais é de tal forma grave que levou mesmo António Mota, patrão da Mota-Engil, a considerar que pior é impossível: «O sector não existe, acabou. Não há obras em Portugal».

A agravar o cenário está o facto de, em 2015, já se considerar que falávamos do pior ano desde a entrada da troika. O alerta foi dado no início do ano passado pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), que garantia que os dados falavam por si: as promoções de concursos de obras públicas caíram 22% face a 2011 e o volume de contratos celebrados registou uma quebra de 35% em relação a 2014.

As dificuldades têm-se acentuado, aliás, de ano para ano. Se recuarmos até 2002, estavam nesta actividade 618 mil pessoas, um número que foi caindo desde então. No terceiro trimestre de 2015 havia apenas 276 mil trabalhadores no sector.

Analisando o período entre 2007 e 2014, o total de pessoas a trabalhar na construção caiu de 527 mil para 276 mil, o que significa que, em apenas seis anos, o sector da construção ficou quase sem metade dos postos de trabalho que tinha.

Esta evolução reflecte o impacto e a persistência da crise neste sector. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística, o ano mais crítico dos últimos seis foi o de 2012, com uma queda de 15,5% no total do emprego nesta área. Mas este é apenas um dos vários sintomas. Lado a lado com a quebra no emprego está o desaparecimento de 45 mil empresas entre 2008 e 2013.

Recorde-se que, até aos dias de hoje, muitas empresas escapam ao mediatismo por serem de dimensão mais reduzida, mas mesmo dentro das maiores empresas de construção, como o caso da Soares da Costa – que fez um despedimento colectivo e invocou o estatuto de empresa em reestruturação – não é inédito. Em Outubro de 2015, também a Somague anunciou que iria despedir cerca de 273 trabalhadores no âmbito de um processo de reestruturação, igualmente motivado pela retracção em Angola, Moçambique e Brasil.

Com o mercado interno parado, muitas empresas apostaram no mercado externo, mas confrontam-se agora com instabilidade nos destinos onde apostaram.

Ricardo Pedrosa Gomes, presidente da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP), explica que a situação em Angola e Brasil não pode ser esquecida. «Numa altura em que havia menos trabalho em Portugal, as empresas começaram a internacionalizar-se. Em 2011, as empresas portuguesas tinham grande parte da sua actividade concentrada em Angola. Muitas foram também para África e América Latina. Mas são todos países onde a economia depende muito das matérias-primas e dos seus valores».

O mercado angolano sempre foi uma grande aposta para o sector da construção civil. Mas com a crise a fazer-se sentir neste país, a realidade mudou. Grande parte dos trabalhadores que perderam o posto de trabalho pertenciam ao sector da construção. E, em parte, foram as dificuldades de Luanda em fazer pagamentos que estiveram na origem deste corte na força laboral.

O Brasil também foi um dos países para onde as empresas portuguesas viraram as suas atenções quando o trabalho começou a faltar em Portugal. Mas, também neste mercado, a situação começou a agravar-se. Também a Venezuela e Moçambique foram palco de uma mudança de cenário para aqueles que, em tempos, tinham visto nestes países uma solução.

(...)

De acordo com a AICCOPN, Angola foi responsável por 2,1 mil milhões dos 10,4 mil milhões de euros das exportações do sector em 2014, acabando por penalizar este mercado. Também Moçambique começou, entretanto, a evoluir a um ritmo abaixo do previsto e o Brasil a revelar-se «muito complicado».

(...)

Também a falta de investimento público tem sido um problema para todos os que sempre apostaram nesta área. E é um dos factores apontados como um dos principais culpados da estrangulação do sector. Até porque falamos de níveis tão baixos que apenas podem ser comparados com o que era praticado há 30 anos.

[continua]
Fonte: http://sol.sapo.pt/artigo/543962

Cumprimentos,
« Última modificação: Janeiro 21, 2017, 06:16:42 pm por Get_It »
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Lightning

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Re: Sector da Construção
« Responder #33 em: Fevereiro 06, 2017, 04:04:27 pm »
Não há inocentes, mas a Parque escolar quando fechou a torneira também lixou bem algumas empresas de construção civil, vi num episodio do sexta às 9 que falou nisso, em que várias empresas ficaram sem receber dinheiro das obras em escolas, as empresas sem receber pararam as obras, a parque escolar multou essas empresas por não terem completado as obras e finalizou com uma lei que indica, a parque escolar desiste de receber o dinheiro da multa mas também não paga nada do que devia às empresas, resultado, se aquilo já não estava muito bem, ainda ficou pior pois individaram-se na compra de material, há até um caso de uma empresa que faliu e o dono suicidou-se.

Claro que as empresas estão nisto para fazer lucro, mas para mim o pior tem sido a parque escolar, acredito que o dinheiro que se gasou podia ter sido muito melhor gasto, e teria dado para muitas mais escolas do que realmente deu, mas a comprar candeeiros do Siza Viera, casas de banho cheias de mármore, estores eléctricos, etc, o dinheiro desaparece rápido.
« Última modificação: Fevereiro 06, 2017, 04:09:02 pm por Lightning »
 
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Re: Sector da Construção
« Responder #34 em: Fevereiro 06, 2017, 08:46:02 pm »
A Construção Civil está de rastos, muito poucas empresas escaparam incólumes. No caso da Parque Escolar, claramente beneficiou poucas escolas e gastou-se muito dinheiro. O caso dos candeeiros de Siza Vieira são apenas um dos casos em que o estado comprou "Rolls-Royces" para as Escolas e depois não houve dinheiro para intervir em todas as Escolas.

Mas o caso das empresas de construção civíl foi muito complicado. Dou um exemplo abstrato. Todas as obras públicas, exigem que a empresa que ganhar o concurso, entrega uma garantia bancária de 5 a 10% do valor da obra até terminar a garantia da obra (5 anos). No caso de uma garantia junto do BCP (sei que os bancos muito dificilmente emprestam dinheiro a construtoras e se o fizerem exigem muitas garantias monetárias ou mesmo de imóveis), esta custa 3% de imposto de selo e tem um custo estimado de 2 a 12% ao ano. Imagina uma obra de 10 milhões de euros, se tiver de apresentar uma garantia bancária de 10% são logo 1 milhão de euros e que custa à empresa no 1º ano (2 + 3%) cerca de 50.000€ e 20.000€ nos anos seguintes!!!!

Pior, se formos aos Municípios, conheço casos de empresas que estão à anos à espera que lhes paguem as obras!!!!! Eu pergunto como é que podem sobreviver? Ou que margens têem de cobrar ao estado para não falirem!?
 

 

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