Encerramento da Opel na Azambuja pode ser anunciado 4ª feira

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Marauder

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« Responder #15 em: Junho 30, 2006, 12:06:28 am »
Interessante, mas a GM Europe não vai mover 1cm do seu plano inicial, muito provavelmente. Afinal, resistencia à mudança já sabiam que ia haver...e neste jogo ou se faz como a concorrencia, ou o mais provavel é acabar na sarjeta..

Aliás...sem ir muito na ideia dos países de Leste, Azambuja perde claramente com Saragoça. Os gestores da GM Portugal já deveria ter notado o problema...afinal...a fábrica está a facturar desde 63...tiveram tempo suficiente para "melhorar a produtividade e relações de custo"...o que aparentemente não fizeram..e pronto...os erros do passado pagam-se.

Se estivessem mais alertas, talvez neste momento estariamos com uma integração nacional igual ou parecida ao da Auto-europa, e a produzir 2 modelos...mas pronto...o belo tuga, ou os paspalhos que a GM via GM Europe mandou para cá não mexeu o rabo..
 

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Get_It

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N: "Transferência de trabalhadores da Opel"
« Responder #16 em: Julho 01, 2006, 01:28:19 am »
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Transferência de trabalhadores da Opel
SIC Online

A General Motors (GM) está a convidar trabalhadores da Azambuja para trabalharem na unidade de Saragoça, em Espanha. As condições oferecidas são idênticas às dos funcionários espanhóis, sendo que o salário é 18 por cento superior ao da Azambuja.A Comissão de Trabalhadores da Opel diz que não conhece nenhuma proposta.

As conversações estão no segredo dos deuses. Na Alemanha e em Portugal ninguém confirma o cenário. Mas, de acordo com o "Semanário Económico" a Opel está a convidar de forma informal alguns trabalhadores da Azambuja para irem trabalhar para a fábrica de Espanha.

Salários em Espanha 18% mais altos

O salário em Saragoça é 18 por cento superior ao da fábrica da Azambuja. Mas os trabalhadores que aceitem o convite da Opel perdem as regalias por antiguidade e o direito de indemnização. A Comissão de Trabalhadores da Opel diz que desconhece a intenção da GM.

Há já três semanas que o Governo pediu à administração da Opel tempo para se encontrar uma solução, mas até agora os resultados são poucos.

Se a fábrica da Azambuja encerrar as exportações portuguesas vão perder 1.400 milhões de euros.

:arrow: fonte: http://sic.sapo.pt/online/noticias/dinheiro/20060630+Transferencia+de+trabalhadores+da+Opel.htm

Mais: Jornal de Negócios - TVI.

Cumprimentos,
:snip: :snip: :Tanque:
 

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TOMKAT

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« Responder #17 em: Julho 06, 2006, 12:31:26 am »
http://dn.sapo.pt/2006/07/05/economia/gm_pode_de_devolver_apoios.html
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GM pode ter de devolver apoios

A Comissão Europeia aguarda indicações do Governo português sobre se a General Motors terá de devolver fundos comunitários, recebidos anteriormente, se mantiver a sua intenção de encerrar a fábrica da Opel da Azambuja.

Porém, numa intervenção, ontem no Parlamento Europeu (PE), em Estrasburgo, o vice-presidente da Comissão Guenther Verheugen, responsável pelo pelouro da Indústria, deixou claro que pouco poderia ser feito para evitar o encerramento da fábrica, por se tratar de uma decisão empresarial.

No início de um debate parlamentar, introduzido de urgência para tratar do caso GM-Azambuja, com a abordagem mais ampla da actual tendência de deslocalização para zonas de custos de produção mais baratos, de que este é um caso exemplar, Verheugen considerou que a melhor reacção é promover a competitividade da economia europeia, de modo a mostrar-se atractiva e desencorajar tais mudanças.

Após o debate, realizou-se uma sessão de esclarecimento no edifício do PE, com eurodeputados de várias bancadas, trabalhadores da Opel da Azambuja e elementos de outras fábricas da GM na Europa.

Depois de recordar uma reestruturação da Opel da Azambuja em 2002, Guenther Verheugen frisou que, segundo a legislação comunitária, uma empresa deve manter-se no mesmo local durante, pelo menos, cinco anos após ter recebido ajudas. Caso contrário, acrescentou, essa empresa "deve devolver a ajuda concedida. Não sabemos ainda se houve fundos europeus canalizados para a fábrica da Azambuja. O Governo português está a averiguar a questão a nosso pedido. Se for o caso, faremos com que as nossas condições sejam respeitadas. O dinheiro dos contribuintes europeus deve servir para fortalecer a fábrica, não para destruir postos de trabalho".

Na sessão de esclarecimento, o coordenador da Comissão de Trabalhadores da Opel da Azambu- ja, Paulo Vicente, sublinhou que "esses fundos deverão ser investigados".
....
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IMPROVISAR, LUSITANA PAIXÃO.....
ALEA JACTA EST.....
«O meu ideal político é a democracia, para que cada homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado»... Albert Einstein
 

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Marauder

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« Responder #18 em: Julho 07, 2006, 04:51:44 pm »
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Governo espera resposta da GM a proposta para reduzir custos

O ministro da Economia, Manuel Pinho, disse hoje que aguarda uma resposta da General Motors (GM) ao «quadro» traçado pelo Governo para aproximar os custos de produção em Portugal ao desejado pela empresa.


Manuel Pinho, que falava no final da cerimónia de apresentação de um investimento de 370 milhões de euros numa plataforma logística em Castanheira do Ribatejo, disse que a proposta da Renault/Nissan, para que a GM integre a aliança, não foi abordada na reunião que manteve a semana passada com a direcção da empresa na Alemanha, até porque surgiu posteriormente.

No caso da GM, «o que o Governo pode fazer é criar condições para que uma empresa que enfrenta grandes dificuldades a nível mundial tenha mais competitividade no nosso país», disse Manuel Pinho.

«O Governo criou junto da GM um quadro extremamente favorável no sentido de preencher o diferencial de 500 dólares por veículo referido» pela empresa, afirmou o ministro da Economia e da Inovação.

Manuel Pinho disse que o Governo não teve acesso ao estudo alegadamente elaborado pela GM, que aponta que o custo de produção de cada unidade Combo produzida na Opel da Azambuja é superior à da fábrica de Saragoça, em Espanha, mas que criou «um quadro que se aproxime desse valor, de forma a que a GM tenha rentabilidade no país».

«O Governo faz a sua obrigação. Não produz automóveis, mas cria melhores condições para as empresas», afirmou Manuel Pinho.

Também o presidente da Agência Portuguesa para o Investimento (API), Basílio Horta, disse que as negociações prosseguem, escusando- se a adiantar mais pormenores.

«Qualquer declaração sobre o caso da Opel pode ser prejudicial e estão em causa valores muito importantes», nomeadamente a existência de 1.400 postos de trabalho, disse o presidente da API.

Segundo Basílio Horta, tudo tem sido feito para manter a GM em Portugal «em condições dignas e úteis para a economia nacional e para os trabalhadores», esperando-se que a empresa «cumpra o contrato que tem com Portugal».

O presidente da API considerou «exemplar» a proposta de um grupo de empresários portugueses, no sentido de serem produzidos, nas proximidades da fábrica da Opel, as componentes do Combo que actualmente vêm de Espanha, encarecendo o custo final de cada automóvel montado em Portugal.

«É uma iniciativa exemplar por tentar agarrar e reter o investimento e também pelo dinamismo revelado», afirmou Basílio Horta, acrescentando esperar que esta proposta seja considerada pela GM.

O prazo de cinco semanas pedido pelo Governo português à GM para adiamento da decisão de encerramento da unidade da Azambuja, de forma a permitir um período de negociação, termina a 19 deste mês.

Diário Digital / Lusa

07-07-2006 16:37:00


de:
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro%5 ... news=69244

Com um pouco de sorte, temos o natal antecipado..
 

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Marauder

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« Responder #19 em: Julho 07, 2006, 04:52:15 pm »
editado...mensagem repetida
« Última modificação: Julho 15, 2006, 09:54:14 am por Marauder »
 

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ricardonunes

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« Responder #20 em: Julho 11, 2006, 04:09:15 pm »
A Opel da Azambuja vai mesmo fechar as portas mas, ao contrário do que se previa, não será a 31 de Outubro e sim no final do ano.

Citar
Os trabalhadores estiveram hoje reunidos com a administração e o vice-presidente da General Motors Europe para a área industrial, Eric Stevens, confirmou a decisão em conferência de imprensa.

O responsável reiterou que o encerramento não se deve à qualidade do trabalho da unidade portuguesa, mas sim aos custos, nomeadamente os logísticos.

O desfecho era já esperado, uma vez que a General Motors tinha já confirmado que o único modelo produzido na Azambuja (Combo) vai passar a ser montado em Saragoça, Espanha.

Esta terça-feira Eric Stevens invocou o estudo encomendado pelo grupo para analisar a produtividade de cada uma das suas fábricas na Europa, concluiu que a unidade portuguesa era das menos competitivas. Segundo esse estudo, produzir um carro na Azambuja custa mais 500 euros do que noutras unidades.

O Governo ainda tentou negociar com a General Motors e os trabalhadores organizaram acções de protesto que chegaram a atingir greves parciais e mesmo greve total. Paralisações que estiveram inseridas num plano de greves que atravessou as várias unidades do grupo pela Europa.

Os trabalhadores vinham fazendo vigílias à porta da fábrica, para que a empresa não leve nenhuma máquina das instalações. Os funcionários estavam até dispostos a prescindir das férias para se manterem alertas a essa possibilidade.

A unidade da Opel em Portugal emprega mais de 1.100 pessoas, mas perto de mil dependem também da unidade, por trabalharem para outras empresas, que são suas fornecedoras.


http://www.agenciafinanceira.iol.pt/not ... iv_id=1730

Desta é que fecha de vez :cry:
Potius mori quam foedari
 

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Doctor Z

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« Responder #21 em: Julho 11, 2006, 05:57:48 pm »
Só podia, da maneira que as coisas estavam encaminhadas ...
Blog Olivença é Portugal
"Se és Alentejano, Deus te abençoe...se não
és, Deus te perdoe" (Frase escrita num azulejo
patente ao público no museu do castelo de
Olivença).

:XpõFERENS./
 

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Menacho

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« Responder #22 em: Julho 11, 2006, 07:00:46 pm »
Lo siento:

CIERRAN LA PLANTA PORTUGUESA DONDE SE FABRICA
La producción del modelo Opel Combo se traslada a finales de año a la fábrica española de Zaragoza


El vicepresidente de General Motors en Europa, Eric Stevens, ha comunicado este martes que la producción del modelo Opel Combo se trasladará a finales de año a la planta española de Zaragoza. El cambio viene precedido del anuncio de cierre de la fábrica portuguesa de Azambuja, actualmente encargada de la producción del vehículo. La decisión, según Stevens, se sustenta en "los costes, principalmente los logísticos". General Motors pierde 35 millones cada año en la planta portuguesa.

L D (EFE) La transferencia de la producción comenzará en diciembre de este año. La razón por la que se cierra la fábrica de Azambuja, donde actualmente trabajan 1.200 personas, radica en que General Motors pierde 35 millones de euros porque la producción de cada vehículo es 500 euros superior a la alternativa de producir el Combo en plataformas comunes, con mayor dimensión."No podemos seguir perdiendo tanto dinero como en los últimos años, queremos sobrevivir", comunicó Stevens.
 
Ante el comunicado el Gobierno luso pretende que GM le pague unos 30 millones de euros de indemnización por los incentivos recibidos por la empresa para instalar la planta en Portugal. Stevens admitió que GM podrá "devolver" algún dinero al Gobierno, pero menos de esa cantidad y dijo que en ese aspecto prosiguen las negociaciones con el Ejecutivo luso. El vicepresidente de GM señaló que los suministradores portugueses de piezas para la producción del Combo seguirán trabajando para la fábrica de Zaragoza.

Protestas e indemnizaciones

Los trabajadores lusos de Azambuja han reclamado que se les paguen los salarios hasta 2009, fecha en la cual termina el acuerdo que firmaron con la empresa, pero Stevens ha comunicado que las indemnizaciones se harán en los valores justos a los que tengan derecho. Los dirigentes sindicales de Azambuja están reunidos para analizar la situación tras el anuncio oficial del cierre de la fábrica, que se consideraba un hecho desde el mes pasado.

El Gobierno portugués, preocupado por las consecuencias del cierre de la fábrica, ha pedido a GM que aplazase su decisión final hasta encontrar una solución para superar la desventaja competitiva de Azambuja respecto a otras unidades de la compañía.

El ministro luso de Economía, Manuel Pinho ha advertido en el Parlamento portugués que el Ejecutivo va a crear las condiciones para que la fábrica se mantenga en Portugal y si GM la cerraba, tendría que devolver al Estado luso el dinero que recibió como incentivos. La fábrica de Azambuja supone cerca del 0,6 por ciento del Producto Interior Bruto de Portugal.
 

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Marauder

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« Responder #23 em: Julho 11, 2006, 07:22:11 pm »
Citar
Governo diz que vai processar a GM por fecho da Azambuja
O Governo anunciou esta terça-feira que vai processar a GM, após a empresa ter confirmado que vai encerrar a unidade da Azambuja, já que o contrato entre a construtora e o Estado português é válido até 2008.

A General Motors (GM) anunciou esta terça-feira que mantém a decisão de encerrar a unidade da Azambuja, alegando altos custos logísticos, mas adiou o fecho de 31 de Outubro para final do ano.

Em comunicado, o Ministério da Economia e da Inovação afirma que o contrato entre a construtora e o Estado prevê que GM atinja «determinados objectivos, recebendo em contrapartida incentivos financeiros, fiscais e fundos de apoio à formação profissional, na ordem de dezenas milhões de euros», com validade até final de 2008.

«Face a esta situação de claro incumprimento contratual, o Governo vai desencadear imediatamente todos os mecanismos legais e contratuais, de forma a ressarcir-se dos graves prejuízos que esta decisão acarreta para o país», refere o Ministério tutelado por Manuel Pinho.

O comunicado refere ainda que será tido em conta que a GM beneficiou de incentivos de fundos comunitários, pelo que «o Estado português não deixará, também, de sublinhar as implicações desta atitude da GM no âmbito europeu».

Diário Digital / Lusa

11-07-2006 17:05:39

...receitas extraordinárias??

Caso GM tem de ser exemplar, diz Manuel Pinho
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=235764[/quote]
 

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ricardonunes

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« Responder #24 em: Julho 11, 2006, 07:32:12 pm »
Que venham as receitas extraordinárias, pois são sempre bem vindas.
Mas espero que não se esqueçam dos 1200 (já vi vários nº's) trabalhadores, pois esses é que vão precisar e apoio num futuro bem proximo.
Potius mori quam foedari
 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #25 em: Julho 12, 2006, 10:39:31 am »
Pelo que eu ouvi, a transferência para a fábrica Espanhola tb é um solução de recurso, já que no final toda a produção vai para um país da Europa de Leste.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Luso

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« Responder #26 em: Julho 12, 2006, 08:51:53 pm »
Tem que acabar é esta história de dar todos os benefícios aos empresários estrangeiros mineiros que para aqui vêem por questões de mão de obra barata, qualificada ou não.

Sabem que a IKEA quer terrenos quase de graça?
"Temos terrenos a 1€ o m2"
"- Pois na Polónia oferece-nos a €.40..."

É por isso que a coisa ainda não está decidida...

Aos nossos são todos a ver se tramam os empresários: Ministérios, Câmaras, CCDRs, proprietários...
E a esses ninguém dá subsídios, isenções fiscais, terrenos, IMI reduzido, etc.
Aos de fora dá-se tudo e mais alguma coisa.

"- Querem o mercado Português? Quanto pagam?"
Foi por isso que a Opel veio para cá...
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Marauder

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« Responder #27 em: Julho 13, 2006, 10:02:10 am »
Mas Luso..estamos a falar de práticas europeias...se não "flexibilizamos" essas ajudas...não é pelas nossas belas praias que eles virão para cá  :roll:
 

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Marauder

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« Responder #28 em: Julho 13, 2006, 10:27:09 pm »
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GM: API diz que encerramento se deve a estratégia do grupo

O presidente da Agência Portuguesa para o Investimento (API), Basílio Horta, afirmou esta quinta-feira que o encerramento da Opel da Azambuja dependeu de uma «estratégia própria» do construtor e não à falta de competitividade das empresas portuguesas.


Basílio Horta, que falava à imprensa à margem do Seminário «A Estratégia do QREN, a competitividade e os Parques Empresariais», quando questionado sobre a possível procura por parte da fábrica de Saragoça de fornecedoras de componentes portuguesas, disse que a situação mostra que «as empresas nacionais são as mais competitivas do mundo».

«Quando a Combo era produzida em Portugal, as peças eram feitas em Espanha, agora que vai ser produzida em Saragoça, os espanhóis querem as empresas portuguesas para fazer as peças», estranhou Basílio Horta.

Para Basílio Horta, a procura só pode ser justificada pela «competitividade das empresas portuguesas, pois fabricam mais barato e são as mais avançadas do mundo».

«É mentira quando se alega que a Opel da Azambuja sai de Portugal por falta de competitividade», frisou.

Segundo o responsável, quer o governo e quer a API fizeram tudo o que podiam.

«A decisão foi da GM Europa que não quis fazer propostas», sublinhou.

O presidente da API garantiu que a possibilidade de vir a ser criado um pólo automóvel, como foi sugerido pelo presidente Associação Industrial Portuguesa (AIP), Rocha de Matos, pode vir a ser estudada.

A General Motors anunciou segunda-feira o encerramento da fábrica da Opel da Azambuja no final do ano e consequente transferência da produção da viatura Combo para Saragoça, em Espanha.

Este fenómeno de deslocalização «está a acontecer um pouco por toda a Europa com o alargamento aos países de Leste onde os salários são mais baratos», disse o presidente da API, opinião que também é partilhada por Augusto Mateus, presidente do Instituto de Formação Empresarial Avançada (IFEA).

Ambos participaram no seminário onde foi enfatizada pelos presentes a necessidade de recuperar a competitividade da economia com a ajuda dos fundos estruturantes europeus para 2007-2013.

Em declarações à agência Lusa, o economista Augusto Mateus defendeu que Portugal tem de «apostar naquilo que é bom e permite subir na cadeia de valor».

Entre os sectores destacou a áreas do turismo, do conforto do lar, moda e nos componentes automóveis, pois defende a especialização da economia portuguesa para fazer face à globalização.

Diário Digital / Lusa

13-07-2006 21:07:06


de:
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_d ... news=69477

Ora bem...então o que motiva a GM a abandonar activos que representam investimentos avultados em Portugal e Espanha, para, no futuro, se deslocalizarem para os países de Leste...  é um tremendo desejo dos gestores da GM Europa de trabalharem nos países de Leste!!!!

Ora bolas...das duas uma...ou o Basílio está a atirar areia para os olhos dos portugueses, ou se esqueceu de referir que não foi por falta de competitividade que a fábrica fechou..mas apenas quando comparada com Espanha...

Sim, senão gostaria de saber como é que o homem explica os factores que levam a tomar decisões estratégicas...neste caso...deslocalizar produções para o leste..
 

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Marauder

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« Responder #29 em: Julho 14, 2006, 12:16:22 pm »
Um desmentido de um erro jornalístico, que eu postei aqui...

Citar
Delphi nega impacto com fecho da Opel Azambuja

O presidente da Delphi Portugal, José Couto, disse à Agência Lusa que o fecho da fábrica da GM, na Azambuja, não terá impacto na empresa, que produz acessórios e tecnologia automotive.


«Nenhuma das unidades da Delphi (em Portugal) fornece à fábrica da Azambuja», garantiu Couto, desmentindo uma notícia na edição de quinta-feira do Diário Económico. O jornal adiantou que o encerramento da Opel Azambuja vai colocar em risco duas das fábricas da Delphi, em território português.

A Delphi tem cinco fábricas em Portugal: Guarda e Castelo Branco (cablagens), Seixal (sistemas para motores), Ponte Sôr (airbags e apoios para motores) e Braga (aparelhagem de som). «Há muitos anos que não fornecemos a Azambuja», frisou o administrador da Delphi Portugal. Segundo Couto, a GM é um cliente importante para a Delphi, mas em Portugal nenhuma unidade fornece para o Opel Combo, modelo produzido na fábrica que será desactivada até ao final do ano, em resultado da transferência da produção do modelo Combo para Saragoça, Espanha.

Como exemplo, aquele responsável da Delphi citou a unidade do Seixal, que tem a GM Europe como cliente, mas não em Portugal. Nas unidades lusas, os principais clientes são Renault, PSA, Ferrari, Maserati e Land Rover, entre outros.

14-07-2006 11:14:43


de:
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro%5 ... news=69493

Pois..então pera lá...deixa lá ver se eu entendi bem....a Opel Azambuja recebia componentes principalmente da Espanha e Alemanha..e as fábricas da Delphi Portugal, uma das quais (Seixal) fornece a GM Europe, exporta toda a sua produção.

Bem...a nível de exportações é bom para o país, mas existe alguma irracionalidade empresarial...e assim caiem os tolos...

Mas pronto, tal como o outro disse...isto faz parte da estratégia de ir para leste...não por falta de competitividade...mas por...hum...por????
 

 

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