Um conflito provável, num futuro médio

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typhonman

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Um conflito provável, num futuro médio
« em: Janeiro 06, 2004, 05:55:24 pm »
Este tópico não vai agradar nada aqueles que consideram a relação entre Portugal e espanha uma relação de fraternidade e de amizade na construção europeia...
A fonte de um eventual conflito que eu prevejo( e já comentada em revistas da especialidade incluindo na MAIS ALTO) é  a falta de água!!
Estima-se que lá para 2050 a situação se agrave, e como todos nós sabemos a maior parte dos nascentes de rios importantes se encontra em Espanha, bastava fazer alguma barragens para deixar Lisboa/Porto " secos" assim como outras zonas de Portugal!
E como nós sabemos a água é indispensável á vida...
Por isso se houvesse algum bloqueio a este liquido precioso, qual deveria ser a atitude de portugal? Ficar sem fazer nada? Bem se isso acontece-se neste momento era a unica hipótese que tinha-mos... :cry:
Artigo 308º

Traição à Pátria

Quem, por meio de violência, ameaça de violência, usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria, ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira, todo o território português ou parte dele
 

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Tiger22

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Um conflito provável, num futuro médio
« Responder #1 em: Janeiro 07, 2004, 10:57:34 pm »
É uma situação provável, mas antes, temos que ter em consideração que a Espanha tal e qual a conhecemos hoje em dia tem os dias contados, a meu ver no máximo 15 anos, dada a importância dos movimentos separatistas que crescem de dia para dia. Veja-se o caso Vasco, a Catalunha e mais recentemente o caso da Andaluzia !!!. Os independentistas encontraram a fórmula para lutar correctamente pela sua causa soberanista: a não violência e a via politico-legal que os estatutos autonómicos permitem. Por tudo isto, e se essa crise a volta da água se vier a verificar, provavelmente teremos que discutir o problema com mais 2 ou 3 repúblicas que se venham a formar dentro da península.
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typhonman

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« Responder #2 em: Janeiro 08, 2004, 12:49:25 pm »
Sim concordo consigo!
Vai acontecer o que aconteceu a Juguslávia...
Eu moro perto da fronteira e apanho Tv espanholas, as noticias de separatismos são cada vez maiores nalguns territórios exactamente os que referiu atrás, Catalunha, País Basco, Andaluzia e mesmo na Galiza já há bastantes adeptos da independência ou união a Portugal 8)
Espanha é uma espécie de união não pelo coração ou estomâgo mas sim uma união " tirada a ferros"..
Espero que isso aconteça!!! :D
Artigo 308º

Traição à Pátria

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Ricardo Nunes

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« Responder #3 em: Janeiro 08, 2004, 09:43:17 pm »
Pessoalmente não acredito na remota hipótesse de um conflito entre as nossas as 2 nações.

Sem dúvida que a questão da água é realmente preocupante mas penso ( espero! ) que nunca iria dar uma origem a um conflito armada, mas sim provavelmente terríveis negociações políticas.

Quanto à questão da divisão de Espanha, é sem dúvida muito interessante. Completamente de acordo com vocês: é o país com maior indíce de regiões com intenções separatistas. Contudo penso que o comum espanhol já se apercebeu nas vantagens do país unificado, isto pois a Espanha caminha a largos passos para se afirmar a 4ª maior economia da Europa ultrapassando a Itália. Contudo existem verdadeiros núcleos de fieis e românticos sempre fieis às suas origens, e tem cada vez maior expressão. Mas para o bem de Espanha, espero que esta se mantenha unida. Se bem que para o bem de Portugal seria engraçado vê-la dividida.  :twisted:

Intressante também, e centro de grande polémica e mesmo conflito entre os nossos 2 países, são as questões de Olivença e das Selvagens. Ora aí está um tema interessante.
Ricardo Nunes
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ferrol

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« Responder #4 em: Janeiro 09, 2004, 11:27:31 am »
No principio, e por cuestión de cortesía, penso que debo presentarme. Escribo desde a Galiza, na Espanha, atopei este novo forum a través do anuncio no forum da Armada e non quixen perde-la oportunidade de coñecer as opinións dos meus benqueridos veciños destes temas e participar delas.

Vaia esta mensaxe para saúdar a tódolos foristas e agradece-lo esforzo na creación deste novo medio de comunicación entre nós.

Para escomenza-la miña participación no forum, quixera comentar un pouco este tema desde o meu particular punto de vista:

Coido que a amizade entre as nosas nacións está hoxe fora de toda dúbida, no eido da OTAN e a UE. Somos compañeiros nesta viaxe e por moito tempo.

Non vexo a rivalidade pola auga moi clara, porque os ríos que desembocan en Portugal, (Tello e Douro, principalmente) non son moi usados na Espanha para regadíos, xa que as zonas por onde pasan se adican na Espanha ó cultivo de cereais e forraxe, que necesitan pouca auga. Outra cousa é o caso do Levante (desde Valencia deica Almería) que necesita auga para o cultivo do arroz, por exemplo. E ninguén falou na Espanha (que eu saiba) de trasvases de auga do Tello ou o Douro.

O caso dos separatismos é unha cuestión política, xa que só un 14% dos vascos, un 12% de cataláns e un 8% de galegos votaron nas ultimas eleccións a partidos separatistas. Outra cousa distinta é que cada un tente saca-lo mellor proveito das inversións estatais e tirar avantaxe das súas pretensións políticas, cousa que é o cerne da democracia, a discusión e o enfrontamento de ideas. Espanha non se separa, levamos 500 anos xuntos, e iso crea necesidades e sentimentos comúns.

¿Cal é, xa que logo, o meirande inimigo de Portugal? Pois creo que non ten, se acaso a reclamación marroquina das Canarias e illotes portugueses cercanos, pero iso non é unha ameaza real.

En fin, saudos, feliz ano novo a todos e sorte para este novo forum.
Tu régere Imperio fluctus, Hispane memento
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papatango

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« Responder #5 em: Janeiro 09, 2004, 08:22:35 pm »
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Vai acontecer o que aconteceu a Juguslávia...
Eu moro perto da fronteira e apanho Tv espanholas, as noticias de separatismos são cada vez maiores nalguns territórios exactamente os que referiu atrás, Catalunha, País Basco, Andaluzia e mesmo na Galiza já há bastantes adeptos da independência

Peço desculpa, mas acho que as noticias da morte da Espanha têm sido bastante exageradas.

Temos que nos lembrar de que sendo a Espanha na realidade um Estado-Federal, embora a constituição não o reconheça. Por isso existe uma natural tendência para as várias regiões "lutarem" entre si. Mas esta luta, é muito mais um aluta por benefícios económicos que outra coisa.

As regiões, muitas vezes abanam as bandeiras do separatismo, mais como uma forma de pressão que com qualquer intuito separatista real.

É como o Alberto João, de vez em quando a falar dos colonialistas de Lisboa. Tem que se entender este tipo de coisas.

Embora seja evidente que as tentações separatistas também existe, e não faría sentido ignora-la.

País Basco e Catalunha são as regiões mais propensas a este tipo de exigência, mas não acredito que alguma vez haja uma evolução para independências. Será muito mais provavel a associação de Estados e a constituição de uma Federação.

A realidade é que as várias nações da Espanha aprenderam (á força, admito-o) a viver umas com as outras, e mesmo durante a guerra-civil, a proclamação da República da Catalunha, foi feita, dentro da República Espanhola, não havendo um impeto independentista.

O Estado-Espanhol, que para a maioria dos Portugueses é uma incarnação da demoníaca Castela - desde que em liberdade - deverá continuar unido por força das suas próprias necessidades e por força da reapolitik europeia.

Na Europa, ninguém quer uma Espanha aos bocados, por uma simples razão:

Se os Catalães, os Bascos e os Galegos, têm direito a um estado, então, também os Bascos da França têm esse direito. Os escoceses, seriam os seguintes e os estados alemães e regiões italianas começariam os planos para a independência. A França não conseguiría justificar a continuação da sua presença na Corsega. A Italia, tería dificuldades em impedir a volta do Reino/Republica da Sardenha, que tem relações históricas com a Catalunha.

A União Europeia, quer criar uma Europa de Estados, e evitar de todas as formas uma Europa de Nações. Para assim, os principais Estados, reforçados pelas várias nações que a constituem, poderem mais facilmente dominar.

Portugal fica um bocado de fora disto tudo, porque a nação Corresponde ao Estado, e por isso temos alguma dficuldade em apreender muitas destas "nuances" e dos porblemas que muitos dos Estados Europeus têm neste domínio.

Igualmente se deve dizer que algo como a Jugoeslávia, sería catastrófico para Portugal. Mesmo não estando metidos nun conflito Ibérico, e não sei se isso sería possível, não nos podemos esquecer das nossas relações económicas com a Espanha na sua totalidade, e que 50% das nossas exportações têm que passar pela Espanha para chegar aos mercados europeus.

Além do mais, Portugal sería um dos destinos de eventuais refugiados. Já estão a ver os problemas que uma catástrofe dessas tería para a economia Portuguesa.

O Algarve sería interessante, apenas a uns quilometros de uma país em guerra?

A Ligação  que muita gente estabelece entre os nomes Espanha e Portugal, implicaría que mesmo que estivessemos totalmente em páz, muita gente não dissociaría uma coisa da outra.



Citação de: "Ferrol"
O caso dos separatismos é unha cuestión política, xa que só un 14% dos vascos, un 12% de cataláns e un 8% de galegos votaron nas ultimas eleccións a partidos separatistas.


Estou de acordo, mas uma coisa é o separatismo integral, outra coisa é o aumento das competências políticas das autonomias.

O Ibaretxe tem uns 40% e é criticado como se fosse o Diabo em pessoa - e ele é a parte "conservadora" do governo Basco. O tipo da Catalunha, Carod Rovira, ficou com 17% e agora a CiU está na oposição - O que é que o Ferrol acha que vai caracterizar o Artur Maas, na oposição ? - Um partido nacionalista catalão, de repente vai ter um discurso pró Madrid?.

Na Galiza o BNG tem 20 a 24% dos votos, e mais de metade dos Galegos vota PP unicamente por causa do velhote.

Portanto a situação parece um bocado confusa.

Aos de cá, a melhor coisa é rezar para que tudo se passe da melhor forma.

Isto não impede no entanto a discussão académica dos temas, de que tratarei futuramente.

Cumprimentos
 

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Tiger22

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« Responder #6 em: Janeiro 09, 2004, 09:04:18 pm »
Caro papatango:
 
Não me parece que o estado actual do separatismo seja um exagero. Veja o caso Vasco, onde se está muito perto de convocar um referendo, onde o resultado mais provável será a aprovação do plano Ibaretxe que prevê um estado livre associado à Espanha, ou seja, uma maneira elegante e disfarçada para, quando assim o entenderem decretarem a independência total. Por outro lado o actual governo da Catalunha, procura exactamente o mesmo, com a agravante de que o referendo catalão poder surgir quando o Vasco já tiver sido aprovado. Que pode fazer o estado central e a Europa? Nada. Trate-se de uma luta pacífica, pelo que esse cenário de conflito que descreveu, nunca o verá. É esse precisamente o triunfo dos independentistas, uma luta pacífica, onde o controlo que eles têm sobre escolas e a cultura regional lhes permitiu ao longo de 20 anos, fazer uma "lavagem intelectual e cultural" de esse fenómeno que eles tanto odeiam chamado de identidade nacional (a espanhola claro). Por outro lado ao contrário do que pensa, eu acho que a Europa e principalmente os países grandes gostariam de ver uma Espanha dividida e fragmentada, já que seria menos um estado a "fazer-lhes concorrência" e penso que, Portugal em particular teria tudo a ganhar.

Cumprimentos
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JNSA

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Re:
« Responder #7 em: Janeiro 12, 2004, 06:55:00 pm »
Este tópico é bastante interessante - um possível conflito Portugal/Espanha, pela gestão dos recursos hídricos. Aliás, esta é uma das causas que os geopolíticos têm apresentado como determinantes para os conflitos futuros... Mas sinceramente, creio que há muito mais probabilidade de ocorrerem em África/Médio e Próximo Oriente, do que na Península Ibérica, isto por uma série de razões, sendo a principal delas a integração europeia.

Embora eu não morra de amores, nem pela UE, nem pela Espanha, a verdade é que o fortalecimento da União Europeia é uma realidade actual, sê-lo-á ainda mais daqui a 10/15 anos, e não sei se daqui a 50 anos, como o Typhoonman sugeriu como data possível para o conflito, não se terá já entrado numa Federação/Confederação Europeia...

A possibilidade de Portugal invadir uma Espanha unida é inconcebível. Quanto a uma Espanha dividida, as probabilidades de ela se fragmentar são, na minha opinião, e mais uma vez por causa da UE, cada vez mais remotas.

A Espanha caminhará possivelmente para uma Federação, e não para a criação de novos Estados independentes, visto que os movimentos independentistas tenderão a ser abafados pelo interesse da "comunidade internacional" ( leia-se os países europeus que têm focos de separatismo interno )... E acreditem que eu gostaria, do ponto de vista puramente económico-político, de ver a Espanha dividida... era menos um país a fazer-nos sombra... Mas duvido que venha a acontecer.

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Temos que nos lembrar de que sendo a Espanha na realidade um Estado-Federal, embora a constituição não o reconheça.


Caro papatango, embora haja divergência de opiniões sobre essa matéria, a Espanha não é, actualmente uma Federação. É, ou um Estado Regional, ou um Estado Unitário descentralizado... Eventualmente está próximo de um Federalismo Imperfeito, como no Brasil.


De qualquer modo, os actuais movimentos políticos na Catalunha e País Basco, parecem-me mais formas de obter concessões por parte de Madrid, do que um avanço para a independência. Eventualmente o que poderá acontecer é, num estádio mais adiantado da UE ( já como Federação ), que a Espanha venha a ser dividida em Estados Federados. E aí, Portugal já não poderá entrar em guerra com a Espanha - seria uma guerra civil!  :shock:  ( que raio de perspectiva!! )

Abraços
João Albuquerque
 

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komet

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« Responder #8 em: Janeiro 12, 2004, 09:21:54 pm »
Voçês estão a ver tudo ao contrário, da maneira que isto está nós vamos é ser anexados à Espanha lol  :P
"History is always written by who wins the war..."
 

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ferrol

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Non creo, non sei...
« Responder #9 em: Janeiro 15, 2004, 03:25:17 pm »
Citação de: "komet"
Voçês estão a ver tudo ao contrário, da maneira que isto está nós vamos é ser anexados à Espanha.

Bon, tal e como está o sistema, as empresas grandes mercan ás máis pequenas, para gañar mercados e clientes.

Tan certo é que os bancos españois mercan outros em Portugal como que a Caixa Geral ou CimPor merca na Espanha. E o normal xogo dos peixes grandes que comen os pequenos.

A política portuguesa depende en parte da espanhola (a entrada na Comunidade Europea, as políticas pesqueiras rexionais, etc) en tanto en quanto defendemos intereses semellantes.

Penso en todo caso, que o conflicto máis probable sexa polas cuestións da pesca, fartos os pescadores de Huelva do acoso da Marinha Portuguesa, por exemplo.


Citação de: "Tiger22"
Que pode fazer o estado central e a Europa?


Aplica-la lei espanhola. A lei prohíbe a convocatoria de referendos se non é en todo o Estado, e se se convocan os convocantes enfróntanse ó cárcere entre 3 e 5 anos.

A nosa transición á democracia fíxose coa idea de "á lei pola lei", cambiando as antiguas leis da dictadura cos recursos que permitían esas mesmas leis. Tendo eso en conta, só se pode cambiar unha lei xeral do Estado, como son os Estatutos Autonómicos co permiso dunha outra lei xeral, aprobada polo Congreso e o Senado espanhol, previa consulta en referendo a todos os espanhois. Polo tanto, calquera consulta nun so territorio é inválida.

Do mesmo xeito, penso que se confunde o termo "Nacionalista" co de "independentista", e non son o mesmo.
Os empresarios Bascos e Cataláns son na maioría nacionalistas, porque queren mellorar as condicións das empresas bascas e catalanas antes que as de Murcia ou de Castela, por exemplo, pero non son independentistas, porque saben que nin Catalunha nin o Pais Basco sós poden competir nunha economía globalizada como a que vivimos.

A maior escala é o mesmo que se comparamos Europa e os USA. Cada estado europeo só non pode competir cos americanos, pero en conxunto sí, gañando competitividade, clientes e mercados.

Saúdos desde a Galiza.
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papatango

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« Responder #10 em: Janeiro 17, 2004, 06:38:52 pm »
Citação de: "Ferrol"
Aplica-la lei espanhola. A lei prohíbe a convocatoria de referendos se non é en todo o Estado, e se se convocan os convocantes enfróntanse ó cárcere entre 3 e 5 anos.


Tenho que dizer que pessoalmente acho que as questões nacionalistas em Espanha têm muito mais a ver com resistências a coisas como as migrações internas que outra coisa qualquer.

No entanto, a lei, deve de facto ser universal para todos, e deve existir o "Primado da Lei".

No entanto a lei, existe para servir os povos, que necessitam de um código de leis para gerir a nação ou país. OPortanto as leis servem para defender os cidadãos.

A lei do estado espanhol pode proíbir um referendum, que não seja a nível nacional, mas não será essa proibição em si mesma uma negação da liberdade?

Senão vejamos: Quando Timor se tornou independente da Indonesia, devería ter havido um referendum em toda a Indonésia para decidir sobre a independência de Timor?

Se o argumento da maior abrangência do referendum fosse válido, então teríamos que aceitar - por absurdo - que amanhã, o governo de Espanha podería pedir um referendum ibérico para decidir anexar Portugal á Espanha.

Ora, em tal referendum, votariam todos os cidadãos da peninsula, e sendo que os portugueses representam 20% desse total, logo podiamos pura e simplesmente desaparecer por via administrativa, porque a nossa dimensão demográfica/eleitoral nunca nos permitiría - mesmo que votassemos todos contra -  defender a nossa independência por meios pacificos.

Portanto, impedir um referendum no País-Basco, argumentando que tería sempre que ser um referendum nacional é um absurdo anti-democrático.

Imagine você, que amanhã a maíoria dos Espanhois queria abandonar a União Europeia, e tinha que haver um referendum a nível europeu para decidir. Se a Europa não estivesse de acordo, mesmo que todos os espanhois votassem a favor, a Espanha nunca sería livre de saír da U.E.

Isso faría sentido?
Isso sería justo ?

Não me parece,

O pior de toda esta história está portanto há vista.
Ou seja, havendo um impedimento constitucional, o que se está a dizer é que não havendo uma forma legal de o povo se expressar, então o povo tem que se expressar de forma violenta.

Essa é a mensagem que a proíbição constitucional deixa no ar, e é nessa mensagem que está o problema. Ou seja, quando a lei instituida, impede um povo de decidir o que quer e o impele a concluir por um caminho violento, por falta de saída legal/constitucional pacífica.

Cumprimentos
 

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ferrol

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Pequenas inquedanzas
« Responder #11 em: Janeiro 21, 2004, 10:35:00 am »
Vou tratar de respostar dun modo sinxelo ó amigo papatango, ó cal leo habitualmente noutros foros, sempre con boas razóns.

Quixera introduci-lo concepto de soberanía nesta discusión. A soberanía do pobo español reside no parlamento, que é a expresión da democracia popular.

A partires de ahí, debo lembrar que o Estatuto de Autonomía basco foi aprobado polo parlamento español, o cal significa que só o parlamento español pode aprobar unha reforma.

Asemade, se a reforma é o suficientemente grande como para ter que modifica-la Constitución española, aprobada polo pobo español, nese caso debe se-lo pobo español de novo o que aprobe as modificacións necesarias para que as dúas leis (Constitución e Estatuto) non se contradigan nun novo referendum.

Comprendo que este sexa un tema un pouco aburrido. Calquera comparación con outros países ou situacións é pouco útil, porque Espanha ten unha organización territorial, social e política única. Parécese algo a Irlanda, Timor, os Lander alemáns, pero ten suficientes diferencias como para non poder ser comparado con eles.

Máis nada. Un saudiño desde a Galiza.
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Tiger22

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« Responder #12 em: Janeiro 26, 2004, 10:37:15 pm »
Diário de Notícias 2004/01/26

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Madrid 'seca' rios portugueses

PEDRO ALMEIDA VIEIRAEspecial para o DN
Madrid tem estado a «secar» os rios portugueses para fazer frente a um Inverno pouco pluvioso. Há dias, à entrada em Portugal, o Tejo já não tinha caudal. No fim de Dezembro, a mesma situação verificou-se no Guadiana. A escassez de água em pleno Inverno augura um ano de problemas para a produção hidroeléctrica portuguesa e mesmo para o enchimento da barragem de Alqueva, que, há cerca de dois anos, fechou as comportas. Estas situações estão em claro desrespeito pelo convénio luso-espanhol dos rios internacionais, sobretudo no caso do Guadiana, em que o caudal nunca pode ser nulo em quaisquer circunstâncias.

No último boletim hidrológico do Ministério do Ambiente de Espanha, do dia 19, o caudal da estação de Alcântara - a jusante da barragem espanhola com o mesmo nome, junto à fronteira - apresentava um registo de «0,00 metros cúbicos por segundo (m3/s)». Esta ocorrência verificou-se na semana em que o Governo de Aznar aprovou um transvase de 140 hectómetros cúbicos de água (equivalente a cerca de 15% do volume de armazenamento da albufeira de Castelo de Bode) desde o Tejo até à bacia do Segura, que ocorrerá durante o primeiro trimestre do ano.

Idêntica situação ocorreu também no Guadiana: na estação de Badajoz, a 29 de Dezembro, consta o caudal de «0,00 m3/s».

Embora o convénio, assinado no final de 1998, tivesse como objectivo primordial fazer cessar os repetidos cortes de caudal nos rios internacionais, os casos de «fecho da torneira» não têm cessado. Apesar de Lisboa nunca ter denunciado estes casos, certo é que desde 2000, ano da entrada em vigor do último convénio dos rios internacionais, Madrid tem sistematicamente cortado o fluxo de água no Tejo e Guadiana junto à fronteira portuguesa, por vezes durante vários meses. E estas situações nem sequer têm sido exclusivas dos períodos de Verão.

A estação de Alcântara, no Tejo, teve já 36 registos de caudal nulo, enquanto a de Badajoz, no Guadiana, apresentou 26. O Douro tem apresentado variações, mas nunca atingindo caudais nulos, o que se compreende pela maior pluviosidade.

A situação de «torneira fechada» foi particularmente grave em 2002. Entre 7 de Julho e 20 de Outubro desse ano, apenas em duas semanas se registou caudal afluente a Portugal vindo da barragem espanhola de Alcântara.

No caso do Tejo, apesar dos caudais nulos, Madrid pode não estar a desrespeitar o convénio dos rios internacionais, pois o regime não especifica caudais mínimos, apenas volumes anuais. Isso significa que, no limite, Espanha pode cumprir as normas do convénio só no Outono e Inverno, secando o rio durante o Verão.

Mas, em relação ao Guadiana, Madrid está claramente a desrespeitar o convénio. Para este rio, o acordo já estipula que, em nenhuma circunstância, a Espanha poderia reduzir o caudal em Badajoz para menos de 2 m3/s, situação que, contudo, se verificou em 9 semanas em 2003, 13 semanas em 2002 e em 4 semanas em 2000.

Ao DN, Orlando Borges, presidente do Instituto da Água, «não confirma estas situações de desrespeito espanhol». «No mês passado, fizemos uma avaliação do convénio; Espanha tem cumprido», afiança. Opinião distinta tem Eira Leitão, secretário-geral do Conselho Nacional da Água, órgão consultivo do Ministério do Ambiente. «É quase criminosa a atitude de Espanha em relação à gestão dos rios internacionais, em desacordo com a Directiva-Quadro da Água emanada da União Europeia», diz. Hélder Spínola, presidente da Quercus, também critica os governos português e espanhol. «Não se pode continuar a gerir os recursos hídricos como se não houvesse valores ecológicos e sociais a preservar; o convénio existe há quatro anos e a situação não tem melhorado.»


Nem de propósito  :roll:  :roll:
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Luso

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« Responder #13 em: Janeiro 26, 2004, 10:59:26 pm »
"Ao DN, Orlando Borges, presidente do Instituto da Água, «não confirma estas situações de desrespeito espanhol». «No mês passado, fizemos uma avaliação do convénio; Espanha tem cumprido», afiança."

Só mesmo um tipo desses é que chega a presidente de organismo público. Está tudo bem. Não fazer ondas e ser simpático. Logo mentiroso e cobarde.

Este é um dos responsáveis pela nossa miséria.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Cody

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« Responder #14 em: Setembro 05, 2005, 11:23:50 pm »
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É uma situação provável, mas antes, temos que ter em consideração que a Espanha tal e qual a conhecemos hoje em dia tem os dias contados, a meu ver no máximo 15 anos, dada a importância dos movimentos separatistas que crescem de dia para dia. Veja-se o caso Vasco, a Catalunha e mais recentemente o caso da Andaluzia !!!. Os independentistas encontraram a fórmula para lutar correctamente pela sua causa soberanista


Amigos portugueses,creo q desde alli se ve un poco exagerado el separatismo español.
Tanto en Cataluña como en el Pais Vasco el movimiento independentista es una minoria.Aun mas en Cataluña donde el partido independentista apenas consiguio votos.

En Andalucia la gente se siente muy española,y para nada se quieren separar.Alli la mayoria de los coches llevan en la parte de atras una banderita de España.Para nada Andalucia quiere la independencia.

En Galicia el partido mas votado es el PP.Principal partido que defiende la unidad de España.Galicia y los gallegos se sienten muy Españoles.

Y lo mas importante.....la constitucion española dice en su principal articulo,q solo con el permiso de todos los españoles una comunidad puede sonseguir la independencia.Y ese caso nunca se dará.

Yo he vivido en Cataluña muchos años,y aunque sea cierto q hay catalanes q no se sienten españoles,la mayoria si lo sienten.

En fin amigos.....lo que dije antes,desde alli se ve muy exagerado el movimiento independentista.Y España sera España durante muchisimos años.Y con mas fuerza aun al estar en la UE.
 

 

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Última mensagem Outubro 22, 2004, 10:29:32 am
por P44