Sector da Saude - Hospitais, etc..

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Cabeça de Martelo

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Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
« Responder #30 em: Novembro 05, 2010, 12:26:43 pm »
Então diz isso ao governo, é que até agora não permitiram a exploração de crude no Algarve.

 :evil:
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Lusitano89

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Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
« Responder #31 em: Dezembro 12, 2010, 11:26:35 pm »
Pedro Nunes defende "reinvenção" do Serviço Nacional de Saúde


O bastonário da Ordem dos Médicos (OM) considera que a empresarialização dos hospitais foi um erro e defende a «reinvenção do modelo anterior» do Serviço Nacional da Saúde, aproveitando os mecanismos que permitiam que funcionasse bem.

«Esta dita reforma foi meramente um exercício de contabilidade criativa para retirar os hospitais do défice, mas é um verdadeiro erro do ponto de vista organizacional que se vai pagar caríssimo», disse Pedro Nunes em entrevista à agência Lusa, a escassos dias de deixar o cargo, ao qual não se recandidatou.

Para Pedro Nunes, tem de se «reencontrar o que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) tinha de positivo e os mecanismos que permitiam que funcionasse bem». «Esse modelo era bom e nós, em vez de o valorizarmos, estamos a destruí-lo. Temos de reinventar o nosso modelo e repor uma cultura médica e não uma cultura de gestão, porque os doentes não são parafusos, nem porcas», comentou.

Do ponto de vista político, os autores da reforma - Luís Filipe Pereira (PSD) e Correia de Campos (PS) - criaram «um enorme problema ao SNS, com gastos brutais que o tornam verdadeiramente insustentável».

«Quem o fez, fê-lo de uma forma bem intencionada, mas foi um erro e há que repor as vantagens do sistema anterior», que apostava no desenvolvimento profissional dos médicos ao longo da vida, em equipas estáveis e em profissionais dedicados exclusivamente ao serviço público em determinadas áreas.

Para Pedro Nunes, persistir neste modelo vai fazer com que «o SNS passe a ser muito mais caro, muito mais ineficiente e com muito mais risco».

«Muito pior do que errar é persistir no erro até não ter solução», frisou.

Pedro Nunes argumentou que Portugal «não tem capacidade económica para sustentar a resposta solidária», uma vez que «99 por cento dos portugueses não têm capacidade económica de fazer face às suas despesas de saúde se tiverem uma situação grave e prolongada».

Para o bastonário, tem de haver uma «redistribuição baseada na solidariedade coletiva e isso só é possível com um SNS público, que tem de existir, mas tem de ser sustentável».

E para não se gastar dinheiro «inutilmente», o bastonário defende a criação de uma «agência de avaliação de tecnologias», como já existe em Inglaterra e na Dinamarca, que diga quais são as tecnologias úteis e em que condições devem ser utilizadas.

Pedro Nunes referiu-se ainda à formação dos clínicos, área em que identifica «erros muito graves». «Neste momento, temos alunos nas faculdades de medicina que chegam e sobejam para as nossas necessidades», mas «estamos a deixar reformar relativamente cedo» os médicos.

«Quando estes jovens entrarem nos hospitais e centros de saúde para fazerem a sua especialidade, não vão encontrar os mais velhos para os ensinar», disse.

Em contrapartida, há «coisas ridículas», como importar médicos de Cuba, Colômbia e da Ucrânia a que estão a ser atribuídos títulos de formação médica «sem qualquer critério».

«São pessoas que não conhecem a realidade portuguesa e não se vão manter no SNS. Vêm tentar ganhar o mais possível no menos tempo possível e assim que as condições forem melhores vão para outro país», comentou.

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
« Responder #32 em: Dezembro 13, 2010, 11:34:40 pm »
4 candidatos a bastonário com propostas distintas


Os quatro candidatos a bastonário dos médicos - Isabel Caixeiro, José Manuel Silva, Manuel Brito e Jaime Teixeira Mendes - apresentam propostas distintas para a Ordem, mas em comum têm a defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e das carreiras médicas.

O bastonário que for eleito na quarta-feira para o triénio 2011/2014 substituirá Pedro Nunes e dirigirá uma Ordem em que estão inscritos mais de 40 mil médicos.

Isabel Caixeiro, que presidiu nos últimos seis anos à Secção Sul da Ordem dos Médicos (OM), quer “reposicionar os valores da medicina e dos médicos na sociedade em detrimento dos valores económicos que ultimamente têm estado mais em vigor”. Defende ainda carreiras para os médicos mais jovens e a sustentabilidade do SNS, com a OM a colaborar como “parceiro na definição de qual será a melhor maneira para que não sejam feitos cortes cegos que limitem a qualidade dos cuidados”.

Outra proposta desta especialista em medicina geral e familiar é a extinção da Entidade Reguladora da Saúde: "Não tem qualquer utilidade prática” e é “uma má utilização dos dinheiros públicos”, diz.

José Manuel Silva preside à Secção Centro há três anos e candidatou-se por considerar que é preciso “modernizar” a OM.

“Quero uma ordem muito mais interventiva, que seja um parceiro ativo na definição das políticas de saúde, que seja incómoda, que por cada crítica apresente uma proposta construtiva”, diz o professor da Faculdade de Medicina de Coimbra.

O especialista em medicina interna defende um organismo “rigorosamente independente, que se preocupe com o futuro dos médicos, sobretudo os mais jovens, e dos doentes e da qualidade da saúde e da formação pré e pós-graduada”.

“Uma Ordem que se preocupe com o futuro do SNS e o seu enquadramento no sistema nacional de saúde” e que se oponha à “abertura de mais faculdades de medicina”.

O médico diz que se esperam “tempos difíceis” e que a OM precisa de um “líder lúcido, afirmativo, incómodo, exigente, com qualidade e com um percurso profissional que confirme essa qualidade”.

Quanto a Manuel Brito candidata-se por estar “muito desiludido” com a “atitude e desempenho da OM nos últimos anos”.

O cirurgião propõe, assim, um novo ciclo com uma “matriz clara: a OM tem de defender essencialmente e de forma nuclear a medicina das boas práticas, mais humanizada e acessível a todos”.

A instituição, sublinha, tem de defender “um sistema de saúde ao qual todos os portugueses tenham acesso”. Para isso, tem de ser “estruturada, muito mais presente junto dos médicos e das instituições e respeitada pela sociedade e ouvida pelo poder político”.

“No momento que estamos a viver, de cortes na área da saúde, penso que a OM assume um protagonismo fundamental, para que os cortes não sejam cegos”, afirmou.

A candidatura do pediatra Jaime Teixeira Mendes defende a qualidade da medicina, a continuação da defesa das carreiras médicas na perspetiva técnico-científica e a defesa do SNS como “um garante de equidade, um pilar da saúde, e uma referência essencial na formação dos médicos”.

Jaime Mendes garante que a primeira medida que tomará como bastonário será promover uma auditoria externa às contas da Ordem. A segunda será a constituição de uma comissão alargada para a revisão dos estatutos.

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
« Responder #33 em: Janeiro 08, 2011, 04:45:56 pm »
Portugueses vão ter dados clínicos informatizados em 2012


Dentro de dois anos os portugueses deverão ter os seus dados clínicos disponíveis num sistema informático acessível a qualquer profissional de saúde público ou privado, disse hoje à Lusa o coordenador do projecto.

"O que está apontado é que até final de 2012 consigamos ter um conjunto de dados mínimo para cada doente. Algo como os diagnósticos, prescrição, alergias e vacinas, por exemplo", declarou à agência Lusa o coordenador nacional do Registo de Saúde Electrónico, Luís Campos, cuja nomeação foi hoje publicada em Diário da República.

O Registo de Saúde Electrónico pretende ser um serviço informático que terá a informação de saúde essencial de cada cidadão, tornando-a acessível sempre que seja necessário.

Para Luís Campos, este é um investimento "útil" nesta fase da economia portuguesa porque contribui para reduzir a despesa dos serviços de saúde e estimula o sector das empresas dos sistemas de informação.

Apesar de não adiantar estimativas dos montantes a investir, o responsável refere que o projecto terá "um retorno que pode chegar aos 200%".

Além de aproveitar a informatização já feita nos serviços de saúde, o projecto vai permitir, por exemplo, evitar a repetição desnecessária de exames médicos.

Terá ainda, refere Luís Campos, "um enorme impacto na continuidade e melhoria dos cuidados e da segurança dos doentes".

"Uma das grandes vantagens deste projecto é que é nacional e diz respeito a cada um dos 10 milhões de portugueses, independentemente se são tratados no Serviço Nacional de Saúde ou nos privados", adianta o coordenador.

Numa primeira fase, até final de 2012, pretende conseguir-se dar acesso a um conjunto mínimo de dados sobre cada cidadão, mas o projecto vai expandir-se até 2015 e será necessário lançar concursos públicos para a criação de uma plataforma tecnológica.

A confidencialidade e segurança dos dados são preocupações centrais deste projecto, diz Luís Campos, que conta com o apoio da Comissão Nacional de Protecção de Dados.

"Terá um impacto muito positivo ao nível da garantia de confidencialidade de dados e possibilidade de níveis de acesso conforme o perfil de cada profissional", salienta.

Neste momento isso não acontece: "os processos clínicos andam nos hospitais e há muita gente que tem acesso, sem diferenciação", justifica.

Lusa
 

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Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
« Responder #34 em: Janeiro 20, 2011, 10:37:18 pm »
Governo desmente chegada de enfermeiros paquistaneses


O gabinete do primeiro-ministro garante que "o Governo português não estabeleceu com o Governo do Paquistão qualquer acordo para a vinda de enfermeiros paquistaneses" para Portugal.

Numa carta enviada à bastonária da Ordem dos Enfermeiros, a que a agência Lusa teve hoje acesso, o gabinete do primeiro-ministro, José Sócrates, esclarece também que não foi constituído "qualquer grupo de trabalho para esse efeito ou, sequer, para estudar o assunto".

"As notícias veiculadas em Portugal acerca deste assunto tiveram origem na imprensa paquistanesa e não resultam de qualquer nota ou informação veiculadas pelo gabinete do primeiro-ministro", acrescenta a carta dirigida a Maria Augusta de Sousa.

A Associated Press of Pakistan informou na terça-feira passada que o Paquistão e Portugal tinham constituído um grupo de trabalho conjunto para estudar a possibilidade de enviar enfermeiras qualificadas para Portugal.

A decisão teria sido tomada numa reunião entre o Presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, e José Sócrates, à margem da Cimeira Mundial de Energia, que decorreu na capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi.

Na sequência dessa notícia, a Ordem dos Enfermeiros (OE) condenou o "hipotético recrutamento" de enfermeiros paquistaneses para Portugal e solicitou um "esclarecimento urgente" ao primeiro-ministro sobre esta situação.

Em comunicado, a Ordem dos Enfermeiros manifestou “total repúdio sobre a possibilidade de se contratarem enfermeiros paquistaneses para virem trabalhar em Portugal”, considerando ser uma “situação inadmissível”.

Lembrou que, atualmente, “existem em Portugal enfermeiros que se encontram no desemprego devido à não abertura de vagas para serviços de saúde que o Governo sabe – por estudos que o Ministério da Saúde já realizou – estão cronicamente deficitários de cuidados de enfermagem”.

Lusa
 

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Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
« Responder #35 em: Janeiro 21, 2011, 11:59:39 am »
Citação de: "Lusitano89"
Governo desmente chegada de enfermeiros paquistaneses


O gabinete do primeiro-ministro garante que "o Governo português não estabeleceu com o Governo do Paquistão qualquer acordo para a vinda de enfermeiros paquistaneses" para Portugal.

Numa carta enviada à bastonária da Ordem dos Enfermeiros, a que a agência Lusa teve hoje acesso, o gabinete do primeiro-ministro, José Sócrates, esclarece também que não foi constituído "qualquer grupo de trabalho para esse efeito ou, sequer, para estudar o assunto".

"As notícias veiculadas em Portugal acerca deste assunto tiveram origem na imprensa paquistanesa e não resultam de qualquer nota ou informação veiculadas pelo gabinete do primeiro-ministro", acrescenta a carta dirigida a Maria Augusta de Sousa.

A Associated Press of Pakistan informou na terça-feira passada que o Paquistão e Portugal tinham constituído um grupo de trabalho conjunto para estudar a possibilidade de enviar enfermeiras qualificadas para Portugal.

A decisão teria sido tomada numa reunião entre o Presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, e José Sócrates, à margem da Cimeira Mundial de Energia, que decorreu na capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi.

Na sequência dessa notícia, a Ordem dos Enfermeiros (OE) condenou o "hipotético recrutamento" de enfermeiros paquistaneses para Portugal e solicitou um "esclarecimento urgente" ao primeiro-ministro sobre esta situação.

Em comunicado, a Ordem dos Enfermeiros manifestou “total repúdio sobre a possibilidade de se contratarem enfermeiros paquistaneses para virem trabalhar em Portugal”, considerando ser uma “situação inadmissível”.

Lembrou que, atualmente, “existem em Portugal enfermeiros que se encontram no desemprego devido à não abertura de vagas para serviços de saúde que o Governo sabe – por estudos que o Ministério da Saúde já realizou – estão cronicamente deficitários de cuidados de enfermagem”.

Lusa


Quem é que ainda acredita neste governo ? É practicamente impossível !
God and the soldier all men adore
in time of trouble and no more
for when war is over and all things righted
God is neglected and the old soldiers slighted
 

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Lusitano89

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Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
« Responder #36 em: Janeiro 22, 2011, 04:27:50 pm »
Médicos estrangeiros representam 9,3% dos clínicos


O número de clínicos estrangeiros registados em Portugal passou de 3.736 em 2008 para 3.937 em 2010, representando 9,3 por cento da totalidade dos médicos com autorização para exercer no país. A grande maioria é oriunda da União Europeia.

Dados da Ordem dos Médicos (OM) avançados à agência Lusa indicam que em 2008 estavam inscritos 39.473 médicos, dos quais 3.736 eram estrangeiros, número que subiu para 3.842 (de um total de 40.664) em 2009 e para 3.937 (de 42.031 registados) em 2010.

A grande maioria é oriunda de países da União Europeia, principalmente de Espanha, e tem vindo a subir: em 2008 eram 2.355, número que subiu para 2.382 em 2009 e para 2.426 em 2010.

Também o número de médicos brasileiros tem vindo aumentar, passando de 562 em 2008, para 621 em 2009 e 657 em 2010.
O mesmo se passa com os clínicos provenientes da América do Sul: 106 em 2008, 150 em 2010. Este aumento também se deve ao facto de o Ministério da Saúde (MS) estar recorrer a médicos deste continente para suprir a falta de profissionais.

“A contratação de médicos estrangeiros faz parte dessa estratégia e, por isso, estão atualmente em Portugal a exercer a especialidade de medicina geral e familiar médicos provenientes do Uruguai e de Cuba”, afirmou uma fonte do MS à Lusa.

Questionada sobre se está prevista a vinda de mais médicos estrangeiros, a fonte adiantou que, “de acordo com as necessidades evidenciadas, o Ministério da Saúde tem continuado o processo de identificação de médicos, em vários países, não estando, até ao momento, nenhum processo concluído”.

Segundo os dados da OM, são cada vez menos os médicos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) inscritos em Portugal. Em 2008, eram 429, número que desceu para 382 em 2010.

Estavam ainda registados, em 2010, em Portugal 238 médicos de países europeus (fora da UE), cinco africanos, 18 asiáticos, dois australianos e 21 da América do Norte.

Uma fonte da OM explicou que o facto de os médicos estarem registados em Portugal não significa que estejam todos a exercer. Há muitos médicos que se inscrevem para tirar a especialidade e depois regressam ao país de origem, sobretudo os dos PALOP.

O MS tem vindo a desenvolver medidas para colmatar a falta de médicos: aumentou o número de vagas nas universidades de Medicina, criou novos cursos de medicina e construiu mecanismos que permitiram o reingresso, no Serviço Nacional de Saúde, dos médicos reformados ou que pediram a reforma antecipada.

Para o novo bastonário da OM, é preciso “analisar com números onde é que há dificuldades em termos de número de profissionais e como elas podem ser supridas”.

“Eu tenho proposto, e espero que isso aconteça neste novo ciclo da Ordem dos Médicos, que haja uma reunião tripartida entre Governo, a OM e os sindicatos médicos para discutir essas questões”, disse à Lusa José Manuel Silva.

Relativamente à vinda de médicos estrangeiros, o novo bastonário afirmou que não tem nenhuma objeção “desde que se cumpra a legislação em vigor”.

Mas, defendeu, “é necessário que haja uma programação da demografia médica, a médio e a longo prazo, para que não surjam mais estas dificuldades transitórias, que já estão a médio prazo amplamente compensadas pelos excessivos números clausus que já existem neste momento nas faculdades de Medicina”.

Para o novo bastonário, ”é absolutamente determinante, para bem da qualidade e da defesa dos doentes, que haja uma adequação entre o número de médicos e a necessidade para prestar cuidados de saúde à população com qualidade, acessibilidade e rapidez”.

Lusa
 

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Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
« Responder #37 em: Abril 18, 2011, 05:30:39 pm »
Hospitais devem mais de mil milhões de €€€ à indústria farmacêutica



Os hospitais devem à indústria farmacêutica mais de mil milhões de euros e os prazos médios de pagamento são superiores a um ano quando deviam ser de um máximo de três meses, revelou a associação do sector. Segundo o presidente da Apifarma, João Almeida Lopes, a dívida dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde aos laboratórios que fornecem os medicamentos é actualmente de 1.060 milhões de euros. Quanto aos prazos médios de pagamento, situam-se entre os 380 e os 400 dias.

«A indústria encara isto de forma muito preocupada, em certos casos dramática. É uma situação dificilmente compreensível num contexto económico normal. Numa altura de crise financeira é extremamente preocupante, porque os instrumentos que os agentes económicos tinham ao seu dispor para ultrapassar estas dificuldades de falta de pagamento, hoje em dia, com dificuldade de financiamento da banca, tornam-se muito mais complicados», comentou em entrevista à agência Lusa o representante da indústria.

Contudo, João Almeida Lopes rejeita que os laboratórios equacionem ameaçar cortar o fornecimento de medicamentos aos hospitais: «Quando estamos a falar de medicamentos que podem salvar vidas, é difícil pensar em atitudes desse tipo».

Segundo a Apifarma, cerca de 1.500 trabalhadores da indústria farmacêutica em Portugal perderam o emprego no último ano.

Houve ainda duas companhias farmacêuticas estrangeiras que encerraram os seus escritórios em Portugal e outras três ou quatro que passaram a ter mais actividade a partir de Espanha.

Neste momento, os laboratórios farmacêuticos empregam em Portugal cerca de 11 mil pessoas, a maior parte com elevadas qualificações, segundo o presidente da associação da indústria farmacêutica.

João Almeida Lopes estima um decréscimo do mercado em 20 por cento no primeiro trimestre deste ano, que, diz, continuará certamente a ter reflexos nos postos de trabalho.

Lusa
 

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Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
« Responder #38 em: Abril 18, 2011, 09:15:43 pm »
Centros de saúde de Lisboa e Algarve contratam mais de 40 médicos colombianos


Quarenta e dois médicos colombianos começam esta semana a trabalhar em centros de saúde de Lisboa e Vale do Tejo e no Algarve, as áreas com «maior carência» de médicos de família, avançou fonte do Ministério da Saúde. Dados do Ministério da Saúde indicam que a maioria dos médicos (29) fica a exercer nos centros de saúde da região de Lisboa e Vale do Tejo: quatro em Algueirão/Rio de Mouro, três em Odivelas, três em Almada, três em Arco Ribeirinho, três em Seixal/Sesimbra, três em Setúbal/Palmela e três na Amadora.

Dois médicos exercerão actividade em centros de saúde de Sintra, um em Cascais, um em Lisboa Oriental, um em Queluz/Cacém, outro em Lisboa Norte e outro em Oeiras.

Os restantes médicos (13) ficam no Algarve: Cinco em Lagos, três em Portimão, dois em Loulé, dois em Albufeira e um em Silves.

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde adiantou que se trata de «um primeiro grupo de 42 médicos colombianos que foram seleccionados e cuja licenciatura foi reconhecida por uma faculdade de medicina portuguesa e a inscrição aceite na Ordem dos Médicos, num percurso de selecção e verificação das suas capacidades técnicas que foi muito exigente».

Estes 42 profissionais começarão a sua actividade de imediato e com um objectivo: Facilitar o acesso de portugueses que não têm médico de família a cuidados de saúde nos centros de saúde, disse Manuel Pizarro. Adiantou ainda que os clínicos estão distribuídos pelas regiões do país «onde existe hoje uma maior carência de médicos de família».

Manuel Pizarro sublinhou que a contratação destes médicos estrangeiros não representa «qualquer risco de natureza económica»: «Em muitos casos, estes profissionais permitem diminuir a despesa que nós hoje realizamos com horas extraordinárias e com a contratação de prestação de serviços».

«Há aqui até um equilíbrio económico com melhoria das condições de atendimento», frisou.

Segundo o governante, a actividade assistencial destes médicos garantirá, não apenas o acompanhamento regular de famílias e de utentes, mas também, em muitos casos, facilitará a existência de modelos de atendimento nos centros de saúde.

Estes modelos, explicou, «permitirão acorrer a pessoas que não têm médicos de família, com a organização de consultas abertas e outros moldes de atendimento».

O contrato com os clínicos tem a duração de três anos. «É o período que nós estimamos que seja de maior dificuldade», disse, lembrando as medidas tomadas para colmatar a falta de médicos, como o aumento do número de vagas de Medicina de 1.100 para 1.700 ou a criação de novos cursos no Algarve e Aveiro. Recordou ainda que triplicou o número de clínicos que está a fazer a especialização em Medicina Familiar.

Manuel Pizarro avançou que, nas próximas semanas, o programa de recrutamento de médicos no estrangeiro prosseguirá de modo a cumprir o objectivo de «facilitar o acesso das pessoas a cuidados de saúde nos centros de saúde».

«Nós estamos a trabalhar em vários países num processo muito rigoroso e muito exigente de selecção de médicos e iremos dando conta da informação conforme os contractos sejam fechados e as situações estejam completamente regularizadas».

Lusa
 

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« Responder #39 em: Maio 02, 2011, 10:17:17 pm »
Projecto português financiado pela Fundação Bill & Melinda Gates


O investigador João Gonçalves, da Faculdade de Farmácia e do Instituto de Medicina Molecular em Lisboa, acaba de receber um financiamento da Fundação Bill & Melinda Gates para desenvolver nanopartículas com propriedades terapêuticas capazes de eliminar o vírus HIV-1 de indivíduos infectados.

Em entrevista ao Ciência Hoje, o cientista afirmou que o projecto intitulado «Nanotechnology against viral latency: Sensor strategies to eliminate HIV-1 infected cells», escolhido entre os 2500 apresentados para ser financiado pela fundação, na sexta ronda do programa mundial Grand Challenges Exploration, “pretende curar a SIDA”.

De acordo com João Gonçalves, “a latência viral é um processo pelo qual o HIV-1 fica residente nos linfócitos e não se replica activamente. Quando as condições são propícias as células ficam activadas e o vírus replica-se. Estas células são chamadas de santuários do HIV-1 porque o vírus pode ficar ‘escondido’ do sistema imunitário nesses locais durante toda a vida do doente. Desse modo, a SIDA é considerada uma doença incurável porque o vírus não pode ser eliminado do organismo. O projecto propõe alterar esta situação, matando as células que estão infectadas pelo HIV-1 de modo a eliminar o vírus dos doentes infectados. As células que não estão infectadas serão poupadas a esta estratégia”.

Duas estratégias

O projecto utiliza “duas estratégias que podem ser complementares ou actuar de forma independente”, explicou o professor. A primeira inclui “a utilização de nanopartículas ou particulas tipo-vírus com anticorpos à superfície onde é incorporado um plasmideo que codifica o activador viral. Quando este activador viral é expresso vai actuar sobre o promotor do vírus integrado na célula activando a expressão viral. Em resposta, o vírus produz as suas proteínas e estas irão actuar especificamente sobre o promotor do plasmideo terapêutico que induz a expressão de uma toxina, matando as células infectadas. Aquelas células que poderão receber o plasmideo, mas que não tenham o vírus incorporado não serão mortas porque não expressam proteínas virais e deste modo não activam a expressão da toxina”.

A segunda estratégia passa pela “utilização de nanopartículas ou partículas tipo-vírus com anticorpos à superfície onde é incorporado um plasmideo que expressa uma proteína de dedos de zinco construída por nós que reconhece regiões específicas do ADN viral. Quando estas proteínas reconhecem essas sequências conservadas no HIV-1 ligam-se ao ADN e activam uma enzima que vai clivar o pró-farmaco Ganciclovir e matar a célula”. Nesta estratégia, acrescentou, “não é necessário sequer activar o vírus, basta que estas proteínas que actuam como sensores possam detectar a sequência de ADN viral”.

A terapia inovadora foi financiada em cem mil dólares e durará 12 meses. “Está neste momento em desenvolvimento e levará mais um ano até que esteja realizada a primeira parte da validação laboratorial”, adiantou João Gonçalves. “Após esta fase, os resultados serão avaliados e dependendo da sua eficácia, os ensaios in vivo serão financiados pela Fundação Bill and Melinda Gates”, desta vez com um milhão de dólares, explicou.

Para o investigador, “este financiamento permite, em termos práticos, arriscar numa ideia pouco ortodoxa e audaz para a cura de doenças virais e testar, na prática, hipóteses e tecnologias que poderão desenvolver terapêuticas mais eficazes, não só contra vírus mas também contra o cancro”. Mais acrescentou: “Em termos científicos, significa o reconhecimento de uma ideia ambiciosa num campo extremamente competitivo como é o HIV-1”.

Ciência Hoje
 

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Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
« Responder #40 em: Maio 20, 2011, 08:12:12 pm »
Médicos colombianos vão ter o mesmo salário dos portugueses


A ministra da Saúde esclareceu que os médicos colombianos que foram contratados vão receber o mesmo salário dos médicos portugueses, afastando assim os receios da Ordem dos Médicos em relação a salários diferenciados entre os clínicos.
“O valor que vamos pagar aos médicos que vêm é o mesmo valor do dos médicos que fazem 40 horas”, afirmou aos jornalistas Ana Jorge.

A Ordem dos Médicos, citada na edição de hoje do Correio da Manhã, denunciou que a contratação de 82 médicos colombianos representa para o Estado um gasto de 3,2 milhões de euros, mais 1,2 milhões do que os 2,06 milhões pagos ao mesmo número de médicos portugueses com especialidade em medicina familiar.

Segundo a Ordem, os médicos colombianos vão receber um vencimento mensal de 2.800 euros, contra os 1.800 dos portugueses.

A ministra da Saúde adiantou que o facto de existir “tantas reformas antecipadas” entre os médicos portugueses está a contrariar as previsões do Governo de em 2014/2015 ter médicos de família suficientes no país.

“Provavelmente será mais tarde, em 2016 ou 2020, mas eu espero que seja antes, em 2016”, disse.

A ministra falava na quinta-feira à noite na Lourinhã, à margem de uma conferência sobre saúde em que participou como oradora, promovida no âmbito da discussão do Plano Estratégico da Lourinhã.

Há um mês chegou a Portugal um grupo de 42 médicos colombianos e está a prevista a chegada de mais 40 clínicos que serão distribuídos pelas zonas "mais carenciadas" do país, como Lisboa, Alentejo e Centro.

Lusa
 

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« Responder #41 em: Maio 30, 2011, 10:36:49 pm »
Instituto de Investigação e Inovação em Saúde começa a funcionar em 2014


Com a assinatura de um protocolo de co-financiamento deu-se hoje “um passo decisivo” para a concretização do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde - I3S. Envolvendo os institutos IPATIMUP (Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto), INEB (Instituto de Engenharia Biomédica) e IBMC (Instituto de Biologia Molecular e Celular), bem como a Universidade do Porto e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), o consórcio beneficia de fundos comunitários para a construção do seu futuro edifício.

Carlos Lage, presidente da CCDR-N e o reitor da Universidade do Porto (UP) José Marques dos Santos foram os protagonistas da assinatura.

O reitor da UP acredita que em 2014, o edifício do I3S será inaugurado já com todas as suas valências e pronto a funcionar. Com esta assinatura ficam garantidos 17,2 milhões de euros de apoio à construção e instalação do edifício.

Nele vão trabalhar 280 doutorados (60 por cento dos quais se dedicarão exclusivamente à investigação), 250 bolseiros, 100 técnicos e diverso pessoal administrativo.

Carlos Lage acredita que, agora, “o I3S é mais do que um projecto, é uma realização em marcha”, que só foi possível devido ao empenho, em 2007, dos directores dos institutos envolvidos: Mário Leite (INEB), Alexandre Quintanilha (IBMC) e Sobrinho Simões (IPATIMUP).

O projecto, que vai assumir-se como uma nova unidade orgânica da Universidade do Porto, foi “acarinhado a nível central, mas foi realizado a nível regional, o que prova que podem ser tomadas resoluções a este nível”. Lage defende que o I3S vai aumentar a visibilidade da região norte, tanto em Portugal como no estrangeiro.

A instituição será vanguardista a nível tecnológico, utilizando tecnologia emergente nos domínios da genética, imunologia, bio-imagem, bio-materiais, oncobiologia, entre outras. As doenças neurodegenerativas, oncológicas, infecciosas estão na mira das investigações.

Cláudio Sunkel, actual director do IBMC, manifestou a sua satisfação pelos “três anos de união de facto” que se transformaram hoje em “casamento”. Este trabalho de “aproximação entre os institutos foi feito numa altura em que outras estruturas se separam”, referiu. Esta aproximação é importante “devido ao carácter multidisciplinar das ciências através do qual é possível encontrar soluções para o futuro”.

Defendeu também que “o I3S será um instituto inclusivo, um pólo de desenvolvimento onde as três instituições que a compõem não ficarão fechadas em si próprias. Quer ser um sítio de acolhimento, um pólo de mobilidade para os investigadores da Universidade do Porto”.

Por fim, José Marques dos Santos referiu-se à crise (económica), defendendo que este é o “momento ideal para investir, para ajudar o país”. Foi necessária “muita resistência e resiliência, mas quando se acredita a sério num projecto ele acaba por se concretizar”. O reitor acredita que o I3S vai contribuir para o aumento da produção científica do nosso país: “a UP publica 20 por cento dos artigos nacionais em revistas científicas, mas a produção per capita ainda está longe de ser satisfatória”. O I3S é, para Marques dos Santos, mais um passo para se realizar um dos seus objectivos: que a UP se situe entre as melhores universidades do mundo até 2020.

Ciência Hoje
 

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Lusitano89

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Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
« Responder #42 em: Junho 11, 2011, 01:12:09 pm »
Portugal tem reserva de sangue para eventual catástrofe


O Instituto Português de Sangue (IPS) dispõe de uma reserva estratégica nacional que permite acudir a uma eventual catástrofe, disse o presidente do IPS, que não recebeu qualquer alerta sobre a bactéria E.coli. «O país tem uma reserva estratégica que garante as necessidades numa eventual situação de catástrofe», disse apenas o presidente do IPS, Álvaro Beleza, quando questionado sobre o apelo das autoridades de saúde alemãs para que a população dê sangue, na sequência do surto da infecção pela bactéria E.coli.

Portugal não tem qualquer problema de falta de sangue, mas vai promover uma campanha no verão porque precisa investir na renovação dos dadores. Actualmente, os stocks de sangue garantem as necessidades durante uma semana a dez dias, mas é preciso «estar sempre em campanhas de sensibilização» para que nada falhe, disse o responsável.

A Alemanha - o país mais afectado pelas infecções com a bactéria E.coli, com 29 vítimas mortais, tem registado centenas de novos casos nos últimos dias. A maioria dos casos surge no Norte do país.

Lusa
 

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Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
« Responder #43 em: Junho 14, 2011, 12:43:41 pm »
Metade do sangue recolhido em Portugal não é aproveitado


Metade do sangue recolhido em Portugal não é aproveitado pelo facto de não haver uma unidade de processamento de plasma, avança hoje o Jornal de Notícias. Em declarações ao jornal, Joaquim Moreira Alves, presidente da Federação das Associações de Dadores de Sangue, afirmou que já foi reclamado «uma unidade de fraccionamento ou, como esta é muito onerosa, uma solução mais simples, que é um protocolo com um laboratório estrangeiro, para que o plasma exportado regresse sob a forma de medicamentos plasmáticos».

No entanto, há dois meses que nem todo o sangue é desperdiçado. O Instituto Português do Sangue (IPS) processa uma parte e está a preparar-se para fornecer aos hospitais, a partir de Setembro, cerca de 90 mil unidades de plasma inteiro o que vai permitir poupar 18 milhões de euros.

Moreira Alves, vice-presidente da Federação Internacional das Associações de Dadores de Sangue, defende que «devemos apostar no aproveitamento de todo o nosso sangue, que é extraordinariamente seguro», acrescentando que Portugal é o país que «mais evoluiu nos últimos 20 anos».

Apesar desta situação, Portugal é auto-suficiente e tem sangue de qualidade garantido por meio milhão de dadores. Contudo, para manter esta tendência, é necessário manter o ritmo de colheita de 400 mil pessoas por ano.

Lusa
 

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Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
« Responder #44 em: Junho 15, 2011, 05:48:30 pm »
Portugal tem excesso de hospitais e é necessário encerrar alguns
 

O presidente da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) defende que Portugal tem excesso de hospitais e considera que é necessário encerrar algumas unidades sem que se ponha em causa o acesso dos cidadãos aos cuidados.

Segundo Jorge Simões, mais de metade dos 278 concelhos portugueses são abrangidos por mais do que um estabelecimento hospitalar financiado pelo Serviço Nacional de Saúde, o que pode indicar excesso de oferta.

Os dados foram apresentados hoje durante uma conferência em Lisboa, promovida pelo Instituo Nacional de Administração, sobre as medidas acordadas entre o Governo e a troika (constituída pelo Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia).

Para o presidente da ERS, esta é uma "boa ocasião para tomar decisões difíceis", por isso espera que o próximo Executivo tenha coragem.

Apesar de estar convencido que a rede hospitalar é excessiva, Jorge Simões diz que é ainda preciso fazer estudos técnicos caso a caso.

"As pessoas têm de perceber que Portugal está a passar por uma situação de grande dificuldade", alerta o responsável, lembrando que os cidadãos devem compreender que a segurança nos cuidados de saúde è fundamental.

"Não faz sentido ter a 15 minutos de um hospital outro pequeno hospital com um ou dois pediatras ou com um ou dois obstetras e que não dê resposta com qualidade necessária e que crie despesa que não faz sentido", exemplificou, em declarações à agência Lusa.

Na opinião do presidente da ERS, encerrar "meia dúzia de pequeníssimos hospitais não causa problemas graves às pessoas".

Para que isto seja entendido é necessário entrar em conversações com os autarcas das zonas onde haja encerramentos, explicando as razões.

Outra medida defendida por Jorge Simões é a utilização mais eficiente das profissões de saúde, alargando por exemplo as funções dos enfermeiros.

"É necessária uma combinação mais eficiente dos profissionais. Algumas tarefas podem ser exercidas por pessoal não médico sem perda de qualidade", sugere.

Diário Económico
 

 

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