Constituição do Exército

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typhonman

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« Responder #15 em: Maio 07, 2004, 04:49:47 pm »
Os EUA tem os paras na F aérea !


Volto a repetir os oficiais da Força aérea é que defendem esta ideia!
E eu apoio-os! :wink:
Artigo 308º

Traição à Pátria

Quem, por meio de violência, ameaça de violência, usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria, ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira, todo o território português ou parte dele
 

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psychocandy

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« Responder #16 em: Maio 07, 2004, 04:59:43 pm »
Espero que o belem ganhe, ja que com os c-17 portugal so tinha a perder, ja ta mais que provado que o c-17 eh um brinquedo para um país rico.
Em relação aos paras, a unica vantagem de voltarem para a FAP era uma maior possbilidade de saltos, visto que a FAP muitas vezes faz ouvidos moucos aos pedidos do exercito para saltos, dando origem os famosos meia asa. De resto nao se justifica em ponto algum.
Quanto ao resto da proposta, ta muito gira, pouco realista e pouco interessante dado a' total impossibilidade de algum dia virmos a ter tal equipamento operacional e a trabalhar ao mesmo tempo. Eh mais ou menos como eu escrever sobre o que compraria se tivesse 350 milhoes de euros. Isso fazia eu no secundario... "um dia quando for grande e rico..."
Prefiro e na minha opiniao da' mais luta e gozo, pensar no que poderemos efectivamente comprar com o nosso orçamento, necessidades, vontades politicas e estrategias. Isto claro, para nao desatar a pensar (e chorar) no como seria brutal ter e como de facto nao o e' na realidade. Quem a vive realidade eh que sabe que doi muito a precaridade do nosso exercito. Felizmente temos o que nem que se torçam todos os americanos têm, espirito de corpo, de guerreiro do desenrrasca, que nos vem safando ao longo destes seculos, tudo o que faz de um militar portugues um dos melhores do mundo mesmo sem o equipamento hi-tech ;)
"The nation which forgets its defenders will be itself forgotten."
 

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JNSA

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« Responder #17 em: Maio 07, 2004, 05:02:59 pm »
Citar
Os EUA tem os paras na F aérea !


O quê???  :wink:

Citar
Volto a repetir os oficiais da Força aérea é que defendem esta ideia!
E eu apoio-os!


Não acha que eles são parte interessada, o que lhes pode condicionar um pouco a opinião? De qualquer modo, não há grandes argumentos para justificar esse retorno à FAP...
 

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Fábio G.

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« Responder #18 em: Maio 07, 2004, 05:07:11 pm »
Eu sou da opinião que os páras devem continuar no Exército penso que é melhor opção. Mas a mim tanto me importava onde estivessem desde que tivessemos o equipamento pretendido.
 

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TazMonster

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« Responder #19 em: Maio 07, 2004, 05:45:10 pm »
Bem...
Como é que hei-de começar!!!!!!!?????
Caro Typhonman.
Por acaso entende o conceito de quadro orgânico?????
40 M119 LG???
32 Pzh2000?????

Bem é assim. Passo a explicar o caso da Artilharia, para que estas confusões dos numeros de material possam parar de uma vez por todas.
Explico o caso da Artilharia, mas a analogia aplica-se para as unidades de manobra.
Na nossa Artilharia, uma Bateria de Bocas de Fogo (BBF) (seja AP ou Reb) tem 6 secções de Bocas de Fogo (= 1 arma o como é conhecido 1 Óbus), isto entre outras secções (Adm, Mun, OAv, PCT, Man)
Uma Grupo de Artilharia de Campanha (GAC) tem 3 BBF (normalmente porque uma Brigada tem 3 unidades de manobra [temos uma estrutura trenária], por isso se punha a questão do GAC/BAI ter apenas 2 BBF, se a BAI perde 1 BIPara)
Feitas as contas:  6 Secções x 3 BBF = 18 Obuses para 1 GAC. E apenas existe 1 GAC orgânico por Brigada Independente. (podia falar na Artilharia Divisionária, para o caso das Brigadas Indivisionadas, mas não vou dar aulas de Táctica)
Tacticamente a Artilharia deve ter no minimo, a mesma ou maior mobilidade do que a unidade de manobra que apoia. Logo na BMI apenas devem existir unidades mecanizadas, nunca de rodas (por isso M113 por Piranha III  :? ) senão não consegue acompanhar a manobra da Brigada.
É claro que devem ser adquiridas unidades suplementares (instrução nas Escolas Práticas e para o VPO [Volante de Prontidão Operacional] das Brigadas).
O mesmo se passa para a AAA (Artilharia Anti-Aérea) que usa sistemas canhão e missil para a defesa aérea SHORAD/VSHORAD.
JNSA, ao contrário do que diz, a AAA sistema canhão é muito útil. E cada vez mais volta a ter valor. Os aviões voam baixo para se protegerem da detecção pelos radares, com estes sistemas, são obrigados a subir mais alto, logo perdem precisão e ficam expostos à defesa aérea MEAD/HIMAD, ou aos nossos caças. Também ninguém vai empenhar um missil Stinger contra um UAVzito. Sai mais barato e eficaz usar um sistema canhão.
O GEPARD alemão de 35mm é excelente e com a munição AHEAD da Ruag (creio eu) faz muitos estragos, mesmo contra misseis de médio porte (tipo  Cruise).
Bem o post já vai longo, espero não ter sido chato com esta mini-aula de Táctica.
Dúvidas ?? Questões????
(ups, é do hábito dos métodos de instrução)

Um abraço
Taz
 

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Spectral

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« Responder #20 em: Maio 07, 2004, 06:10:59 pm »
Bem ia a responder, mas o JNSA e o Tazmonster ( finalmente um perito real por aqui, no meio de todos nós generais de sofá  :wink: ) tiraram-me as palavras da boca...
I hope that you accept Nature as It is - absurd.

R.P. Feynman
 

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JNSA

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« Responder #21 em: Maio 07, 2004, 06:19:56 pm »
Citar
JNSA, ao contrário do que diz, a AAA sistema canhão é muito útil. E cada vez mais volta a ter valor. Os aviões voam baixo para se protegerem da detecção pelos radares, com estes sistemas, são obrigados a subir mais alto, logo perdem precisão e ficam expostos à defesa aérea MEAD/HIMAD, ou aos nossos caças. Também ninguém vai empenhar um missil Stinger contra um UAVzito. Sai mais barato e eficaz usar um sistema canhão.


Concordo consigo TazMonster, mas como o Typhonman não explicitou o modelo da arma a empregar, poderia estar a referir-se a peças rebocadas, como as que usamos hoje em dia, que para além de obsoletas, não se adequam à mobilidade e protecção exigida a uma unidade como a BMI...

De resto, concordo com o seu post  :D
 

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Ricardo Nunes

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« Responder #22 em: Maio 07, 2004, 06:24:59 pm »
Typhonman,

Penso que o JNSA já esclareceu, e muito bem, o seu equívoco das forças "paraquedistas" ( os chamados airborne ) norte-americanos.

A USAF opera sim uma "pequena" unidade de ellite ( os boinas grená ) conhecidos como os PJ´s ( ParaRescue ). Estes homens são responsáveis e os intervenientes ( mergulhadores ou soldados ) das missões SAR e CSAR respectivamente.

Até certo ponto são o nosso equivalente do RESCOM e recuperadores salvadores se bem que muito mais bem treinados. São uma força de excepcional.

Com os melhores cumprimentos.
Ricardo Nunes
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dremanu

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« Responder #23 em: Maio 07, 2004, 06:33:07 pm »
Sempre ouvi dizer que os páras Americanos eram infantaria aerotransportada...não foram até, os primeiros os famosos "101st Airborne Division (Air Assault)", os  "Screaming Eagles", sobre o qual se baseou a série "Band of Brothers".

Aqui vai um site com mais informação:

http://www.paratroopers.org/
"Esta é a ditosa pátria minha amada."
 

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JNSA

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« Responder #24 em: Maio 07, 2004, 06:40:14 pm »
Dremanu, os americanos sempre tiveram uma organização bipartida nas forças aeromóveis.

Na 2ª guerra mundial, as divisões aerotransportadas, das quais as mais famosas foram a 82ª All American, e a 101ª Screaming Eagles, tinham regimentos de paraquedistas e regimentos de planadores (infantaria aeromóvel)

Creio que foi durante ou depois da guerra do Vietnam, que a 101ª se transformou numa versão aeromóvel (ou mais correctamente, helitransportada), ao passo que a 82ª corresponde às unidades de paraquedistas clássicas..
 

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NVF

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« Responder #25 em: Maio 07, 2004, 06:41:55 pm »
Boas a todos!

Este é o meu 1º post neste forum — costumava 'postar' algumas coisas no Forum Armada, mas nada de especial. Todavia, como parece que toda a gente se mudou para aqui e este forum é mais completo aqui estou eu.

Relativamente ao tópico só quero acrescentar três coisas:

1) Além da 82ª e da 101ª divisões, o Exército dos EUA ainda tem uma brigada aerotransportada independente em Itália (a 197ª, penso eu) e os Rangers que apesar de serem considerados força de élite ainda têm um número singificativo de combatentes (acho que pelo menos 2 batalhões, ie, mais de 2000 homens).

2) O único país, além de Portugal, em que as forças aerotransportadas, estavam (e estão ainda, penso eu) integradas na força aérea é o México.  Desde já este facto não abona muito a favor da ideia.

3) Os defensores da reintegração na FAP podem dar o exemplo do binómio fuzileiros/marinha (aqui a grande excepção é a França, em que os 'fuzos' são do exército), mas penso que toda a maioria dos interessados (como nós) e até dos especialistas vê as forças aerostransportadas como uma força terrestre, com grande mobilidade, que se pode deslocar e entrar em combate através de meios aéreos. Ao contrário, os fuzileiros requerem meios com grande especificidade, mas num país com as nossas características (leia-se meios) não deverá entrar em acção sem o auxílio dos meios dos outros ramos.

Cumprimentos a todos.
« Última modificação: Maio 09, 2004, 11:57:18 pm por NVF »
Everyone you will ever meet knows something that you don't.
- Bill Nye
 

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JNSA

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« Responder #26 em: Maio 07, 2004, 06:45:54 pm »
Antes do mais, bem vindo NVF  :oops:  :wink:
 

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Fábio G.

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« Responder #27 em: Maio 07, 2004, 07:29:36 pm »
Bem vindo NVF e boa informação essa do México, mais uma razão para as forças aerotransportadas se manterem no Exército.
 

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Nuno

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« Responder #28 em: Maio 07, 2004, 11:16:20 pm »
"brigada aerotransportada independente em Itália (a 197ª, penso eu)".

Só uma correcção deve estar a referir-se á :
  "173d Airborne Brigade - Sky Soldiers-"
 

Nuno.
 

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Ricardo Nunes

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« Responder #29 em: Maio 07, 2004, 11:42:16 pm »
Exacatamente.

É a 173 brigada aerotransportada. Aliás, foi esta brigada que efectou o famoso salto aerotransportado no norte do Iraque durante a operação "Iraqui Freedom" a partir de C-17s que descolaram precisamente de Itália.

O patch da 173rd:




A preparação para o salto operacional Iraquiano em Itália:

Ricardo Nunes
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