Rússia

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André

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« Responder #90 em: Fevereiro 12, 2008, 01:37:32 pm »
Bombardeiros russos sobrevoam porta-aviões norte-americano

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Dois bombardeiros russos sobrevoaram no fim-de-semana, a baixa altitude, um porta-aviões norte-americano que se encontrava a Oeste do Pacífico, levando à intervenção de quatro caças-bombardeiros, indicou uma fonte da Defesa dos EUA.

Quatro caças F-18 foram enviados para interceptar os bombardeiros russos, depois de estes terem sobrevoado a coberta do porta-aviões USS Nimitz, referiu a fonte, que pediu o anonimato.

Os bombardeiros russos seguiam, sábado de manhã, para o Sul do Japão quando se dirigiram para o USS Nimitz, que, em resposta, lançou os caça para os levar para fora da zona.

«Não houve nenhuma comunicação verbal entre os aviões do Nimitz e os aviões russos», adiantou a mesma fonte, acrescentando que os bombardeiros sobrevoaram o porta-aviões a uma altitude de 2.000 pés (cerca de 610 metros).

Desde Julho de 2004, é a segunda vez que um bombardeiro russo sobrevoa um porta-aviões norte-americano.

O USS Nimitz efectuava uma patrulha de rotina na altura do incidente.

Diário Digital / Lusa

 

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André

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« Responder #91 em: Fevereiro 12, 2008, 02:01:58 pm »
Vladimir Putin aprova retirada de radares russos da Ucrânia

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O presidente russo, Vladimir Putin, aprovou a retirada de radares russos da Ucrânia, país que deseja entrar na NATO, anunciou hoje o Kremlin, antes de um encontro entre Putin e o seu homólogo ucraniano, Viktor Yushenko, em Moscovo.

Putin assinou uma lei denominada de «anulação de acordo entre Rússia e Ucrânia sobre os sistemas de prevenção anti-mísseis e de controlo espacial», segundo os porta-vozes do Kremlin.

A lei, adoptada pela Duma - câmara baixa do parlamento russo - a 25 de Janeiro, permite o encerramento das bases de radares russas de Mukacheve (oeste da Ucrânia) e Sebastopol (Crimeia, sul) e a repatriação do material.

O chefe das forças espaciais russas, Vladimir Popovkin, explicou a 25 de Janeiro que a Rússia tenciona retirar ao longo do tempo todos os radares que tem no exterior e de «não depender mais de outros países» como a Ucrânia, Azerbeijão, Cazaquistão ou Bielorrússia.

O vice-ministro da Defesa, Nikolai Pankov, explicou a vontade de começar pela Ucrânia devido à intenção desta ex-república soviética de entrar na NATO.

Lusa

 

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Lancero

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« Responder #92 em: Fevereiro 13, 2008, 12:02:19 am »
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Rússia: Forças Armadas e complexo militar-industrial em profunda crise - Estudo


    Moscovo, 12 Fev (Lusa) - A organização não governamental russa, Instituto da Estratégia Nacional, concluiu que as forças armadas da Rússia se encontram numa "profunda crise" e que "tendências desfavoráveis no desenvolvimento da esfera militar adquiriram carácter irreversível", indica um relatório hoje divulgado.  

     

    O documento, preparado por um grupo de peritos militares, constata que as forças nucleares estratégicas da Rússia, que actualmente e num futuro próximo, permitem destruir qualquer país em meia-hora, "são o único factor que permite considerar a Rússia uma grande potência militar".  

     

    "Graças ao armamento nuclear, o país pode não se preocupar com a sua soberania", refere o relatório, mas acrescenta: "Todavia, o que ocorre com as forças nucleares pode ser considerado o maior fracasso que anula todos os êxitos no campo da política militar, se é que tais existem".  

     

    O estudo do Instituto da Estratégia Nacional constata que, entre 2000 e 2007, "as forças nucleares estratégicas perderam 405 portadores e 2.498 ogivas. Foram fabricados apenas 27 mísseis, ou seja, sete vezes menos do que nos anos 1990. Foram retirados 440 mísseis intercontinentais com 2.348 ogivas, dois aviões Tu-95MS, um avião Tu-160".  

     

    "Desse modo, ocorre uma redução do potencial nuclear estratégico. Além disso, as tendências de desenvolvimento devem ser consideradas claramente negativas", sublinha.  

     

    Os peritos militares constatam também a pouca mobilidade das bases de lançamento dos mísseis intercontinentais russos e as dificuldades de modernização: "para criar, ensaiar e começar a produzir mísseis intercontinentais pesados com múltiplas ogivas da nova geração são necessários muitos anos e centenas de milhares de milhões de rublos, bem como a formação de novos centros de projecção e novas empresas de produção".  

     

    "Se a situação é dramática com as forças nucleares terrestres, a situação com a vertente naval das forças nucleares é ainda pior", referem os peritos.

     

    "Em meados da próxima década, as forças nucleares russas poderão ficar com apenas 300 mísseis intercontinentais de base terrestre e naval e até 600 ogivas para eles. É posto em dúvida o cumprimento por essas forças da função de contenção nuclear. Os Estados Unidos terão a possibilidade de, com a ajuda de um ataque não nuclear, destruir quase todas as forças estratégicas russas e destruir as restantes com a ajuda do sistema de defesa antiaéreo", lê-se no relatório.  

     

    "As forças estratégicas da China, nessa altura, serão iguais ou maiores do que as russas quanto ao número. Tendo em conta a superioridade absoluta das forças armadas convencionais chinesas, em comparação com as russas e o baixo nível de sensibilidade dos chineses para com as suas perdas humanas, surge uma situação em que tanto Pequim, como Washington podem falar com Moscovo a partir de posições de força. Deixará de ter sentido falar de garantias da soberania da Rússia", indica.  

     

    De acordo com os especialistas russos, "o único momento positivo no desenvolvimento das armas nucleares pode ser o início da construção de uma nova série de estações de radares de prevenção de ataques de mísseis".  

     

    Quanto às forças armadas convencionais, os peritos consideram que "a situação é menos crítica do que nas forças nucleares estratégicas apenas porque a sua capacidade de trabalho não é tão criticamente importante para a conservação da soberania da Rússia. Não obstante, sem forças armadas convencionais fortes é impossível garantir a capacidade de defesa da Rússia".  

     

    O relatório adianta que "entre 1992 e 1999, as tropas terrestres receberam 120 tanques T-90 e até 30 T-80U. Entre 2000 e 2007, receberam 90 tanques T-90. Ao todo, as tropas terrestres têm apenas cerca de 200 batalhões blindados. Além disso, uma parte significativa dos tanques encontra-se em bases de conservação".  

     

    Os peritos consideram que, se não forem tomadas medidas radicais de modernização, as forças armadas convencionais russas poderão, nos próximos oito a dez anos, descer até ao nível de forças análogas de um país europeu médio.  

     

    "O nosso país deixará de ter poder de concorrência militar não só em relação à China e Estados Unidos, mas também em relação à Turquia e Japão e, no futuro, em relação aos países europeus da NATO", sublinham.  

     

    Este estudo chama também a atenção para o estado da indústria militar-industrial, sublinhando que a falta de encomendas de armamentos por parte do Estado levou "à perda de tecnologias importantíssimas e dos quadros mais qualificados".

     

    "Para alterar a situação criada, é necessário elaborar uma nova concepção da organização militar, baseada na avaliação das ameaças externas reais para a Rússia. Ela deverá basear-se em novas abordagens da formação do sistema de comando das Forças Armadas e das suas estruturas, da política técnico-militar, dos princípios de prestação de serviço militar e da organização da preparação militar", refere.  

     

    Este documento foi publicado numa altura em que o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, fala da possibilidade do início de uma nova corrida aos armamentos e promete "respostas assimétricas" aos planos militares dos Estados Unidos e da NATO.
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

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ricardonunes

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« Responder #93 em: Fevereiro 13, 2008, 12:41:42 am »
Pode ser bluff, ou não :!:
Potius mori quam foedari
 

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« Responder #94 em: Fevereiro 13, 2008, 12:50:24 am »
Citação de: "ricardonunes"
Pode ser bluff, ou não :!:


O leste da europa quer, e penso bem os misseis americanos porque sao so os americanos que dao a cara para os proteger! Se ficassem a espera do resto da europa bem podiam esperar que nada vinha! O seu raciocinio cheira-me a retorica pacifista sovietica!
 

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ricardonunes

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« Responder #95 em: Fevereiro 13, 2008, 12:59:36 am »
Citação de: "oultimoespiao"
Citação de: "ricardonunes"
Pode ser bluff, ou não :!:

O leste da europa quer, e penso bem os misseis americanos porque sao so os americanos que dao a cara para os proteger! Se ficassem a espera do resto da europa bem podiam esperar que nada vinha! O seu raciocinio cheira-me a retorica pacifista sovietica!


Não, é mais retórica anti-americano que tem a mania de meter a pata em tudo, e o resultado é o que está à vista!

Metem-se em todas, e quando estão aflitos gritam por socorrooooo!!!!!!!!!!!!!

E quando existe alguém com dois dedos de testa :idea:  e diz, vão-se..... são logo apelidados de cobardes, quando os maiores são os que gritam por socorrooooo!!!!!!!!!
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« Responder #96 em: Fevereiro 13, 2008, 03:13:13 am »
Citação de: "ricardonunes"
Citação de: "oultimoespiao"
Citação de: "ricardonunes"
Pode ser bluff, ou não :!:

O leste da europa quer, e penso bem os misseis americanos porue sao so os americanos que dao a cara para os proteger! Se ficassem a espera do resto da europa bem podiao esperar que nada vinha! O seu raciocinio cheira-me a retorica pacifista sovietica!

Não, é mais retórica anti-americano que tem a mania de meter a pata em tudo, e o resultado é o que está à vista!

Metem-se em todas, e quando estão aflitos gritam por socorrooooo!!!!!!!!!!!!!

E quando existe alguém com dois dedos de testa :idea:  e diz, vão-se..... são logo apelidados de cobardes, quando os maiores são os que gritam por socorrooooo!!!!!!!!!


Pergunte a polacos, hungaros, checos, ukranianos, romenos,etc... o que e que eles querem. Nao o que vc quer! Eles passaram quase 50 anos de ditadura e exploracao sovietica. O que eles querem e estabilidade economica vinda da europa e protecao militar vinda dos eua! Pergunte a qualquer cidadao destes paises se acredita na europa para os defender? e eles riem-se disso! Embora vc nao goste dos eua nao lhe da o direito de impor as suas opinioes a outras pessoas! Se eles la os querem e porque alguma razao existe.
 

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« Responder #97 em: Fevereiro 13, 2008, 09:51:25 am »
Citação de: "oultimoespiao"
Pergunte a polacos, hungaros, checos, ukranianos, romenos,etc... o que e que eles querem. Nao o que vc quer! Eles passaram quase 50 anos de ditadura e exploracao sovietica. O que eles querem e estabilidade economica vinda da europa e protecao militar vinda dos eua! Pergunte a qualquer cidadao destes paises se acredita na europa para os defender? e eles riem-se disso! Embora vc nao goste dos eua nao lhe da o direito de impor as suas opinioes a outras pessoas! Se eles la os querem e porque alguma razao existe


Deve andar com as ideias confundidas :roll:
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« Responder #98 em: Fevereiro 13, 2008, 03:12:01 pm »
Rússia
Putin ameça apontar mísseis à Ucrânia


Vladimir Putin afirmou que o seu país poderá ser obrigado a apontar mísseis à Ucrânia caso o governo desta ex-república soviética ingresse na NATO e instale no seu território componentes de um escudo antimíssil americano

Quando questionado sobre a eventual adesão da Ucrânia à NATO, Putin exaltou-se e afirmu que ofacto  poderia significar a instalação de parte do escudo norte-americano em solo ucraniano.

O governo russo opõe-se aos planos dos EUA de estacionar componentes do escudo na Polónia e na República Checa, afirmando que a medida iria abalar o equilíbrio militar existente na Europa e representar uma grave ameaça à segurança da Rússia.

Após reunir com o presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, Putin afirmou que o verdadeiro objectivo do escudo norte-americano é «a neutralização de nosso potencial nuclear, o que obrigará a Rússia a adoptar medidas retaliatórias».

«Não estou apenas horrorizado, mas é assustador o facto de pensar que a Rússia, em resposta a uma eventual instalação de elementos do escudo, teria de apontar seus sistema ofensivo de mísseis para a Ucrânia», afirmou o dirigente em conferência de imprensa no Kremlin.

Os EUA não pediram autorização à Ucrânia, um país de 47 milhões de habitantes visto pela Rússia como parte de sua esfera de influência, para participar do esquema.

Reuters/SOL
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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oultimoespiao

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« Responder #99 em: Fevereiro 14, 2008, 12:09:10 am »
Citação de: "ricardonunes"
Citação de: "oultimoespiao"
Pergunte a polacos, hungaros, checos, ukranianos, romenos,etc... o que e que eles querem. Nao o que vc quer! Eles passarao quase 50 anos de ditadura e exploracao sovietica. O que eles querem e estabilidade economica vinda da europa e protecao militar vinda dos eua! Pergunte a qualquer cidadao destes paises se acredita na europa para os defender? e eles riem-se disso! Embora vc nao goste dos eua nao lhe da o direito de impor as suas opinioes a outras pessoas! Se eles la os querem e porque alguma razao hesiste

Deve andar com as ideias confundidas :roll:


uhh, uhh, como fazia o elvis... sabias que ele esta vivo?
 

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André

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« Responder #100 em: Fevereiro 14, 2008, 04:44:33 pm »
Rússia sem interesse em retomar a Guerra Fria

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou hoje que o país não pretende retomar a Guerra Fria, numa tentativa de amenizar recentes e belicosas declarações de membros do seu Governo, na última conferência de imprensa anual antes de terminar o respectivo mandato à frente do Kremlin, em Maio.
 
As críticas lançadas contra o alargamento da NATO e contra os planos norte-americanos de montar um escudo de defesa antimíssil transformaram-se em bandeiras da Presidência de Putin, que também iniciou esforços para aumentar as Forças Armadas russas.

Hoje, Putin adoptou uma postura mais conciliadora, apesar de reafirmar a oposição da Rússia à disposição de potências ocidentais de permitir que o Kosovo, uma província da Sérvia, declare independência.

«Dizer que desejamos voltar à época da Guerra Fria não passa de uma suposição infundada», afirmou Putin a centenas de repórteres reunidos no Salão Circular do Kremlin.

«Não estamos interessados nisso. A nossa meta principal é o desenvolvimento interno, a solução dos problemas sociais e económicos do país», disse.

A Rússia deseja trabalhar «rumo à construção de um diálogo positivo» com quem quer que vença as eleições presidenciais nos EUA e não pretende, a não ser que isso seja uma «extrema necessidade», apontar os seus mísseis nucleares a nenhum país, afirmou ainda o presidente russo.

Em resposta a questões sobre o futuro da Rússia após as eleições presidenciais, Putin disse nunca ter desejado agarrar-se ao poder durante o resto da vida e que ficaria feliz por dar lugar a Dmitry Medvedev, o candidato favorito para vencer as eleições de 2 de Março.

Putin, 55 anos, disse que se tornará primeiro-ministro no provável governo Medvedev, mas rejeitou as sugestões de que continuaria a dar as ordens nos bastidores.

«Dmitry Anatolyevich (Medvedev) e eu trabalhamos juntos há mais de 15 anos. E eu nunca daria apoio a um candidato para a Presidência se ele necessitasse de afagos ou conselhos para saber como se comportar. Ele é um político maduro», sublinhou.

O presidente acrescentou que seria primeiro-ministro «durante o período máximo de tempo possível» no governo de Medvedev.

Pela primeira vez, usando o seu característico estilo incisivo, o líder russo abordou as acusações surgidas em alguns meios de comunicação ocidentais sobre ter amealhado uma grande fortuna pessoal.

«Sou rico porque o povo russo me confiou por duas vezes a tarefa de liderar um grande país como a Rússia», disse Putin, acrescentando: «Acredito que essa é a minha maior riqueza».

«Já no que diz respeito aos vários boatos sobre a minha fortuna pessoal, essas são declarações vazias que nem merecem ser discutidas», afirmou. «Eu vi isso em alguns lugares. Um monte de asneiras. Algo tirado da cabeça de alguém e disseminado por alguns jornais», salientou.

Diário Digital / Lusa

 

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« Responder #101 em: Fevereiro 14, 2008, 10:36:56 pm »
Vladimir Putin «contente» com o trabalho que fez no Kremlin

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afimrou hoje, em conferência de imprensa, que está «contente com os resultados» do trabalho que fez durante os oito anos que esteve à frente do Kremlin.
«Não vejo nenhum grande fracasso. Todas as tarefas que surgiram foram cumpridas», disse Putin, em resposta a um jornalista que perguntou quais tinham sido as suas maiores conquistas e fracassos como chefe de Estado.

O presidente também afirmou estar satisfeito com os resultados de seu trabalho como chefe do Kremlin, embora tenha admitido que seu trabalho foi duro.

«Não sinto vergonha face aos que votaram em mim em 2000 e em 2004. Durante estes oito anos trabalhei como um escravo numa galé. Estou contente com os resultados do meu trabalho», concluiu.

Diário Digital / Lusa

 

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ricardonunes

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« Responder #102 em: Fevereiro 14, 2008, 11:02:08 pm »
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« Responder #103 em: Fevereiro 15, 2008, 08:35:02 am »
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Putin vai ser o primeiro-ministro forte do futuro presidente russo

ABEL COELHO DE MORAIS

Ficou claro que será Putin a continuar a dirigir os destinos do país
A conferência de imprensa de balanço da Presidência de Vladimir Putin, transmitida em directo pela televisão, foi um espectáculo que teve o líder russo como estrela indiscutível perante mil jornalistas, com direito a aplausos e galanteios femininos.


No encontro, que se prolongou por mais de quatro horas e meia no Kremlin, Putin, de 55 anos, desfez finalmente o pequeno tabu que alimentara desde 2007, disponibilizando-se para "trabalhar como chefe do Governo" no cenário mais do que provável de ser eleito o seu delfim, o vice-primeiro-ministro Dmitri Medvedev, nas presidenciais de Março.

Um primeiro-ministro forte, como Putin explicou desde logo: "O poder executivo supremo neste país é o Governo russo e o chefe do Governo. O Executivo tem "amplas prerrogativas", das questões sociais, à defesa e à política económica externa". Isto é, o chefe do Governo russo dirige o país enquanto o "Presidente é o garante da Constituição".

No plano internacional, Putin foi implacável. Num estilo que não deixa indiferente o russo comum, utilizou fórmulas rudes para criticar a suspensão da missão de observadores da Organização para a Segurança e Cooperação Europeia (OSCE); voltou a ameaçar a Ucrânia com mísseis; rotulou como "estúpidos" os países europeus que procuram alternativas ao abastecimento de energia através da Rússia e os "duplos critérios" sobre a independência do Kosovo; e, last but not least, aconselhou a candidata democrata "a pensar com a cabeça" antes de proferir declarações como Hillary Clinton fez recentemente sobre Putin, dizendo que este "não tinha alma" por ter sido do KGB. Algumas destas tiradas foram aplaudidas com entusiasmo pelos jornalistas russos. No espírito particular do dia, nem faltou a jornalista que lhe quis oferecer um coração de ouro e uma outra que afirmou publicamente que gostaria de ter mais filhos. Putin não deixou escapar a deixa e retorquiu: "Por que me diz isso?" - Com agências


http://dn.sapo.pt/2008/02/15/internacio ... rte_f.html
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« Responder #104 em: Fevereiro 28, 2008, 07:11:07 pm »
Sondagens dão vitória a Dmitri Medvedev

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Todas as sondagens apontam para que Dmitri Medvedev vença domingo as eleições presidenciais russas à primeira volta, restando apenas saber se o delfim do Kremlin terá ou não uma votação superior à do «Czar» Vladimir Putin, em 2004.

Segundo uma sondagem do Centro de Estudo da Opinião Pública VTSIOM, Dmitri Medvedev será eleito à primeira volta com 72,9 por cento dos votos, Guennadi Ziuganov, dirigente do Partido Comunista, recolherá 15 por cento, Vladimir Jirinovski, líder do Partido Liberal Democrático, conquistará 10,9 por cento e Andrei Bogdanov, candidato do Partido Democrático, conseguirá 1,1 por cento.

A concretizarem-se os resultados desta sondagem, Medvedev conseguirá mais votos do que Vladimir Putin que, nas presidenciais de 2004, foi eleito à primeira volta com 71,37 por cento.

Porém, uma sondagem do Fundo Opinião Pública deixa Medvedev um pouco atrás de Vladimir Putin com 67,8 por cento dos votos e dá votações mais altas aos restantes candidatos: Ziuganov 16,3 por cento, Jirinovski 13,7 por cento e Bogdanov 1,3 por cento.

Como as sondagens praticamente garantem a vitória de Medvedev à primeira volta, as atenções viram-se para a política do novo dirigente russo, tanto mais que Vladimir Putin já anunciou ter aceite a proposta de vir a chefiar o Governo russo.

O embaixador de Portugal na Rússia, Manuel Marcelo Curto, não vê motivos para preocupações.

«Penso que a Rússia está, talvez pela primeira vez na sua história, num momento em que não tem que optar, como tantas vezes o teve que fazer na sua história, entre poder e prosperidade. Escolheu por sistema o poder, até por razões de segurança, estimáveis. Mas foi também sistematicamente aquilo que com bom acerto os franceses chamaram uma puissance pauvre».

Hoje, pode não optar. Pode, tem meios para isso, de facto, escolher o poder e a prosperidade«, declarou o diplomata português à Lusa.

Segundo ele, «é importante ouvir hoje o candidato Medvedev, aliás numa linha que o Presidente Putin tem vindo a traçar há já algum tempo, sublinhar a necessidade de desenvolvimento económico e social deste país, do seu desenvolvimento cultural e científico, na senda da competitividade e da inovação, ou seja, da modernidade».

«Uma Rússia forte, rica e próspera - esse é o melhor parceiro que poderemos ter», considerou o embaixador português em Moscovo.

Igor Bunin, director-geral do Centro de Tecnologias Políticas, não vê problemas de a Rússia vir a ser governada por dois dirigentes: Medvedev e Putin.

«Haverá uma diarquia! A diarquia foi o melhor período do Império Romano, quando não houve conflitos, todos chegavam a acordo uns com os outros e isso garantia a solidez do edifício», considera o analista político.

«Putin, enquanto autor deste projecto e deste sistema, continuará a ser o principal depois das eleições. Ele tem o poder de autor da Rússia, foi ele que a reescreveu», defende Glab Pavlovski, presidente do Fundo da Política Efectiva.

Porém, alguns analistas políticos receiam que a existência de dois centros de poder (o Kremlin do Presidente e a Casa Branca do primeiro-ministro) provoque sérios atritos entre os vários grupos económicos e de pressão.

«O primeiro risco está ligado ao possível confronto da Administração do Presidente com o aparelho do Governo...Os «siloviki» (ministros que respondem pela ordem pública) são, segundo a Constituição, nomeados pelo Presidente, o que pode provocar também mais um conflito», afirma Dmitri Orlov, director-geral da Agência de Comunicações Políticas e Económicas.

Segundo ele, «um conflito ainda mais sério está ligado às dívidas das corporações (públicas). As corporações - em todo o caso, a Rosneft (maior empresa petrolífera pública do país) já anunciou isso - tentam atirar as suas dívidas para cima do orçamento federal... e a luta em torno desta questão será colossal».

«»Na Rússia actual, há pelo menos 15 Ministérios das Finanças, 15 Serviços Federais de Segurança, 15 Procuradorias-Gerais, entre outras. Para já não falar das numerosas corporações públicas sob a forma de parceria não comercial, que são públicas pelo modo de constituição e pela fonte dos recursos primários, mas não pelo mecanismo de gestão e muito menos pela constituição dos beneficiários», lembrou Stanislav Belkovski, director do Instituto da Estratégia Nacional.

«Este sistema de poder é absolutamente impróprio para a realização das grandes transformações e dos enormes projectos nacionais. Porque é completamente impossível unir esse poder horizontal num punho construtivo único», concluiu Belkovski.

«A situação no país continua a depender dos petrodólares. Se eles acabarem, e a margem de recuo para nós é de 70 dólares por barril, toda a eficácia deste sistema (edificado por Putin) terminará», salienta Igor Bunin, director-geral do Centro de Tecnologias Políticas.

«No dia 02 de Março, iremos votar pelo satus-quo! Os russos votam pelo presente que querem ver eternamente prolongado. A sociedade quer saborear a possibilidade de consumir, de compensar os tempos difíceis dos anos 90 e do início do séc. XXI. Quer gastar dinheiro e não ganhar», considera Valeri Fedorov, director-geral do Centro de Estudo da Opinião Pública.

«Mas a vida está organizada de forma a não haver nada eterno», avisa.

Diário Digital / Lusa

 

 

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