Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #30 em: Dezembro 08, 2016, 12:28:16 am »
Tires só tem uma pista de 1500/1600m e pouco terreno para expansão além de que os tios e as tias de certeza que têm dinheiro suficiente para contratar os advogados necessários para não terem aviões a rebentarem-lhes com os tímpanos todos os cinco minutos.

Tendo em conta que o que está a fazer rebentar a Portela são as low cost como a EasyJet e Ryanair mais os constantes Tap Express.
Esses 1600 não são suficientes para os A319 e Boeing 737 e ATR destas companhias? Era o antigo comprimento da pista da Madeira.

Primeiro que tudo aviso já que sou apenas um curioso e não um engenheiro de pistas, mas se olharmos por exemplo para a pista do London City que tem 1500m o maior avião que lá pode operar é o Airbus 318. O Boeing 727 foi criado a pensar nos aeroportos de algumas cidades "relativamente" pequenas dos EUA e as suas pistas de 4500'  (1371), mas atenção que não era com o máximo peso à descolagem e no aeroporto da Madeira após o acidente da TAP começaram as diligências para aumentar a pista.
Em Tires aterram os ATR ou qualquer outro turbo-hélice regional e os jactos Bae 146-100/200 na melhor das hipóteses. Os 737/320/321 aviões só numa emergência ou condições muito especiais  pois a pista só tem uma largura de 30m E 1500m de comprimento asfaltados, mas para isso mais vale irem directos ao Montijo ou Alverca.

Boeing 727: http://www.modernairliners.com/boeing-727-and-boeing-727-specs/

Distância requerida para vários modelos( versão muito simplificada):http://aircyber.weebly.com/aircraft-runway-requirements.html

http://cavok.pt/mapa-das-pistas-de-portugal/
 
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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #31 em: Dezembro 08, 2016, 10:36:57 pm »
Fechem o Montijo e metam os C-130 e C-295 em Ovar, e os EH-101 em Sintra ! (Fala-se em reativar Tancos), mas duvido !
Artigo 308º

Traição à Pátria

Quem, por meio de violência, ameaça de violência, usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria, ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira, todo o território português ou parte dele
 

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #32 em: Dezembro 09, 2016, 11:16:18 am »
Tires só tem uma pista de 1500/1600m e pouco terreno para expansão além de que os tios e as tias de certeza que têm dinheiro suficiente para contratar os advogados necessários para não terem aviões a rebentarem-lhes com os tímpanos todos os cinco minutos.

Tendo em conta que o que está a fazer rebentar a Portela são as low cost como a EasyJet e Ryanair mais os constantes Tap Express.
Esses 1600 não são suficientes para os A319 e Boeing 737 e ATR destas companhias? Era o antigo comprimento da pista da Madeira.

Primeiro que tudo aviso já que sou apenas um curioso e não um engenheiro de pistas, mas se olharmos por exemplo para a pista do London City que tem 1500m o maior avião que lá pode operar é o Airbus 318. O Boeing 727 foi criado a pensar nos aeroportos de algumas cidades "relativamente" pequenas dos EUA e as suas pistas de 4500'  (1371), mas atenção que não era com o máximo peso à descolagem e no aeroporto da Madeira após o acidente da TAP começaram as diligências para aumentar a pista.
Em Tires aterram os ATR ou qualquer outro turbo-hélice regional e os jactos Bae 146-100/200 na melhor das hipóteses. Os 737/320/321 aviões só numa emergência ou condições muito especiais  pois a pista só tem uma largura de 30m E 1500m de comprimento asfaltados, mas para isso mais vale irem directos ao Montijo ou Alverca.

Boeing 727: http://www.modernairliners.com/boeing-727-and-boeing-727-specs/

Distância requerida para vários modelos( versão muito simplificada):http://aircyber.weebly.com/aircraft-runway-requirements.html

http://cavok.pt/mapa-das-pistas-de-portugal/

Perdadetempo,

As LD e TOD necessárias para os diversos tipos de aeronaves dependem muito de alguns factores tais como vento, temperatura, tipo de pavimento que a pista tem,  ALW e ATOW, dos tipos dos acft visados, para mencionar só alguns factores. ;D
O acidente na Madeira deveu-se fundamentalmente, não ao comprimento da pista mas sim, ás condições atmosféricas na altura da aterragem, que obrigou a um Touch down, bem depois da zona de toque o que reduziu bastante a LDA, o cizalhamento, AKA WS, verificado na altura ajudou e muito a que este acidente tivesse acontecido.
O aumento do comprimento da pista nada pode fazer contra esse tipo de acontecimentos atmosféricos, apenas uma reorientação da mesma poderia ter alguma eficácia de monta para reduzir o risco durante as aterragens/descolagens. ;) :G-beer2:

Quanto ao B722/3 ainda são excelentes aeronaves, utilizadas em larga escala nos últimos anos, pelas companhias de carga expresso, com capacidades de transporte de carga muito boas e também com uma centragem muito facilitada pela possibilidade de adicionar, real ou ficticiamente, peso no tanque central de combustivel, para efeitos de LC.
Ainda foram feitos upgrades a nivel de motores nos stageIII para que o ruido dos mesmos fosse reduzido e em simultãneo a potência fosse aumentada, alterando a designação dos mesmos para os silent one, possuimos ainda alguns acft com essa motorização nomeadamente na defunta companhia aérea Air Colombus a Air Atlantis se bem me lembro operou os últimos 727 da TAP mas ainda com stageIII.





Abraços
« Última modificação: Dezembro 09, 2016, 11:37:33 am por tenente »
 
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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #33 em: Dezembro 09, 2016, 07:31:55 pm »
Li o texto em baixo num comentário a uma notícia no Jonal Económico e os argumentos fazem sentido. Porque é que nao se debate isto? A FAP tem interesse em manter o Figo Maduro?

Citar
Aeroporto Humberto Delgado não está esgotado e, com poucos euros e melhor organização, tem capacidade para operações de voo durante mais 20 anos. Pilotos e a própria TAP consideram que o drama do Aeroporto Humberto Delgado, é o espaço. Mas a simples previsão de chegadas e partidas, normalmente, apenas às oito e nove da manhã há alguma dificuldade para aterrar, pode melhorar tudo: “O número de ‘slots’ [que se dizem esgotadas] corresponde a apenas 6,8 por cento do total disponível no aeroporto para todo o ano. Os pedidos de ‘slots’ podem ser rejeitados às horas de pico, contudo, as aeronaves podem aterrar ou descolar em Lisboa noutra altura do dia de menor tráfego. Esta situação também ocorre nos principais aeroportos da Europa, como Paris ou Londres”. Uma ‘slot’ é uma “vaga” no aeroporto. As transportadoras querem, naturalmente, chegar cedo e partir tarde, e vice-versa, nos voos de médio curso – dentro da Europa. Isto permite aos passageiros chegar ainda de manhã à cidade de destino e regressar à noite. A falta destas ‘slots’em Lisboa, no entanto, revela-se um falso problema. “Se existissem obras no Humberto Delgado isso permitiria ainda conseguir 64 posições de estacionamento – os lugares onde os aviões esperam enquanto não fazem novo voo. Ora, levando em conta os movimentos possíveis em Lisboa, do que a cidade pode necessitar não é de um novo aeródromo: é de mais lugares para estacionar. Há dois problemas No aeroporto de Lisboa, que podem ser resolvidos com poucos milhares de euros: a criação de mais espaço para estacionar e um novo “taxiway” (uma “estrada” para os aviões se deslocarem dentro do espaço do aeroporto, vindos dos terminais até às pistas e vice-versa.
Mais espaço consegue-se com a retirada dos militares de Figo Maduro. Se houvesse vontade de passar a Base Militar para outro local, podia repavimentar-se a zona militar para aguentar os jactos civis e, assim, aumentar a capacidade da Portela”.
Entretanto, o “taxiway” da pista principal do Aeroporto Humberto Delgado vai apenas até dois terços da pista, sem obrigar a cruzamento da mesma. Ora, se os aviões pudessem circular livremente, sem interferir com os que estão a levantar ou aterrar na pista 03/21, aumentavam-se as “slots”, e o tempo de espera era menor. Fala-se de pouco mais de um quilómetro de asfalto e de um aumento significativo de capacidade. Mais quatro movimentos por hora – de 35 para 39 possíveis –, o que daria a Lisboa uma entrada, em hora de ponta, de mais cem mil passageiros/ano, considerando apenas quatro dias de tráfego intenso no Humberto Delgado. Quem paga? paga a Vinci e a Tap, e esta é a solução mais barata.
 

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #34 em: Dezembro 09, 2016, 08:19:00 pm »
Boas Miguelbub

os meus cinco tostões para o autor deste artigo, que deve ser um especialista de aeroportos e descobridor de todos os remédios para as lacunas operacionais do Aeroporto de Lisboa.
Gostei de ler !!!!

Li o texto em baixo num comentário a uma notícia no Jonal Económico e os argumentos fazem sentido. Porque é que nao se debate isto? A FAP tem interesse em manter o Figo Maduro?
A FAP não tem, mas os políticos sim !!!!

Citar
Aeroporto Humberto Delgado não está esgotado e, com poucos euros e melhor organização, tem capacidade para operações de voo durante mais 20 anos. Pilotos e a própria TAP consideram que o drama do Aeroporto Humberto Delgado, é o espaço. Mas a simples previsão de chegadas e partidas, normalmente, apenas às oito e nove da manhã há alguma dificuldade para aterrar, pode melhorar tudo: “O número de ‘slots’ [que se dizem esgotadas] corresponde a apenas 6,8 por cento do total disponível no aeroporto para todo o ano. Os pedidos de ‘slots’ podem ser rejeitados às horas de pico, contudo, as aeronaves podem aterrar ou descolar em Lisboa noutra altura do dia de menor tráfego. Esta situação também ocorre nos principais aeroportos da Europa, como Paris ou Londres”. Uma ‘slot’ é uma “vaga” no aeroporto. As transportadoras querem, naturalmente, chegar cedo e partir tarde, e vice-versa, nos voos de médio curso – dentro da Europa. Isto permite aos passageiros chegar ainda de manhã à cidade de destino e regressar à noite. A falta destas ‘slots’em Lisboa, no entanto, revela-se um falso problema.


O Drama do Aeroporto de Lisboa, não é só o espaço de estacionamento é também e principalmente a capacidade de movimentos hora da Pista de serviço !!!
Teoria interessante..... gostava de saber quais as companhias que aceitariam negociar slots para horas de rotação, em que não conseguiriam que os seus pax apanhassem os voos de ligação, ou que as horas de operação não fossem as mais úteis para os mesmos !!
As companhias operam, ou tentam operar nos aeroportos, ás horas que lhes permitam, no menor espaço de tempo possível, sem terem de pagar estacionamento, efectuar as rotações com a maior ocupação possível da aeronave.
Quem escreveu desconhece por completo os picos de operação diária do ALS, Aeroporto de Lisboa, voos a chegar e sair entre as 08 e as 09, muito bom mesmo !!!
Uma slot não conheço o que é, mas um slot sim !!!! 
 

Citar
“Se existissem obras no Humberto Delgado isso permitiria ainda conseguir 64 posições de estacionamento – os lugares onde os aviões esperam enquanto não fazem novo voo. Ora, levando em conta os movimentos possíveis em Lisboa, do que a cidade pode necessitar não é de um novo aeródromo: é de mais lugares para estacionar. Há dois problemas No aeroporto de Lisboa, que podem ser resolvidos com poucos milhares de euros: a criação de mais espaço para estacionar e um novo “taxiway” (uma “estrada” para os aviões se deslocarem dentro do espaço do aeroporto, vindos dos terminais até às pistas e vice-versa.

Eureka descobriu a pólvora !!!!
Um aeródromo é apenas área de movimento de um aeroporto, este sr não sabe mesmo do que está a falar, então construíamos, pistas, táxi ways e placas de estacionamento e os pax ficavam onde ????? Deviam ir para a Av de Berlim só pode, santa ignorância.
Mas que grande borrada para aqui vai.........uma estrada dos terminais para as pistas e já agora vice-versa.


Citar
Mais espaço consegue-se com a retirada dos militares de Figo Maduro. Se houvesse vontade de passar a Base Militar para outro local, podia repavimentar-se a zona militar para aguentar os jactos civis e, assim, aumentar a capacidade da Portela”.

Afirmativo conseguiríamos colocar na plataforma charlie pelo menos quatro WBs sem problema algum, e caro amigo sem ser necessário qualquer repavimentação, já por variadíssimas vezes assisti aeronaves civis com mais de 230 tons de PMD, nessa plataforma.

Citar
Entretanto, o “taxiway” da pista principal do Aeroporto Humberto Delgado vai apenas até dois terços da pista, sem obrigar a cruzamento da mesma. Ora, se os aviões pudessem circular livremente, sem interferir com os que estão a levantar ou aterrar na pista 03/21, aumentavam-se as “slots”, e o tempo de espera era menor. Fala-se de pouco mais de um quilómetro de asfalto e de um aumento significativo de capacidade. Mais quatro movimentos por hora – de 35 para 39 possíveis –, o que daria a Lisboa uma entrada, em hora de ponta, de mais cem mil passageiros/ano, considerando apenas quatro dias de tráfego intenso no Humberto Delgado.

Não completamento correcto caro especialista em pistas e aeroportos, mesmo com o TW completo, e não tendo a variável de espera pelo cruzamento da pista, se o trafego anterior que descolou é um Heavy, por exemplo a aeronave que se segue, não havendo nenhuma na aproximação, tem de esperar pois a turbulência provocada pelas descolagem do acft anterior a isso obriga por questões de segurança.
Esse estudo, do taxy-way a nascente da 03/21 já foi efectuado há muitos anos e a concretização até é relativamente simples mas quem sabe se não serão outros valores mais altos a levantarem-se como no caso da plataforma do figo Maduro, para que tal não aconteça, olhe que até tenho razão. ;) ;)
Mesmo com a construção da pista paralela, são necessários 1050m de distãncia entre as pistas e teria que ficar mais avançada ou recuada em relação á 03/21, mas como na década de 80 fomos permitindo a construção nas zonas de segurança do Aeroporto agora nicles de espaço para a 2ª pista, é mais barato fazer um 2º Aeroporto, dá mais dinheiro aos amigos !!! :G-beer2: :G-beer2: :G-beer2: 


Citar
Quem paga? paga a Vinci e a Tap, e esta é a solução mais barata.

Porque diabo teria a TAP que pagar essas obras ????? Quem explora os aeroportos em Portugal é a ANA, caro amigo.

Abraços
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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #35 em: Dezembro 09, 2016, 08:45:39 pm »
Obrigado pelo esclarecimento tenente.

Esse comentário que coloquei está de facto em vários sites noticiosos, para um leigo na matéria a coisa parece de facto muito válida, mas afinal nao  resolve nada.
 

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #36 em: Dezembro 09, 2016, 08:48:21 pm »
Para completar a discussão em relação ao Figo Maduro coloco uma foto da mesma para o pessoal ter a percepção do tamanho (a Força Aérea designa esta unidade como Aerodromo de Transito nº1)



Em relação à Força Aérea, eu acho que ela quer é poder ter a Esquadra dos Falcon com o seu alerta de orgãos e evacuações médicas e outros serviços que ali são feitos como o transporte de pessoal militar para missões internacionais, se poder ser ali continua tudo na mesma, se tiver que sair, sai mas tem que ir para outro lado, talvez base aérea do Montijo (se não fechar), ou base aérea de Sintra, e isso envolve sempre obras que tem que ser feitas.

Mas tal como o forista Tenente disse, isso pode não ser do interesse politico, podem não querer aliviar o problema da Portela para assim justificar melhor a construção de outro aeroporto, e acho eu, há uma espécie de acordo de "cavalheiros" de que quando um chefe politico visita outro pais, ele não paga pelo estacionamento do avião, em Portugal esses aviões ficam estacionados na placa militar, se essa placa desaparecesse esses aviões teriam que pagar as tais taxas a quem gere o aeroporto (ou o governo português pagar por eles), mas isso deve ser trocos em relação ao dinheiro que envolve a construção de um aeroporto.
« Última modificação: Dezembro 09, 2016, 08:50:30 pm por Lightning »
 
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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #37 em: Dezembro 09, 2016, 08:58:27 pm »
Para completar a discussão em relação ao Figo Maduro coloco uma foto da mesma para o pessoal ter a percepção do tamanho (a Força Aérea designa esta unidade como Aerodromo de Transito nº1)



Em relação à Força Aérea, eu acho que ela quer é poder ter a Esquadra dos Falcon com o seu alerta de orgãos e evacuações médicas e outros serviços que ali são feitos como o transporte de pessoal militar para missões internacionais, se poder ser ali continua tudo na mesma, se tiver que sair, sai mas tem que ir para outro lado, talvez base aérea do Montijo (se não fechar), ou base aérea de Sintra, e isso envolve sempre obras que tem que ser feitas.

Mas tal como o forista Tenente disse, isso pode não ser do interesse politico, podem não querer aliviar o problema da Portela para assim justificar melhor a construção de outro aeroporto, e acho eu, há uma espécie de acordo de "cavalheiros" de que quando um chefe politico visita outro pais, ele não paga pelo estacionamento do avião, em Portugal esses aviões ficam estacionados na placa militar, se essa placa desaparecesse esses aviões teriam que pagar as tais taxas a quem gere o aeroporto (ou o governo português pagar por eles), mas isso deve ser trocos em relação ao dinheiro que envolve a construção de um aeroporto.

As aeronaves de chefes de estado e afins estão isentas de pagamento de taxas, esse problema não se põe:
A ANA mantêm um excelente relacionamento com o CMD do AT1, como disse noutro post aeronaves civis já por várias vezes tem sido estacionadas na placa militar, como se vê na foto um B733, nem de propósito............se tal relacionamento não existisse..........
Essa foto tem quase vinte anos.
« Última modificação: Dezembro 09, 2016, 09:08:26 pm por tenente »
 
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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #38 em: Dezembro 09, 2016, 09:04:21 pm »
Obrigado pelo esclarecimento tenente.

Esse comentário que coloquei está de facto em vários sites noticiosos, para um leigo na matéria a coisa parece de facto muito válida, mas afinal nao  resolve nada.

Sempre ás ordens é a minha praia já há muitos anos desde que em 86 saí do exército.
Para complementar apenas a operação das Low-costs que na altura do inicio dos voos deveriam ter sido encaminhados para o Montijo, Sintra ou para Beja.......... :rir: :rir: :rir: :rir: :rir:, mas na altura a ANA na sua ansia de mais lucros abriu as pernitas aos meninos e até lhes facilitou o Terminal dois, retirando de lá os voos domésticos, e, agora para os posicionar no Montijo vai ser o bom e o bonito, pois gabam-se dos milhões de pax que trazem para Lisboa, como se antes de iniciarem a operação cá, o aeroporto estivesse ás moscas, a ANA vai ter de abrir os cordões á bolsa novamente, fazendo grandes negócios uma vez mais !!!!!!

Abraços
 

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Lightning

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #39 em: Dezembro 09, 2016, 09:07:48 pm »
As aeronaves de chefes de estado e afins estão isentas de pagamento de taxas, esse problema não se põe:

Pois se é assim então essa justificação de não pagar taxas fica sem efeito, talvez seja para ficarem mais isolados.

E em relação à placa, também me parece que aguente bem o peso, já lá esteve o Air Force One.



PS: Não mete raiva quando alguém diz, "aterrou" em Figo Maduro? É que aquilo é só uma placa de estacionamento, não tem pista. Para quem não conheça esses pormenores vai pensar que é mais uma Base da Força Aérea tipo Monte Real, Montijo, Beja, que tem pista e tem todos os serviços e dimensão que essas bases tem, quando na verdade é apenas uma placa de estacionamento e até relativamente pequena.

E já agora o Putin também, para não dar favoritismos :D, mas não sei que avião ele usa, deve ser algo de fabrico russo, mas pelo tamanho das naceles também é bem grande ;).

« Última modificação: Dezembro 09, 2016, 09:16:34 pm por Lightning »
 

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #40 em: Dezembro 09, 2016, 10:04:46 pm »
Engraçado é virem dizer que se vai ter de mudar o campo de tiro de Alcochete devido à utilização de Montijo por voos civis. Tal deve ir de encontro aos interesses de muito pessoal da área da imobiliária que anda por ali.

Não é construído um gigantesco novo aeroporto mas pelo menos fica uma grande área livre para outros negócios.

Cumprimentos,
:snip: :snip: :Tanque:
 

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miguelbud

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #41 em: Dezembro 09, 2016, 10:12:18 pm »

E já agora o Putin também, para não dar favoritismos :D, mas não sei que avião ele usa, deve ser algo de fabrico russo, mas pelo tamanho das naceles também é bem grande ;).

É um Ilyushin Il-96.
 
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« Responder #42 em: Dezembro 10, 2016, 01:13:57 am »
Citar
erdadetempo,

As LD e TOD necessárias para os diversos tipos de aeronaves dependem muito de alguns factores tais como vento, temperatura, tipo de pavimento que a pista tem,  ALW e ATOW, dos tipos dos acft visados, para mencionar só alguns factores. ;D
O acidente na Madeira deveu-se fundamentalmente, não ao comprimento da pista mas sim, ás condições atmosféricas na altura da aterragem, que obrigou a um Touch down, bem depois da zona de toque o que reduziu bastante a LDA, o cizalhamento, AKA WS, verificado na altura ajudou e muito a que este acidente tivesse acontecido.
O aumento do comprimento da pista nada pode fazer contra esse tipo de acontecimentos atmosféricos, apenas uma reorientação da mesma poderia ter alguma eficácia de monta para reduzir o risco durante as aterragens/descolagens.

Tem razão no que diz, mas se a pista tivesse o comprimento da actual haveria muito mais hipóteses de neste caso particular o avião  ter ficado na pista em vez de ter caído na ravina e partido em dois com o consequente incêndio. Naquelas condições o acidente ia sempre acontecer mas provavelmente não teria consequências tão graves.

http://notempodosaraujos.blogspot.pt/2009/05/o-acidente-da-tap-na-madeira.htm

Cumprimentos,
 

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Charlie Jaguar

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #43 em: Dezembro 12, 2016, 12:27:03 pm »
Embora habituado a ouvir falar do possível encerramento da Base Aérea do Montijo praticamente desde que me conheço como gente, não deixa porém de me chocar ainda um pouco a leviandade das afirmações e comentários de certos actores políticos e não só no que a isto diz respeito, como se esta unidade da Força Aérea Portuguesa não fosse uma, ou a, mais importante a nível militar neste momento em Portugal.

Vamos fazer tudo: vamos retirar os militares dali; vamos dispersar os meios aéreos e unidades pelas poucas bases que restam como se isso fosse também uma coisa simples a nível técnico, material, logístico e sobretudo humano; vamos já agora encerrar o Campo de Tiro que aquilo ali é chato, não serve para nada pois os turistas não podem ir ver os aviões a fazer tiro ao alvo e os flamingos e restante fauna preservada não interessam para nada; vamos mandar passear os estudos de impacto ambiental e ecológico e não ligar nenhuma aos anteriores estudos técnicos efectuados e recomendações de variados grupos de trabalho a desaconselhar a opção Montijo; vamos explicar à NATO porque é que a BA6, considerada uma importante unidade de rectaguarda ao ponto de ser servida (ou ter sido servida) como o Alfeite pelo oleoduto da POL NATO, vai ser fechada para que possa crescer o turismo e o negócio das tuk-tuks, vamos fazer isso tudo.

Já agora, esqueçamo-nos também dos (muitos) milhões perdidos quando o aeroporto ia ser na Ota e depois em Alcochete, e vamos mas é aproveitar essa vaga de fundo para encerrar uma unidade militar que está a ocupar ali muito espaço, numa zona privilegiada, porque Sintra ou Alverca não podem ser, e também já agora porque em Tancos até dará jeito ao Exército ter uns meios aéreos ao dispor, mesmo que não sejam do ramo.  ::)
Saudações Aeronáuticas,
Charlie Jaguar

         "PER ASPERA AD ASTRA"
               (Por Caminhos Árduos, Até Às Estrelas)
 
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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #44 em: Dezembro 12, 2016, 01:35:43 pm »
Embora habituado a ouvir falar do possível encerramento da Base Aérea do Montijo praticamente desde que me conheço como gente, não deixa porém de me chocar ainda um pouco a leviandade das afirmações e comentários de certos actores políticos e não só no que a isto diz respeito, como se esta unidade da Força Aérea Portuguesa não fosse uma, ou a, mais importante a nível militar neste momento em Portugal.

Vamos fazer tudo: vamos retirar os militares dali; vamos dispersar os meios aéreos e unidades pelas poucas bases que restam como se isso fosse também uma coisa simples a nível técnico, material, logístico e sobretudo humano; vamos já agora encerrar o Campo de Tiro que aquilo ali é chato, não serve para nada pois os turistas não podem ir ver os aviões a fazer tiro ao alvo e os flamingos e restante fauna preservada não interessam para nada; vamos mandar passear os estudos de impacto ambiental e ecológico e não ligar nenhuma aos anteriores estudos técnicos efectuados e recomendações de variados grupos de trabalho a desaconselhar a opção Montijo; vamos explicar à NATO porque é que a BA6, considerada uma importante unidade de rectaguarda ao ponto de ser servida (ou ter sido servida) como o Alfeite pelo oleoduto da POL NATO, vai ser fechada para que possa crescer o turismo e o negócio das tuk-tuks, vamos fazer isso tudo.

Já agora, esqueçamo-nos também dos (muitos) milhões perdidos quando o aeroporto ia ser na Ota e depois em Alcochete, e vamos mas é aproveitar essa vaga de fundo para encerrar uma unidade militar que está a ocupar ali muito espaço, numa zona privilegiada, porque Sintra ou Alverca não podem ser, e também já agora porque em Tancos até dará jeito ao Exército ter uns meios aéreos ao dispor, mesmo que não sejam do ramo.  ::)

Na minha opinião a base pode e deve coexistir com um possível futuro aeroporto !!!! :G-beer2: :G-beer2:
O mesmo já existia nas décadas de 60/70 tanto em Angola como em Moçambique em inúmeros Aeroportos/bases Aereas porque é que não se pode fazer o mesmo agora e cá ?????
Alguns especialistas (des)governamentais que de actividade aeroportuária, Aviação Civil e Militar nada percebem é que são de opinião que a BA6 deve ser pura e simplesmente desactivada, para que os seus pontos de vista, e interesses prevaleçam em relação ao que seria útil para o nosso País, a ver vamos a ver vamos como dizia o ceguinho, só teríamos a ganhar se a BA6ali  permanecesse e se um terminal de pax para as Low costs fosse construído de modo a que este trafego fosse desviado do aeroporto de Lisboa permitindo a sua existência por mais umas décadas.

Abraços
« Última modificação: Dezembro 12, 2016, 02:13:32 pm por tenente »
 
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