Relação Unidades do Exército face à ultima reestruturação

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PereiraMarques

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« Última modificação: Junho 19, 2006, 10:10:49 pm por PereiraMarques »
 

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Yosy

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« Responder #1 em: Junho 17, 2006, 03:03:37 pm »
Interessante: o histórico CIOE vai mudar para CTOE: Centro de Tropas de Operações Especiais. E a Escola de Tropas Aerotransportadas passa a ser Escola de Tropas Pára-Quedistas.
 

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Duarte

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« Responder #2 em: Junho 17, 2006, 08:07:33 pm »
De CIOE para CTOE de facto parece uma imbecilidade. Para quê?
E CTropas Comando? Porque não re-activar o regimento?
 

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PereiraMarques

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« Responder #3 em: Junho 17, 2006, 09:12:58 pm »
Citação de: "Duarte Mendonça"
De CIOE para CTOE de facto parece uma imbecilidade. Para quê?
E CTropas Comando? Porque não re-activar o regimento?


E para quê chamar Regimento (que em principio deveria ter 2/3 batalhões, apesar de Portugal seguir a tradição inglesa de chamar Regimento a unidades cujo "produto operacional" é normalmente um Batalhão ou Grupo) a algo que tem apenas duas companhias operacionais (e uma de instrução), nomeadamente no caso dos Comandos?
 

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papatango

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« Responder #4 em: Junho 17, 2006, 09:29:42 pm »
Trata-se do tipo de modernização mais comum nas forças armadas portuguesas.

A modernização do nome.

Com o tempo, há unidades e organismos que se tornam redundantes e inuteis a olhos vistos. Quando isso se torna óbvio, uma das soluções é alterar o nome e mudar as "sub-repartições" de um lugar para o outro.

As repartições continuam assim, até que volte a tornar-se evidente que não servem para nada, e então faz-se uma outra reestruturação.

Desta maneira, fica-se com a impressão de modernidade (unidades com nome mais sexy), fica-se com a impressão de alterações e reestruturações, mas no fundo, continua mais ou menos tudo na mesma.

E acima de tudo, continuam a garantir-se os salários, que não tenhamos dúvidas, são o principal problema das Forças Armadas...

Ou alguém pensava que o principal problema era a obsolescência do material ?

Cumprimentos
 

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Luso

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« Responder #5 em: Junho 17, 2006, 09:40:20 pm »
Exacto.
Por exemplo, a táctica utilizada para "fazer cair" chefias (para colocar os amigos) é mudar o nome às instituições. Ao que se deve acrescenta o factor "cool" ou "fixe" de um nome todo modernaço ou... "progressista".
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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ricardonunes

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« Responder #6 em: Junho 17, 2006, 10:09:01 pm »
No meio desta trapalhada de mudanças de nomes, pois fica tudo na mesma , quem ficou a "ganhar" fui eu.
Fui agraciado com um louvor de uma unidade (serviço) que durou pouco mais que doze anos, Direcção de Recrutamento.
Ficou para a história.
Potius mori quam foedari
 

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Miguel

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« Responder #7 em: Junho 18, 2006, 09:23:33 am »
Considero, que esta reorganização foi a melhor desde muitos anos :wink:

Ganhamos em clarificação e em produto operacional.
 

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carlospires

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Regimentos com uma companhia operacional...
« Responder #8 em: Junho 19, 2006, 08:48:26 am »
Bom dia pessoal,
Gostaria só de responder ao Sr. PereiraMarques quando questiona o porquê de dar o nome de regimento quando só existe um batalhão com uma companhia operacional No antigo Regimento de Comandos da Amadora e desde 1975 até Maio de 1989, o Regimento era constituido da seguinte maneira : 1 Batalhão de instrução ( 3 comp. instrução ) ; 1 batalhão de apoio ( com vários destacamentos das especialidades várias ); 2 BATALHÕES OPERACIONAIS  BAT-11 e BAT-12 ( 3 ou 4  companhias operacionais  CADA UM - BAT11 , ccmds111,ccmds112,ccmds131-(ccmds113, mais tarde)e a ccmds Redes -  E O BAT12 ( com 3 comp. oper. as  ccmds121,ccmds122,ccmds124 ). A estas acrescente-se as respectivas companhias de comando  e serviços de cada um dos Batalhões...
Como se vê, no caso do antigo REGIMENTO DE COMANDOS DA AMADORA, era mesmo "á inglesa"...
Acrescente-se a isto que em 1993 quando foi extinto o Regimento, era a ÚNICA UNIDADE MILITAR DO PAÍS  que era TOTALMENTE PROFISSIONAL , pois era constituida só por voluntarios contratados e pessoal do quadro...
Espero que tenha contribuido para este espaço de informação.
Um abraço
Carlos Pires
mama sumae
 

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PereiraMarques

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Re: Regimentos com uma companhia operacional...
« Responder #9 em: Junho 19, 2006, 11:12:02 am »
Citação de: "carlospires"
Bom dia pessoal,
Gostaria só de responder ao Sr. PereiraMarques quando questiona o porquê de dar o nome de regimento quando só existe um batalhão com uma companhia operacional No antigo Regimento de Comandos da Amadora e desde 1975 até Maio de 1989, o Regimento era constituido da seguinte maneira : 1 Batalhão de instrução ( 3 comp. instrução ) ; 1 batalhão de apoio ( com vários destacamentos das especialidades várias ); 2 BATALHÕES OPERACIONAIS  BAT-11 e BAT-12 ( 3 ou 4  companhias operacionais  CADA UM - BAT11 , ccmds111,ccmds112,ccmds131-(ccmds113, mais tarde)e a ccmds Redes -  E O BAT12 ( com 3 comp. oper. as  ccmds121,ccmds122,ccmds124 ). A estas acrescente-se as respectivas companhias de comando  e serviços de cada um dos Batalhões...
Como se vê, no caso do antigo REGIMENTO DE COMANDOS DA AMADORA, era mesmo "á inglesa"...
Acrescente-se a isto que em 1993 quando foi extinto o Regimento, era a ÚNICA UNIDADE MILITAR DO PAÍS  que era TOTALMENTE PROFISSIONAL , pois era constituida só por voluntarios contratados e pessoal do quadro...
Espero que tenha contribuido para este espaço de informação.
Um abraço


Exactamente,o antigo Regimento de Comandos tinha vários batalhões e portanto fazia sentido chamar-se Regimento, aliás com mais um batalhão operacional até podia ser uma Brigada (Ligeira) como a antiga BRIPARAS - Brigada Ligeira de Paraquedistas :wink: .

Se agora nem sequer temos um verdadeiro Batalhão de Comandos (está lá a 3ª Companhia, a de instrução, mas toda a gente percebe que essa companhia tem apenas os instrutores, como "força" permanente e apenas está "completa" quando há incorporações de novos instruendos), porquê chamar Regimento? Em relação ao antigo Regimento de Comandos ser uma unidade "à inglesa", pelo menos "à inglesa contemporânea", não me parece,os Regimentos ingleses são unidades territoriais como em Portugal e o seu "produto operacional" é normalmente "apenas" um Batalhão/Grupo (Grupo no caso da Cavalaria ou Artilharia).

Cumprimentos
B. Pereira Marques
 

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Cabeça de Martelo

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Re: Regimentos com uma companhia operacional...
« Responder #10 em: Junho 19, 2006, 02:00:01 pm »
Citação de: "carlospires"
Bom dia pessoal,
Gostaria só de responder ao Sr. PereiraMarques quando questiona o porquê de dar o nome de regimento quando só existe um batalhão com uma companhia operacional No antigo Regimento de Comandos da Amadora e desde 1975 até Maio de 1989, o Regimento era constituido da seguinte maneira : 1 Batalhão de instrução ( 3 comp. instrução ) ; 1 batalhão de apoio ( com vários destacamentos das especialidades várias ); 2 BATALHÕES OPERACIONAIS  BAT-11 e BAT-12 ( 3 ou 4  companhias operacionais  CADA UM - BAT11 , ccmds111,ccmds112,ccmds131-(ccmds113, mais tarde)e a ccmds Redes -  E O BAT12 ( com 3 comp. oper. as  ccmds121,ccmds122,ccmds124 ). A estas acrescente-se as respectivas companhias de comando  e serviços de cada um dos Batalhões...
Como se vê, no caso do antigo REGIMENTO DE COMANDOS DA AMADORA, era mesmo "á inglesa"...
Acrescente-se a isto que em 1993 quando foi extinto o Regimento, era a ÚNICA UNIDADE MILITAR DO PAÍS  que era TOTALMENTE PROFISSIONAL , pois era constituida só por voluntarios contratados e pessoal do quadro...
Espero que tenha contribuido para este espaço de informação.
Um abraço


Desculpa-me mas o Regimento de Comandos não era a unica unidade totalmente constituida por voluntários. Tanto o CTP como o Corpo de Fuzileiros já era totalmente constituida por voluntários.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Lightning

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Re: Regimentos com uma companhia operacional...
« Responder #11 em: Junho 19, 2006, 04:23:04 pm »
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Citação de: "carlospires"
Bom dia pessoal,
Gostaria só de responder ao Sr. PereiraMarques quando questiona o porquê de dar o nome de regimento quando só existe um batalhão com uma companhia operacional No antigo Regimento de Comandos da Amadora e desde 1975 até Maio de 1989, o Regimento era constituido da seguinte maneira : 1 Batalhão de instrução ( 3 comp. instrução ) ; 1 batalhão de apoio ( com vários destacamentos das especialidades várias ); 2 BATALHÕES OPERACIONAIS  BAT-11 e BAT-12 ( 3 ou 4  companhias operacionais  CADA UM - BAT11 , ccmds111,ccmds112,ccmds131-(ccmds113, mais tarde)e a ccmds Redes -  E O BAT12 ( com 3 comp. oper. as  ccmds121,ccmds122,ccmds124 ). A estas acrescente-se as respectivas companhias de comando  e serviços de cada um dos Batalhões...
Como se vê, no caso do antigo REGIMENTO DE COMANDOS DA AMADORA, era mesmo "á inglesa"...
Acrescente-se a isto que em 1993 quando foi extinto o Regimento, era a ÚNICA UNIDADE MILITAR DO PAÍS  que era TOTALMENTE PROFISSIONAL , pois era constituida só por voluntarios contratados e pessoal do quadro...
Espero que tenha contribuido para este espaço de informação.
Um abraço

Desculpa-me mas o Regimento de Comandos não era a unica unidade totalmente constituida por voluntários. Tanto o CTP como o Corpo de Fuzileiros já era totalmente constituida por voluntários.


Exactamente, e nem sequer sei se os Comandos eram a  unica unidade profissional do EXÉRCITO porque talvez já existisse o BEOE nessa altura e penso que eles também só tem voluntários.
 

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Miguel

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« Responder #12 em: Junho 19, 2006, 08:49:21 pm »
ORBAT da Brigada Reacção Rapida:

Batalhão Apoio Aeroterrestre/ETP
Batalhão Operações Especiais/CTOE
Batalhão Comandos/CTComandos
1°Batalhão Para/RI15
2°Batalhão Para/RI10
3°Batalhão Para/RI3

Pelos vistos o EREC do RC3 foi ao ar, portanto é possível voltar a ter um Terceiro Batalhão Paras no RI3 :wink:
BEOE: operaçoes irregulares e LRRP, reconhecimento(Special Forces)
B.Comandos: operações assalto(Rangers US...)
os 3 Batalhoes de Paras: Infantaria Ligeira Paraquedista( 82 airborne)

No fundo a BRR e um grande USSOCOM ao estilo Lusitano :wink:
« Última modificação: Junho 19, 2006, 09:07:51 pm por Miguel »
 

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Miguel

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« Responder #13 em: Junho 19, 2006, 09:01:19 pm »
ORBAT da Brigada Intervenção:

Grupo Autometralhadoras/RC6 com as 15 V150 e restantes Xaimites
1°Batalhão Infantaria/RI13
2°Batalhão Infantaria/RI14
Batalhão Logistico/RI19
Grupo Artilharia/RA4 obuseiros light gun
ERec/RC6 com os VBL
CEng/RE3
BAA/RAA1
CCS/QG

Com a chegada prevista dos Pandurs, os blindados de cavalaria(peça de 25mm) vao para o GAM e as VBR com metrelhadora de 7,62 para os Batalhões Infantaria.
 

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Lightning

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« Responder #14 em: Junho 19, 2006, 11:02:16 pm »
Eu não acredito que reactivem o 3º BIPARA, visto a Brigada já ter 2 batalhões de infantaria para-quedista, meio-batalhão de Comandos :lol:

ok faço só um rápido resumo:
o exército tem forças especiais, rangers e helicopteros
a marinha tem seal`s e lanchas
a força aérea tem AC-130 e unidades CSAR

http://www.soc.mil/hqs/hqs_home.htm

https://www.navsoc.navy.mil/navsoc_component.asp

http://www2.afsoc.af.mil/

http://www.marsoc.usmc.mil/

Acho que para termos algo parecido tinha que ser retirar os Páras da unidade, visto nos EUA a 82ª Divisão Aerotransportada tambem não estar na USSOCOM, mas a nossa versão teria que possuir, Comandos, BEOE, DAE, RESCOM e os EH101 CSAR.

Os nossos NH90 não sei se servem para operações especiais.
 

 

Qual deveria ser a prioridade para o Exército até 2015-2020?

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