Estaleiros de Viana com encomendas de 500 milhões

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Cabecinhas

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« Responder #15 em: Julho 11, 2007, 01:09:06 am »
"Mas malta com força na verga é que se quer "

A namorada ainda não se queixou... Ah Leão!   :twisted:
Um galego é um português que se rendeu ou será que um português é um galego que não se rendeu?
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JQT

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« Responder #16 em: Julho 14, 2007, 03:14:34 am »
Zocuni:

Eu compreendo o que diz e concordo. Mas não se pode confundir o Estado Português com o país Portugal, e seguramente não se pode confundir os ENVC e o NPO com a indústria portuguesa. Portugal tem empresas privadas excelentes, que produzem e vendem bem na sua área de mercado, e que algumas vezes nem sequer são conhecidas cá porque trabalham apenas para exportação. Vou-lhe dar uns exemplos:

http://www.acusticavalongo.com/
http://www.martifer.pt/
http://www.cms-helmets.com/
http://www.searibs.com/

Ainda esta semana estive a ver um equipamento electrónico de medição de temperatura no espaço, projectado e fabricado pela Efacec, várias unidades do qual estão instalados na Estação Espacial Internacional. Outros estão instalados em satélites já colocados em órbita, e outros a caminho de serem lançados.

E poderia continuar.

Nós temos gente excelente, boas empresas e uma capacidade de desenvolvimento tecnologógico notável. É por saber desta capacidade (e da diferença perfeitamente abismal entre o trabalho do sector privado e o do sector público) é que acho inaceitável uma situação como esta dos NPO.

JQT
 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #17 em: Julho 14, 2007, 03:44:06 am »
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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zocuni

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NPO
« Responder #18 em: Julho 14, 2007, 03:24:05 pm »
Tudo bem,

JQT,nosso diálogo está muito interessante.Concordo consigo,isto não é uma questão de quem defende o ENVC,é mais patriota do que quem contesta,até porque não dou nada dado a esse de arrombos patrioticos.Acho que devem questionar mesmo a eficiência de tal projecto,cobrar das entidades (Estado/Marinha/ENVC),informações para tais atrasos,isso é dever civico da mais alta importância.Realmente todas estas entidades,têm grandes responsabilidade neste processo todo e por inerência o Estado,pois as entidades envolvidas é tudo estatal.
Quando questiono a privatização,é porque me parece (posso estar errado),os compradores aí em Portugal são sempre os mesmos e daqui a pouco,alguns bancos,e uma dúzia de portugueses deterão tudo,e com isso gerar mais concentração de renda,que já acho que acontece.Sei que temos empresas de grande capacitação,gente muito engenhosa,universidades com capacidade de inovação tecnológica,mas sem capacidade de empreendorismo,por manifesta falta de recursos financeiros.Mas só isso não chega,é preciso que o Estado incentive tais cinergias.A criação de uma Indústria,envolve vários processos(pesquisa,capacitação tecnológica,designer,marketing e vendas),até aqui muitos industriais chegam,mas esbarram na famosa lei de patentes onde os Países Ricos,compram tais direitos,este é o problema,é nessa perspectiva que entendo o Estado.Eu penso até que quanto menos Estado tivermos melhor,mas nosso país é pequeno e o capital se encontra muito concentrado,e tende a piorar.
Hoje vivemos com o grande fantasma do desemprego na região norte,segundo sei está alarmante,os empreendedores têm de ser protegidos e amparados.
Voltando aos NPO,pelo que li também os motores produzidos na Dinamarca,deram problemas.Nós tivemos muito tempo,sem produzir para a área militar,isso teve um custo e estamos a pagar isso.
Li um texto muito sugestivo e de encontro ao que você afirma e tem razão,mas aprenderemos futuramente com isso.

 
Navios de patrulha a seco...
Patrulhas Oceânicos portugueses não têm prazo para entrega
08.07.2007



Segundo informação veiculada pela imprensa portuguesa neste Domingo, os Navios de Patrulha Oceânica da classe Viana do Castelo, também conhecidos como «patrulhões», deverão sofrer novos atrasos quanto à data prevista para a sua entrega.

Os navios de patrulha oceânica, um projecto que começou a ser desenhado no inicio dos anos 90 deveriam segundo os planos iniciais substituir as corvetas da classe João Coutinho e Baptista de Andrade, que a marinha começou a utilizar entre o final dos anos 60 e 1975.

No entanto, o projecto esteve desde o inicio envolvido em problemas e atrasos, na sua maioria não explicados, mas que parecem ter tido a ver com alterações das equipas responsáveis na marinha de guerra, mas também com o conceito de utilização dos navios.

O numero de «patrulhões» inicialmente previsto era de doze, tendo posteriormente o numero sido encolhido para dez, a que se juntariam mais dois navios derivados, para utilização como navios de combate à poluição.
O numero foi sendo reduzido e presentemente limita-se a seis unidades, das quais duas foram lançadas à água em 2005, sem que tenham sido entregues à marinha, nem se saiba quando vão ser entregues.

Outras marinhas de guerra que decidiram adquirir navios com estas características, começaram bastante mais tarde que Portugal, tendo já sido lançados à água alguns modelos, como foi o caso recente da marinha do Chile.
Mas a juntar à rapidez com que os novos projectos têm aparecido, eles parecem ser muito mais flexíveis, tendo a possibilidade de se transformar em pequenos navios de guerra, com capacidade para instalar armamentos mais sofisticados que o simples canhão de accionamento manual com tecnologia do tempo da II Guerra Mundial, que estava previsto para os navios portugueses.

O NPO-2000, como é conhecido o projecto que resultou nos dois primeiros navios lançados, está também envolvido em algum secretismo inexplicável.
Nem a Marinha nem os Estaleiros Navais de Viana do Castelo deram até ao momento explicações credíveis para um atraso que começa a ser demasiado estranho.
Dentro de alguns meses, completam-se dois anos desde que os patrulhas foram lançados à água, sem que haja previsão de quando vão ficar operacionais.
As explicações para os atrasos, parecem mais desculpas que razões objectivas de atraso.
Entre as razões aventadas para o atraso na entrega do navio estão alegados problemas com os motores, que teriam sido fornecidos com defeito, sendo que o fabricante se prontificou a proceder à reparação rapidamente. Porém os atrasos que se vão acumulando não podem ser justificados com as «limalhas» que se alegadamente se encontravam nos motores dos navios.

A marinha acusa:
Desde ha algum tempo que pelas declarações que os responsáveis têm dado à imprensa, que parecem haver criticas por parte da Marinha aos estaleiros construtores, acusados de não ter capacidade para construir navios militares, embora inicialmente o projecto do NPO não passe de um navio «civil» para patrulha, sem armamento.

Os ENVC por seu lado, reconheceram que tinham perdido o «know how» ganho nos anos 60 com a construção das pequenas fragatas da classe Pereira da Silva, embora na realidade, quer os estaleiros quer a Marinha tenham perdido já, por razões biológicas[1] todo o «know how» do tempo em que os estaleiros construíam navios e em que a marinha os desenhava.

Na verdade, as várias afirmações por parte de dirigentes dos Estaleiros de Viana do Castelo, permitem descortinar aquilo que parece ser uma acusação velada à capacidade técnica da Direcção de Navios (entidade responsável pelo desenho dos NPO) e que será a principal responsável pelos atrasos.
Ou seja: Se os estaleiros se esqueceram de como se constróem navios, a marinha também já não sabe como eles se desenham, e tenta ocultar esta realidade culpando os ENVC de incapacidade.

A mudança de equipas e de pessoal responsável pelo projecto é natural quando o período de estudos atinge quase 20 anos. Não mudaram apenas as pessoas, como mudaram as ideias e as opiniões sobre o NPO.
O facto de o navio ser sub-armado e ter um deslocamento que é muito maior que o das actuais corvetas da marinha, aproximando-se deslocamento das fragatas João Belo é um dos problemas apontados ao projecto, havendo razões para pensar que depois de o navio já estar desenhado, houve intenções de alterar a ideia e o conceito original, para permitir futuras modificações nos navios com o objectivo de preparar a possibilidade de futuramente lhe instalar novos sistemas.

Tratando-se de uma construção militar, um navio necessita por exemplo de sistemas redundantes, o que implica uma estrutura preparada para garantir que em caso de o navio ser atingido, possa continuar a haver formas de ele continuar operacional.
Este tipo de redundâncias não são normais em navios civis, e implicam coisas simples como por exemplo a construção de condutas reforçadas para a passagem de cabos de dados e cabos eléctricos, para garantir a alimentação de energia ou a ligação de dados entre o centro do navio e os seus equipamentos ou sistemas.

Notar também que, embora tenham sido feitas referências a cada um dos problemas, nem a Marinha de Guerra nem os ENVC alguma vez fizeram alguma declaração sobre problemas concretos, no sentido de explicar porque é que o projecto NPO continua tão atrasado.

De concreto sabemos apenas que os navios, que estão em Viana do Castelo e que alegadamente nem a Marinha nem os estaleiros permitem que sequer sejam fotografados foram lançados à água, sem que exista uma data concreta para a sua entrada ao serviço.

Fonte:Área Militar

É para evitar que isto não aconteça mais,que defendo uma maior cooperação entre os centros de pesquisa universitários com o meio militar.Principalmente nas áreas de oceanografia,engenharia mecânica,naútica e eletrotécnica,astro-física,quimica,biologia médica e marinha,etc,com isso as nossas forças armadas teriam também receitas pois venderiam as patentes para nossas empresas particulares.As nossas forças armadas,também têm de ser um centro gerador de receitas,não só de custos,é isto que tem de mudar.Se tivessemos essa articulação,poderiamos inverter a saída de nossos "cérebros",para o exterior.No meu conceito eles não saiem de Portugal por ganharem pouco,mas por total falta de campo de aplicabilidade,de suas capacidades.Agora talvez não dê votos?Esta é minha modesta opinião.
Desculpem a extensão do comentário.

Abraços,
zocuni
 

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emarques

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« Responder #19 em: Julho 17, 2007, 03:11:08 pm »
Citação de: "JQT"
http://www.acusticavalongo.com/
http://www.martifer.pt/
http://www.cms-helmets.com/
http://www.searibs.com/

O que continua a fazer-se muito mal é o marketing. Que sites horríveis.  :roll:
Ai que eco que há aqui!
Que eco é?
É o eco que há cá.
Há cá eco, é?!
Há cá eco, há.
 

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JQT

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« Responder #20 em: Julho 17, 2007, 03:57:59 pm »
Zocuni: tem toda a razão.

Citação de: "emarques"
Citação de: "JQT"
http://www.acusticavalongo.com/
http://www.martifer.pt/
http://www.cms-helmets.com/
http://www.searibs.com/
O que continua a fazer-se muito mal é o marketing. Que sites horríveis.  :roll:


Dentro do que há, estes até que não estão muito mal. Mas há por aí sites que são hilariantes de tão maus e de tão pouca informação que dão. Os sites normalmente dizem muito da empresa a quem pertencem, da cultura de empresa e da mentalidade de quem as dirige. E daqui se conclui que se há empresas boas em Portugal, a maior parte é simplesmente amadora.

JQT
 

 

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