NATO-Russia

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Lusitano89

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Re: NATO-Russia
« Responder #15 em: Outubro 23, 2010, 05:22:54 pm »
Rússia, parceiro indispensável?
Alexandre Reis Rodrigues
 
 
 
Há visões muito diferentes, no seio da NATO, sobre a necessidade e forma de fazer progredir o relacionamento com a Rússia. Como conciliar essas visões, sob a forma de uma política coerente, é um dos mais importantes desafios a que o novo conceito estratégico da Aliança deve responder.

A Europa divide-se entre duas posições extremas. Por um lado, os que continuam a olhar a Rússia como uma ameaça à sua segurança e vêm na NATO a garantia da sua defesa. Por outro lado, os que procuram activamente um entendimento com Moscovo, sob a ideia de que não pode haver, verdadeiramente, uma segurança europeia global sem a participação da Rússia; inclui-se nos argumentos deste grupo o papel que a Rússia pode ter na solução dos problemas energéticos da Europa, no médio prazo, pelo menos.

Mas não é apenas por estas diferentes visões no campo europeu que a questão do estabelecimento de uma parceria com a Rússia se tornou muito complexa. É também, em grande parte, pela posição da própria Rússia e dos EUA. Washington precisa, no seu próprio interesse, de melhorar o relacionamento com a Rússia mas não se mostra disposto a alterar a essência da política de contenção da Rússia – evitar o regresso ao anterior estatuto de potência imperial. No entanto, também não subscreve os receios dos que avaliam a situação a Leste como prioritária para NATO (são principalmente os três países do Báltico). Os EUA consideram importante a segurança a Leste mas, obviamente, não vêm na Rússia uma ameaça à Europa. Pelo que se disse atrás, esta posição acaba por em nada ajudar a resolver a divisão entre os europeus.

A postura russa é a principal dificuldade. Logo, em primeira instância, porque nada tem feito - bem ao contrário - para ajudar a enterrar o passado do domínio soviético, para fazer esquecer as razões de queixa que as antigas Repúblicas da União e países satélites conservam desses tempos e impedir que essas lembranças continuem a interferir no futuro. Depois, porque a utilização que Moscovo faz dos seus recursos energéticos tem frequentemente contornos de coacção, em especial, na vizinhança próxima, aproveitando a dependência, nalguns casos quase total, que se verifica nesses países (100% em relação ao gás, no caso da Lituânia, Letónia, Finlândia, por exemplo).

Moscovo quer uma nova arquitectura de segurança para a Europa. Alega, pela voz do Presidente Medvedev, que a actual não permite resolver os conflitos com eficácia por excesso de fragmentação na forma como os europeus se relacionam internacionalmente, em matéria de segurança e defesa (NATO, UE, OSCE, etc.). No entanto, as razões de fundo da sua proposta decorrem de não ter qualquer voz activa nas duas primeiras instituições, as que, de facto, cuidam da segurança e defesa na Europa.

Moscovo já concluiu que os instrumentos de participação que a NATO lhe tem oferecido não lhe dão qualquer capacidade de participação efectiva, de ser ouvida como um igual, de ter influência no respectivo processo de decisão. Aceitou o que lhe foi proposto porque, estando impotente para parar o alargamento da NATO, viu nos mecanismos que então a Aliança criou - primeiro o Political Joint Committee e depois o NATO/Russia Council - alguma possibilidade de participação útil. Esta esperança levou um primeiro golpe com a crise do Kosovo e depois desapareceu com os alargamentos por que a NATO passou, em particular, o de 2004 em que nove dos 12 membros admitidos vinham precisamente da área de influência soviética, nomeadamente, os três países do Báltico que constituíam o caso mais sensível para Moscovo.

O que o Presidente Medvedev pretende precisamente ainda não se tornou claro, mal grado ter entretanto avançado com uma proposta de Tratado. Presume-se, que agora, de forma mais realista do que no início deste processo, já não pretende substituir o que existe, nem tentar dissociar a participação dos EUA da defesa da Europa. Em alternativa, defende um arquitectura que englobe as organizações existentes num novo quadro de compromissos, assente no princípio de que as medidas a implementar têm que ter em atenção os interesses de todas as partes. Refiro-me ao nº1 do artigo 2º da proposta apresentada, regra que, na prática e se aceite, introduziria o direito de veto a, por exemplo, um novo alargamento da NATO, se a Rússia alegasse que afectaria os seus interesses.

Têm sido dados alguns passos para tentar demonstrar que a organização de segurança existente, incluindo as mudanças recentemente feitas, não está feita contra a Rússia; inclui-se aqui, por exemplo, a mudança de percurso decidida pelo Presidente Obama na área da defesa anti-míssil. Mas a verdade é que também não está a ser feita com Moscovo, pelo menos na óptica do Kremlin, como acima explicado. Aliás, a possibilidade, que continua em aberto, do alargamento da NATO continuar e, eventualmente, incluir a Ucrânia deixa escassas perspectivas de melhoria do relacionamento, menos ainda de estabelecimento de uma parceria com finalidade prática, isto é, que nos permita conseguir o que necessitamos em troca do que possamos ceder.

Não é este, no entanto, o problema central. À partida, uma parceria com a Rússia na área da segurança europeia estará sempre limitada pelo facto de esse sector estar centralizado em duas instituições (NATO e UE) de que a Rússia não faz parte, e com as quais mantém apenas ligações muito ténues. Não se imagina que esta situação se possa alterar proximamente; há explicações dos dois lados que não permitem prever outro desfecho. Da parte da Rússia, porque não é essa a prioridade; como se viu acima, o objectivo de Moscovo é a construção de uma nova arquitectura de defesa e não a sua integração na existente. Da parte dos aliados, porque a “desejabilidade” de participação da Rússia na segurança europeia, embora consensual para vários países europeus, não tem força suficiente para levar o colectivo a alterar a política de “incorporação”, que tem sido seguida desde o fim da Guerra Fria, por uma estratégia de “integração” implicando a aceitação da inclusão da Rússia nos processos de decisão dessas duas instituições.

Não quer isto dizer que não existe margem de manobra para tentar mudar, de algum modo, esta realidade; existe alguma, para já, no funcionamento do NATO-Russia Council (NRC), mas sob condições. O Relatório do Grupo de Peritos refere a principal quando recomenda que a agenda do NRC passe a responder às preocupações de segurança de ambas as partes («Allies should work with Russia to ensure an agenda for the NRC that responds in a frank and forward looking way to the security concerns of both sides ...»). O NRC é o único mecanismo disponível para desenvolver formas de cooperação susceptíveis de se traduzirem por uma maior inclusão da Rússia e induzirem uma maior transparência no relacionamento, isto é, darem uma maior e mais eficaz dimensão ao esforço de “incorporação”. Há, portanto, que tentar continuar a explorar a sua potencialidade, mudando o respectivo estatuto onde necessário.

Parece-me ser também sob uma perspectiva idêntica que a UE tem agora para apreciação uma iniciativa da Chanceler Merkel e do presidente Medvedev para a criação do Euro-Russia Political and Security Committee (a que a França e Polónia já aderiram). Vamos ter oportunidade a curto prazo de verificar até que ponto esta iniciativa europeia poderá inspirar a NATO para seguir um caminho semelhante.

Jornal Defesa
 

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HaDeS

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Re: NATO-Russia
« Responder #16 em: Abril 14, 2011, 03:50:34 am »
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Marine Le Pen retira França da NATO se chegar ao poder


O partido de extrema-direita francês Frente Nacional (FN) retirará a França da NATO e criará um relacionamento privilegiado com a Rússia se chegar ao poder nas próximas eleições presidenciais, disse hoje a líder da FN, Marine Le Pen.

"Os interesses de França estão na Europa, mas numa 'grande Europa', especialmente numa parceria com a Rússia", disse Marine Le Pen, citada pela agência russa Ria Novosti, durante uma reunião com a imprensa estrangeira na sede do partido em Nanterre, nos arredores de Paris.

Marine Le Pen, que sucedeu ao pai, Jean-Marie Le Pen na liderança da FN, afirmou que se vencer as eleições presidenciais, marcadas para Abril de 2012, tratará de rever o relacionamento de Paris com os Estados Unidos, para que não assente num "alinhamento sistemático".

Le Pen diz que também terminará a participação francesa na NATO, lembrando que a Frente Nacional sempre foi contra a participação da França na Aliança Atlântica.

A passagem da líder da extrema-direita francesa à segunda volta das presidenciais de 2012 é dada como muito provável por várias sondagens realizadas em França. Le Pen justificou hoje o aumento da sua popularidade com a "traição" do actual Presidente, Nicolas Sarkozy, em relação às suas promessas eleitorais.

Marine Le Pen prometeu também defender a "recuperação do controlo das fronteiras nacionais" na Europa e a saída de França da zona euro.
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior. ... cao=Europa
 

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Camuflage

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Re: NATO-Russia
« Responder #17 em: Abril 14, 2011, 06:59:56 pm »
Sair da Nato concordo, mas para uma força europeia que defenda dos interesses da UE, saltar debaixo de uma potencia para uma pseudo-potencia, não faz grande sentido.
 

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HSMW

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Re: NATO-Russia
« Responder #18 em: Abril 14, 2011, 07:45:45 pm »
Citação de: "Camuflage"
 uma força europeia que defenda dos interesses da UE

Da UE? Da França? Ou da Alemanha? Ou de Portugal ou da Grécia?
Cuidado com essa expressão hoje em dia. Onde começam os interesses da UE e acabam os interesses dos países...
http://www.youtube.com/profile_videos?user=HSMW

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Camuflage

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Re: NATO-Russia
« Responder #19 em: Abril 14, 2011, 08:40:58 pm »
UE = 27 países nada mais e nada menos. A falta de uma só voz na UE deriva do facto dos restantes 25 países serem chulos de 2 deles, logo fazem o que os credores mandam e pouco pio.
 

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Lusitano89

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Re: NATO-Russia
« Responder #20 em: Julho 25, 2014, 03:07:31 pm »



 

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Lusitano89

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Re: NATO-Russia
« Responder #21 em: Agosto 03, 2014, 11:15:30 pm »
NATO defende "novos planos" de defesa face à "ameaça russa"


O secretário-geral da Aliança Atlântica, Anders Fogh Rasmussen, disse que "a agressão russa" contra a Ucrânia justifica a preparação de "novos planos de defesa" para a Europa, numa entrevista publicada hoje pelo jornal francês Midi Libre.

"Vamos reforçar os exercícios militares e preparar novos planos de defesa. A agressão russa foi um sinal de alarme e criou uma nova situação na segurança na Europa", disse Rasmussen.

O dirigente da NATO lamentou que os dirigentes russos vejam "a NATO como um adversário", porque considerou ser necessário "desenvolver uma cooperação frutuosa entre o Ocidente e a Rússia".

"É preocupante, porque eu acho que a ambição do presidente Putin é estabelecer uma esfera de influência nos países vizinhos. Vou encorajar os países da NATO a aumentarem os seus investimentos em defesa. Durante os últimos cinco anos, a Rússia tem aumentado os seus gastos na defesa em 50%, os países da NATO reduziram os seus em 20%, em média. Isso não é sustentável. É preciso inverter esta tendência", acrescentou. As declarações de Rasmussen fazem eco de afirmações do primeiro-ministro britânico, David Cameron, que no sábado defendeu que a NATO deve repensar o seu "relacionamento a longo prazo" com a Rússia e reforçar a sua capacidade de responder rapidamente a qualquer ameaça, numa carta enviada ao Secretário-Geral da NATO e aos outros líderes dos 27 países-membros da organização.

Rasmussen considerou, ainda, que a queda do Boeing da Malaysia Airlines, abatido a 17 de julho na Ucrânia, foi um "crime de guerra". "Temos um conjunto de informações de que os separatistas, apoiados pelos russos, são culpados", disse o líder da Aliança, falando pela primeira vez sobre este desastre.

Lusa
 

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typhonman

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Re: NATO-Russia
« Responder #22 em: Agosto 08, 2014, 04:08:44 am »
Em vossa opinião, em que é que a NATO deve investir para melhor as capacidades militares?

-Caças Stealth ?

-Novos Bombardeiros?

-Forças Terrestres bem equipadas?

 
e as nossas Forças?

-Maior capacidade de ataque para a Força Aérea?

-Maior grau de modernização do Exército ? (Artilharia,Arma Ligeira,Comunicações,Anti-Carro)

-Modernização dos Meios de Superficíe Navais (Helis; Misseis etc)
Artigo 308º

Traição à Pátria

Quem, por meio de violência, ameaça de violência, usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria, ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira, todo o território português ou parte dele
 

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nelson38899

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Re: NATO-Russia
« Responder #23 em: Agosto 08, 2014, 02:43:27 pm »
Citação de: "typhonman"
Em vossa opinião, em que é que a NATO deve investir para melhor as capacidades militares?

-Caças Stealth ?

-Novos Bombardeiros?

-Forças Terrestres bem equipadas?

 
e as nossas Forças?

-Maior capacidade de ataque para a Força Aérea?

-Maior grau de modernização do Exército ? (Artilharia,Arma Ligeira,Comunicações,Anti-Carro)

-Modernização dos Meios de Superficíe Navais (Helis; Misseis etc)

Eu diria que o futuro passa por executar as velhas missões, ou seja, melhorar a nossa defesa contra submarinos. Quanto ao exercito a ideia deveria passar por melhorar o sistema anti aéreo e defesa de costa.
"Que todo o mundo seja «Portugal», isto é, que no mundo toda a gente se comporte como têm comportado os portugueses na história"
Agostinho da Silva
 

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Cabeça de Martelo

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Re: NATO-Russia
« Responder #24 em: Agosto 08, 2014, 03:16:26 pm »
Citação de: "typhonman"
Em vossa opinião, em que é que a NATO deve investir para melhor as capacidades militares?

e as nossas Forças?

-Maior capacidade de ataque para a Força Aérea?

-Maior grau de modernização do Exército ? (Artilharia,Arma Ligeira,Comunicações,Anti-Carro)

-Modernização dos Meios de Superficíe Navais (Helis; Misseis etc)

Mandar abaixo e começar de novo.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Lusitano89

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Re: NATO-Russia
« Responder #25 em: Agosto 27, 2014, 09:47:05 am »
NATO cria bases no leste da Europa para controlar russos


A NATO vai criar novas bases no leste da Europa como resposta à crise na Ucrânia e para conter um potencial conflito com a Rússia, disse ontem o secretário-geral da organização. Anders Fogh Rasmussen referiu, em declarações ao jornal The Guardian, esperar que na cimeira da próxima semana, em Cardiff (País de Gales), se resolvam as divisões dentro dos 28 países da NATO e que se chegue a um acordo sobre o envio de homens para as fronteiras da Rússia. Até agora a única base existente no leste da Europa fica na Polónia.

De acordo com este responsável, outro dos objetivos é aumentar a segurança da Ucrânia, modernizar as suas forças armadas e ajudar o país a combater a ameaça russa.
"Vamos adotar o que chamamos um plano de ação de prontidão com o objetivo de conseguir atuar rapidamente neste novo ambiente de segurança na Europa. Já temos uma coisa chamada força de resposta da NATO, cujo objetivo é ser capaz de ser acionada com rapidez se necessário. Agora, a nossa intenção é desenvolver o que eu chamo ponta de lança, com uma força de resposta em muito, muito elevada prontidão", explicou o antigo primeiro-ministro dinamarquês ao jornal britânico. A Polónia e os três estados bálticos que pertenciam à União Soviética - Lituânia, Estónia e Letónia - têm sido bastante ativos em chamar a atenção para a ameaça russa e têm pedido uma maior intervenção da NATO.

No entanto, a criação de bases permanentes no leste da Europa não é consensual, com países como Espanha, França e Itália a mostrarem-se contra, e Estados Unidos e Reino Unido a favor. De acordo com uma fonte da organização ouvida pelo The Guardian, a Alemanha está indecisa, mas não quer provocar a Rússia. "O objetivo é que um potencial agressor saiba que se pensar em atacar um aliado da NATO irá enfrentar não só soldados desse país mas também tropas da NATO. E isso é que é importante", sublinhou Rasmussen.

Este "potencial agressor" neste momento tem um nome: a Rússia, liderada por Vladimir Putin, que chegou a ser considerada um "parceiro estratégico" da Organização do Tratado do Atlântico Norte. "É seguro dizer que ninguém esperava que a Rússia arrebatasse terra pela força. Assistimos também a uma notável mudança na abordagem e capacidade militar russa desde, por exemplo, a guerra na Geórgia, em 2008. Temos visto os russos a melhorar a sua capacidade de agir rapidamente. Eles podem dentro de um muito, muito curto espaço de tempo converter um grande exercício militar numa operação ofensiva", disse o secretário-geral da NATO em entrevista ao The Guardian e outros cinco jornais europeus.

Rasmussen afirmou ainda que a Rússia concentrou milhares nas fronteiras com o leste da Ucrânia e tem disparado artilharia contra território ucraniano. "Temos relatos de várias fontes que mostram um animado envolvimento da russo em destabilizar o leste da Ucrânia. Temos visto artilharia a disparar através da fronteira e também dentro da Ucrânia. Temos visto uma escalada militar russa ao longo da fronteira. Muito claramente, a Rússia está envolvida na desestabilização do leste da Ucrânia... Vemos uma sofisticada combinação de guerra tradicional misturada com informações e, principalmente, com operações de desinformação. Será preciso mais do que a NATO para combater efetivamente esse tipo de guerra híbrido", referiu o dinamarquês, que será substituído a 1 de outubro pelo norueguês Jens Stoltenberg à frente da organização.

DN
 

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Lusitano89

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Re: NATO-Russia
« Responder #26 em: Setembro 01, 2014, 07:24:44 pm »
NATO estuda resposta ao comportamento “agressivo” da Rússia


O secretário-geral da Aliança Atlântica disse hoje que os líderes dos países aliados vão aprovar esta semana um plano de acção para dotar a organização de uma resposta ao comportamento "agressivo" da Rússia na crise ucraniana.

"Vamos assegurar a capacidade e a preparação da Aliança Atlântica, capaz de defender os aliados de qualquer ataque", disse Anders Fogh Rasmussen em conferência de imprensa em Bruxelas sobre a Cimeira da NATO que se vai realizar no País de Gales, esta semana.

Rasmussen explicou que os chefes de Estado e de Governo dos 28 países da NATO vão analisar o Plano de Acção Rápida (RAP na sigla em inglês) que vai fazer com que a Aliança Atlântica fique mais "ágil do que nunca", reforçando a defesa colectiva dos Estados membros.

"O plano é a resposta ao comportamento agressivo da Rússia, mas também permite que a NATO responda aos diferentes desafios de segurança, de onde quer que venham", disse Rasmussen.

O secretário-geral da organização disse também que a nova força vai ser composta por vários milhares de soldados, em esquema de rotação pelos vários países, mas ressalvou que ainda "é muito cedo" para fornecer números concretos.

"Vai reforçar-se de forma significativa a capacidade de resposta da NATO. Vai desenvolver-se aquilo que se pode chamar 'vanguarda' da nossa capacidade de resposta: uma força de acção muito rápida e que pode ser projectada em pouco tempo", afirmou.

Sobre o mesmo assunto sublinhou que a projecção da força vai acontecer "dentro de dias".

Rasmussen acrescentou que a nova força "vai estar preparada para responder quando for necessário e com o apoio de meios terrestres, aéreos e marítimos, e das forças especiais a qualquer ameaça dos aliados".

Os líderes da NATO e dos países associados à Aliança Atlântica, além dos Estados que formam a missão aliada no Afeganistão (ISAF) vão participar esta semana na cimeira que vai ter lugar em Newport, perto de Cardiff, no País de Gales.

Na mesma cimeira também vai ser analisada a situação no Iraque e no Afeganistão, entre outros assuntos, mas o encontro vai estar centrado, essencialmente, na crise ucraniana e nas relações, cada vez mais deterioradas, entre a Rússia e os aliados.

A NATO, que assinala 65 anos, vai realizar a cimeira de Cardiff num momento considerado "crucial" por Rasmussen, devido à crise na Ucrânia e ao incremento do extremismo islâmico, assim como a fragilidade de Estados como o Afeganistão e o Iraque.

O Plano de Acção Rápida (RAP) vai garantir aos Estados "forças e equipamentos nos locais e momentos adequados", reforçou Rasmussen sublinhando que a presença aliada no Leste da Europa vai prolongar-se durante o tempo que for necessário.

A NATO, afirmou, "não quer atacar ninguém" mas sim responder aos "perigos e ameaças que são cada vez mais presentes e visíveis".

Durante a Cimeira do País de Gales está prevista uma reunião entre o secretário-geral da NATO e o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, a quem os aliados já demonstraram apoio devido à "agressão" da Rússia na região Leste ucraniana.

Rasmussen voltou a dizer que o comportamento de Moscovo configura uma "violação flagrante" dos acordos firmados entre a NATO e a Rússia.

Para o líder da Aliança Atlântica, a Rússia, depois do fim da Guerra Fria, não considera a NATO como um parceiro.

"Não podemos ser ingénuos nem termos ilusões. Enfrentamos uma realidade em que a Rússia nos considera como adversários. Temos de adaptar-nos a esta situação."

Sobre a possibilidade de Kiev pedir, no futuro, a adesão à NATO, Rasmussen disse que o assunto será devidamente analisado.

Lusa
 

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Re: NATO-Russia
« Responder #27 em: Outubro 07, 2014, 04:23:55 pm »
 

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Re: NATO-Russia
« Responder #28 em: Outubro 29, 2014, 09:52:53 pm »
Bombardeiros russos interceptados ao largo de Portugal


Dois aviões bombardeiros estratégicos russos Tu-95 Bear H foram interceptados esta quarta-feira pela Força Aérea Portuguesa ao largo da costa nacional.

Segundo a Aliança Atlântica, o incidente insere-se num inusitado aumento da actividade da aviação militar russa no espaço aéreo europeu registado nas últimas 48 horas.

Os dois bombardeiros tinham sido detectados pela primeira vez cerca das 3h da madrugada por radares noruegueses. Nesse momento, voavam junto a outros dois Tu-95 e quatro aviões de reabastecimento. Interceptados por caças F-16 da Noruega, duas das aeronaves rumaram a Sul, tendo sido identificados mais tarde por Portugal.

A NATO refere que a Rússia não partilhou os planos de voo desta formação e que os aviões não estão a responder aos controladores aéreos civis. A Aliança Atlântica afirma que este comportamento pouco usual representa “um risco potencial para a aviação civil”.

Os Tu-95 são bombardeiros estratégicos que costumam realizar longas patrulhas aéreas. Estas patrulhas eram frequentes durante a Guerra Fria e regressaram após 15 anos de interrupção, em 2007, já na era Putin, com avistamentos destas aeronaves no Atlântico e também no Pacífico, junto às costas norte-americana e japonesa.

O episódio desta terça-feira no Atlântico junta-se a outro semelhante no Báltico e outro sobre o Mar Negro.

Recorde-se que a Rússia e os aliados encontram-se num momento de grande tensão política e militar após a recente invasão e anexação de parcelas do território ucraniano por parte de Moscovo.

SOL
 

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Lusitano89

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Re: NATO-Russia
« Responder #29 em: Novembro 03, 2014, 07:20:30 pm »
Rússia quer mostrar com manobras aéreas que é uma "grande potência"


O comandante supremo da NATO na Europa, o general norte-americano Philip Breedlove, acha que é esta a mensagem das incursões.

"A minha opinião é que estão a enviar-nos uma mensagem. Estão a dizer que são uma grande potência", disse Breedlove, em declarações aos jornalistas. Moscovo, segundo o comandante supremo das forças aliadas na Europa, quer mostrar que pode exercer influência sobre as resoluções da Aliança Atlântica.

Na semana passada, a NATO informou sobre uma série de movimentações aéreas russas (com caças, bombardeiros de longo curso e aviões de abastecimento) sobre a zona do Báltico, Mar do Norte e no Oceano Atlântico, dias antes da realização das eleições nas regiões separatistas e pró-russas de Donetsk e Lugansk, no leste da Ucrânia, que decorreram no domingo passado.

Entre terça e quarta-feira, foram intercetados vários aviões russos, manobras que também envolveram caças F-16 da Força Aérea Portuguesa, ao serviço da NATO, que intercetaram e escoltaram dois aviões militares russos que se encontravam em espaço aéreo sob jurisdição de Portugal. Na sexta-feira, a NATO informou que aviões russos tinham voltado a sobrevoar a Europa, tendo detetado múltiplos voos, incluindo de dois aparelhos Tupolev 95 que foram escoltados por F-16 da Força Aérea Portuguesa.

Desde o início de 2014 até à data, a NATO levou a cabo mais de uma centena de interceções à aviação militar russa, o que triplica o número de registos do ano passado. Embora a atividade aérea russa sobre a Europa esteja a aumentar desde o ano passado, as manobras verificadas na semana passada têm um carácter inédito, porque é a primeira vez que Moscovo envia grandes formações de aviões de guerra, explicou o general da Força Aérea norte-americana. Philip Breedlove, que também assume a chefia das forças norte-americanas na Europa, indicou que, no passado, as manobras aéreas russas eram realizadas por pequenos grupos de um ou dois aparelhos.

"O que vimos na semana passada era uma formação maior e mais complexa de aeronaves, avançando um pouco mais. Eu diria uma trajetória de voo um pouco mais provocativa", disse o general norte-americano. Os voos foram motivo de "preocupação" e "não acrescentam ou contribuem para uma situação segura e estável", afirmou Breedlove.

Sobre as eleições realizadas no domingo nas regiões separatistas no leste da Ucrânia -- Estados Unidos e a União Europeia já consideraram o escrutínio como ilegítimo -, o general norte-americano considerou que ainda é muito cedo para dizer como o ato eleitoral vai afetar a situação de segurança no território ucraniano, referindo, no entanto, que não foi útil para os esforços de resolução do conflito.

Breedlove disse ainda ser favorável ao aumento da presença de forças norte-americanas na Europa de Leste através de destacamentos temporários, em coordenação com as medidas já tomadas para tranquilizar os parceiros da Aliança naquela região.

Lusa
 

 

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