51.º aniversário ETP

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51.º aniversário ETP
« em: Maio 23, 2007, 04:20:22 pm »
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Pára-quedistas: Comandante da Escola de Tancos preocupado com restrições orçamentais pede "especial atenção"    

   Tancos, Santarém, 23 Mai (Lusa) - O comandante da Escola de Tropas Pára-quedistas  pediu hoje "atenção especial" da estrutura superior para as actividades  desenvolvidas pela unidade, "atendendo aos riscos que lhes estão associados",  e referiu "preocupações" provocadas pelas "restrições financeiras".  

   Falando na cerimónia que assinalou o 51º aniversário da Escola de Tropas  Pára-quedistas, em Tancos, o coronel Carlos Perestrelo não escondeu as "preocupações  quanto ao futuro da formação aeroterrestre a ministrar" na escola.  

   "As restrições financeiras generalizadas têm tido os seus reflexos no  processo de renovação de equipamentos e na obtenção de quadros devidamente  qualificados com níveis de proficiência desejáveis", disse, pedindo "atenção  especial" da estrutura superior para as actividades desenvolvidas na escola,  "atendendo aos riscos que lhes estão associados".  

   O comandante da ETP sublinhou as "medidas extremamente importantes que  têm ultimamente sido tomadas no âmbito da prevenção de acidentes".  

   Falando na presença do vice-chefe do Estado Maior do Exército, general  Francisco Fialho da Rosa, que presidiu à cerimónia, Carlos Perestrelo realçou  o esforço que tem sido feito pela Força Aérea para "minimizar as dificuldades  associadas ao actual quadro de contenção orçamental", nomeadamente na renovação  de algumas frotas de aeronaves, "garantindo assim alguns requisitos do treino  aeroterrestre".  

   Fialho da Rosa lembrou que o Exército passa actualmente por um processo  de "transformação e adequação a novas exigências", ou seja aos requisitos  colocados por novos cenários e novas tecnologias, o que exige um esforço  suplementar na formação das tropas.  

   O vice-CEME realçou a qualidade da preparação técnica dos militares  formados em Tancos, o que tem sido "patente nas missões que têm prestado  no estrangeiro", nomeadamente no Kosovo e no Afeganistão, "onde mostraram  saber responder com eficácia".  

   Na parada estiveram em formatura militares pára-quedistas das várias  unidades da componente fixa da Brigada de Reacção Rápida e um batalhão de  pára-quedistas armado e equipado para combate que acabaram de cumprir missões  no Kosovo e no Afeganistão.  

   A cerimónia terminou com a descida de nove saltadores de grande altitude  e de quatro "falcões negros", que desceram com as bandeiras da unidade,  do exército e de Portugal.  
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

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« Responder #1 em: Maio 23, 2007, 04:51:08 pm »
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Tancos: Mais de 4.000 "boinas verdes" reencontram-se no Dia das Tropas Pára-quedistas

Tancos, Santarém, 23 Mai (Lusa) - Mais de 4.000 "boinas verdes" juntaram-se  hoje na Escola de Tropas Pára-quedistas, em Tancos, numa "romaria" que repetem  anualmente no dia da unidade, para rever camaradas, participar nas inúmeras  actividades, que incluem os inevitáveis saltos, e também para o petisco.  

   Manuel Antunes Pinhão é um dos que não falta à comemoração do dia das  tropas pára-quedistas, especialidade a que está ligado desde que esta apareceu  em Portugal, em 1956.  

   Tenente-coronel na reserva há 16 anos, Antunes Pinhão integrou o grupo  que em 1955 foi para Alcantarilha (Espanha) tirar o curso que formou os  primeiros pára-quedistas portugueses.  

   "Venho sempre. Isto foi a minha escola, a minha vida, a minha universidade",  disse à agência Lusa, frisando que este foi o lugar que o acolheu desde  os 22 anos de idade e onde gosta de regressar para rever aqueles a quem  ficou "para sempre ligado".  

   A formação do primeiro grupo de tropas pára-quedistas portugueses (192)  decorreu entre 1953 e 1955, impulsionada pelos dois oficiais que receberam  formação em França (1951/1953), país que tinha já grande tradição em pára-quedismo.  

   Desde a criação do Batalhão de Caçadores Pára-quedistas, em 1956, formaram-se  em Portugal cerca de 45.000 "boinas verdes", tendo sido esta a primeira  unidade militar a integrar mulheres, em 1961, as enfermeiras pára-quedistas.  

   Actualmente as mulheres constituem 20 a 30 por cento das 300 a 400 novas  incorporações anuais na escola.  

   Muitos são já os que recorrem à página da Escola de Tropas Pára-quedistas  (ETP) na Internet, criada há um ano, e que foi, nesse espaço de tempo, "visitada"  por 150.000 cibernautas, realçou hoje o comandante da unidade, coronel Carlos  Perestrelo.  

   Apesar das sucessivas alterações de nome, e mais recentemente da passagem  da Força Aérea para o Exército (1994), onde integra a Brigada de Reacção  Rápida, a missão da escola "não sofreu alterações profundas".  

   Nas instalações de Tancos, a memória dos "boinas verdes" está guardada  num museu que José Salvado, na reserva há alguns meses depois de 28 anos  ligado à ETP e à reestruturação do museu, revisitou hoje com entusiasmo.  

   Confessando-se "saudosista" do tempo em que a ETP pertencia à Força  Aérea, José Salvado percorreu as memórias do pára-quedismo, guardadas em  três salas, sendo a do meio dedicada aos mortos (num espaço escuro que mostra  os nomes e as caras dos que morreram entre 1961 e 1974, durante a guerra  colonial) e ao padroeiro, um S. Miguel Arcanjo que transporta uma bandeira  da Paz e uma balança da Justiça.  

   As últimas bandeiras portuguesas tiradas do Palácio do Governo em Luanda  (Angola) e de Díli (Timor) são peças que podem ser vistas no museu da ETP,  a par do material de guerra, dos estandartes (incluindo um dos que, obedecendo  a um decreto de 1911, teve o amarelo da esfera armilar bordado a ouro),  da evolução de boinas, fatos e pára-quedas, dos exemplares de jornais de  parede, da maquete do quartel do batalhão 21 em Luanda.  

   Um "cão-pára-quedista" empalhado, a "precisar de reforma", marca o pioneirismo  da ETP, que começou a levar cães para Angola e a lançá-los de pára-quedas  em 1961.  

   Actualmente, a ETP tem 22 cães, treinados essencialmente para operações  de segurança.  

   José Salvado realçou ainda o trabalho dos "Precursores aerotransportados",  os homens que conseguem colocar um pára-quedas com carga "no centro de um  campo de futebol", lamentando que estes especialistas não sejam "mais aproveitados"  tanto para ajudar no combate aos incêndios florestais como para operações  humanitárias.  

     
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

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Cabeça de Martelo

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« Responder #2 em: Maio 23, 2007, 05:11:01 pm »
Isso, manda-me à cara que é o dia da Unidade, o dia da casa-Mãe e eu tou para aqui nesta  c34x
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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« Responder #3 em: Maio 23, 2007, 05:32:50 pm »
Ainda estive para lhe chamar "O Tópico do Cabeça de Martelo"  :wink:
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Cabeça de Martelo

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« Responder #4 em: Maio 23, 2007, 05:44:53 pm »
:wink:
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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« Responder #5 em: Maio 24, 2007, 02:28:09 pm »
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2007-05-24 - 00:00:00

Exército: Restrições financeiras
Páras preocupados

A boa preparação técnica do Exército português está patente na forma exemplar como têm conduzido as suas missões no estrangeiro, nomeadamente Kosovo e Afeganistão, salientou o vice chefe do Estado-Maior do Exército, tenente-general Fialho da Rosa, na cerimónia do Dia dos Pára-quedistas que ontem decorreu na escola da especialidade, em Tancos.

E isto apesar das “restrições financeiras generalizadas que têm tido os seus reflexos no processo de renovação de equipamentos e na obtenção de quadros devidamente qualificados, com níveis de proficiência desejáveis”, como referiu o comandante da Escola de Tropas Pára-quedistas (ETP), coronel Carlos Perestrelo, acrescentando que as actividades da ETP, atendendo aos riscos que lhes estão associados, “merecem uma atenção especial por parte da estrutura superior”.

O tenente-general Fialho da Rosa referiu ainda que as novas exigências das Forças Armadas passam por novos conceitos da utilização de forças e de novas tecnologias, nomeadamente por “fazer corresponder a formação dos militares aos teatros de operações expectáveis”, tendo por pano de fundo “o espírito de corpo que leva à união” baseado na “força da amizade e no apelo da camaradagem”.

Novos ‘páras’

No último ano de actividade a Escola de Tropas Pára-quedistas formou 364 novos pára-quedistas, em 20 cursos terrestres e 27 aeroterrestres, que envolveram 1186 instruendos, revelou o coronel Carlos Perestrelo. O aproveitamento nos cursos foi de cerca de 70 por cento.

Por outro lado foram efectuados 6704 saltos de abertura automática e 1548 saltos de abertura manual e lançadas mais de 12 toneladas de cargas das aeronaves de transporte táctico da Força Aérea, acrescentou o oficial.

O comandante da ETP salientou ainda intervenções decorrentes de projectos de anteriores comandantes da escola, como a melhoria das áreas de lazer, no auditório Coronel Pára-quedista Alcino Ribeiro e a conclusão da obra executada nos aparelhos destinados à formação aeroterrestre.

PORMENORES

SITE

O site das tropas pára-quedistas (http://www.paraquedistas.com.pt) recebeu 150 mil visitas desde que foi aberto há um ano.

BRIGADA

A Brigada de Reacção Rápida integra forças com as especialidades de pára-quedistas, Comandos e Operações Especiais.

INSTRUÇÃO

Actualmente são dados dez cursos de formação aeroterrestre por ano e cada curso varia entre 25 e 100 militares, dos quais 30 por cento são mulheres.

ESFORÇO

A Força Aérea tem realizado um grande esforço para minimizar as dificuldades do actual quadro de contenção, garantindo requisitos do treino ‘pára’.

Rosa Amélia, viúva do pára-quedista Aníbal Silva, do curso de 1961, ficou maravilhada com o salto de pára- -quedas. Varina da Figueira da Foz, prometeu ao marido, antes de este morrer na sequência de um acidente num salto civil, que todos os Dia do Pára-quedista estaria com os antigos colegas do marido. Hoje é uma referência dos ‘Páras’.

O salto Relativo de Calotes, em que os saltadores descem agregados, dado o seu grau de dificuldade, não era efectuado em Portugal há dez anos. Ontem, com duas equipas SOGA (salto operacional de grande altitude) voltou a mostrar o elevado grau de técnica dos pára-quedistas militares portugueses.


As tropas pára-quedistas foram as primeiras a utilizar cães de guerra em Portugal, faz este ano 50 anos. Destreza, treino e uma boa relação tratador-animal são os requisitos essenciais para a eficácia dos binómios cinotécnicos, usados para segurança das instalações e militares.

Para além das cerimónias militares, o Dia do Pára-quedista é também ocasião para o reencontro dos antigos militares que, juntos, partilharam momentos difíceis, alicerçando o sentido de união e camaradagem. Pelo pinhal adjacente às instalações, o convívio estendeu-se pela tarde.
Falcão-Machado


 :G-Ok:

Fonte
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

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« Responder #6 em: Maio 24, 2007, 03:14:46 pm »
Foi um salto em Tandem...só eu é que não tenho direito a isso!  :(

Acho que sei quem é a senhora em questão, ela está presente em todos os dias da unidade e por faz sempre uma sardinhada para o pessoal no pinhal do BI. Acho que foi uma excelente atitude e só vai de encontro do que uma instituição deve fazer, ou seja, acarinhar quem a acarinha-a. Ainda à pouco tempo o autor de um excelente site acerca dos Pára-quedistas Portugueses( http://www.boinas-verdes.com/ ) foi agraciado pelo Comandante da ETP.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 


 

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