Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo

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Clausewitz

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #285 em: Janeiro 04, 2019, 03:36:20 pm »
Tires devia mesmo ser uma opção para os voos internos. Mesmo que fossem só uns 10 voos diários, já dava um jeitaço ao AHD. Mas poderiam usar a frota dos ATR e Embraer toda em Tires, já seria um movimento interessante!

Os vôos internos são muito usados como vôos de ligação, se forem deslocados perdem-se as sinergias criadas pelo Hub, tanto a nível de recursos como a nível comercial. Além de que ter 3 aeroportos comercias numa área do tamanho de Lisboa seria o cúmulo do ridículo mesmo, mas como já perdemos a virgindade nessas coisas com Beja, já nem digo nada.

Para desviar parte do trafego para outro aeroporto menor, que fosse o tráfego das low cost, que é expressivo, não tem lógica de Hub/vôos de ligação e é a solução adotada em todo o lado, permitindo inclusivamente tarifas menores.

Outra coisa que poderia ser feita para desafogar um pouco a Portela seria um aeroporto na região Centro – em Coimbra de preferência, mas como parece que cada base aérea é um aeroporto em potencial acho que Monte Real não escapará...
 

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Lusitaniae

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #286 em: Janeiro 04, 2019, 05:17:15 pm »
Será que ficam na mesma as pistas mas aumentadas?
Estive aqui a medir e na minha modesta opinião as pistas têm que ter no mínimo 10000 pés ou 3,05 km e dá para ter uma com 3,5km.

https://community.infiniteflight.com/t/list-of-aircraft-runway-requirements/107832





« Última modificação: Janeiro 04, 2019, 05:24:57 pm por Lusitaniae »
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tenente

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #287 em: Janeiro 04, 2019, 05:44:49 pm »
A única pista que vai ser utilizada para voos comerciais, na BA6, é a 01/19, tem 2147 metros e depois de prolongada, ficará com 2500 metros o que impede a operação dos WB mais pesados, os B777/767, e limita em muito, a operação dos A330/340, PMD não pode ser atingido .

A outra pista, que é um pouco maior, não pode ser usada devido á sua orientação.

Abraços
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Lusitaniae

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #289 em: Janeiro 04, 2019, 06:47:58 pm »
A única pista que vai ser utilizada para voos comerciais, na BA6, é a 01/19, tem 2147 metros e depois de prolongada, ficará com 2500 metros o que impede a operação dos WB mais pesados, os B777/767, e limita em muito, a operação dos A330/340, PMD não pode ser atingido .

A outra pista, que é um pouco maior, não pode ser usada devido á sua orientação.

Abraços

Mas de acordo com os dados no link que postei 8000 pés é o mínimo para todos os aviões e 2500 metros são 8202 pés.
Eles podiam reclamar um pouco mais de terreno ao estuário, pelo menos mais 200 metros.
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tenente

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #290 em: Janeiro 04, 2019, 07:00:36 pm »
A única pista que vai ser utilizada para voos comerciais, na BA6, é a 01/19, tem 2147 metros e depois de prolongada, ficará com 2500 metros o que impede a operação dos WB mais pesados, os B777/767, e limita em muito, a operação dos A330/340, PMD não pode ser atingido .

A outra pista, que é um pouco maior, não pode ser usada devido á sua orientação.

Abraços

Mas de acordo com os dados no link que postei 8000 pés é o mínimo para todos os aviões e 2500 metros são 8202 pés.
Eles podiam reclamar um pouco mais de terreno ao estuário, pelo menos mais 200 metros.

Então, se é o mínimo para todos os aviões, como queres utilizar o aeródromo de Tires, para os voos domésticos/internos ??  ::)

http://aerodromo-cascais.pt/pista/
 

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tenente

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #291 em: Janeiro 04, 2019, 07:03:45 pm »
A única pista que vai ser utilizada para voos comerciais, na BA6, é a 01/19, tem 2147 metros e depois de prolongada, ficará com 2500 metros o que impede a operação dos WB mais pesados, os B777/767, e limita em muito, a operação dos A330/340, PMD não pode ser atingido .

A outra pista, que é um pouco maior, não pode ser usada devido á sua orientação.

Abraços

Mas de acordo com os dados no link que postei 8000 pés é o mínimo para todos os aviões e 2500 metros são 8202 pés.
Eles podiam reclamar um pouco mais de terreno ao estuário, pelo menos mais 200 metros.

Então, se é o mínimo para todos os aviões, como queres utilizar o aeródromo de Tires, para os voos domésticos/internos ??  ::)

http://aerodromo-cascais.pt/pista/

Onde foste buscar essa info do mínimo de 2500 metros para todas as aeronaves, posso saber ????

 

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Lusitaniae

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #292 em: Janeiro 04, 2019, 07:25:19 pm »
Aqui neste link podes ver que para os Embraer 5000 pés é o ideal e para os ATR ainda é menos, só falei em usar estes aviões e Tires tem mais de 5000 pés.
Para todos nessa lista 8000 pés é quanto baste para o 747 mais pesadão, o único que precisa de 8700 pés é o A340-600, daí que podiam no novo aeroporto do Montijo puderam ir reclamar um pouco mais ao estuário e levar a pista para os 2700 metros.
https://community.infiniteflight.com/t/list-of-aircraft-runway-requirements/107832
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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #293 em: Janeiro 04, 2019, 08:18:02 pm »
Aqui neste link podes ver que para os Embraer 5000 pés é o ideal e para os ATR ainda é menos, só falei em usar estes aviões e Tires tem mais de 5000 pés.
Para todos nessa lista 8000 pés é quanto baste para o 747 mais pesadão, o único que precisa de 8700 pés é o A340-600, daí que podiam no novo aeroporto do Montijo puderam ir reclamar um pouco mais ao estuário e levar a pista para os 2700 metros.
https://community.infiniteflight.com/t/list-of-aircraft-runway-requirements/107832

Essas medidas, são referidas apenas como guia genérico, em condições optimas de meteo e com a aeronave abaixo do PMD.
Alguns 747SP, assistidos pelo serviço de operações de voo, onde trabalho, operaram na 17/35 em Lisboa, descolando no limite dos limites, a corrida utilizou toda a extensão da TODA, tirando os trens do chão mesmo na última.

Isto para dizer que, mesmo que a 01/19, do Montijo, tivesse 2700 metros, que não pode fisicamente, pois tens de adicionar as duas soleiras das pistas e demais terreno após as ditas, mesmo assim, as aterragens e descolagens dos Heavies seriam efectuadas no limite, dos limites de segurança e na Aviação Civil a segurança das aeronaves e passageiros são levadas muito a sério e não se inventa nada pois já está tudo inventado.
Os espertos na Aviação, duram muito pouco tempo.

Agora lê com atenção o que escreveste sobre as distâncias necessárias para " todos os aviões " pois foste tú que o escreveste e não eu .

Cumprimentos
 

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Charlie Jaguar

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #294 em: Janeiro 05, 2019, 04:58:27 pm »
A única pista que vai ser utilizada para voos comerciais, na BA6, é a 01/19, tem 2147 metros e depois de prolongada, ficará com 2500 metros o que impede a operação dos WB mais pesados, os B777/767, e limita em muito, a operação dos A330/340, PMD não pode ser atingido .

A outra pista, que é um pouco maior, não pode ser usada devido á sua orientação.

O mais engraçado, ou curioso, é que a 08/26 (a tal que não pode ser utilizada e vai ser destruída) era a pista que mais facilmente podia ser "estendida" para os 3km+ e na qual aeronaves como o Boeing 767 da Euroatlantic, C-17 ou C-5 Galaxy da USAF já aterraram e descolaram sem problemas de maior. Os Vulcan e Victor da RAF então, nos anos 80, percorriam a pista quase toda, é verdade, mas descolavam em segurança.  ::)

« Última modificação: Janeiro 05, 2019, 05:25:03 pm por Charlie Jaguar »
Saudações Aeronáuticas,
Charlie Jaguar

         "PER ASPERA AD ASTRA"
               (Por Caminhos Árduos, Até Às Estrelas)
 

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tenente

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #295 em: Janeiro 05, 2019, 11:29:25 pm »
A única pista que vai ser utilizada para voos comerciais, na BA6, é a 01/19, tem 2147 metros e depois de prolongada, ficará com 2500 metros o que impede a operação dos WB mais pesados, os B777/767, e limita em muito, a operação dos A330/340, PMD não pode ser atingido .

A outra pista, que é um pouco maior, não pode ser usada devido á sua orientação.

O mais engraçado, ou curioso, é que a 08/26 (a tal que não pode ser utilizada e vai ser destruída) era a pista que mais facilmente podia ser "estendida" para os 3km+ e na qual aeronaves como o Boeing 767 da Euroatlantic, C-17 ou C-5 Galaxy da USAF já aterraram e descolaram sem problemas de maior. Os Vulcan e Victor da RAF então, nos anos 80, percorriam a pista quase toda, é verdade, mas descolavam em segurança.  ::)

Se a 08/26 estivesse em uso, os corredores de aproximação/descolagem não permitiriam o uso da 03/21 de LIS e vice versa tais são as suas orientações, portanto lá ia ao ar o tal aumento de capacidade mov/hora tão apregoados por quem nada sabe.

O que me revolta é estarem, os iluminados, só preocupados com o impacto ambiental, mas, estarem-se nas tintas para os factores de segurança quando por exemplo estiver como pista de serviço a 19, com as descolagens sensivelmente para sul, basta ver o corredor de saída e pensar, se acontece uma falha de motor(es) durante a corrida de descolagem, na dificuldade da aeronave em ganhar altitude pós descolagem, para ultrapassar os obstáculos naturais agora existentes  !!

Abraços
 

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Daniel

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #296 em: Janeiro 08, 2019, 02:59:23 pm »
5 factos e 5 dúvidas sobre a expansão da Portela e a construção do Montijo
https://eco.sapo.pt/2019/01/08/5-factos-e-5-duvidas-sobre-a-expansao-da-portela-e-a-construcao-do-montijo/
Citar
Governo e a ANA – Aeroportos de Portugal assinam, esta terça-feira, o memorando de entendimento que vai definir o modelo de financiamento da expansão aeroportuária de Lisboa, com a construção de um aeroporto complementar na base aérea do Montijo e a expansão do Humberto Delgado. Foram meses de negociação para que as duas partes chegassem a um entendimento e para avançar com um projeto que vai permitir quase duplicar os movimentos e o número de passageiros em Lisboa.

No momento em que arranca um novo marco da história aeroportuária da capital, vários pontos são já certos, como o valor do investimento ou as datas previstas de finalização das obras. Mas sobram ainda algumas dúvidas; a mais premente é relativa ao estudo de impacto ambiental, que ainda não existe.

O que se sabe

1.Quanto custa? O primeiro valor, um número redondo, foi lançado por Marques Mendes, ainda em setembro do ano passado, no espaço habitual de comentário na SIC: mil milhões de euros. O valor final do investimento a ser feito para aumentar a capacidade aeroportuária da região de Lisboa deverá ficar um pouco acima disso: 1.150 milhões. Segundo o Expresso, que cita fonte governamental, os memorandos que vão ser assinados estipulam um investimento de cerca de 650 milhões no aeroporto Humberto Delgado, a ser feito até 2028, e outro de 500 milhões para a construção de um novo aeroporto no Montijo.

2.Como vai ser financiado? O valor do investimento será integralmente pago pela ANA – Aeroportos de Portugal, que, com o memorando de entendimento assinado com o Governo, passa a estabelecer um novo modelo de fixação das taxas aeroportuárias. Estas taxas passarão, a partir de agora, a aumentar em função do investimento feito pela concessionária dos aeroportos, sendo esse aumento condicionado pelo tráfego de passageiros. Deste modo, não haverá qualquer custo para os contribuintes, mas não é ainda conhecido qual o valor exato do aumento que as taxas pagas pelas companhias aéreas vão sofrer.

3.Quando estará pronta a nova infraestrutura? O objetivo é arrancar com as obras de transformação da base militar do Montijo num aeroporto civil ainda este ano e ter o novo aeroporto operacional em 2022. No aeroporto Humberto Delgado também haverá obras, que deverão arrancar ainda antes das do Montijo. Os obras do principal aeroporto de Lisboa vão implicar o encerramento da pista 17/35, que permitirá ganhar espaço de estacionamento reclamado pelas companhias aéreas. A Portela vai ainda ganhar novos acessos rodoviários e mais espaço para check-in de passageiros.

4.A capacidade aeroportuária de Lisboa aumenta quanto? O aeroporto Humberto Delgado opera, atualmente, 40 movimentos por hora, devendo alcançar os 29 milhões de passageiros no ano de 2018. A expansão da capacidade aeroportuária, incluindo já o Montijo, bem como a introdução de um novo sistema de gestão do tráfego aéreo, que estará operacional em 2020, vão permitir alcançar os 72 movimentos por hora. A meta do Governo e da ANA, para um prazo de 40 anos, é superar o marco dos 50 milhões de passageiros por ano, dos quais, segundo o Expresso, 42 milhões serão na Portela e dez milhões no Montijo.

5.O que acontece à Força Aérea? A base militar do Montijo tem sediada, atualmente, uma frota de aviões C-130, C-295, Falcon 50 e helicópteros Merlin EH 101 e Lynx. Com o novo acordo entre o Estado e a ANA, a base militar vai manter-se, mas com menos aviões. Os C-295 e os C-130 serão transferidos para as bases aéreas de Sintra e de Beja, uma deslocalização que será feita ao longo de dois a três anos e que terá um custo de 200 milhões de euros. Por outro lado, a ANA vai comprar à Força Aérea o aeródromo militar de Figo Maduro, na Portela, que será, por sua vez, transferido para o Montijo. No Montijo, mantém-se a operação dos Lynx. É também lá que ficarão instalados os futuros KC-390 que o Ministério da Defesa deverá adquirir nos próximos meses, pelo que as operações militar e civil serão conciliáveis no Montijo.

E o que falta saber

1.Que companhias vão para o Montijo? O plano inicial era levar as transportadoras lowcost para o Montijo, mas não será isso, obrigatoriamente, que irá acontecer. O acordo que será agora assinado define que o novo aeroporto estará vocacionado para companhias aéreas que operem as rotas “ponto a ponto”, isto é, sem correspondências. Não há, para já, nenhuma companhia que manifeste, sem margem para dúvidas, o interesse em deslocar-se da Portela para o Montijo. A easyJet afirma que o seu “ADN” é “operar em aeroportos principais” e que o “ideal” seria continuar na Portela, enquanto a Ryanair admite operar alguns voos no Montijo, mas mantendo Lisboa como o seu hub. Já a TAP deixa a sua posição bem clara: “Eu preciso de resolver o meu problema com a Portela, o Montijo é muito pequeno para a TAP”, disse, no mês passado, o presidente executivo da companhia portuguesa, Antonoaldo Neves. Será através de taxas aeroportuárias significativamente mais baixas que a ANA vai procurar atrair companhias aéreas para o Montijo.

2.Como será feita a ligação a Lisboa? Numa audição no Parlamento, o presidente executivo da ANA, Thierry Ligonnière, referiu que a ligação do aeroporto do Montijo para Lisboa seria feita de duas formas: rodoviária, pela Ponte Vasco da Gama, e fluvial. No primeiro caso, segundo o Observador, está prevista a criação de uma faixa bus dedicada aos transportes públicos ao serviço do aeroporto, devendo ainda ser necessária uma nova estrada para melhorar o acesso rodoviário ao terminal do Montijo. Já no segundo caso, está previsto o aumento da oferta de transporte fluvial para Lisboa e, possivelmente, a relocalização do atual cais no Montijo.

3.Quando será conhecido o estudo de impacto ambiental? O acordo entre o Governo e a ANA vai ser assinado sem que seja conhecido o estudo de impacto ambiental sobre a construção do novo aeroporto. Na semana passada, o presidente da Câmara do Montijo revelou que este estudo será divulgado ainda no primeiro trimestre deste ano. Só depois de este estudo ser validado pela Agência Portuguesa do Ambiente é que as obras de expansão poderão arrancar. O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, garantiu já que “ninguém fará nenhum aeroporto sem cumprir integralmente todas as medidas de mitigação que vierem a resultar da declaração de impacto ambiental”.

4.Qual será o impacto na economia? Este ponto é ainda uma incógnita. Por um lado, o objetivo é, com o aumento da capacidade aeroportuária da região de Lisboa, chegar aos 50 milhões de passageiros por ano, o que virá aumentar em muito o número de hóspedes e, consequentemente, as receitas turísticas da região. A meta do Turismo de Portugal é chegar aos 80 milhões de dormidas e 26 mil milhões de receitas turísticas até 2027, um objetivo para o qual Lisboa, com este novo projeto aeroportuário, irá contribuir significativamente. Há ainda que contar com o incremento de empregos. No início de 2017, o Governo estimava que o novo aeroporto permitiria criar 20 mil postos de trabalho diretos e indiretos, só no terminal do Montijo.

5.O aumento das taxas vai refletir-se nos bilhetes? É outra das grandes incógnitas. As companhias aéreas, sobretudo a TAP, têm vindo a apelar à redução das taxas em Lisboa, que dizem ter preços pouco competitivos no contexto europeu. Sendo certo que o acordo vai estipular as taxas do Humberto Delgado não poderão financiar a construção do Montijo, é também certo que as taxas na margem norte vão aumentar em função do investimento — que, por sua vez, será substancial ao longo dos próximos anos. Assim, as taxas vão aumentar, não sendo certo se as companhias aéreas vão repercutir esse aumento sobre os preços dos bilhetes.
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Daniel

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #297 em: Janeiro 08, 2019, 03:14:28 pm »
Querem o novo aeroporto em Alcochete e dizem ter provas de ser mais vantajoso
https://tvi24.iol.pt/sociedade/montijo/querem-o-novo-aeroporto-em-alcochete-e-dizem-ter-provas-de-ser-mais-vantajoso


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Uma plataforma cívica defendeu hoje a utilização do Campo de Tiro de Alcochete em alternativa à Base Aérea n.º 6, no Montijo, distrito de Setúbal, para a construção do novo aeroporto, argumentando que a decisão está fundamentada em mitos.

“A alternativa Campo de Tiro de Alcochete é uma opção mais vantajosa”, disse à Lusa o engenheiro e antigo ex-presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) Carlos Matias Ramos.

Na apresentação da Plataforma Cívica Aeroporto BA6 – Montijo Não, realizada hoje perto do Parque Empresarial Fisipe, no Barreiro, com vista para a Base Aérea n.º 6, o responsável apontou que a decisão do Governo “não é uma opção pensada”.

“Não há um documento que sustente a decisão no Montijo”, frisou.

O que o responsável e a plataforma pedem é o acesso a um documento que justifique a decisão, que tenha em conta “o impacto nas pessoas e o comportamento e desempenho desta solução aeroportuária”.

De acordo com Carlos Matias Ramos, “os mitos constantes têm sido a base da fundamentação do processo de decisão”.

Segundo o engenheiro, o Governo diz que esta é uma solução mais barata, rápida e com impactos ambientais semelhantes a outras hipóteses.

Nada mais falso. Temos a solução alternativa Campo de Tiro de Alcochete, onde podemos construir dois edifícios que custam o mesmo. A pista na Base Aérea do Montijo não serve e tem que ser aumentada. E mesmo assim não permite aviões de classe C”, explicou.

O novo aeroporto no Montijo terá também “um risco estrutural”, ao ser “construído sobre lodo”, indicou o ex-presidente do LNEC.  ???
“Temos conhecimento que a espessura de lodo nesta zona anda pelos quinze metros, logo, a capacidade de carga é nula. O edifício que ali se situa foi construído sobre estacaria, foi buscar capacidade de resistência a uma profundidade adequada”, referiu.

O responsável apontou, neste sentido, que “no Campo de Tiro de Alcochete não acontece nada disto”.

“Quando se diz que no Montijo é mais barato porque já há uma pista, é falso”, frisou.
« Última modificação: Janeiro 08, 2019, 03:15:30 pm por Daniel »
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raphael

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #298 em: Janeiro 08, 2019, 03:32:25 pm »
Bem com tanto risco mesmo que o aeroporto não avance no Montijo ainda tiram de lá a Força Aérea também...
Campo de Tiro é uns quilometros ao lado..depois vai ser ambientalistas por causa da companhia das lezirias e montados de sobreiro na zona que serão destruídos...
Um abraço
Raphael
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tenente

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #299 em: Janeiro 08, 2019, 05:35:42 pm »
5 factos e 5 dúvidas sobre a expansão da Portela e a construção do Montijo
https://eco.sapo.pt/2019/01/08/5-factos-e-5-duvidas-sobre-a-expansao-da-portela-e-a-construcao-do-montijo/
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Governo e a ANA – Aeroportos de Portugal assinam, esta terça-feira, o memorando de entendimento que vai definir o modelo de financiamento da expansão aeroportuária de Lisboa, com a construção de um aeroporto complementar na base aérea do Montijo e a expansão do Humberto Delgado. Foram meses de negociação para que as duas partes chegassem a um entendimento e para avançar com um projeto que vai permitir quase duplicar os movimentos e o número de passageiros em Lisboa.

No momento em que arranca um novo marco da história aeroportuária da capital, vários pontos são já certos, como o valor do investimento ou as datas previstas de finalização das obras. Mas sobram ainda algumas dúvidas; a mais premente é relativa ao estudo de impacto ambiental, que ainda não existe.

O que se sabe

1.Quanto custa? O primeiro valor, um número redondo, foi lançado por Marques Mendes, ainda em setembro do ano passado, no espaço habitual de comentário na SIC: mil milhões de euros. O valor final do investimento a ser feito para aumentar a capacidade aeroportuária da região de Lisboa deverá ficar um pouco acima disso: 1.150 milhões. Segundo o Expresso, que cita fonte governamental, os memorandos que vão ser assinados estipulam um investimento de cerca de 650 milhões no aeroporto Humberto Delgado, a ser feito até 2028, e outro de 500 milhões para a construção de um novo aeroporto no Montijo.

2.Como vai ser financiado? O valor do investimento será integralmente pago pela ANA – Aeroportos de Portugal, que, com o memorando de entendimento assinado com o Governo, passa a estabelecer um novo modelo de fixação das taxas aeroportuárias. Estas taxas passarão, a partir de agora, a aumentar em função do investimento feito pela concessionária dos aeroportos, sendo esse aumento condicionado pelo tráfego de passageiros. Deste modo, não haverá qualquer custo para os contribuintes, mas não é ainda conhecido qual o valor exato do aumento que as taxas pagas pelas companhias aéreas vão sofrer.

3.Quando estará pronta a nova infraestrutura? O objetivo é arrancar com as obras de transformação da base militar do Montijo num aeroporto civil ainda este ano e ter o novo aeroporto operacional em 2022. No aeroporto Humberto Delgado também haverá obras, que deverão arrancar ainda antes das do Montijo. Os obras do principal aeroporto de Lisboa vão implicar o encerramento da pista 17/35, que permitirá ganhar espaço de estacionamento reclamado pelas companhias aéreas. A Portela vai ainda ganhar novos acessos rodoviários e mais espaço para check-in de passageiros.

4.A capacidade aeroportuária de Lisboa aumenta quanto? O aeroporto Humberto Delgado opera, atualmente, 40 movimentos por hora, devendo alcançar os 29 milhões de passageiros no ano de 2018. A expansão da capacidade aeroportuária, incluindo já o Montijo, bem como a introdução de um novo sistema de gestão do tráfego aéreo, que estará operacional em 2020, vão permitir alcançar os 72 movimentos por hora. A meta do Governo e da ANA, para um prazo de 40 anos, é superar o marco dos 50 milhões de passageiros por ano, dos quais, segundo o Expresso, 42 milhões serão na Portela e dez milhões no Montijo.

5.O que acontece à Força Aérea? A base militar do Montijo tem sediada, atualmente, uma frota de aviões C-130, C-295, Falcon 50 e helicópteros Merlin EH 101 e Lynx. Com o novo acordo entre o Estado e a ANA, a base militar vai manter-se, mas com menos aviões. Os C-295 e os C-130 serão transferidos para as bases aéreas de Sintra e de Beja, uma deslocalização que será feita ao longo de dois a três anos e que terá um custo de 200 milhões de euros. Por outro lado, a ANA vai comprar à Força Aérea o aeródromo militar de Figo Maduro, na Portela, que será, por sua vez, transferido para o Montijo. No Montijo, mantém-se a operação dos Lynx. É também lá que ficarão instalados os futuros KC-390 que o Ministério da Defesa deverá adquirir nos próximos meses, pelo que as operações militar e civil serão conciliáveis no Montijo.

E o que falta saber

1.Que companhias vão para o Montijo? O plano inicial era levar as transportadoras lowcost para o Montijo, mas não será isso, obrigatoriamente, que irá acontecer. O acordo que será agora assinado define que o novo aeroporto estará vocacionado para companhias aéreas que operem as rotas “ponto a ponto”, isto é, sem correspondências. Não há, para já, nenhuma companhia que manifeste, sem margem para dúvidas, o interesse em deslocar-se da Portela para o Montijo. A easyJet afirma que o seu “ADN” é “operar em aeroportos principais” e que o “ideal” seria continuar na Portela, enquanto a Ryanair admite operar alguns voos no Montijo, mas mantendo Lisboa como o seu hub. Já a TAP deixa a sua posição bem clara: “Eu preciso de resolver o meu problema com a Portela, o Montijo é muito pequeno para a TAP”, disse, no mês passado, o presidente executivo da companhia portuguesa, Antonoaldo Neves. Será através de taxas aeroportuárias significativamente mais baixas que a ANA vai procurar atrair companhias aéreas para o Montijo.

2.Como será feita a ligação a Lisboa? Numa audição no Parlamento, o presidente executivo da ANA, Thierry Ligonnière, referiu que a ligação do aeroporto do Montijo para Lisboa seria feita de duas formas: rodoviária, pela Ponte Vasco da Gama, e fluvial. No primeiro caso, segundo o Observador, está prevista a criação de uma faixa bus dedicada aos transportes públicos ao serviço do aeroporto, devendo ainda ser necessária uma nova estrada para melhorar o acesso rodoviário ao terminal do Montijo. Já no segundo caso, está previsto o aumento da oferta de transporte fluvial para Lisboa e, possivelmente, a relocalização do atual cais no Montijo.

3.Quando será conhecido o estudo de impacto ambiental? O acordo entre o Governo e a ANA vai ser assinado sem que seja conhecido o estudo de impacto ambiental sobre a construção do novo aeroporto. Na semana passada, o presidente da Câmara do Montijo revelou que este estudo será divulgado ainda no primeiro trimestre deste ano. Só depois de este estudo ser validado pela Agência Portuguesa do Ambiente é que as obras de expansão poderão arrancar. O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, garantiu já que “ninguém fará nenhum aeroporto sem cumprir integralmente todas as medidas de mitigação que vierem a resultar da declaração de impacto ambiental”.

4.Qual será o impacto na economia? Este ponto é ainda uma incógnita. Por um lado, o objetivo é, com o aumento da capacidade aeroportuária da região de Lisboa, chegar aos 50 milhões de passageiros por ano, o que virá aumentar em muito o número de hóspedes e, consequentemente, as receitas turísticas da região. A meta do Turismo de Portugal é chegar aos 80 milhões de dormidas e 26 mil milhões de receitas turísticas até 2027, um objetivo para o qual Lisboa, com este novo projeto aeroportuário, irá contribuir significativamente. Há ainda que contar com o incremento de empregos. No início de 2017, o Governo estimava que o novo aeroporto permitiria criar 20 mil postos de trabalho diretos e indiretos, só no terminal do Montijo.

5.O aumento das taxas vai refletir-se nos bilhetes? É outra das grandes incógnitas. As companhias aéreas, sobretudo a TAP, têm vindo a apelar à redução das taxas em Lisboa, que dizem ter preços pouco competitivos no contexto europeu. Sendo certo que o acordo vai estipular as taxas do Humberto Delgado não poderão financiar a construção do Montijo, é também certo que as taxas na margem norte vão aumentar em função do investimento — que, por sua vez, será substancial ao longo dos próximos anos. Assim, as taxas vão aumentar, não sendo certo se as companhias aéreas vão repercutir esse aumento sobre os preços dos bilhetes.

Depois de ler este lindo documento só digo isto daqui a dez anos, com um aumento anual de trafego, volume de pax, não forçosamente de voos, de apenas 5%, cerca de metade do crescimento anual dos últimos três anos, atingimos a cifra dos 39 milhões em que dados de crescimento se baseia esta apresentação/estudo para dizer que atingimos os 50 milhões daqui a quarenta anos, se, em 2018 Lisboa atingiu os 29,6 milhões ? 

Será que os especialistas estão a prever um crescimento anual de apenas 2%, quando neste ano e nos dois anteriores o crescimento anual rondou os 10% ou até mesmo um pouco mais ?

Abraços
 

 

Petição: TROPAS PÁRA-QUEDISTAS, PARA A FORÇA AÉREA!

Iniciado por paraquedista

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Última mensagem Março 11, 2016, 07:53:23 pm
por paraquedista
Qual as prioridades para a Força Aérea entre 2011-2020 ?

Iniciado por dc

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Última mensagem Novembro 15, 2010, 02:34:53 pm
por bokaido
CDS propõe 12 anos de serviço para pilotos da Força Aérea

Iniciado por Marauder

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Última mensagem Setembro 12, 2007, 02:40:44 am
por raphael
Açores: radares de defesa aérea a partir de 2011

Iniciado por pmdavila

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Última mensagem Maio 20, 2008, 04:09:50 pm
por Lancero
Força Aérea Portuguesa no V Festival Aéreo de Vigo

Iniciado por bucanero

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Última mensagem Julho 30, 2008, 06:15:06 pm
por bucanero