Kosovo - À Procura do Beijo Impossível

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« Responder #45 em: Fevereiro 13, 2008, 09:53:48 pm »
:wink: OK, mas esse não é o cerne da questão
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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« Responder #46 em: Fevereiro 15, 2008, 08:40:00 am »
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ONU

Sérvios e rússos mantêm recusa sobre independência do Kosovo


A Sérvia e a Rússia insistiram em recusar a independência do Kosovo, posição tomada durante uma inconclusiva reunião do Conselho de Segurança da ONU. Os sérvios insistem que este facto significaria uma «violação» da sua «integridade territorial».
( 08:05 / 15 de Fevereiro 08 )

   

A Sérvia e a Rússia mantiveram, na quinta-feira, a sua posição de recusa relativamente à independência do Kosovo, ao cabo de uma reunião à porta fechada do Conselho de Segurança da ONU que acabou sem grandes conclusões.

Numa declaração divulgada aos meios de comunicação social, o ministro sérvio dos Negócios Estrangeiros recordou que nunca aceitará «qualquer violação da integridade territorial» do seu país, o que significa que «jamais» vão reconhecer a independência da Sérvia.

«Não renunciaremos, mesmo se esse acto cobarde não for impedido. Nem agora, nem dentro de um ano, nem num decénio, nunca. O Kosovo fará sempre parte da Sérvia», afirmou Vuk Jeremic.

«Tomaremos quaisquer medidas diplomáticas, políticas e económicas para impedir ou reverter este ataque directo e não provocado à nossa soberania», frisou o chefe da diplomacia sérvia.

Jeremic recordou ainda que a independência do Kosovo teria efeitos noutros territórios por todo o mundo, uma vez que também estes se achariam no direito de ficar numa situação parecida à da actual província sérvia.

O chefe da diplomacia sérvia disse ainda recear pela vida dos cerca de 120 mil sérvios que ainda vivem no Kosovo, uma vez que acredita na possibilidade de uma «repetição de uma limpeza étnica contra a população sérvia».

Numa reunião de emergência convocada a pedido de Belgrado e de Moscovo, o embaixador da Rússia na ONU considerou que a proclamação da independência do Kosovo será uma «violação flagrante do direito internacional».

Vitaly Tchurkin entende que uma declaração deste tipo iria violar não só a Carta das Nações Unidas bem como a resolução 1244 do Conselho de Segurança, que estabelece que para o território uma «autonomia substancial», mas reafirma a soberania de Belgrado sobre esta província que tem vindo a ser administrada pela ONU desde 1999.

À saída dos debates, o embaixador do Panamá, Ricardo Alberto Árias, que preside ao Conselho de Segurança em Fevereiro, explicou que não foi tomada qualquer decisão e que a maioria dos estados-membros entende que este assunto deve ser tratado a nível europeu.

Esta posição tinha já sido aquela que tinha sido tomada pelo Conselho de Segurança da ONU em Dezembro, na sequência de quatro meses de negociações infrutíferas entre sérvios e kosovares sobre o futuro desta província.

http://tsf.sapo.pt/online/internacional ... =TSF188366
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tsumetomo

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« Responder #47 em: Fevereiro 17, 2008, 08:35:22 pm »
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Parlamento proclama declaração de independência do Kosovo

A declaração de independêndia do Kosovo da Sérvia foi hoje aprovada pelo Parlamento kosovar, depois do projecto da proclamação ter sido apresentado pelo primeiro-ministro Hashim Thaçi. O anúncio formal da votação foi recebido nas ruas de Pristina com celebrações de dezenas de milhares de pessoas.

“Nós, os líderes do nosso povo, eleitos democraticamente, através desta declaração proclamamos o Kosovo um Estado independente e soberano”, disse Hashim Thaçi aos parlamentares, que aprovaram a declaração numa sessão plenária extraordinária convocada pelo chefe de Governo kosovar. “Esta declaração reflecte a vontade do povo”, continuou o primeiro-ministro.

Thaçi assegurou que o Kosovo terá uma “sociedade que respeita a dignidade humana” e que se compromete a confrontar “o doloroso legado do passado recente, num espírito de reconciliação e perdão”.

Todos os 109 deputados presentes na sessão plenária aprovaram a declaração de independência numa votação em que se abstiveram onze deputados de minorias étnicas, incluindo sérvios.

Nas ruas de Pristina, o tão aguardado anúncio da independência foi recebido por dezenas de milhares de pessoas, grande parte delas juntando-se na Avenida Madre Teresa. O vermelho da bandeira albanesa enche as ruas, mas também as bandeiras dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e NATO são empunhadas, em sinal de reconhecimento pelo apoio dado por os três países à independência da província do Sul da Sérvia e principais actores nos bombardeamentos aéreos de 1999 que forçaram as forças de Belgrado a abandonar o Kosovo.

Por outro lado, as autoridades de Belgrado, apoiadas pela Rússia, e os sérvios do Kosovo (que representam pouco mais que dez por cento da população) opõem-se à independência. Belgrado já afirmou que se recusará a aceitar qualquer proclamação de separação do Kosovo da Sérvia.

Comunidade internacional reage à declaração

Os Estados Unidos e vários países da União Europeia manifestaram nas últimas semanas a sua intenção de reconhecer rapidamente a independência do Kosovo após a sua proclamação pelo Parlamento kosovar.

Os Estados Unidos reagiram à declaração da independência do Kosovo com um apelo à calma. “Registamos o facto do Kosovo ter declaro a sua independência. Saudamos o claro empenho do Governo kosovar em proteger as minorias étnicas”, sustenta um comunicado do porta-voz do Departamento de Estados norte-americano, Sean McCormack.

O responsável indicou que os Estados Unidos e a União Europeia estão a avaliar a questão da independência kosovar. “Deveremos publicar um comunicado em breve” sobre a situação, indicou o porta-voz, sublinhando que, para já, Washington apela a todas as partes a “absterem-se de qualquer provocação”.

Em Londres, um porta-voz do gabinete da chefia da diplomacia britânica afirmou que a proclamação de independência é “um importante desenvolvimento que cria um novo contexto para o estatuto do Kosovo”. A mesma fonte remeteu para amanhã, em Bruxelas, uma declaração dos membros da União Europeia, que se vão reunir para analisar “o novo estatuto do Kosovo e os seus aspectos económicos e políticos”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Bernard Kouchner, que se encontra em visita a Israel, disse aos jornalistas que França deseja “boa sorte ao Kosovo”, considerando a sua separação da Sérvia “um sucesso da comunidade internacional e da Europa”.

Em Berlim, o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Frank-Walter Steinmeier, apelou, à semelhança dos Estados Unidos, “à calma e moderação”, após o anúncio da independência kosovar, salientando que a “manutenção da estabilidade na região é a principal prioridade”. Após uma conversa telefónica com o seu homólogo sérvio, Vuk Jeremic, e com o chefe da diplomacia eslovena, Dimitrij Rupel, cujo país presidente actualmente à União Europeia, Steinmeier afirmou, em comunicado, que os ministros “rejeitaram expressamente toda a forma de violência”.

Um responsável do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Itália indicou que o país “necessita de tempo para avaliar” com os seus parceiros europeus, em Bruxelas, a situação futura do Kosovo, apelando, no entanto, à “moderação” da Sérvia e do Kosovo nas suas relações.



http://ultimahora.publico.pt/noticia.aspx?id=1319912&idCanal=11

E está o caldo entornado... vamos la ver o que acontecerá nos tempos mais próximos nesta região do mundo.
 

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tsumetomo

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« Responder #48 em: Fevereiro 17, 2008, 09:24:05 pm »
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Viabilidade econômica, o maior desafio de um Kosovo independente


PRISTINA, Kosovo (AFP) — A viabilidade econômica é o desafio maior de Kosovo, a região mais desfavorecida dos Bálcãs, que teve sua sua independência proclamada neste domingo.

A União Européia (UE) aprovou o envio de uma missão civil (Eulex) de 2.000 homens para substituir a ONU, que administra Kosovo desde 1999, mas a comunidade internacional não consegue reaquecer a economia desta província do sul da Sérvia depois do conflito de 1998-1999 entre as forças sérvias e os separatistas.

A Eulex será encarregada de acompanhar a independência de Kosovo.

Segundo os dados de diversos organismos, a injeção de dinheiro estrangeiro em Kosovo, em projetos de reconstrução ou doações, foi de 2 a 3 bilhões de dólares por ano até 2004.

Mas outros cálculos estimam que a cifra seria da ordem dos 11 bilhões se levadas em consideração as quantias enviadas pela diáspora albanesa.

Independentemente de seu volume, estas quantias de dinheiro serviram para criar uma economia de consumo, já que a atividade produtiva ficou completamente enterrada devido aos interrogatórios sobre o estatuto de Kosovo.

Hoje em dia, as estradas estão destruídas e há inúmeros povoados que não têm eletricidade por mais do que algumas horas por dia.

O desemprego atinge 45% da população ativa e afeta 70% dos jovens; um relatório do Banco Mundial estima que 37% dos dois milhões de habitantes de Kosovo vivem abaixo da linha da pobreza, com menos de 1,5 eurospor dia.

"Mais de um em cada dez kosovares passa fome", resumiu Frode Mauring, chefe da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) em Kosovo.

"Aproximadamente 1,3 bilhão de euros são dedicados todos os anos ao desenvolvimento. Seria preciso aumentar esta cifra", estima o PNUD.

"Um Kosovo independente contraria a confiança dos investimentos estrangeiros", segundo o analista Muhamet Mustafa, que acredita que a independência "abrirá também as portas do mercado financeiro internacional".

"Temos uma população jovem que deseja trabalhar", enfatiza o especialista.

Segundo os analistas, as perspectivas existem, por exemplo, no setor da energia, que representa uma esperança econômica real. As reservas de carvão, por exemplo, representam uma esperança real.

Estas reservas são calculadas em 15 bilhões de toneladas e as de minerais podem chegar a vários milhões de toneladas.

"As reservas de ouro, níquel e cromo poderão ser muito superiores ao esperado", assegura com otimismo a Comissão Independente paras Minas de Kosovo.

Segundo Nick Burcham, que trabalhou nesta comissão, Kosovo tem centenas de zonas de prospecção e várias companhias estrangeiras estudam a possibilidade dos minerais.

Mas, para outros, a futura independência, mais do que uma vitória, pode resultar num pesado fardo.

"Temos que deixar de acreditar que a independência proporcionará toneladas de dólares", adverte o economista Ibrahim Rexhepi.

"A crise corre o risco de continuar. Impulsionar a metalurgia, a indústria dos alimentos e da energia exige tempo e investimentos", concluiu.



http://afp.google.com/article/ALeqM5httgdOMOW7y_pRnWk5HJPm7pihXw
 

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tsumetomo

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« Responder #49 em: Fevereiro 17, 2008, 09:26:14 pm »
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Manifestações violentas em Belgrado após declaração de independência do Kosovo


Várias centenas de jovens sérvios manifestaram-se hoje nas ruas de Belgrado contra a declaração de independência do Kosovo, envolvendo-se em confrontos com a polícia depois de terem lançado pedras contra a Embaixada dos Estados Unidos, um dos países que já manifestaram apoio à separação da província sérvia, sob supervisão internacional.

Os manifestantes, muitos deles apoiantes de equipas de futebol, lançaram pedras e tochas contra a representação diplomática norte-americana, fortemente protegida por um dispositivo de segurança composto por polícias anti-motim.

Durante um confronto com a polícia, que usou granadas de gás lacrimogéneo para dispersar a multidão, um polícia sofreu ferimentos ligeiros.

Os manifestantes atacaram ainda a Embaixada da Eslovénia, tendo lançado também pedras e tochas contra o edifício, cuja porta de entrada ficou destruída bem como os vidros de várias janelas. A Eslovénia, antiga república jugoslava, assegura actualmente a presidência da União Europeia, que decidiu enviar uma missão para o Kosovo, para acompanhar o território após a declaração da independência.

Viaturas da polícia foram, entretanto, mobilizadas para outras embaixadas, como a de França, para impedir possíveis ataques durante a noite.

No centro de Belgrado, os opositores à independência kosovar desfilaram empunhando bandeiras sérvias e gritando “O Kosovo é a Sérvia”.

Em Kosovska Mitrovica, no norte do Kosovo, quatro granadas foram lançadas: duas que não chegaram a explodir contra um edifício ocupado pela União Europeia, e duas outras contra um tribunal, tendo apenas um explodido. O incidente não provocou vítimas.

Hoje, pouco depois do anúncio da independência do Kosovo, o Presidente sérvio, Boris Tadic, assegurou que a Sérvia “jamais reconhecerá a independência”. “A Sérvia reagiu e reagirá por todos os meios pacíficos, diplomáticos e legais para anular esse acto cometido pelas instituições do Kosovo”, acrescentou, numa posição reforçada pelo primeiro-ministro nacionalista sérvio. “Para os cidadãos da Sérvia, para a Sérvia, não existe nem existirá um Estado fantoche do Kosovo no seu território”, declarou Vojislav Kostunica.



http://ultimahora.publico.pt/noticia.aspx?id=1319927&idCanal=11
 

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André

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« Responder #50 em: Fevereiro 17, 2008, 10:18:36 pm »
Declaração de independência acolhida com moderação pelo Ocidente    

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Eram cerca das 15:00 em Lisboa quando o Parlamento do Kosovo aprovou por unanimidade e aclamação a declaração unilateral de independência desta província sérvia de população maioritariamente albanesa.

"A partir de agora, o Kosovo mudou de posição política, somos agora um Estado independente, livre e soberano", declarou o presidente do Parlamento, Jakup Krasniqi, aos deputados, depois de estes terem aprovado a proclamação da independência.

A decisão foi saudada nas ruas por milhares de kosovares, aos gritos e acenando bandeiras da Albânia, dos Estados Unidos, do Reino Unido e da NATO.

Já a Rússia tomou a mesma posição que a Sérvia rejeitando a proclamação da independência no Kosovo, enquanto a maioria dos países ocidentais a acolheram com moderação.

Moscovo quer que a missão da ONU no Kosovo declare "nula e sem valor" a proclamação unilateral de independência da província, disse o embaixador da Rússia na ONU, Vitaly Tchourkine, antes do início de uma reunião de urgência do Conselho de Segurança da ONU.

Num comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo considerou que esta declaração constitui "uma violação da soberania da Sérvia", da "Carta da ONU, e da resolução 1244 do Conselho de Segurança".

Por seu turno, a Eslovénia, que assume a presidência semestral da União Europeia (UE), apelou a todas as partes implicadas no Kosovo que se comportem "de forma responsável" e "evitem qualquer forma de violência".

Poucas horas depois da declaração da independência pelo Parlamento, duas granadas foram lançadas na cidade de Mitrovica, e uma delas explodiu sem causar vítimas, segundo a polícia, que anunciou a instauração de um inquérito sobre o incidente.

O Alto Representante da UE para a Política Externa e de Segurança Comum, Javier Solana apelou a que "todos mantenham a calma e ajam de forma responsável", afirmando-se convencido de que os dirigentes kosovares estarão "à altura das suas responsabilidades".

Tal como o Vaticano, vários países ocidentais apelaram à calma e à prudência para evitar novas ondas de violência entre albaneses e sérvios.

Os Estados Unidos, principais artesãos da independência do Kosovo que ficará sob a supervisão internacional, afirmaram ter "tomado nota" da declaração e apelaram a todas as comunidades da província a manter a calma.

A Suíça, que acolhe uma grande parte da diáspora do Kosovo, espera que as autoridades do Kosovo se "empenhem em evitar derivas violentas".

Na Alemanha, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Frank-Walter Steinmeier, apelou a todas as partes "calma e moderação".

O chefe da diplomacia francesa, antigo alto representante da ONU no Kosovo, Bernard Kouchner, desejou "boa sorte ao Kosovo", e considerou que se tratava de "um sucesso da comunidade internacional e da Europa" que "colocará fim a um certo sofrimento".

Na segunda-feira, os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE vão discutir o novo estatuto do Kosovo, e cada um dos 27 estados-membros poderá efectuar a sua própria declaração sobre esta matéria, sobre a qual não há um consenso.

Chipre, Eslovénia, Espanha, Bulgária, Grécia e Roménia já exprimiram a sua oposição a esta independência, considerando-a um precedente para todos os separatismos no mundo.

A Abkhazia e a Ossétia do Sul, duas regiões separatistas pro-russas da Geórgia, anunciaram imediatamente após a proclamação da independência do Kosovo, que irão pedir à Rússia e à ONU que reconheça a sua independência.

O Kosovo é gerido pela ONU e patrulhado pela NATO desde o fim da guerra entre as forças sérvias e os albaneses em 1999.

A KFOR, força da NATO no território, já anunciou que irá continuar a assumir as suas responsabilidades, "salvo decisão contrária do Conselho de Segurança" da ONU.

Lusa

 

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André

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« Responder #51 em: Fevereiro 18, 2008, 12:15:52 am »
Vinte feridos em manifestação frente à embaixada dos EUA em Belgrado

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Mais de uma vintena de pessoas, na maioria polícias, ficaram hoje feridas durante um protesto contra a independência do Kosovo em frente à embaixada dos Estados Unidos em Belgrado, capital da Sérvia.

Os manifestantes - várias centenas de jovens que gritavam palavras de ordem ultranacionalistas - lançaram pedras e tochas contra o edifício da embaixada, situada numa das avenidas centrais da capital e destruíram vários veículos estacionados na zona.

O Parlamento do Kosovo aprovou hoje, por unanimidade e aclamação, a declaração unilateral de independência desta província sérvia de população maioritariamente albanesa, decisão que foi de imediato rejeitada pela Rússia e pela Sérvia, e acolhida com apelos à calma por vários países ocidentais.

Frente ao edifício da embaixada dos Estados Unidos em Belgrado foi colocado um cordão da polícia anti-distúrbios que também foi alvo de insultos dos manifestantes, e a dada altura houve lutas com a polícia, das quais resultou um agente ferido.

Os manifestantes continuaram a destruir semáforos, sinais de tráfico, veículos e contentores de lixo na zona, enquanto os polícias, depois de receber reforços, tentaram empurrar a multidão para mais longe do edifício diplomático.

Uma agressão dos manifestantes a uma equipa da televisão pública sérvia RTS - que ficou com a câmara destruída e um dos repórteres ferido - desencadeou também ataques aos jornalistas de imagem das emissoras de televisão B92 e Studio B.

De acordo com fontes médicas do centro de urgências de Belgrado, mais de uma vintena de pessoas foi até agora assistida naquela unidade, a maioria polícias com ferimentos ligeiros.

Depois da polícia ter repelido a multidão, os manifestantes dividiram-se em pequenos grupos e um deles dirigiu-se ao edifício da embaixada da Eslovénia, país que preside actualmente à União Europeia (UE), onde partiu vidros e destruiu as bandeiras europeia e eslovena.

Outros grupos dirigiram-se a uma zona central de Belgrado onde partiram montras de um restaurante da cadeia norte-americana McDonalds, levando a polícia a intervir com gases lacrimogéneos para os dispersar.

Os manifestantes tinham anunciado um protesto pacífico em frente à embaixada dos Estados Unidos, situada a poucas centenas de metros da sede do Governo sérvio, e primeiro apareceram a cantar canções nacionalistas, mas depois voltaram atrás e bloquearam a entrada da avenida.

Os activistas transportavam bandeiras sérvias e gritavam palavras de ordem como "Kosovo é a Sérvia", "Não entregamos Kosovo", e outros em apoio ao antigo líder militar servio-bósnio Ratko Mladic.

Lusa

 

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« Responder #52 em: Fevereiro 18, 2008, 08:24:42 am »
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
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André

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« Responder #53 em: Fevereiro 18, 2008, 09:33:33 am »
Austrália apoia a independência, China «profundamente preocupada»

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A declaração unilateral de independência do Kosovo recebeu hoje uma declaração de apoio por parte do primeiro-ministro australiano, enquanto a China se afirmou «profundamente preocupada».

O primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, anunciou em Sydney que em breve o seu país fará o reconhecimento formal do Kosovo como estado independente.

Em declarações à estação australiana ABC, Rudd afirmou ter distribuído uma orientação aos seus representantes diplomáticos espalhados pelo mundo no sentido de que esta declaração de independência «segue uma linha de conduta apropriada».

«A triste história do Kosovo leva a que façamos tudo para assegurar aos cidadãos dessa região do mundo que serão protegidos no futuro e é por isso que procederemos ao reconhecimento diplomático na primeira ocasião» , afirmou Rudd.

Entretanto, o porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, Liu Jianchao, afirmou hoje que a China está «profundamente preocupada» com a declaração unilateral de independência do Kosovo.

«A iniciativa unilateral adoptada pelo Kosovo arrisca-se a criar reacções em cadeia e a ter repercussões negativas importantes na paz e na estabilidade da região dos Balcãs» , declarou Jianchao, em comunicado.

«A resolução do problema do Kosovo» , afirmou Jianchao, «está ligada à paz e estabilidade na região dos Balcãs, à autoridade e ao funcionamento do Conselho de Segurança e aos princípios fundamentais das relações internacionais».

«A China sempre considerou que o melhor meio de resolver o problema do Kosovo é do pôr em prática um plano aceitável para todos, mediante negociações bilaterais entre a Sérvia e o Kosovo» , refere o comunicado de Jianchao.

Por esse motivo, conclui a nota, «a China lança um apelo à Sérvia e ao Kosovo para que continuem a negociar uma solução adequada no quadro do direito internacional, a fim de manter a paz e a segurança na região dos Balcãs».

Recorde-se que o Parlamento do Kosovo, reunido em sessão plenária extraordinária no domingo, aprovou por aclamação a declaração unilateral de independência daquela província de maioria albanesa no Sul da Sérvia e que se encontra desde 1999 sob controlo da ONU.

Lusa / SOL

 

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Adamastor

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« Responder #54 em: Fevereiro 18, 2008, 02:29:39 pm »
Espanha não vai reconhecer a independência do Kosovo

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A Espanha não vai reconhecer a declaração unilateral de independência de Kosovo, informou em Bruxelas o ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, Miguel Angel Moratinos.

«O governo espanhol não vai reconhecer o acto unilateral proclamado ontem (domingo) pelo Parlamento kosovar. Não vai reconhecer porque não consideramos que respeita a legalidade internacional», disse Moratinos antes de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 Estados-membros da União Europeia (UE).


http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=319168
 

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Nitrox13

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« Responder #55 em: Fevereiro 18, 2008, 02:32:23 pm »
tou desconfiado que o kosovo ainda vai dar molho.
A necessidade aguça o engenho !!!!

nitroxsoft.net

webprogramer4fun
 

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pedro

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« Responder #56 em: Fevereiro 18, 2008, 05:01:40 pm »
Russia invadir a Europa??? :roll:
Na primeira guerra mundial a guerra começou em Belgrado com a morte do principe Ferdinnand.
Cumprimentos
 

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André

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« Responder #57 em: Fevereiro 18, 2008, 08:55:32 pm »
Sérvia ordena retirada imediata do seu embaixador nos EUA

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A Sérvia chamou o seu embaixador nos Estados Unidos em resposta ao reconhecimento por Washington da independência do Kosovo, anunciou hoje no Parlamento o primeiro-ministro sérvio, Vojislav Kostunica.
«Esta decisão dos Estados Unidos não vai converter um falso Estado (do Kosovo) num verdadeiro», disse Kostunica no Parlamento.

«O governo ordenou a retirada imediata de Washington do embaixador», precisou.

Kostunica considerou que o reconhecimento norte-americano mostrava «a verdadeira face da América», sustentando que a declaração da independência do Kosovo era «unilateral, ilegal e imoral, levada a cabo sobre a protecção da força brutal dos Estados Unidos e NATO».

«A América violou a lei internacional em prol dos seus próprios interesses», disse.

Na semana passada, Belgrado votou o arrefecimento, mas não o corte das relações diplomáticas com todas as nações que reconhecessem a independência do Kosovo.

É provável que os embaixadores da Sérvia no Reino Unido, França, Alemanha, e outros países que aceitaram formalmente a independência da província separatista como um novo Estado sejam retirados nos próximos dias.

«A América e a União Europeia estão a roubar-nos o Kosovo, toda a gente percebe isso», disse Tomislav Nikolic, o chefe do ultra-nacionalista Partido Radical.

«A partir deste momento, vamos contar os dias até libertamos o Kosovo».

Diário Digital / Lusa

 

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ferrol

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« Responder #58 em: Fevereiro 19, 2008, 06:10:38 pm »
Citação de: "Adamastor"
Espanha não vai reconhecer a independência do Kosovo
Lóxicamente...España, dando mostras unha vez máis da súa cabalidade e respeto á súa propia firma non pode acepta-la independencia de Kosovo, toda vez que leva firmado varias resolucións da ONU onde afirma o contrario.

Resolución 1244:
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Reafirmando la adhesión de todos los Estados Miembros al principio de la soberanía e integridad territorial de la República Federativa de Yugoslavia y los demás Estados de la región,

Que haxa un certo número de estados que non cumpran a súa propia firma non debe implicar que España, que sí a cumpre, teña que firmar unha declaración de independencia ilegal.
Tu régere Imperio fluctus, Hispane memento
"Acuérdate España que tú registe el Imperio de los mares”
 

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Lancero

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« Responder #59 em: Fevereiro 19, 2008, 08:12:53 pm »
^^
 :lol:
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

Respeito