Artilharia do Exército

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zecouves

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« Responder #45 em: Fevereiro 21, 2007, 11:13:36 pm »
Citação de: "Miguel"
Sobre artilharia, alguém tem fotos dos morteiros pesados de 120mm da Brigada Reacçao Rapida??


Não que seja muito importante para este assunto mas é só para lembrar: os Morteiros não são armas utilizadas pela Artilharia, são armas da Infantaria. A Artilharia tem Peças e Obuses.

Um artilheiro que se chegue à frente no forum para explicar a diferença entre Peças e Obuses ...
 

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LM

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« Responder #46 em: Fevereiro 21, 2007, 11:30:21 pm »
Citar
Não que seja muito importante para este assunto mas é só para lembrar: os Morteiros não são armas utilizadas pela Artilharia, são armas da Infantaria. A Artilharia tem Peças e Obuses.

Mas julgo ter lido algures que os morteiros de 120mm já eram considerados uma arma de artilharia... pelo menos não costumam fazer parte organica do escalão batalhão de infantaria "ligeiro" como os paras (ie, só como reforço), ainda por cima sem grande apoio motorizado.

Segundo sei levar morteiros (e munições!) de 81mm já é um pesadelo logístico neste tipo de tropas:

Citar
It takes 50 men to move just two 81mm medium mortars and their units of fire for one battle--a short one
http://www.geocities.com/Pentagon/Quarters/2116/mortars.htm
Quidquid latine dictum sit, altum videtur
 

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ricardonunes

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« Responder #47 em: Fevereiro 21, 2007, 11:33:14 pm »
Citação de: "zecouves"
Citação de: "Miguel"
Sobre artilharia, alguém tem fotos dos morteiros pesados de 120mm da Brigada Reacçao Rapida??

Não que seja muito importante para este assunto mas é só para lembrar: os Morteiros não são armas utilizadas pela Artilharia, são armas da Infantaria. A Artilharia tem Peças e Obuses.

Um artilheiro que se chegue à frente no forum para explicar a diferença entre Peças e Obuses ...

Citar
Peça de artilharia, simplesmente Peça, ou Canhão é a designação das bocas de fogo que disparam granadas em tiro tenso. Distinguem-se dos obuses e morteiros em virtude destes se distinarem a disparar granadas em tiro curvo.

Na Artilharia terrestre actual, a maioria das bocas de fogo são capazes de fazer tiro tenso e tiro curvo, sendo melhor denominadas peças-obuses.


Citar
O Morteiro é uma boca de fogo de carregar pela boca, destinada a lançar granadas em tiro curvo de curto alcance. Os actuais Morteiros, têm origem nos Morteiros de Trincheira desenvolvidos na 1ª Guerra Mundial para serem especialmente usados na guerra de trincheiras. Na década de 1960, foi desenvolvido para o Exército Português um tipo especial de morteiro ultra-ligeiro denominado morteirete.

Actualmente os Morteiros são normalmente usados como arma de apoio de infantaria. No entanto, os Morteiros pesados são, em alguns casos, usados como arma de artilharia.
Potius mori quam foedari
 

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Miguel

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« Responder #48 em: Fevereiro 22, 2007, 08:08:00 am »
Penso que temos morteiros de varias origens.

Soltam, Tampella e Brandt

Agora vou fazer uma sugestao c34x

Seria interessante reconstituir a CMP dos Paras com 18 peças de 120mm
 

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zecouves

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« Responder #49 em: Fevereiro 22, 2007, 10:04:05 am »
Citação de: "ricardonunes"
Citação de: "zecouves"
Citação de: "Miguel"
Sobre artilharia, alguém tem fotos dos morteiros pesados de 120mm da Brigada Reacçao Rapida??

Não que seja muito importante para este assunto mas é só para lembrar: os Morteiros não são armas utilizadas pela Artilharia, são armas da Infantaria. A Artilharia tem Peças e Obuses.

Um artilheiro que se chegue à frente no forum para explicar a diferença entre Peças e Obuses ...

Citar
Peça de artilharia, simplesmente Peça, ou Canhão é a designação das bocas de fogo que disparam granadas em tiro tenso. Distinguem-se dos obuses e morteiros em virtude destes se distinarem a disparar granadas em tiro curvo.

Na Artilharia terrestre actual, a maioria das bocas de fogo são capazes de fazer tiro tenso e tiro curvo, sendo melhor denominadas peças-obuses.


Citar
O Morteiro é uma boca de fogo de carregar pela boca, destinada a lançar granadas em tiro curvo de curto alcance. Os actuais Morteiros, têm origem nos Morteiros de Trincheira desenvolvidos na 1ª Guerra Mundial para serem especialmente usados na guerra de trincheiras. Na década de 1960, foi desenvolvido para o Exército Português um tipo especial de morteiro ultra-ligeiro denominado morteirete.

Actualmente os Morteiros são normalmente usados como arma de apoio de infantaria. No entanto, os Morteiros pesados são, em alguns casos, usados como arma de artilharia.



No exército português não há Morteiros na Artilharia. Noutros exércitos tal poderá acontecer, de momento não me lembro de nenhum. Salvo erro, a Artilharia da ex-URSS possuia na sua orgânica unidades de Morteiros Pesados de 120 mm. Não sei se isso ainda se passa no exército Russo.
 

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ricardonunes

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« Responder #50 em: Fevereiro 22, 2007, 10:40:14 am »
Citação de: "zecouves"
No exército português não há Morteiros na Artilharia. Noutros exércitos tal poderá acontecer, de momento não me lembro de nenhum. Salvo erro, a Artilharia da ex-URSS possuia na sua orgânica unidades de Morteiros Pesados de 120 mm. Não sei se isso ainda se passa no exército Russo.

Não querendo ser muito chato :wink:
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No dia 27 de Janeiro teve lugar no Polígono Militar da Escola Prática de Artilharia uma instrução conjunta, dos Tirocínios para Oficial de Infantaria, Artilharia, Cavalaria, Engenharia e dos Cursos de Formação de Sargentos de Artilharia, Cavalaria e Engenharia.

A instrução realizou-se no âmbito das matérias de Material, Tiro e Vigilância do Campo de Batalha e culminou com a execução de uma Missão de Tiro de Iluminação Coordenada com execução de fogos reais nocturnos de Obus e Morteiro.

A fase nocturna da instrução teve a especial atenção de S.Ex.a o Ministro de Estado e da Defesa Nacional que, acompanhado de S.Ex.a o General Chefe do Estado Maior do Exército, do Ex.mo Tenente-general Comandante da Instrução, do Ex.mo Tenente-general Comandante da Região Militar do Sul e do Ex.mo Major-general Director de Instrução, observou in loco o desempenho dos futuros Oficiais e Sargentos do Quadro Permanente. A instrução, no seu todo, compreendeu três fases: - prática diurna das matérias de Material e Tiro, com execução de fogos reais de Morteiro e Obus; - visita das Altas Entidades com entrada em posição nocturna de uma Secção de Morteiros Médios 81 mm, exposição de uma Secção Morteiro Pesado 107 mm, montado na Viatura Blindada Porta Morteiros M106, mostra de um Pelotão de Bocas de Fogo com Obus 105 mm M119 Light Gun e respectivo Posto Central de Tiro, e exposição de equipamentos de visão nocturna; - execução de uma missão de tiro designada de “Supressão Imediata” com Iluminação Coordenada, em que a Artilharia executou tiro com Obus 105 mm, garantindo a iluminação da área de objectivos, e a Infantaria e a Cavalaria executaram tiro de Morteiro 81 mm e 107 mm, atingindo os objectivos definidos. Esta instrução contou com o empenhamento total de: - 13 Oficiais, 08 Sargentos, 32 Praças, 31 Oficiais Alunos e 20 Sargentos Alunos; - 02 Morteiros Pesados 120 mm, 02 Morteiros Pesados 107 mm e 02 Morteiros Médios 81 mm; - 01 Morteiro Pesado 107 mm, montado em Viatura Blindada Porta Morteiros M106; - 02 Obuses 105 mm M119 Light Gun e Posto Central de Tiro; - Diversos equipamentos de visão nocturna, observação e transmissões; Diversas Viaturas Tácticas.

A visita de S.Ex.a o Ministro de Estado e da Defesa Nacional terminou com a assinatura do Livro de Honra da Escola Prática de Artilharia.

SOISRP/EPA


A noticia foi retirada do site do Exército da página da EPA, mas está um pouco desactualizada pois o ministro era o Paulo Portas.
Potius mori quam foedari
 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #51 em: Fevereiro 22, 2007, 11:24:32 am »
No meu tempo a sub-especialidade de morteiros era dada na ETAT, por isso pelo menos para o Exército Português os morteiros pertencem à arma de Infantaria.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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ricardonunes

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« Responder #52 em: Fevereiro 22, 2007, 11:46:26 am »
Pessoalmente não sei se é ás unidades de Artilharia que compete operar os morteiros pesados, se os têm ou não, acho que isso é um mal menor.
O importante é eles existirem :wink:

Agora, deixo-vos este texto:

 UMA VISÃO SOBRE O PAPEL DA ARTILHARIA DE CAMPANHA NOS NOVOS AMBIENTES OPERACIONAIS
Potius mori quam foedari
 

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zecouves

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« Responder #53 em: Fevereiro 22, 2007, 01:57:51 pm »
Citação de: "ricardonunes"
Citação de: "zecouves"
No exército português não há Morteiros na Artilharia. Noutros exércitos tal poderá acontecer, de momento não me lembro de nenhum. Salvo erro, a Artilharia da ex-URSS possuia na sua orgânica unidades de Morteiros Pesados de 120 mm. Não sei se isso ainda se passa no exército Russo.

Não querendo ser muito chato :wink:

Lembro-me desse exercicio: os cadetes de infantaria e os de cavalaria operaram os morteiros e parte dos alunos de artilharia operaram guarneceram os Light Gun.

Num post anterior faltou referir que os Esquadrões de Reconhecimento das nossas Brigadas também possuem organicamente um pelotão de morteiros. Portanto morteirada não é exclusivo da Infantaria mas também da Cavalaria.
 

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Miguel

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« Responder #54 em: Fevereiro 22, 2007, 07:52:54 pm »
Em França os Morteiros de 120mm passaram, a responsabilidade da arma de artilharia

Um exemplo para seguir?
 

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ricardonunes

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« Responder #55 em: Fevereiro 22, 2007, 08:05:08 pm »
Citação de: "Miguel"
Em França os Morteiros de 120mm passaram, a responsabilidade da arma de artilharia

Um exemplo para seguir?


Pelo que estive a ler hoje, fiquei com a ideia que esse é o conceito que deve ser adoptado tendo em consideração os novos conflitos, guerrilha, guerras assimétricas, batalhas em cenários urbanos.
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Pedro Monteiro

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« Responder #56 em: Fevereiro 22, 2007, 08:07:01 pm »
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No dia 27 de Janeiro teve lugar no Polígono Militar da Escola Prática de Artilharia uma instrução conjunta, dos Tirocínios para Oficial de Infantaria, Artilharia, Cavalaria, Engenharia e dos Cursos de Formação de Sargentos de Artilharia, Cavalaria e Engenharia.


Se bem me lembro, na altura, o jornal "Correio da Manhã" publicou uma reportagem sobre o evento com fotografias a cores.

Cumprimentos,
Pedro Monteiro
 

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zecouves

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« Responder #57 em: Fevereiro 22, 2007, 09:34:00 pm »
Citação de: "Miguel"
Em França os Morteiros de 120mm passaram, a responsabilidade da arma de artilharia

Um exemplo para seguir?


Miguel: onde posso encontrar referencia relativa à integração de morteiros  pesados nas unidades de artilharia do exército francês? Fiquei curioso.
 :o
 

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ricardonunes

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« Responder #58 em: Fevereiro 22, 2007, 09:48:54 pm »
Para já encontrei isto
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The Mortier 120mm Rayé Tracté Modèle F1 (MO-120-RT-61, "120mm rifled towed mortar, model F1") is a heavy mortar used by the French Army.

The MO-120-RT-61 was designed by Thomson-Brandt. It is currently used by the French Army, and produced under licence by Germany, Belgium, the Netherlands, Brazil, Turkey and the USA. It exists in smooth-bore version for the mountain artillery. The MO-120-RT-61 is affected to artillery units, where it augments the 155mm towed artillery. It is towed by the Véhicule de l'Avant Blindé or the AMX-10P.

The MO-120-RT-61 uses standard NATO 120mm mortar ammunition. They can be fired either directly when dropping the bomb in the muzzle, or by a trigger system.


Mas de certo que o srº Miguel, terá mais dados :wink:
Potius mori quam foedari
 

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ricardonunes

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« Responder #59 em: Fevereiro 22, 2007, 10:07:17 pm »
O meu francês é muito mau, mas acho que esta página explica qualquer coisa :wink:
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