Sector Portuário

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Lusitano89

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Re: Sector Portuário
« Responder #15 em: Setembro 18, 2010, 05:18:35 pm »
Portos são o motor da economia


A 21 de Setembro, em Lisboa, as quatro confederações nacionais, debatem a estratégia de crescimento dos portos portugueses, um dos principais motores da economia. O mar pode gerar negócios de €17 mil milhões.  
 
A atividade portuária e a importância dos transportes marítimos para a economia portuguesa justificam que as principais confederações nacionais, da Agricultura, Comércio, Indústria e Turismo, apoiem o congresso promovido pela Associação Comercial de Lisboa (ACL), refere o presidente da ACL, Bruno Bobone.

Este congresso será realizado a 21 de Setembro, no Centro de Congressos de Lisboa, na Junqueira, e a sessão de abertura fica a cargo do Presidente da República, Cavaco Silva.

"O último discurso do 10 de Junho feito pelo Presidente da República deixou claro que o mar e a atividade económica ligada aos recursos marinhos são o principal desígnio do país", considera Bruno Bobone.

"Curiosamente, os portos estão a ser um dos motores da atividade económica nacional, refletindo o dinamismo das exportações dos setores mais competitivos, o que só é possível graças ao desempenho favorável das empresas de transporte marítimo", adianta o presidente da ACL.

Por isso, a primeira sessão do congresso é dedicada ao tema "A Economia dos portos e transportes marítimos", presidida pela responsável da Administração do Porto de Lisboa, Natércia Cabral e tem como oradores António Nogueira Leite, Carlos Vasconcelos da MSC, Jorge d'Almeida, da PSA Sines e Delker Costa, da empresa António & João. Esta sessão será moderada pelo diretor-adjunto do Expresso, Nicolau Santos.

Bruno Bobone considera que a importância da economia do mar tem vindo a ser realçada desde que foi apresentado o estudo coordenado pelo ex-ministro das Finanças, Ernâni Lopes, sobre o "Hypercluster do Mar" que avaliou o potencial de todas as atividades ligadas ao mar entre 6% e 8% do Produto Interno Bruto português no prazo de 10 anos.

Mar vai gerar €17 mil milhões em 2030

"Se daqui a 20 anos, a economia do mar representar 10% do PIB português, isso será muito bom", refere o presidente da ACL. Neste sentido, em 2030, a economia do mar pode representar cerca de €17 mil milhões em Portugal, adianta Bruno Bobone.

No entanto, para que haja uma evolução favorável nesta área, "é preciso desenvolver uma estratégia precisa, com objetivos claros, deste a aquacultura - que são as novas 'quintas marinhas' -, ao desenvolvimento da investigação científica, à exploração dos recursos existentes no subsolo marinho, incluindo o gás natural, passando pela construção e reparação naval, pela náutica de recreio e pelo turismo", diz Bruno Bonone.

A segunda sessão do congresso será dedicada ao "Novo sistema portuário", sendo presidida pelo presidente da CIP, António Saraiva (moderada pelo jornalista Rui Pedro Baptista, da Económico TV).

A terceira sessão é consagrada à "Competitividade dos portos portugueses", sendo presidida pelo responsável da CCP, João Vieira Lopes e moderada pelo jornalista Filipe Coelho, do Sol.

A quarta e última sessão aborda as "auto-estradas do mar", sendo presidida por José Carlos Pinto Coelho, da CTP e moderada por Luís Ferreira Lopes, da SIC Notícias. A sessão de encerramento será da responsabilidade de Ernâni Lopes.

Expresso
 

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cromwell

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Re: Sector Portuário
« Responder #16 em: Setembro 18, 2010, 08:12:04 pm »
E em vez de investirmos nos portos e na marinha mercante, investimos numa treta de transporte que vai destruir a economia completamente.

Viva o PS! :evil:
"A Patria não caiu, a Pátria não cairá!"- Cromwell, membro do ForumDefesa
 

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Upham

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Re: Sector Portuário
« Responder #17 em: Setembro 22, 2010, 03:19:18 pm »
Boa tarde!

Esta notícia passou relativamente despercebida:

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Variante de Alcácer



 
Ensaios de carga da Nova Ponte Ferroviária sobre o Sado.

No âmbito dos ensaios de carga da Nova Ponte Ferroviária sobre o Rio Sado, realizou-se hoje o ensaio estático da ponte, sendo para esse efeito utilizada uma composição constituída por uma locomotiva e oito balastreiros. Durante os ensaios esta composição foi colocada em diversas posições ao longo do tabuleiro da ponte, medindo-se a resposta da estrutura para cada posição de carga.

Este evento  contou com a presença do Secretário de Estado dos Transportes, Dr. Carlos Correia da Fonseca.

17 de Setembro de 2010


Nota Técnica sobre os Ensaios de Carga


Caderno de Informação sobre a Variante de Alcácer

http://www.refer.pt/MenuPrincipal/ComunicacaoSocial/Noticias/Noticia/tabid/447/ItemId/199/View/Details/AMID/948/Default.aspx

Já há cerca de uma ano ao passar na EN253 reparei que as coisas estavam a "mexer". Isto tambem é investir no sector portuário (nos acessos a Sines).
Claro que o nosso governo tem um plano de ligar esta variante (pelo Poceirão) á futura linha convencional paralela á do TGV (a ver vamos). Em minha opinião seria mais  adquado em primeiro lugar ligar todos os portos do país entre si com acessos ferroviários (no caso em questão poderia ser feita a ligação á linha do norte, pelo ramal de Vendas Novas/ponte de Setil) e a partir daí ao resto da Europa (via terra dos nuestros hermanos pois claro), pela prevista nova linha mista Aveiro/Vilar Formoso para França/resto da Europa, passando por Salamanca (e não me venham com tangas, porque este precurso já existe há muito tempo) e então numa segunda fase tambem pela linha paralela ao TGV em direcção a Madrid para o interland iberico (para eles rentabilizarem a sua plataforma logistica pois claro) :wink: .
Assim penso que seria uma solução de que beneficiariam ambos os países (um acordo só é bom quando ambas as partes beneficiam).

Cumprimentos
"Nos confins da Ibéria, vive um povo que não se governa, nem se deixa governar."

Frase atribuida a Caio Julio César.
 

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Vicente de Lisboa

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Re: Sector Portuário
« Responder #18 em: Setembro 22, 2010, 03:28:28 pm »
Bem apanhada caro Upham. Já sabem que as boas noticias nunca o são ;)
 

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P44

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Re: Sector Portuário
« Responder #19 em: Setembro 22, 2010, 04:38:24 pm »
e de repente o sr cavaco descobriu que temos mar e portos.

interessante que foi durante os seus governos que a Marinha Mercante nacional começou a ser desmantelada,  encerrou a Lisnave da Margueira e por aí fora...

os peixes devem dar muitos votos...
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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AC

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Re: Sector Portuário
« Responder #20 em: Setembro 22, 2010, 05:11:10 pm »
Citação de: "Upham"
Claro que o nosso governo tem um plano de ligar esta variante (pelo Poceirão) á futura linha convencional paralela á do TGV (a ver vamos). Em minha opinião seria mais  adquado em primeiro lugar ligar todos os portos do país entre si com acessos ferroviários (no caso em questão poderia ser feita a ligação á linha do norte, pelo ramal de Vendas Novas/ponte de Setil) e a partir daí ao resto da Europa (via terra dos nuestros hermanos pois claro), pela prevista nova linha mista Aveiro/Vilar Formoso para França/resto da Europa, passando por Salamanca (e não me venham com tangas, porque este precurso já existe há muito tempo) e então numa segunda fase tambem pela linha paralela ao TGV em direcção a Madrid para o interland iberico (para eles rentabilizarem a sua plataforma logistica pois claro) :wink: .
Assim penso que seria uma solução de que beneficiariam ambos os países (um acordo só é bom quando ambas as partes beneficiam).

Caro Upham,
isso tudo já existe e já é usado.
Todos os principais portos nacionais têm ligação ferroviária. O de Aveiro foi o último, em 2009.
E ligações para Espanha também existem: Valença, Vilar Formoso, Elvas, Marvão.
Só a parte do ir para a Europa é que é mais complicada, porque para lá de Espanha a distância entre os carris não é a mesma que na peninsula ibérica.

Agora, uma coisa é existir, outra coisa é a competitividade.
Via Vilar Formoso, os comboios estão limitados a umas 1200t, devido aos declives. E as outras, são iguais ou piores.  Já pela nova linha linha via Caia, o limite seriam umas 1600t -- 33% mais carga por comboio.

A REFER também tinha um projecto para uma nova ligação ao Porto de Sines, sem as restrições de carga da actual, mas as populações locais opuseram-se ao traçado escolhido e está meio em águas de bacalhau.
 

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Upham

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Re: Sector Portuário
« Responder #21 em: Setembro 22, 2010, 07:15:20 pm »
Citação de: "AC"
Citação de: "Upham"
Claro que o nosso governo tem um plano de ligar esta variante (pelo Poceirão) á futura linha convencional paralela á do TGV (a ver vamos). Em minha opinião seria mais adquado em primeiro lugar ligar todos os portos do país entre si com acessos ferroviários (no caso em questão poderia ser feita a ligação á linha do norte, pelo ramal de Vendas Novas/ponte de Setil) e a partir daí ao resto da Europa (via terra dos nuestros hermanos pois claro), pela prevista nova linha mista Aveiro/Vilar Formoso para França/resto da Europa, passando por Salamanca (e não me venham com tangas, porque este precurso já existe há muito tempo) e então numa segunda fase tambem pela linha paralela ao TGV em direcção a Madrid para o interland iberico (para eles rentabilizarem a sua plataforma logistica pois claro) :| mas, sendo um problema comum a Portugal e Espanha, penso que pela via das negociações se poderiam acordar precursos prioritários.
 
Quanto á questão da competitividade e da limitação de tonelagem devido aos declives, 1200t por comboio, via Vilar Formoso, desconhecia essa limitação. Sabe se ocorre nos troços em território Português ou em Espanha?  Espanha é um país vasto e eu não conheço o precurso de comboio via Salamanca mas assim visto pelos mapas, a área central de espanha é mais para o planalto do que para a montanha. Mesmo a passagem Irun/Hendaye não me parece ser em terreno acidentado. Se as limitações forem em território portugues, haverá possibilidade de contrução de nova linha ou variantes e correcções de traçado que permitam a passagem de combóios com maior tonelagem? Seria vantajoso em termos de custos/benficios? (expressão tão cara aos economistas) :| é questão de a REFER estudar outro traçado. (penso que é mais ou menos como o traçado das auto-estradas)

Termino só com um comentário. Não temos que ter medo do papão espanhol (que só o é se o deixarmos ser) é claro que os governos de Espanha zelam pelos interesses espanhóis. Os nossos zelam (muitas vezes mal) pelos nossos c34x  Estas coisas conseguem-se através de negociações e acordos. Relembro que a Espanha não dispõe de um porto como Sines por exemplo com o seu potencial de crescimento. Lá está, pode negociar-se. Penso que entendem............
Tambem posso apresentar dois exemplos: A parceria entre a Suécia e a Noruega para exportação do minério de ferro extraido na Suécia e embarcado na Noruega (que por acaso tambem é um país muito montanhoso), no porto de Trondheim, apesar de a Suécia ter costa no mar Baltico, é-lhe vantajoso (competitividade) exportar por um porto no Atlântico. Ambos os países obtêm beneficios.
Outro exemplo é o caso do porto de Roterdão. Por onde transitam por via ferróviária as mercadorias desembarcadas e com destino a toda a Europa Central? Maioritáriamente pela Alemanha que, não obstante ter os portos de Hamburgo e Bremen tambem colhe beneficios da passagem do trafego de mercadorias.

Cumprimentos

PS Ufa que já há uns tempos que não escrevia assim tanto aqui pelo FD :)
"Nos confins da Ibéria, vive um povo que não se governa, nem se deixa governar."

Frase atribuida a Caio Julio César.
 

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AC

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Re: Sector Portuário
« Responder #22 em: Setembro 22, 2010, 09:53:04 pm »
Olá,

quase todas as ligações têm mais de 100 anos. :)

A respeito da bitola, os percursos prioritários para mudar que foram acordados seriam exactamente as 3 novas linhas mistas que foram acordadas em 2003: Évora/Caia/Badajoz, Aveiro/Vilar Formoso/Salamanca, Porto/Valença/Vigo.

Não sei que limitações existem em território espanhol. Mesmo em Portugal só tenho uma noção vaga. Para cada modelo de locomotiva autorizada a circular, existe uma tabela com a máxima carga que pode rebocar para cada troço em que está autorizada. E não tenho acesso a essas tabelas.
Construir novas linhas e/ou variantes para eliminar restrições de carga é exactamente um dos objecticos das 3 linhas mistas que foram acordadas em 2003 entre Portugal e Espanha.
No caso de Aveiro/Vilar Formoso/Salamanca, estão a decorrer estudos para determinar que soluções  há e qual a sua relação custo benefício. No caso de Porto/Valença/Vigo, foi determinado que sim... por uma nesga.

Quanto à Suiça, a resposta tem duas partes.
Um, eles investiram muito dinheiro em traçados que controlem os declives. Sendo o exemplo mais dramático, o túnel ferroviário de 57  km que estão a fazer em Gotthard.
Outra, eles empregam soluções como ter locomotivas adicionais no meio ou fim do comboio para transpor os declives. Mas isto é uma solução também ela com custos.
Mas em Portugal (e Espanha), declives acentuados abundam.  Aliás, a razão pela qual temos uma bitola mais larga é que os nossos antepassados pensaram que era necessária para que as locomotivas (a vapor) pudessem ter caldeiras maiores para poder fazer face aos declives acentuados.
E por acaso, estavam errados, pelo que temos esta bitola diferente desnecessariamente.

A linha mista via Évora/Caia vai ser construida em bitola ibérica (faz parte do pacote do TGV Poceirão/Caia), com travessas de bitola dupla. Liga ao resto da rede ferroviária espanhola, ou seja, tem ligação para todo o lado dentro de Espanha, até à fronteira.

A questão da nova ligação ao porto de Sines não é tanto o tempo, mas é que a actual também tem limitações de carga rebocada.
 

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AC

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Re: Sector Portuário
« Responder #23 em: Setembro 22, 2010, 10:06:30 pm »
PS: Estive aqui a confirmar valores.

Via Beira Alta, o limite são ~1200t para as locomotivas modelo Euro4000 (que são as com maior capacidade de reboque a passear por cá) mas com 2 locomotivas, deve ser possível ir até às 1470t (sendo este limite imposto pela resistência do acopolamento entre vagões).

O limite de 1600t que referi para Caia era para o mesmo modelo de locomotiva. Não sei qual o limite que seria possível com 2 locomotivas.

E já agora, para o mesmo modelo de locomotiva, o limite do actual ramal de Sines são 1046t. Igualmente, não sei qual o limite possível com 2 locomotivas.
Já agora, o comboio que transporta carvão de Sines para a central termoeléctrica do Pego chega a pesar mais de 2000t. Mas além de ser feito com 2 locomotivas, as locomotivas e vagões usam um acopolamento americano, mais resistente.
 

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Luso

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Re: Sector Portuário
« Responder #24 em: Setembro 23, 2010, 11:54:26 pm »
Um século depois, Cavaco imita D. Carlos

Diz ele, que ..."espanta muitos, dada a importância estratégica dos nossos portos, que possamos discutir meses e anos a fio o TGV ou o novo aeroporto de Lisboa sem que paremos um pouco para pensar nos portos do futuro”. Refere-se ao mar a que jamais votou qualquer interesse quando foi primeiro-ministro. Aliás, nos anos 80-90, assistiu-se a um recuo sem precedentes nas actividades relacionadas com este sector. Cavaco Silva escandaliza-se agora, com o abandono a que tem sido votado este património e desfia um imenso rosário de possibilidades, desde auto-estradas marítimas - a obsessão pelo termo é sintomática -, onde os transportes rivalizariam com aqueles outros que ajudou a incentivar, quando decidiu betonar o país de norte a sul. A isto, acrescenta a necessidade de modernização dos portos e uma nova política de taxas portuárias e procedimentos administrativos.

Cavaco junta-se a Sampaio, o outro imitador profissional com mais de cem anos de atraso, das actividades anti-tuberculose da rainha D. Amélia.

Cavaco também chega atrasado mais de um século, pois tudo aquilo que oportunamente diz para eleitor ouvir, foi dito e repetido por D. Carlos. O grande rei pagou bem cara a sua visão, pois disso se serviram os seus inimigos, para inventar as mais torpes alarvidades acerca dos seus afazeres marítimos. Desde bacanais a bordo do iate Amélia, até ao plágio do trabalho de outrem e passando pela negligência dos seus deveres de Estado, tudo foi apontado a D. Carlos. O motivo? O excessivo interesse pelo mar.

Quão atrasado anda, este neo-entusiasta naval. Ou leu a recente biografia de D. Carlos que Rui Ramos deu à estampa, ou andam uns monárquicos a assoprar-lhe ao ouvido. Se assim for, que compre um iate para estudos oceanográficos e ponha-se à faina. Até lhe sugerimos um nome, Mariani I. Com um século de atraso, mas mais vale tarde que nunca.

http://centenario-republica.blogspot.co ... arlos.html
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Vicente de Lisboa

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Re: Sector Portuário
« Responder #25 em: Setembro 24, 2010, 12:34:06 pm »
O Iate Presidencial Mariani I - fosgasse, é brilhante demais para não se fazer. Alguém que contacte os ENVC!
 

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Upham

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Re: Sector Portuário
« Responder #26 em: Setembro 24, 2010, 03:06:12 pm »
Boa tarde!

Mais uma vez AC agradeço os seus comentários, e tambem as informações fez o favor de disponibilizar para o tópico. Isto é como as cerejas, "obriga" a novas pesquisas e leituras.

Para começar corrijo um dos exemplos que apontei e que está errado, o porto Norueguês por onde transita o minério de ferro extraido na Suécia, não é Trohndeim, mas sim Narvik (bem mais a norte e com a particularidade de, devido ás condições extremas de clima e de terreno, não ter ligações á restante rede ferroviária da Noruega) e é utlizado por uma razão, a Suécia dispõe de um porto no golfo de Botnia aproximadamente á mesma latitude, que é o porto de Lulea, só que as águas deste porto gelam no inverno. E é tambem utilizado pela Finlandia para escoar os seus produtos (uma vez que a pérfida moscóvia fez o favor de lhes gamar a unica fatia de território que tinham com acesso ao Mar de Barents, durante a guerra Soviético-Fnilandesa em 1940). Portanto aqui temos um exemplo de um porto num país, do qual beneficiam três paises.

Citação de: "AC"
A REFER também tinha um projecto para uma nova ligação ao Porto de Sines, sem as restrições de carga da actual, mas as populações locais opuseram-se ao traçado escolhido e está meio em águas de bacalhau.

Penso que se esteja a referir a este assunto:


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Comboios
«Anulação da ferrovia Sines-Grandola é grave e incompreensível»
09 | 02 | 2010   12.22H
O presidente da Câmara de Sines considera “grave e incompreensível” a anulação do traçado previsto para o troço ferroviário Sines-Grândola e pede a apresentação de soluções e a clarificação urgentes dos responsáveis políticos por esta decisão.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

Manifestando “apreensão e incompreensão” face ao anúncio do Governo de anular o traçado previsto para a nova ferrovia de mercadorias entre Sines e Grândola Norte, Manuel Coelho diz que a decisão abarca “consequências para o pólo portuário e industrial de Sines e para a economia nacional”.

O autarca lembra, num comunicado enviado à agência Lusa, que em Sines está o “maior complexo industrial e portuário do país”, que dá um “forte contributo ao PIB e à economia nacional” e que o “potencial do Porto de Contentores e de Granéis Sólidos é decisivo para a economia local, regional e nacional”.

Manuel Coelho classifica como “preocupante” a decisão do Governo de anular o projeto proposto pela REFER (Rede Ferroviária Nacional), sem apresentar uma solução alternativa “imediata e credível”.

“Sem uma ligação ferroviária rápida e segura do Porto e do Complexo de Sines ao país, a Madrid e à Europa, este Porto perde uma oportunidade para se afirmar no contexto europeu e mundial e o Complexo Industrial e Logístico de Sines sofrerá um revês no seu desenvolvimento”, argumenta.

O único autarca do Litoral Alentejano que se manifestou apreensivo relativamente a esta decisão defende que a anulação do traçado em causa acarreta “consequências nos futuros investimentos produtivos, na criação de emprego e na criação de riqueza local, regional e nacional”.

Manuel Coelho alega ainda que perante o atual contexto económico “a construção das acessibilidades ferroviárias ao Porto de Sines e da sua ligação à rede nacional e europeia é fundamental e decisiva para a competitividade deste porto e para a dinamização da economia da região do Alentejo e do país”.

Em causa está a anulação do troço Sines - Grândola, anunciada pelo secretário de Estado dos Transportes a 20 de janeiro, numa audiência com representantes da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral, que engloba os municípios de Santiago do Cacém, Grândola, Sines, Alcácer do Sal e Odemira.

A decisão surgiu depois de vários protestos de autarcas da região, que formaram uma comissão (municípios de Grândola, Beja e Santiago do Cacém), juntamente com as associações Quercus e REVER (Associação Protetora do Montado Contra a Ferrovia Relvas Verdes Grândola Norte), que defende o estudo de alternativas aproveitando o já existente ramal de Ermidas-Sado.

A comissão opositora do projeto apresentado pela REFER tem vindo a argumentar que o troço anulado retalhava os concelhos de Grândola e de Santiago do Cacém, passava pelo “meio de aldeias” e “por cima de casas”, obrigando ainda “ao abate de milhares de sobreiros”.

O troço ferroviário anulado faz parte da ligação ferroviária Sines-Elvas, vocacionada para o transporte de mercadorias.

http://www.destak.pt/artigo/53328

Penso que os autarcas destes municipios perderam ou protelaram uma ocasião soberana de captar investimento.
Com este modo de pensar pequenino, não conseguem, para alem de que com o aumento e o potencial de crescimento de trafego de mercadorias e com as actuais limitações de carga no ramal de Sines podem prejudicar o desenvolvimento do país. Nestes casos deveria sobrepor-se o interesse nacional ao interesse local (por muito legitimo que ele seja).

Citação de: "AC"
A respeito da bitola, os percursos prioritários para mudar que foram acordados seriam exactamente as 3 novas linhas mistas que foram acordadas em 2003: Évora/Caia/Badajoz, Aveiro/Vilar Formoso/Salamanca, Porto/Valença/Vigo.

Não sei que limitações existem em território espanhol. Mesmo em Portugal só tenho uma noção vaga. Para cada modelo de locomotiva autorizada a circular, existe uma tabela com a máxima carga que pode rebocar para cada troço em que está autorizada. E não tenho acesso a essas tabelas.
Construir novas linhas e/ou variantes para eliminar restrições de carga é exactamente um dos objecticos das 3 linhas mistas que foram acordadas em 2003 entre Portugal e Espanha.
No caso de Aveiro/Vilar Formoso/Salamanca, estão a decorrer estudos para determinar que soluções há e qual a sua relação custo benefício. No caso de Porto/Valença/Vigo, foi determinado que sim... por uma nesga.

Pois, foram os acordos internacionais assinados pelos nossos governantes :twisted: ) iniciou-se no século XIX a construção da rede ferróviária com uma bitola diferente para impedir a sua utilização com material circulante de outros países. Este parece-me um motivo perfeitamente plausivel. Tanto mais (li não sei onde) que um dos motivos que levou Hitler a não dar continuidade ao plano "Felix" seria precisamente a diferente bitola ferroviária e a miseravel rede viária de Espanha (à epoca). Lembro tambem que durante a invasão da União Soviética os Alemães perderam tempo precioso no seu avanço precisamente porque a bitola ferroviária Soviética era tambem diferente da Europeia e tiveram que ir mudando carril se queriam abastecimentos e reforços.
Tais motivos não fazem sentido na Europa hoje. :)

Cumprimentos
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Frase atribuida a Caio Julio César.
 

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Re: Sector Portuário
« Responder #27 em: Setembro 24, 2010, 10:18:26 pm »
Citação de: "Upham"
Penso que se esteja a referir a este assunto:


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Comboios
«Anulação da ferrovia Sines-Grandola é grave e incompreensível»

Esse mesmo.


Citação de: "Upham"
Pois, foram os acordos internacionais assinados pelos nossos governantes :twisted: ) iniciou-se no século XIX a construção da rede ferróviária com uma bitola diferente para impedir a sua utilização com material circulante de outros países. Este parece-me um motivo perfeitamente plausivel. Tanto mais (li não sei onde) que um dos motivos que levou Hitler a não dar continuidade ao plano "Felix" seria precisamente a diferente bitola ferroviária e a miseravel rede viária de Espanha (à epoca). Lembro tambem que durante a invasão da União Soviética os Alemães perderam tempo precioso no seu avanço precisamente porque a bitola ferroviária Soviética era tambem diferente da Europeia e tiveram que ir mudando carril se queriam abastecimentos e reforços.
Tais motivos não fazem sentido na Europa hoje. :)
 

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Re: Sector Portuário
« Responder #28 em: Outubro 20, 2010, 05:47:14 pm »
Porto de Sines cresce 60% no tráfego de contentores


Terminal XXI está a bater recordes sucessivos. Já vale mais de 20% das cargas movimentadas.

O porto de Sines encerrou os primeiros nove meses do ano com um crescimento do tráfego de contentores de cerca de 60% face ao mesmo período de 2009. Entre Janeiro e Setembro, o Terminal XXI movimentou 282.291 TEU (unidade equivalente a um contentor de 20 pés), contra os 176.730 TEU arregados e descarregados nos primeiros três trimestres do ano passado.

A evolução positiva do terminal de contentores de Sines - gerido pela PSA Sines, uma participada da PSA, um grupo estatal de Singapura - resultou em recordes sucessivos. A 8 de Setembro foi ultrapassado o total de contentores movimentado durante todo o ano de 2009 (253.495 TEU), mas em Agosto superou-se também a marca do melhor mês de sempre deste terminal, com 41.099 TEU movimentados. Em termos acumulados, em Julho atingiu-se novo máximo, ao passar-se a barreira do primeiro milhão de TEU movimentados desde o início da operação desta infra-estrutura, em Maio de 2004.

Com este ‘boom', abrem-se "excelentes expectativas" para o último trimestre deste ano, segundo a Administração do Porto de Sines (APS). Ontem, houve mais um sinal nesse sentido. O MSC Emanuela, um novo gigante dos mares construído nos estaleiros navais da Coreia do Sul há cerca de um mês, com capacidade para 14 mil TEU e representando um investimento de 600 milhões de dólares, escalou o porto de Sines logo na sua viagem inaugural, para movimentar cerca de 1.400 TEU.

Diário Económico
 

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Lusitano89

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Re: Sector Portuário
« Responder #29 em: Novembro 13, 2010, 01:12:20 pm »
Porto de Leixões bateu recorde de exportações em Outubro


O Porto de Leixões bateu, em Outubro, o recorde em volume de exportações, tendo este sido o melhor mês de sempre para o negócio dos contentores e dos granéis agroalimentares.

Em comunicado, a Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL) garante que "o Porto de Leixões registou no último mês de Outubro o maior volume de sempre de mercadorias para exportação".

"No total de todas as mercadorias movimentadas no Porto de Leixões, registou-se no mês de Outubro um aumento de 2% nas cargas destinadas a exportação", sublinha o mesmo documento.

Segundo a APDL, só em negócio de contentores, o Porto movimentou, em Outubro, um total de 455.661 toneladas de carga, um aumento de 11,38% em relação ao período homólogo de 2009.

A APDL anuncia que foi nos granéis agroalimentares, essencialmente naqueles que são compostos por trigo, cevada, milho e aveia, que se verificou o maior aumento percentual de carga movimentada num só mês.

"As 115.401 toneladas transacionadas em Outubro significam um novo volume máximo para aquele tipo de carga e um aumento de 55,63% relativamente ao mesmo mês do ano transato", acrescenta.

Lusa
 

 

Sector público nacional melhorou nos anos 90

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