NATO-Russia

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olisipo

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Re: NATO-Russia
« Responder #120 em: Maio 19, 2016, 09:37:45 am »


New footage of two Russian Su-22M attack aircraft and a Ka-27 helicopter buzzing USS Donald Cook in the Baltic Sea on April 11 and 12, 2016
 

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Lusitano89

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Re: NATO-Russia
« Responder #121 em: Maio 19, 2016, 10:55:29 am »
Why is NATO membership important to Montenegro?


 

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olisipo

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Re: NATO-Russia
« Responder #122 em: Maio 20, 2016, 10:40:30 am »


NATO assina acordo com Montenegro, irritando a Rússia
 

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Re: NATO-Russia
« Responder #123 em: Maio 20, 2016, 12:40:39 pm »
Montenegro military: NATO-ready



 

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Re: NATO-Russia
« Responder #124 em: Maio 20, 2016, 04:44:45 pm »


Stoltenberg diz que não quer "nova Guerra Fria"
 

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HSMW

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Re: NATO-Russia
« Responder #125 em: Junho 06, 2016, 02:08:02 am »
Polónia: Receio da Rússia leva ao aumento dos efetivos militares
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Re: NATO-Russia
« Responder #126 em: Junho 06, 2016, 02:23:37 pm »
Breve antevisão da cimeira da NATO em Varsóvia
Alexandre Reis Rodrigues



Estamos quase exatamente a um mês da Cimeira da NATO em Varsóvia (8/9 de julho). Os temas a abordar e as principais linhas de orientação devem já estar definidos. Alguns têm sido genericamente referidos, em recentes discursos do secretário-geral, numa espécie de preparação da opinião pública. Nesta altura só deve faltar acertar os detalhes do comunicado final.

Na minha antevisão, que se baseia também numa interpretação do que tem sido discutido nos fora de debate à volta do evento, a Cimeira vai servir sobretudo para formalizar políticas que vêm de trás, não sendo de esperar quaisquer novidades, quando muito uma ou outra “roupagem” nova na apresentação dos temas habituais.

Numa perspetiva geral, espera-se que a Cimeira venha a assumir o reconhecimento formal de que a NATO tem agora o desafio de duas frentes, a leste (Rússia) e a sul (instabilidade no Norte de África e emigração clandestina). Este assunto será, certamente, um tema central do comunicado, mas a prioridade que receberá na prática e os seus desenvolvimentos vão girar sobretudo à volta da frente leste, à luz da deterioração do relacionamento com a Rússia.

A resposta a estes dois desafios traduzir-se-á pelo que alguns chamam o “regresso a casa”, num processo que se iniciou em Lisboa e que porá agora fim a mais de uma década em que a NATO bem se esforçou por deixar claro que não pretendia ser uma espécie de “polícia do mundo”, embora na realidade fosse esse o caminho que estava a seguir. Esse objetivo, muito dinamizado pelos EUA, sempre claramente excedeu a vontade política e determinação da maioria dos países europeus. Acabou por cair por falta de capacidades militares no lado europeu, para ser prosseguido com a necessária credibilidade. Talvez o comunicado final relembre a necessidade de não se chegar ao extremo oposto de reduzir a defesa à dimensão das fronteiras formais.

Esse “regresso”, em termos de dispositivo militar, concretizar-se-á sobretudo por uma maior presença militar, dando-se assim maior substância ao caminho iniciado em Gales para responder à preocupação do leste europeu em relação à Rússia. Embora ainda não se conheçam todos os detalhes, já ficou claro que aumentará o número de batalhões deslocados na zona e que haverá mais material preposicionado e novas infraestruturas de apoio. A Polónia tem insistido em que é preciso muito mais. À falta de ter a resposta pretendida, acaba de anunciar a decisão de criar uma força de defesa territorial com cerca de 35.000 paramilitares voluntários, alegadamente concebida para combater as ameaças híbridas.

O tema do alargamento da NATO vai permanecer na agenda com o destaque habitual mas, pelo que me tem sido dado observar, poderá ser apresentado de forma algo nova no que respeita à Ucrânia e Geórgia. Em vez de confirmar que continuam com o seu lugar reservado, como prometido na Cimeira de Bucareste, o secretário-geral da NATO limita-se a garantir que se vierem a decidir-se pela adesão o respetivo processo será tratado como o de qualquer outro país e com a recusa de quaisquer interferências externas. Se for assim, estará a pôr-se um ponto final na política de incentivar a Ucrânia e a Geórgia a aderirem à Aliança. Pena é que não tenha sido esta a posição assumida desde o início. A dificuldade é pôr esta visão numa linguagem que não seja interpretada como cedência perante Moscovo.

A eterna questão do “burden-sharing” - termo que na linguagem diplomática da NATO, se refere à necessidade de reduzir o fosso que separa os contributos europeus dos americanos para o esforço coletivo, quer em dimensão, quer em qualidade, ou seja, a indispensabilidade de os membros europeus da Aliança atribuírem mais recursos financeiros à Defesa – poderá vir a ser apresentada sob uma nova perspetiva.

O argumento invocado parte da ideia de que o que verdadeiramente importa - mais do que saber a que ritmo vão os países aproximar-se da meta dos 2% do PIB - é a forma como tencionam gastar esse dinheiro. Esta nova aproximação faria bem mais sentido, em termos conceptuais e na prática. Tornaria tudo mais transparente e abriria possibilidades de cooperação que não têm estado disponíveis. Se for esse o caminho adotado, à partida teríamos algo a saudar mas calculo que seja difícil que os países venham a trocar o anterior compromisso financeiro por um novo baseado em capacidades.

Irá prosseguir também a chamada componente europeia do escudo de defesa antimíssil americano que a NATO encara como o contributo dos EUA para a defesa de todo o território europeu, projeto aprovado na Cimeira de Lisboa. Porém, tirando o que os EUA já concretizaram na Roménia e se preparam para concluir até 2018 na Polónia, não me parece que a NATO consiga anunciar qualquer progresso percetível, embora tenham passado seis anos desde o seu lançamento. Afinal, os europeus não interiorizaram a urgência com que o então secretário-geral da NATO apresentou a proposta em Lisboa. Na verdade, essa urgência sempre me pareceu mais derivada de razões políticas do que de uma avaliação da ameaça. Tratou-se de integrar na NATO uma iniciativa americana que estava a ser conduzida bilateralmente, então com a Roménia e com a República Checa.

A questão final, como um dos tópicos estratégicos, será a do relacionamento com a União Europeia que a NATO declara desejar passar para um novo nível de colaboração, na área do combate às ameaças híbridas, à cibersegurança e à segurança marítima. Neste caso particular não sei minimamente o que se poderá esperar. Provavelmente nada de útil, que é o resultado prático de mais de uma década de promessas mútuas de entendimento.


>>> http://database.jornaldefesa.pt/organizacoes_internacionais/nato/JDRI%20191%20060616%20nato.pdf
 

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HSMW

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Re: NATO-Russia
« Responder #127 em: Junho 07, 2016, 01:38:43 am »
Crescem as tensões entre a NATO e a Rússia
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olisipo

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Re: NATO-Russia
« Responder #128 em: Junho 18, 2016, 08:51:28 am »


Exercício Anakonda 16: demonstração final
 

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Crypter

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Re: NATO-Russia
« Responder #129 em: Junho 18, 2016, 10:32:48 am »
De facto a NATO parece-me demasiado ansiosa por algo mais.. Ou saberão algo que nós não?

Eu pessoalmente não consigo perceber o pq de um reforço tão grande de meios naquela zona.
 

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olisipo

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Re: NATO-Russia
« Responder #130 em: Junho 21, 2016, 08:27:12 am »

NATO military power: massive military drills Anakonda 16
 

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mafets

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Re: NATO-Russia
« Responder #131 em: Junho 21, 2016, 09:33:24 am »
http://defesanacionalpt.blogspot.pt/
Citar
APROVADO CONCURSO PÚBLICO PARA A CONSTRUÇÃO DA ESCOLA DE COMUNICAÇÕES DA NATO
O Conselho de Ministros aprovou a resolução proposta pelo Ministério da Defesa Nacional (MDN), que prevê o lançamento de um concurso público para a construção da escola da NATO de comunicações e sistemas de informação.

Instalada no Reduto Gomes de Freire, em Oeiras, a empreitada desta Escola será integralmente financiada pela Aliança Atlântica, num investimento total cujo valor ultrapassa 20 milhões de euros. Estima-se ainda que a sua realização demore três anos.

O MDN desenvolveu os projectos de arquitectura e engenharia para a construção da nova Escola, dos quais faz parte a construção de um edifício e a adaptação da messe existente no Reduto Gomes Freire.

Ciberdefesa

A Escola permitirá potenciar um conjunto de capacidades de grande importância para a Defesa Nacional, contribuindo significativamente para a afirmação de Portugal como um centro de desenvolvimento de know how e conhecimento nos domínios da ciberdefesa.

O Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, tem – de resto - reafirmado que Portugal «deve assumir um papel crucial no processo de desenvolvimento de capacidades de ciberdefesa, sobretudo ao nível da educação, treino e qualificação dos recursos humanos». (Fonte: MDN)

Cumprimentos
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

http://mimilitary.blogspot.pt/
 

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Lusitano89

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Re: NATO-Russia
« Responder #132 em: Junho 22, 2016, 04:35:24 pm »
NATO seria incapaz de contrariar invasão russa dos países bálticos


General norte-americano Ben Hodges considera que não conseguiriam chegar a tempo de defender os Estados bálticos se a Rússia atacasse

Um dos chefes da Nato na Europa considerou hoje que a Aliança Atlântica é hoje incapaz de defender os países do Báltico de uma invasão das forças russas, em declarações ao diário alemão Die Zeit.

"É verdade que a Rússia demoraria menos tempo a conquistar os Estados bálticos do que nós a chegar para os defender", disse o general norte-americano Ben Hodges, comandante das forças terrestres da NATO, à margem do exercício militar aliado Anaconda-16, em curso na Polónia, em declarações que serão publicadas esta quinta-feira pelo diário alemão e divulgadas hoje pela agência France Presse.

O Anaconda 16 envolve a participação de 31 mil soldados de 24 países, que combatem um agressor imaginário chamado "União dos Vermelhos", que tem como alvo os países bálticos e norte da Polónia.

As manobras militares decorrem dias antes da cimeira da Aliança Atlântica em Varsóvia nos próximos dias 8 e 9 de julho, que deverá consagrar o reforço da presença militar aliada no leste da Europa.

Criticados pela Rússia, estes exercícios são oficialmente manobras polacas e não da NATO, numa tentativa de atender à sensibilidade de Moscovo, de acordo com o general norte-americano.

"Alguns países, como a Alemanha ou a França, entendem que seria demasiado provocador em relação à Rússia chamar 'exercícios da NATO' a estas manobras", disse Ben Hodges.

O reforço do flanco oriental da NATO, a mais importante alteração desde o final da Guerra Fria, deve ser decidido formalmente na cimeira da Varsóvia, e é uma resposta aliada à anexação da Crimeia pela Rússia e ao conflito no leste da Ucrânia.

Este reforço traduzir-se-á, nomeadamente, na deslocação para os países bálticos, Polónia, Roménia e Bulgária, por períodos rotativos de nove meses, de unidades militares que formarão, no total, uma brigada blindada.


>>> http://www.dn.pt/mundo/interior/nato-seria-incapaz-de-contrariar-invasao-russa-dos-paises-balticos-diz-general-5242436.html
 

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olisipo

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Re: NATO-Russia
« Responder #133 em: Junho 22, 2016, 09:18:55 pm »


Rússia prepara-se para possível ofensiva NATO
 

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Re: NATO-Russia
« Responder #134 em: Junho 23, 2016, 05:39:02 pm »
Porque é que os vizinhos têm medo da Rússia?

José Milhazes

18/6/2016,

A Rússia tem muitos motivos para ser respeitada pelos outros povos, mas o Kremlin não distingue qual a diferença entre “ter respeito” e “ter medo”, considerando que só com o medo poderá impor respeito

Ao falarmos das relações entre a União Europeia e a Rússia ou entre a Rússia e os seus vizinhos europeus, é preciso compreender a razão que os leva a ter medo dela e não os acusar de anti-russismo ou de coisas ainda mais graves.

Frequentemente, os dirigentes de Moscovo não distinguem qual a diferença entre “ter respeito” e “ter medo”. E isto é difundido sistematicamente pela propaganda oficial tanto para dentro, como para fora do país.

Isto bem a propósito de um artigo de opinião do embaixador Francisco Seixas da Costa: “Com a NATO não se brinca!”, publicado no Jornal de Notícias.

É difícil não concordar com ele quando aponta algumas das missões da NATO nos nossos dias: “A Rússia, não sendo um inimigo, não é um poder qualificável de plenamente democrático, por não oferecer garantias de se subordinar a um quadro de respeito estrito pelo Direito Internacional, pelo que necessita de conhecer, com clareza, as “linhas vermelhas” que não deve ultrapassar, na observância do equilíbrio de poderes posterior à Guerra Fria. E só a NATO as pode definir”.

Porém, é curioso assinalar como o embaixador continua o seu raciocínio: “O que escrevi levar-me-ia a louvar a NATO e o seu trabalho, não fora o facto de a organização ter sido visivelmente “raptada”, nos últimos anos, por uma agenda de pendor radical, que soma algumas tentações de proselitismo político-militar dos EUA com a paranoia de alguns países que o alargamento da NATO colocou junto às fronteiras da Rússia — a tal “nova Europa” que Donald Rumsfelt se gabava de pôr em choque com o resto do continente”.

Aqui penso que seria útil analisar o que “provoca a paranoia de alguns países que o alargamento da NATO colocou junto às fronteiras da Rússia”. É fácil para académicos ou políticos falar disso quando se está a milhares de quilómetros dos países que vizinham com a Rússia, mas aqui colocam-se várias questões: Não foram os povos desses países que decidiram de livre vontade aderir à NATO? E o que os levou a tomar essa decisão?

As respostas a essas perguntas têm profundas raízes históricas: o medo do “vizinho gigante”, e a actual política externa do Presidente russo Vladimir Putin apenas lhes dá razão uma vez mais. Putin já ultrapassou duas importantes “ligas vermelhas”: ocupou parte do território da Geórgia em 2008, invadiu e ocupou a Crimeia e parte do Leste da Ucrânia. E habitantes de países como a Estónia, Lituânia, Letónia, Polónia, etc. perguntam: se Putin ocupou esses territórios, o que poderá impedi-lo de ir mais longe? Porque será que o orçamento militar da Rússia tem crescido em flecha nos últimos dez-quinze anos?

É esse medo que os levou a integrar a NATO, mas grande parte dos cidadãos desses países coloca ainda mais uma pergunta: se, antes, a Europa nos atraiçoou várias vezes para “não abalar os equilíbrios geopolíticos”, porque é que não o fará agora em nome da recuperação económica ou de quaisquer outras “razões” embrulhadas em palavras bonitas?

Neste contexto, é difícil compreender como um embaixador português tão ilustre escreva o seguinte: “O que se passou na Ucrânia, a reboque de uma União Europeia que teve a insensatez de se deixar arrastar para políticas claramente provocatórias, que de modo irresponsável se permitiram abalar equilíbrios geopolíticos que haviam provado ser marcos da segurança coletiva, mostrou que “brincar” com a História pode ter um elevado preço”.

Pergunta-se: mas será que foi a Ucrânia que invadiu a Rússia? Os ucranianos não têm direito a decidir os destinos do seu país? Posso concordar com a crítica feita pelo embaixador à União Europeia, mas isso não pode ser motivo para violações grosseiras e ostensivas do Direito Internacional por parte dos dirigentes russos.

Quanto ao “não abalar os equilíbrios estratégicos”, esta frase fez-me recuar à era do Acordo de Munique e do Pacto Molotov-Ribbentrop (1938), documentos que permitiram à Alemanha nazi dar início à mais sangrenta guerra da História. Em Munique, foram sacrificados os interesses dos checoslovacos; o pacto germano-soviético determinou os destinos da Polónia e dos países do Báltico.

Por isso, agora, quando tanto se fala sobre a necessidade do levantamento das sanções contra a Rússia em resposta à ocupação militar da Crimeia e do Sudeste da Ucrânia, é preciso ter em conta que elas foram tomadas por essas razões e não começar a ir ao encontro do Kremlin que propõe que se esqueça a Crimeia e que “apenas resta” normalizar o resto da questão.

Se a União Europeia e NATO aceitarem esta fórmula, isso, na Rússia, será apresentado como um grande êxito de Vladimir Putin no campo externo e restará apenas saber qual será a próxima vítima. Além disso, será também o reconhecimento de interesses especiais da Moscovo no espaço pós-soviético, queiram os países vizinhos desse espaço ou não.

A Rússia tem muitos motivos para ser respeitada pelos outros povos, mas os dirigentes de Moscovo não distinguem qual a diferença entre “ter respeito” e “ter medo”, ou melhor, consideram que só com o medo poderão impor respeito. Por isso, não me apresso a condenar Donald Rumsfelt ou a “paranoia” pelo alargamento da NATO a Leste.

Estou de acordo com o embaixador Seixas Santos quando escreve que “com a paz também não se brinca”, mas a História já mostrou que, para isso, é preciso estar pronto para defender eficazmente essa paz.

E garanto-lhe que não faço parte da “escola que faz do ultra-atlanticismo o seu “fond de commerce””, mas daquela que viveu e vive por dentro uma realidade também pouco estudada nos nossos meios académicos: a memória histórica dos povos e o seu reflexo na política externa.

http://observador.pt/opiniao/porque-e-que-os-vizinhos-tem-medo-da-russia/
 

 

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