Estratégia Nacional para o Mar

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Cabeça de Martelo

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« Responder #60 em: Agosto 16, 2008, 04:00:16 pm »
N.R.P. “D. Carlos I” regressa de missão nos Arquipélagos dos Açores e da Madeira

O navio hidrográfico N.R.P. “D. Carlos I” regressou, no dia 1 de Agosto, à Base Naval de Lisboa depois de cumpridos mais de 3 meses de intensa actividade hidrográfica, no âmbito do projecto de extensão da Plataforma Continental.
Desde 21 de Abril, o navio navegou 1915 horas, percorreu 17100 milhas náuticas e insonificou uma área total do fundo marinho de 173000 km2. Durante mais de 100 dias de missão, foram efectuados levantamentos hidrográficos em diversas áreas em torno da Zona Económica Exclusiva dos Açores, tendo sido, igualmente, recolhidos dados de magnetismo utilizando um magnetómetro rebocado à popa do navio.
Para além da missão técnico-científica dedicada à extensão da Plataforma Continental, o N.R.P. “D. Carlos I” integrou a representação naval presente nas comemorações do Dia da Marinha, na Madeira, prestou apoio à Brigada Hidrográfica num levantamento hidrográfico a norte da ilha de S. Miguel e efectuou sondagem no monte Sedlo, a norte da ilha Terceira, área de estudo da Universidade dos Açores.
Com este projecto de alargamento da sua Plataforma Continental, Portugal pretende reclamar áreas do leito e subsolos marinhos para além do actual limite das 200 milhas, dando-lhe a oportunidade de demonstrar no plano internacional conhecimento e capacidade científico-tecnológica no domínio dos mares e das ciências do mar.
O N.R.P. “D. Carlos I” participa activamente, desde Janeiro de 2005, neste projecto, com levantamentos hidrográficos, através do seu sistema sondador multifeixe de grandes fundos, que possibilitam a aquisição de informação de profundidade de elevada exactidão e com cobertura total do fundo, habilitando o estudo e conhecimento sobre estruturas do fundo submarino, até agora desconhecidas.









7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Luso

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« Responder #61 em: Agosto 16, 2008, 04:59:44 pm »
Este tópico foi iniciado à quase 2 anos (Ter 24 Out, 2006). De concreto, o que é que há para ver?
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #62 em: Agosto 16, 2008, 05:52:42 pm »
Apenas que o trabalho no âmbito do projecto de extensão da Plataforma Continental continua. Isto é um projecto que vai levar anos.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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comanche

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« Responder #63 em: Setembro 19, 2008, 12:15:22 am »
Portugal recebe veículo operado remotamente para profundidades oceânicas


2008-08-28


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Ministério da Defesa Nacional

Secretário da Estado da Defesa Nacional desloca-se à Noruega

O secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar, João Mira Gomes, inicia amanhã, dia 29, uma viagem à Noruega, onde vai presidir ao acto de entrega do primeiro Remotly Operated Vehicle (ROV) português. João Mira Gomes aproveitará a viagem à Noruega para estabelecer contactos bilaterais com o governo norueguês, nomeadamente com os secretários de Estado dos Assuntos Europeus, Elisabeth Walaas, do Comércio e Indústria, Rikke Lind, e das Pescas e Assuntos Costeiros, Vidar Ulriksen.

À semelhança de Portugal, também a Noruega aprovou recentemente a sua Estratégia Nacional para o Mar e está envolvida, desde o início, na definição das políticas europeias e internacionais relacionadas com o mar e os oceanos. Neste sentido, João Mira Gomes aproveitará o encontro com as autoridades norueguesas, a 29 de Agosto, em Oslo, para partilhar experiências e para identificar oportunidades de cooperação, entre os dois países, no sector marítimo.

A cerimónia de entrega do Remotly Operated Vehicle está marcada para o dia seguinte, em Bergen. O ROV é um equipamento de prospecção do fundo do mar, comprado pelo Ministério da Defesa com o intuito de apoiar o projecto da Extensão da Plataforma Continental, cuja proposta nacional deverá ser apresentada às Nações Unidas até 13 de Maio de 2009.

Com o ROV, cuja chegada a Portugal está prevista para meados de Setembro, Portugal passa a dispor de um meio que permite chegar a praticamente todos os cantos do fundo submarino de soberania nacional (incluindo a plataforma continental em toda a sua extensão) e alcançar cerca de 97% de todos os fundos oceânicos.

Este veículo será instalado a bordo do navio «Almirante Gago Coutinho», entretanto equipado com um conjunto de sistemas de manobra e de posicionamento (nomeadamente um Sistema de Posicionamento Dinâmico e sistemas de Posicionamento Acústico) necessários à operacionalidade do novo instrumento. Está igualmente prevista a formação de 12 pilotos, cerca de metade professores, investigadores e alunos de diversas universidades, laboratórios e empresas nacionais, entre os quais se destacam a Universidade de Évora, a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

O primeiro cruzeiro científico, no âmbito do projecto da Extensão da Plataforma Continental, já com a integração do ROV no navio, está previsto para o final de Setembro. Ao longo desses cerca de 60 dias, estão previstos mais de quarenta mergulhos do ROV, de duração variável entre as 4 e as 48 horas, atingindo profundidades de mais de 3000metros.

Da mesma classe de profundidade do ROV português (6000m) existem, actualmente, mais sete em todo o mundo.

Informação técnica sobre o ROV

Modelo: Argus Bathysaurus XL 6000msw

Dimensões: 2,1m x 1,6m x 1,8m (comprimento x largura x altura)
Peso: 2200kg
Velocidade: Av/Ar +3 nós; vert 1,8 nós
Carga Trabalho: Configurável; típica 195kg
Sensores: DVL (Data Velocity Logger) Dopler; Colhedor de Amostras de Água; Colhedor de Amostras de Rocha; Serra craniana 50mm x 500mm de Rocha; Sensor Metano; CTD; Aspirador Biológico
 

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comanche

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« Responder #64 em: Setembro 20, 2008, 11:56:37 pm »
Portugal recebe primeiro veículo de prospecção submarina: ROV vai operar nos mares dos Açores

30 Agosto 2008

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secretário de Estado da Defesa, João Mira Gomes, está na Noruega para receber o primeiro Remotly Operated Vehicle (ROV), um equipamento deverá operar nos mares dos Açores ainda este ano, mas precisamente na zona das fontes hidrotermais.
Ver as fontes hidrotermais dos Açores

Da mesma classe do ROV agora adquirido pelo estado português (este equipamento atinge os 6.000 metros de profundidade) existem mais sete em todo o mundo. Portugal passa, assim, a ser um dos poucos países do mundo com um ROV capaz de atingir essas profundezas oceânicas.
Com o novo equipamento de prospecção, o fundo do mar de toda a zona económica exclusiva (ZEE) e a área que futuramente vier a estar sob jurisdição portuguesa na sequência da extensão da plataforma continental, passará a estar ao alcance directo dos cientistas portugueses.
O ROV, que não é tripulado, estará ligado por um cordão umbilical ao navio Almirante Gago Coutinho, de onde será comandado à distância e através do qual se acederá à informação recolhida em tempo real.
Com o ROV, as fontes hidrotermais dos Açores, únicas na Europa, são uma das áreas que passa a estar ao alcance directo dos cientistas. Nestas fontes existem formas de vida adaptadas a condições extremas, calculando-se que também existam moléculas que podem vir a revelar-se úteis à medicina e à indústria e, ainda, recursos minerais.
As fontes hidrotermais dos Açores têm sido visitadas frequentemente por navios, submarinos e ROV estrangeiros, desde que foram descobertas (as primeiras foram descobertas em 1992). Agora, com o ROV, Portugal deixa de estar dependente de terceiros para investigar as fontes hidrotermais açorianas.

ROV custou cerca de três milhões de euros

Este equipamento foi comprado por cerca de três milhões de euros pela Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC), o grupo científico que está incumbido de provar que a parte continental do território português se prolonga para além das 200 milhas náuticas da zona económica exclusiva (o grupo está dependente do Ministério da Defesa).
Se Portugal conseguir provar que a parte continental do território se prolonga para além das 200 milhas náuticas poderá alargar-se mas somente pelo leito e subsolo oceânicos, como estipula a Lei do Mar das Nações Unidas.
E se na respectiva ZEE os países podem explorar o que existe na coluna de água e no solo e subsolo do mar, já na plataforma continental alargada só terão jurisdição sobre os recursos do solo e subsolo (petróleo, gás, metais ou recursos biológicos e genéticos com aplicações farmacêuticas e industriais).
O projecto de extensão da plataforma portuguesa terá de estar pronto e a documentação científica entregue na Comissão de Limites da Plataforma Continental, criada pela Lei do Mar, até 13 de Maio de 2009.

Depois da missão oceanográfica aos Açores

Desde 2005 que o EMEPC trabalha no alargamento da plataforma. Tem reunido dados geológicos, geofísicos, hidrográficos e sísmicos, entre outros para provar que a plataforma se prolonga mesmo para além das 200 milhas. Saber onde é que os fundos marinhos deixam de ser continentais e passam ser oceânicos é o objectivo do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido. Contudo, não é fácil chegar a essa conclusão, que obriga a inumeráveis levantamentos oceanográficos, à volta da ZEE de Portugal Continental, da Madeira e dos Açores. São esses levantamentos que têm sido levados a cabo pelos navios oceanográficos D. Carlos I e Almirante Gago Coutinho, mas também por navios fretados ao estrangeiro.
Foi depois de uma missão oceanográfica aos Açores, em Maio do ano passado, que surgiu a ideia de comprar um ROV. Ainda recentemente, o responsável da EMEPC, Manuel Pinto de Abreu, disse ao jornal Público que os investigadores ficaram animados com os resultados, mas chegaram à conclusão de que precisavam de outros tipos de amostras para a proposta de extensão da plataforma.
Durante a missão nos Açores, que serviu para recolher amostras geológicas e geoquímicas, os investigadores viram-se obrigados a arrastar um balde metálico pelo leito do mar que era içado para o navio, algumas milhas depois. Segundo Pinto de Abreu, ainda em declarações ao mesmo jornal, uma indefinição destas sobre o local das amostras não é boa para fundamentar a proposta de extensão da nossa plataforma. Poderemos estar a cometer erros sobre o contexto geológico das amostras. Um ROV resolveria o problema, porque seria como ter olhos e mãos lá em baixo: poderiam ver-se as amostras a apanhar, tirar fotos ao local e saber o sítio exacto da recolha. A equipa fez as contas ao custo de uma missão com um ROV n zona, a Sul dos Açores, e concluiu que a compra sairia mais barata do que o aluguer. Por dia, o aluguer custaria 100 mil euros: "Se tudo corresse bem, precisaríamos de 45 dias de trabalho. Assim, poupamos dinheiro e ficamos com o ROV".
Nos próximos anos, o ROV vai estar envolvido nos trabalhos do projecto de extensão da plataforma continental portuguesa. Segundo Pinto de Abreu, este projecto, depois de analisado pela Comissão de Limites da Plataforma Continental, deverá ficar fechado definitivamente em 2012. Depois, a comunidade científica vai dizer quais os dados que desejaria de ver recolhidos pelo ROV.
Uma vez concluído o projecto da plataforma, o ROV será entregue a uma entidade nacional liga ao mar e, além da investigação científica e prospecção de recursos naturais, poderá ser utilizado em caso de acidentes com navios.
 

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André

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« Responder #65 em: Setembro 26, 2008, 07:22:34 pm »
Navio da Marinha com robot submarino vai estudar o mar dos Açores

Um navio de investigação científica da Marinha Portuguesa, equipado com um robot submarino capaz de pesquisar até seis mil metros de profundidade, vai estudar, a partir de Outubro, o fundo do mar dos Açores.

O "Almirante Gago Coutinho", que sai domingo de Lisboa, irá permanecer duas semanas na costa ocidental portuguesa para efectuar testes com o novo robot submarino antes de chegar ao arquipélago, anunciou hoje a Marinha Portuguesa.

Esta missão científica, que se prolonga até Dezembro, constitui mais um passo no sentido de Portugal alargar a sua área de jurisdição nacional sobre os recursos do solo e subsolo marinhos para além das 200 milhas da sua Zona Económica Exclusiva (ZEE).

Com a aquisição do Remotely Operated Vehicle (ROV), pela Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental, Portugal passa a fazer parte de um grupo muito restrito de países com capacidade de exploração científica do fundo do mar nessa ordem de profundidade. No mundo existem apenas oito equipamentos do género.

Segundo a Marinha, o ROV estará ligado ao navio por um cabo, tem capacidade para a visualização de imagens em tempo real, através de câmaras de alta definição, recolha de amostras de água, sedimentos e efectua a medição de parâmetros biológicos, oceanográficos e físicos.

Para operar este equipamento o navio foi sujeito a várias adaptações técnicas, tais como a instalação de um sistema de posicionamento dinâmico, que vai permitir ao "Almirante Gago Coutinho" manter uma posição geográfica previamente definida e por tempo indeterminado.

O ROV irá efectuar pesquisas em diversas fontes hidrotermais existentes no mar dos Açores, com destaque para o Lucky Strike, Rainbow, Menez Guan e Crista Médio Oceânica, zonas que têm sido alvo de atenção por parte de inumeros investigadores internacionais na busca de recursos minerais e moléculas úteis à Medicina.

A Marinha Portuguesa, através dos navios "D. Carlos I" e "Almirante Gago Coutinho", adiantou já ter realizado mais de 12 mil horas de navegação e 700 dias de mar nos últimos três meses para investigar e recolher dados, que vão permitir a Portugal assumir-se como "uma importante nação marítima europeia".

Ciência Hoje

 

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comanche

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« Responder #66 em: Setembro 28, 2008, 04:43:59 pm »
Missão para a extensão da plataforma continental portuguesa recebe prêmio internacional de inovação


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Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC), acaba de ser distinguida pela Esri com o SAG Award - prêmio de inovação em Sistemas de Informação Geográfica (SIG).

Fundamental para o desenvolvimento do país a médio e longo prazo, a EMEPC tem demonstrado uma enorme capacidade de visão e liderança na utilização de SIG, contribuindo para um mundo melhor. Em reconhecimento a esse projecto, através da aplicação de soluções SIG, a Esri atribuiu o prémio SAG Award - Special Achievment in GIS – no dia 6 de Agosto, no 28º Encontro Anual de Usuários Esri, em San Diego.

Os projetos da Extensão da Plataforma Continental, em adiantada fase de pesquisa, apresentam dados hidrográficos, geológicos e geofísicos que revelam a quantidade de recursos que se encontram imersos, dados estes que constituem a base para a criação e sustentação das submissões dos estados costeiros à Comissão de Limites da Plataforma Continental (CNUDM), através das quais é reclamada a aquisição de novos territórios imersos.

Novo mapa global

Um processo global que está em curso irá determinar um novo mapa das soberanias e o aparecimento de um novo paradigma de Gestão Estratégica do Mar. Fatores decisivos e estratégicos para o desenvolvimento sustentável dos países.


 

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comanche

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« Responder #67 em: Setembro 30, 2008, 11:14:53 pm »
Portugal: País de ponta nos assuntos do mar



potencialidades que tem" e não sejaum país marítimo da Europa, em termos económicos. Defende uma política integrada para contrariar a situação

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A conversa com Tiago Pitta e Cunha, do gabinete do comissário europeu das Pescas e Assuntos Marítimos, surgiu a pretexto do Dia Internacional do Mar, que de se celebra esta sexta-feira.

Mas poderia perfeitamente ter acontecido a 20 de Maio - o dia que o próprio ajudou a marcar no calendário de Bruxelas, para celebrar o Dia Europeu do Mar - o mesmo em que, séculos antes, Vasco da Gama chegou à Índia.

Há um ano, a Comissão Europeia (CE) apresentou uma comunicação sobre a Política Marítima Integrada (PMI) europeia. Que é que está a ser feito de concreto nesta área?

A política marítima integrada europeia tem uma nova visão europeia para o potencial que os mares e oceanos têm, do ponto de vista do desenvolvimento económico, da preservação ambiental, segurança energética. É a consolidação do papel da Europa na globalização porque passa muito pelos transportes marítimos e é muito importante que tenhamos aí infra-estruturas muito sólidas. Na altura, foi adoptado um plano de acção com as medidas a apresentar nos dois anos seguintes. O que temos estado a fazer é implementar esse plano de acção. Desde aí, começámos a arrumar a casa, porque a PMI é esta visão abrangente de todos os temas do mar numa política só. Começamos a apontar a mira para alvos mais emblemáticos do plano de acção. Um deles, que é fundamental, é a necessidade de os estados-membros, sobretudo nos municípios costeiros, passarem a ter uma estrutura de governo que se coadune com esta horizontalidade da política do mar. Muito poucos municípios tinham esta abrangência, antes de a CE ter lançado a política. Portugal era uma das excepções. Precisamos de ter interlocutores porque é muito difícil se tivermos que falar com muitas pessoas diferentes nos estados-membros. Neste âmbito e pela primeira vez na UE, lançámos uma estratégia só para a investigação científica marinha o que vai consolidar um período que poderá ter consequências muito positivas para Portugal, porque é uma área em que se tem destacado na componente das ciências físicas.

A CE vai apresentar comunicações neste sector até ao fim do ano.

Até ao fim do ano vamos apresentar uma série de acções para o desenvolvimento da PMI. Desde logo, uma estratégia para a energia renovável extraída do vento, no mar. Para que a UE atinja os 20% de consumo de energia renovável em 2020, o vento vai ter um papel muito importante porque é uma fonte de energia que apresenta uma maturidade de exploração comercial viável. Por razões de ordenamento e planeamento do território, cada vez há mais limitações à criação de parques eólicos em terra por questões de impacto visual e ambiental, enquanto que no mar há áreas muito mais vastas. Neste momento, o mar apresenta custos apreciáveis para a exploração desta fonte de energia mais relevantes do que em terra, mas através de economias de escala que podem ser criadas por programas de investimentos muito amplos, poderá haver uma enorme economia de custos. O recurso vento no mar tem um potencial de força 40 a 50% mais de forte do que em terra. Depois, porque, de futuro, no mar poderão construir-se moinhos de dimensões maiores do que em terra e que produzem mais energia.

Alguns países do norte da Europa começaram recentemente a desenvolver o seu planeamento espacial marítimo - que zonas do mar devem ser atribuídas a que utilização. No sul da Europa isso ainda não é uma realidade.

Julga, então, que Portugal tem uma política estratégica ligada ao mar adequada para tirar o maior partido possível dele?

Portugal tem oficialmente uma estratégia para o mar, neste momento. Claro que a estratégia depende de imensos factores para ser bem executada. Depende da vontade política e da resposta da sociedade, como dos decisores económicos, dos decisores académicos ou outro tipo de influência na opinião pública das sociedades. Neste momento, estamos numa fase francamente mais positiva. Até há cinco anos, tirando o parêntesis que foi a Expo 98, a questão do mar não era sequer equacionada no discurso político. Agora, se me pergunta se isso já chega, digo-lhe que não. O debate está a emergir mas ainda não conseguimos tomar decisões que mudem a realidade das coisas. Se formos ver as estatísticas Portugal está bastante atrasado no contexto da Europa em geral. Há 22 países da UE com zonas costeiras e Portugal é um dos países com menos emprego ligado ao mar.

E o que é que pode ser feito para inverter essa tendência?

Desde logo, temos que readquirir a consciência colectiva da importância estratégica que o mar tem para Portugal. Se nós desvalorizarmos o mar, vamos sempre ver-nos como um país periférico na ponta da Europa. Agora se o mar tivesse uma centralidade económica, Portugal passaria a enquadrar-se geograficamente doutra forma e a nossa percepção alterava-se. Há algo de profundamente paradoxal entre ter a maior Zona Económica Exclusiva da Europa, uma longuíssima costa, um enorme potencial no mar que se pode traduzir em múltiplas vertentes da economia, um passado, uma marca de ligação - e a marca é hoje muito importante nos produtos económicos que se vendem para o exterior. Temos que voltar a esta área, não como a fonte de todas as soluções para o país, mas como uma área em que Portugal poderia efectivamente distinguir-se na Europa porque tem a marca do passado e a geografia do presente, trazendo o espírito empreendedor e investimentos e criando massa crítica nas universidades. Portugal pode ter alguma coisa em que pode ser de ponta. Só vamos fazer isso trazendo para cima da mesa políticas públicas que criem condições de fomento económico na área do mar. Se essas políticas forem criadas de certeza que os decisores económicos vão atrás. Todo este enfoque dado à dimensão marítima por Bruxelas, poderá contribuir em muito para Portugal equacionar essas políticas públicas que fomentem, por exemplo, o desenvolvimento de empresas na área dos transportes marítimos.

Se Portugal não proteger a sua área costeira do impacto humano arrisca-se a perder mais do que a ganhar?

Acho que sim. A falta de planeamento urbano e de entendimento entre a zona costeira de terra e a de mar pode vir a criar enormes desequilíbrios ao país. A maior parte da população portuguesa vive e desenvolve as suas actividades económicas na zona costeira, mas fá-lo completamente de costas voltadas para o mar. Isso leva a que o peso dos custos externos dessa actividade, em termos de poluição, de degradação do ambiente, não esteja a ser tomado em consideração como devia. Se não tivermos uma concertação estratégica e um entendimento do valor precioso que é o mar e as zonas costeiras, estamos a matar a "galinha dos ovos de ouro". Devagar, mas estamos a matá-la.

Por oposição, se Portugal tirar todo o partido da "galinha dos ovos de ouro", pode voltar a centro económico da UE?

As coisas não se podem pôr em termos tão categóricos. Portugal não vai ser a porta de entrada, o porto de acesso à Europa. A nossa ambição não é ser o país marítimo da Europa, mas é ser um dos países marítimos da Europa. Neste momento, somos o país que não aproveita nada das potencialidades que tem e que não é sequer um país marítimo da Europa, em termos económicos. Eu acho que mar é uma ideia mobilizadora para um país que precisa, como todos os outros, de ter uma marca distintiva, que pode ser centralizadora em termos de recentrar geopoliticamente o país na Europa e no mundo. Eu ouvi o ministro da Economia dizer que a Finlândia é líder na tecnologia das comunicações móveis e que Portugal poderia vir a ser líder na tecnologia das renováveis quando inaugurou o projecto-piloto da energia do mar. Eu acho que é exactamente esse o caminho, é aí que o mar pode ter um efeito psicologicamente importante para o todo o país.

Em Portugal, os assuntos do mar estão sob a alçada do Ministério da Defesa. Neste caso, não mereceriam um ministério próprio, sendo um tema tão transversal?

Portugal já teve duas vezes a experiência do Ministério do Mar, nos anos 90, e o que se verificou nessa altura é que acabou por ser mais um ministério sectorial. Toda a concepção destas políticas de última geração de gestão do mar é algo que percorre horizontalmente todas as tutelas e ministérios e nesse sentido seria redutor estar a enclausurar esta política tão abrangente. O que é importante é que haja uma elevadíssima consciencialização e conhecimento de todos para uma acção adequada de todos os ministérios que têm impacto sobre o mar, para que todos eles tomem decisões no mesmo sentido. Se houver este "software" político, é importante que haja uma excelente coordenação dos ministros que têm impacto nos assuntos do mar e que estes criem sinergias entre si. Se isto deve ser feito por A ou B, pode ser discutido. É importante existir uma política, esta ser comum a muitos ministros e não apenas um, responsabilizar esses ministros e que haja efectivamente um decisor político no Governo para poder coordenar.

 

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comanche

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« Responder #68 em: Outubro 05, 2008, 07:20:18 pm »
Setúbal: Secretário de Estado da Defesa diz que novo submarino de controlo remoto é "mais-valia para o País".



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Setúbal, 05 Out (Lusa) - O Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar, João Mira Gomes, afirmou hoje que o novo submarino ROV (Remotly Operated Vehicle) da Marinha Portuguesa constitui "uma mais valia para a comunidade científica e para o País".

"Penso que é dia histórico não só para a Marinha mas para a toda a comunidade científica e empresarial", disse à Lusa João Mira Gomes, que assistiu ao primeiro mergulho do ROV, ao largo da cidade de Setúbal.

"Trata-se de um investimento significativo mas que vai ser rapidamente amortizado, porque iríamos gastar mais do que isso só com o aluguer de um equipamento idêntico para um cruzeiro de seis meses", acrescentou João Mira Gomes.

O novo submarino com controlo remoto, que está instalado no Navio da República Portuguesa (NRP) Almirante Gago Coutinho e que custou 3 milhões de euros, pode recolher amostras do fundo do mar e efectuar outras missões científicas.

De acordo com os dados disponibilizados pelo Ministério da Defesa, com o novo ROV, baptizado com o nome de 'LUSO', "Portugal passa a dispor de um meio que permite chegar ao fundo submarino de soberania nacional (incluindo a plataforma continental em toda a sua extensão) e alcançar cerca de 97 por cento de todos os fundos oceânicos".

O primeiro mergulho do ROV, testemunhado por um safio curioso, durou apenas uma hora, mas em termos operacionais este novo equipamento deverá mergulhar por períodos de 4 a 48 horas e atingir uma profundidades de mais de 3.000 metros.

O novo equipamento de prospecção do fundo do mar - um dos sete que existem nesta classe de classe de profundidade (6.000 metros) em todo o mundo -, foi adquirido pelo Ministério da Defesa com o objectivo de apoiar o projecto da Extensão da Plataforma Continental (EMEPC), através s da recolha de informação para a elaboração da proposta portuguesa, que deverá ser apresentada às Nações Unidas até 13 de Maio de 2009.

Apesar de se tratar de um equipamento instalado a bordo de um navio da Marinha Portuguesa, o Secretário de Estado da Defesa garantiu que o novo ROV está aberto à cooperação cientifica com diversas universidades, estando já prevista diversas formas de cooperação com as Universidades de Évora, a cooperação com a Universidade de Évora, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e Faculdade de Engenharia do Porto.

"Hoje mesmo assinámos um protocolo de cooperação com a Universidade do Porto para uma parceria para a utilização deste ROV, mas as empresas também podem beneficiar no futuro do trabalho que é desenvolvido com esta nova tecnologia", disse João Mira Gomes.

O Secretário de Estado da Defesa salientou ainda que, além da investigação subaquática, o ROV português poderá também ser utilizado em missões de busca e salvamento e em caso de catástrofes naturais ou de poluição.

"Quando aconteceu o acidente com o Prestige, se tivéssemos um equipamento destes poderíamos ter acompanhado toda a fase do acidente e, depois do navio já afundado, as consequências que estava a ter", concluiu João Mira Gomes.

 

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comanche

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« Responder #69 em: Outubro 14, 2008, 10:32:56 pm »
Boas perspectivas para a extensão da Plataforma Continental de Portugal - estudo



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Coimbra, 14 Out (Lusa) -- Portugal poderá vir ter a sua plataforma continental alargada com reconhecimento jurídico internacional, no âmbito de estudos geológicos que tem vindo a ser realizados nos fundos marinhos, aponta um estudo hoje apresentado em Coimbra.

Num estudo apresentado na Conferência Internacional "As Geociências no Desenvolvimento das Comunidades Lusófonas", que hoje encerrou em Coimbra, é realçado que a informação actualmente existente "permite desde já confirmar que as perspectivas de extensão são boas".

"As áreas estendidas revestem-se de enorme importância a vários níveis, designadamente económico, ambiental e mesmo estratégico, face à natureza dos recursos que poderão vir a ser explorados", referem os autores do estudo, M.P. Abreu, P.N. Coelho, N. Lourenço e R. Costa.

Os estudos têm vindo a ser dinamizados pela Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC), criada por Resolução do Conselho de Ministros de 2005, e a funcionar sob a dependência do Ministro da Defesa Nacional.

A sua missão é preparar, à luz da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), uma proposta de extensão da Plataforma Continental de Portugal, para além das 200 milhas náuticas, a ser apresentada à Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC), órgão constituído no âmbito daquela Convenção.

A proposta de extensão terá de ser apresentada nas Nações Unidas até 13 de Maio de 2009 (dez anos após a publicação, pela CLPC, das Scientific and Technical Guidelines).

Segundo os autores do estudo apresentado em Coimbra, para que um Estado costeiro possa estender a sua plataforma continental para lá das 200 milhas náuticas é necessário que se verifique nos fundos marinhos adjacentes um conjunto de condições definidas no artigo 76º da CNUDM, que "tem a ver, essencialmente, com a forma do fundo marinho e da respectiva natureza geológica".

"É necessário efectuar a aquisição de dados geofísicos, nomeadamente de hidrografia, de sísmica multicanal, de magnetismo e de gravimetria. Com base nos dados adquiridos é elaborado um modelo de fundo a partir do qual é determinado o pé do talude, elemento fundamental de referência para a determinação dos parâmetros", explicam.

Os trabalhos da EMEPC na zona da Península Abissal Ibérica estão a ser desenvolvidos em parceria com empresas petrolíferas, para avaliação do potencial de exploração desse combustível fóssil.

No âmbito da cooperação internacional foi também atribuída à EMEPC a tarefa de preparar o processo de extensão da plataforma continental de Cabo Verde, e existem contactos para se estender a outros países de língua portuguesa, referem os investigadores, no estudo apresentado na conferência internacional que hoje encerrou na Universidade de Coimbra.

 

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comanche

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« Responder #70 em: Novembro 15, 2008, 12:37:43 am »
Tecnologia de ponta investiga fundo do mar açoriano



Missão recolhe dados para estudo relativo ao alargamento da zona económica exclusiva portuguesa, permitindo também observar o vulcão submarino da Serreta.


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A missão do navio Almirante Gago Coutinho, da Marinha Portuguesa, termina nos Açores no dia 28 de Novembro. Este navio da República Portuguesa dedica-se ao projecto da extensão da plataforma continental, que será apresentado em 2009, junto das Nações Unidas idas, com o objectivo de alargar a zona económica exclusiva (ZEE) de Portugal, das actuais 200 milhas, para um potencial de 350 milhas.
Esta missão, que se insere no quadro dos estudos geológicos do fundo marinho, pretende fundamentar com dados concretos a proposta portuguesa às Nações Unidas. A bordo deste navio está um submergível, o Luso, que é um Remotely Operated Vehicle (ROV), que se traduz livremente como “veículo de operação remota”. O ROV está equipado com tecnologia de ponta, do mais moderno que existe em Portugal. Equipado com lâmpadas potentes e uma câmara de grande qualidade, permite uma melhor visualização do fundo do mar.
O submergível, que pesa cerca de duas toneladas, consegue alcançar grandes profundidades. As monitorizações são assistidas na cabine de comando do ROV (a bordo do navio), através de ecrãs e ferramentas para o operar.
De acordo com Fernando Barriga, co-coordenador do grupo de trabalho nacional em investigação em mar profundo, “o Luso desempenha um papel fundamental na observação do vulcão submarino da Serreta”. Em 1999, aquando da erupção deste vulcão, foi utilizado um ROV mais pequeno. Com este novo equipamento, vão-se complementar as observações já feitas, realizar novos estudos e saber o que sucedeu. Já se verificaram novas características no fundo do mar, depois da erupção do vulcão, e o objectivo é continuar a investigar para que cada vez se saiba mais.
Em relação ao vulcão, Fernando Barriga adianta que “há formas de actividade que podem inspirar algum cuidado, mas nada alarmante”.

 

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« Responder #71 em: Março 18, 2009, 12:29:09 am »
9. Resolução do Conselho de Ministros que prorroga o mandato da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC) criada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 9/2005, de 17 de Janeiro, cria novos objectivos e reforça a respectiva constituição


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Esta Resolução vem prorrogar, até 31 de Dezembro de 2010, o mandato da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental, visando a prossecução de novos projectos de cooperação, quer de âmbito internacional, quer no plano interno.

Entre os novos objectivos contam-se o apoio na preparação de propostas de extensão da plataforma continental dos Estados com os quais o governo português venha a estabelecer acordos de cooperação neste domínio, bem como a coordenação do projecto M@rBIS, que se destina a criar um sistema de informação que permita identificar as principais áreas para a conservação e recuperação dos valores naturais, de acordo com os requisitos técnicos e científicos recomendados pelo Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) e outras instituições de relevo no âmbito deste projecto.



http://www.governo.gov.pt/Portal/PT/Gov ... 090311.htm
 

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« Responder #72 em: Março 26, 2009, 12:11:57 am »
Docente da UA elabora Plano de Ordenamento do Espaço Marítimo de Portugal


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Coordenar os trabalhos da equipa multidisciplinar da Comissão Interministerial para os Assuntos do Mar, no âmbito do Ordenamento do Espaço Marítimo de Portugal Continental, é a missão que a docente da UA, Prof. Fátima Alves, vai levar a cabo durante o próximo ano. O convite partiu do Instituto da Água, IP.


A Estratégia Nacional para o Mar, aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 163/2006, de 12 de Dezembro, determina que a construção de uma economia marítima próspera ao serviço da qualidade de vida e do bem-estar social, e respeitando o ambiente, tem de ser suportada em três pilares estratégicos: o planeamento e o ordenamento espaciais, o conhecimento, a promoção e a defesa activas dos interesses nacionais.

Para cumprir esses objectivos, o Instituto da Água convidou a especialista da UA em Planeamento e Gestão Integrada de Zonas Costeiras e Marinhas, Prof. Fátima Alves, a integrar o Grupo de Coordenação Nacional para a elaboração do Plano Nacional de Ordenamento do Espaço Marítimo (POEM) de Portugal Continental, a executar durante este ano.

À UA juntam-se as Universidades dos Açores e Algarve. À primeira instituição de ensino caberá a Coordenação do Ordenamento do Espaço Marítimo das Ilhas, enquanto que a segunda será responsável pelos Recursos Marinhos e Pesca.

O POEM abrange os territórios marítimos sob soberania ou jurisdição portuguesa, incluindo os espaços sob jurisdição portuária e as áreas protegidas marinhas, correspondendo à Zona Económica Exclusiva (ZEE), uma das maiores da Europa: contém mais de 1,7 milhões de quilómetros quadrados, ou seja, 18 vezes a zona terrestre nacional.

Embora a Coordenação Geral do POEM esteja a cargo Instituto da Água, as equipas representantes de cada uma das universidades envolvidas encontram-se com frequência. A UA acolhe a primeira das sessões técnicas já esta quarta-feira, 25 de Março, pelas 17h30. O encontro, aberto ao público em geral, realiza-se no Anfiteatro 4 do Departamento de Electrónica e Telecomunicações e Informática da UA.

Recorde-se que a Prof. Fátima Alves é uma das mais conceituadas especialistas nacionais em Planeamento e Gestão Integrada de Zonas Costeiras e Marinhas. Em 2006, coordenou, com o Instituto da Água, a equipa responsável pela elaboração do Relatório Nacional sobre a Execução da Implementação da Recomendação Europeia sobre Gestão Integrada da Zona Costeira. Trabalha, desde 2006, em colaboração com a Universidade dos Açores, na elaboração dos Planos de Ordenamento da Orla Costeira nas ilhas de Santa Maria, Graciosa, Flores e Corvo. Recentemente foi também convidada para pertencer à equipa coordenadora do Plano da Orla Costeira para a Ilha do Faial. Orientou, na UA, a primeira dissertação de Mestrado defendida em Portugal sobre Metodologias de Ordenamento do Espaço Marítimo.
 
 

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« Responder #73 em: Maio 07, 2009, 12:25:23 am »
Portugal reivindica à ONU direitos sobre mais mar


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Contando com terra firme, Zona Económica Exclusiva (ZEE) e Plataforma Continental, Portugal pretende ver reconhecido o direito sobre cerca de três milhões de quilómetros quadrados.
Os trabalhos de reconhecimento do fundo marinho começaram em 2005, recorda o Jornal de Notícias (JN) em notícia da sua edição de ontem. Isto com o objectivo de provar até onde chega a plataforma terrestre em que assentam a parte continental do país bem como dos Açores e da Madeira.


A Convenção das Nações Unidas sobre Direito do Mar admite que os países com mar reivindiquem a posse do fundo marinho e seus recursos, se eles forem a continuação morfológica da plataforma continental em que assentam na parte visível e sólida. Ora, coube à Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental colher provas.  Pinto de Abreu coordenou, como cientista, outros pares de diversas formações (da Biologia à Física e à Química, entre outras) e, citado pelo Jornal de Notícias e em vésperas do encerramento desta fase do processo de candidatura, adiantou que há uma continuidade entre Portugal continental, a Madeira e os Açores, como se de uma zona de passadiço entre marés se tratasse.


Os mapas de levantamento do fundo marinho (com recurso a processos de batimetria e sonares) mostram que essa plataforma, nos Açores, vai além dos 630 quilómetros a partir das ilhas (350 milhas).


http://www.acorianooriental.pt/noticias/view/184267

Fundo do mar esconde riquezas para exploração

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Os meios usados por esta Missão, como o pequeno robô submarino capaz de descer a seis mil metros, "não serviram para a prospecção de recursos", diz o seu chefe, Pinto de Abreu.

Mas este perito com formação em Biologia Marinha admite ao JN que "toda esta informação permite tirar conclusões sobre a pesquisa de hidrocarbonetos (petróleo) para afinar expectativas de prospecção futura".

Pinto de Abreu não é muito explícito quanto a descobertas da Missão, ainda que admita a custo: "Claro que temos evidência de recursos minerais". Só adianta uma suposição: "Se considerarmos 1.600 quilómetros quadrados com teores médios de cobalto, níquel e cobre, isso equivale ao valor líquido de 217 milhões de euros por ano, metade da mina Neves-Corvo".

A confirmação de recursos naturais não é segredo dos deuses, mas do Estado; a fundamentação junto das Nações Unidas para a extensão da plataforma continental de Portugal não exige esses contornos. Certo é que, sobretudo a partir da aquisição do ROV, entregue em Outubro último, foi possível pedir ao mini-submarino "material genético, de recursos vivos". E talvez seja esse um petróleo mais rendível. Pinto de Abreu lembra que "os recursos ligados à biotecnologia são dos que têm maior potencial económico para exploração no fundo do oceano. É a chamada biotecnologia azul.

O responsável pela Missão garante que, neste momento, "Portugal já é líder mundial no conhecimento do fundo oceânico". A extensão da plataforma continental dá mais oportunidades, não só científicas, como de natureza económica. Tal como algumas indústrias farmacêuticas têm andado pela Amazónia a pesquisar princípios activos para medicamentos, outras já houve com resultados que se basearam em matérias-primas retiradas à escuridão dos fundos oceânicos. Veja-se o volume de negócios de cem milhões de euros logo no primeiro ano da comercialização de um conhecido fármaco para minorar o herpes labial. A molécula que lhe deu o êxito veio do fundo oceânico. Daí começam a vir anticancerígenos "à base" de esponjas, que em dois anos de vendas deram um retorno de dez mil milhões de euros.



http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Socieda ... id=1221620
 

 

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