Exportações e Importações Portuguesas

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Lusitano89

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Re: Exportações e Importações Portuguesas
« Responder #75 em: Março 25, 2012, 02:38:29 pm »
Exportações de azeite crescem 25% em 2011


Portugal exportou mais 25 por cento de azeite em 2011 do que no ano anterior, disse à Lusa a secretária-geral da Casa do Azeite, acrescentando que deve-se ter atingido os 80 por cento de autoaprovisionamento.
 
“Com o recente investimento no setor, Portugal tem conseguido aumentar significativamente a sua produção de azeite e o seu grau de autoaprovisionamento, que hoje deverá rondar os 80 por cento”, disse, em entrevista por e-mail à Lusa, a secretária-geral da Casa do Azeite, Mariana Matos.
 
Exatamente devido a esse aumento no campo das exportações, “a autossuficiência em termos produtivos poderá estar um pouco mais distante do que o que anteriormente se estimava”, mantendo-se, porém, a ideia de conseguir alcançar esse objetivo até ao final da década se prosseguirem os atuais níveis de investimento, meta também já equacionada pelo Governo.
 
No começo do ano, o secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, considerou que Portugal está no caminho da autossuficiência na produção de azeite, com o país a produzir 72 por cento do que consome.
 
Houve, nos últimos anos, uma evolução que a dirigente da associação patronal considera “muito significativa” em termos tecnológicos, com a existência de menos lagares, mas com “maior dimensão e tecnologia de ponta”, colocando o país nos mais altos níveis da produção mundial.
 
Assim, segundo Mariana Matos, “do ponto de vista da produção e transformação, o setor está dinâmico, pese embora o preço na origem estar extremamente baixo, colocando sérios problemas de viabilidade económica, essencialmente aos olivais tradicionais. O consumo em Portugal, apesar de ter crescido ligeiramente nos últimos anos, encontra-se a um nível que é cerca de metade do consumo 'per capita' em Espanha ou Itália, por exemplo”.
 
A secretária-geral da Casa do Azeite classifica o cariz exportador do setor como “a joia da coroa”, salientando um crescimento de 25 por cento em 2011 face ao ano anterior, quando se exportaram 46.460 toneladas, um aumento para três vezes mais que em 2006, sobretudo no domínio dos "azeites de maior qualidade e valor acrescentado".
 
O setor do azeite vale, segundo números da associação, 300 milhões de euros, com perspetivas de crescimento para os próximos anos, “a não ser que se verifiquem condições extremamente adversas (por exemplo, a persistência de seca extrema nas principais zonas produtoras)”.

Lusa
 

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Cabeça de Martelo

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Re: Exportações e Importações Portuguesas
« Responder #76 em: Abril 10, 2012, 02:04:17 pm »
Conheça as dez maiores exportadoras nacionais

 :arrow: http://economico.sapo.pt/noticias/conhe ... 42207.html
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Lusitano89

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Re: Exportações e Importações Portuguesas
« Responder #77 em: Abril 16, 2012, 12:05:27 pm »
Portugal arrisca converter-se em importador de ovos


As empresas produtoras de ovos vão ter de abater perto de 3 milhões de galinhas em Julho porque não cumprem uma directiva comunitária que obriga à existência de gaiolas melhoradas, um investimento estimado em 75 milhões de euros. Segundo o jornal i, por causa disso, Portugal passará de exportador a importador.

A directiva não é nova e está em vigor desde Janeiro deste ano, mas como muitos países estavam longe de conseguir cumpri-la, o Parlamento Europeu optou em Janeiro por um “acordo de cavalheiros”, segundo o qual os 13 países em incumprimento teriam mais seis meses para fazer a transição.

Actualmente, Portugal produz 102% dos ovos de que necessita e é exportador, sobretudo para a Alemanha, Inglaterra, França e também Espanha, quer para consumo directo, quer para a indústria. A partir de Agosto, poderá ter de passar a importar 50% das suas necessidades.

Alguns contratos de compra já estão celebrados com países terceiros que não têm condições mínimas comparáveis às que existem em Portugal, o que alguns produtores consideram estranho, tendo em conta as condições exigidas aos produtores da União Europeia.

Segundo nota o jornal, a Comissão Europeia abriu, no final de Janeiro, um processo de infracção contra 13 Estados-membros, incluindo Portugal, pelo atraso na aplicação da legislação sobre as gaiolas das galinhas poedeiras, que deveria estar em vigor desde dia 1.

A proibição de gaiolas “não melhoradas” foi adoptada em 1999, dando aos Estados-membros perto de 12 anos para assegurar uma transição harmoniosa para o novo sistema e aplicar a directiva. No entanto, Portugal está entre os países que não alcançaram as metas definidas.

Lusa
 

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Edu

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Re: Exportações e Importações Portuguesas
« Responder #78 em: Abril 16, 2012, 12:39:46 pm »
Mais um capitulo na saga da destruição da produção nacional. E neste caso vamos deixar de produzir para comprar a outros ainda com menos condições... Enfim
 

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Malagueta

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Re: Exportações e Importações Portuguesas
« Responder #79 em: Abril 17, 2012, 09:52:58 am »
1ª Noticia

A China comprou a Portugal produtos no valor de 221 milhões de dólares (170 milhões de euros) nos dois primeiros meses do ano, mais 69,1% do que o apurado no período homólogo de 2011.
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Já para Portugal, o terceiro parceiro comercial da China no universo lusófono, seguiram mercadorias chinesas no valor de 345 milhões de dólares (265 milhões de euros) - menos 25% relativamente ao cômputo de janeiro e fevereiro de 2011.

Não obstante a subida das compras chinesas a Portugal, as trocas comerciais luso-chinesas sofreram um recuo de 4,2% ao somar 566 milhões de dólares (435 milhões de euros) nos primeiros dois meses de 2012, indicam dados divulgados ontem pelo Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente do Fórum Macau.

As trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa atingiram, nos primeiros dois meses do ano, 17,5 mil milhões de dólares norte-americanos (13,4 mil milhões de euros), valor que traduz um aumento de 17% face ao período homólogo de 2011.

 

Isto apesar de, em fevereiro, o comércio sino-lusófono ter caído 11% para os 8,2 mil milhões de dólares (6,3 mil milhões de euros) face ao mês anterior, devido sobretudo à quebra na ordem dos 38% das exportações da China para os países lusófonos que totalizaram 1,9 mil milhões de dólares (1,4 mil milhões de euros).

O volume das compras chinesas, em fevereiro, foi de 6,2 mil milhões de dólares (4,8 mil milhões de euros), mais 3% do que em janeiro, refere o gabinete.
 
Brasil mantém-se em primeiro
O Brasil manteve-se, nos primeiros dois meses de 2012, como o 1.º parceiro lusófono da China, com trocas comerciais de 11,5 mil milhões de dólares (8,8 mil milhões de euros), mais 10,8% do que no ano anterior.


2º Noticia

Portugal foi o quarto país da UE onde as exportações mais cresceram


Dados comparáveis de Janeiro revelam bom desempenho relativamente aos parceiros europeus. Mas o défice comercial português ainda é dos mais altos da União Europeia.
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Portugal foi o quarto país da União Europeia onde as exportações mais cresceram no primeiro mês de 2012. Segundo dados do Eurostat, a variação homóloga (face ao mesmo mês de 2011) foi de 13%, valor só ultrapassado pela Letónia (19%), Estónia (15%) e Luxemburgo (14%).

Em valores absolutos, os 3,5 mil milhões exportados por Portugal comparam, porém, relativamente mal, ficando o país em 17º lugar, igualando o vendido pela Roménia.

No mesmo mês, as importações portuguesas subiram 3%, totalizando 4,6 mil milhões de euros, ficando o ritmo de progressão (9º mais baixo em 27) e o valor absoluto (11º) na metade inferior da tabela europeia.

Feitas as contas ao que se vendeu e comprou do exterior, Portugal persistiu em Janeiro com um défice comercial de 1,1 mil milhões de euros, menor do que o de 1,3 mil milhões apurado em igual mês de 2011, mas que é ainda o sexto mais alto entre os vinte sete países da UE. O défice mais expressivo de Janeiro foi apurado para o Reino Unido (11,6 mil milhões de euros). Já o maior excedente foi o da Alemanha, 13,1 mil milhões.

3º Noticia

Portugal tem vendas superiores a um milhão de euros em 155 países.

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Portugal é uma economia pequena e com falta de competitividade à escala global, mas os empresários portugueses vendem os seus produtos praticamente para todo o mundo. O Diário Económico analisou os números e países para os quais Portugal exporta os seus produtos tendo em atenção vendas superiores a um milhão de euros. Os números são referentes ao ano passado e constata-se que são precisamente 155 países, com a Polinésia Francesa a ocupar o último lugar do ‘ranking' com pouco mais de um milhão de euros de vendas.

 

Um número impressionante, tendo em atenção que a Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece 193 países como independentes. Ou seja, as empresas portuguesas têm uma presença global e os dados não se ficam por aqui, já que Portugal vende ainda para 42 regiões e países autónomos não reconhecidos como países pela ONU. Refira-se que esta organização mundial identifica, entre países, países declarados independentes e autónomos, o número de 265.

 

Reforçar a cooperação
Uma realidade que reforça os argumentos de gestores e economistas que acreditam que é possível fazer muito mais pelas exportações portuguesas aproveitando, por exemplo a inter-ajuda entre empresas (cooperação) ou a diáspora portuguesa. Aproveitar as oportunidades que existem na comunidade portuguesa, ao nível do empreendedorismo inovador, pode potenciar crescimento das exportações de Portugal. Estes empresários portugueses, espalhados um pouco por todo mundo, podem ajudar através dos seus contactos como agentes facilitadores de um aumento das exportações. Aliás, muitos deles são empresários nesses mesmos países, sendo reconhecidos pelos seus pares, bem como pelas entidades públicas. Ou seja, constituírem-se como verdadeiros agentes da divulgação dos produtos portugueses e contribuir para o reforço da rede de contactos entre empresas portuguesas.

 

A par destes dados do mundo empresarial, também o Estado português tem uma presença em 77 países através das suas embaixadas, tendo ainda presença diplomática assegurada através de oito missões permanentes. Às quais acrescem as 50 delegações da AICEP em 44 países. Uma rede que coloca Portugal no mundo, mas que necessita de ser dinamizada para que o País possa superar os desafios.

 

ONU avança com 265 países
As empresas portuguesas têm uma presença praticamente em todo o mundo e os dados não se ficam por aqui, já que Portugal ainda vende ainda para 42 regiões e países autónomos não reconhecidos como países pela ONU. Refira-se que esta organização mundial identifica, entre países, países declarados independentes e autónomos, o número de 265.


2012-04-15 22:23
António de Albuquerque, Económico
 

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Cabecinhas

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Re: Exportações e Importações Portuguesas
« Responder #80 em: Abril 25, 2012, 12:27:39 am »
Citar
"Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE)
demonstram que o Pingo Doce (da Jerónimo Martins) e o Modelo Continente (do
grupo Sonae) estão entre os maiores importadores portugueses."
Porque é que estes dados não me causam admiração? Talvez porque, esta
semana, tive a oportunidade de verificar que a zona de frescos dos
supermercados parece uns jogos sem fronteiras de pescado e marisco.
Uma ONU do ultra-congelado. Eu explico.


Por alto, vi: camarão do Equador, burrié da Irlanda, perca egípcia,
sapateira de Madagáscar, polvo marroquino, berbigão das Fidji, abrótea do
Haiti... Uma pessoa chega a sentir vergonha por haver marisco mais viajado
que nós.


Eu não tenho vontade de comer uma abrótea que veio do Haiti ou um
berbigão que veio das exóticas Fidji. Para mim, tudo o que fica a mais de
2.000 quilómetros de casa é exótico. Eu sou curioso, tenho vontade de falar
com o berbigão, tenho curiosidade de saber como é que é o país dele, se a
água é quente, se tem irmãs, etc.


Vamos lá ver. Uma pessoa vai ao supermercado comprar duas cabeças de
pescada, não tem de sentir que não conhece o mundo. Não é saudável ter
inveja de uma gamba. Uma dona de casa vai fazer compras e fica a chorar
junto do linguado de Cuba, porque se lembra que foi tão feliz na lua-de-mel
em Havana e agora já nem a Badajoz vai.


Não se faz. E é desagradável
constatar que o tamboril (da Escócia) fez mais quilómetros para ali chegar
que os que vamos fazer durante todo o ano.
Há quem acabe por levar peixe-espada do Quénia só para ter alguém
interessante e viajado lá em casa.


Eu vi perca egípcia em Telheiras...
fica estranho. Perca egípcia soa a Hercule Poirot e Morte no Nilo. A minha
mãe olha para uma perca egípcia e esquece que está num supermercado e
imagina-se no Museu do Cairo e esquece-se das compras.
Fica ali a sonhar, no gelo, capaz de se constipar.


Deixei para o fim o polvo marroquino. É complicado pedir polvo marroquino,
assim às claras. Eu não consigo perguntar: "tem polvo marroquino?", sem
olhar à volta a ver se vem lá polícia. "Queria quinhentos de polvo
marroquino" - tem de ser dito em voz mais baixa e rouca. Acabei por optar
por robalo de Chernobyl para o almoço. Não há nada como umas coxinhas de
robalo de Chernobyl.


Eu, às vezes penso: o que não poupávamos se Portugal tivesse mar.




(Da crónica de João Quadros no Negócio On-Line)
Um galego é um português que se rendeu ou será que um português é um galego que não se rendeu?
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miguelbud

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Re: Exportações e Importações Portuguesas
« Responder #81 em: Abril 26, 2012, 12:01:35 pm »
Portugal já exporta mais saúde que vinhos e cortiça

Portugal já está a exportar mais produtos e conhecimento na área da saúde do que vinho ou cortiça. De acordo com o Health Cluster Portugal (HCP), as empresas que fazem parte deste pólo de competitividade da saúde geraram, no ano passado, cerca de 900 milhões de euros de vendas nos mercados externos, o que traduz um crescimento da ordem dos 30% em relação à facturação registada no ano anterior. Significa isto também que, em apenas quatro anos, este sector mais do que duplicou os 400 milhões de euros atingidos em 2007, ano precedente à constituição do HCP.

Cavalgando esta dinâmica, a fileira portuguesa da saúde compromete-se a acelerar o ritmo de crescimento nos próximos anos, mais do que duplicando a facturação, multiplicando ainda por três as exportações, até ao final desta década. "Temos como objectivo, até 2020, chegar aos quatro mil milhões de euros de volume de negócios, 70% dos quais nas exportações, o que significa triplicar os 900 milhões de euros de vendas ao exterior registadas no ano passado", adiantou ao Negócios Joaquim Cunha, director-executivo do HCP.

Para os números de 2011 atingidos na frente externa contribuíram as exportações de produtos farmacêuticos de base, preparações farmacêuticas, instrumentos e material médico-cirúrgico, e equipamentos de radiação, electromedicina e eletroterapêutico. Para Cunha, "o crescimento expressivo no valor das exportações confirma o potencial de Portugal como um ‘player’ competitivo no sector da saúde em nichos de mercado internacionais". E até 2020, projecta o HCP, prevê-se que sejam lançados "cinco novos fármacos ‘made in Portugal’ [no caso, pela Bial] e 50 dispositivos médicos e métodos de diagnóstico".

Os actuais 127 associados do HCP incluem empresas farmacêuticas e de biotecnologia (que facturaram em 2011 cerca de 1,25 mil milhões de euros) e empresas de dispositivos médicos e de serviços (com vendas de 570 milhões de euros), assim como universidades e entidades do sistema científico e tecnológico. Nenhum outro sector da economia portuguesa tem tantos doutorados, porquanto toda aquele universo emprega 2.500, dos quais 160 trabalham nas empresas.

Portugal, um ‘player’ competitivo

Constituída em 2008 e presidida por Luís Portela, "chairman" de um "porta-aviões" sectorial chamado Bial, o HCP é um pólo que converge "em torno de uma ideia muito forte e galvanizadora: transformar o nosso País num ‘player’ competitivo na investigação, concepção, desenvolvimento, fabrico e comercialização de produtos e serviços associados à saúde".

Desafiado a fazer um balanço de quatro anos de HCP, Joaquim Cunha desfiou "duas ou três ideias" que considera fundamentais. "A primeira é a da colaboração entre as empresas, entre as instituições científicas e entre este dois grandes ‘mundos’. É uma das contribuições que o Health Cluster tem dado. Deu visibilidade ao sector, juntou protagonistas, activou e tem vindo a induzir projectos que juntam entidades de ambos os lados. Acho que essa aposta está minimamente conseguida", regozijou-se.

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php ... &id=553189
 

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miguelbud

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Re: Exportações e Importações Portuguesas
« Responder #82 em: Maio 04, 2012, 12:34:31 pm »
Catorze marcas de azeite portuguesas distinguidas na China

"É bom para Portugal e ajuda a projetar o país como um produtor de azeite de qualidade", disse um especialista acerca dos prémios atribuídos na última edição do "Oil China Competition", que se realiza anualmente na capital chinesa.

O azeite Rosmaninho, produzido por uma cooperativa de Valpaços, obteve a medalha de ouro na categoria "Light", à frente das cinco marcas de Itália, Chile, Estados Unidos e Turquia que repartiram as medalhas de prata e bronze.

O Gallo 'Grande Escolha' ganhou a medalha de prata na categoria "Medium", cujo primeiro lugar foi repartido por uma marca italiana e uma espanhola.

Marca portuguesa com maior visibilidade nos supermercados de Pequim e de outras grandes cidades chinesas, a Gallo obteve também uma medalha de bronze na categoria "Medium" e uma grande menção na categoria "Light".

Os azeites Oliveira da Serra obtiveram dois prémios: duas grandes menções nas categorias "Intenso" e "Light".

Casal da Cotovia, Paços dos Infantes, Quinta do Vale do Conde, Capitoa Premium, Torrejano, Cabeço das Nogueiras, Casal Anadia e Herdade do Esporão foram as outras marcas portuguesas distinguidas na 7.ª edição do referido concurso, no final do abril passado.

O azeite não faz parte da gastronomia tradicional chinesa, mas o consumo está a aumentar na China, acompanhando a melhoria do nível de vida da população e, em particular, a ascensão da nova classe média urbana.

Espanha, Itália e Grécia são os países mais representados no mercado chinês, com mais de dois terços das cerca de 200 marcas de azeite importadas.

Segundo estimativas do setor, as importações chinesas de azeite cresceram mais de 60 por cento desde 2004, ultrapassando as 25.000 toneladas em 2010.

http://economico.sapo.pt/noticias/cator ... 43832.html
 

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Lusitano89

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Re: Exportações e Importações Portuguesas
« Responder #83 em: Maio 20, 2012, 12:42:06 am »
Angola suporta crescimento das exportações portuguesas


Luanda foi o mercado que mais contribuiu para a crescimento das exportações de Portugal em 2011. As vendas aumentaram 22% e o início deste ano está a ser ainda melhor. O mercado angolano foi o que mais contribuiu para o crescimento das exportações portuguesas em 2011. E este ano deverá continuar a ganhar peso nas vendas ao exterior de Portugal, segundo dados divulgados, esta semana, pelo Banco de Portugal (BdP).

As exportações são actualmente o único ‘motor’ de crescimento de Portugal. O consumo privado e o investimento público e empresarial griparam com a intervenção externa da troika, há um ano, e com os efeitos da crise da dívida soberana na Zona Euro.

A austeridade introduzida para equilibrar as contas do Estado e cumprir as metas orçamentais acordadas com os credores externos fez a economia contrair 1,6% em 2011 e cerca de 3% este ano. As vendas ao exterior tornaram-se ao longo da actual crise a única ‘bóia de salvação’ do governo de Lisboa, e Angola um dos principais destinos de diversificação das empresas portuguesas.

De acordo com o relatório anual do BdP, publicado esta semana, Angola foi o país cujo contributo mais subiu para o crescimento das exportações portuguesas no ano passado, superando em larga escala a França e a Alemanha.

Líder fora da UE

Angola tornou-se no ano passado o quarto maior mercado externo para a economia portuguesa, e o maior entre os seus parceiros fora da União Europeia, sendo destino de 5,5% das vendas totais ao exterior.

Depois de uma queda de 14,6% em 2010, fruto dos efeitos da crise em Angola de 2009, as exportações lusas para o mercado angolano dispararam 22% em 2011, superando a média total (15,2%). Entre os produtos mais vendidos encontram-se bebidas, tabaco, produtos agroalimentares, máquinas e material de transporte.

A procura de novos mercados é assinalada pelo BdP, no relatório, e a rapidez com que as empresas portuguesas têm feito esse caminho chegou a surpreender a troika, grupo que assiste financeiramente Portugal – constituído pela Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu.

Entre 2009 e 2011, o peso do mercado extra-UE nas exportações portuguesas passou de 24,6% para 26%, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística. Durante a primeira década da moeda única europeia, os mercados de aposta dos países de região foi precisamente o comércio intra-comunitário, uma tendência que a actual crise da dívida soberana está a mudar. Portugal, por exemplo, exporta ainda hoje quase 60% para os 17 membros do euro.

Este ano, o peso de Angola nas exportações lusas deverá manter a trajectória ascendente. Até Fevereiro, as vendas para Luanda subiram 28,9% (de 304 para 392 milhões de euros), em termos nominais, superando em quase três vezes o ritmo de crescimento total das exportações neste período (13,3%). Em Janeiro e Fevereiro, as entregas a Angola representaram 5,4% das vendas externas totais de Portugal, mais 0,7 pontos percentuais que no período homólogo de 2011. Espanha, Alemanha e França, os três principais mercados no exterior para Portugal, viram o seu peso diminuir no início deste ano, um sinal da contracção da procura destes países devido à crise do euro.

Dinamismo no início do ano

Nos primeiros meses deste ano, foram mais uma vez os produtos agroalimentares, máquinas, químicos, material de transporte e vestuário, os artigos que mais procura tiveram por parte dos clientes angolanos.

Portugal continua a ser o cliente destacado nas importações de Angola e tem aumentado o seu peso relativo nas contas de Luanda. De acordo com dados do Banco Nacional de Angola, o peso de Lisboa nas importações totais angolanas subiu de 12% para 17% entre 2006 e 2011. O Brasil, o segundo maior cliente, tem hoje uma fatia de apenas 8%.

SOL
 

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chaimites

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Re: Exportações e Importações Portuguesas
« Responder #84 em: Maio 23, 2012, 09:14:49 pm »
Sucata oferecida  pela HDW como contrapartida pelos submarinos não funciona e Enercom ameaça reduzir exportações.


Citar
.Guindaste inoperacional nos Estaleiros de Viana ameaça reduzir exportações da Enercon

 A alemã Enercon admite reduzir o volume de exportações, atualmente em dois navios por semana, face aos alertas "inconsequentes" junto das sucessivas administrações dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) para garantir a operacionalidade de um guindaste.

"No contrato de concessão havia a garantia de disponibilização, por parte dos ENVC, de um guindaste, mediante o pagamento por parte da Enercon da sua utilização. Há quase três anos que andamos a pedir para que o guindaste esteja operacional e até agora nada", explicou Francisco Laranjeira, da administração da empresa alemã.

Face à situação de inoperacionalidade do guindaste de 50 toneladas existente naquele local, e que deveria apoiar as cargas da Enercon - tendo em conta que os navios já atracam no cais partilhado pela empresa e pelos ENVC -, a multinacional alemã viu-se obrigada nos últimos meses, quando incrementou as exportações, a alugar "pesadas gruas móveis de longo alcance"..

 a administração dos ENVC admitiu hoje que o guindaste em causa, uma contrapartida de uma outra empresa alemã (HDW) no âmbito do negócio de construção de dois submarinos para a Marinha, foi colocado na empresa "em condições de deficiente operação, incluindo a necessidade de novas peças".

"A sua reabilitação exige investimento", disse a administração daquela empresa pública, que garante existir "interesse" na sua "operacionalização e consequente disponibilização à Enercon".
"Está agendada uma reunião entre as duas administrações com vista à avaliação dos custos de recuperação do guindaste, no que se refere à sua reparação, encomenda de peças, manutenção e licenciamento, estando à partida acordada a repartição dos custos entre as duas empresas", acrescentou fonte da administração dos estaleiros de Viana
 

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Lusitano89

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Re: Exportações e Importações Portuguesas
« Responder #85 em: Maio 30, 2012, 12:00:46 pm »
Alemanha disponível para ajudar Portugal nas exportações


O ministro federal da economia da Alemanha, Philipp Rosler, afirmou hoje que a Alemanha «está pronta para ajudar Portugal ao nível das exportações».
«Sabemos que a Espanha, que está agora em dificuldades, é o principal importador de produtos e serviços portugueses. Por isso, enquanto segunda economia importadora de Portugal estamos prontos para ajudar», disse o governante após um encontro com o homólogo português, Álvaro Santos Pereira, no ministério da Economia, em Lisboa.

Com a próxima visita do ministro da Economia português a Berlim, em Setembro, «veremos até que ponto poderemos incrementar e fortalecer as exportações para a Alemanha», salientou Rosler.

«Os alemães não estarão tão interessados em comprar empresas portuguesas, mas sim em adquirir produtos semi-acabados», concluiu.

O ministro alemão vai de seguida reunir-se com o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, e posteriormente participará no fórum empresarial luso-alemão que decorrerá no IAPMEI – Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento, em Lisboa.

Rosler visita hoje Portugal fazendo-se acompanhar de uma comitiva de empresários alemães.

Lusa
 

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Malagueta

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Re: Exportações e Importações Portuguesas
« Responder #86 em: Junho 05, 2012, 10:23:52 am »
Sector das Pescas exportou 770 milhões de Euros em 2011

 
 

Uma vintena de empresas do sector das pescas de Portugal participou na grande Feira Europeia/Mundial do Pescado, a “Seafood” de Bruxelas, que decorreu entre 24 e 27 de Abril.

Essas e muitas outras empresas do sector têm como denominador comum uma crescente preocupação com os mercados externos e são co-responsáveis por um recente aumento espectacular das exportações, com valores que atingiram os 770 milhões de euros em 2011, duas vezes e meia os cerca de 300 milhões registados uma década antes, em 2001.

Outrora caracterizadas pelo forte peso das conservas de peixe, pode afirmar-se que na última década as exportações de produtos da pesca diversificaram-se sobremaneira, representando ainda as conservas 21% do total exportado em 2011 (161 milhões de euros que se comparam com os 65 milhões de 2001), mas tendo entretanto ganho preponderância outros produtos do sector, que registaram um dinamismo que foi ainda mais pronunciado que o registado nas conservas de pescado nos últimos anos.

Assim, as exportações de pescado vivo e fresco atingiu 130 milhões de euros no último ano, incluindo-se aí algum do peixe de maior qualidade e frescura capturado nas águas nacionais mas também peixes e bivalves da nossa aquicultura, tendo os filetes e demais congelados de peixe atingido os 180 milhões, enquanto os crustáceos e moluscos, que têm vindo a assumir a maior parcela nas nossas exportações, com 230 milhões em 2011, dos quais quase 100 milhões de polvos diversos, sem esquecer naturalmente o bacalhau salgado que é expedido para o Brasil e Angola e, em geral, para as mais diversas comunidades portuguesas espalhadas pelo Mundo, com valores da ordem dos 60/70 milhões de euros.

Estes valores de exportação de produtos da pesca já representam quase o dobro do Valor Acrescentado Bruto (PIB) sectorial, cerca de 15% das exportações de produtos agro alimentares e quase 2% das exportações nacionais de mercadorias.

Num sector em que a produção primária (capturas) têm registado alguma tendência para a estabilização nos anos mais recentes, após terem caído para cerca de metade nas duas décadas que se seguiram à adesão á CEE, onde o abate da frota pesqueira chegou a ser a parcela principal dos investimentos estruturais realizados, beneficiando de substanciais apoios financeiros comunitários, é importante assinalar este tão recente quanto forte dinamismo e capacidade de adaptação às novas condições do mercado por parte de um elevado número de empresas deste sector. Sejam elas as mais vocacionadas para as capturas, que posteriormente reencaminham parte das mesmas para a exportação, sejam indústrias de processamento de pescado ou meras empresas comerciais, que se vêm modernizando e reforçando as respectivas competências e a sua capacidade de resistir num mercado cada vez mais globalizado, trazendo para o país valor acrescentado numa área em que dispomos duma tradição associada a uma vasta frente marítima e a um elevado consumo destes produtos, em que somos os terceiros a nível mundial, depois do Japão e da Islândia, com valores próximos dos 60Kg “per capita”, que se comparam com uma média de 23Kg no conjunto da UE.

A situação descrita vem tornar ainda mais evidentes as potencialidades exportadoras do sector das pescas nacionais, seja a partir de produções que têm tido por base o sempre desejável (e prioritário) aproveitamento e processamento do pescado capturado pelas embarcações nacionais, como acontece nas conservas de sardinha, atuns e cavala, cujas exportações registaram uma recuperação de 15% em 2010, mas também em boa parte do pescado exportado sob a forma de congelado, desde a sardinha e o polvo, de águas nacionais, até aos cantarilhos, palmetas, raias, etc., capturados em águas distantes pelas nossas embarcações da pesca longínqua, mas também outros fluxos de exportação ainda que baseados na transformação interna e na comercialização de matérias-primas importadas, como acontece com diverso pescado congelado e com o bacalhau.

Não será este um caso singular, em que parte das actividades de processamento industrial nacional têm de ser baseadas, em parte, em matéria-prima importada, que venha complementar a produção nacional. De facto, a produção de automóveis, pasta de papel, de calçado e de vestuário são disso exemplos por demais elucidativos no contexto da economia nacional.

Aproveitando a tradição e as competências que nos caracterizam neste sector produtivo, onde somos um tradicional país marítimo com consumidores de pescado de referência, o recurso ao aproveitamento de matérias-primas importadas, que venha complementar e permita suprir certas carências em matéria-prima nacional, tem vindo a permitir estruturar e consolidar um importante sector de transformação de pescado e dinamizar empresas comerciais, que se desejam cada vez mais sólidas, capazes de ombrear com outras empresas multinacionais concorrentes na sua busca em alargar a sua base de clientes, seja no ainda importante mercado interno seja nos cada vez mais exigentes mercados internacionais.

A Fileira do Pescado, para além do valor e da qualidade intrínsecas da sua produção e contributo que empresta ao desenvolvimento e consolidação do Cluster do Mar, é sustentáculo da coesão social, de valores culturais e de saberes que misturam tradição e inovação, que o País deve preservar. É nesse contexto que se reconhece que Portugal tem o melhor Peixe do Mundo, sendo dos países que reconhecidamente faz uma gestão mais sustentável dos seus recursos pesqueiros
 

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Malagueta

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Re: Exportações e Importações Portuguesas
« Responder #87 em: Junho 11, 2012, 01:29:49 pm »
Comércio Internacional – Saídas de bens aumentaram 8,4% e entradas de bens diminuíram
7,7%

As saídas de bens aumentaram 8,4% e as entradas de bens diminuíram 7,7% no trimestre terminado em abril de
2012, face ao período homólogo de 2011 (fevereiro de 2011/abril de 2011), o que determinou um desagravamento do
défice da balança comercial no montante de 2 048,4 milhões de euros.

O acréscimo registado nas saídas de bens com destino para a China contribuiu significativamente para a evolução
positiva das saídas de bens para os mercados externos no 1º trimestre de 2012, que foi devido essencialmente ao
crescimento verificado nas exportações de Veículos e outro material de transporte. Neste período a China foi o 4º maior
mercado de destino para os Veículos e outro material de transporte produzidos em Portugal.
Comércio Internacional

No trimestre terminado em abril de 2012, as saídas aumentaram 8,4% e as entradas diminuíram 7,7%, face ao
período homólogo. Esta evolução determinou um desagravamento do défice da balança comercial no montante de
2 048,4 milhões de euros. A taxa de cobertura situou-se em 81,8%, o que correspondeu a uma melhoria de 12,1 p.p.
face à taxa registada no período homólogo de 2011.

Em termos das variações homólogas, no mês de abril de 2012 as saídas aumentaram 2,8%, em resultado da
evolução positiva do comércio extracomunitário (onde se destacam os acréscimos nas exportações de Veículos e outro
material de transporte). As entradas diminuíram 11,4% face ao valor registado em abril de 2011, devido à evolução
negativa registada tanto no comércio intracomunitário como no extracomunitário, embora com maior expressão nos
Veículos e outro material de transporte e nas Máquinas e aparelhos provenientes dos parceiros comunitários.

Em termos das variações mensais, em abril de 2012 as saídas diminuíram 14,1% face a março de 2012, tendo
resultado maioritariamente dos decréscimos nas expedições do comércio intracomunitário, principalmente nos Veículos
e outro material de transporte, nas Máquinas e aparelhos e nos Minerais e minérios. As entradas contabilizaram um
decréscimo de 10,3%, reflexo das quebras nas importações de Combustíveis minerais dos países extra-UE e nas
chegadas de Veículos e outro material de transporte dos países comunitários.
 

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miguelbud

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Re: Exportações e Importações Portuguesas
« Responder #88 em: Junho 29, 2012, 09:03:59 pm »
Citar
Portas abre caminho à exportação de carne para Leste

Paulo Portas desbloqueou as autorizações necessárias para o comércio de carne portuguesa na Rússia, Bielorrússia e Cazaquistão.

As exportadoras portuguesas de carne terão assim, segundo informa em comunicado o Ministério dos Negócios Estrangeiros, acesso a um mercado potencial de 170 milhões de consumidores.

O anúncio foi feito no final de uma visita de 24 horas de Paulo Portas a Astana, a capital do Cazaquistão, com o objectivo de desbloquear as exportações de carne portuguesa para Rússia, explica o mesmo comunicado. A tutela adianta que estas exportações estavam dependentes de uma tripla autorização, que tinha de ser conseguida junto das autoridades de Moscovo, Minsk e Astana.

O Governo adianta que os três países - Rússia , Bielorrússia e Cazaquistão - têm uma união aduaneira, o que significa que o acesso a um destes mercados implica o acesso a todos, e que, pelo contrário, se existir objecções por parte de um deles, as exportações são bloqueadas para todos.

No final, as autoridades do Cazaquistão credenciaram 44 empresas portuguesas para poderem exportar não apenas para aquele país como para todo o mercado regional.

http://economico.sapo.pt/noticias/porta ... 47479.html
 

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Malagueta

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Re: Exportações e Importações Portuguesas
« Responder #89 em: Julho 11, 2012, 10:32:53 am »
Portugal deverá registar este ano um excedente comercial de 0,4% do PIB, segundo dados do Banco de Portugal. O último foi em 1943.

Há quase 70 anos que Portugal não vendia mais ao exterior do que comprava. O último excedente da balança comercial portuguesa registou-se em 1943, durante a II Guerra Mundial. Este ano deverá voltar a acontecer o mesmo.

Os dados são do Banco de Portugal. O saldo entre compras e vendas de bens e serviços ao exterior deverá passar de -3,2% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2011, para um excedente de 0,4% este ano, melhorando depois em 2013 para 2,5%, algo nunca registado nos últimos 69 anos.

Em 1943, tal como nos dois anos anteriores, Portugal teve um excedente da balança comercial impulsionado, nomeadamente, pelas exportações de minerais (sobretudo volfrâmio) e de bens alimentares a vários países do Eixo, como Alemanha, Itália e Espanha.

O Banco de Portugal também reviu hoje ligeiramente em alta a previsão para o PIB este ano, apontando agora para uma recessão de 3% no Boletim Económico de Verão.

Na origem da revisão está a perspectiva, aos olhos do supervisor, de que as exportações e o consumo privado vão, afinal, ter um comportamento melhor que o previsto. As vendas ao exterior deverão crescer 3,5% - face aos anteriores 2,7% - e o consumo privado diminuir 5,6% - face à queda de 7,3% projectada anteriormente.

Também hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou que as exportações portuguesas cresceram 6,5% no trimestre terminado em Maio, face a igual período do ano passado, impulsionadas pelas trocas comerciais com países sem euro.

As saídas de bens para países extracomunitários dispararam 23,6% neste período, para 3,3 mil milhões de euros, compensando a quebra de 0,9%, para 11,6 mil milhões de euros, registada nas exportações para países da zona euro, de acordo com o mesmo relatório.
 

 

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