Desemprego...

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Desemprego...
« em: Junho 04, 2007, 11:42:33 pm »
Os partidos de esquerda em vez de questionarem o governo sobre os porques de empresas estrangeiras abandonarem Portugal, deviao ajudar a escrever um codigo de trabalho que tornase portugal mais competitivo e essas empresas nao se deslocassem para fora... Da-me a entender que eles gostavao e que todas se fossem embora!
 

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Re: Desemprego...
« Responder #1 em: Abril 13, 2015, 10:52:39 pm »
Há mais pais falidos por acolherem filhos sem emprego
Citação de: "Lusa/Zap"
Um em cada dez casos de sobre-endividamento registados entre 1 de Janeiro e 31 de Março deste ano foi provocado por alterações do agregado familiar, de acordo com dados da Associação Portuguesa do Consumidor (DECO).

Os dados do Gabinete de Apoio ao Sobre-endividado (GAS) relativos ao primeiro trimestre deste ano indicam que houve um aumento de casos de penhoras decretadas por tribunais devido a créditos em incumprimento e alterações inesperadas do agregado familiar, com o regresso dos filhos a casa dos pais, disse à agência Lusa a coordenadora Natália Nunes.

A coordenadora do GAS explicou que o número de famílias que pediu ajuda à associação foi semelhante ao registado em 2013, 2014 e 2015.

“O que verificámos foi que o número é semelhante. Estamos a falar de entre 7.000 a 7.500 famílias. No entanto, verificámos que existem em 2015 algumas diferenças em relação às famílias e no que diz respeito à degradação da sua situação financeira”, adiantou.

De acordo com Natália Nunes, mais de 25% das famílias que pediram ajuda à DECO já estavam confrontadas com a penhora dos seus rendimentos e dos bens.

“Isto evidencia o que nós temos vindo a alertar ao longo dos anos: que as famílias devem pedir ajuda atempadamente”, salientou.

Segundo os dados da DECO, entre 1 de Janeiro e 31 de Março de 2014, a alteração do agregado familiar era de 8%, e no mesmo período de 2015 situou-se nos 10%.

“Em 2015, alteraram-se as causas que têm estado na origem das dificuldades das famílias portuguesas. Tradicionalmente é o desemprego a principal causa – ainda que em 2014 tenham sido os cortes salariais – mas este ano verificámos que o desemprego e os cortes salariais representam 30% cada. No entanto, o aumento do agregado familiar, devido ao retorno dos filhos a casa dos pais, mudou a situação”, disse a responsável.

No entender de Natália Nunes, este retorno dos filhos a casa dos pais leva a rupturas orçamentais e ao incumprimento dos compromissos.

“Por outro lado, uma causa que começa a ter valor significativo são as penhoras dos rendimentos e dos bens e também os fiadores que em termos de valor representam 15% das situações que nos chegam”, disse.

A coordenadora do GAS explicou que muitas das penhoras ocorrem em processo de execução e em processos em que os devedores não são os devedores principais, mas porque foram fiadores.

De acordo com os dados, no primeiro trimestre deste ano, 30% dos casos abertos pelo GAS foram motivados pelo desemprego e pela deterioração da situação profissional, 8% devido a divórcio/separação, 12% devido a penhora, 10% por causa da alteração do agregado familiar, 7% por doença e 3% fiadores.

Os dados do GAS indicam também que uma análise ao total de rendimentos dos sobre-endividados, por agregado familiar, revelou que são os que têm rendimentos entre os 505 e os 1.010 euros (36,6%) e os que ganham até 505 euros (32,5%) que mais pedem ajuda ao gabinete da DECO.

De acordo com a DECO, 41,4% dos sobre-endividados trabalham no sector público, 25,2% são reformados, 14,7% no sector público, 13,1% estão desempregados e 5,6% trabalham por conta própria.
Fonte: http://zap.aeiou.pt/ha-mais-pais-falidos-por-acolherem-filhos-sem-emprego-65078

Banco de Portugal desvenda mistério da queda do desemprego

Cumprimentos,
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Re: Desemprego...
« Responder #2 em: Abril 14, 2015, 12:56:57 am »
Outro artigo anedota:

Como motivar os jovens para uma profissão com 200 mil empregos
Citação de: "Madalena Queirós"
Nos próximos anos a Europa vai ter um défice de 200 mil engenheiros que poderá ameaçar o crescimento económico. Como motivar os jovens a escolher os cursos de engenharia.

Imagine a sua vida sem água canalizada, estradas, pontes, telemóveis ou internet. Conseguia viver sem frigoríficos, automóveis ou edifícios? A maioria dos produtos e serviços que usamos no dia-a-dia foi desenvolvida por engenheiros. Mas mais de metade da população mundial não tem consciência disso. "A profissão invisível" foi a expressão utilizada por Luís Cocian, autor do livro "Descobrindo a engenharia", para classificar o engenheiro, uma profissão que poucos sabem o que faz. Será que o seu filho tem consciência de todas as oportunidades profissionais que tem à sua frente? Há muitas áreas desconhecidas que podem ser a sua verdadeira vocação. Conheça aqui alguns dos passos que devem ser dados para motivar as gerações mais jovens para a profissão de engenheiro.

1. Quer um emprego? Tire o curso de engenharia! "Se alguém me provar que existe uma outra profissão, a seguir à medicina, com mais empregabilidade que a engenharia, eu penitencio-me e vou a pé até Fátima". A ironia utilizada pelo bastonário da Ordem dos Engenheiros pretende referir o facto de haver pouco mais de 3% de desemprego no sector, quando o desemprego jovem ultrapassa os 30%. Mesmo os engenheiros civis "acabam por ir trabalhar para outros países ou em obras no estrangeiro que estão a ser desenvolvidas por empresas portuguesas", sublinha Rita Moura, presidente da Plataforma Tecnológica Portuguesa da Construção. Só na Alemanha existem actualmente cerca de 72 mil vagas para estes profissionais.

2. Acabar com o 'bicho papão' da matemática. Tal como não existem monstros debaixo da cama também não existe nenhum 'bicho papão' da matemática. "Mas essa imagem negativa da disciplina continua a ser transmitida de pais para filhos", diz Isaura Vieira, da Direcção-Geral de Educação. Esse é um mito que deve ser combatido. Os pais não devem achar natural que os seus filhos tenham maus resultados a matemática. É preciso mostrar que a disciplina tem aplicações concretas. Depois há o problema da física. Dos 20 mil alunos inscritos em física, apenas sete mil foram aprovados na prova específica. Perante estes números, que considera inaceitáveis, o bastonário da Ordem dos Engenheiros questiona: "É a prova específica que está errada? É o ensino que é mal dado? Como é possível uma prova específica, de tal forma violenta, que conduz à destruição de eventuais carreiras de engenheiros".

3. Aumentar a formação dos professores a matemática. Aumentar a formação dos professores do 1º ciclo a matemática é outra das medida essenciais porque as dificuldades adquiridas nesta disciplina no básico são muitas vezes difíceis de recuperar. Aumentar a carga horária da disciplina da matemática no ensino básico e secundário são medidas que estão a ser tomadas. Mas é também preciso reformular alguns planos de estudo da formação de professores, porque muitos programas de ensino superior privilegiavam a pedagogia mas "se não houver conhecimentos científicos essenciais, a matemática isso não vale nada", exemplifica Isaura Vieira. Em Portugal apenas 25% dos estudantes secundários manifestam a intenção de seguir o curso de engenharias, o que é muito baixo comparado com os 80% da Bélgica.

4. Mostrar como estudar engenharia pode ser divertido. "Nem pensar que vamos para essa faculdade (universidade de referência na área da engenharia), porque os alunos são todos 'nerds' e os professores são horrorosos". Argumentos expressos numa conversa de um grupo de estudantes do 11º ano, presenciada por Teresa Oliveira, professora na Católica. A geração Z que está a chegar às universidades, valoriza cada vez mais a interacção social. Por isso é importante combater esta imagem negativa do ambiente dos cursos de engenharia, porque muitos "preferem ir para o curso para onde vão os amigos".

5. Criar um novo herói: "O super-engenheiro". Criar uma campanha do super-engenheiro, um novo herói que cria a maioria dos produtos que utilizamos no dia-a-dia, é a proposta de Fernando Branco, professor do IST. "A maioria dos engenheiros não sabe promover o que faz", sublinha o bastonário da Ordem dos Engenheiros. Muitos não têm consciência das capacidades de liderança, gestão e resolução de problemas que desenvolvem durante a sua formação, recorda a docente do Lisbon MBA, Teresa Oliveira. Aumentar o prestígio da profissão de engenheiro, divulgando notícias positivas nos media e tentando sensibilizar os pais para a fácil inserção profissional, possibilidade de carreiras internacionais e elevados salários que os seus filhos terão se optarem por esta área são outras das medidas sugeridas pela Attract, uma rede europeia de escolas de engenharia que quer aumentar a percentagem de jovens a escolher as áreas de ciência e tecnologia. Defende-se ainda a promoção de engenheiros como 'role models' recorrendo a representantes da indústria, investigadores e alunos de doutoramento. As escolas de ensino superior deveriam preocupar-se com o "marketing" da profissão, sublinha o bastonário da Ordem dos Engenheiros.

6. Acabar com o mito de que a engenharia é uma profissão de homens

Convença a sua filha que a engenharia não é uma profissão de homens. Sensibilize a sua escola para a necessidade de promover "Os dias das engenheiras" como acontece noutros países europeus. E ainda promover programas de mentorado para divulgar as áreas das engenharias são algumas das medidas propostas.

Rita Moura
Presidente da PTPC

"Há muitos engenheiros portugueses a ir trabalhar para obras noutros países europeus porque a qualidade da sua formação é reconhecida e prestigiada em todo o mundo", diz Rita Moura, presidente da Plataforma Tecnológica Portuguesa de Construção que dedicou o 4º fórum ao tema "Motivação das novas gerações para a Engenharia". Numa visita recente a Londres, onde se espera um crescimento de 20% na actividade da construção até 2017, "encontrei uma série de engenheiros portugueses em posições de destaque". "Há muitas áreas de formação na engenharia que são muito próximas dos interesses desta nova geração Z, como as tecnologias de informação, o que pode ser uma forma de cativar os jovens para esta área", sublinhou.

PROTAGONISTAS DO DEBATE "MOTIVAÇÃO DAS NOVAS GERAÇÕES PARA A ENGENHARIA"

Fernando Branco
Professor do IST

Uma solução VIP é a proposta de Fernando Branco, professor do Instituto Superior Técnico, para atrair mais jovens para a engenharia. O que significa trabalhar a vocação e imagem dos engenheiros e fazer Investimentos Públicos para promover a obra pública e emprego na engenharia e a educação contínua. "No IST estamos a promover um grande debate sobre a reformulação do curso", diz. A mudança poderá passar por colocar mais competências de gestão nos cursos de engenharias e apostar na formação contínua. M.Q

Isaura Vieira
Direcção - Geral da Educação

A baixa atractividade dos cursos de engenharia para os estudantes do secundário "é um problema europeu", diz Isaura Vieira, da Direcção-Geral da Educação. Portugal "nem é dos piores casos. Cerca de 60% dos alunos escolhem as áreas das Ciências e Tecnologias". Mas depois, na hora de se candidatarem ao superior, "escolhem mais as ciências da vida, como Bioquímica e Biotecnologia". "Mas, contrariamente ao que acontece noutros países, não há menos raparigas nessas áreas", diz. Elas escolhem é menos a engenharia, talvez pelo preconceito de a associar a uma profissão masculina.

Carlos Martins Ramos
Bastonário da Ordem dos Engenheiros

"Porque é que há 120 mil candidatos à Casa dos Segredos e não aos cursos de engenharia?", questiona o bastonário da Ordem dos Engenheiros. No último ano a percentagem de vagas preenchidas nestes cursos baixou de 67% para 55%. "Nós, os engenheiros, não sabemos vender o nosso produto e valorizar o que fazemos", diz Carlos Martins Ramos. As universidades deveriam preocupar-se com o "marketing" da profissão e explicar que a engenharia está por detrás de quase tudo no nosso dia-a-dia desde o duche à máquina do café.

Teresa Oliveira
Professora no Lisbon MBA

Os engenheiros têm "competências muito fortes de gestão, planeamento, organização, de lidar com imprevistos, de flexibilidade e de gestão de pessoas diversas", diz Teresa Oliveira, professora do Lisbon MBA. "Mas não têm a percepção das capacidades que desenvolvem, porque só têm consciência das suas competências técnicas", afirma a docente da Universidade Católica. Estes diplomados desenvolvem capacidades de liderança e de análise que fazem com que "muitas vezes sejam os melhores alunos do Lisbon MBA ", sublinha.

João Santa-Rita
Presidente da Ordem Arquitectos

"Não posso aceitar que um país desista de uma área de formação apenas por razões de empregabilidade directa", afirma João Santa-Rita, presidente da Ordem dos Arquitectos. "Formei-me em 1983 e cerca de 20% dos meus colegas nunca exerceram qualquer profissão relacionada com Arquitectura. Há músicos, outros que dirigem empresas", exemplifica.

O que é importante é ter uma "formação que os leve a olhar para o mundo de uma determinada forma e transmitir aos seus filhos essas preocupações".
Fonte: http://economico.sapo.pt/noticias/como-motivar-os-jovens-para-uma-profissao-com-200-mil-empregos_215894.html

Este pessoal ou não tem noção da realidade ou está preocupado em deixar de existir uma grande procura de emprego que lhes permite ter basicamente escravos, ou está preocupado em perder o emprego na universidade devido à diminuição dos cursos, ou está preocupado que as ordens deixem de ter membros que lhes paguem as quotas.

Conheço engenheiros civis que já nem para o estrangeiro conseguem arranjar emprego - quer através de empresas portuguesas ou estrangeiras locais. Um dos casos é de uma engenheira com já uns 20 anos de experiência e a quem não renovaram o contrato após ter recebido licença de maternidade. Se realmente existisse um défice de engenheiros não andavam para aí a deitar as pessoas fora.

Cumprimentos,
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Re: Desemprego...
« Responder #3 em: Julho 08, 2015, 04:14:06 pm »
Tanto os dados de um como o outro não apresentam a realidade do desemprego em Portugal.

Como o INE e o IEFP vêem o desemprego em Portugal
Citação de: "Cristina Oliveira da Silva, Económico"
Em Maio, os dados ainda provisórios do Instituto Nacional de Estatística (INE) davam conta de 676,8 mil desempregados. Nesse mesmo mês, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) contava com pouco mais de 554 mil inscritos nessa condição.

Parece-lhe confuso? A verdade é que na base destas divergências há diferenças metodológicas a ter em conta.

Os dados do desemprego revelados pelo INE têm por base um inquérito trimestral, por amostragem. Além dos números trimestrais e anuais, no final de 2014 o INE passou a divulgar dados mensais que aproveitam igualmente informação do Inquérito ao Emprego.

Conforme recorda o INE ao Económico, é considerado desempregado o indivíduo entre os 15 e os 74 anos que, no período de referência, reunia simultaneamente as seguintes condições: "não tinha trabalho remunerado nem qualquer outro; tinha procurado activamente um trabalho remunerado ou não ao longo de um período específico (no período de referência ou nas três semanas anteriores)" e "estava disponível para trabalhar num trabalho remunerado ou não". Também inclui pessoas que, mesmo tendo trabalho, só iniciariam funções numa data posterior à do período de referência.

Já os dados do IEFP, de carácter mensal, referem-se apenas ao número de inscritos nos centros de emprego. Dá conta dos que que se inscrevem ao longo do mês e do total acumulado no final do mês. E nem todos são considerados desempregados. O Económico dirigiu várias questões ao IEFP mas não obteve resposta em tempo útil. No entanto, Francisco Madelino, antigo presidente do IEFP, explica que as pessoas podem inscrever-se nomeadamente por "razões de obrigação legal" - para receber subsídio de desemprego, por exemplo - ou para terem acesso "a um conjunto de medidas de emprego e de formação".

Depois, há vários factores que influenciam o número de inscritos no IEFP, continua Madelino. Se aumentarem as medidas de apoio a estágios ou à contratação, é de esperar que o número de inscritos também suba, refere. No entanto, quando estas pessoas são integradas em formação profissional ou em determinadas medidas de emprego, deixam de ser consideradas desempregadas para passarem ao grupo de "ocupados".

Por outro lado, com a subida do desemprego de longa duração, muitas pessoas esgotam o subsídio de desemprego e, se as expectativas de conseguirem um trabalho através do IEFP forem fracas, acabam muitas vezes por não responder às convocatórias do centro do emprego, o que resulta na anulação da sua inscrição, continua o professor do ISCTE. A anulação da inscrição pode resultar deste "controlo administrativo" mas também ocorre, por exemplo, em caso de incumprimento de deveres ou quando o desempregado é colocado num posto de trabalho, emigra ou passa à reforma.

Além dos desempregados, o IEFP também contabiliza o registo de empregados que querem mudar de emprego, de "ocupados" e de "indisponíveis temporariamente". Os "ocupados" são pessoas integradas em formação profissional ou em programas de emprego que não visem a integração directa no mercado de trabalho. Já a indisponibilidade temporária está ligada a situações de doença. Estes grupos estão excluídos dos dados do desemprego do IEFP.

No INE, o conceito de trabalho, a nível nacional e europeu, diz respeito a "qualquer actividade realizada, num período pré-determinado e bem especificado, com vista a uma remuneração ou proveito, mesmo que tenha durado apenas uma hora", explica o Instituto.

Os aprendizes ou estagiários, por exemplo, só são considerados empregados se receberam algum pagamento por isso, excluindo subsídios de alimentação e transporte, refere o INE. Já a participação em acções de formação só confere classificação de empregado caso "se desenrole em ambiente de trabalho, com a inserção dos formandos no circuito produtivo da empresa ou organização mediante uma remuneração", excluindo também aqui o pagamento de despesas de alimentação ou transporte. Portanto, as formações realizadas em ambiente de sala "não conferem a classificação de empregado" mesmo que sejam subsidiadas.

O INE também considera como empregados os abrangidos por Contratos Emprego-Inserção, indicando que este é entendido como "trabalho pago" (através desta medida, os inscritos nos centros de emprego desenvolvem trabalho socialmente necessário, embora a oposição já tenha afirmado que este regime também é usado para preencher necessidades efectivas). Os bolseiros de investigação, que recebem subsídios para essa actividade, também fazem parte do conceito de empregados.

Também há grupos específicos que, apesar de não terem trabalho, não são considerados desempregados pelo INE. É o caso dos chamados inactivos desencorajados: pessoas com mais de 15 anos que pretendem trabalhar mas não fizeram diligências nesse sentido por considerarem que não têm idade apropriada ou instrução suficiente, por não saberem como procurar ou por acharem que não valia a pena ou que não havia empregos disponíveis. Estas pessoas não encaixam no conceito de desemprego do INE "porque não cumprem os três critérios associados" a esta definição, explica o Instituto. Os "inactivos desencorajados apenas observam um dos critérios do conceito de desemprego, a inexistência de trabalho", mas não procuraram emprego e podiam ou não estar disponíveis para trabalhar.

Muitas vezes, também são referidos outros grupos para dar uma ideia do potencial desperdiçado no país. É o caso de trabalhadores em subemprego (que gostariam de trabalhar mais horas).

Ao contrário do que acontece com os dados do IEFP, os dados mensais do INE costumam ser revistos no mês seguinte. Neste caso são obtidas estimativas referentes a trimestres móveis com projecções de um mês. O INE alerta que as estimativas mensais "devem ser encaradas como informação adicional às estimativas trimestrais" e ressalva que "a taxa de desemprego oficial publicada pelo INE deriva das estimativas trimestrais". De acordo com o Instituto, a divulgação de dados mensais "satisfaz ainda um requisito no âmbito dos Principais Indicadores Económicos Europeus".
Fonte: http://economico.sapo.pt/noticias/como-o-ine-e-o-iefp-veem-o-desemprego-em-portugal_222773.html/-1

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Re: Desemprego...
« Responder #4 em: Julho 21, 2015, 05:47:41 pm »
Cada vez há mais estágios, mas integração no mercado de trabalho diminuiu
(20 de Julho de 2015)
Citação de: "Jornal i"
O número de trabalhadores que foram integrados no mercado de trabalho após um estágio profissional do IEFP caiu de 42,4% em 2013 para 33,3% em 2014, segundo um relatório divulgado esta segunda-feira pelo Tribunal de Contas.

De acordo com o relatório sobre o acompanhamento da execução do Orçamento da Segurança Social, de Janeiro a Dezembro de 2014, divulgado esta segunda-feira pelo Tribunal de Contas, as políticas activas de emprego (como os estágios profissionais) subiram 8,7% no ano passado, "contribuindo assim positivamente para a dinamização do mercado de trabalho, designadamente na parte que respeita à criação de emprego por conta de outrem que apresentou um crescimento de 1,6% em 2014, que compara com uma queda de 2,6% para o conjunto do ano de 2013".

Apesar de o tribunal presidido por Guilherme d'Oliveira Martins destacar "o mérito" destas medidas, aponta "índices de precariedade elevados", bem como a baixa taxa de integração desta população na vida activa após a finalização do estágio do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP): "Em 2013, 42,4% dos estagiários foram integrados no mercado de trabalho após estágio e em 2014 apenas 33,3%", escreve a entidade.

Depois de o primeiro-ministro ter afirmado, numa entrevista à SIC, que entre Janeiro de 2013 e Abril de 2015 foram criados mais 175.000 postos de trabalho e que a precariedade diminuiu, a oposição e os sindicatos vieram criticar os números apresentados por Passos Coelho.

Para a CGTP, por exemplo, parte do emprego que o Governo afirma ter sido criado desde 2013 "resulta da utilização massiva das chamadas medidas activas de emprego, como os estágios e os contratos emprego inserção, que o INE contabiliza como emprego mas que não têm associado um contrato de trabalho, sendo na realidade usadas para subsidiar as empresas e colmatar a falta de trabalhadores na Administração Pública".
Fonte: http://ionline.pt/artigo/403291/cada-vez-ha-mais-estagios-mas-integracao-no-mercado-de-trabalho-diminuiu

Há uns anos os empregados e trabalhadores passaram a ser "colaboradores", agora passam a ser "estagiários". :D

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Re: Desemprego...
« Responder #5 em: Agosto 03, 2015, 01:26:59 pm »
509 mil desempregados não entram nas contas oficiais. Taxa seria de 22%
(3 de Agosto de 2015)
Citação de: "Rafaela Burd Elvas / DN"
Há 257 mil inactivos e 252 mil trabalhadores em situação de sub-emprego que não são contabilizados como desempregados pelo INE.

"A verdade dos factos comprova que, face a Junho de 2011, houve uma redução efectiva do número absoluto de desempregados em Portugal." A afirmação, do final da semana passada, foi de Marco António Costa, porta-voz do PSD, depois de o Instituto Nacional de Estatística (INE) ter divulgado estimativas provisórias do desemprego relativas a Junho. De facto, o número de desempregados baixou de 675 mil no segundo trimestre de 2011 para 636,4 mil em Junho de 2015. Mas o número de inactivos disponíveis e de sub-empregados a tempo parcial, não contabilizados no desemprego oficial, disparou mais de 70% desde 2011 até este ano. No primeiro trimestre, havia 508 800 pessoas numa destas duas situações.

Os números são destacados por Eugénio Rosa, economista da CGTP, no seu último estudo, em que salienta que "a redução do desemprego oficial tem sido conseguida através do aumento significativo do número de desempregados que não são considerados nos números oficias de desemprego". Ao todo, no final de Março deste ano, havia 256,8 mil inactivos disponíveis (desempregados que não procuraram emprego no período em que foi feito o inquérito do INE) e 252 mil trabalhadores em sub-emprego (aqueles que pretendem ter trabalho a tempo completo mas, como não conseguem, aceitam trabalho a tempo parcial). Somando estes aos 636,4 mil desempregados oficiais (número ainda provisório, relativo a Junho), o total de desempregados ultrapassaria os 1,143 milhões. A taxa de desemprego passaria de 12,4% para 22%.

(...)
Fonte: http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=4712241

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Re: Desemprego...
« Responder #6 em: Agosto 23, 2015, 06:10:52 pm »
Milhares de portugueses não entram nas estatísticas do desemprego (vídeo)
(22 de Agosto de 2015)
Citação de: "RTP"
São milhares de pessoas que estão desempregadas mas que não entram nas contas das estatísticas. Deixam de estar inscritos nos centros de emprego porque não têm soluções de trabalho, até por causa da idade.
Reportagem vídeo e fonte: http://www.rtp.pt/noticias/economia/milhares-de-portugueses-nao-entram-nas-estatisticas-do-desemprego_v853220

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Desemprego: Número de inscritos no IEFP caiu 0,9% em Março

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