INSTREX 01/07

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Lancero

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INSTREX 01/07
« em: Fevereiro 08, 2007, 03:45:21 pm »
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Defesa: Marinha faz exercício para treinar evacuação de grande número de civis

Lisboa, 08 Fev (Lusa) - Setecentos militares e sete navios da Marinha d e guerra portuguesa estão envolvidos até sexta-feira num exercício militar para  testar a capacidade de evacuação de um grande número de civis numa situação de c onflito, foi hoje anunciado.

        As operações, iniciadas no mar quarta-feira, decorrem a Sul de Setúbal  e vão incluir desembarques nas praias da região e posterior embarque de "civis"  resgatados pelas forças militares, disse hoje à agência Lusa uma porta-voz da Ar mada.

        Uma companhia de fuzileiros e um grupo de combate do Destacamento de Ac ções Especiais da Marinha participam no exercício, que tem o nome de código "Ins trex 01/07" e surge "no âmbito da preparação da componente naval da Força de Rea cção Imediata (FRI) para cenários de resposta a crises", de acordo com um comuni cado da Armada.

        "O cenário de treino baseia-se na resposta a uma crise subsequente a um ambiente de instabilidade num país onde Portugal dispõe de uma grande presença  de cidadãos nacionais. Neste sentido foi desencadeada uma operação enquadrada no conceito das operações de apoio à paz e que culminará na evacuação de cidadãos" , explica a nota oficial.

        Na preparação do Exercício os meios envolvidos só tiveram conhecimento  do seu envolvimento 48 horas antes de partirem para o terreno, "como acontece nu ma situação em que é necessário a intervenção da Força de Reacção Imediata, como é exemplo o que aconteceu em 1998 quando foram accionados meios navais para a G uiné", refere ainda o comunicado.


Nota da Armada
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

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Cabeça de Martelo

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« Responder #1 em: Fevereiro 08, 2007, 03:55:49 pm »
Como é que se pode evacuar um grande número de civís usando fragatas e corvetas?  :?
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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luis filipe silva

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« Responder #2 em: Fevereiro 08, 2007, 04:32:00 pm »
Cabeça de Martelo escreveu:
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Como é que se pode evacuar um grande número de civís usando fragatas e corvetas?
Com helicópteros, Zebros, e a criação de uma zona segura num porto ou aeroporto, para depois serem evacuados.
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saudações:
Luis Filipe Silva
 

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Luso

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« Responder #3 em: Fevereiro 08, 2007, 04:59:08 pm »
Venezuela, suponho...
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Lightning

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« Responder #4 em: Fevereiro 08, 2007, 05:09:19 pm »
É a resposta para o pessoal que acha que não precisamos do Navpol... :wink:
 

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Lancero

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« Responder #5 em: Fevereiro 09, 2007, 04:07:22 pm »




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SETUBAL - SETUBAL - PORTUGAL
Tripulantes no centro de operacoes da fragata Vasco da Gama durante um exercicio de simulacao da marinha, Sextafeira 09 de Fevereiro de 2007, ao largo de Setubal. MARIO CRUZ / LUSA
LUSA / STR / MARIO CRUZ

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Defesa: Três portugueses raptados e centenas à espera de evacuação em simulação

Fátima Guerreiro      

      A bordo da Fragata Vasco da Gama, 09 Fev (Lusa) - Três portugueses raptados, a embaixada de Portugal atacada e 601 cidadãos lusos à espera de serem evacuados é o cenário em "Centurion" que hoje a Força de Reacção Imediata (FRI) da Marinha tenta solucionar num exercício de simulação.

      Na costa oeste de Portugal, próximo da Península de Tróia, decorre desde segunda-feira até hoje o exercício Instrex 01/07, que pretende testar e avaliar a prontidão dos meios da Marinha atribuídos à FRI num cenário o mais próximo da realidade, o qual procura preparar a reacção e prontidão dos meios para cenários de catástrofe e de evacuação de cidadãos.

      Sete navios, uma força de fuzileiros e um grupo de combate do Destacamento de Acções Especiais da Marinha, envolvendo cerca de 700 homens, integram este exercício comandado pelo Almirante Vargas de Matos.

      Perante um ambiente de instabilidade, situação política volátil e o assassínio do ex-presidente em Centurion, país imaginário na costa oeste de África onde se encontram centenas de portugueses e outros cidadãos estrangeiros, a FRI dispôs de 48 horas para preparar esta operação de resgate e evacuação.

      Na quinta-feira à noite, 124 fuzileiros desembarcaram na "Península da Lusolândia" para preparar a acção de hoje.

      No total, os sete navios poderão acolher a bordo 812 evacuados A fragata Vasco da Gama, comandada pelo Capitão-de- mar-e-guerra Henrique Gouveia e Melo, é um dos navios que integra esta missão de resgate e evacuação que tem de ser concretizada em 72 horas.

      Com cerca de 200 homens e um helicóptero Lynx Mk 95 a bordo, na Vasco da Gama a azáfama era grande na quinta-feira à noite.  A segurança colectiva da fragata é assegurada pela "Cidadela" que protege de ameaças nucleares, biológicas e químicas.

      O Centro de Operações do navio é o local onde, por excelência, é recolhida toda a informação e são tomadas as decisões, nomeadamente, do emprego de armas.

      Detectada nos radares a aproximação de um pequeno avião, e após vários avisos ignorados, é decidido que se trata de "um contacto aéreo opositor" já que voa a alta velocidade e a baixa altitude. O fogo foi autorizado pelo comandante.

      Foi mais um exercício de simulação, quinta-feira à noite, que terminou com o afastamento do "contacto aéreo opositor", assim foi designado pelos operacionais o pequeno aparelho.
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

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Lancero

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« Responder #6 em: Fevereiro 09, 2007, 05:27:33 pm »
Mais fotos













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SETUBAL - SETUBAL - PORTUGAL
Militares durante um exercicio de simulacao da marinha de controlo de cidadaos no ambito do Instrex 01/07, Sextafeira 09 de Fevereiro de 2007, ao largo de Setubal. MARIO CRUZ/LUSA
LUSA / STR / MARIO CRUZ
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Cabeça de Martelo

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« Responder #7 em: Fevereiro 09, 2007, 05:40:26 pm »
Citação de: "Lancero"
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SETUBAL - SETUBAL - PORTUGAL
Militares durante um exercicio de simulacao da marinha de controlo de cidadaos no ambito do Instrex 01/07, Sextafeira 09 de Fevereiro de 2007, ao largo de Setubal. MARIO CRUZ/LUSA
LUSA / STR / MARIO CRUZ


Obrigado pelas fotos, estão excelentes!  :wink:
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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dero

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fotos
« Responder #8 em: Fevereiro 09, 2007, 06:03:08 pm »
Belas fotos
obrigado
ainda e contratado pelo SIS :lol:
 

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Lancero

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« Responder #9 em: Fevereiro 09, 2007, 06:06:04 pm »
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Marinha: Fuzileiros treinam resgate em "Centurion", país africano imaginário

Fátima Guerreiro          

        Lisboa, 09 Fev (Lusa) - Eram 06:00 em "Centurion", país na costa Oeste  de África, quando um atirador do Destacamento de Acções Especiais da Marinha por tuguesa "abateu" um dos dois sequestradores que mantinham como reféns três cidad ãos portugueses, num cenário imaginado mas próximo da realidade.

        Com a ajuda de uma espingarda com silenciador, o atirador (sniper), col ocado a 200 metros, "abateu" o sentinela e deu início ao resgate dos três cidadã os portugueses que há dois dias estavam sequestrados. De rompante, o grupo de as salto do destacamento entra na casa em ruínas, num local ermo.

        Uma granada estrondosa é atirada, iluminando a noite e surpreendendo os terroristas, que não conseguem reagir.

        Terroristas e reféns são aprisionados, porque ainda não se sabe quem é  quem. Todos os assaltos do Destacamento de Acções Especiais da Marinha (DAE) são feitos à noite, explica aos jornalistas o sargento Figueira, da equipa de avali ação do destacamento.

        A operação dura escassos segundos. Mas 24 horas antes já o "objectivo"  está sob vigilância dos homens do DAE.

        Para ali chegarem, partiram da fragata Vasco da Gama às 03:00, percorre ram 35 quilómetros de bote e outros cinco a pé, em condições climatéricas bastan te adversas, junto ao rio Sado, próximo de Alcácer do Sal, local onde decorre es te exercício de simulação preparado pela Marinha.

        O DAE pode estar até 15 dias de vigilância, à espera das melhores condi ções para o assalto, porque são completamente autónomos neste período, e podem s er "projectados" a mais de 20 quilómetros da costa, diz o sargento Figueira.

        "Treino duro, combate fácil", resume o comandante Braz de Oliveira, por ta-voz da Armada.

        O binómio fragata/DAE é muito utilizado no combate ao narcotráfico no m ar, porque as fragatas têm a possibilidade de "anular" os radares das embarcaçõe s dos traficantes, conseguindo assim aproximar-se sem serem denunciadas, salient a o comandante.

        De acordo com o tenente Vilaça, chefe do grupo de assalto, o passo segu inte do exercício de hoje é a evacuação dos reféns, que se encontram sãos e salv os, e do sequestrador que "sobreviveu", já aprisionado, no helicóptero Lynx Mk95 que rapidamente chega ao local.

        Num outro cenário, assiste-se ao ponto de evacuação dos cidadãos portug ueses, da União Europeia ou da CPLP que querem regressar aos países de origem po rque Centurion vive um ambiente de instabilidade e situação política muito volát il.

        A ansiedade e a pressão são grandes porque toda agente quer forçar as b arreiras de controlo - entenda-se homens e mulheres da Marinha que hoje vestem a pele de civis, aos gritos, que querem ser retiradas do local.

        O comandante Ricardo Inácio explica que a situação é muito semelhante à vivida na Guiné-Bissau, há poucos anos, quando estavam à espera de um determina do número de cidadãos a retirar e surgiram cem vezes mais. Muitos locais viram a li uma porta para a Europa.

        Por isso o processo de retirada de civis é moroso e o nível de violênci a pode chegar a extremos. Daí que a força de fuzileiros esteja equipada com mate rial anti-motim.

        A participação da embaixada de Portugal é fundamental e só é retirado q uem estiver na lista de nomes dos serviços.

        Num ambiente mais calmo, a triagem médica detecta hoje um "doente com a taque cardíaco" que se encontra na "sala de reanimação" improvisada na tenda da  Marinha que conta com um desfibrilhador, um ventilador e um electrocardiógrafo.

        Um kit de suporte de vida custa actualmente cerca de 25 mil euros.

        Na costa oeste de Portugal, próximo da Península de Tróia, terminou hoj e o exercício Instrex 01/07, que pretende testar e avaliar a prontidão dos meios da Marinha atribuídos à Força de Reacção Imediata da Marinha num cenário o mais próximo da realidade.

        O objectivo é preparar a reacção e prontidão dos meios para cenários de catástrofe e de evacuação de cidadãos, disse o comandante Luís Correia Andrade, que liderou toda a acção.

        Sete navios, uma força de fuzileiros e um grupo de combate do Destacame nto de Acções Especiais da Marinha, envolvendo o total de cerca de 700 homens, i ntegraram esta acção que decorreu desde segunda-feira.
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typhonman

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« Responder #10 em: Fevereiro 10, 2007, 03:49:06 am »
Missões no exterior limitadas a quatro dias


Carlos Varela

A dificuldade em Portugal poder sustentar autonomamente uma força anfíbia no exterior para recuperação de portugueses apanhados numa zona de conflito ficou, ontem, clara durante a realização do exercício Instrex 01/07, a cargo da Armada. A Marinha conseguiu mobilizar 700 homens e sete navios em 48 horas, colocando-os em missão na zona de Tróia, em Setúbal. Porém, numa situação real, como a verificada em 1998 na Guiné-Bissau - que continua a ser uma zona de risco e para onde muitos olhos estão virados -, dificilmente conseguiria manter a força a operar para lá dos quatros dias.

A razão está na falta de um navio de desembarque (navio polivalente logístico - NPL) e no facto de a Armada apenas dispor de um navio reabastecedor, o "Bérrio", que entretanto entrou em grandes reparações no Arsenal do Alfeite, e só deverá estar disponível durante a Primavera. "Possivelmente, numa situação real, poderíamos ter que recorrer a um Estado aliado para nos dar algum apoio", admitiu a propósito, ao JN, um oficial da Armada.

A lacuna acaba, no entanto, por se enquadrar nas declarações do chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, general Valença Pinto, recentemente em Beja, onde alertou para a falta de alguns equipamentos nas Forças Armadas.

O Instrex permitiu fazer luz sobre um problema que é sentido desde 1998, quando Portugal teve que enviar uma força anfíbia para a Guiné-Bissau para socorrer cidadãos nacionais apanhados num conflito naquele país. Os civis tiveram então que ser recuperados por um navio mercante de recurso e transportados no convés dos navios de guerra, uma situação agora agravada pela impossibilidade de reabastecer a força anfíbia.

O comandante naval, vice-almirante Vargas de Matos, responsável pelo planeamento e execução do Instrex, admitiu ao JN a necessidade da Marinha dispor de mais um reabastecedor e da construção do NPL, mas não quis comentar as consequências que essas lacunas poderão ter no deslocamento de uma força para o exterior.

A aquisição do NPL está na Lei de Programação Militar, mas o contrato ainda não foi assinado, e quanto ao reabastecedor muito dificilmente a Armada terá margem de manobra para mais investimento no ramo, quando recentemente foi acordada a compra de mais duas fragatas à Holanda.  
 
   
 
in: JN

Existe a vontade de adquirir um novo AOR, mas aodne vamos arranjar espaço na LPM?
Artigo 308º

Traição à Pátria

Quem, por meio de violência, ameaça de violência, usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria, ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira, todo o território português ou parte dele
 

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Nuno Bento

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« Responder #11 em: Fevereiro 11, 2007, 02:51:09 am »
Quanto custa um AOR e que modelos existem no mercado?

sempre se podia inventar que era um navio de assistencia humanitaria e retirar do orcamento do IPAD
 

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Tropinha

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« Responder #12 em: Fevereiro 11, 2007, 03:25:17 pm »
Os militares que aparecem nos Zebros, e a controlar os civis..alguém me sabe dizer se são Fuzileiros?

Cumprimentos,

Tropinha.
Rompendo as dunas da praia,
Ao chegar a tua vez,
Mostra a fibra de que és feito,
Fuzileiro Português.

Sente o teu dever cumprido,
Sem ângustias nem porquês,
E serás, por toda a vida,
Fuzileiro Português.
 

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comanche

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« Responder #13 em: Fevereiro 11, 2007, 03:32:39 pm »
Sei que um NPL pode ter várias utilidades quando é requisitado, mas quando ele não estiver a ser preciso, aonde é que vai estar o navio? um ano tem 365 dias, vai estar parado? tem uma manutenção dispendiosa? haverá outras prioridades mais importantes dentro das forças armadas aonde esse dinheiro pode ser melhor aplicado?

cumprimentos
 

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typhonman

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« Responder #14 em: Fevereiro 11, 2007, 06:25:07 pm »
Uma boa combinação para transporte seria um LPD e um AOR com capacidade de pouso de helis pesados e capacidade de transporte de veiculos e tropas.
Artigo 308º

Traição à Pátria

Quem, por meio de violência, ameaça de violência, usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria, ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira, todo o território português ou parte dele