Bulgária: EUA instalam três bases militares

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Marauder

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Bulgária: EUA instalam três bases militares
« em: Março 25, 2006, 12:40:44 am »
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Bulgária: EUA instalam três bases militares com acordo de Sofia

Os Estados Unidos e a Bulgária chegaram a acordo para instalar três bases militares norte-americanas e um entreposto de materiais em território búlgaro, anunciou hoje o negociador búlgaro Lubomir Ivanov à imprensa em Sófia.


Sófia e Washington «chegaram a um acordo de cooperação que prevê uma possibilidade de exploração de vários locais militares por um período inicial de dez anos», adiantou.

O polígono de Novo Selo perto de Sliven, as bases aéreas de Bezmer, perto de Yambol, e de Graf Ignatievo, perto de Plovdiv, bem como um entreposto perto de Aitos, estão abrangidos por este acordo, indicou o embaixador norte-americano, John Beyrle.

«Falámos de uma força com a dimensão de 2.000 a 3.000 homens, que serão treinados em solo búlgaro», precisou.

«Os treinos ocorrerão sobretudo em Bezmer», enquanto os aeroportos «serão sobretudo utilizados para a entrada de material e de homens», adiantou.

O acordo deverá ser assinado durante uma visita da secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, em finais de Abril, à margem de uma conferência ministerial da Nato, indicou Ivanov.

No início de Dezembro, Rice assinou um acordo com a Roménia sobre quatro locais militares.

Interrogado sobre o facto de saber se o acordo com a Bulgária previa um ataque a partir de solo búlgaro contra um país terceiro, Beyrle recordou que Sófia e Washington são aliados na Nato. «Nós temos relações fortes baseadas na forte presunção da confiança», sublinhou.

O ministro da Defesa búlgaro, Vesselin Bliznakov, citado pela agência BGNES, tinha declarado aos jornalistas que um acordo do parlamento búlgaro seria necessário, caso a caso, se um ataque contra um país terceiro tivesse de ser feito a partir daquelas bases.

O estatuto jurídico dos militares norte-americanos será gerido pelo acordo da Nato sobre as forças armadas de 1951, segundo o qual «um contingente é submetido à jurisdição do país que o envia, nomeadamente no que diz respeito à disciplina e ao comando», indicou Ivanov.

Apesar de tudo «a Bulgária reserva-se o direito, em casos particularmente importantes, de aplicar a sua própria jurisdição», adiantou.

O Pentágono tenciona destacar nos próximos dez anos para a Europa de Leste e para a Ásia entre 60.000 e 70.000 homens, que actualmente estão destacados essencialmente na Alemanha e na Coreia do Sul.

Diário Digital / Lusa

24-03-2006 14:47:00

de:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=220788

Pessoalmente...não gosto deles aqui na Europa..não estão a fazer nada...e não gosto de ouvir m****(porcaria) dos americanos a dizer que "essas tropas estão cá para proteger-nos"....ya...right...e abrirem os olhos?

E a pensar que as notícias do fim da guerra fria já tinham chegado a aquele lado...
 

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typhonman

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« Responder #1 em: Março 26, 2006, 05:23:16 am »
Tu é que so dizes "porcaria" :roll:
Artigo 308º

Traição à Pátria

Quem, por meio de violência, ameaça de violência, usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria, ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira, todo o território português ou parte dele
 

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Marauder

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« Responder #2 em: Março 26, 2006, 12:28:08 pm »
Citação de: "Typhonman"
Tu é que so dizes "porcaria" :P
 

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Leonidas

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« Responder #3 em: Março 26, 2006, 05:47:46 pm »
Saudações guerreiras

Muito provavelmente será para controlar o Mar Negro e/ou o estreito do Bósforo. Mas também podem existir muitas outras. Também acho estranho e logo 3. Acho estranho, porque já têm 1 ou 2 bases na Roménia, creio, mas talvez aí não pudessem obter a carta branca para fazer disparates sem serem responsabilizados por isso, á luz do direito internacional, coisa que sempre se estiveram nas tintas, salvo raras excepções. Cambada de hipócritas.

Aquela zona é rica em petróleo, também. Está-se, também, muito perto da zona dos Balcãs. Faz fronteira, inclusive. Pode haver a hipótese de quererem estar o mais perto possível do Cáucaso, sem apertar os calos aos russos em demasia. Enfim, fazem pela vida. Ou então preparam-se para fazer a folha a mais algum desgraçado.

Cumprimentos
 

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Marauder

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« Responder #4 em: Março 26, 2006, 06:59:05 pm »
Sim, eu percebo o porquê da existência desses novos campos e da recolocação global de efectivos americanos...só não concordo com a sua presença na Alemanha.. A Alemanha e o resto da Europa é bem capaz de se defender pelo seus meios.

  Relativamente à expansão para leste é compreensível pelo que disse o Leonidas. Embora por um lado permita colocar tropas no terreno mais rapidamente ou simplesmente meter o campo oposto sobre pressão, a simples criação de campos militares leva a induzir que os EUA vão continuar a interferir com os assuntos internos de outros países.

Eu não acredito nessa guerra contra o terrorismo, criação realizada pelos EUA...já para não falar do tal falado 11 de Setembro que existem videos americanos a meter isso em causa. A guerra do Iraque tal como a guerra do Vietname foi criada do nada....a 2ª referia uns ataques que aparentemente não ocorreram contra Destroyers americanos, provável criação de Macnamara ou Kennedy ou não se sabe :?  , a guerra do Iraque pelas famosas armas de destruição maciça....   Lutar pela expansão da Democracia deve ser realizada sim...mas não pelas armas..

 Com a economia em embulição, com 1 crise financeira mundial prester a explodir, os EUA continuam a sua expansão da Democracia e seus "cordelinhos" à medida que alimentam sua industria militar..

   Muito trabalho tive eu a dizer ao meu ultimo colega americano que o ódio dos fundamentalistas islâmicos não surge do nada...ora bolas...não vemos aí mensagens de ódio contra países como Liechstenstein, Portugal entre outros? Já perguntaram porquê? Nós não interferimos no cenário político mundial...

 E por umas e por outras é que agora sempre que os EUA fazem ou não fazem alguma coisa...são crucificados por isso. Mas eles querem ter o papel de polícia do mundo...(grande filme...com Joachin Phoenix...que ajuda a perceber que estas tropas na Alemanha não fazem nada..é simplesmente algo que realmente teve razão de ser no passado com a guerra fria, mas que actualmente são meras bases para ataques a outros países)

  Vai na volta devíamos criar um nome para estas campanhas americanas...lol.....as crusadas pela democracia...
 

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AugustoBizarro

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« Responder #5 em: Abril 08, 2006, 03:18:37 am »
Creio que o objectivo é estrangular os Russos.

Os Americanos estão a estabelecer bases a toda a volta.
Um objectivo secundário pode ser dividir a Europa (que nem está muito unida),  e impedir que a Europa se aproxime demasiado da Rússia.
Assim obtendo um papel de mediador.
Se a Rússia estiver cercada, não pode fazer comércio com a Europa sem a "permissão" dos Estados Unidos. Tudo isto muito indirectamente, e sem aparecer como tal nas páginas dos jornais, claro.


No fundo o que os Americanos praticam é um pouco o que Portugal fez à 500 anos,  muitos pontos de apoio espalhados, assegurando o controlo, sem deter muito território.

Mas os Russos estão atentos, isto não fica por aqui.

Há uma historiadora/política Russa, Natalya Narochnitskaya que
tem uma série de artigos interessantes sobre isto.

http://www.pravoslavie.ru/ennews/040528151452


http://www.opec.ru/library/article.asp? ... =66&c1_no=

"The USA makes its aim not simply to prove the leading position today but to make and strengthen conditions for this leadership in the world balance.
The matter concerns control over the region from our Caspian region and Caucasus to Arabian Peninsula and Persian Gulf in the South. This region is called the world hydrocarbon or energy ellipse. More than 70% of all the explored reserves of hydrocarbons – oil and gas are concentrated there. The one to control this ellipse next century will be the master of the world. "
 

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Marauder

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« Responder #6 em: Abril 08, 2006, 11:14:12 am »
Citação de: "AugustoBizarro"
Creio que o objectivo é estrangular os Russos.

Os Americanos estão a estabelecer bases a toda a volta.
Um objectivo secundário pode ser dividir a Europa (que nem está muito unida),  e impedir que a Europa se aproxime demasiado da Rússia.
Assim obtendo um papel de mediador.
Se a Rússia estiver cercada, não pode fazer comércio com a Europa sem a "permissão" dos Estados Unidos. Tudo isto muito indirectamente, e sem aparecer como tal nas páginas dos jornais, claro.


No fundo o que os Americanos praticam é um pouco o que Portugal fez à 500 anos,  muitos pontos de apoio espalhados, assegurando o controlo, sem deter muito território.

Mas os Russos estão atentos, isto não fica por aqui.

Há uma historiadora/política Russa, Natalya Narochnitskaya que
tem uma série de artigos interessantes sobre isto.

http://www.pravoslavie.ru/ennews/040528151452


http://www.opec.ru/library/article.asp? ... =66&c1_no=

"The USA makes its aim not simply to prove the leading position today but to make and strengthen conditions for this leadership in the world balance.
The matter concerns control over the region from our Caspian region and Caucasus to Arabian Peninsula and Persian Gulf in the South. This region is called the world hydrocarbon or energy ellipse. More than 70% of all the explored reserves of hydrocarbons – oil and gas are concentrated there. The one to control this ellipse next century will be the master of the world. "


  Mas caro Augusto, os russos para os americanos é quase assunto morto e enterrado.

   Economicamente não faz lógica essa lógica de cerco relativamente aos russos. Muito mais faz relativamente à China, e em termos militares, toda a gente sabe que a grande ameaça nos próximos anos ao poder americano serão os chineses.

  Mas sim, a política de ter pontos de apoio espalhados pelo mundo é conhecida de toda a gente. O que me deixa fulo é a talvez "contra-informação" americana nos media, em que depois eu apanho americanos a dizer que a Alemanha está cheia de americanos para proteger a Europa....ui....não quererão eles dizer uma base de apoio mais próximo de o campo de batalha actual ou futuro? O povo americano é porreiro, mas pensar pela sua própria cabeça também não fazia mal..
 

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AugustoBizarro

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« Responder #7 em: Abril 08, 2006, 10:39:36 pm »
Caro Marauder,

Eu compreendo que a situação actual da Rússia, em particular a imagem transmitida com os anos 1990-2000, dê a sensação que a Rússia está arrumada,  mas eu honestamente não partilho desta opinião.

A Rússia tem uma riqueza em recursos energéticos ,minerais invejável, que pode e usará para fins próprios, mas entretanto necessita de capital,
para a recuperação da sua Indústria, e portanto necessita de vender.

Outro aspecto, é o terreno práticamente infinito, portanto a haver qualquer nova descoberta de recursos, é altamente provável que aconteça na Rússia.


O Poder Económico da China, é sem dúvida a grande ameaça para os Estados Unidos,  mas que não haja confusões, apesar da modernização impressionante dos Chineses, ainda não estão ao nível dos Russos no plano Industrial/Tecnológico (Isto particularmente no plano Militar).

Neste momento estão a construir-se diversas infrastruturas que ligarão a China á Europa por terra. Através do Cazaquistão e Rússia.
O traçado de uma autoestrada transsiberiana já foi concluída, mas ainda são necessárias muitas obras. Os Chineses estão a ajudar o Cazaquistão financiando-o para criar uma melhor ligaçao ferroviária.

Se a Rússia mantiver estas 2 ligações , com a Europa e com a China, tem um poder negocial (a vender Gás , Crude , e Refinados) ilimitado, e acumulará reservas em proporções verdadeiramente industriais.
Já têm qualquer coisa como 200 biliões de dólares, e no futuro terão muito mas muito mais.

Eu penso que a questão não é tanto de ameaça directa, mas a consolidação que tanto a China como a Rússia estão a efectuar, adquirindo mais poder a cada ano que passa. A manter-se esta situação , isto signfica a marginalização dos Estados Unidos e o desenvolvimento da Eurásia (não como bloco unido,  mas como uma região económica de intensa actividade). Foi isto que o Império Britânico tentou impedir a todo o custo, é isto o que os Estados Unidos tentam impedir agora.

Ninguém vai declarar guerra aberta a ninguém, as consequências económicas (nomeadamente nos mercados bolsistas), seriam catastróficas. Isto são "apenas" escaramuças.

Creio que se assiste a uma verdadeira Guerra Fria Económica.

Os Estados Unidos tentam encostar alguém á parede, (Um pouco como fizeram com o Japão Imperial, privando-o de matérias primas essenciais á Indústria , o que forçou Pearl Harbour (que nem foi um sucesso como muitas vezes é referido, mas sim um fracasso inevitável, porque a maioria dos navios danificados foram recuperados, e o comandante Japonês , tendo conseguido alguns danos com baixas mínimas teve receio de esticar demasiado a corda (que já estava muito esticada).

No pior dos cenários, a Rússia fica limitada á venda de recursos á China e a ter que lidar com intermediários Americanos para ter acesso á Europa.

Em qualquer dos casos a Rússia ainda está em jogo, e cada vez mais.
Que não se confundam os problemas (micro) do cidadão russo no seu dia a dia, com a força do Estado Russo. (macro)

Na minha opinião claro.
 

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Marauder

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« Responder #8 em: Abril 08, 2006, 11:23:08 pm »
Sim, em termos de recursos energéticos a Russia continua a ser um gigante. Mas já em termos militares anda a marcar passo, e quem lá para 2025 será realmente uma superpotencia militar será a China, basta só continuar neste ritmo.

  É claro que numa situação de economia de mercado, os EUA não precisam de usar as forças armadas. Basta somente a empresa X americana lançar uma OPA sobre a empresa Y russa. Mas e daí a liberdade economica na Russia não é assim tão grande...pelo menos não vejo o estado russo sentado a observar estes acontecimentos sem fazer nada.

   Relativamente a Pearl Harbour..é verdade...foi um fracasso a nível estratégico, embora vitória a nível tático.

  O fracasso provém mais de terem apanhado os Porta-Aviões fora de porto, e não desses argumentos. O alvo primário dos aviões japoneses era os porta-aviões, e somente depois os couraçados.

  É certo que os couraçados foram recuperados, mas que eu saiba a grande maioria deles ainda demorou imenso tempo a voltar ao serviço, tanto que no inicio da guerra os EUA tiveram que ir para a batalha com somente os porta-aviões....Batalha do Mar do Coral.

  Anyway, o Japão devia era ter ouvido melhor o Yamamoto, que sabia com quem se estava a meter.....6 meses de vitórias, tempo que os americanos levariam a criar o gigante americano, isto é, a converter a sua industria para armamento militar. Um caso similar foi o da URSS, mas neste foi mais o aguentar o choque da invasão e transladar a sua industria para além dos Urais.

  Mas realmente eles deveriam ter lançado mais um ataque, que não fosse para atacar os tanques de combustivel da esquadra do Pacifico americana, e talvez afundar mais alguns navios.

  No futuro prevejo uma 2ª guerra fria, mais entre a China e os EUA, com desta vez 2 actores secundários de relativo destaque...Europa e Russia. Pessoalmente continuo a pensar que a Russia, se cortarmos algumas unidades navais, alguns regimentos aéreos, o resto penso que se já não é obsoleto, para lá caminha. O exercito também em termos tecnologicos está atrasado. Guerra da Tchéchénia demonstrou um pouco isso. Um país que nem tem dinheiro para desmantelar seus submarinos nucleares para mim demonstra algo negativo relativamente ao resto...
 

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AugustoBizarro

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« Responder #9 em: Abril 09, 2006, 12:36:42 am »
marauder escreveu:
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É claro que numa situação de economia de mercado, os EUA não precisam de usar as forças armadas. Basta somente a empresa X americana lançar uma OPA sobre a empresa Y russa. Mas e daí a liberdade economica na Russia não é assim tão grande...pelo menos não vejo o estado russo sentado a observar estes acontecimentos sem fazer nada.


À uns anos atrás, li umas notícias, que um grande grupo americano, (Chevron se não estou em erro), andava interessada em comprar a YUKOS, (do Khodorkhovsky), poucos meses depois o proprietário encontrava-se na cadeia.
Outras notícias, rumores, era do interesse de algumas companhias europeias, na compra de algumas empresas de aviação russas.
(Se o material russo é assim tão mau, porque quereria uma empresa europeia adquirir participações?)

Recentemente o Governo Russo anunciou a fusão de todas as empresas de aviação russas numa só.

A questão é básicamente esta, os Oligarcas estão arrumados, o tempo de Yeltsin acabou. Quem está no poder na Rússia são os Siloviki
http://en.wikipedia.org/wiki/Siloviki
A malta do KGB, etc.

Estes tipos não brincam em serviço, eles não vão permitir o colapso do seu País. Ideias peregrinas como fazem os Árabes , permitindo que básicamente as Petrolíferas estrangeiras dominem a extracção, isso não acontecerá na Rússia. Bem, para ser justo com os países Árabes, eles não têm um poder negocial muito forte.  

O Saddam Hussein, por exemplo, correu com os estrangeiros.

At the center of this strategy was Iraq's oil. On June 1, 1972, Saddam Hussein oversaw the seizure of international oil interests, which, at the time, had a monopoly on the country's oil. A year later, world oil prices rose dramatically as a result of the 1973 world oil shock, and skyrocketing revenues enabled Saddam to expand his agenda.

http://en.wikipedia.org/wiki/Saddam_Hus ... ernization

Claro que, não foi logo deposto, porque fazia jeito contra o Irão, mas quando excedeu a sua utilidade , viu-se logo em sérios apuros.
De notar que, nos anos que antecederam a Invasão do Iraque, companhias Francesas e sobretudo Russas, tinham feito importantes acordos com o Iraque. Ora, os Americanos não se iam ficar atrás, todo aquele petróleo, e nem 1 centimo do lucro iria para os States.

Mas a Rússia tem a força suficiente para correr com os estrangeiros, ou admitir uma presença mínima, enquanto for útil, e manter o grosso do lucro.

A táctica que se joga no mundo é basicamente esta.

Free Trade,  sim senhor. Mas a minha empresa compra a tua, tu não compras a minha. É esta a política que se pratica. Depois disfarça-se com questões de legislação, ou pormenor, mas no essencial é isto.

Os Chineses tentaram comprar uma empresa americana, foram logo corridos.


E creio que no futuro, ainda se assistirá a uma verticalização, ou seja
o conceito de empresa vertical.

Neste momento a Rússia, exporta gás e crude, e alguns refinados.
Ora se, hipotéticamente 100% do crude fosse refinado na Rússia (o que implicaria muitas novas refinarias), os produtos energéticos seriam vendidos ao preço máximo, ficando o lucro todo na Rússia.
E porque não? o crude é deles.

Cá temos uma situação caricata, em que as minas da panasqueira, (Volfrâmio) são detidas por um grupo Canadiano.
Praticamos o modelo Africano-Árabe. O Recurso é nosso, mas permitimos que o estrangeiro faça a sua extracção e depois o venda , mantendo o lucro, e pagando uns trocos.

Isto na Rússia nunca se passará em larga escala. Porque o Governo vai concentrar a Indústria Energética, e mantê-la-á no seu controlo , mesmo que indirectamente. Nas próximas décadas a Gazprom será um verdadeiro colosso industrial.

http://en.wikipedia.org/wiki/Gazprom
 

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Marauder

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« Responder #10 em: Abril 09, 2006, 12:44:32 am »
Concordo...por isso é que referi que numa situação de economia de mercado não seria preciso...mas isso não se verifica e duvido que se verifique no futuro. Haverá sempre neo-proteccionismos, e tal como voce disse, os russos vão no free trade...mas à sua maneira...e os chineses da mesma forma!!

   Mas esse império energético durará enquanto as energias fósseis dominarem o mundo...isto é...o petroleo tem encontro marcado com a morte lá para 2100, e o gas também não deve andar longe. Mas claro, quando estes passarem, outros recursos surgirão. A Russia é um pais grande e sem duvida que continuará a poder puxar os cordeis a nivel economico. Já a nível militar, a não ser que realmente o estado e não essas empresas privadas (aparentemente) enriquece com esses recursos e investe, ou continuo a ver um stand-off militar somente entre americanos e chineses lá para 2020...e por aí além...
 

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AugustoBizarro

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« Responder #11 em: Abril 10, 2006, 12:11:09 am »
Também pode ser relacionado com isto:

http://english.pravda.ru/world/americas ... -nuclear-0

However, American anti-missile defense systems might have a substantial influence on the effectiveness of Russian nuclear containment. That will happen if the anti-missile defense systems take on a different guise and are moved to within direct proximity of Russia’s borders.

A partir desta lógica,
se os Estados Unidos montarem um sistema de escudo a partir destas bases todas espalhadas pelo mundo fora, a pretexto de "rogue states",
provávelmente conseguiriam interceptar mísseis russos, e negar as suas capacidades evasivas, conseguindo o tal escudo balístico que tanto pretendem.

Resta saber é o que fazem após terem o escudo a funcionar.


P.S. - O pravda não é um jornal muito fiável, mas esta informação faz todo o sentido.
 

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Marauder

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« Responder #12 em: Abril 10, 2006, 12:46:22 am »
Verdade....ficarem com as "costas quentes" simplesmente lhes darão mais "à vontade" para atacar outros países...mesmo aqueles que tem arsenais nucleares.....rogue states...
 

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Marauder

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« Responder #13 em: Julho 01, 2006, 10:47:18 am »
Bulgaria vai modernizar as bases para posterior uso pelos americanos

  http://www.defencetalk.com/news/publish ... 006622.php
 

 

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