Noticias de Angola

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« Responder #15 em: Maio 16, 2008, 12:27:16 pm »
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16 Maio 2008 - 00h30

Entrevista
"Há governantes que têm mais dinheiro que os bancos”

Carlos Gouveia, presidente do Partido Republicano de Angola (PREA), candidato às eleições presidenciais, fala da corrupção que considera institucionalizada no seu país e do perigo real do eventual regresso à guerra civil, devido aos desequilíbrios na sociedade angolana.

Correio da Manhã – O que o leva a candidatar-se à presidência de Angola?

Carlos Gouveia – A minha candidatura é uma espécie de remédio para curar os grandes males que estão a destruir o sistema político, económico e social do meu país.

– A corrupção é um desses males?

– É dilacerante. É preciso combater a corrupção que se institucionalizou em Angola. Há governantes que detêm grandes poderes, somas exorbitantes no país e no estrangeiro. A corrupção não só constitui uma ameaça política e militar, mas também económica e humanitária. Há muitas fraudes. Há governantes corruptos que têm mais dinheiro que alguns bancos. Mas também há generais das Forças Armadas, oficiais da polícia e deputados do MPLA (Movimento para a Libertação de Angola) que não sabem provar os bens que têm. É preciso confiscar os bens públicos usurpados por estes corruptos durante a guerra. José Eduardo dos Santos privatizou o Estado e a economia do país. O MPLA detém o monopólio financeiro da Nação.

– Que consequências tudo isto poderá ter?

– Graves. Há militares no activo sem salários e é preciso ter em atenção que os antigos combatentes e veteranos de guerra podem revoltar-se e regressar à guerra porque eles estão numa situação de extrema pobreza, enquanto há generais com milhares de dólares. A grande arma contra o MPLA é a força do povo que está cansado de José Eduardo dos Santos. O povo está cansado do sofrimento.

– Ficou surpreendido com as declarações de Bob Geldof?

– O que Geldof disse não é mentira. Mentira são os editoriais do ‘Jornal de Angola’ que, como todos sabemos, é controlado pelo MPLA e governo. As opiniões dos partidos da oposição não passam na rádio nacional, na televisão e no ‘Jornal de Angola’. O MPLA e o governo dizem na imprensa deles tudo aquilo que entendem.

PERFIL

Carlos Alberto Contreiras Gouveia nasceu no município do Sambizanga, em Luanda, a 14 de Março de 1966. Casado e pai de seis filhos, licenciou-se em Ciências Políticas e Económicas pela Faculdade de Boston (EUA). Esteve exilado na Suíça, Itália, Alemanha e EUA, onde em 1994 fundou o PREA, reconhecido como partido político em 1997.

Carlos Menezes


Fonte
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

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« Responder #16 em: Março 09, 2009, 11:50:33 am »
como veêm , o bloco central em sintonia mais uma vez

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Portugal/Angola
PS e PSD fazem rasgados elogios a José Eduardo dos Santos
Os dois maiores partidos portugueses, PS e PSD, fazem rasgados elogios ao perfil político do presidente angolano, José Eduardo dos Santos, que terça-feira inicia uma visita de Estado de dois dias a Portugal

 A visão que os responsáveis políticos portugueses têm do chefe de Estado de Angola não varia em função das tradicionais fronteiras entre direita e esquerda, e muitas vezes dentro de um mesmo partido há ideias contraditórias sobre José Eduardo dos Santos.

As direcções do PS e do PSD apoiam abertamente a linha de actuação política de José Eduardo dos Santos, embora ambos tenham correntes minoritárias críticas (caso de João Soares entre os socialistas).

O PCP também tem elogiado a actuação do líder do MPLA, enquanto o CDS-PP se demarca desse apoio, mas salienta a importância do actual quadro de relações económicas entre Portugal e Angola.

Só o Bloco de Esquerda se mostra abertamente contra o poder político angolano, bem como contra o grupo de negociantes em Portugal que tem relações com esse mesmo poder de Luanda.

O secretário nacional do PS para as Relações Internacionais, José Lello, considera que José Eduardo dos Santos é actualmente «o motor de um processo de crescente credibilidade que Angola está a ganhar no panorama internacional».

«José Eduardo dos Santos é também o motor do processo de desenvolvimento de Angola» , país que se está a reconstruir «a um ritmo verdadeiramente extraordinário», aponta o secretário nacional do PS para as Relações Internacionais.

José Lello frisa ainda que «é preciso ter bem presente que Angola tem neste momento seis milhões de alunos em todos os níveis de ensino» e destaca, por outro lado, a importância de o presidente angolano estar a chamar «para lugares de responsabilidade jovens quadros com elevado potencial para criar um novo sistema de gestão no país».

Idêntica ideia sobre o Presidente de Angola tem o ex-ministro e actual responsável pelas relações externas do PSD, José Luís Arnaut, que define José Eduardo dos Santos como «um chefe de Estado eleito democraticamente, que soube compreender bem a realidade política angolana e africana».

«José Eduardo dos Santos é um líder com um projecto e com uma nova ambição para Angola. Penso que tem conseguido colocar Angola entre os principais 'players' africanos. É uma pessoa que respeito muito como político, que tem um projecto e uma ambição» , afirma José Luís Arnaut.

José Luís Arnaut salienta igualmente a «excelente relação de confiança» entre os chefes de Estado de Portugal, Cavaco Silva, e de Angola.

«A visita de Estado que José Eduardo dos Santos fará a Portugal a partir de terça-feira será seguramente muito importante dos pontos de vista político e diplomático. Todos sabemos a crescente importância que Angola tem no contexto africano e na própria Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP)» , observa o ex-ministro dos governos de Durão Barroso e de Pedro Santana Lopes.

Rui Gomes da Silva, ex-ministro do Governo de Pedro Santana Lopes, que há 20 anos juntamente com João Soares e Nogueira de Brito sobreviveu a um acidente de avião depois de visitar a Jamba, então o quartel general da UNITA, não faz elogios ao chefe de Estado angolano, mas reconhece que a liderança política neste país passa por ele.

«Apesar de nunca ter estado em Luanda, considero que a realidade actual de Angola é muito diferente daquela que encontrei há 20 anos, quando havia dois líderes e uma guerra civil. Em termos políticos, Angola, com José Eduardo dos Santos a presidente, ganhou com a aproximação progressiva que fez aos Estados Unidos. Embora ande devagar, penso que o regime angolano tem caminhado para uma democracia» , sustenta Rui Gomes da Silva.

Mais do que as apreciações que se façam sobre José Eduardo dos Santos, Rui Gomes da Silva acredita que o ponto importante é o das relações «Estado a Estado», porque Angola «é hoje o destino de muitos milhares de portugueses, que vão procurar neste país emprego e riqueza».

Tal como Rui Gomes da Silva, também o ex-líder parlamentar do CDS-PP Telmo Correia coloca ênfase nas relações económicas entre Portugal e Angola, argumentando que «é preciso distinguir os relacionamentos pessoais das relações entre dois Estados».

Para Telmo Correia, «as circunstâncias dramáticas que levaram à paz em Angola [a morte do antigo líder da UNITA Jonas Savimbi] justificavam já uma maior consolidação da democracia neste país».

«Angola tem ainda algumas limitações ao nível da sua democracia. Ter um Parlamento que se vai perpetuando não faz muito sentido» , aponta o democrata-cristão, para quem Portugal pode ter neste campo político «um papel decisivo, actuando em nome do interesse mútuo e não com certos complexos coloniais».

Telmo Correia considera no entanto que as relações económicas entre Portugal e Angola «vão ser cada vez mais importantes», dando como exemplo a quantidade de investimentos nacionais no mercado angolano.

«A sociedade civil portuguesa foi rapidamente e em força para Angola e é o próprio Estado Português quem está atrasado» , refere o deputado centrista.

Já o deputado do Bloco de Esquerda Fernando Rosas diz que José Eduardo dos Santos «não é bem-vindo a Portugal», acusando-o de comandar «um regime oligárquico, assente na corrupção e com chocantes desigualdades sociais».

Apesar das recentes eleições presidenciais, o historiador bloquista considera que, «infelizmente, a democracia em Angola está por realizar».

«O Estado Português deve ter relações com Angola, mas não pode desconhecer o que se passa neste país, nem muito menos aproveitar-se dele, assumindo uma exclusivamente pragmática com ausência de valores» , declarou ainda Fernando Rosas.

Lusa / SOL


http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politi ... _id=128395
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
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André

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« Responder #17 em: Março 09, 2009, 02:31:21 pm »
Visita de José Eduardo dos Santos inclui encontros com Cavaco, Sócrates, CPLP e partidos

A visita de Estado do Presidente da República de Angola a Portugal inicia-se terça com um encontro com Cavaco Silva, prosseguindo com contactos com partidos no Parlamento e com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

 Na quarta-feira, o chefe de Estado angolano José Eduardo dos Santos reúne-se com o primeiro-ministro português José Sócrates, regressando a Luanda pelas 11h00 desse dia.

O programa oficial da visita de José Eduardo dos Santos, que chega a Lisboa hoje ao início da tarde, arranca terça-feira às 11h00 com a chegada do Presidente angolano e da sua mulher, Ana Paula dos Santos, à Praça do Império, onde serão recebidos pelo Presidente da República português, Cavaco Silva, e Maria Cavaco Silva.

Depois das honras militares, o Presidente da República de Angola deporá uma coroa de flores no túmulo de Luíz Vaz de Camões, seguindo-se um encontro com Cavaco Silva, no final do qual os dois chefes de Estado farão declarações à imprensa.

Num programa separado, Maria Cavaco Silva e Ana Paula dos Santos visitarão o Museu da Presidência da República.

Depois de um almoço oferecido por Cavaco Silva no Palácio de Belém, José Eduardo dos Santos seguirá para a Assembleia da República, onde, por volta das 16:00, se reunirá com o presidente da Assembleia da República e com representantes do partidos políticos com assento parlamentar (PS, PSD, PCP, CDS-PP, BE e PEV).

Meia hora depois, o Presidente angolano visitará a sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e, à noite, será o convidado de um banquete oferecido pelo chefe de Estado português, no Palácio Nacional da Ajuda.

Na quarta-feira, às 9h00, José Eduardo dos Santos encontra-se com o primeiro-ministro José Sócrates e, depois de presidirem à assinatura de uma parceria entre a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e a Sonangol para a constituição de um banco de investimentos, prestarão declarações à imprensa.

De acordo com o teor do memorando, a que a agência Lusa teve acesso, o novo banco de investimentos terá lei angolana, sede em Luanda e uma filial em Portugal.

O novo banco terá um capital inicial de mil milhões de dólares norte-americanos, sendo detido em partes iguais pela CGD e pela Sonangol.

CGD e Sonangol pretendem que o novo banco crie «entidades de investimento que apoiarão e participarão em projectos de investimento do interesse do desenvolvimento da economia angolana».

Nos termos da parceria, será dada preferência a projectos promovidos por entidades empresariais angolanas, portuguesas ou parcerias luso-angolanas.

Lusa

 

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« Responder #18 em: Março 10, 2009, 12:17:23 pm »
Acho muito bem essas parcerias , pena que haja um corrupto no negocio !
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André

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« Responder #19 em: Março 11, 2009, 02:00:32 pm »
Presidente angolano diz que visita «superou todas as expectativas»


Depois de passar o dia com Cavaco Silva, hoje foi a vez de José Sócrates receber o Presidente de Angola. José Eduardo dos Santos destacou as «excelentes» relações entre os dois países e considera que a visita «superou todas as expectativas». Foram assinados novos acordos sobre linhas de crédito.

Os Governos de Portugal e de Angola assinaram hoje acordos para a duplicação da linha de crédito das exportações nacionais, que passa para mil milhões de euros, e criação de uma nova de 500 milhões de euros. Este foi último acto do chefe de Estado angolano na sua visita de dois dias a Portugal.

José Sócrates afirmou-se hoje orgulhoso por chefiar um Governo que soube «compreender» o potencial da economia angolana e sublinhou «o clima de confiança» existente entre as economias, instituições e empresas dos dois países.

As declarações de José Sócrates foram proferidas após ter presidido com o chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, em São Bento, à assinatura de acordos entre os dois países nos domínios da economia e educação.

Antes da assinatura dos acordos, o primeiro-ministro português e o chefe de Estado angolano estiveram reunidos a sós cerca de 20 minutos.

Numa segunda fase, juntaram-se à reunião os ministros dos Negócios Estrangeiros, das Finanças e da Economia dos dois países.

Na declaração que fez no final do encontro, sem direito a perguntas por parte dos jornalistas, José Sócrates começou por sublinhar o facto de ser esta a primeira vez que um Presidente de Angola visita a residência oficial do primeiro-ministro português em São Bento.

Aproveitou também para agradecer a José Eduardo dos Santos a «ajuda» que Angola deu a Portugal na organização da Cimeira entre a União Europeia e África, em Dezembro de 2007, durante a presidência.

Falando sobre os acordos bilaterais hoje assinados – duas linhas de crédito no valor global de 1500 milhões de euros, a criação conjunta de um novo banco de investimentos e um memorando na área da educação -, o primeiro-ministro português considerou que Portugal e Angola «deram um passo da maior importância na relação entre os dois países».

«A decisão de criar um banco de investimento, que se destina a financiar a modernização infra-estrutural de Angola, é um passo da maior importância na relação económica entre os dois países. Trata-se de um passo que os dois governos se empenharam fortemente e que sinaliza a excelência e a maturidade das relações económicas entre os dois países», sustentou Sócrates.

Neste ponto em concreto, relativo à criação de um banco de investimento conjunto entre a Caixa Geral de Depósitos e a Sonangol, Sócrates foi ainda mais longe nas suas considerações.

«É um sinal que representa a confiança que hoje existe entre as duas economias, entre as instituições e entre as empresas portuguesa e angolana», declarou.

Na sua declaração, o primeiro-ministro português destacou também «a importância» para a «consolidação da parceria estratégica» luso-angolana resultante da decisão dos executivos de Lisboa e de Luanda duplicarem a linha de crédito de apoio às exportações nacionais.

«Esta linha de crédito passou agora a ser de mil milhões de euros, quando há dois anos e meio ainda era apenas de 100 milhões de euros. É para mim uma honra presidir a um Governo que soube compreender o potencial de crescimento e de modernização da economia angolana, e que nunca deixou de confiar nos benefícios mútuos que ambos os países teriam com o aprofundamento das relações económicas», advogou.

Neste contexto, o líder do executivo português referiu-se igualmente à nova linha de crédito de 500 milhões de euros (da Caixa Geral de Depósitos e com o aval do Estado angolano), que se destina a financiar investimentos públicos em infra-estruturas que envolvam empresas portuguesas presentes no mercado angolano.

«A relação económica entre os dois países sofreu evoluções muito significativas ao longo destes anos. Mas quanto mais fazemos mais consciência temos do que ainda falta fazer», declarou José Sócrates.

Em relação ao futuro das relações entre os dois países, o primeiro-ministro deixou uma mensagem ao chefe de Estado angolano, dando a entender o crescente interesse de empresários e cidadãos portugueses estarem presentes no mercado angolano.

«A sua visita a Portugal é um momento importante e provoca na comunidade portuguesa uma expectativa que tem a ver com aquilo que sempre foi o desejo do Estado Português: estar à altura de uma História comum e contribuir para um processo que solidifique a amizade entre povos irmãos», frisou o primeiro-ministro.

Em relação ao memorando hoje assinado para a mobilidade de docentes e investigadores dos dois países, Sócrates considerou que «a cooperação cultural e na educação são da maior importância» para o desenvolvimento das relações entre os dois países.

Ao nível das relações externas, o primeiro-ministro falou da actual situação da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), dizendo que tanto Portugal como Angola «estão empenhados no desenvolvimento das instituições» desta comunidade.

«Portugal mantém um sólido e firme compromisso político com a CPLP. E vejo com muita satisfação que esse é também o propósito do Governo de Angola», observou o primeiro-ministro.

Lusa

 

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« Responder #20 em: Março 11, 2009, 04:26:16 pm »
Citação de: "legionario"
Acho muito bem essas parcerias , pena que haja um corrupto no negocio !


vá lá, é SÓ um...
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André

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« Responder #21 em: Março 11, 2009, 06:38:07 pm »
Bancos estrangeiros são "cúmplices" da falta de transparência do regime[/size]


Os bancos estrangeiros estão a financiar o regime angolano com empréstimos garantidos por petróleo da Sonangol, sem considerar a transparência no uso do dinheiro ou benefícios para a população, afirma a Global Witness em relatório hoje divulgado.

"Ao disponibilizar empréstimos com garantia petrolífera à Sonangol, grandes consórcios bancários fizeram com que o país hipotecasse a sua futura riqueza petrolífera, em troca de dinheiro sem qualquer transparência sobre a forma como o dinheiro é usado", afirma a organização não-governamental no relatório "Undue Dilligence: Como os Bancos Fazem Negócios com Regimes Corruptos", que documenta também casos como os da Guiné Equatorial, Congo Brazzaville ou Turquemenistão.

Angola e a sua "companhia petrolífera opaca", adianta, é "exemplo chave" de receitas petrolíferas desbaratadas e "postas ao serviço de um Estado-sombra onde o único resultado real para a maioria da população é a pobreza", sendo os bancos "cúmplices" no esquema, "parte da estrutura que permite que isso aconteça".

As contas da Global Witness, com base apenas em informação tornada pública, indicam que nos últimos cinco anos Angola recebeu pelo menos 13,9 mil milhões de dólares em empréstimos financiados por petróleo - BNP Paribas, Commerzbank, Banco Espírito Santo, Barclays, Deutsche Bank, Millennium Bcp ou Banco de Desenvolvimento da China ou China Exim são alguns dos credores.

Apesar de alguns progressos, salienta, "a má gestão e corrupção nas finanças públicas angolanas, particularmente no sector petrolífero, está bem documentada".

"Na realidade, o sistema de finanças públicas angolano ainda mantém duas vias de despesa. Uma é o orçamento oficial, gerido pelo Tesouro; o outro é um sistema "não convencional" via Sonangol, que não está sujeito a escrutínio público".

Segundo a análise da organização, com base em relatórios do Fundo Monetário Internacional, todos os anos ficam por contabilizar em média 1,7 mil milhões de dólares do Tesouro angolano.

A média, calculada no período entre 1997 e 2001, equivale a 23 por cento do PIB angolano.

"Os bancos podem separar-se dos riscos financeiros, mas fazendo estes empréstimos estão na realidade a contribuir para a própria situação que faz de Angola um investimento arriscado", refere a ONG.

A Global Witness recorre ao epíteto de "Estado falhado de sucesso" - da autoria do académico português Ricardo Soares de Oliveira, da Universidade de Oxford - para enquadrar uma situação de aflição social em que "em vez de contribuir para o desenvolvimento, o sucesso da Sonangol tem estado sobretudo ao serviço da presidência e das suas ambições".

A ONG abordou todos os bancos envolvidos nestes empréstimos - 12 (em 31) responderam, e o Standard Chartered aceitou mesmo reunir-se para explicar os seus critérios de concessão de crédito.

O "sub-texto das respostas é que `há sistemas de controlo implementados´", mas "a crise bancária global, que pôs a nú que os bancos não têm meios para controlar a extensão dos seus próprios compromissos financeiros, demonstra a falsidade destas alegações", acusa.

"É altura de os bancos terem de verificar o uso dos empréstimos que fazem (...) Quando uma empresa pública não disponibiliza contas independentemente auditadas e publicadas para assegurar que é feita uma avaliação de risco séria, os bancos devem ser obrigados a comunicar aos seus accionistas qual a base em que foi feita a avaliação de risco", defende.

Lusa

 

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« Responder #22 em: Março 11, 2009, 06:54:20 pm »
A prioridade  de Portugal deve ser a cooperaçao com Angola , as questoes dos direitos do homem ou da falta de democracia do regime angolano sao subsidiarias . Temos que ter o sentido das oportunidades, os angolanos estao cheios de dinheiro e sao o nosso 4°  maior cliente (salvo erro). Se nao nos demos ao trabalho de criticar a China, porquê criticar os angolanos ? Venham é os dolares angolanos para ca que o resto, nos resolvemos depois :)
Temos que aprender a ser cinicos e interesseiros como o sao a França ou os EUA .
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Lancero

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« Responder #23 em: Abril 20, 2009, 05:15:33 pm »
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Defesa: Portugal e Angola vão alargar cooperação técnico-militar à economia da defesa  


    Lisboa, 20 Abr (Lusa) - Portugal e Angola vão alargar a cooperação técnico-militar à economia da defesa com o objectivo de criar capacidades conjuntas nesta área, anunciou hoje em Lisboa o ministro da Defesa português, Nuno Severiano Teixeira.  

 

    "A cooperação tecnico-militar, que tem sido desenvolvida sobretudo no campo da assessoria e da formação, tem agora uma nova ambição de que possamos estender essa cooperação à economia de defesa", disse Nuno Severiano Texieira no final de uma reunião com o seu homólogo angolano Kundi Paihama.  

 

    A ideia é "explorar as potencialidades dos dois países em sectores ligados à economia de defesa, identificar as áreas onde essa cooperação é possível e criar capacidades conjuntas nesta áreas", adiantou Severiano Teixeira, numa alusão às indústrias da Defesa.  

 

    Acrescentou que essa "ambição foi definida politicamente", necessitando agora de "ser tratada e e estudada do ponto de vista técnico".  

 

    A reunião entre os ministros da Defesa português e angolano serviu para fazer o balanço da cooperação técnico-militar entre os dois países e preparar a reunião de ministros da Defesa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), marcada para o final de Maio em Luanda.  

 

    Severiano Teixeira classificou o balanço da cooperação militar entre os dois países como "largamente positivo", destacando como prioritários os projectos de formação dos quadros superiores das forças armadas angolanas no âmbito da parceria entre a Escola Superior de Guerra de Angola e o Instituto de Estudos Superiores Militares de Portugal e o de assessoria no âmbito do Estado Maior da Armada e da formação da Autoridade Marítima Angolana.

 

    Relativamente à reunião de ministros da Defesa da CPLP, Severiano Teixeira adiantou que Portugal e Angola estão em "consonância" relativamente ao modelo dos centros de excelência da CPLP, uma iniciativa portuguesa para criar uma rede de formação de formadores militares, que o ministro português espera possa vir a ser aprovada durante a reunião de Luanda.  

 

    Os dois ministros abordaram ainda a situação política na Guiné-Bissau, após as mortes do presidente da República e do Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, reafirmando a necessidade de uma reforma das forças armadas do país.  

 

    "A reforma do sector de segurança é fundamental para poder haver uma estabilização das instituições de segurança que são uma pré-condição da estabilidade política", considerou Severiano Teixeira, frisando que o envio de uma força militar da CPLP "não esteve nem está em cima da mesa".  

 

    "A Guiné é um estado soberano e é ela que define as suas prioridades",
sublinhou.  

 

    No mesmo sentido, o ministro da Defesa angola Kundi Paihama disse que qualquer iniciativa bilateral de apoio à reforma das forças armadas de Guiné-Bissau "deverá abraçar as aspirações soberanas do povo da Guiné-Bissau".  

 

    Portugal formou desde 2005 mais de 20 mil militares, a maioria dos quais provenientes dos países de língua portuguesa.  

 

    No quadriénio 2005/2008, o investimento total português na Cooperação Técnico-Militar (CTM) rondou os 19 milhões de euros.  

 
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

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André

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« Responder #24 em: Julho 21, 2009, 08:10:24 pm »
Hillary Clinton visita Angola na primeira semana de Agosto




A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, realiza uma visita oficial a Angola na primeira semana de Agosto, revelou hoje fonte do Ministério das Relações Exteriores.

A vice-ministra angolana das Relações Exteriores, Exalgina Gambôa, em declarações à Lusa no Palácio Presidencial, na sequência da visita do presidente de Cuba, Raúl Castro, a Angola, explicou ainda que Hillary Clinton visita Luanda depois de uma deslocação ao Quénia.

Questionada sobre a possibilidade de Angola vir a desenvolver novos esforços junto dos EUA para que acabe o bloqueio económico a Cuba, a vice-ministra sublinhou que "Angola vai estar sempre do lado de Cuba".

Exalgina Gambôa afirmou que Angola apoia, "mais uma vez, e como tem sempre defendido, o fim do embargo nas Nações Unidas".

Exalgina Gambôa não explicou os detalhes da agenda da visita de Clinton a Luanda.

"Os países são livres de fazer as suas opções e, naturalmente, Angola vai estar sempre do lado de Cuba e essa é a nossa posição. Cuba deve estar livre dessa situação (bloqueio)", frisou.

A deslocação da secretária de Estado norte-americana ocorre depois da visita do ministro das Relações Exteriores angolano, Assunção dos Anjos, em Maio, aos EUA, visita durante a qual manteve um encontro com Hillary Clinton e com altos funcionários da administração Obama.

Lusa

 

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Daniel

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« Responder #25 em: Agosto 06, 2009, 12:55:17 pm »

EUA/África: Duas companhias norte-americanas produzem metade de petróleo angolano
06 de Agosto de 2009, 09:13


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Lisboa, 06 Ago (Lusa) - O petróleo está no centro das relações económicas bilaterais entre Angola e os Estados Unidos, com duas petrolíferas norte-americanas a operar poços que representam cerca de metade das exportações angolanas de petróleo em rama.

Segundo dados da Administração para a Informação Energética, organismo estatístico de Washington para o sector, o Bloco 15 ("off-shore" do Soyo), representa perto de 30 por cento da produção angolana, e é operado pelo "gigante" norte-americano ExxonMobil, através da subsidiária Esso, com uma participação de 40 por cento no consórcio.

A também norte-americana Chevron opera o Bloco 0 (Cabinda), de onde sai aproximadamente 20 por cento da produção angolana, tendo como parceiros a Sonangol, a TotalFinaElf e a ENI-Agip



Pois pois, olha se fôssemos nós. c34x
A Vida é um teste e uma incumbência de  confiança.
 

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Re: Noticias de Angola
« Responder #26 em: Outubro 11, 2010, 07:00:54 pm »
Destacamento de Acções Especias do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha angolana,na Revista de Marinha deste país.

http://www.mga.gv.ao/revistamarinha/edicao17/accoes.htm

http://www.mga.gv.ao/revistamarinha/edicao17/
 

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Malagueta

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Re: Noticias de Angola
« Responder #27 em: Julho 14, 2011, 12:27:03 pm »
O exemplo alemão, e mais uma vez a falta de capidade nossa....

"Merkel sugere venda de barcos-patrulha à marinha angolana

A chanceler alemã, Angela Merkel, anunciou em Luanda, após um encontro com o presidente angolano, José Eduardo dos Santos, que a Alemanha propôs a Angola a venda de barcos-patrulha para a marinha controlar as fronteiras.

O chefe dos estaleiros Lürssen, Friedrich Lürssen, que viaja na comitiva da chanceler, revelou a jornalistas alemães, à margem do encontro, que se trata de seis a oito barcos-patrulha, e que cada um custa entre 10 e 25 milhões euros.

Por sua vez, o presidente angolano José Eduardo dos Santos anunciou, após o encontro com Merkel, que Angola está a modernizar as suas forças armadas e a promover concursos internacionais para adquirir material, confirmando que a Alemanha fez uma oferta.

Na Alemanha, a proposta de Angela Merkel provocou uma reacção imediata do maior partido da oposição, os sociais-democratas do SPD.

O porta-voz do grupo parlamentar social-democrata para a política externa, Rolf Mützenich, criticou a iniciativa da chanceler, afirmando que a oferta de venda de barcos patrulha a Angola "é inaceitável e viola as directivas quanto à exportação de armamento".


Em declarações à edição electrónica do jornal Kölner Stadt Anzeiger, Mützenich lembrou ainda que o Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão, na sua avaliação política sobre Angola, considera que a situação dos direitos humanos na antiga colónia portuguesa é "má".

O porta-voz social-democrata acrescentou que Angola "está longe de ser um modelo de democracia, e além disso, o clã do presidente parece ser vulnerável à corrupção".

No contexto da recente polémica sobre a venda de blindados alemães à Arábia Saudita, que a oposição parlamentar criticou, as afirmações de Merkel em Luanda sobre a venda de armas a Angola "são totalmente incompreensíveis", sublinhou Mützenich.

Diário Digital / Lusa "
 

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Cabecinhas

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Re: Noticias de Angola
« Responder #28 em: Outubro 10, 2013, 04:25:59 am »
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(Reuters/ Arquivo)
O Jornal de Angola mantém hoje o tom dos últimos dias e volta hoje a atacar, desta vez em editorial, as "elites portugueses  ignorantes e corruptas", exigindo reciprocidade de tratamento.
Sob o título "Reciprocidade", o editorial do único diário de Angola,  acusa as elites portuguesas de "teimarem em não reconhecer" a representatividade  de José Eduardo dos Santos e do partido no poder desde a independência,  Movimento Popular de Libertação em Angola (MPLA).

"No último ato eleitoral, o primeiro na vigência da nova Constituição  da República, o partido da maioria e o Presidente José Eduardo dos Santos  tiveram mais de 72% dos votos do eleitorado. Ganharam em todos os círculos  eleitorais provinciais e têm na Assembleia Nacional uma maioria qualificada",  destaca o editorial.

Por não reconhecerem este quadro, o Jornal de Angola conclui que as  "elites portuguesas" adotam "posições nada lúcidas e pouco inteligentes"  sobre a realidade angolana.

"Nos dias de desespero os dominadores da máquina mediática portuguesa  sobem de tom e recorrem ao insulto reles e grosseiro contra os dirigentes  angolanos eleitos pelo povo", continua o editorial.

O Jornal de Angola conclui ainda que José Eduardo dos Santos e o MPLA  têm "um fortíssimo e inegável apoio popular e isto não agrada a Portugal".

"Para iludir essa realidade, a comunicação social portuguesa, dominada  pelas elites portuguesas corruptas e ignorantes, incluindo órgãos públicos  como a RTP e a RDP, quando se referem a Angola falam do 'regime de José  Eduardo dos Santos' como falam do 'regime de Assad', do 'regime do Irão'  ou do 'regime da Coreia do Norte' e do 'ditador Mugabe'. É o ataque gratuito  e desqualificado, mas mesmo assim, inadmissível vindo de um país amigo",  sustenta o Jornal de Angola.

E questiona: "O que diriam se falássemos de Portugal como o 'regime  de Cavaco Silva', o 'regime de Passos Coelho', o 'regime de Paulo Portas'.  Alguém gostaria? Tudo na vida tem limites, até a falta de educação e de  vergonha".

Na parte final do editorial de hoje, o Jornal de Angola recorda que  os angolanos recebem de "braços abertos e fraternalmente" dezenas de milhares  de cidadãos portugueses e prossegue, considerando ser "altura de começarmos  a exigir reciprocidade".

"Não temos que considerar e respeitar quem nos destrata, desonra e injuria  os nossos cidadãos e representantes políticos (...) É altura de dizer basta.  A Bandeira, o Hino Nacional e o Presidente da República de Angola são os  símbolos da nossa pátria. Não podemos admitir que em Portugal, políticos  e jornalistas, intelectuais com ideias submersas em ódios recalcados não  respeitem os nossos símbolos nacionais e desonrem os titulares dos nossos  órgãos de soberania", destaca o editorial.

Partindo do princípio que os angolanos "não insultam, não caluniam,  não maltratam os políticos portugueses, estejam na oposição ou no poder",  porque "respeitam o Povo Português", o editorial do Jornal de Angola conclui  que "o mínimo" que se pode fazer é "exigir reciprocidade".

"Se de Portugal continuam a chover insultos e calúnias, não podemos  continuar pacientemente à espera que a inteligência ilumine as elites portuguesas  corruptas e ignorantes. A resposta nestas circunstâncias só pode ser uma:  reciprocidade", conclui.

  Lusa

Isto é o rir...
Um galego é um português que se rendeu ou será que um português é um galego que não se rendeu?
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Edu

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Re: Noticias de Angola
« Responder #29 em: Outubro 15, 2013, 01:40:43 pm »
Eduardo dos Santos diz que não há condições para parceria estratégica com Portugal
EM ACTUALIZAÇÃO: ANA DIAS CORDEIRO 15/10/2013 - 11:45

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No discurso do Estado da Nação, o Presidente angolano disse que "com Portugal, as coisas não estão bem".


O Presidente angolano disse que o “clima político actual” não favorece uma parceria estratégica com Portugal. No seu discurso sobre o Estado da Nação, nesta terça-feira, José Eduardo dos Santos referiu-se a "incompreensões ao nível da cúpula" de Portugal, noticiaram a agência Lusa e a RTP. Não ficou claro se a primeira cimeira entre Portugal e Angola, já adiada para 2014, está comprometida.

"Só com Portugal, as coisas não estão bem”, afirmou o Presidente de Angola frente à Assembleia Nacional, onde o seu partido, o MPLA, é maioritário e o reconduziu à Presidência. “Têm surgido incompreensões ao nível da cúpula e o clima político actual, reinante nessa relação, não aconselha à construção da parceria estratégica antes anunciada", especificou.

O anúncio segue-se a uma série de editoriais em que o Jornal de Angola dizia que o poder angolano estava a ser alvo de uma campanha em Portugal, depois da abertura de inquéritos na Procuradoria-Geral da República portuguesa visando figuras próximas do Presidente angolano.

Portugal e Angola têm previsto realizar, em Luanda a primeira cimeira bilateral em 2014. A sua realização foi anunciada em Fevereiro passado pelo então ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Portas.

Numa reacção às declarações de Eduardo dos Santos, o ministro das Relações Exteriores Georges Chikoti, ouvido pela agência de notícias angolana Angop, disse que as relações com Portugal podiam ser melhores, mas têm surgido dificuldades que impedem o estabelecimento de relações estratégicas. Ao mesmo tempo, não deu informações que pudessem levar a pensar que a primeira cimeira bilateral Portugal-Angola, inicialmente anunciada para este ano e depois adiada para 2014, estivesse definitivamente comprometida. Á Angop, o ministro voltou a dizer que a cimeira tinha sido adiada para 2014.

O Jornal de Angola, que nas últimas duas semanas, publicou uma série de editoriais a condenar a atitude de Portugal relativamente a Angola, escreveu um editorial este fim-de-semana a elogiar a actuação do secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Luís Campos Ferreira durante a visita que realizou a Luanda na semana passada para preparar a essa cimeira.

"O político português tratou de situar as relações Angola-Portugal no patamar da excelência e assim afastar quaisquer veleidades que possam afectar o seu bom andamento. Avançou mesmo que o objectivo da cimeira luso-angolana é o de 'agilizar, optimizar e criar um sentido estratégico' para a cooperação bilateral e a sua extensão a novas áreas de interesse mútuo", lia-se no editorial.

Dias antes, o jornal, que é um orgão público mas representa o orgão oficial do MPLA liderado pelo Presidente da República e funciona em ligação directa com a Presidência da República, tinha repetido críticas à justiça portuguesa e aos media que responsabilizou por uma campanha contra Angola e os titulares dos orgãos de soberania.

As críticas vêm de trás e ressurgiram quando o semanário Expresso publicou em Novembro uma de várias notícias sobre a abertura de um inquérito-crime por indícios de fraude fiscal e branqueamento de capitais a pelo menos três altos responsáveis angolanos do círculo mais próximo de José Eduardo dos Santos: Manuel Vicente, vice-presidente de Angola e ex-director-geral da empresa petrolífera nacional Sonangol, o general Hélder Vieira Dias “Kopelipa”, ministro de Estado e chefe da Casa Militar da Presidência da República, e o general Leopoldino Nascimento “Dino”, consultor do ministro de Estado e ex-chefe de Comunicações da Presidência da República.

Meses depois, sairia uma notícia sobre a abertura de uma investigação ao Procurador-Geral da República de Angola, João Maria de Sousa, por suspeitas de fraude e branqueamento de capitais na alegada transferência para uma conta do Santander Totta em Portugal de 70 mil euros de uma empresa off-shore, que o próprio desmentiu em comunicado da PGR angolana.

De visita a Angola, e em declarações à Rádio Nacional de Angola (RNA), Machete sugeriu que as investigações na PGR podiam resultar de "um mal-entendido". "Tanto quanto sei, não há nada substancialmente digno de relevo, e que permita entender que alguma coisa estaria mal, para além do preenchimento dos formulários e de coisas burocráticas e, naturalmente, informar as autoridades de Angola pedindo, diplomaticamente, desculpa, por uma coisa que, realmente, não está na nossa mão evitar", disse o chefe da diplomacia portuguesa, o que suscitou vários pedidos de demissão.

Na visita que realizou a Luanda Luís Campos Ferreira minimizou a crispação sentida nos editoriais e, numa alusão à entrevista do seu ministro, disse que "não era necessário apaziguar os ânimos", ao contrário do que reconhecera o próprio ministro para justificar as suas declarações à RNA. Horas antes, numa entrevista à RTP, o primeiro-ministro falou noutro tom. Pedro Passos Coelho entendeu as palavras do seu ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros à Rádio Nacional de Angola como uma tentativa de "apaziguar a relação com um país muito importante para Portugal".




http://www.publico.pt/portugal/noticia/jose-eduardo-dos-santos-anuncia-fim-da-parceria-estrategica-com-portugal-1609156


Que se comece a investigar a fundo todos os negócios da filha que eles depressa voltam a dizer que Portugal é o maior aliado de Angola.
 

 

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