Relações Portugal-Brasil

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TOMKAT

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Relações Portugal-Brasil
« em: Agosto 08, 2006, 02:51:17 am »
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Sócrates no Brasil: Economia domina
Brisa nas estradas dos EUA e Canadá


Vasco Mello, o homem forte da Brisa – Auto-Estradas de Portugal, integra a comitiva do primeiro-ministro, José Sócrates, que parte hoje para o Brasil.

Mello, presidente da maior concessionária portuguesa de rodovias, vai assinar, durante a viagem oficial de quatro dias, um protocolo que permitirá à empresa alargar a sua actividade aos Estados Unidos e Canadá.

A Brisa associar-se-á à Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) – empresa brasileira que tem uma participação portuguesa de 18% e com a qual a Brisa explora já o mercado brasileiro – para se candidatarem à gestão de auto-estradas, túneis e vias rodoviárias nos Estados Unidos e Canadá.

O acordo será celebrado, quinta-feira, durante a visita de José Sócrates à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), onde estarão presentes os empresários brasileiros.

Além dos brasileiros, estarão também os 16 empresários portugueses, representantes da Banca, Telecomunicações, Indústria e Turismo, que acompanham o primeiro-ministro nesta sua primeira visita oficial ao Brasil, recheada de acordos.

A Brisa associa-se à CCR, a OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, representada pelo presidente executivo, o gestor brasileiro António Pires Monteiro, assina um protocolo com a Embraer – fabricante aeronáutico brasileiro que detém, em consórcio, 65% do capital da OGMA – com vista à expansão dos negócios a outros mercados, a Galp estabelece nova parceria com a Petrobrás e o primeiro-ministro inaugura uma plataforma logística virtual de produtos portugueses.

Tudo para ver se Portugal consegue equilibrar a balança comercial com o Brasil; entre Janeiro e Julho, as vendas de produtos portugueses para o Brasil totalizaram 123 mil milhões de euros contra 699 mil milhões de euros das exportações brasileiras para Portugal.

O Brasil está no grupo das quatro economias emergentes que em 2040 poderão representar 50% das maiores economias mundiais, segundo um estudo da Goldman Sachs.

Nos últimos dois anos as exportações de produtos brasileiros duplicaram assim como as importações, facto que alicia qualquer empresário português, sobretudo quando as previsões apontam para que em 2006/2007 ocorra um novo impulso económico sustentado no consumo. Afinal sempre são 180 milhões de pessoas que, ainda segundo as previsões, vão ver o seu poder de compra aumentado este ano em 3,7% face a 2005.

Durante a visita de Sócrates realiza-se, amanhã e depois, no Rio de Janeiro, uma reunião de alto nível dos Estados que integram o grupo de países em desenvolvimento G-20.

VISITA À VIVO COM MÁRIO LINO

Henrique Granadeiro é um dos empresários que integra a comitiva do primeiro-ministro e vai visitar a VIVO – operadora móvel brasileira detida em partes iguais pela Portugal Telecom e pela Telefónica – acompanhado pelo ministro da tutela, Mário Lino. Uma deslocação que tem uma interpretação política significativa, uma vez que está a decorrer a OPA lançada pela Sonaecom sobre a PT. Recorde-se que Belmiro de Azevedo anunciou que se a compra da PT fosse bem sucedida, a participação na VIVO seria para vender. Para além da operadora, Granadeiro desloca-se à PT Inovação um tem um encontro com os quadros da empresa e visita as instalações.

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COMITIVA EMPRESARIAL

Galp – Marques Gonçalves (presidente executivo): Empresa que em parceria com a Petrobrás pesquisa petróleo no Brasil e é responsável pela operação em 12 dos 20 blocos.

Empordef – José Mourato (presidente): Tutelada pelos ministérios da Defesa e Finanças tem actividade, no Brasil, ligada à construção naval e fabricação aeronáutica.

PT – Henrique Granadeiro (presidente):A Portugal Telecom internacionalizou-se no Brasil e participa na maior empresa de telecomunicações móveis da América do Sul.

TAP – Luiz Mor (vice-presidente):É a companhia aérea europeia com maior número de voos para o Brasil, 47 voos semanais, uma fatia importante da actividade.

Pestana – Pietro Luigi Valle (vice-presidente):O grupo hoteleiro está presente no Brasil, onde emprega 1200 pessoas. Em São Paulo, Sócrates fica hospedado no Pestana.

Vila Galé – Rebelo de Almeida (presidente): Presente desde 2000, abriu hotéis em Fortaleza, Salvador e Baía e tem previsto um resort para Ceará. Também exporta vinho.

BPI – Fernando Ulrich (presidente):O banco Itáu detém uma participação de 17,5% no BPI, trata-se do maior investimento brasileiro em Portugal.

CGD – Carlos Costa (administrador):Depois de ter tido participações em alguns bancos brasileiros, a Caixa equaciona a possibilidade de abrir balcões próprios.

EDP – Martins da Costa (administrador):No Brasil tem 3300 funcionários para servir quase dez milhões de pessoas em S. Paulo, Mato Grosso, Espiríto Santo e Tocantins.

Finatia – Eduardo Costa (vice-presidente):Desenvolve, desde 1994, actividades no Brasil nas áreas de mercados de capitais, assessoria financeira e ‘trade finance’.

Efacec – Cardoso Pinto (presidente):Tem filiais na Baía, Amazonas e S. Paulo, estado onde tem uma indústria para fabrico de sistemas de telecomunicações e electrónica.

PT inovação – Paulo Nordeste (presidente):Suporta a internacionalização do Grupo PT no Brasil e tem como objectivo vender a sua tecnologia no mercado sul-americano.

Banif – Paulo Pinto (presidente no Brasil):Adquiriu 51% do banco de investimento brasileiro (banco Primus), que tem ampliado o âmbito de acção à corretagem e câmbio.

Dão Sul – Casimiro Gomes (presidente):Tem vinhas no estado de Pernanbuco que, graças ao tempo, produzem em contínuo. O objectivo é chegar a um milhão de garrafas

Sofia Rêgo



http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=210789&idselect=9&idCanal=9&p=200

Salvé Brisa....

A Via Verde foi das melhores coisas que se fizeram (ciraram) neste país nas últimas décadas, e para fugir ao que é norma, a tecnologia e o conceito de a utilizar, não foi vendida a uma qualquer multinacional, julgo eu de que... :Palmas:
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AugustoBizarro

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« Responder #1 em: Agosto 08, 2006, 05:34:15 am »
A Via Verde, é um daqueles mitos que se criou, sem se saber muito bem porquê. E depois vai-se ouvindo dizer e repete-se a mentira.


1. A Tecnologia Via Verde não é Portuguesa.
2. De inovador tem tanto como um controlo remoto de TV


É comodo?  Sim claro que é.

Esta "tecnologia" (tenho uma certa dificuldade em chamar tecnologia a uma mera aplicação de infra-vermelhos com programação mínima, e confesso que ás vezes quando ouço pessoas a falar nisto, por momentos quase me interrogo se estarão a falar de Sondas Espaciais com alcance de 5 anos-luz) ,  é Norueguesa.

Se quizerem investigar, chama-se Q-Free   = Queue Free = Livre de Fila.

http://www.qfree.no
http://www.qfree.no/a/?aid=a492&vn=736&mn=86

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" For many years, Q-Free has been the preferred supplier of Portugal’s largest tollway operator, Brisa, and the co-operation continues although competitors are working hard to edge their way into the Portuguese market. "


Ora bem, esta "tecnologia" como muitas outras, é comprada para usar a expressão "em kit"  (como o famoso POSAT foi comprado em kit á Inglaterra) e depois fica tudo contente a dizer que Portugal desenvolveu algo inovador. (E aquele professor gordo (O pai (adoptivo) do satélite Português) com umas conversas um pouco estranhas, a colher louros e passando por competente, quando no fundo não desenvolvou absolutamente NADA. Limitou-se a encomendar uma KIT e a montar as peças , Com instruções! Onde está o mérito nisso?)

Eu não estou a dizer que tenha sido mal , tanto o POSAT, ou a Via verde ou o que for, mas que se diga a verdade, chega de mentiras agradáveis.

Eu gosto imenso que Portugal desenvolva coisas, e que tenha sucesso, mas uma coisa é querer outra coisa é distorcer os factos para criar uma realidade agradável que simplesmente não é verdade.

Passei uma boa parte da minha vida a ouvir estas "verdades" agradáveis, tais como que as nossas universidades são das melhores da Europa e outros disparates do género.

Este assunto da Via Verde é um tema tão recorrente, que eu penso que mereceria um tópico só para que ficasse bem claro que isto não foi inventado por Portugueses, e já agora,  este sistema com todas as vantagens que tem, deu lucro aos noruegueses, podendo ser fácilmente desenvolvido cá. E isto sim é que é grave. O que é que andam as universidades a fazer? com tanto "Investigador"? Nem uma porcaria dum sistema de infravermelhos conseguem fazer.

Tenho a certeza absoluta que Portugal no estado em que está ,não conseguiria desenvolver certo material bélico usado na Segunda Guerra Mundial. É um absurdo.


Por fim, Gostam da Via Verde, agradeçam á Noruega.

P.S.- Só para esclarecer uma coisa, um dos motivos porque este sistema não é usado em vários países é porque as portagens servem como tampão para a entrada de carros nas grandes cidades, e nesses casos, a ideia é precisamente fazer o condutor perder tempo, para não asfixiar o trânsito citadino num mar de carros. Tinha uma certa graça este sistema em Londres ou Paris.
 

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pedro

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« Responder #2 em: Agosto 08, 2006, 11:32:44 am »
As relacoes sao boas mas ainda se poderia fazer muito mais nas areas de defesa,economica etc...
Cumprimentos
 

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Marauder

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« Responder #3 em: Agosto 08, 2006, 02:35:53 pm »
Citação de: "AugustoBizarro"
P.S.- Só para esclarecer uma coisa, um dos motivos porque este sistema não é usado em vários países é porque as portagens servem como tampão para a entrada de carros nas grandes cidades, e nesses casos, a ideia é precisamente fazer o condutor perder tempo, para não asfixiar o trânsito citadino num mar de carros. Tinha uma certa graça este sistema em Londres ou Paris.


Erg, em Londres as portagens do centro da cidade não são fisicas. É melhor repensar essa opinião.
 

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TOMKAT

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« Responder #4 em: Agosto 08, 2006, 04:24:42 pm »
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Das portagens de auto-estrada para os parques e gasolineiras

A Via Verde iniciou-se há 15 anos pelo pagamento nas praças de portagem das auto-estradas geridas pela Brisa, mas o seu historial recente tem levado a tecnologia e o produto a alargar cada vez mais o seu âmbito de actuação. A Via Verde é já responsável por 550 mil transacções diárias e serve uma rede de auto-estradas de 1.402 quilómetros e 141 praças de portagem em todo o País. Mas, o utilizador pode também dispor desta forma de pagamento automática em mais de 35 parques de estacionamento, 90 bombas de combustível, assim como no acesso aos quatro bairros históricos da capital. Hoje em dia, um em cada três carros em Portugal já tem Via Verde a bordo e esta participada da Brisa a 75% já factura qualquer coisa como 24 milhões de euros por ano. A Brisa continua a ser o principal cliente da Via Verde, mas Auto-estradas do Atlântico, Lusoponte, AENOR e Mafratlântico já contam com este serviço. A entrada da Via Verde nos parques de estacionamento foi um sucesso imediato. Já existem 280 mil utilizadores regulares deste serviço, possibilitando 1,7 milhões de transacções durante o ano passado. A Via Verde já representa um terço dos pagamentos efectuados nos parques onde está instalada. Esta parceria entre a Via Verde e a Emparque resultou até na atribuição do prémio para "Melhor Solução Técnica" da European Parking Association.


Via Verde: Um Sucesso na Inovação Tecnológica "Made in Portugal"

A tecnologia Via Verde, desenvolvida em Portugal por técnicos nacionais, é um caso exemplar de como a tecnologia e a inovação dentro de portas pode ser tão avançada e tão eficiente como a que existe no estrangeiro. As soluções e o desenvolvimento alcançados são pioneiros a nível mundial
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http://www.sibs.pt/noticia.php?id=116


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Via Verde foi o primeiro sistema de portagem electrónica do mundo e a sua tecnologia foi rapidamente imitada em outros países, como é o caso do E-ZPass norte-americano e do Sem Parar brasileiro.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Via_verde


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Desenvolvido pela Brisa em 1991, por alturas da abertura da auto-estrada Lisboa/Porto, a Via Verde foi um sucesso imediato junto dos automobilistas (nessa altura eram já 90 mil clientes) e um dos primeiros sistemas de controlo de tráfego da Europa.

Mas a grande conquista da Brisa aconteceu em 1995, altura em que este sistema, ainda experimental e limitado, foi substituído por um circuito activo aplicado a toda a rede concessionária que permitiu identificar e taxar os automobilistas independentemente do seu local de partida e de chegada. Com esse passo, a Brisa "ficará na história como a primeira empresa do mundo a aplicar um sistema de teleportagem dinâmica universal a todo um país", sublinha José Braga, director-geral de exploração daquela concessionária.


http://www.portugalhightech.com/apresentacao/casestudies/viaverde.aspx


O facto de os módulos serem fabricados no estrangeiro não retira mérito nenhum à inovação da aplicação do sistema. É um mero acto de gestão empresarial. Normalmente quem oferece o melhor preço consegue o contrato, seja uma empresa portuguesa, chinesa ... ou norueguesa.
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JoseMFernandes

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« Responder #5 em: Agosto 09, 2006, 10:45:40 am »
Citação de: "AugustoBizarro"
A Via Verde, é um daqueles mitos que se criou, sem se saber muito bem porquê. E depois vai-se ouvindo dizer e repete-se a mentira.

1. A Tecnologia Via Verde não é Portuguesa.
2. De inovador tem tanto como um controlo remoto de TV

É comodo?  Sim claro que é.



Correcto! Mas  falando em comodidade, porque nunca foi instaurado o sistema de portagens automaticas (sem portageiro) aceitando nao so notas e moedas como toda a especie de cartoes de debito e credito, como em França p.ex. ?
Claro que dispenso de comentar as vantagens...
 

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Lancero

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« Responder #6 em: Junho 05, 2007, 09:18:57 pm »
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Brasil: Importações de produtos portugueses subiram 42,2% até Maio para 102,8 ME

Brasília, 05 Jun (Lusa) - As exportações portuguesas para o Brasil subiram  42,2 por cento nos cinco primeiros meses deste ano, face ao período homólogo  de 2006, para 138,372 milhões de dólares (102,802 milhões de euros), informou  hoje à Lusa fonte do governo brasileiro.  

   Já as exportações brasileiras para Portugal caíram 2,9 por cento em  relação ao mesmo intervalo de 2006 para 645,406 milhões de dólares (479,496  milhões de euros), segundo os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria  e Comércio Exterior.  

   De Janeiro a Maio deste ano, as trocas comerciais entre os dois países  ascenderam a 783,778 milhões de dólares (582,297 milhões de euros), 2,8  por cento a mais que nos cinco primeiros meses de 2006.  

   No mês passado, o Brasil vendeu para Portugal o equivalente a 168,343  milhões de dólares (125,068 milhões de euros), enquanto as exportações portuguesas  para o mercado brasileiro somaram 31,654 milhões de dólares (23,516 milhões  de euros).  

   Os principais produtos portugueses vendidos para o Brasil em Maio foram  p-xileno (produto petroquímico), óleos lubrificantes sem aditivos, azeite,  moldes e cabos acrílicos.  

   Na pauta de exportação brasileira para Portugal, os destaques foram  petróleo, soja, laminados de ferro e aço, fumo, açúcar e carne bovina.  

     
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

Respeito
 

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comanche

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« Responder #7 em: Outubro 30, 2007, 06:34:08 pm »
Brasil: Exportações portuguesas de azeite devem aumentar 25 por cento em 2007


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São Paulo, Brasil, 30 Out (Lusa) - As exportações portuguesas de azeite para o Brasil devem aumentar 25 por cento este ano para 48 milhões de euros, em relação a 2006, disse hoje à Lusa o presidente da Casa do Azeite de Portugal.

Luís Folque, que participou em São Paulo de uma acção de promoção do produto português, informou que o total das exportações deverá ascender a cerca de 16.000 toneladas.

"Este crescimento extraordinário é resultado da pujança da economia brasileira", salientou o responsável, referindo-se ao crescimento de cerca de cinco por cento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano.

O presidente da Casa do Azeite de Portugal, entidade com 65 associados, responsáveis por 95 por cento do azeite embalado português, disse que a meta em 2008 será manter a actual quota de mercado no Brasil.

"Nossa prioridade será fortalecer e solidificar nossa posição, defender a nossa quota de praticamente metade do mercado no Brasil, país que mais importa azeite português no mundo", salientou.

Luís Folque sublinhou que o recente reconhecimento por parte do governo brasileiro da marca portuguesa de azeite, antiga reivindicação dos produtores portugueses, reduziu as fraudes no mercado.

"Esse problema foi finalmente resolvido, e o azeite é exportado depois de embalado, em Portugal, com a marca oficial, garantia do controlo de qualidade do produto", disse.

O embaixador de Portugal em Brasília, Francisco Seixas da Cosa, sublinhou a importância do trabalho de combate às fraudes através da informação ao consumidor brasileiro.

"No endereço electrónico da embaixada na Internet há informações e advertências para acabar com as fraudes que são perigosas e que podem afectar a imagem do produto português", disse o diplomata.

A acção de promoção do azeite português, no Consulado Geral de Portugal em São Paulo, insere-se no programa governamental "Portuguese Choise & Taste" de fortalecimento de marcas de produtos alimentares.

Actualmente, a marca de azeite português Gallo é a mais vendida no Brasil, com vendas superiores à concorrente directa, a espanhola Carbonell.

Depois de Portugal, os principais fornecedores de azeite para o mercado brasileiro são Espanha, Argentina e Itália.

 

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André

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« Responder #8 em: Novembro 02, 2007, 04:16:49 pm »
Investimento português no Brasil soma 155 M€ até Setembro

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Os investimentos directos portugueses no Brasil atingiram nos nove primeiros meses do ano 224 milhões de dólares (155 milhões de euros), indica a Lusa citando fonte do Banco Central (BC) do Brasil.

Os maiores investimentos provenientes de Portugal este ano foram da Aero LB Participações, do sector de transportes (32 milhões de dólares), Alnilan, indústria de artigos de borracha e plástico (31 milhões de dólares), Galo, da área de intermediação financeira (22 milhões de dólares) e White Martins Gases Industriais, fabricação de produtos químicos (18 milhões de dólares).

Investimentos portugueses inferiores a um milhão de dólares - e por isso não discriminados pelo BC - totalizaram 55 milhões de dólares.

O retorno de investimentos para Portugal de Janeiro a Setembro foi de 207 milhões de dólares (143 milhões de euros).

De acordo com os dados do BC, Portugal encontra-se na 18ª posição na ordem dos maiores investidores estrangeiros no Brasil este ano.

Nos primeiros lugares estão os Países Baixos (7.156 milhões de dólares), Estados Unidos (4.401 milhões de dólares), Luxemburgo (2.392 milhões de dólares), Espanha (1.663 milhões de dólares) e Alemanha (1.546 milhões de dólares).

No acumulado de Janeiro a Setembro deste ano, os investimentos directos estrangeiros (IDE) somam 28.013 milhões de dólares (19.437 milhões de euros), o correspondente a três por cento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

Desse total, 77,3 por cento são novos investimentos.

A expectativa do BC é de que os investimentos estrangeiros no Brasil este ano superem a projecção de 32.000 milhões de dólares.

Diário Digital / Lusa

 

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André

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« Responder #9 em: Novembro 14, 2007, 11:39:45 pm »
Portugal e Brasil têm espaço para aumentar as suas trocas comerciais

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Portugal e Brasil têm espaço para aumentar as suas trocas comerciais, que este ano deverão ascender a cerca de dois mil milhões de dólares, defendeu hoje o embaixador brasileiro em Lisboa.

Celso Marcos Vieira de Souza salientou a um grupo de empresários brasileiros, que participa de uma missão comercial esta semana, em Portugal, que "há espaço para o aumento do comércio bilateral".

"As exportações portuguesas para o Brasil ainda são muito concentradas em produtos básicos, como azeites e bacalhau", disse o diplomata.

"Já o Brasil exporta para Portugal basicamente petróleo", salientou, ao receber os empresários, no Centro de Distribuição (CD) de produtos brasileiros, em Alverca.

"A aproximação comercial é essencial, uma vez que Portugal se distingue dos demais países europeus pela proximidade cultural com o Brasil", disse o diplomata.

Vieira de Souza salientou que o comércio bilateral tem crescido numa "velocidade extraordinária", nos últimos anos, estimulado pela estabilidade económica brasileira e pela adopção do euro por Portugal.

Criado pela Agência de Promoção de Exportação (APEX), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio do Brasil, o CD ocupa uma área de 2.000 metros quadrados.

O objectivo é apoiar a internacionalização de pequenas e médias empresas brasileiras no mercado europeu, a partir de Portugal, segundo o gerente operacional do CD, Adolfo Reis.

O CD de Lisboa insere-se na estratégia da APEX, que mantém estruturas semelhantes também nos Estados Unidos (Miami), Alemanha (Frankfurt), Polónia (Varsóvia) e nos Emirados Árabes (Dubai).

"Portugal espera o Brasil para iniciar novos negócios de braços abertos. O aumento das exportações brasileiras na Europa passa por Portugal", disse o responsável.

Lusa

 

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comanche

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« Responder #10 em: Janeiro 06, 2008, 03:58:50 pm »
Brasil: Comércio com Portugal aumentou 20 por cento em 2007


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Brasília, 04 Jan (Lusa) - O comércio entre Brasil e Portugal aumentou 20 por cento no ano passado face a 2006 para 2.137 milhões de dólares (1.451 milhões de euros), informou hoje à Lusa fonte do governo brasileiro.

Segundo os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as exportações brasileiras para Portugal subiram 22,3 por cento para 1.796 milhões de dólares (1.219 milhões de euros).

As exportações portuguesas para o Brasil também registaram um aumento (9,8 por cento) e somaram 340,991 milhões de dólares (231,573 milhões de euros).

Em Dezembro, o Brasil vendeu para Portugal o equivalente a 172,492 milhões de dólares (117,142 milhões de euros), enquanto as exportações portuguesas para o mercado brasileiro totalizaram 32,493 milhões de dólares (22 milhões de euros).

Os principais produtos portugueses vendidos para o Brasil no ano passado foram azeite, bacalhau, vinhos e óleos lubrificantes sem aditivos.

Na pauta de exportação brasileira para Portugal, o grande destaque foi o petróleo, que respondeu por 35,8 por cento do total de itens vendidos para o mercado português (644 milhões de dólares).

Os outros produtos brasileiros mais comprados pelos portugueses foram soja, milho e laminados de ferro e aço.

No geral, a balança comercial brasileira apresentou um saldo comercial no ano passado de 40,039 mil milhões de dólares (27,191 mil milhões de euros), resultado de exportações de 160,649 mil milhões de dólares e importações de 120,610 mil milhões de dólares.

Este saldo foi 13,8 por cento menor do que o verificado em 2006 (46,456 mil milhões de dólares).

 

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comanche

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« Responder #11 em: Janeiro 16, 2008, 12:11:53 pm »
Turismo: Brasil recebeu mais portugueses em 2007 e quer investir 4 ME a promover novos destinos


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Lisboa, 16 Jan (Lusa) - O número de turistas portugueses a escolher o Brasil para passar férias terá subido em 2007, mas o país pretende continuar a investir, mais de quatro milhões de euros, para apresentar em Portugal destinos diferentes da habitual praia.

Em declarações à agência Lusa, a presidente da Embratur (entidade responsável pela promoção do turismo brasileiro) avançou que se regista actualmente "uma estabilidade" na evolução dos portugueses a deslocarem-se ao Brasil "proporcional à dimensão da população portuguesa".

Jeanine Pires refere as estimativas para 2007 que apontam para cerca de 340 mil portugueses a chegarem ao Brasil contra 312 mil em 2006, mantendo-se Portugal como o terceiro país emissor do mundo e o primeiro da Europa para o mercado brasileiro.

Aliás, reforça com dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) português que referem que no terceiro trimestre do ano passado o número de visitantes nacionais no Brasil subiu 12 por cento e "no quarto trimestre o acréscimo terá sido maior", segundo a presidente do Embratur.

Agora, a aposta do Brasil junto dos portugueses é apresentar destinos alternativos do sol e praia, o produto a que o país é mais associado, relacionados com a cultura, História e natureza.

O orçamento da Embratur para promoção em Portugal é de cerca de quatro milhões de euros em 2008, mas a este montante é necessário acrescentar as acções que cada Estado brasileiro tem autonomia para realizar, como explicou Jeanine Pires.

A responsável exemplifica com o valor total investido em promoção em Portugal no ano passado, de 4,9 milhões de euros.

E a participação na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), que hoje se inicia, é um exemplo da actividade de promoção, mantendo-se a tradição de o Brasil ter o maior stand da feira, resultado de um investimento estimado por Jeanine Pires entre 600 mil e 800 mil euros.

Na 20ª edição da BTL a aposta do Brasil vai para Minas Gerais e Brasília, precisamente os destinos dos novos voos da TAP, sendo apresentados vários produtos típicos dos Estados próximos.

O nordeste do país não perde espaço de promoção e apresenta aos visitantes da feira "novidades tanto em termos de empreendimentos como de novas regiões a visitar", não deixa de lembrar a presidente a Embratur.

De salientar que a Embratur já está a divulgar o facto de o Brasil ter sido escolhido para organizar o Campeonato Mundial de Futebol em 2014 e pediu o apoio do jogador Liedson, do Sporting, que vai estar presente no stand.

"A estratégia é diversificar, desde 2007" e os novos voos da TAP para Brasília e Minas Gerais, este ano, vão abrir mais um conjunto de oportunidades para os operadores turísticos elaborarem pacotes de férias conjugando vários produtos, especifica Jeanine Pires.

Por outro lado, não se esquece de frisar a importância da complementaridade dos voos charter, principalmente na época alta.

Questionada acerca dos efeitos da valorização do real face ao euro, a responsável do sector turístico brasileiro não deixa de admitir que "as consequências foram fortes em Julho e Agosto, pois os pacotes de férias tinham sido comprados com um valor diferente".

E nessa altura, "notou-se mesmo uma descida no turismo internacional" para o Brasil, mas tal situação não impediu que 2007 apresentasse um crescimento de 14 por cento nas receitas turísticas, até Novembro, para 2,8 mil milhões de euros.

Segundo a Embratur, 30 por cento das viagens dos portugueses para fora da Europa, em deslocações de mais de seis a sete horas, destinam-se ao Brasil.

E com a proximidade crescente entre os dois povos, as visitas a amigos e parentes tem registado uma importância cada vez maior, refere.

Mas, o estreitar de relações entre Portugal e o Brasil também tem efeitos na área dos negócios que "está a expandir-se" principalmente em algumas cidades.

Além do mais conhecido nordeste, pelas suas praias, os portugueses chegam cada vez mais ao Rio de Janeiro e regiões circundantes ou a Florianópolis, no estado brasileiro de Santa Catarina, no sul do país.

Natal, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador da Bahia ou Fortaleza são os destinos mais escolhidos para o lazer, enquanto São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte recebem mais portugueses que viajam por motivos profissionais, especifica a presidente da Embratur.

Quanto à motivação dos turistas portugueses, 57 por cento procuram ainda sol e praia, mas 17 por cento já vão ao Brasil por causas culturais e outros 17 por cento para passar uma férias em natureza e ecoturismo.

O turista português gasta, em média, por dia, 73,5 dólares (cerca de 50 euros) na área quando viaja em lazer e 165 dólares (111,7 euros) quando a deslocação é de negócios, o que dá um valor médio de 92 dólares (62,3 euros).

 

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comanche

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« Responder #12 em: Fevereiro 13, 2008, 02:20:45 pm »
Brasil: Investimentos portugueses aumentaram quase 50% para 357 milhões de euros em 2007


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Brasília, 13 Fev (Lusa) - Os investimentos directos portugueses no Brasil aumentaram 48,9 por cento em 2007, face ao ano anterior, para 519 milhões de dólares (357 milhões de euros), informou hoje à Lusa fonte do Banco Central (BC).

Os investimentos portugueses representaram 1,5 por cento do total investido pelos estrangeiros no Brasil (34,6 mil milhões de dólares) no ano passado.

A maior parte dos investimentos portugueses (324 milhões de dólares) foi aplicada no sector de serviços, nomeadamente na área financeira, com o banco Bradesco a liderar o ingresso de dinheiro proveniente de Portugal - 143 milhões de dólares, o equivalente no câmbio actual, a 98,4 milhões de euros.

O Bradesco é o maior banco privado brasileiro e é parceiro do grupo Espírito Santo.

O Bradesco e o BES mantêm uma parceria que inclui participações cruzadas de cerca de três por cento do capital.

Além disso, o Bradesco detém 20 por cento do BES Investimento do Brasil.

Na indústria brasileira, os portugueses investiram 53 milhões de dólares e na agricultura apenas quatro milhões de dólares.

Houve ainda operações inferiores a um milhão de dólares, não discriminadas pelo BC, que somaram mais de 80 milhões de dólares.

Além do Bradesco, destacaram-se no ano passado no ranking dos investidores portugueses a Aero LB Participações, do sector de transporte, que aplicou no Brasil 32 milhões de dólares, a Alnilan, indústria de artigos de borracha e plástico (31 milhões de dólares) e a White Martins Gases Industriais (18 milhões de dólares).

Portugal passou de 15º maior investidor estrangeiro no Brasil em 2006 para o 14º lugar no ano passado, atrás dos Países Baixos, Estados Unidos, Luxemburgo, Espanha, Alemanha, Ilhas Cayman, Bermudas, França, Reino Unido, Suíça, Canadá, Chile e Bahamas.

Os retornos de investimentos para Portugal totalizaram 230 milhões de dólares (158 milhões de euros), dos quais 160 milhões de dólares são do Bradesco.

Os investimentos directos estrangeiros (IDE) no Brasil registaram recorde no ano passado ao somar 34,6 mil milhões de dólares (23,8 mil milhões de euros), 84,3 por cento mais que o ingresso de 18,7 mil milhões de dólares no ano anterior.

 

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André

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« Responder #13 em: Março 05, 2008, 08:38:37 pm »
Missão empresarial portuguesa visita Estados de São Paulo e Minas Gerais em Abril

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Uma missão empresarial portuguesa visitará os estados de São Paulo e de Minas Gerais, entre 06 e 12 de Abril, no âmbito das comemorações dos 200 anos da chegada ao Brasil da família real portuguesa.

A delegação terá a participação de diversos sectores, com destaque para aqueles com maior potencial de exportação para o Brasil, identificados num recente estudo encomendado pelo Conselho das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil.

A missão será organizada pela Associação Industrial Portuguesa - Confederação Empresarial (AIP-CE), em articulação com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), com o apoio da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira (CCILB) e do Banco Espírito Santo.

A programação inclui seminários, ronda de negócios, visitas a empresas nos dois estados brasileiros e a abertura da "Exposição Museu de Azulejos Portugueses", em São Paulo.

Realizado no ano passado, o estudo "O Potencial de Exportação de Produtos Portugueses para o Brasil" identificou um mercado potencial de oito mil milhões de dólares para as exportações portuguesas.

O estudo identificou 120 produtos portugueses, divididos em 19 grupos, com grande competitividade no mercado internacional, e que podem ser exportados também para o Brasil.

Actualmente, esses produtos correspondem a 13,7 por cento do total das exportações portuguesas (4,6 mil milhões de dólares) e a 11 por cento das importações brasileiras (7,6 mil milhões de dólares).

As exportações portuguesas desses 120 produtos para o Brasil, entretanto, são apenas 42,5 milhões de dólares, entre 2004 e 2005, período de análise do estudo.

Entre os grupos analisados, três deles representam dois terços das exportações portuguesas e 61,5 por cento das importações brasileiras, como veículos, partes e peças, materiais eléctricos, máquinas e instrumentos mecânicos.

Actualmente, as exportações portuguesas para o Brasil estão concentradas em 18 produtos, com destaque para o azeite, responsável por 24 por cento do total.

Portugal exporta ainda minérios de cobre, óleos lubrificantes, máquinas e equipamentos, que juntos representaram apenas 0,3 por cento do total das importações brasileiras.

As exportações brasileiras para Portugal, por seu turno, estão concentradas em 20 produtos, com destaque para o petróleo bruto.

Lusa

 

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André

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« Responder #14 em: Abril 11, 2008, 06:57:50 pm »
Potência emergente hesita em investir na ex-metrópole, onde compra pouco mais que bacalhau

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O Brasil afirma-se como potência económica global, mas os agentes económicos portugueses precisam de agressividade, mais do que a propalada afinidade cultural e linguística, para captar grandes investimentos e vender mais do que bacalhau e produtos tradicionais.

No Colóquio "1808-2008 E o Futuro das Relações Económicas Portugal-Brasil", que hoje terminou em Lisboa, dezenas de empresários, diplomatas e académicos foram praticamente unânimes no enaltecimento do actual momento da economia brasileira e da oportunidade que representa para Portugal e as empresas portuguesas, mas também foram identificados os constrangimentos às relações económicas bilaterais.

O embaixador de Portugal no Brasil, Francisco Seixas da Costa, e o seu homólogo brasileiro, Celso Vieira de Sousa, assumem existir uma "incapacidade" de alargar o leque de exportações de Portugal para o Brasil e vice-versa, enquanto Luiz Felipe Lampreia - ex-embaixador brasileiro em Lisboa e actual administrador da Partex (Gulbenkian) - defende que a situação "dificilmente vai mudar".

As exportações portuguesas têm vindo a crescer, mas ainda são pouco significativas e de baixa incorporação tecnológica; a balança pende em larga medida para o lado do Brasil, que exporta derivados de petróleo.

Basílio Horta, presidente da AICEP Portugal Global, afirma "não se resignar aos valores" do comércio bilateral e investimento, "principalmente nesta fase", em que o Brasil está "em posição ascendente na cena económica mundial", mas afirma-se confiante na evolução futura.

Depois da CSN, que comprou a Lusosider, e da Embraer, que ganhou a privatização da OGMA, o próximo investimento significativo brasileiro pode ter como protagonista a Petrobrás, que projecta uma fábrica de biodiesel em parceria com a Galp, segundo disse à Lusa responsável pela área internacional de biodisel da petrolífera brasileira, José Cunha.

"A segunda geração de produção de biodiesel poderá ser, certamente, muito importante para Portugal", considerou Fernando Cunha, adiantando que o plano estratégico da Petrobrás contempla um investimento de 1,5 mil milhões de dólares entre 2008 e 2012 para expansão dos biocombustíveis.

Apesar do esforço oficial para promover Portugal como "rampa de lançamento" para o investimento na Europa, o fluxo é historicamente baixo, e no ano passado ficou-se por 92 milhões de euros, a 19ª posição no investimento directo estrangeiro total em Portugal; já Portugal foi o primeiro investidor estrangeiro no Brasil entre 1998 e 2000, e em 2006 e 2007 ocupou a 5ª posição.

Depois da entrada das "grandes" EDP, PT ou Cimpor, hoje o turismo parece ser o principal "íman" de investimento português no Brasil, estimando a Secretaria de Estado do Turismo da Bahia que o valor dos projectos de investimento ascenda actualmente a 600 milhões de dólares (379 milhões de euros).

Para António Pita de Abreu, administrador do grupo EDP, Portugal precisa de "elites e liderança" e "jogar ao ataque e não à defesa como tem acontecido", para poder afirmar-se num cenário de globalização, em que o Brasil promete ser um actor fundamental.

Se aos portugueses frustra a falta de investimento brasileiro, no Estado da Baía, onde há 200 anos D. João VI pisou pela primeira vez o solo brasileiro depois de mais um mês no alto mar, lamenta-se que o capital luso não vá muito além dos hotéis, estâncias e pousadas no litoral norte, permitindo desenvolver outros sectores da economia local.

Por seu lado, o embaixador Seixas da Costa aproveitou o colóquio, iniciado na quinta-feira, para pedir atenção das autoridades brasileiras para a necessidade de desburocratizar e simplificar a vida das empresas que querem investir.

Mesmo projectos realizados "de forma cuidadosa e cumprindo todas as regras", deparam-se muitas vezes e tardiamente com questões ambientais, de património histórico e demarcação de zonas indígenas, além de questões jurídicas, que atrasam ou põem mesmo em causa o licenciamento dos empreendimentos, disse Seixas da Costa.

Também presidente da CCILB - Câmara de Comércio e Industria Luso-Brasileira, António Bustorff, identifica "constrangimentos na legislação laboral, burocracia e fiscalidade" como entraves a um maior desenvolvimento das relações económicas e comerciais entre ambos os países.

Sem reservas quanto ao "potencial colossal" da economia brasileira e oportunides que apresenta para Portugal declarou-se Ricardo Salgado, presidente do grupo Espírito Santo, "cuja" ES Cultura organizou o evento em conjunto com o Instituto Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Salgado deu mesmo o BES como exemplo do que é possível fazer no "triângulo virtuoso" Península Ibérica - África - Brasil, principalmente através da associação entre empresas portuguesas e brasileiras, ideia também defendida pelo embaixador brasileiro, que apontou para Angola e para o exemplo Galp-Petrobras.

Os académicos Adriano Moreira e Armando Marques Guedes salientaram a importância de o "Atlântico Sul" lusófono se afirmar na cena global, mas Braga de Macedo, ex-ministro das Finanças e presidente do Instituto de Investigação Científica e Tropical, defendeu que a "dimensão económica da CPLP" não está a avançar, por falta de conhecimento mútuo entre os oito países lusófonos.

Luiz Filipe Lampreia apontou para outra importante oportunidade para as empresas portuguesas - tirar partido do envolvimento da Galp Energia enquanto accionista da sociedade que vai explorar uma das maiores reservas de petróleo mundiais, o Tupi, na Bacia de Santos, em parceria com a Petrobras.

O colóquio teve o patrocínio institucional do Presidente da República e terá uma segunda edição, em Outubro, em Salvador da Baía, Brasil.

Diário Digital / Lusa

 

 

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