DN: Dacar mantém-se neutral perante ofensiva de Bissau

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PereiraMarques

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DN: Dacar mantém-se neutral perante ofensiva de Bissau
« em: Março 21, 2006, 07:35:50 pm »
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Dacar mantém-se neutral perante ofensiva de Bissau

Em S. Domingos, Guiné-Bissau    
 
Os militares senegaleses continuam a manter a sua neutralidade no conflito que opõe a Guiné-Bissau a uma facção dos rebeldes da Casamansa, liderada por Salif Sadio.

Isto mesmo foi ontem confirmada ao DN pelo coronel Amadu Sow, que comanda a zona seis da região de Ziguinchor, segundo o qual Dacar não tenciona envolver-se em operações militares conjuntas com a Guiné-Bissau.

Com esta declaração, o Senegal desmentiu, assim, os rumores que circulavam na Guiné-Bissau, e que apontavam para a possibilidade de senegaleses e guineeenses se envolverem numa operação militar conjunta na região de São Domingos, visando as posições do comandante Salif Sadio.

O que não deixa de ser estranho. Sobretudo, tendo em conta que o Senegal tem vindo a combater os rebeldes da Casamansa nas últimas duas décadas e meia para agora ser a Guiné-Bissau a assumir esse protagonismo, desafiando Salif Sadio, que nunca aceitou dialogar com Dacar.

Cenário que adquire outra dimensão, quando se sabe que Bissau tem contado nesta operação com o apoio de uma outra facção rebelde da Casamansa: a que é liderada pelo comandante Cesar Badiante.

Prova disso é o facto de as forças de Badiante estarem a colaborar com os militares guineenses estacionados em São Domingos, sob o comando do tenente-coronel António Indjai, responsável pela zona norte.

Ao que o DN apurou, os homens de Cesar Badiante têm servido de pisteiros, orientando os militares da Guiné-Bissau nos seus percursos pela densa floresta da Casamansa.

Apesar disso, esta operação não tem sido fácil para as forças de António Indjai, que viram Salif Sadio minar os acessos ao seu quartel-general, colocando-se numa posição de expectativa, enquanto aguarda pelo assalto das tropas guineenses.

Igualmente cortada está também a estrada que liga São Domingos a Suzana e a Varela, e que se estende em paralelo com a fronteira entre a Guiné-Bissau e o Senegal.

Explicando as razões porque Suzana e Varela ficaram isoladas do resto do país, numa altura em que a situação parece ter acalmado dos dois lados da fronteira.

Neste momento, a única preocupação das autoridades senegalesas incide sobre a situação dos mais de 500 refugiados provenientes de São Domingos e das povoações senegalesas junto à fronteira, que se concentraram em Ziguinchor.

Igualmente preocupada está a representante do Alto-Comissariado da ONU para os Refugiados, Rosaline Idoh, que ontem se reuniu com o governador de Ziguinchor, Leopold Wade, temendo que o conflito possa adquirir novas proporções.  

Fonte: http://dn.sapo.pt/2006/03/21/internacio ... ofens.html
 

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Nuno Bento

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« Responder #1 em: Março 31, 2006, 12:51:32 am »
Duvido um bocado da capacidade operacional do Exercito da Guine Bissau(alias em toda a CPLP so Portugal Brasil e Angola é que na pratica tem exercitos outros tens ums rapazes com umas metralhadorase mta falta de disciplina) para se envolver num conflito
 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #2 em: Março 31, 2006, 11:57:41 am »
Não te esqueças que os tipos têm muitos militares treinados cá em Portugal, inclusiver nas nossas unidades de elite (Fuzos e Comandos, não sei se estiveram na ETAT e no CIOE).
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Rui Elias

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« Responder #3 em: Abril 03, 2006, 10:34:41 am »
É, Nuno:

As tropas da Guiné não são más para o contexto em que se inserem.

Estão bem organizadas, são disciplinadas, tem boa formação militar e em termos de armas, estão ao nível de alguns dos seus vizinhos.
 

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p_shadow

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« Responder #4 em: Abril 04, 2006, 04:49:16 am »
Disciplinadas?! :?


Cumptos
A realidade não alimenta fóruns....
 

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Nuno Bento

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« Responder #5 em: Abril 04, 2006, 06:32:10 am »
Bem eu do exercito da Guine Bissau so conheco as revoltas mas se forem como o de timor que tem 1700 homens dos quais 600 ( um dos 2 batalhões operacionais)se revoltaram e quase fizeram uma guerra civil porque un tenente da sua etnia não foi promovido a Capitão, estão bem entregues
 

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Nuno Bento

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« Responder #6 em: Abril 04, 2006, 06:40:15 am »
Relativamente ao terem treino em Portugal, isso não me diz nada pois a minha experiencia(profissional) diz me que eles vão é de ferias profissionais para Portugal, pouco ou nada aprendem e a avaliação não é feita nos memos moldes da das nossas FAS (tive essa expriencia na Universidade, o pessoal dos Palops que não via um boi daquilo tudo tinha era sempre facilitado para não chumbar) e agora a minha empresa da formação em Timor e os formadores tem indicação para não chumbar ninguem. Assim qualquer um tem cursos, o que não quer dizer que saiba.
 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #7 em: Abril 04, 2006, 11:15:11 am »
Mas estamos a falar de Curso de Comandos e dos Fuzileiros, é arranhar  e mais nada. Eu só tive a experiência de um Comando Angolano em Tancos e ele era extremamente rubusto, por isso não ficava a dever nada a ninguém. Já falei com cadetes da Academia Militar e eles dizem sempre que esse pessoal académicamente é...digamos, muito pobre. No entanto quando vão para as partes práticas (ou seja, mato), mostram um à vontade e uma capacidade geral muito boa.
Em relação à indisciplina...o que é que se pode esperar?!  :twisted:
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Rui Elias

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« Responder #8 em: Abril 05, 2006, 09:23:49 am »
P_Shadow:

Claro que a Guiné-Bissau tem tido ao longo da sua curta história uma série de pronunciamentos e golpes de estaddo.

Mas por "disciplinadas" eu quero dizer que cumprem bem o que as chefias militares lhes ordenam.

E têm sabido manter o Senegal do lado de lá da fronteira, de cada vez que há conflitos na região de Casamansa.

Claro que essa disciplina não se estende relativamente ao poder politico.

O que acontece é que os frágeis poderes politicos também por vezes tentam arregimentar para o seu campo alguns chefes militares.
 

 

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