Fiasco espanhol?

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luis filipe silva

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Fiasco espanhol?
« em: Setembro 06, 2006, 01:42:51 am »
Noruega devolverá una fragata de la española Navantia porque «se ha oxidado y es una chapuza»
CARMEN VILLAR MIR
ESTOCOLMO.
La flamante fragata «KNM Fridtjof Nansen» construida para la Armada noruega por los astilleros españoles Navantia en Ferrol, al mes de llegar a aquella nación y de ser bautizada con la clásica botella de champagne y todos los honores, ya se está oxidando. Ese barco de 133,5 metros de eslora y 5.300 toneladas, uno de los cinco encargados por los noruegos a los citados astilleros es parte de un importante pedido que aporta a Navantia la suma de 21.000 millones de coronas noruegas (2.680 millones de euros). Sin embargo, los portavoces de la Armada y los medios de Escandinavia dicen a todos los vientos que la fragata es «una chapuza».
Birgitte Frisch, portavoz del Ministerio de Defensa, tras denunciar lo ocurrido ha anunciado que «dado que la Armada Noruega había solicitado y firmado en su contrato una garantía de dos años, la fragata tendrá que volver a los astilleros para que allí se reparen los graves desperfectos». El almirante Erik Göransson, responsable del pedido de compra de las cinco fragatas, considera que la aparición del óxido se debe a la mala calidad de la pintura o a otros materiales defectuosos. También la ingeniera experta del Departamento de Corrosiones Marinas de la aseguradora «Det Norske Veritas» ha dado su opinión y ha afirmado ante las cámaras de tv que la causa de los problemas es un trabajo mal hecho: «Una verdadera chapuza». La experta afirmó que la Armada noruega va a reclamar a los astilleros españoles el importe del barco y que podría anular el resto del pedido ya que no es aceptable que aparezcan signos de oxidación tan pronto.
Así las cosas en Navantia no se reconoce haber cometido falta alguna y afirman que «es normal que un barco en agua salada se oxide», una frase que ha indignado a los nórdicos.
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saudações:
Luis Filipe Silva
 

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ricardonunes

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« Responder #1 em: Setembro 06, 2006, 01:55:18 am »
Já a minha avó dizia:
Citar
de Espanha nem bons ventos nem "boas fragatas"
:twisted:
Potius mori quam foedari
 

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Jorge Pereira

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« Responder #2 em: Setembro 06, 2006, 02:09:10 am »
Há fortes rumores de que o problema não é só da tinta. Segundo responsáveis da armada norueguesa, o óxido é um mal menor.

Já agora, adivinhem de onde é a empresa que está na vanguarda das tintas anticorrosivas e é fornecedora oficial da US NAVY? :arrow:    http://www.euronavy.net/pt/index.html
Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






Cumprimentos
 

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TOMKAT

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Re: Fiasco espanhol?
« Responder #3 em: Setembro 06, 2006, 02:14:52 am »
Citação de: "luis filipe silva"
Noruega devolverá una fragata de la española Navantia porque «se ha oxidado y es una chapuza»
....


Bem, se tivessem apanhado os ares de Viana do Castelo ainda lhe apareciam limalhas nos motores.

Entre a ferrugem espanhola e as limalhas portuguesas, ... que venha o diabo e escolha.

"Chapuzas"... há muitas.
IMPROVISAR, LUSITANA PAIXÃO.....
ALEA JACTA EST.....
«O meu ideal político é a democracia, para que cada homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado»... Albert Einstein
 

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luis filipe silva

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« Responder #4 em: Setembro 06, 2006, 02:54:34 am »
O quê limalhas com ferrugem???? É grave, e o governo vai formar uma comissão de inquérito composta por 125 boys without job.
Eu já por diversas vezes mencionei onde foram construídas as nossas primeiras corvetas abatidas.
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saudações:
Luis Filipe Silva
 

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pedro

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« Responder #5 em: Setembro 07, 2006, 01:37:22 pm »
Espanha e seus productos :roll:
Cumprimentos
 

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papatango

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« Responder #6 em: Setembro 07, 2006, 01:54:32 pm »
Não podemos ter a certeza de nada.

A Noruega poderá ter razões mais importantes para criar problemas.

A Noruega (ou o actual governo para ser mais correcto) nunca escondeu que  os navios com aquelas características não fazem sentido.

E de facto, colocar um sistema AEGIS num navio que tem principalmente funções anti-submarinas não faz grande sentido.

Faria muito mais sentido ter configurado os navios para fragatas de defesa aérea, mas isso implicava que os navios não seriam autorizados pelo parlamento noruegues porque as LPM deles, pedia a compra de navios para luta anti-submarina.

Os militares, conseguiram colocar o AEGIS num navio anti-submarino, no que foi um muito bem pensado "teatro".

A marinha da Noruega pensava em termos de futuro, mas teve mais olhos que barriga, porque cinco navios de defesa aérea são de facto demais para a Noruega, e os suecos, com navios mais pequenos acabam por caçar submarinos com mais eficiência que os noruegueses.

As F-310 ficam assim numa especie de "limbo".

Não são navios de facto de defesa aérea, porque se limitam a mísseis ESSM e não têm nem SM-2 nem SM-3, nem sequer um sistema CIWS.

Têm um radar caríssimo, para guiar os mísseis ESSM (que poderiam ser guiados por um sistema muito menos sofisticado)

E são caríssimas por causa dos radares, quando por um terço do preço poderiam desempenhar a função para a qual foram desenhadas (luta anti-submarina).

Para dar uma ideia, uma fragata Karel Dorman, com algumas alterações pode disparar ESSM e ficar com capacidades idênticas ou superiores a uma Nansen.

É claro que a Nansen pode ser modificada e modernizada, mas os noruegueses não querem gastar a dinheirama necessária para isso, porque acham que não faz sentido considerando as ameaças dos dias de hoje, no que têm toda a razão.

Cumprimentos
 

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luis filipe silva

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« Responder #7 em: Setembro 07, 2006, 03:02:06 pm »
Jornalistas são jornalistas em qualquer parte do mundo. Mesmo não percebendo nada do assunto, desde que a notícia venda jornais é muito bom. Creio que o governo noruegês seja qual fôr, não ia cancelar um contracto em curso, só por birra. Sem uma razão válida teriam que o cumprir na mesma, e depois tentar vender os navios a outro país.
Portanto vamos esperar por mais desenvolvimento acerca do tema, para se poder fazer uma análise concreta.
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saudações:
Luis Filipe Silva
 

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old

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« Responder #8 em: Setembro 07, 2006, 06:17:05 pm »
Citar
Os militares, conseguiram colocar o AEGIS num navio anti-submarino, no que foi um muito bem pensado "teatro".

A marinha da Noruega pensava em termos de futuro, mas teve mais olhos que barriga, porque cinco navios de defesa aérea são de facto demais para a Noruega, e os suecos, com navios mais pequenos acabam por caçar submarinos com mais eficiência que os noruegueses.

As F-310 ficam assim numa especie de "limbo".

Não são navios de facto de defesa aérea, porque se limitam a mísseis ESSM e não têm nem SM-2 nem SM-3, nem sequer um sistema CIWS.

Têm um radar caríssimo, para guiar os mísseis ESSM (que poderiam ser guiados por um sistema muito menos sofisticado)

Por el echo de ser ASW llevan la version degradada del Spy 1D, que es un radar muchisimo mas potente que cualquier otro en el mercado. Dos iluminadores para los ESSM garantizan cobertura contra ataques de saturacion, que no podria garantizar ningun otro radar de la misma manera. Sonar activo ATAS/SPY 1F/ ESSM  es una plataforma soberbia
"State of de Art" caro logicamente, como todo.



Citar
Para dar uma ideia, uma fragata Karel Dorman, com algumas alterações pode disparar ESSM e ficar com capacidades idênticas ou superiores a uma Nansen.


La potencia de emision del Spy es brutal y su capacidad de guiado no es comparable al radar de las KD.
Esa modificacion seria cara y no aprovecharia al 100% el misil ESSM

Los Australianos intentaron algo parecido en plataformas OHP y tuvieron que dejarlo :?
 

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papatango

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« Responder #9 em: Setembro 07, 2006, 06:41:55 pm »
Citação de: "old"
Por el echo de ser ASW llevan la version degradada del Spy 1D, que es un radar muchisimo mas potente que cualquier otro en el mercado

Esse é o problema. Para que é que um navio anti-submarino precisa de um radar como o Spy-1D quando já não há a ameaça russa?

Esse é o problema.
nunca esteve em causa a capacidade do Spy-1D, mas sim a sua adequação.
O problema é que embora seja uma versão inferior, o preço do Spy-1D continua a ser altíssimo e a dar ao navio capacidades que objectivamente ele não precisa.

É um navio anti-submarino, ultra-equipado para a luta anti-aérea.

É um contrasenso.

Outro problema, é a imagem de "arrogantes" que os espanhóis têm em todo o mundo.

A afirmação por parte dos espanhóis de que os navios no mar enferrujam, soa a vendedor de banha da cobra que depois de vender o produto desaparece e diz que não é nada com ele quando o produto tem problemas.

A Noruega é um país com grandes tradições no fabrico de navios e bastava olhar para os últimos navios de cruzeiro para ver ao ponto a que chegaram em termos de sofisticação e tecnología.

É claro que quando uma empresa espanhola, que já faliu três vezes, que foi salva pelo estado outras tantas vezes e que não tem exactamente os seus méritos estabalecidos, internacionalmente, não pode de um momento para o outro atacar a industria norueguesa de construção naval.

Os estaleiros espanhóis serão acusados de arrogantes e em cima de tudo, de utilizarem a arrogância para esconder a incompetência. Estes erros de "relações públicas" pagam-se caro. Mesmo que os noruegueses não tenham razão, responder que um navio no mar apanha ferrugem, não é uma boa política.

Cumprimentos
 

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sierra002

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« Responder #10 em: Setembro 07, 2006, 09:18:25 pm »
Comentaros que NAVANTIA en un comunicado ha dicho que el problema (según NAVANTIA) se debe a la pintura utilizada que es de fabricación Noruega. Al parecer le ofrecieron a los noruegos pintar las fragatas con la misma pintura que usan para los buques de la Armada Española y ellos se negaron, querian la suya. Según NAVANTIA han ofrecido a la armada noruega repintar los buques con pintura española siempre que ellos paguen el proceso.
 

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sierra002

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« Responder #11 em: Setembro 07, 2006, 09:31:34 pm »
Otra cosa:

Papatango dijp:
Citar
A Noruega é um país com grandes tradições no fabrico de navios e bastava olhar para os últimos navios de cruzeiro para ver ao ponto a que chegaram em termos de sofisticação e tecnología.

El acuerdo con los noruegos decía que se construirian las dos primeras fragatas en España y que luego los tecnicos españoles les enseñarian y les ayudarian a construir las otras dos en Noruega. Ese era el trato pero los noruegos han acabado desistiendo y pidiendo a NAVANTIA que las haga todas.

Citar
Outro problema, é a imagem de "arrogantes" que os espanhóis têm em todo o mundo.


Hay partes del mundo donde no saben donde está España así, que solo por eso la afirmación ya es falsa. Venga Papatango, que ya nos conocemos.
 

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antoninho

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« Responder #12 em: Setembro 07, 2006, 10:11:31 pm »
O problema pode até nem ser da tinta, nem dos estaleiros.....
como assim dirão vocês... fácil e mais complexo, as chapas do navio são produzidas com determinada definição ou seja com uma determinada liga e outras especificações para a função pretendida, que agora não interessa estar para aqui a ismiuçar, pode ter acontecido que tal liga no fabrico tenha sido adulterada e aí os culpados serão outros, não interessa agora estar a discutir o sexo dos anjos..... só não compreendo a afirmação estupida da navantia do aparte da ferrugem....será que para aumentar os lucros, a liga do material não teria sido outra inferior, lá estou eu a discutir o sexo dos ditos....
 

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papatango

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« Responder #13 em: Setembro 07, 2006, 11:00:42 pm »
Sierra002, às vezes eu devo confessar que tenho um pouco de pena dos espanhóis.

Um dos principais problemas dos espanhois é que são demasiado empolgados, demasiado festivos, demasiado exuberantes, e por isso, na maioria das vezes muito menos objectivos e racionais que outros povos.

A industria norueguesa de construção naval, é muito mais tradicional e eficiente que a sua correspondente espanhola.
A industria de construção naval da Noruega, conseguiu sobreviver sem o apoio do estado (e vários estaleiros fecharam ou foram vendidos a empresas estrangeiras por causa disso) mas a Noruega está a milhas de muitos países europeus em construção naval.

A Noruega fabrica por exemplo, equipamentos sofisticados como o sistema de integração de dados de combate KONGSBERG que equipam os submarinos U-212 da marinha alemã.

Em termos de tecnologia naval, nomeadamente sensores, a Noruega está a uma distância enorme.

Além de fabricar e integrar sistemas, a Noruega é um dos maiores fabricantes de navios de grande porte.




Como é que você pode achar que a pobre da Navantia, que aparece no mundo depois de ter construido um navio desenhado pelos portugueses (as corvetas Descubierta) que já faliu três vezes e foi salva pelos subsidios do Estado Espanhol vai ensinar os noruegueses a fazer alguma coisa ?

Eu sei que é dificil para os espanhóis, mas tome um conselho português:

Ponha os pés no chão, e pense bem, antes de acreditar no que vê na imprensa espanhola e nos fórums em lingua castelhana.

Todos beneficiaremos com isso.

Cumprimentos
 

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sierra002

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« Responder #14 em: Setembro 07, 2006, 11:13:10 pm »
Citar
A industria norueguesa de construção naval, é muito mais tradicional e eficiente que a sua correspondente espanhola.
A industria de construção naval da Noruega, conseguiu sobreviver sem o apoio do estado (e vários estaleiros fecharam ou foram vendidos a empresas estrangeiras por causa disso) mas a Noruega está a milhas de muitos países europeus em construção naval.


Si, pero Navantia sabe hacer fragatas y los noruegos no.
 

 

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