Governo quer alargar direitos marítimos

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zocuni

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Pescas
« Responder #45 em: Outubro 14, 2007, 07:40:36 pm »
Tudo bem,

Internacional - Economia
União Europeia 2007-10-10 16:28
Portugal tem a quarta maior frota de pesca da UE
A Comissão Europeia anunciou hoje que Portugal tem uma das maiores Zonas Económicas Exclusivas (ZEE) da Europa, 18 vezes maior que a área terrestre nacional, a quarta maior frota de pesca da União Europeia e um grande potencial de desenvolvimento.

Cristina Barreto

Segundo os dados hoje divulgados em Bruxelas, no âmbito da apresentação da nova Política Marítima Europeia, citados pela agência Lusa, Portugal possui 1187 quilómetros de costa e uma ZEE de mais de 1 700 000 quilómetros quadrados.

A Comissão Europeia adiantou que o turismo costeiro representa quase 39 mil postos de trabalho e as pescas mais de 33 mil. O sector naval, incluindo portos, estaleiros e transportes marítimos, emprega mais de 26 mil trabalhadores.

O executivo comunitário informa, no referido documento, que uma grande maioria da população portuguesa (cerca de 76%) vive no Litoral, que, por sua vez, atrai 90% do total dos turistas estrangeiros.

Em relação à actividade pesqueira, a CE contabiliza a frota em cerca de 8700 navios, a quarta maior frota de pesca da UE.

Sendo um dos 16 Estados-membros costeiros da União Europeia, Portugal adoptou já uma Estratégia Nacional para os Oceanos, cujo objectivo central é promover um desenvolvimento económico e social sustentável.

O executivo comunitário acrescenta ainda que o nosso país tem "um forte potencial para as energias renováveis", destacando a frente marítima que permite o aproveitamento da energia das ondas.

Por outro lado, Bruxelas destaca ainda como aspectos negativos a ameaça da erosão costeira e do desassoreamento, para além das alterações climáticas que afectam principalmente os arquipélagos dos Açores e da Madeira.

A Comissão refere ainda que Portugal, pela sua posição geoestratégica, enfrenta desafios na área da defesa nacional e segurança. A vigilância da imigração ilegal, a prevenção de poluição, o apoio à navegação e operações de busca e salvamento no mar são outros entraves que Portugal tem que enfrentar.

Apresentada com o objectivo de permitir uma abordagem global de todas as temáticas que se prendem com os oceanos e mares da Europa, a nova Política Marítima proposta hoje pela Comissão Europeia será debatida no próximo dia 22 em Lisboa, pelos ministros da tutela dos 27.

Abraços,
zocuni

"Este governo não cairá porque não é um edifício,sairá com benzina porque é uma nódoa"Eça de Queirós
 

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zocuni

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Tubarões
« Responder #46 em: Outubro 14, 2007, 07:51:36 pm »
Tudo bem,

Portugal é essencial no salvamento dos tubarões: a prêsidencia da união europeia traz a oportunidade de conservar espécies importantes
 
11 September 2007
 
A SHARK ALLIANCE incita o governo português – no seu actual papel de Presidente da União Europeia (UE) – a que use a sua influência para promover o rápido desenvolvimento de um forte Plano de Acção da UE para a conservação dos tubarões e assim melhorar as perspectivas desta valiosa espécie tão vulnerável.
 
Hoje, em Lisboa, membros da Shark Alliance, representantes governamentais e convidados especiais estão a considerar as oportunidades para que Portugal seja um líder na procura de limites responsáveis na pesca do tubarão, numa conferência intitulada Tubarões em Risco: Delinear um Plano de Conservação da UE.  
Dr. Humberto Rosa
 

 
Related Links
 Pesca e comércio de tubarão na Europa. Edição portuguesa (pdf)
 Quercus associa-se a evento da SharkAlliance  
 
A Shark Alliance, uma coligação de mais de trinta organizações científicas e de conservação (1), está a trabalhar com as organizações de conservação portuguesas GEOTA, LPN, Quercus e com representantes da European Elasmobranch Association (2) com o objectivo de recuperar e conservar as populações de tubarões, melhorando a política de pescas europeia.
   
Especificamente, a Shark Alliance pede ao governo português que se certifique de que o Plano de Acção da UE promove uma maior coordenação entre as agências de pesca e as agências ambientalistas, o que inclui garantias concretas de:
Recuperar populações enfraquecidas de tubarões, raias e mantas
Restringir a pesca e actividades paralelas de tubarões, raias e mantas
Acabar com a prática da remoção das barbatanas de tubarão
Proteger o essencial habitat do tubarão
Promover iniciativas internacionais de conservação do tubarão, através de organizações de pescas e tratados sobre a vida animal (3)
Ao referir-se ao papel primordial que Portugal pode desempenhar no desenvolvimento de um Plano de Acção para o Tubarão (4), Sonja Fordham, Directora de Estratégia da Shark Alliance, disse: “Com a sua rica história nas pescas e interesse na sustentabilidade, Portugal está muito bem colocado para levar a UE até uma nova era de pesca responsável do tubarão, de recuperação de espécies em risco, e de liderança internacional numa conservação global do tubarão. Há quase dez anos, Portugal recebeu a Exposição Mundial e voltou a atenção do mundo para a conservação dos oceanos. A Presidência da UE e o desenvolvimento de um Plano de Acção para o Tubarão oferecem mais uma excepcional ocasião a Portugal de ser líder num tema da maior importância para a saúde dos oceanos.”
 
Numa declaração gravada, preparada para o evento de hoje, o Secretário de Estado do Ambiente português, Professor Dr. Humberto Rosa, constatou:  “O tema da conservação dos tubarões e da biodiversidade marinha no geral são de grande relevância para Portugal. Somos um país pesqueiro, somos um país onde se come muito peixe. Isso significa que queremos continuar a pescar, que queremos continuar a comer peixe. Quer dizer que temos de ter uma pesca sustentável.”
 
A iniciativa de hoje – onde o Prof. Dr. Rosa e a senhora Fordham, assim como outros oradores, irão dirigir-se ao público presente – tem como anfitriã a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (5). Mais tarde, em Setembro, Portugal irá receber delegados de todo o mundo no encontro anual da Organização de Pesca do Noroeste do Atlântico (NAFO), a primeira organização regional de pescas do mundo a estabelecer um limite para a captura da raia.
 


 
Contactos para a imprensa:


Para mais informações, por favor contactar Sally Denbigh, da Shark Alliance pelo número de telefone  +44 795651902, Miguel Vaz, assessor de imprensa da FLAD,  contacto  +351 213935800
 
 
Notas aos editores:

 
1) A Shark Alliance é uma coligação sem fins lucrativos formada por organizações não governamentais de interesse público e dedica-se a recuperar e a preservar as populações de tubarões, melhorando a política europeia de pescas. Por causa da influência que a Europa tem nas pescas a nível global e pela importância dos tubarões nos ecossistemas dos oceanos, estes esforços têm a possibilidade de melhorar a saúde do ambiente marinho na Europa e em todo o mundo.


A Shark Alliance tem dois objectivos principais:
 
Ultrapassar as falhas nas políticas da União Europeia em relação à remoção de barbatanas de tubarão, prática contrária à conservação e a um ambiente sustentável.
 Assegurar limites responsáveis e com bases científicas à pesca do tubarão, para manter a sustentabilidade a longo prazo e a saúde dos ecossistemas.

2) GEOTA – para mais informações, ir a www.geota.pt
LPN - para mais informações, ir a www.lpn.pt
Quercus - para mais informações, ir a www.quercus.pt
APECE – para mais informações, ir a www.apece.pt/home.htm

3) Factos sobre a Conservação de Tubarões
 
A maioria dos tubarões são particularmente vulneráveis à pesca excessiva e as populações levam muito tempo a recuperar, porque geralmente os tubarões crescem lentamente, têm um amadurecimento tardio e produzem poucas crias.
 
A maioria das indústrias europeias da pesca do tubarão entrou em declínio, juntamente com as populações que capturavam. Mesmo assim, a pesca do tubarão efectuada por navios da União Europeia não está completamente regulamentada, numa altura em que está a aumentar a procura da carne e barbatanas de tubarão.
 
Um terço da população de tubarões, de raias e de mantas da Europa é agora considerado Ameaçado, segundo os critérios da Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas e Vulneráveis da IUCN (World Conservation Union), estando outros 20 por cento em risco de entrar nessa lista num futuro próximo.
 
A procura de barbatanas de tubarão, ingrediente da iguaria asiática sopa de barbatana de tubarão, leva muitas vezes à remoção das barbatanas, prática que consiste em remover as barbatanas dos tubarões, lançando depois o corpo ao mar. A UE baniu a remoção das barbatanas a bordo dos seus navios, seja onde for que estejam a pescar, mas há sérias falhas na regulamentação e isso impede a sua eficácia.
 
A UE usa uma percentagem entre o peso das barbatanas e o do corpo para assegurar que os navios de pesca trazem para terra todas as carcaças de tubarão de onde se retiraram as barbatanas (em vez de simplesmente lançarem os corpos ao mar). Esta taxa da UE é uma das mais altas do mundo (sendo, assim, uma das mais brandas). Esta e outras falhas, como por exemplo permitir-se que as carcaças e as barbatanas sejam descarregadas separadamente, prejudicam a execução da lei. Além disso, os cientistas alertam para os problemas que surgem no uso de taxas com este objectivo e recomendam vivamente que os tubarões sejam descarregados dos navios ainda com as barbatanas. Este método de imposição é de longe o mais eficiente para se evitar a remoção de barbatanas e também facilita a identificação e recolha de dados por espécie dos tubarões capturados, o que é extremamente necessário para a avaliação da população.
 
Em 1999, a United Nations Food and Agricultural Organization (FAO) adoptou um Plano de Acção Internacional  para a Conservação e Gestão dos Tubarões (IPOA-Sharks). A IPOA-Sharks pedia às nações pesqueiras que desenvolvessem planos de acção nacionais para os “tubarões” (definição que incluía todos os peixes cartilagíneos: tubarões, raias, mantas e quimeras) e que cooperassem no delinear de planos de acção regionais para os tubarões. Oito anos mais tarde, a UE ainda não desenvolveu um Plano de Acção; esta falta de acção está a causar danos nas populações de tubarões que só poderão ser reparados daqui a décadas ou mesmo séculos.
 
4) O que Portugal pode fazer para ajudar os tubarões
Enquanto terceira maior nação pesqueira de tubarão da Europa e com a segunda maior frota de navios de pesca, Portugal tem a responsabilidade de garantir uma gestão pesqueira adequada e programas de conservação para tubarões. A Shark Alliance pede com veemência a Portugal que:
 
Pressione a Comissão Europeia para desenvolver prontamente o devido plano de acção para os tubarões da UE, ajudando assim a garantir que os tubarões recebem a atenção necessária para que haja uma conservação efectiva e uma pesca sustentável;
 
Dê o exemplo a outros Estados-membros da UE de forma a acabar com as excepções à interdição da UE da remoção das barbatanas de tubarão a bordo e a suspender a emissão de autorizações especiais de pesca;
 
Incentive a Comunidade Europeia a propor limites à pesca de tubarão com uma base científica e de prevenção a nível da UE e de órgãos internacionais competentes no domínio da pesca.

5) A Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) é uma instituição portuguesa privada, financeiramente independente. O seu principal objectivo é contribuir para o desenvolvimento de Portugal, fornecendo apoio financeiro e estratégico a projectos inovadores e encorajando a cooperação entre a sociedade civil portuguesa e americana. Para mais informações, ir a www.flad.pt
 
6) Em Setembro, Portugal irá receber delegados de todo o mundo no encontro anual da Organização de Pesca do Noroeste do Atlântico (NAFO). Espera-se que os delegados proponham limites à pesca da raia repregada, uma espécie ameaçada. A NAFO é a única organização regional de pescas do mundo a estabelecer um limite para a captura de tubarões, raias ou mantas. Contudo, o limite à pesca da raia que foi estabelecido em 2004, está muito acima daquilo que os cientistas aconselhavam e a população reduzida de raias está longe de mostrar sinais de recuperação. Grupos de membros da Shark Alliance exercem pressão sobre os Estados Unidos, a União Europeia e o Canadá para que cooperem na redução dos limites da pesca da raia, até um nível que possa reduzir o risco de extinção e permita a recuperação da espécie.
 
Video:
http://br.youtube.com/watch?v=2H42bfmbHj4&eurl=http%3A%2F%2Fwww%2Esharkalliance%2Eorg%2Fcontent%2Easp%3Fdid%3D28411


Abraços,
zocuni

"Este governo não cairá porque não é um edifício,sairá com benzina porque é uma nódoa"Eça de Queirós
 

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« Responder #47 em: Outubro 15, 2007, 08:29:32 am »
aahhhhhhhhhhhhhhhhhh e por acaso os tubarões não precisarão de se alimentar...?

Assim de repente veio-me uma ideia á cabeça de como conseguir comida farta para tão interessantes criaturas....
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #48 em: Outubro 15, 2007, 03:15:33 pm »
Epá, não me tirem o cação e a tintureira! Eu adoro comer estes bichanos!
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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comanche

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« Responder #49 em: Outubro 28, 2007, 05:20:40 pm »
Seis semanas isolados no mar para provar que "Portugal não termina nas praias"




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Os longos meses passados sobre as ondas em pesquisas hidrográficas não afectam o moral do capitão-de-fragata Brandão Correia. Ou qualquer dos 34 membros da sua tripulação, treinados para desafiar o tempo na imensidão marítima. Nem as condições atmosféricas mais adversas ensombram as conversas a bordo do D. Carlos I, um dos navios portugueses apetrechados para cartografar o fundo oceânico em toda a plataforma continental adjacente ao território nacional.

"Chegamos a estar três semanas seguidas no mar. Mas quem corre por gosto não cansa", diz ao DN um dos tripulantes. O comandante, diplomado em hidrografia, especifica: "O barco está adaptado às necessidades. Os pisos acima do nível do mar foram especialmente previstos para alojar a tripulação em condições tão confortáveis quanto possível."

Até o Presidente da República ficou impressionado. Cavaco Silva visitou o D. Carlos I e outro navio hidrográfico, o Almirante Gago Coutinho - ambos ancorados no porto da Horta - durante a visita oficial que efectuou na semana passada à Região Autónoma dos Açores. Cavaco teve oportunidade de navegar durante cerca de uma hora num dos navios e não escondeu a satisfação pelo que viu, não perdendo a oportunidade de sublinhar que é tempo de os portugueses voltarem a desenvolver uma relação íntima com o mar.

É o que já fazem o comandante Brandão Correia e os seus subordinados a bordo do D. Carlos I. "Cartografamos toda a plataforma submarina, metro quadrado a metro quadrado, com uma sonda multifeixes. Para mostrarmos a nós próprios que Portugal não termina nas praias", revela o comandante do navio.

Há objectivos políticos por detrás desta missão técnica. Portugal pretende apresentar na ONU, até Maio do próximo ano, um documento em que reivindica a soberania de toda a plataforma submarina até ao limite de 350 milhas. Se for aceite em Nova Iorque, esta pretensão de Lisboa permitirá unir sob a nossa jurisdição toda a área submersa entre o continente e o arquipélago da Madeira. Com as vantagens económicas daí decorrentes, nomeadamente ao nível do aproveitamento das potencialidades do subsolo. A mesma lógica aplicada ao arquipélago dos Açores tornará Portugal um dos países com maior plataforma continental em todo o mundo.

Paralelamente, este navio - tal como o seu "irmão gémeo Gago Coutinho - não deixa de colaborar, sempre que necessário, nas missões que mobilizam todas as outras embarcaçõs da nossa Armada - do salvamento de vidas humanas ao combate ao narcotráfico, passando por operações de fiscalização de pesca. Mas o objectivo principal - cartografar o território português que está debaixo do mar - é o que mais empolga esta gente habituada a uma vida dura. "As missões têm sido compridas, mas as pessoas gostam de estar a bordo", garante Brandão Correia, dizendo-se orgulhoso por saber que tem vindo a fazer "um trabalho para gerações".
 

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comanche

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« Responder #50 em: Outubro 28, 2007, 05:41:30 pm »
"Portugal não está de costas para o mar"


Secretário de Estado para os Assuntos do Mar salienta "os novos desenvolvimentos" em matéria de política marítima.

Segunda-feira, 22 de Out de 2007
 
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O secretário de Estado da Defesa e para os Assuntos do Mar, João Mira Gomes, negou esta segunda-feira que Portugal estivesse "de costas voltadas para o mar" e salientou que a política marítima preconizada pela União Europeia abre a parte a novos desenvolvimentos em todos os domínios.

"Para além das actividades tradicionais, como a pesca, os transportes ou os portos, existem novas potencialidades, como é o caso do turismo, o aproveitamento das biotecnologias limpas, novas plataformas de transportes ou ainda o acesso eventual a outras fontes de riqueza propiciadas pelo projecto da extensão da Plataforma continental", declarou.

Noventa por cento dos turistas que procuram Portugal para passar as férias, passam-nas junto ao mar, disse ainda. Mira Gomes respondia a questões dos jornalistas numa conferência de imprensa no intervalo dos trabalhos da Conferência Ministerial da União Europeia sobre a Política Marítima, a decorrer no Pavilhão Atlântico, em Lisboa.

Também o comissário para os Assuntos do mar, Joe Borg, presente na Conferência, considerou que Portugal tem toda a vantagem em desenvolver a política marítima e, em termos europeus, pode até ambicionar a liderá-la, apresentando seu caso como um exemplo de que é possível maximizar o uso dos oceanos.

"Portugal é um país com uma grande costa e é uma das grandes nações marítimas, portanto, só pode ter benefícios em desenvolver estas políticas", afirmou o comissário, sugerindo uma "maximização dos recursos", nomeadamente no que diz respeito ao transporte marítimo, sector em que o país poderia tirar grande partido devido à sua localização estratégica.


A Conferência ministerial, que foi aberta segunda-feira de manhã pelo primeiro-ministro José Sócrates e o presidente da Comissão, Durão Barroso, é a primeira no âmbito da União que reúne os ministros ou responsáveis pelos assuntos do Mar e que teve como convidados especiais os representantes da Noruega e da Islândia.

A política marítima é, aliás, uma das prioridades da presidência portuguesa, para além de, no âmbito da Comissão Europeia, ter sido uma das 'inovações' de Durão Barroso, que criou um posto de comissário dedicado ao assunto. Há 15 dias, foi aprovado o 'Livro Verde' sobre este tema e um plano de acção que prevê mais de 30 iniciativas em todos os sectores, que estão a ser discutidas na conferência.

Neste âmbito, os ministros também debateram a melhor maneira de, em cada Estado-membro, haver uma melhor organização horizontal e vertical, a fim de haver uma articulação das políticas relativas a cada sector abrangido pela política marítima.

Os desafios de Sócrates...

Na abertura da conferência, José Sócrates salientou que Portugal, devido à sua história e posição geoestratégica é "particularmente sensível" a um tema que, segundo disse, é crucial para a própria União.

Trata-se de um "desafio económico", uma vez que a União ocupa um lugar cimeiro nos vários sectores da economia ligada ao mar e um "desafio ambiental e climático", mas também um "forte investimento no conhecimento, investigação e inovação marinha", e uma dimensão significativa de segurança, disse.

"Só poderemos responder a estas exigências com eficácia se ordenarmos o território marítimo, gerirmos de forma integrada as zonas costeiras e construirmos uma fronteira externa comum", declarou ainda.

... e a dimensão do mar, segundo Barroso

Por sua vez, Durão Barroso destacou a "dimensão marítima" da UE, recordando que a Europa dispõe de 70 mil quilómetros de orla costeira, dois oceanos e quatro mares e que o desenvolvimento de uma política marítima era fundamental para a União responder ao desafio da globalização.

Mais de 40% dos europeus vivem nestas regiões e cerca de 90% do comércio externo da UE circula pela rede marítima. Entre três e cinco por cento do produto Interno Bruto europeu é produzido pelas indústrias e serviços relacionados com o mar, salientou.

O presidente da Comissão Europeia advertiu, além do mais, que era urgente o combate à degradação do ambiente marinho e sublinhou que a Comissão já propôs medidas contra as práticas de pesca destrutiva e ilegal.

Desta Conferência deverão resultar conclusões tendo em vista obter uma declaração política do Conselho Europeu, em Dezembro próximo.
 

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comanche

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« Responder #51 em: Outubro 29, 2007, 12:04:26 pm »
Navios mapeiam plataforma continental na costa de Portugal

11/10/2007


Objetivo é definir com precisão a extensão da plataforma portuguesa

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Desde 2004, dois navios hidrográficos portugueses já mapearam uma área marítima superior a sete vezes o território de Portugal.

Tendo em vista a extensão da plataforma continental portuguesa, estes dois navios mapearam mais de 700 mil quilômetros quadrados. Para efeitos de comparação, a área de Portugal é de 92 mil quilômetros quadrados.

A maior parte do trabalho foi feito pelo navio D. Carlos I, que iniciou a sua campanha em 2004. Este ano, a missão foi reforçada pelo navio Almirante Gago Coutinho.

Entre as missões destes dois navios da Marinha Portuguesa está a tarefa de fornecerem dados científicos à unidade de missão para a extensão da plataforma continental, que Portugal ambiciona extender até ás 350 milhas. Todos os países têm de apresentar suas propostas de extensão das respectivas plataformas continentais, à ONU até 13 de maio de 2009.

Trabalho para várias gerações

Aos jornalistas portugueses, o Comandante do navio D. Carlos I, o capitão-de-fragata Brandão Correia, afirmou que este é um trabalho para gerações, não só por permitir expandir a jurisdição de Portugal para novos espaços físicos, mas também pelo significado em termos de atualização da cartografia náutica.

O comandante Bandão Correia, afirma ainda que Portugal está reforçando a sua soberania, explicando que o trabalho destes dois navios é também uma afirmação internacional da capacidade científica dos portugueses.

 

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comanche

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« Responder #52 em: Junho 08, 2008, 09:52:31 pm »
Ciência: Lusoexpedição ruma hoje para mais uma "aventura" no banco de Gorringe

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Lisboa, 06 Jun (Lusa) - Cerca de 30 estudantes universitários, biólogos e oceanógrafos partem hoje numa expedição oceanográfica, a bordo do navio Creoula, em direcção ao banco de Gorringe, para estudar a biodiversidade deste local longínquo, a 500 quilómetros da costa portuguesa.

Os investigadores que integram a Lusoexpedição Olympus 2008, que se realiza este ano pela terceira vez, vão centrar a sua atenção sobre as alterações anuais na flora e fauna destas montanhas submarinas, identificação de novas espécies ou possibilidade de usar venenos produzidos por organismos marinhos na biomedicina, refere a organização num comunicado.

A missão, coordenada pelo vice-reitor da Universidade Lusófona, Manuel Pinto de Abreu, passa também pela caracterização de zonas remotas do mar português, quando se aproxima a data para entregar o projecto que vai permitir expandir o território marinho sobre jurisdição portuguesa nas Nações Unidas (2009).

O banco de Gorringe é um grupo de montanhas actualmente submersas mas que foram outrora verdadeiras ilhas, abrigando espécies únicas no mundo há muito isoladas dos continentes e das outras ilhas actuais.

"Como o impacto humano é muito reduzido devido ao seu isolamento, estes ecossistemas funcionam também como excelentes termos de comparação para a avaliação de outras zonas mais intervencionadas, como as costas de Portugal continental e ilhas", sublinham os organizadores da Lusoexpedição.

A expedição conta com a participação de várias instituições: Universidades Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Universidade Fernando Pessoa, Universidades de Lisboa, do Algarve, de Sveiro e dos Açores, Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e University of Amsterdam.

O Creoula sai hoje da base naval do Alfeite e regressa ao mesmo sítio no próximo dia 15 de Junho.

 

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Jorge Pereira

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« Responder #53 em: Maio 07, 2009, 01:12:12 am »
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Mais "chão" do Atlântico reivindicado por Portugal

Plataforma continental mais extensa do que cientistas pensavam.

Proposta segue para a ONU
2009-05-05
EDUARDA FERREIRA

A investigação científica levou mais a fundo as pretensões portuguesas quanto à área sob sua soberania. A proposta chega às Nações Unidas na próxima semana. O nosso domínio territorial, em mar e solo, pode duplicar.

Contando com terra firme, Zona Económica Exclusiva (ZEE) e Plataforma Continental, Portugal pretende ver reconhecido o direito sobre cerca de três milhões de quilómetros quadrados. Os trabalhos de reconhecimento do fundo marinho começaram em 2005. Eles tinham de provar até onde chega a plataforma terrestre em que assentam a parte continental do país bem como da Madeira e dos Açores. A Convenção das Nações Unidas sobre Direito do Mar, que Portugal ratificou, admite que os países com mar reivindiquem a posse do fundo marinho e seus recursos, se eles forem a continuação morfológica da plataforma continental em que assentam na parte visível e sólida.

Coube à Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental colher provas. O seu chefe, Pinto de Abreu, coordenou como cientista outros pares de diversas formações (da Biologia à Física e à Quimica, entre outras). Em vésperas do encerramento desta fase do processo de candidatura (que admite algumas especificações posteriores), ele resume as aspirações nacionais confirmadas por dados.

Há uma continuidade entre Portugal continental, a Madeira e os Açores, como se de uma zona de passadiço entre marés se tratasse. Os mapas de levantamento do fundo marinho feito com recurso a processos sofisticados de batimetria e recorrendo muito a sonares mostram que essa plataforma, nos Açores, vai além dos 630 quilómetros a partir das ilhas (350 milhas). A forma do fundo submarino e, em algumas zonas, as suas características, por exemplo em relevos e geoquímica, foram "batidos" pelos equipamentos instalados em navios oceanográficos e pelos sentidos do Veículo de Operação Remota (ROV). Os resultados permitiram determinar, na maior parte dos limites e com grande aproximação, onde acaba a crusta continental e começa a crusta oceânica.

Os levantamentos feitos em pleno Oceano Atlântico abrangeram 1,8 milhões de quilómetros quadrados. As aspirações portuguesas sedimentaram-se em 1,370 milhões, área que não está longe da fasquia máxima calculada inicialmente (1,4 milhões). É isso que leva Pinto de Abreu a afirmar que "somos um país de pelo menos três milhões de quilómetros quadrados", contando com terra e ZEE.

Mas não é só isto que se acrescenta; "há muitos conhecimentos novos" surgidos desta aventura de exploração do relevo e constituição de quanto está submerso, em profundidades abissais que podem exceder os seis quilómetros atingíveis pelo ROV. "Há muitos casos em que encontrámos uma realidade nova", garante Pinto de Abreu.

Em 2013 deverá haver uma resposta das Nações Unidas (Comissão de Limites) mas, entretanto, há que afinar dados para a chamada final de avaliação do candidato, dentro de dois anos. Nesse meio tempo, algum do material genético recolhido na profundidade será analisado. "É preciso calma e visão do futuro", afiança Pinto de Abreu.

Fonte


Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






Cumprimentos
 

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comanche

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« Responder #54 em: Maio 10, 2009, 08:45:42 pm »
Portugal quer aumentar mais de 20 vezes a sua área


Alargamento da plataforma continental entregue amanhã na ONU


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Portugal vai ficar maior. A proposta de extensão da plataforma continental é entregue amanhã nas Nações Unidas e reclama a jurisdição de um fundo de mar que ultrapassa largamente os 1,4 milhões de quilómetros quadrados inicialmente previstos. São, afinal, mais de dois milhões de quilómetros quadrados, o equivalente a mais de 23 vezes a área do continente.

É um mundo novo submerso que pode esconder preciosos recursos minerais, genéticos e biológicos ao alcance dos cientistas portugueses. E, enquanto se espera pela decisão da Comissão de Limites da Plataforma Continental que pode demorar quatro anos, a equipa que preparou a proposta promete continuar a descobrir novos limites deste território.

Nos últimos anos, a equipa da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC) esforçou-se por reunir todos os dados e argumentos científicos capazes de convencer as Nações Unidas de que o território português se prolonga além das 200 milhas náuticas (370 quilómetros) da chamada Zona Económica Exclusiva. A prova científica não significa que, por exemplo, Portugal possa vir a pescar mais longe. Trata-se da definição de novas fronteiras no subsolo oceânico, sem que isso tenha qualquer efeito na coluna de água. Mas então qual é o interesse nisso? "Há um novo mundo. Um mundo de descoberta", anuncia Pinto de Abreu, o engenheiro hidrógrafo e oceanógrafo físico que coordena a EMEPC, apostando no campo da biotecnologia com origem no mar.

As previsões de alargamento do território submerso mais optimistas foram ultrapassadas e é mesmo provável que ainda possam aumentar nos próximos anos. Havia dois cenários possíveis: um alargamento minimalista (240 mil quilómetros) e um mais optimista (com o fundo português a estender-se por 1,3 milhões de quilómetros quadrados). "O que está proposto é mais que o mais optimista, são mais de dois milhões de quilómetros quadrados", adianta Pinto de Abreu, fazendo as contas: são mais de 23 vezes a área de Portugal continental. Mas, mais do que isso, enquanto espera a decisão das Nações Unidas, a equipa da EMEPC não vai ficar de braços cruzados e é possível que consigam levar ainda mais longe estes limites. "Vamos continuar a trabalhar. Neste momento, explorámos ao máximo os dados que tínhamos. No entanto, há áreas que não sabemos se para lá do sítio aonde chegámos podemos ir mais. Porque não temos dados", explica o coordenador da EMEPC. Para já, acrescenta, tudo o que existe são alguns sinais promissores. Há, por exemplo, amostras recolhidas noutros projectos e noutras zonas que mostram um património semelhante ao que foi encontrado na nossa plataforma dos Açores. Sendo assim, é provável que se esteja perante um prolongamento dessa massa terrestre. "Vamos fazer o aproveitamento da continuidade geoquímica do território e haverá possibilidades de estender para leste e para oeste dos Açores. Poderemos vir a crescer ainda mais", arrisca.

Novo mergulho em Setembro

A tese das novas fronteiras portuguesas só deverá ser defendida dentro de dois anos, quando estiver constituída a subcomissão que vai avaliar a proposta da EMEPC. Assim, a equipa tem dois anos para trabalhar e verificar se, afinal, está tudo incluído ou não. "Em Setembro vamos novamente para o mar fazer novos cruzeiros", avisa Pinto de Abreu. E, nessa altura, é provável que o navio oceanográfico leve a bordo outros tripulantes além da equipa da EMEPC. "O nosso interesse e grande empenho é trazer o maior número de investigadores nacionais a dedicar-se a este material que nós temos e que ainda vamos recolher".

Uma equipa de centenas de pessoas ajudaram a fazer a proposta. O primeiro levantamento dedicado foi a 13 de Janeiro de 2005 e os últimos levantamentos hidrográficos para recolha de dados que foram incluídos no processo de candidatura terminaram no final de Março deste ano, na área dos Açores. Agora, será necessário esperar pela decisão. "Em 2013 devemos ter este processo concluído".

Portugal não é único país a reclamar a extensão da sua plataforma, como permite a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Os primeiros foram os russos, em 2001, mas mais de trinta países já o fizeram. Muitos viram a sua pretensão negada.

"Há países que conseguem provar uma extensão da plataforma olhando apenas para a forma do fundo submarino. Fazem uma sondagem simples, descobrem qual é a forma e conseguem", nota. Para nós não foi, nem será, tão fácil. "Nós temos tudo. A nossa área, que se estende desde a planície do banco da Galiza até ao extremo dos Açores, é complicada e diversa. Se compararmos o Sudoeste da Madeira com o Norte de Portugal, não têm nada a ver um com outro".

Pinto de Abreu lembra: "Se pensarmos hoje, temos mais países com capacidade de fazer exploração aeroespacial do que ir ao fundo do mar. Nós estamos lá e temos essa capacidade. Nós podemos ir lá e chegar a todos os pontos do mar português".


http://ultimahora.publico.clix.pt/notic ... id=1379661
 

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legionario

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« Responder #55 em: Maio 11, 2009, 01:48:07 pm »
Nao tenho muita fé que as nossas pretençoes sejam bem recebidas... e se forem, o mais certo é levarmos com outro ultimatum , ou no melhor dos casos, seremos proprietarios na forma, mas na pratica serao outros a beneficiar desses recursos.

Mais do que nunca a aquisiçao de submarinos e de outros meios navais se impoe para proteger os nossos interesses.
IN HOC SIGNO VINCES
 

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comanche

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« Responder #56 em: Maio 11, 2009, 10:21:14 pm »
E se Portugal aumentasse de tamanho?

Portugal entrega hoje na ONU uma proposta para a extensão da sua plataforma continental, ou seja, o fundo de mar que Portugal quer reclamar como seu.


Citar
Fazer com que a área de jurisdição nacional seja muito maior que a actual, é o que se pretende numa batalha que é sobretudo diplomática.

Depois de quatro anos de estudos e de um investimento de 15 milhões de euros, o projecto está pronto e dá a possibilidade de Portugal estender a sua zona marítima em mais 150 milhas. Em causa estão “novos recursos naturais que podem ser economicamente muito importantes”, reconhece João Mira Gomes, secretário de Estado da Defesa e dos Assuntos do Mar, que sublinha que este passo “é mais do que uma afirmação de soberania”.

Milhares de amostras recolhidas ao longo destes anos dão a certeza da existência de recursos naturais muito ricos no fundo do mar que Portugal reclama como seu.

E não é só petróleo ou gás natural que se sabe estar no subsolo marítimo: metano, ouro, níquel, cobre, zinco e cobalto são outras riquezas que podem ser exploradas.

Quanto vale este terreno no fundo do mar, o Governo português diz não poder afirmar, mas uma coisa é certa, as potencialidades são imensas e abrem oportunidades económicas muito importantes a vários níveis.

Após quatro anos de estudos com os maiores especialistas portugueses (e não só) sabe-se com certeza que está em causa uma zona rica, um “oásis da vida marinha” - como lhe chamam os biólogos que fizeram parte da equipa que elaborou a proposta.

O arquipélago dos Açores é a área onde a extensão da plataforma é maior, uma vez que o alargamento não colide com outras zonas económicas exclusivas.

Só em 2013 se vai saber a resposta das Nações Unidas, cuja convenção do Direito do Mar prevê que os países podem reclamar território no fundo do mar até às 350 milhas. Isto se conseguirem provar que ele tem características contínuas.

Em várias partes do globo, há territórios, à superfície ou subterrâneos, que continuam a ser disputados. Para o nosso país, depois, “há que ter meios para controlar este novo Portugal”, avisa o General Loureiro dos Santos, especialista em geo-estratégia.

Conheça aqui o projecto de expansão da plataforma continental.

http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx ... tId=286335


Portugal entrega hoje nas Nações Unidas (ONU) a proposta para duplicar a Zona Económica Exclusiva (ZEE) dos actuais 1,8 milhões de quilómetros quadrados para os 3,6 milhões. "Para nós este processo é tão importante como foram os descobrimentos", afirmou o secretário de Estado da Defesa e dos Assuntos do Mar.



Citar
"São os descobrimentos do século XXI", disse em entrevista à Agência Lusa João Mira Gomes.
Nos últimos 4 anos, a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental realizou a proposta a entregar na ONU e que pretende a duplicação da ZEE portuguesa.

Para que a ONU "aceita a proposta portuguesa, o projecto tem de provar que existe uma continuidade geológica entre a nossa plataforma actual e o resto, encontrar denominadores e composições comuns através das amostras", disse à Lusa o secretário de Estado.

A importância em aumentar a Zona Económica Exclusiva

"A energia é um dos aspectos essenciais, não só as energias fósseis, como o petróleo ou o gás, mas também os minérios e moléculas que podem ser utilizadas na indústria farmacêutica. Tudo isto são áreas que existem (no espaço marítimo nacional) embora não saibamos ainda toda a sua dimensão e todo o seu valor, apesar de sabermos que nos dias de hoje estes são sectores muito importantes", disse Mira Gomes.

Outra situação avaliada com este aumento é a possibilidade de se iniciar "o armazenamento no fundo do mar de dióxido de carbono na atmosfera".

Apesar de a proposta chegar hoje à ONU, o processo está em aberto, ou seja, Portugal pode "acrescentar elementos à sua proposta durante a avaliação", disse o secretário de Estado.

A decisão final não deverá ser conhecida antes de 2013 ou 2014.


http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Portugal- ... ut=10&tm=8[/b]


Plataforma Continental: Portugal entregou hoje proposta para duplicar extensão na ONU

Lisboa, 11 Mai (Lusa)- Portugal submeteu hoje à apreciação das Nações Unidas (ONU) a sua proposta de extensão da plataforma continental que, caso seja aceite, irá estender a área sob jurisdição portuguesa até aos 3,6 milhões de quilómetros quadrados.


Citar
Lisboa, 11 Mai (Lusa)- Portugal submeteu hoje à apreciação das Nações Unidas (ONU) a sua proposta de extensão da plataforma continental que, caso seja aceite, irá estender a área sob jurisdição portuguesa até aos 3,6 milhões de quilómetros quadrados.

O projecto português entregue hoje em Nova Iorque - e que foi acompanhado por projectos do Brasil, Guiné-Bissau e Cabo Verde - propõe a extensão da plataforma continental para o dobro e não da Zona Económica Exclusiva (ZEE), rectificou o ministério da Defesa.

Em entrevista à agência Lusa, o secretário de Estado da Defesa e dos Assuntos do Mar, João Mira Gomes, explicou a importância deste projecto - que levou quatro anos a ser elaborado - para o país e referiu algumas das áreas que Portugal pode explorar com a aprovação desta proposta, como a energia.

"A energia é um dos aspectos essenciais, não só as energias fósseis como o petróleo ou o gás, mas também os minérios e moléculas que podem ser utilizadas na indústria farmacêutica. Tudo isto são áreas que existem [no espaço marítimo nacional] embora não saibamos ainda toda a sua dimensão e todo o seu valor, apesar de sabermos que nos dias de hoje estes são sectores muito importantes", afirmou Mira Gomes.

João Mira Gomes disse ainda que, em termos ambientais, Portugal poderá iniciar o "armazenamento no fundo do mar de dióxido de carbono da atmosfera".

A Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental, chefiada pelo engenheiro hidrográfico e oceanógrafo Manuel Pinto de Abreu, elaborou a proposta ao longo dos últimos quatro anos, onde através da ONU, Portugal pede à Comissão de Limites de Plataformas Continentais (CLPC) a duplicação da sua plataforma continental, que passa dos actuais 1,8 milhões de quilómetros quadrados para os 3,6 milhões.

"Foram feitos mais de 1,8 milhões de quilómetros quadrados de levantamentos geográficos e geológicos, foram mais de 950 dias de mar", referiu o secretário de Estado, sobre este projecto que envolveu um grupo fixo de 24 especialistas [entre cientistas, biólogos, geólogos e juristas] e outro grupo flexível que chegou às 70 pessoas.

A elaboração do projecto português contou também com o auxílio da Marinha Portuguesa, ao nível do Instituto Hidrográfico, e com a participação de oficiais e equipamento, e do 'Remote Operated Vehicle' (ROV), um robô submarino com capacidade de trabalhar até 6 mil metros de profundidade e que só existe em mais cinco países da Europa.

"Para que a Comissão de Limites de Plataformas Continentais aceite a proposta portuguesa, o projecto tem de provar que existe uma continuidade geológica entre a nossa plataforma actual e o resto, encontrar denominadores e composições comuns através das amostras", afirmou João Mira Gomes, referindo que em todo o processo foram retirados "mais de 10 milhões de toneladas de rocha".

"Para nós, este processo é tão importante como foram os descobrimentos, são os descobrimentos do século XXI", considerou.

O secretário de Estado da Defesa disse ainda que Portugal pode "entregar e acrescentar elementos à sua proposta durante a avaliação" mas que não é previsível que seja conhecido o veredicto sobre o projecto português "antes de 2013 ou 2014".

"O trabalho não acaba na segunda-feira [hoje], estamos a trabalhar com países como Cabo Verde [na extensão da plataforma daquele país] e lançamos também uma proposta no âmbito da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, para que se estabeleça uma estratégia para os oceanos", disse João Mira Gomes.

O governante defendeu que, dado ser um "país de referência no âmbito do mar", Portugal tem "mais trabalho a fazer" depois da entrega proposta de extensão da plataforma continental: "Temos outras vertentes a trabalhar, temos de nos organizar para fazer o aproveitamento das novas riquezas, há uma segunda etapa deste trabalho que vai requerer organização, parcerias com outros países, com empresas e com instituições".

ATF.

Lusa/fim


http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stori ... ies/513892
 

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comanche

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« Responder #57 em: Maio 11, 2009, 11:04:44 pm »
Objectivos da extensão da Plataforma Continental



Citar
Projecção Internacional – melhor know how e mais visibilidade
 
A extensão da Plataforma Continental dará a Portugal a oportunidade de demonstrar no plano internacional conhecimento e capacidade científico-tecnológica no domínio dos mares e das ciências do mar.
 
Afirmação Estratégica – mais território e maior controlo marítimo
 
A aposta na extensão da Plataforma Continental significa o reforço inequívoco da posição de Portugal em matérias relativas ao mar e aos oceanos.
 
Equipamentos Científicos – novas tecnologias, maior operacionalidade
 
Para a fundamentação da proposta de extensão este projecto aplicou investimento em componentes I&D inovadores.
 
Desenvolvimento Científico – mais investigação e melhor conhecimento
 
Com este projecto serão lançadas iniciativas ímpares ao nível da I&D científicos, nomeadamente em áreas como a hidrografia, a geologia, a geofísica e o direito internacional, através da aposta no reforço do corpo científico nacional e na integração de jovens investigadores no projecto.
 
Impactes Socio-Económicos – mais riqueza e melhor qualidade de vida
 
Da concretização deste objectivo resultarão importantes benefícios potenciais ao nível da economia, da biotecnologia e da saúde.
 
Legado Futuro – melhor futuro
 
Este projecto permitirá a Portugal assumir-se, cada vez mais, como uma importante nação marítima europeia, constituindo, ao mesmo tempo, um legado para as gerações futuras, que poderão vir a usufruir e a explorar esta vasta zona marinha.
 


http://www.emepc.gov.pt/iprojecto.php
 

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Mike23

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« Responder #58 em: Maio 28, 2009, 06:02:37 pm »
O Novo Portugal! Mais de 3 Milhões de Quilómetros Quadros!

 

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Ataru

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« Responder #59 em: Maio 28, 2009, 08:37:31 pm »
Olhe que eu acho que vai ficar maior... pelo menos lembro-me de um mapa em que aparecia uma zona mais extensa...
« Última modificação: Maio 28, 2009, 09:02:11 pm por Ataru »
Greater Portugal = Portugal + Olivença + Galiza and the Eonavian Region + border villages that speak galaico-portuguese dialects + Cape Verde + St. Tomé and Principe.
 

 

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