CPLP acordo ortográfico da língua portuguesa

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zocuni

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« Responder #45 em: Abril 19, 2008, 02:10:59 pm »
Um pouco de humor ao tema.

http://www.youtube.com/watch?v=MJbqzugYEGM


Abraços,
zocuni
 

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Cabecinhas

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« Responder #46 em: Maio 07, 2008, 04:09:48 pm »
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Acordo Ortográfico: Manifestação/Petição «contra» reúne já 15.000 assinaturas e é entregue quinta-feira na AR
07 de Maio de 2008, 15:34

Lisboa, 07 Mai (Lusa) - Mais de 15.000 assinaturas constam j�� do Manifesto/Petição Contra o Acordo Ortográfico, documento que quinta-feira será entregue ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, por uma delegação dos signatários do documento.

A delegação, composta por Maria Alzira Seixo, António Emiliano, José Nunes e Vasco Graça Moura, fará a entrega das primeiras 15.000 assinaturas recolhidas e pedirá que a matéria seja tida em consideração no debate parlamentar agendado para 15 de Maio.

Segundo os promotores do Manifesto, a recolha de assinaturas, iniciada no passado dia 02, continuará em linha na Internet, aberta a subscrições, até data a anunciar. O endereço do sítio de internet é http://www.ipetitions.com/petition/mani ... portuguesa

Os 19 primeiros signatários do documento foram Ana Isabel Buescu, António Emiliano, António Lobo Xavier, Eduardo Lourenço, Helena Buescu, Jorge Morais Barbosa, José Pacheco Pereira, José da Silva Peneda, Laura Bulger, Luís Fagundes Duarte, Maria Alzira Seixo, Mário Cláudio, Miguel Veiga, Paulo Teixeira Pinto, Raul Miguel Rosado Fernandes, Vasco Graça Moura, Vítor Manuel Aguiar e Silva, Vitorino Barbosa de Magalhães Godinho e Zita Seabra. A este grupo juntou-se entretanto o poeta e deputado Manuel Alegre.

O Manifesto denuncia "inúmeras imprecisões, erros e ambiguidades" na projectada reforma ortográfica, que consideram ser "mal concebida", "desconchavada", "sem critério de rigor", "desnecessária" e "perniciosa", além de ter "custos financeiros não calculados".

"Recusamos - lê-se no Manifesto - deixar-nos enredar em jogos de interesses, que nada leva a crer de proveito para a língua portuguesa. Para o desenvolvimento civilizacional por que os nossos povos anseiam é imperativa a formação de ampla base cultural (e não apenas a erradicação do analfabetismo), solidamente assente na herança que nos coube e construída segundo as linhas mestras do pensamento científico e dos valores da cidadania"

O Acordo Ortográfico foi alcançado em finais de 1990 e deveria ter entrado em vigor em 1994 mas apenas três dos Estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe - aprovaram quer o acordo quer os dois protocolos modificativos entretanto estabelecidos entre os países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa.

O segundo desses protocolos, de 2004, prevê que é suficiente a ratificação do texto por três países para que o mesmo entre em vigor.

RMM.

Lusa/fim
Um galego é um português que se rendeu ou será que um português é um galego que não se rendeu?
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André

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« Responder #47 em: Dezembro 28, 2008, 07:32:13 pm »
Acordo Ortográfico, fim de um difícil processo

Ratificado pelo Parlamento em 16 de Maio e promulgado pelo Presidente da República a 21 de Julho, o Acordo Ortográfico ultrapassou o ponto de «não-retorno»: as alterações de grafia que consagra serão «lei».

É assim, pelo menos, que pensam - e têm fundamentos para tanto - os seus defensores, com o governo na primeira linha.

Em rigor, a partir de quando isso acontecerá, ninguém sabe ao certo. Mas já vários prazos foram referidos, a título mais ou menos oficial: dentro de seis anos, de quatro, de dois...

Quando quer que seja - e é até possível que se não fixe oficialmente qualquer data - um dia virá em que tudo quanto se escreva em documento oficial, em obra impressa com difusão pública (jornal, revista, livro, etc.) - passará a estar conforme com as novas normas da escrita em português.

Até aqui chegar 18 anos se passaram. Ou 97, se se contabilizar o processo a partir da primeira reforma ortográfica adoptada por Portugal em 1911, a solo, sem o «sim» do Brasil - um voluntarismo que hoje seria impensável.

Houve novas mexidas na Língua em 1931, em 1945, em 1973, operadas por Portugal, de um lado, e o Brasil do outro, e de novo, mas num quadro mais amplo, já com os PALOP, em 1986 e 1990.

Neste primeiro ano da última década do século XX, um novo acordo elaborado pela Academia das Ciências de Lisboa, a Academia Brasileira das Letras e representantes dos cinco países africanos de língua oficial portuguesa foi assinado, no âmbito de uma cimeira da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, CPLP.

Portugal ratificou o Acordo a 04 de Junho de 1991 e a seguir fizeram o mesmo o Brasil e Cabo Verde. Apenas três em sete «partes contratantes».

Não se cumprira, portanto, o que o Acordo mandava: que todos os interessados o ratificassem, condição «sine qua non» para entrar, três anos após, em vigor.

Para que o processo não emperrasse, elaborou-se em Julho de 1998, na Cidade da Praia, Cabo verde, um «Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa», por efeito do qual a data de entrada em vigor deixava de ter «validade». Aprovaram-no três parlamentos: os de Portugal, Brasil e Cabo Verde.

Mais seis anos se passaram sem que as restantes partes contratantes se pronunciassem. Reunidos então em cimeira em São Tomé e Príncipe, os chefes de Estado e de Governo da CPLP aprovaram um «Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico».

Abriram-se com ele as portas à adesão de Timor-Leste, independente desde 2002, e pôs-se de lado a obrigatoriedade de ratificação por todos os estados membros da CPLP - passava a bastar que três o fizessem para que o acordo entrasse em vigor.

Não tardou a concretizar-se, essa ratificação pelo número bastante de três: Brasil em Outubro de 2004, Cabo Verde em Abril de 2005, São Tomé e Príncipe em 2006. Dois anos depois dos são-tomenses, Portugal - garante do Acordo, parte essencial no desbloqueamento do processo - juntou ao lote a sua assinatura ratificativa.

Os dados estão lançados. Mas não foi pacífico o processo. A aceitação do Acordo esteve longe da unanimidade - e ainda hoje a oposição a que ele se efective permanece acesa.

Nomes maiores da literatura, do ensaio, da línguistica - de Óscar Lopes a Eduardo Lourenço, passando por Manuel Alegre, Vasco Graça Moura, Maria Alzira Seixo e outros - , professores, educadores, estudiosos denunciaram a ausência de um debate aprofundado sobre a matéria, apontaram erros e omissões no texto do Acordo, faltas (a da aprovação de um Vocabulário Ortográfico, por exemplo) alertaram para riscos vários.

Do lado dos defensores do Acordo - Malaca Casteleiro, Fernando Cristóvão, entre outros - , valoriza-se a nova grafia como «essencial» para a internacionalização da Língua portuguesa, minimizam-se os riscos, nomeadamente os económicos e os financeiros, pondera-se que, pesados prós e contras, serão maiores os benefícios do que os danos. Para Portugal e para os restantes países que disseram «sim» ao Acordo.

Toda a questão está agora em saber quanto tempo mediará entre esse «sim» e a sua concreta realização - nos documentos de circulação nacional e internacional, nos jornais, nas revistas, nos livros, etc.

Lusa

 

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André

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« Responder #48 em: Dezembro 30, 2008, 04:42:04 pm »
Acordo Ortográfico em risco devido a divergências entre linguistas

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em 1990, pode falhar na prática caso não seja elaborado um vocabulário ortográfico comum entre o Brasil e Portugal, afirmou o presidente do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP).

O Brasil será o primeiro país a adoptar oficialmente as novas regras ortográficas que entram em vigor a 01 de Janeiro de 2009, com um prazo para adequação e reedição dos livros didácticos e dicionários até Dezembro de 2012.

No entanto, divergências quanto a uma interpretação comum do acordo por linguistas de Portugal e do Brasil podem retardar a implementação das novas regras comuns aos países lusófonos.

Godofredo de Oliveira Neto, que preside ao IILP, ligado à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), afirmou que se a convenção internacional não for adoptada igualmente por todos os países, "o acordo fica desacordado".

"A construção de um vocabulário ortográfico comum é um dos artigos mais importantes exposto no acordo. Se não tiver regras não tem acordo", disse à Lusa o escritor, ao frisar que os linguistas portugueses e brasileiros têm que chegar a um "acordo sobre a interpretação deste acordo ortográfico".

Segundo Oliveira Neto, "o que falta é uma união dos especialistas e não dos políticos, e isso pode prejudicar a implantação do acordo na sua plenitude".

Oliveira Neto disse ser indispensável o entendimento entre a Academia Brasileira de Letras (ABL) e a Academia das Ciências de Lisboa, as duas instituições responsáveis pela elaboração do vocabulário ortográfico para servir como referência para os dicionários.

"O acordo deixou algumas coisas em branco como, por exemplo, o uso de hífen que dá margem a interpretações diversas", exemplificou o presidente do IILP, referindo que a ABL defende que o hífen seja abolido e a Academia das Ciências de Lisboa discorda.

Para a diplomacia lusófona, segundo Oliveira Neto, a união ortográfica faz parte do projecto de consolidação do português como língua internacional e a falta de consenso entre os linguistas dificulta esta integração.

Para Oliveira Neto, o acordo vai abrir o mercado editorial e favorecer a expansão do idioma português no mundo.

"A união da ortografia contribuirá para facilitar a circulação de obras nos países lusófonos, além do uso comum da língua na Internet e no audiovisual, que também saem fortalecidos", sublinhou.

No âmbito da CPLP, o presidente do IILP adiantou que no primeiro semestre de 2009, será organizada uma reunião internacional com especialistas da ABL e da Academia das Ciências de Lisboa, juntamente com os representantes dos Ministérios da Educação dos países da CPLP.

O objectivo é "unir esforços através de diálogos políticos", referiu, frisando, porém, que "faltam mais esforços académicos".

O acordo que unifica a ortografia, aprovado há 18 anos, não podia entrar em vigor sem ser ratificado por pelo menos três parlamentos de países de língua portuguesa.

Portugal, Brasil, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde já ratificaram o texto, faltando ainda Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste.

Na última reunião de ministros da Cultura e da Educação da CPLP, em Novembro, o ministro da Cultura português, José António Pinto Ribeiro, disse estar "firmemente convencido" de que a entrada em vigor do Acordo Ortográfico vai ocorrer ainda durante a presidência portuguesa da organização lusófona, que termina em meados de 2010.

Em Portugal, as mudanças deverão modificar 1,42 por cento do dicionário português. Os brasileiros, por seu turno, terão que alterar apenas 0,43 por cento.

Lusa

 

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André

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« Responder #49 em: Janeiro 07, 2009, 06:20:48 pm »
Ministro diz que Portugal está a negociar com Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe «uma data» para aplicar acordo ortográfico

O ministro da Cultura disse terça-feira que Portugal está «em negociações com Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe» para determinar uma data para fazer entrar em vigor o acordo ortográfico nestes três países.

«Nos próximos dias, semanas, meses faremos tudo para, conjuntamente com os outros países da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) que já ratificaram o acordo» para a sua entrada em vigor, especificou Pinto Ribeiro.

O ministro da Cultura falou no Teatro Nacional S. João no Porto, onde assistiu à reposição da peça O Mercador de Veneza, do dramaturgo inglês William Shakespeare, com encenação de Ricardo Pais.

O Governo português aprovou em Março de 2008 a proposta do segundo protocolo modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, de 1991, e comprometeu-se então a adoptar as medidas adequadas para «garantir o necessário processo de transição, no prazo de seis anos».

Portugal, Brasil, Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe são os únicos países da CPLP que já aprovaram este acordo, mas o Brasil foi o primeiro país a adoptar oficialmente as novas regras ortográficas, a 1 de Janeiro de 2009.

Pinto Ribeiro anunciou, entretanto, em declarações à Agência Lusa, que «no fim deste mês estará disponível o corrector informático que permite a adaptação dos textos que nós escrevamos ao acordo ortográfico».

O governante acrescentou que «sem isso não era muito possível nós introduzirmos um mecanismo que implicava uma revisão caso a caso, através de um revisor tipográfico, o que era muito complicado».

«Esse sistema informático já está feito, já foi testado e está neste momento a ser produzido na Áustria por uma empresa que faz o corrector ortográfico que está neste momento no "Office" da Microsoft», referiu Pinto Ribeiro.

«Os primeiros programas do futuro corrector deverão vir no fim deste mês», acrescentou o ministro da Cultura.

Lusa

 

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André

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« Responder #50 em: Janeiro 09, 2009, 04:56:34 pm »
Jornal O Despertar já adoptou novo acordo ortográfico

O mais antigo jornal de Coimbra, O Despertar, adoptou no início do ano a grafia do novo acordo ortográfico que, no dia 01 de Janeiro entrou em vigor no Brasil, destaca o semanário na primeira página da última edição.

Em declarações à agência Lusa, o director daquele semanário, Linho Vinhal, explicou que, «estando em perspectiva a entrada em vigor do acordo a curto prazo, seria útil e dentro do papel da comunicação social, ir habituando os leitores a uma grafia que boa parte das pessoas vai estranhar».

«É uma forma de nos irmos adaptando e de efectuarmos uma transição de forma lenta, que prevejo ter outra aceitação junto do público», acrescentou o responsável, adiantando que a alteração «resulta também do aproveitamento de uma equipa de profissionais do jornal que gosta de inovar».

Fundado a 02 de Março de 1917, O Despertar assume-se como um jornal republicano na «defesa intransigente dos interesses legítimos de Coimbra — cidade, concelho, distrito e região».

Segundo o Lino Vinhal, a nova grafia será usada apenas em termos de redacção, tanto por parte dos jornalistas como pelos colaboradores, devendo, em breve, os textos publicitários acompanhar a mudança.

«Vamos esperar pela reacção do público e quando a nova grafia estiver interiorizada pelas pessoas os anúncios vão também ser redigidos de acordo com o novo acordo ortográfico», adiantou à agência Lusa.

Lusa

 

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André

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« Responder #51 em: Janeiro 12, 2009, 06:27:36 pm »
Jornal desportivo Record já aplica novo acordo ortográfico

O jornal desportivo Record adoptou no início do ano o novo acordo ortográfico, que entrou em vigor no Brasil no primeiro dia de 2009.

"Decidimos que a partir de 01 de Janeiro iríamos adoptar o novo acordo, para nos habituarmos às novas regras e habituarmos também o leitor", disse à Lusa o director-adjunto da publicação.

De acordo com António Magalhães, a adaptação tem sido feita de "forma gradual".

"Distribuímos aos jornalistas e colunistas um livro com as novas regras e pedimos-lhes um esforço no sentido de as aplicarem", explicou António Magalhães, acrescentando que a aplicação do novo acordo em pleno é uma "questão de pouco tempo".

"Agora é mais fácil completar o puzzle", referiu.

No dia 01 de Janeiro, a mudança foi referida no editorial do jornal. Desde então, todos os dias é publicado numa das últimas páginas um pequeno texto destinado "a quem estranha".

"Record atualiza-se - Estamos já a aplicar o Novo Acordo Ortográfico. Dada a complexidade da mudança, durante alguns meses utilizaremos nas nossas colunas a ortografia nova e a antiga, para o que pedimos a compreensão dos leitores", pode ler-se no jornal.

Na edição desta segunda-feira, é possível ler títulos como, "Com um adversário direto [em vez de directo] foi diferente", "Audácia e espírito coletivo [em vez de colectivo]" e "Quatro milhões de espetadores[em vez de espectadores]" [todos publicados na página 18].

Também o mais antigo jornal de Coimbra, "O Despertar", adoptou no início do ano o novo acordo ortográfico, assim como o site em português da Wikipedia.

"As páginas oficiais da wikipedia" já obedecem às novas normas do acordo ortográfico desde 01 de Janeiro, disse hoje à Lusa Manuel de Sousa da wikipedia lusófona.

No entanto, a introdução de novos artigos na wikipedia pode ser feita segundo as normas do Brasil, de Portugal actual ou respeitando o novo acordo ortográfico.

De acordo com o responsável, entre Agosto e Setembro a comunidade wikipedia irá fazer uma consulta para avaliar como decorreu a introdução do novo acordo.

Em Portugal o segundo protocolo do Acordo Ortográfico, cuja ratificação era essencial para a entrada em vigor do acordo, foi aprovado no Parlamento em Maio e promulgado pelo Presidente da República em Julho.

O Acordo Ortográfico foi aprovado em Dezembro de 1990 por representantes de Portugal, Brasil, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Angola e Moçambique, porque Timor-Leste só aderiu em 2004, após a independência da Indonésia.

Para vigorar, tem de estar ratificado por um mínimo de três dos oito países, o que foi alcançado em 2006 com São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Brasil, seguidos de Portugal, em Maio.

Lusa
« Última modificação: Janeiro 12, 2009, 07:12:31 pm por André »

 

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TOMSK

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« Responder #52 em: Janeiro 12, 2009, 06:45:12 pm »
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Na edição desta segunda-feira, é possível ler títulos como, "Com um adversário direto [em vez de directo] foi diferente", "Audácia e espírito coletivo [em vez de colectivo]" e "Quatro milhões de espetadores[em vez de espectadores]" [todos publicados na página 18].


 :conf:  :no:
 

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Cabecinhas

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« Responder #53 em: Janeiro 12, 2009, 07:03:29 pm »
espetadores = pessoas que espetam  :Ups:
Um galego é um português que se rendeu ou será que um português é um galego que não se rendeu?
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Paisano

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« Responder #54 em: Janeiro 17, 2009, 02:07:25 am »
Citação de: "TOMSK"
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Na edição desta segunda-feira, é possível ler títulos como, "Com um adversário direto [em vez de directo] foi diferente", "Audácia e espírito coletivo [em vez de colectivo]" e "Quatro milhões de espetadores[em vez de espectadores]" [todos publicados na página 18].

 :conf:  :no:


Aqui no Brasil se escreve ESPECTADORES e não ESPETADORES. :shock:
As pessoas te pesam? Não as carregue nos ombros. Leva-as no coração. (Dom Hélder Câmara)
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Volta Redonda
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papatango

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« Responder #55 em: Janeiro 17, 2009, 03:56:29 pm »
Citação de: "paisano"
Aqui no Brasil se escreve ESPECTADORES e não ESPETADORES


Esse é um dos problemas apontados ao acordo. Ele deixa cair as consoantes mudas quando elas desapareceram no Brasil, mas não acaba com elas todas.

É o caso de espectadores e compacto.

A queda dessas consoantes que em muitos casos não se lêem acaba produzindo confusão, porque os portugueses não entendem quais as consoantes mudas que os brasileiros não utilizam.

Para o português, dizer FATO em vez de FACTO é tão disparatado como dizer COMPATO em vez de COMPACTO.
 

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André

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« Responder #56 em: Janeiro 28, 2009, 03:48:12 pm »
Inês Pedrosa lança romance em Brasília e critica acordo ortográfico da língua portuguesa

A escritora portuguesa Inês Pedrosa, que lançou terça-feira, em Brasília, o livro "A eternidade e o desejo", criticou o acordo ortográfico da língua portuguesa durante um colóquio e foi apoiada por brasileiros que participavam no evento.

Segundo a escritora, a adopção de uma grafia para unificar documentos não é importante, até porque muitos acordos acabam por não ser cumpridos.

"Os acordos poderiam ser escritos ora em português do Brasil, ora em português de Portugal, ou até só no português do Brasil, que tem mais gente", afirmou, destacando que a unificação que interessa é a dos países da CPLP em prol da sua cultura.

Segundo Inês Pedrosa, ao contrário do mundo da cultura hispânica, a língua portuguesa não sabe organizar-se de forma sistemática.

A jornalista e escritora brasileira Dad Squarisi também manifestou a sua insatisfação com o acordo ortográfico.

"Não houve o acerto que deveria ter havido. O acordo ortográfico fracassou. A reforma adoptou o critério da flexibilidade e, portanto, o que Portugal faz diferente do Brasil continuará a fazer se quiser e vice-versa", assinalou Dad.

Desta forma, Portugal continuará a escrever económico, cómodo e António, enquanto a grafia no Brasil será econômico, cômodo e Antônio, por causa da diferença das duas pronúncias.


Outro exemplo é a palavra recepção, que no Brasil continuará a ter a mesma grafia, porque os brasileiros pronunciam o 'p', o que não ocorre em Portugal, onde a palavra passará a ser grafada sem o 'p'.

"Não houve unificação. A reforma não atingiu o seu objectivo", concluiu Dad, lembrando que sairá caro aos brasileiros comprarem dicionários, gramáticas e livros didácticos novos.

Após o colóquio, promovido pela projecto PalcoBrasília, que dedica esta semana a Portugal, Inês Pedrosa autografou o seu romance publicado pela Alfaguara, selo da Editora Objetiva.

A semana inclui várias iniciativas como a exposição comemorativa dos 120 anos de Fernando Pessoa e uma apresentação do grupo Madredeus & Banda Cósmica.

Lusa

 

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André

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« Responder #57 em: Janeiro 30, 2009, 12:23:11 pm »
Acordo Ortográfico será aplicado até 1 de Janeiro de 2010

O ministro da Cultura, que hoje cumpre um ano de mandato, quer que o Acordo Ortográfico, «o mais tardar em 1 de Janeiro de 2010», seja aplicado «a nível oficial e em todos os meios de comunicação social».

Em entrevista à Lusa, Pinto Ribeiro reafirmou a importância do Acordo Ortográfico para a estratégia que o seu ministério pretende implementar. Para o ministro, «quanto mais cedo melhor», mas elege a referida data como limite para a aplicação do acordo.

Contudo, entende que «há que evitar que a língua seja um processo de fragmentação e, pelo contrário, seja um processo de uniformização/expansão. Isto faz-se através de um trabalho conjunto, solidários com todos os utilizadores».

Reconhecendo a importância da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o ministro quer «assegurar que, concertadamente com os outros países, se avance no processo de ratificação do último adicional do Acordo Ortográfico, para conseguirmos ter uma escrita unitária do português».

Ainda segundo o ministro, «há muitos sítios onde as autoridades se recusam a ensinar português porque não sabem se o hão-de fazer na versão escrita brasileira ou europeia. Ora, tudo isso fica resolvido através do acordo ortográfico», acredita.

Assim, uma arma fundamental é a produção de um corrector de texto, aplicável a várias plataformas informáticas, que integra as novas regras da escrita em português e que, segundo Pinto Ribeiro, deverá estar disponível até ao final deste mês.

O ministro pretende ver o português como «língua de trabalho em todas as organizações internacionais». Neste sentido, «estamos, com o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), a reformular o Instituto Camões para que seja desenvolvido este trabalho de expansão da língua» e que passará pela digitalização de conteúdos.

Porque a considera como «valor essencial, é fundamental para a defesa da língua que tudo esteja na Internet: a ciência que existe em português, as técnicas, a literatura, os acervos, etc.», também porque «se não estiver na Internet não terá possibilidade de se afirmar».

Neste sentido, o ministro considera que «existe a necessidade de traduzirmos tudo o que existe noutras línguas para português. Com o apoio da Comissão Europeia, estamos a trabalhar nesse sentido, como também estamos a traduzir autores portugueses para outras línguas».

A palavra de ordem é «colaboração. Não faz sentido estarmos a digitalizar obras que já estão digitalizadas em sites brasileiros, porque temos de evitar redundâncias», afirma Pinto Ribeiro.

Ainda no mesmo âmbito, o ministro acredita que o Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), que até 31 de Janeiro é suposto apresentar o projecto da sua reformulação, tem de ser «dotado de meios». O ministro reconhece que o IILP tem «funcionado deficientemente, muito mal e muito pouco».

Mas as culpas terão de ser assacadas «também aos países que não nomeiam as comissões linguísticas. São precisas comissões científicas, de escritores e pessoas associadas à língua, que possam trabalhar em conjunto com o IILP». Não estando estas comissões sequer nomeadas, «há um grande esforço para que isso aconteça», afirma.

Para o ministro, só a colaboração com os outros países da CPLP, nomeadamente o Brasil, poderá dar frutos significativos. «Somos dez milhões neste rectângulo; seremos mais cinco milhões dispersos pelo mundo. Em 1960, havia 70 milhões de brasileiros e em 2008 há 190 milhões, isto é, o Brasil gerou mais falantes de português nos últimos 48 anos, do que nós gerámos em 900».

Quanto aos críticos do Acordo Ortográfico, o ministro entende que «todas as pessoas são livres de escrever como quiserem». Mas pretende que «integrem a nova forma» e, por ele, «quanto mais cedo melhor».

Não deixa, no entanto, de deixar uma palavra aos que «trabalham com a língua quotidianamente - os grandes escritores, os poetas». Estes poderão escrever português como entenderem. O ministro garante que não levará a mal.

Lusa

 

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TOMSK

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« Responder #58 em: Janeiro 31, 2009, 01:09:23 am »


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André

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« Responder #59 em: Fevereiro 17, 2009, 08:51:53 pm »
Acordo Ortográfico deve entrar em vigor ainda este semestre

O ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, afirmou hoje que o novo acordo ortográfico deverá entrar em vigor no primeiro semestre de 2009, mas tudo depende de negociações com os outros países da CPLP.
«Estamos em conversações com os outros países da CPLP [como Cabo Verde e São Tomé e Príncipe]para ver se encontramos uma data para o adaptar nos documentos oficiais, nas imprensas nacionais e que os diários oficiais [Diário da República] dos vários países passem a adoptar a ortografia do novo acordo ortográfico», disse Pinto Ribeiro à agência Lusa.

O ministro falava em Lisboa no final do lançamento do FLIP 7, uma ferramenta informática criada pela empresa Priberam que permite uma conversão automática do português de Portugal e do Brasil de acordo com as novas normas ortográficas dos dois países.

Esta ferramenta está já a ser testada na Imprensa Nacional Casa da Moeda, entidade responsável pela edição do Diário da República (DR).

Assim que o acordo ortográfico entrar em vigor em Portugal, todos os documentos oficiais, como o DR, terão de obedecer às novas regras da escrita em língua portuguesa.

Com a ferramenta informática FLIP 7, quem escrever em português terá a opção de converter automaticamente o texto segundo o novo acordo ortográfico, sejam as normas do Brasil sejam as de Portugal.

Através do FLIP 7, um software para o Microsoft Windows que inclui ainda dicionários, auxiliar de tradução e corrector, um texto em língua portuguesa com cerca de duzentas páginas poderá ser convertido em menos de um minuto nas regras do novo acordo ortográfico.

Pinto Ribeiro sublinhou que, depois da entrada em vigor do novo acordo ortográfico, será mais fácil fazer novas edições de um livro, incluindo manuais escolares.

«Sempre que, depois da entrada em vigor, se fizer um novo manual escolar, ele será adaptado ao novo acordo ortográfico. E as pessoas vão-se habituando assim», disse.

A Priberam, que colocou o FLIP 7 à venda em Portugal e no Brasil, ofereceu ainda esta ferramenta informática às empresas homónimas da Imprensa Nacional-Casa da Moeda dos países da CPLP para que possam já testar as novas regras do acordo ortográfico.

Sem adiantar números sobre vendas de cópias do FLIP, o administrador da Priberam, Carlos Amaral, referiu à agência Lusa que em 2008 um milhão de pessoas utilizou o corrector informático na Internet.

Lusa

 

 

Adesão da Guiné Equatorial à CPLP decidida em Julho

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por ricardonunes
CPLP debate força de paz da lusofonia

Iniciado por Fábio G.

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Última mensagem Outubro 19, 2007, 11:38:13 pm
por PereiraMarques
CPLP

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Última mensagem Maio 23, 2019, 01:48:12 pm
por Lusitano89
TV CPLP

Iniciado por comanche

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Última mensagem Janeiro 18, 2008, 12:49:55 pm
por papatango
Galegos protestam domingo em defesa da língua

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Última mensagem Março 22, 2010, 06:06:47 pm
por foxtrotvictor