Rangers, Comandos, Paras, etc

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Cabeça de Martelo

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« Responder #3435 em: Maio 11, 2017, 05:23:33 pm »
COMANDOS UM CONTRIBUTO PARA A HISTÓRIA
Da Zemba a Besmayah – 1962/2015


A história dos Comandos do Exército Português está escrita, há livros e inúmeros artigos sobre o tema (ver a Cronologia Oficial no final do artigo), vamos apenas fazer aqui uma síntese, organizando-a em épocas que nos parecem diferenciadas. O espírito Comando, esse, atravessa todo este tempo se não de modo igual, pelo menos muito semelhante, e no essencial, tem sido o cimento e a principal razão do sucesso com que têm enfrentado os “ventos da história”.

Consideramos assim, 5 grandes épocas:

Guerra de contra-guerrilha no antigo Ultramar, entre 1962 e 1974, na qual os diferentes centros de instrução (Angola – Zemba, Quibala, Luanda; Moçambique – Namaacha, Montepuez; Guiné – Brá; Lamego), prepararam cerca de 9.000 Comandos para missões de contra-guerrilha nas quais obtiveram excelentes resultados operacionais e por isso foram distinguidos com as mais elevadas condecorações quer a título individual quer colectivo. Foram 12 anos como unidades de intervenção, sempre na primeira linha dos combates, onde pagaram um elevado preço de sangue: 357 mortos, 771 feridos e 28 desaparecidos.

Período revolucionário e a normalização democrática em Portugal, entre 1974 e 1976, na qual se assistiu à criação do Regimento de Comandos na Amadora e a introdução da boina vermelha, tendo a acção do Regimento sido determinante na chamada normalização democrática, contribuindo para a derrota pela força das armas, em 25 de Novembro de 1975, das facções consideradas radicais que dominaram a cena política em Portugal depois do golpe militar de 25 de Abril de 1974;

Guerra-fria na Europa e a Cooperação Técnico-Militar em África, de 1976 até 1993, na qual o Regimento de Comandos, procurou o seu lugar num sistema de forças virado para eventual conflito na Europa, integrou a Brigada de Forças Especiais do Exército e participou com pequenos destacamentos em exercícios internacionais no âmbito da NATO, iniciando ao mesmo tempo com sucesso, diferentes acções de Cooperação Técnico-Militar em África, sendo a mais relevante e que ainda se mantém, com Angola;

Extinção do Regimento de Comandos e criação do Centro de Tropas Comandos, de 1993 a 2006, na qual o Regimento foi extinto, poucos militares comandos quiseram frequentar o curso de pára-quedismo para integrar a Brigada Aerotransportada criada no Exército a partir das unidades, pessoal e meios das Tropas Pára-quedistas da Força Aérea, também extintas. Manteve-se no Exército a possibilidade de oficiais e sargentos frequentarem o Curso de Comandos em Lamego, no Centro de Instrução de Operações Especiais, com várias finalidades, nomeadamente manter viva a Cooperação Técnico-Militar, o que foi conseguido, e preservar conhecimentos, capacidades e tradições consideradas necessárias ao ramo terrestre. Em 2002 foi criada a 1.ª Companhia de Comandos (100.º Curso de Comandos), depois a 2.ª Companhia e finalmente o Batalhão de Comandos, no Regimento de Infantaria n.º 1 (Serra da Carregueira). Em 2006 foi legalmente criado o Centro de Tropas Comandos, em Mafra, onde se manteve até 2008, ano em que regressou à Serra da Carregueira.

Missões expedicionárias, desde 2004 até aos dias de hoje. Em 2004, uma companhia de comandos é integrada no Agrupamento Hotel (com base num Batalhão da Brigada Ligeira de Intervenção) e parte para Timor-Leste participando na missão das Nações Unidas no território, dando assim início ao envolvimento dos Comandos, com unidades constituídas, nas missões expedicionárias(*). No ano seguinte uma Companhia de Comandos integra a força da NATO no Afeganistão e este vai ser um teatro de operações onde os comandos permanecem até 2014, embora com uma ou outra interrupção dando lugar a outras forças da Brigada de Reacção Rápida. Primeiro como uma companhia como Força de Reacção Rápida e depois, com efectivos variáveis, por vezes em conjunto com outras unidades nacionais, integrando a Protecção da Força do Contingente Nacional, mas também fornecendo oficiais e sargentos para diferentes cargos de assessoria/mentoria, os Comandos foram a força nacional que mais tempo permaneceu no Afeganistão. Já este ano, coube ao CTC preparar o contingente português que está no Iraque, no âmbito da Coligação Internacional liderada pelos EUA para combater o “estado islâmico”. A maioria da Força Nacional Destacada é composta por militares Comandos, estando empenhados em missões de assessoria, instrução e segurança em Besmayah nos arredores de Bagdad, numa base espanhola.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Re: Rangers, Comandos, Paras, etc
« Responder #3436 em: Maio 13, 2017, 02:22:44 pm »
Quatro internamentos e mais de 50% de desistências no curso de comandos

Novas medidas para analisar o grau de fadiga dos militares permitiram detetar mais cedo casos de rabdomiólise, lesões musculares por excesso de esforço. Dos 57 instruendos que iniciaram a formação há um mês já desistiram 33

Mais de metade (58%) dos 57 instruendos que iniciaram há um mês o 128.º curso de comandos do Exército já desistiram e quatro deles tiveram de ser internados. Um deles foi encaminhado para o Hospital das Forças Armadas (HFAR) por rabdomiólise (destruição das fibras musculares motivada por excesso de esforço), causa da morte de dois militares do curso anterior, em setembro do ano passado.

Em resposta a questões do DN sobre a evolução do curso iniciado há pouco mais de um mês e que a 29 de abril entrou na fase individual, o Exército informou que esse militar foi internado a 2 de maio "com rabdomiólise e infeção dos tecidos moles do cotovelo" e teve alta ao fim de três dias. Na véspera e no mesmo dia 2 tinham sido "detetados precocemente" outros quatro casos de rabdomiólise, com base nas análises agora realizadas diariamente e que se têm "revelado determinantes para a deteção precoce" dos níveis de toxicidade no sangue, mas os instruendos "não manifestavam ainda sintomatologia". Três deles foram internados no Centro de Saúde de Tancos e Santa Margarida, um durante dois dias e os outros dois militares três dias, acrescentou o Exército.

Estes dados contrastam significativamente com o registado nos dois cursos anteriores, pois os casos de rabdomiólise - em que se liberta uma proteína (mioglobina) muito prejudicial para os rins - foram detetados logo na sua fase inicial. E se no primeiro desses cursos houve uma dezena de internamentos no HFAR com sintomas agudos da patologia, no seguinte houve duas mortes logo no início e mais uma dezena de outros internamentos.

O 128.º curso de Comandos iniciou-se a 7 de abril com 57 instruendos, dos quais quatro oficiais, 14 sargentos e 39 praças. A primeira novidade na instrução deste ano, face aos cursos anteriores, foi integrar o período de estágio que visava preparar fisicamente os alunos para as exigências da formação nessas forças especiais. Nessa primeira fase, de três semanas, desistiram dez recrutas (dois sargentos e oito praças). Dos 47 que seguiram para a segunda fase de treino individual, desistiram entretanto mais 23 instruendos (um oficial, oito sargentos e 14 praças), indicou o Exército.

Assim, há ainda 24 instruendos (três oficiais, quatro sargentos e 17 praças) que podem chegar ao fim do 128.º de Comandos, numa cerimónia de imposição das míticas boinas vermelhas agendada para 29 de junho no quartel da Carregueira - no Dia dos Comandos.

O consumo sem restrições de água "durante os picos de maior atividade" física foi outras das alterações feitas para este e futuros cursos, "prevenindo e antecipando eventuais incidentes sanitários", adiantou o Exército. "Precisamos de mais tempo, de mais cursos para perceber uma tendência, pois cada curso é diferente. Os próprios candidatos são diferentes", observou ao DN o porta-voz do Exército, tenente-coronel Vicente Pereira, sobre a redução significativa de casos de rabdomiólise surgidos neste 128.º curso.

Note-se que o Regimento de Comandos (Carregueira, Sintra) recebe terça-feira a visita da comissão parlamentar de Defesa, o que deverá permitir fazer um primeiro balanço público sobre a eficácia das medidas implementadas pelo Exército para o 128.º curso. Segundo informação da Assembleia da República, os deputados vão ter também contacto com a unidade que está a ser preparada e treinada para render a força estacionada na República Centro-Africana.

Sem querer fazer comentários mais concretos nesta fase inicial da nova metodologia de cursos dos Comandos, Vicente Pereira reconheceu que os resultados vão ao encontro dos objetivos definidos: identificar o mais cedo possível riscos de desenvolvimento da rabdomiólise e "reduzir o número de situações que exijam cuidados extremos."

Sobre se as novas medidas de acompanhamento - e o facto de ter sido eliminada a chamada prova de sede, logo a abrir o curso e onde morreram os dois recrutas do curso anterior - resultam na formação de militares comandos "diferentes" dos que obtiveram a boina em anos anteriores, o porta-voz do Exército rejeitou liminarmente essa hipótese. "O grau de exigência é o mesmo, as medidas visam obter um alerta antecipado para perceber o grau de fadiga dos instruendos, para não perdermos qualquer instruendo, para o recuperarmos e ele voltar à instrução", enfatizou Vicente Pereira.

http://www.dn.pt/portugal/interior/quatro-internamentos-e-mais-de-50-de-desistencias-no-curso-de-comandos-8472491.html
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Re: Rangers, Comandos, Paras, etc
« Responder #3437 em: Maio 13, 2017, 02:23:55 pm »
Citação de: Serrano Rosa
Vamos ver se vem connosco outra vez CIEP 2017 Bélgica

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Re: Rangers, Comandos, Paras, etc
« Responder #3438 em: Maio 16, 2017, 12:07:44 pm »
128.º curso de Comandos registou 40 desistências, prosseguem apenas 17

O 128.º curso de Comandos registou até ao momento 40 desistências a pedido dos instruendos, prosseguindo a formação apenas 17 dos 57 militares iniciais.

O 128.º curso iniciou-se a 7 de abril e terá a duração de 16 semanas, terminando em meados de julho. Segundo dados avançados esta segunda-feira ao final do dia à Lusa, dos 57 formandos que iniciaram o curso desistiram 40, a pedido dos próprios.

http://observador.pt/2017/05/15/128-o-curso-de-comandos-registou-40-desistencias-prosseguem-apenas-17/
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Re: Rangers, Comandos, Paras, etc
« Responder #3439 em: Maio 16, 2017, 02:01:49 pm »


Citação de: Operacional
Comandos portugueses em Bangassou (Fronteira com a Republica Democrática do Congo), foto de Gaétan Kabasha, que refere: «... les commandos portugais viennent de prendre le contrôle de la mosquée et assurent le site des déplacés à la Cathédrale!».
A Força de Reacção Rápida portuguesa na United Nations Multidimensional Integrated Stabilization Mission in the Central African Republic, acaba de ser empenhada a mais de 700Km da sua base em Bangui, nesta região fronteiriça onde nos últimos dias já foram mortos em combates com os rebeldes, 6 militares da ONU (do Cambodja e de Marrocos), e um numero indeterminado de populares.
« These attacks led to significant population displacement, an undetermined number of civilian casualties and the death of one Moroccan peacekeeper, bringing to six the number of peacekeepers killed in the Central African Republic this week,” the spokesperson said, noting that Mr. Guterres offered his condolences to the family of the bereaved peacekeeper and the Government of the Kingdom of Morocco (ONU)».
Os comandos portugueses continuam a sua missão de contribuir para a estabilização deste país africano, onde o conflito tem por base confrontos entre rebeldes muçulmanos (Séléka) e milícias de raiz cristã (anti-Balaka).
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Re: Rangers, Comandos, Paras, etc
« Responder #3440 em: Maio 17, 2017, 10:09:21 am »
“Pressão das famílias” ao fim-de-semana está a deixar o curso de Comandos quase vazio

Chefe do Estado-Maior do Exército diz que “não é linear que haja relação directa” com as mortes registadas no curso anterior.

https://www.publico.pt/2017/05/16/sociedade/noticia/pressao-das-familias-nos-finsdesemana-esta-a-deixar-o-curso-de-comandos-quase-vazio-1772425
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Re: Rangers, Comandos, Paras, etc
« Responder #3441 em: Maio 17, 2017, 10:24:52 am »
Este curso manteve a exigência física e psicológica mas agora com zero de estupidez.
http://www.youtube.com/profile_videos?user=HSMW

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Re: Rangers, Comandos, Paras, etc
« Responder #3442 em: Maio 19, 2017, 02:21:15 pm »
Alguém lembra-se das viaturas que a FOEsp adquiriu?

Olhem quem também está a comprar esse material:

https://www.marinecorpstimes.com/articles/all-terrain-vehicle-infantry-marines-2017

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Re: Rangers, Comandos, Paras, etc
« Responder #3443 em: Maio 19, 2017, 09:28:07 pm »
Comandos portugueses resgatam missionário de ataque na República Centro-Africana


Citar
Comandos portugueses, que estão na República Centro-Africana ao serviço das Nações Unidas, participaram no salvamento do bispo de Bangassou, Juan Jose Aguirre, avança o jornal espanhol “Religión Digital”.
Dezenas de pessoas foram mortas durante um ataque no domingo, quando o clérigo espanhol ajudava milhares de muçulmanos a refugiarem-se numa catedral e no seminário local.

O bispo Juan Jose Aguirre saiu ileso do ataque, mas a pessoa que ia ao seu lado foi atingida por disparos e morreu.
O prelado dos Missionários Combonianos tem feito a protecção de milhares de muçulmanos perseguidos pelas milícias locais naquela região do país, a cerca de 700 quilómetros da capital Bangui.

Contactado pela Renascença, o Estado Maior General das Forças Armadas não confirma nem desmente a intervenção da força portuguesa nesta operação em concreto, mas admite que a força nacional destacada na República Centro-Africana tem tido uma actividade operacional intensa naquele teatro de operações.
Confirma ainda que os comandos portugueses, por serem uma força de reacção rápida, são os primeiros a serem projectados para resolver uma situação de crise.
Nesta altura, os comandos portugueses já estão de regresso à base de Bangui para fazer o reabastecimento e ficar em “stand by” para nova projecção.
A força destacada na República Centro-Africana é composta por 160 militares, dos quais 90 comandos, esteve envolvida num intenso combate contra um grupo de rebeldes armados, conseguindo travar o seu deslocamento em direcção a uma importante cidade, Bambari.
Foi a primeira vez que a força portuguesa esteve numa situação de combate directo desde a sua chegada àquele país, em Janeiro.
O processo de paz na República Centro-Africana está a ser controlado pela força das Nações Unidas, a Minusca, onde os comandos estão integrados. Este trabalho da força portuguesa mereceu um louvor pelo comandante da Minusca.



Voluntária portuguesa relata situação muito crítica

Em declarações à Renascença, Ana Franco Sousa, uma portuguesa que trabalho numa organização humanitária no local, confirma o ataque em Bangassou.

“A informação que eu tive foi que o bispo foi à mesquita, tentou salvar e salvou bastantes pessoas, levou alguns feridos para um hospital. Depois começaram tiroteios e eu não tenho informação do que aconteceu a seguir. As comunicações com Bangassou não estão muito fáceis.”

Ana Franco Sousa saiu da cidade antes da chegada dos militares portugueses e esta é a última informação que recebeu: “No dia 5 de Maio eles ainda estavam em Bambari. A Minusca tinha informado que ia reforçar o batalhão deles, porque ele estavam com um batalhão só de 150 pessoas, e queriam reforçar para cerca de 700, mas o reforço não foi feito até eu me ir embora”.
A portuguesa diz que, depois de três anos de paz, Bangassou está agora completamente destruída.
“Queimaram casas, destruíram lojas. Não sei se isto se deve à Minusca ter intervindo, mas ontem os tiroteios foram mais suaves e conseguimos pôr uma clínica móvel na missão católica, onde estão cerca de 200 refugiados, e outros 250 na mesquita”, conta Ana Franco Sousa.
A voluntária explica que o maior problema são os feridos que não conseguem aceder a cuidados médicos, devido às condições de segurança.

Fonte: Renascença/SAPO PT.

https://orbisdefense.blogspot.com.br/2017/05/comandos-portugueses-resgatam.html

 

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« Responder #3444 em: Maio 23, 2017, 02:25:11 pm »
Bósnia cria Dia dos Paraquedistas portugueses



Presidente bósnio participa hoje em cerimónia junto a monumento aos militares portugueses mortos no país

O Dia dos Paraquedistas portugueses passa a ser celebrado anualmente na Bósnia-Herzegovina a partir de hoje, coincidindo com o aniversário da cidade de Doboj e numa cerimónia onde intervém o Chefe do Estado daquele país balcânico, Mladen Ivanic.

A cerimónia, na qual participam também o embaixador de Portugal em Belgrado, o presidente da Liga dos Combatentes (LC) e representantes dos paraquedistas, vai decorrer junto ao monumento aos militares portugueses mortos na Bósnia e que durante anos esteve ao abandono. O município bósnio "decidiu este ano incluir oficialmente a comemoração do Dia dos Paraquedistas portugueses a 23 de maio no programa da celebração do Dia de Doboj e fazer uma cerimónia em honra dos soldados mortos", escreveu o presidente da câmara, Obren Petrovic, na carta enviada há dias à LC. O programa das cerimónias - tendo por base o protocolo assinado em outubro, em Tancos, entre a LC e a autarquia de Doboj - inclui a visita a uma escola de música recuperada com verbas portuguesas (mais de 60 mil euros) e à qual foi dado nome do compositor Marcos António da Fonseca Portugal (1762-1830).

"A escola tinha uma tradição de meio século na cidade, que a guerra civil nos anos 90 interrompeu e só em junho de 2003 foi reinaugurada com o apoio de Portugal", lembrou ao DN o tenente-coronel paraquedista (reforma) Miguel Machado. "Curiosamente, foi a própria gestão sérvio-bósnia da escola de música que escolheu este nome de um compositor pouco divulgado em Portugal", realçou ainda aquele oficial, que integrou o primeiro contingente nacional enviado para os Balcãs, em 1996.

Miguel Machado foi um dos responsáveis pela luta em defesa da recuperação e preservação do monumento aos paraquedistas mortos na Bósnia, função que o Exército alterou - substituindo a própria placa com os nomes dos cinco militares falecidos - para passar a simbolizar a presença das diferentes unidades militares portuguesas destacadas naquele país entre 1996 e 2007. O atual chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), general Rovisco Duarte, disse ao DN que o ramo vai dar "todo o apoio" à Liga dos Combatentes e às autoridades da Bósnia-Herzegovina, que não se limita ao monumento em Doboj e abrange "o novo memorial criado no Kosovo" - de onde os militares portugueses saíram há poucas semanas e após uma presença de quase duas décadas.

Morreram cinco paraquedistas portugueses na Bósnia e os seus nomes - primeiros-cabos Alcino Mouta, Rui Tavares e José Barradas, soldados Ricardo Souto e Ricardo Valério - estão inscritos no monumento em Doboj, cuja manutenção e conservação estão agora garantidos pela cidade e pela LC. Trata-se, sublinhou o CEME, de corresponder à importância de "preservar a memória e manter a ligação" construída entre Portugal e os países balcânicos, através da ação dos militares e complementada pela ajuda ao desenvolvimento dada pelo governo - que extravasou o apoio à reconstrução da escola de música. Lisboa comparticipou também na recuperação dos caminhos-de-ferro da Bósnia-Herzegovina, assim como de escolas, centros de saúde, construção de clínicas e outras infraestruturas.

http://www.dn.pt/portugal/interior/bosnia-cria-dia-dos-paraquedistas-portugueses-8496894.html
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« Responder #3445 em: Maio 23, 2017, 11:46:06 pm »

http://www.designthefuture.pt/discover_job.aspx?e=paraquedista#bio

Citar
O Capitão de Infantaria Paraquedista Tiago Miguel Ventura Ferreira é o Comandante da Companhia de Formação Aeroterrestre, do Regimento de Paraquedistas situado em Tancos.
Sem ter acabado o 12º ano, decidiu ingressar nas Tropas Paraquedistas onde, após terminado o seu período de formação como Soldado Paraquedista, foi colocado na 21ª Companhia de Atiradores Paraquedistas do 2º Batalhão de Infantaria Paraquedista, em São Jacinto. Posteriormente, com a conclusão do curso de promoção a Cabo Paraquedista iniciou o desempenho das funções de Comandante de Esquadra de uma Secção de Atiradores Paraquedistas, tendo sido destacado, por um período de oito meses, para uma missão de Apoio à Paz ao abrigo da ONU, no Teatro de operações de Timor Leste.
Durante esses quatro anos da sua vida, enquanto Praça do Exército, percebeu que partilhava uma enorme estima pelos valores e tradições militares que incorporam os Paraquedistas e, terminado o ensino secundário, em regime noturno, candidatou-se à Academia Militar.
Depois de cinco anos na Amadora, formou-se em Ciências Militares, na Arma de Infantaria, começando desde logo a exercer funções como Comandante de Pelotão de Paraquedistas no 2º Batalhão de Infantaria Paraquedista tendo sido destacado, por um período de seis meses, para uma missão de Apoio à Paz ao abrigo da NATO, no Teatro de operações do Kosovo.
Após dois anos de comando de Homens, optou por se especializar em paraquedismo avançado, na vertente da queda livre operacional.
Ao longo dos últimos quatro anos tem garantido o cumprimento da missão da sua Companhia e do seu Regimento, no âmbito da formação aeroterrestre, quer a nível Nacional como Internacional, tendo sido nomeado para chefiar uma equipa de formadores Nacionais na formação de Tropas Paraquedistas das Forças Especiais de Angola em território Angolano.

Deve ser caso raro, bom exemplo.
« Última modificação: Maio 23, 2017, 11:53:20 pm por Lightning »
 
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Re: Rangers, Comandos, Paras, etc
« Responder #3446 em: Maio 24, 2017, 01:12:06 am »
Novidades sobre armamento sniper para breve. Talvez no 10 de Junho.  :snipersmile:
http://www.youtube.com/profile_videos?user=HSMW

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« Responder #3447 em: Maio 24, 2017, 10:18:04 am »

http://www.designthefuture.pt/discover_job.aspx?e=paraquedista#bio

Citar
O Capitão de Infantaria Paraquedista Tiago Miguel Ventura Ferreira é o Comandante da Companhia de Formação Aeroterrestre, do Regimento de Paraquedistas situado em Tancos.
Sem ter acabado o 12º ano, decidiu ingressar nas Tropas Paraquedistas onde, após terminado o seu período de formação como Soldado Paraquedista, foi colocado na 21ª Companhia de Atiradores Paraquedistas do 2º Batalhão de Infantaria Paraquedista, em São Jacinto. Posteriormente, com a conclusão do curso de promoção a Cabo Paraquedista iniciou o desempenho das funções de Comandante de Esquadra de uma Secção de Atiradores Paraquedistas, tendo sido destacado, por um período de oito meses, para uma missão de Apoio à Paz ao abrigo da ONU, no Teatro de operações de Timor Leste.
Durante esses quatro anos da sua vida, enquanto Praça do Exército, percebeu que partilhava uma enorme estima pelos valores e tradições militares que incorporam os Paraquedistas e, terminado o ensino secundário, em regime noturno, candidatou-se à Academia Militar.
Depois de cinco anos na Amadora, formou-se em Ciências Militares, na Arma de Infantaria, começando desde logo a exercer funções como Comandante de Pelotão de Paraquedistas no 2º Batalhão de Infantaria Paraquedista tendo sido destacado, por um período de seis meses, para uma missão de Apoio à Paz ao abrigo da NATO, no Teatro de operações do Kosovo.
Após dois anos de comando de Homens, optou por se especializar em paraquedismo avançado, na vertente da queda livre operacional.
Ao longo dos últimos quatro anos tem garantido o cumprimento da missão da sua Companhia e do seu Regimento, no âmbito da formação aeroterrestre, quer a nível Nacional como Internacional, tendo sido nomeado para chefiar uma equipa de formadores Nacionais na formação de Tropas Paraquedistas das Forças Especiais de Angola em território Angolano.

Deve ser caso raro, bom exemplo.

Nesse tempo era, mas por exemplo à uns anos atrás lembro-me de ter visto no face um grupo de sete Oficiais QP que iam começar a desempenhar funções no Regimento Paraquedista e desses, dois tinham sido Páras RC antes de terem ingressado na Academia. Há também aquela Capitão que passou começou como simples Pára, depois fez o curso de Sargentos e posteriormente foi para a Academia. Mas  claro que continuam a ser uma minoria, já que muitos dizem que vão fazer muitas coisas e depois andam a coçar a micose em vez de fazer algo pela vida.
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« Responder #3448 em: Maio 24, 2017, 09:12:46 pm »
Site dos pára-quedistas tem uma cara nova, mas muitas opções ainda não estão funcionais.

http://www.paraquedistas.com.pt/
 

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Mama Sume: Comandos na Fuerzas Militares del Mundo

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Última mensagem Janeiro 02, 2013, 04:15:09 pm
por Pedro Monteiro
Steyr TMP ou Brugger+Thomet MP 9 usada pelos Páras no Afeg.?

Iniciado por PereiraMarques

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Última mensagem Fevereiro 01, 2009, 07:17:29 pm
por ACADO
Doutrinas operacionais dos Comandos e Operações Especiais

Iniciado por PereiraMarques

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Última mensagem Setembro 24, 2005, 01:36:12 pm
por Cabeça de Martelo
Reportagem sobre uma patrulha dos comandos no Afegnistão

Iniciado por Nuno Bento

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Última mensagem Dezembro 11, 2005, 05:21:19 pm
por [Mumia_]