Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo

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Daniel

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #345 em: Abril 15, 2019, 05:18:13 pm »
Aeroporto ganha asas no Montijo
https://sol.sapo.pt/artigo/653495

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O estudo de impacte ambiental terminado na semana passada alerta para problemas de ruído excessivo e riscos para várias espécies de aves, mas o Governo e a Vinci mantêm a decisão: o aeroporto de apoio à Portela vai ser na base aérea do Montijo. Alverca e Monte Real estão fora de causa.Não há plano B» para o aeroporto do Montijo, frisou António Costa, em janeiro, no primeiro debate quinzenal do ano. E parece que, independentemente das conclusões do estudo de impacte ambiental ontem publicado, o Governo e a Vinci vão mesmo avançar com a construção do novo aeroporto na base aérea daquele concelho do distrito de Setúbal.

Recorde-se que a Vinci, detentora da ANA - Aeroportos, se comprometeu a entregar o documento à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) nesta primeira quinzena de abril, o que fez ontem. E o resultado final não agrada ao Governo nem à Vinci: uma vez que aponta para problemas como a ameaça a espécies de aves que se encontram na zona e questões relacionadas com o ruído e a influência negativa que terá nas populações vizinhas.

Apesar disso, e independentemente das conclusões serem positivas ou negativas, o SOL sabe que a decisão do Governo e da concessionária é manter a construção no Montijo e arranjar soluções para os problemas apontados pela avaliação. Tanto do lado do Executivo como da Vinci existe a convicção de que não é possível construir um aeroporto sem impedimentos ambientais.

Monte Real e Alverca de fora

Além da proximidade com Lisboa, um dos aspetos que mais pesou na decisão do Governo de manter a construção do aeroporto no Montijo foi o facto de as pistas daquela infraestrutura serem em paralelo, o que permite a descolagem ou aterragem de dois aviões em simultâneo.

Razão pela qual nem o aeroporto de Alverca – com implicações de corredor aéreo –, nem o de Monte Real – a mais de 45 kms da capital – são hipóteses colocadas em cima da mesa. Em fevereiro deste ano, o Governo chegou a ponderar avançar com um projeto em Monte Real, para que a base militar passasse também a ter uma utilização civil.

«Representantes dos Ministérios da Defesa Nacional e do Planeamento e Infraestruturas reuniram-se com o presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria, com o qual fizeram um ponto de situação relativo ao estudo sobre a utilização civil da Base Aérea de Monte Real», apresentado em junho do ano passado, referia o comunicado do Ministério agora tutelado por Pedro Nuno Santos – e à época por Pedro Marques. «Nesta reunião, foi analisado o trabalho já realizado e equacionadas as próximas etapas do mencionado estudo», acrescentava a nota, sem adiantar quaisquer pormenores. No entanto, o SOL sabe que Monte Real já não é uma hipótese alternativa. Para a concessionária, a distância à capital portuguesa obriga a descartar esta opção.

No início deste mês, uma outra alternativa voltou a ser muito discutida: Alverca. O partido Aliança, liderado por Pedro Santana Lopes, defendeu na terça-feira que esta é a melhor solução para um projeto que tem como objetivo tirar alguma pressão do aeroporto da Portela. «Não há nenhuma razão que torne o Montijo preferível do que esta solução óbvia que é Alverca. Alverca é a solução mais lógica e racional» quer em termos de «acesso», «segurança» ou de «rapidez», afirmou Santana Lopes. O Governo descartou publicamente esta hipótese, considerando que criar um aeroporto em Alverca «seria um grave atentado» ambiental e «um desastre» financeiro. «O Governo não está disponível para brincar à localização de aeroportos, nem para aterrar várias centenas de hectares no Rio Tejo. É um fogacho de campanha eleitoral inconsequente», afirmou o secretário de Estado Alberto Souto Miranda.

Aeroporto Humberto Delgado no limite

Segundo os resultados de tráfego do primeiro trimestre de 2019, divulgados pela Vinci na passada sexta-feira, o aeroporto de Lisboa conseguiu apenas um crescimento de 4,2% – Faro cresceu 12,3% e Porto 9,5% – por estar no limite das suas capacidades.

«No hub de Lisboa, o tráfego cresceu 4,2%, apesar da elevada base de comparação e das atuais limitações de capacidade», lê-se no comunicado a que o SOL teve acesso, que refere que o acordo estabelecido com o Governo português quanto à abertura de um novo aeroporto civil no Montijo, a 25 quilómetros do centro da capital, ajudará a «acomodar a evolução do tráfego até que a concessão termine em 2063».

Segundo os dados revelados pela Vinci, no primeiro trimestres deste ano, Portugal recebeu mais de 11 milhões de passageiros nos seus aeroportos. Destes, mais de seis milhões passaram pelo aeroporto de Lisboa, 2,6 milhões pelo Porto, um milhão por Faro, 731 mil  pela Madeira e apenas 408 mil pelos Açores. De todos estes aeroportos, Lisboa foi o que registou menor crescimento face a período homólogo do ano anterior.

Zero apresenta queixa

Durante o ano de 2018, Portugal recebeu um total de quase 56 milhões de passageiros: 29,2 milhões passaram pelo aeroporto de Lisboa, 12,1 milhões pelo Porto, 8,7 milhões por Faro, 3,3 milhões pela Madeira e 2,3 milhões pelos Açores. Comparando com o ano de 2017, Lisboa registou um cresicmento de 6,5%, o Porto 10,2% e Faro 0,8%.

Recorde-se que a AssociaçãoZero apresentou no início de março uma queixa contra a APA exigindo uma avaliação ambiental estratégica, que  seja mais abrangente e evidencie todas as alternativas, incluindo a não construção de um novo aeroporto. Além disso, a associação ambiental avançou em agosto do ano passado com uma reclamação contra o Governo na Comissão Europeia, com o objetivo de tentar travar o avanço do novo projeto sem que haja uma atenção a questões como as influências no meio ambiente e nas populações vizinhas.

«[A queixa apresentada em Portugal] foi interposta com caráter de urgência, mas até ao momento não obtivemos resposta. Estamos a estudar quais serão os próximos passos. Estamos a reforçar a queixa feita à Comissão Europeia em agosto. Ainda não obtivemos resposta, mas sabemos que está a ser analisada», explicou ao jornal i Carla Graça, vice-presidente da Zero.
A Vida é um teste e uma incumbência de  confiança.
 

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tenente

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #346 em: Abril 15, 2019, 06:13:09 pm »

Pergunto eu :

Para que se fez o estudo de impacte ambiental, se a decisão é avançar com o Montijo ????
Porque é que o Governo perdeu este tempo para decidir se se construía ou não o Aeroporto no Montijo se sabia de antemão que o estudo de impacte ambiental não era fundamental e mandatório para tal decisão ??

O facto de se ter perdido estes quase dois anos para iniciar a construção, um atraso que só em numero de pax no Aeroporto de lisboa, representou um aumento em quase quatro milhões de pax, tal atraso vai penalizar ainda mais a qualidade da operação diária no dito aeroporto, qualidade que diga-se de passagem é medíocre para não dizer pior em muitas areas operacionais.

Se as obras começarem agora provavelmente só daqui a dois anos, na melhor das hipóteses, se iniciarão as operações no Montijo, e, quando tal acontecer, daqui a dois anos, os 29 milhões de pax anuais do AHD, serão cerca de 32 milhões, para um aeroporto cuja capacidade máxima de processamento de pax era de 22 milhões, penso que está tudo dito !

Como se não bastasse este atraso nas obras do Montijo, e suas implicações no Aeroporto de Lisboa, vamos ser brindados, com as obras de ampliação do terminal de pax, no terminal de bagagens e nas plataformas, obras essas que irão limitar alguns acessos e condicionar ainda mais a operação diária !

Concluindo:
perdeu-se tempo com uma decisão que á partida já estava tomada;
decidiu-se pela localização errada, pois como veremos daqui a quinze/vinte anos, o apeadeiro do Montijo, AKA, apeadeiro da Maçonaria, :mrgreen:estará esgotado, sem possibilidade de expansão, e será necessário construir um Novo e muito maior Aeroporto;
e também se limitou a capacidade de receber os fluxos de turistas que nos procuram, devido ao limite de processamento de pax a que chegou o Aeroporto Humberto Delgado.

Estas tomadas de decisão, ERRADAS e muito tardias, trarão consequências brutais em volume de impostos para o contribuinte Lusitano.

Abraços
« Última modificação: Abril 15, 2019, 09:37:28 pm por HSMW »
 
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Charlie Jaguar

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #348 em: Maio 19, 2019, 09:01:37 pm »
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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #349 em: Maio 19, 2019, 10:11:18 pm »
É aquilo que já disse anteriormente: para isto mais vale acabar de uma vez por todas com a Força Aérea Portuguesa.  >:(

https://www.dn.pt/lusa/interior/e-urgente-acordar-com-militares-aumento-de-capacidade-do-aeroporto-de-lisboa---easyjet--10910591.html?fbclid=IwAR3J2aO_aXWM0lQlZDCawnjtBWWN89RBSYoA84W6sd0TxYcDC9Evg3VD3gM

CJ, Também já não falta muito pois a FAP, só são 5900 elementos, esta saga do futuro aeroporto do Montijo é linda, vamos enterrar dinheiro numa infraestrutura, que, depois de operacional, durará até ao limite da capacidade, cerca de quinze anos tais são as hipóteses de expansão que alberga.
Mais grave o facto da pista 01/19 não ter as dimensões adequadas para a operação de WB, nem a TAP querer operar neste aeroporto devido a ter em Lisboa o seu HUB, e a maioria das aeronaves aí estacionadas em especial as que operam no Longo curso, com o elevado numero de pax em ligação.

Atenção que não estou a referir as questões técnicas, tais como a gestão do espaço aéreo, o tema que a EZY aflora sobre o aumento de capacidade para o actual aeroporto, mas esquece-se que quando os dois aeroportos estiverem a operar em simultâneo, esse problema será muito maior e continuará por resolver, os corredores de aproximação e descolagem, o factor da vida selvagem que circunda aquela península etc, etc.

Somos um País muito rico para andarmos a esbanjar o dinheiro dos contribuintes, o nosso dinheiro, num projecto que está condenado a fracassar !!

Abraços   
« Última modificação: Maio 19, 2019, 10:22:23 pm por tenente »
 

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Lightning

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #350 em: Maio 19, 2019, 11:46:54 pm »
É aquilo que já disse anteriormente: para isto mais vale acabar de uma vez por todas com a Força Aérea Portuguesa.  >:(

https://www.dn.pt/lusa/interior/e-urgente-acordar-com-militares-aumento-de-capacidade-do-aeroporto-de-lisboa---easyjet--10910591.html?fbclid=IwAR3J2aO_aXWM0lQlZDCawnjtBWWN89RBSYoA84W6sd0TxYcDC9Evg3VD3gM

CJ calma ai com o modo "fim do mundo", que eu saiba a mudança da esquadra 101 de Sintra para Beja tem a ver com esta libertação de espaço aéreo.
As esquadras do Montijo dependem do aeroporto ir para a frente.
Alverca não entendo muito bem pois a FAP não tem lá aeronaves, e é uma pista muito importante para a OGMA. Alcochete para já não há necessidade de deslocalizar.
« Última modificação: Maio 19, 2019, 11:52:49 pm por Lightning »
 

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tenente

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #351 em: Junho 08, 2019, 06:22:13 am »
APA pede esclarecimentos adicionais à ANA sobre aeroporto do Montijo

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) pediu esclarecimentos adicionais à ANA -- Aeroportos de Portugal no âmbito do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do aeroporto do Montijo, tendo a gestora aeroportuária assegurado que vai responder dentro de um mês.

"A ANA Aeroportos de Portugal informa que a APA, no âmbito do procedimento habitual de tomada de decisão para a declaração de conformidade do Estudo de Impacte Ambiental (EIA), fez chegar um pedido de esclarecimentos adicionais. Estas questões vão ser respondidas dentro de um mês", avançou à Lusa fonte oficial da gestora dos aeroportos.

Em 12 de abril, a ANA disse à Lusa que o Estudo de Impacte Ambiental do aeroporto do Montijo estava concluído.

"A ANA confirma que, de acordo com o prazo previsto, o EIA está finalizado e a ser submetido, sendo a submissão feita através de carregamento do EIA na plataforma da Agência Portuguesa do Ambiente", afirmou, na altura, fonte oficial da gestora dos aeroportos portugueses.

A ANA e o Estado assinaram em 08 de janeiro o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, com um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 para aumentar o atual aeroporto de Lisboa (Humberto Delgado) e transformar a base aérea do Montijo no novo aeroporto de Lisboa.

Em 04 de janeiro, o então ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, assegurou que vão ser integralmente cumpridas eventuais medidas de mitigação definidas no Estudo de Impacto Ambiental.

O primeiro-ministro, António Costa, por seu turno, vincou que apenas aguarda o EIA para a escolha da localização do novo aeroporto ser "irreversível".

https://www.noticiasaominuto.com/economia/1267850/apa-pede-esclarecimentos-adicionais-a-ana-sobre-aeroporto-do-montijo

E a saga continua !!!

Abraços
 

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PereiraMarques

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #352 em: Junho 12, 2019, 10:33:15 am »
Resolução do Conselho de Ministros n.º 94/2019 - Diário da República n.º 112/2019, Série I de 2019-06-12122549966
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
Autoriza a Força Aérea a realizar despesa para os anos de 2019 a 2024, no âmbito da deslocalização das Esquadras de Voo n.os 101 e 552

https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/122549966/details/maximized
 

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Charlie Jaguar

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #353 em: Junho 12, 2019, 02:40:50 pm »
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Governo liberta 18,8 milhões para Força Aérea se adaptar à expansão do aeroporto de Lisboa
Rafaela Burd Relvas rafaelarelvas@negocios.pt
12 de junho de 2019 às 12:11

O Governo autorizou a Força Aérea a realizar uma despesa total de cerca de 18,8 milhões de euros para transferir as suas operações de várias bases, no âmbito da expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa. Os montantes a serem gastos a cada ano até 2024, bem como os prazos para a cedência dos espaços, estão fixados em portaria publicada, esta quarta-feira, 12 de junho, em Diário da República. O acordo assinado entre o Estado e a ANA - Aeroportos de Portugal que define o financiamento da expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa foi assinado no início deste ano e prevê que a gestora dos aeroportos nacionais investa cerca de 1,3 mil milhões de euros numa primeira fase e outros 421 milhões até 2062. A maior fatia, de 650 milhões, será investida no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, enquanto outros 520 milhões serão aplicados no Montijo para adaptar a atual base aérea ao uso civil. Estavam ainda previstos 160 milhões para compensar a Força Aérea pela transferência das operações e cedência de bases, bem como para melhorar acessos.

Já em fevereiro, o então ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, detalhou, em audição na Assembleia da República, que, do valor do investimento previsto neste acordo, estariam contemplados 100 milhões para a Força Aérea se adaptar. A portaria agora publicada só disponibiliza 18,8 milhões, a serem utilizados até 2024. O diploma refere a verba de 100 milhões de euros, sem adicionar detalhes. "No Acordo Complementar n.º 2, celebrado entre o Estado e a ANA, a 8 de janeiro de 2019, ficou estabelecido que a ANA ressarcirá o Estado, após celebração e entrada em vigor da consequente alteração do Contrato de Concessão, no montante global para suportar investimentos complementares que decorrem do projeto de expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, no qual se inclui 100 milhões de euros para custear as medidas de ajustamento do dispositivo militar", indica a portaria. Para já, o que está previsto é a realização de despesa já a partir deste ano e até 2024. Serão 1,6 milhões este ano; 5,7 milhões em 2020; 4 milhões em 2021; 5,3 milhões em 2022; 2 milhões em 2023 e 50 mil euros em 2024.

Em causa está a transferência de operações da Força Aérea, necessária para que a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa possa concretizar-se. A esquadra de voo 101, de instrução de pilotos, será assim transferida de Sintra para a base aérea n.º 11, em Beja. "É necessário proceder à remodelação de instalações na Base Aérea n.º 11, ainda que de forma provisória, para acolher no curto espaço de tempo disponível os meios necessários à operação e funcionamento desta esquadra, incluindo os respetivos simuladores de voos", pode ler-se na portaria publicada esta quarta-feira. Já a esquadra 552, que opera o helicóptero utilizado buscas e salvados e para apoio ao combate aos incêndios rurais, será transferido de Beja para Sintra, "passando a utilizar apenas a estrutura inferior do espaço aéreo, procurando, em simultâneo e face à decisão de atribuir à Força Aérea o comando e gestão centralizados de meios aéreos de combate a incêndios florestais, criar sinergias com os outros helicópteros que operarão a partir da mesma base".

Novo sistema de controlo até 2020

Estas foram as alterações acordadas com a Força Aérea para que o aeroporto de Lisboa consiga operar, até 2020, 72 movimentos por hora. O diploma agora publicado define, assim, que a transferência da esquadra 101 para Beja terá de ser feita até 22 de abril de 2020, enquanto a transferência da esquadra 552 para Sintra não tem ainda um prazo definido.

A Força Aérea e a Navegação Aérea de Portugal (NAV) ficam ainda obrigadas a celebrar um acordo até ao próximo dia 28 de junho, para que o espaço aéreo de Sintra seja viabilize a operacionalização do novo sistema de controlo aéreo, o chamado Point Merge System, a partir de 23 de abril de 2020. Estas duas entidades terão de celebrar ainda outro acordo, até 30 de abril de 2020, para a cedência parcial do espaço aéreo de Monte Real, a partir do verão IATA 2021.

https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/transportes/aviacao/detalhe/governo-liberta-188-milhoes-para-forca-aerea-se-adaptar-a-expansao-do-aeroporto-de-lisboa?fbclid=IwAR3GYYdqZE5YkRVIMMQird2jvNf4H96TjUqB2hM0TyCQ9vv348a8dgQiCJE

https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/122549966/details/maximized


Isto tudo e ainda a cedência parcial do espaço aéreo de Monte Real a partir do verão de 2021 sem que sejam conhecidas ainda as conclusões definitivas do EIA. E depois o PM diz que se houver um chumbo da opção Montijo a nível ambiental a coisa não avançará. Pois... ::)
Saudações Aeronáuticas,
Charlie Jaguar

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #354 em: Junho 12, 2019, 02:56:47 pm »
Se fosse para aumentar em 18,8 milhões o valor da aquisição dos helicópteros de evacuação, já não havia dinheiro.  ::)
 

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #355 em: Junho 12, 2019, 07:53:23 pm »
Se fosse para aumentar em 18,8 milhões o valor da aquisição dos helicópteros de evacuação, já não havia dinheiro.  ::)

PQP então o EIA ainda não foi parido e já estão com verbas alocadas para a transferência de algumas esq ???
Depois digam que estão á espera do resultado do dito EIA !!!
Estão tão a espera do EIA, para iniciar a construção do Apeadeiro, como vamos comprar os helis  " Evakualhões " !!!!

Abraços
 

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PereiraMarques

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #356 em: Junho 12, 2019, 07:56:29 pm »
EIA está concluído, mas guardado na gaveta... Provavelmente como trunfo para tirar da gaveta no último mês antes das eleições.
 

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #357 em: Junho 12, 2019, 08:11:34 pm »
EIA está concluído, mas guardado na gaveta... Provavelmente como trunfo para tirar da gaveta no último mês antes das eleições.

eu sei que já está terminado e é do conhecimento de alguns sectores da ANA e do Governo, mas andamos a brincar com esta merda é o que é !!!

Abraços
 

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Lightning

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #358 em: Junho 13, 2019, 12:51:49 am »
A transferência destas duas esquadras de voo não tem directamente a ver com o aeroporto do Montijo, tem a ver com libertação do espaço aéreo para o aumento de movimentos no aeroporto de Lisboa.
 

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #359 em: Junho 13, 2019, 07:23:09 am »
A transferência destas duas esquadras de voo não tem directamente a ver com o aeroporto do Montijo, tem a ver com libertação do espaço aéreo para o aumento de movimentos no aeroporto de Lisboa.

Lightning e de onde são e para onde vão as esq ???
BEJA e SINTRA, correcto ?
Para mim está tudo dito, libertação do espaço Aéreo em lisboa, afectado por Sintra, quando o corredor de aproximação tanto da 03 como da 21 em Lisboa se faz por CP e por Alverca, respectivamente ????
Mesmo com o Montijo operacional com a 01/19, também não haveria interferências nas aproximações/descolagens dessas pistas, originada por trafego Militar de Sintra.
Mas se há assim tanta interferência dos Militares no espaço aéreo de Lisboa, então porque vão deixar meios aéreos Militares no Montijo ????
Não entendo, mas que é muito bom é, revela muita ignorância e aldrabice, lembra-me o discurso, aquele dos Patrulhas e NPL mas, deixemos o offtopic, ficamos por aqui.

os Roncos vão para Beja, por outros motivos, não por causa da saturação do espaço aéreo em Lisboa, se vi no último ano por estas bandas dois/três épsilon, já foram muitos.
Daqui a um par de anos, o mais tardar, vamos saber quais são os motivos da deslocação da 101, posso adiantar que essa transferência, está relacionada, com um equipamento que vai ser operado pela FAP, e mais não digo.
Os amigos tem muita força, é o que digo !!

Abraços
« Última modificação: Junho 13, 2019, 07:56:33 am por tenente »
 
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