Sector Eléctrico

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ricardonunes

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« Responder #15 em: Setembro 01, 2006, 11:28:40 am »
Tribunal suspende concurso eólico após providência da NEI

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Um juiz do Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa aceitou a providência cautelar interposta pelo consórcio da Iberdrola e da Gamesa no quadro do concurso de atribuição de licenças para potência eólica, confirmou o Diário Digital esta sexta-feira.


Dando provimento a uma «citação urgente» apresentada pela Novas Energias Ibéricas (NEI), o juiz considerou existir matéria razoável para a impugnação e aceitou providência cautelar apresentada pelo consórcio da Iberdrola, segundo resulta de uma consulta regular ao processo.

O consórcio da Iberdrola ainda não obteve qualquer resposta a um recurso que dirigiu ao Governo, mas contando que as partes envolvidas (Ministério da Economia e consórcios Ventiveste e Eólicas de Portugal) estão a ser notificadas pelo tribunal, a eficácia do acto judicial implica que, para já, sejam suspensos todos os procedimentos relativos ao concurso.

A NEI foi excluída de participar na fase A – período de negociação – do concurso de atribuição de potência eólica, segundo resultados anunciados no início de Agosto relativamente ao concurso público internacional para atribuição de uma potência até 1.000 MW de potência eólica.

Há poucos dias, o consórcio que integra, ainda, as empresas portuguesas Visabeira, Alberto Mesquita, Meci e Galucho avançou com o pedido de providência cautelar visando a anulação da decisão do júri do concurso e reclamando a sua readmissão a concurso com base em alegada irregularidade no processo de selecção.


http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_d ... news=71117
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« Responder #16 em: Setembro 02, 2006, 11:20:46 am »
Do JN:

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EDP promete melhores preços


Ricardo David Lopes

A EDP promete preços mais baixos e constantes até ao final de 2007 para os seus clientes residenciais que decidam aderir à marca criada pela empresa para o mercado liberalizado de electricidade, que arranja segunda-feira. Numa primeira fase, as vantagens prometidas pela EDP 5D só estarão à disposição de cerca de 1,5 milhões de clientes - num universo de 5,8 milhões -, número que corresponde aos lares com potências contratadas acima dos 6,9 kVA.

Nos lares com potências inferiores, vai continuar a compensar estar no regime regulado, pelo menos enquanto os preços da produção de energia continuarem em alta, explicou o presidente da empresa, António Mexia.

O "pacote" de preços e serviços com que a EDP Comercial (empresa para o mercado liberalizado) vai arrancar poderá ser "melhorado" à medida que for surgindo concorrência, disse Mexia. É que, para já, os portugueses apenas vão poder optar entre a EDP regulada (EDP Distribuição, que hoje tem o monopólio) e a EDP do mercado (Comercial).

Os potenciais concorrentes, recorde-se - Iberdrola, Sodesa (parceria Sonae-Endesa), Fenosa e Enel Viesgo - optaram por ficar, para já, à margem do processo, alegando não haver margem para concorrer numa altura em que os preços estão em alta. Por outro lado, querem saber qual vai ser o aumento da tarifa em 2007 - sabendo apenas à partida que já não está limitado à taxa de inflação, como até aqui.

Mudança pode compensar

A mudança pode compensar, mas sobretudo para os clientes que optem pela tarifa bi-horária e tenham em casa um quadro com potência mais elevada. Segundo as contas do JN - baseadas em dados da eléctrica e da entidade reguladora da energia (ERSE) - o preço unitário da electricidade (kWh) é entre 4,5 e quase 30 % mais caro no regime liberalizado mas, em compensação, o aluguer do contador pode custar até menos cerca de 14 euros por mês (ver Infográfico).

Na prática, a mudança compensa sobretudo se o cliente conseguir reduzir, ou pelo menos manter, o seu consumo mensal, sendo que a empresa promete aconselhamento com vista à eficiência energética.

No novo "site" da EDP, que estará disponível a partir de segunda-feira, os clientes poderão usar um simulador para saber se a troca compensa. Também na rede de lojas da eléctrica e por telefone é possível pedir simulações.

As ofertas da EDP 5D, explicou o administrador Cruz Morais, pretendem trazer melhorias em cinco dimensões, ou seja, na economia, no conforto, na proximidade, na inovação e no ambiente. Para já, além de garantir preços mais baixos e inalterados até 2008, os argumentos da EDP para segurar clientes dentro do seu universo passam pela oferta de um seguro para reparação de problemas na rede eléctrica ou canalização de gás ou electrodomésticos e, ainda, pela possibilidade de adesão a energia verde.

Neste caso, "o cliente terá a garantia de que a EDP injecta na rede electricidade produzida com base em fontes renováveis equivalente ao seu consumo" anual, disse Cruz Morais. Os clientes liberalizados terão, ainda, uma linha de apoio exclusiva e, em breve, a empresa prepara-se para introduzir a factura electrónica e um sistema de telecontagem.

António Mexia garantiu que a EDP Comercial não vai usar a base de dados da EDP Distribuição (onde estão os nomes de todos os clientes) para captar clientes para o sistema liberalizado, mas sublinhou que também os futuros concorrentes não poderão usar essa informação.  
 
   
 
 

 
 



http://jn.sapo.pt/2006/09/02/economia_e ... recos.html

É só promessas..................
"Há vários tipos de Estado,  o Estado comunista, o Estado Capitalista! E há o Estado a que chegámos!" - Salgueiro Maia
 

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Get_It

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N: « Portugal to sign deal on huge hydroelectric project...»
« Responder #17 em: Outubro 27, 2006, 03:52:37 am »
Citação de: "Associated Press"
Portugal to sign deal on huge hydroelectric project with Mozambique
October 26, 2006

LISBON, Portugal - Portugal is selling to Mozambique most of its 82 percent stake in the huge Cahora Bassa hydroelectric power facility in the Southeast African country, the government said Thursday.
 
Finance Minister Fernando Teixeira dos Santos said Portugal would collect US€950 million (€750 million) from the sale of its part of southern Africa's largest hydropower project.
 
Portugal will keep a 15 percent stake in Cahora Bassa, he said, though it planned to sell off another 10 percent at a later stage to an investor that would be proposed by the Mozambican government.
 
Prime Minister Jose Socrates is to sign the agreement with the Mozambican government, which currently owns the other 18 percent of the dam and hydroelectric facility, during an official visit to Maputo next week, Teixeira dos Santos said.
 
Most of the electricity generated by Cahora Bassa, which is located on the Zambezi River in western Mozambique, is sold to South Africa. Cahora Bassa transmits about 1,920 megawatts of power but has plans to almost double its output by 2008.
 
The agreement ended decades of dispute between Portugal and its former colony over the company, called Hidroelectrica Cahora Bassa.
 
The central disagreement was over the handling of the company's estimated US$2.2 billion (€1.7 billion) debts to Portugal.
 
Mozambican authorities argued they had not guaranteed the debt and therefore should not be liable for the payments.
 
Portugal helped build Cahora Bassa during the 1970s when Mozambique was still a Portuguese colony.
 
Long stretches of the power transmission lines were sabotaged during 16 years of civil war which ended in 1992.

fonte: http://www.iht.com/articles/ap/2006/10/26/business/EU_FIN_COM_Portugal_Mozambique.php


Cumprimentos,
:snip: :snip: :Tanque:
 

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TOMKAT

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« Responder #18 em: Outubro 27, 2006, 04:00:20 pm »
A mesma notícia postada pelo Get_It, vinda de outra fonte, com algumas diferenças (sem significado) no conteúdo e algumas informações adiccionais.

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750 ME contabilizados como receita de privatização

Portugal vai receber 950 milhões de dólares (cerca de 750 milhões de euros) de Moçambique pela venda da maioria do capital da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), que serão contabilizados como receita de privatização, anunciou esta quinta-feira o ministro das Finanças.

Fernando Teixeira dos Santos, que falava após a reunião do conselho de ministros, explicou que esta «será uma operação como as demais operações de privatização, cuja receita será contabilizada como receita de privatização e, portanto, permitirá uma redução do stock da dívida do Estado Português».

«Os 950 milhões de dólares serão contabilizados como receita de privatização e, portanto, vão reduzir a dívida pública em idêntico montante», especificou o ministro, explicando que essa redução vai ter efeitos em 2007.

Quanto ao montante do perdão da dívida inerente a esta operação, o ministro das Finanças afirmou não dispor, no momento, desse valor, mas explicou que não terá impacto no défice.

«De acordo com as regras contabilísticas a nível europeu a existência de um perdão de dívida inerente a esta operação não terá impacto em termos de défice pois será tratado como operação de privatização», explicou.

O acordo, que dominou hoje a reunião de conselho de ministros, estava condicionado pela «garantia de que a operação de transmissão não teria implicações sobre as contas públicas portuguesas no sentido de comprometer a prossecução dos objectivos de consolidação orçamental no âmbito do Pacto de Estabilidade e Crescimento», afirmou o ministro.

Teixeira dos Santos explicou que nos últimos meses foi clarificada «a forma de contabilização desta operação nas contas nacionais, estando criadas as condições para que a operação seja efectuada sem qualquer impacto no défice público».

O acordo prevê que Portugal reduza a sua participação da HCB dos actuais 82 por cento para 15 por cento e que o Estado moçambicano aumente a sua participação de 18 para 85 por cento.

Moçambique poderá ainda solicitar ao Governo português a cedência de mais 5 por cento.

Teixeira dos Santos explicou que Portugal se comprometeu a alienar «em condições de mercado» mais 5 por cento do capital da HCB a uma entidade que seja indicada pelo Estado de Moçambique.

«Podemos baixar [a participação] de 15 para 10 por cento, mas o Estado pretende manter essa posição no âmbito de uma manutenção técnica e estratégica», afirmou.

Segundo o ministro o Estado português tem todo o interesse em manter esta parceria com Moçambique «no âmbito de outros projectos estratégicos e não só».

O ministro das Finanças reconheceu que o Estado português nunca irá recuperar tudo o que foi investido na HCB.

Relativamente ao perdão da dívida, afirmou que mais importante do que essa questão, «trata-se de eliminar um peso, um custo financeiro elevado, do passado, e justificado por circunstâncias históricas».

http://tsf.sapo.pt/online/economia/interior.asp?id_artigo=TSF174697



Resta dizer que os 750 milhões de euros não cobrem metade do investimento português em Cahora Bassa, logo haverá um prejuízo de cerca de 1000 milhões de euros neste "negócio", prejuízo esse que, segundo alguns economistas de renome "cá do burgo" poderá vir a afectar o défice deste ou do próximo ano, apesar de no imediato, poder haver algum benifício indirecto com a concretização deste negócio, devido à amortização da dívida pública, e redução dos juros, a pagar entretanto.

Onde vai ser encaixado esse saldo negativo para não ter impacto no défice?
Afinal sempre são 1000 milhões de euros....
IMPROVISAR, LUSITANA PAIXÃO.....
ALEA JACTA EST.....
«O meu ideal político é a democracia, para que cada homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado»... Albert Einstein
 

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Marauder

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« Responder #19 em: Outubro 28, 2006, 04:38:51 am »
Citação de: "TOMKAT"
Resta dizer que os 750 milhões de euros não cobrem metade do investimento português em Cahora Bassa, logo haverá um prejuízo de cerca de 1000 milhões de euros neste "negócio", prejuízo esse que, segundo alguns economistas de renome "cá do burgo" poderá vir a afectar o défice deste ou do próximo ano, apesar de no imediato, poder haver algum benifício indirecto com a concretização deste negócio, devido à amortização da dívida pública, e redução dos juros, a pagar entretanto.

Onde vai ser encaixado esse saldo negativo para não ter impacto no défice?
Afinal sempre são 1000 milhões de euros....


??? Como assim?

Como deves imaginar, o dinheiro usado para a construção de Cahora Bassa já saiu de Portugal à muito tempo, não do OE 2007, logo é impossivel afectar o deficit.

Poderá dizer-se que, no final de contas, terá um impacto negativo na despesa pública, mas entre receber esse valor ou não receber nada (como é normal em alguns processos de independencia) é bem melhor do que nada. Penso que a situação ideal de Mozambique era não pagarem nada, mas devido aos altos montantes investidos, o Estado Português não quis perdoar essa dívida.

Entra como receitas extraordinárias....quando o estado vende imoveis ou empresas publicas, se vender abaixo do preço de mercado ou do valor que está avaliado, não terá efeito negativo no déficit, pelo menos nunca ouvi falar tal coisa.

O deficit é o que resulta do confronto das entradas e das saídas. Temos activos que saiem a troco de dinheiro..

Se puderes, mete as entrevistas desses burgueses então, s.f.f., pode ser que eu aprenda qualquer coisa nova que me tenha escapado até agora :wink:
 

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TOMKAT

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« Responder #20 em: Outubro 29, 2006, 01:10:40 am »
Citação de: "Marauder"
Citação de: "TOMKAT"
Resta dizer que os 750 milhões de euros não cobrem metade do investimento português em Cahora Bassa, logo haverá um prejuízo de cerca de 1000 milhões de euros neste "negócio", prejuízo esse que, segundo alguns economistas de renome "cá do burgo" poderá vir a afectar o défice deste ou do próximo ano, apesar de no imediato, poder haver algum benifício indirecto com a concretização deste negócio, devido à amortização da dívida pública, e redução dos juros, a pagar entretanto.

Onde vai ser encaixado esse saldo negativo para não ter impacto no défice?
Afinal sempre são 1000 milhões de euros....

??? Como assim?

Como deves imaginar, o dinheiro usado para a construção de Cahora Bassa já saiu de Portugal à muito tempo, não do OE 2007, logo é impossivel afectar o deficit.


Não sou especialista em economia, ... longe disso, mas pelo que me foi dado a entender dos comentários dos ditos economistas (um deles Nicolau Santos), o orçamento de um país rege-se por princípios básicos idênticos aos utilizados por qualquer empresa.... equilíbrio entre Activos e Passivos, e Cahora Bassa era um activo do Estado português, com uma determinada avaliação. Vendido esse activo a menos de metade do valor da avaliação, haverá sempre um prejuízo que terá que ser contabilizado de alguma maneira.

Tavez por isso esta declaração do ministro...
Citar
Teixeira dos Santos explicou que nos últimos meses foi clarificada «a forma de contabilização desta operação nas contas nacionais, estando criadas as condições para que a operação seja efectuada sem qualquer impacto no défice público».


Mas como leigo no assunto, posso estar enganado... :?
IMPROVISAR, LUSITANA PAIXÃO.....
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Marauder

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« Responder #21 em: Outubro 29, 2006, 11:57:35 am »
Hum..pois..eu é que estava a ser muito simplista (também não domino economia :wink: )

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De acordo com as regras do Sistema Europeu de Contas, os perdões de dívida efectuados por um Estado têm de ser contabilizados como transferência de capital, provocando, por isso, um agravamento do défice. No entanto, foi introduzida uma excepção para as situações em que se verifica "a anulação e assunção pela administração pública de dívidas de uma empresa pública como parte de um processo de privatização". O Governo português está a contar com esta excepção para evitar que a operação tenha efeitos no défice.


de:
http://dn.sapo.pt/2006/02/23/economia/e ... rtugu.html
Notícia de Fevereiro

Entretanto...
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/ ... 03176.html

Ou seja, com a luz verde do Eurostat, essa hipótese já não acontecerá.
 

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ricardonunes

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« Responder #22 em: Janeiro 16, 2007, 10:44:59 am »
Tejo Energia apresentou projectos de mais de 500 milhões para Abrantes


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A Tejo Energia apresentou ontem, em Abrantes, investimentos de mais de 520 milhões de euros que a empresa irá desenvolver naquele concelho. Neste montante incluem-se o projecto de 170 milhões de euros para reduzir as emissões de CO da central a carvão - já existente no concelho - e o da nova central de ciclo combinado a gás natural que deverá começar a ser construída ainda este ano, para estar em funcionamento no primeiro semestre de 2009. Este último projecto poderá representar um investimento entre 350 e 400 milhões de euros.

Ambos são projectos já conhecidos. O primeiro foi apresentado no ano passado e já está em marcha. O segundo faz parte da lista de centrais de ciclo combinado a cujo arranque a Direcção-Geral de Geologia e Energia deu parecer favorável em 2006.

"Mas era importante dá-los a conhecer à comunidade local", disse o presidente da autarquia, Nelson Marques de Carvalho.

Assim, o congr esso "Cidadania, Inovação e Desenvolvimento", organizado pela Câmara de Abrantes, foi a oportunidade ideal para o fazer.

Em declarações ao DN, antes da referida apresentação , que ocorreu depois da hora do fecho desta edição, Nelson Carvalho disse que se trata "de dois projectos importantes para o País e para a região". O primeiro porque "é um contributo para a redução de gases poluentes para a atmosfera, podendo assim melhorar o ambiente"; o segundo porque "se trata de uma central a gás, logo menos poluente do que a de carvão e que vem gerar emprego para região, tanto na fase de construção como depois de concluída", adiantou . O autarca faz ainda questão de sublinhar que a Tejo Energia já é um dos maiores contribuintes do concelho de Abrantes e será ainda muito mais com os dois grupos geradores a gás. Da Tejo Energia não foi possível obter qualquer declaração até ao fecho desta edição.


DN
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Lancero

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« Responder #23 em: Fevereiro 09, 2007, 05:13:45 pm »
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Energia: Portugal é o nono país com maior produção instalada de energia eólica

Lisboa, 09 Fev (Lusa) - Portugal ocupa o nono lugar no ranking dos países com maior capacidade de produção instalada de energia eólica, um sector que cresceu 32 por cento nos mercados globais em 2006, divulgou hoje a associação do sector.

      Portugal tem uma capacidade instalada de 1,716 megawatts (MW), correspondente a 2,3 por cento do mercado mundial, de acordo com o relatório de 2006 do Global Wind Energy Council (GWEC), cujos dados foram hoje divulgados pela APREN - Associação Portuguesa de Produtores Independentes de Energia Eléctrica de Fontes Renováveis.

      Os países com as maiores capacidades de produção instaladas são a Alemanha (20,621 megawatts), Espanha (11,615 MW), os Estados Unidos (11,603 MW), a Índia (6,270 MW) e a Dinamarca (3,136 MW).

      Em termos de nova capacidade instalada no ano passado, os Estados Unidos continuam a liderar com 2,454 MW, seguidos da Alemanha, Índia, Espanha, China, França, Canadá e Portugal, que tem 694 MW.

      Os dados do GWEC, que abrangem os desenvolvimentos em matéria de energia em mais de 70 países em todo o mundo, incluindo Portugal, evidenciam que durante o ano foi instalada uma potência 15,197 MW, elevando a capacidade total instalada de energia eólica para 72,223 MW, em comparação com os 59,091 MW de 2005.
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

Respeito
 

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comanche

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« Responder #24 em: Outubro 04, 2007, 12:27:30 pm »
Energia: Aposta nos recursos hídricos é vital para a independência nacional - Sócrates



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Lisboa, 04 Out (Lusa) - O primeiro-ministro fez hoje uma defesa veemente do novo Plano Nacional de Barragens, até 2020, alegando que o desaproveitamento do potencial hídrico ameaça a autonomia e torna Portugal mais dependente do exterior em termos energéticos.

José Sócrates falava no Museu da Água, em Lisboa, na apresentação do Plano Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hídrico, numa cerimónia em que também discursaram os ministros da Economia, Manuel Pinho, e do Ambiente.

O plano tem como meta que Portugal atinja em 2020 uma capacidade hidroeléctrica superior a sete mil megawatts e em que os novos aproveitamentos hidroeléctricos a implementar assegurem valores de potencia instalada adicional na ordem dos dois mil megawatts.

Ao nível energético, o primeiro-ministro sustentou que falta a Portugal "apenas cinco por cento em definição estratégica, mas 95 por cento em termos de execução".

"Este plano representa acção, decisão e visão de médio e longo prazo. Mostra que Portugal quer aproveitar o seu potencial hidroeléctrico", disse.

José Sócrates dramatizou depois eventuais consequências se Portugal optar por "continuar a desaproveitar o seu potencial hídrico" ao nível energético.

"Isso coloca em causa a nossa autonomia e torna o país mais vulnerável perante o exterior em termos energéticos", advertiu, antes de se referir a um dos principais eixos políticos do plano.

"Precisamos de assegurar que, a médio e longo prazo, Portugal seja mais livre e uma nação menos dependente", frisou, antes de fazer uma alusão aos objectivos do plano em termos ambientais.

"Portugal precisa de cumprir os seus compromissos internacionais em matéria de redução de emissões e de aposta nas energias renováveis, em que se encontra já no pelotão da frente da União Europeia", disse.

José Sócrates fez ainda questão de frisar que o plano nacional de barragens "resulta pela primeira vez de uma avaliação ambiental estratégica" e "inaugura uma nova fase ao nível do planeamento hídrico".

Na sua intervenção, o primeiro-ministro referiu-se também à linha estratégica do executivo em matéria energética.

"A nossa aposta na energia eólica só faz sentido se for considerada como um complemento da aposta no aproveitamento dos recursos hídricos", sustentou.

 

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comanche

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« Responder #25 em: Outubro 04, 2007, 03:52:04 pm »
Barragens: Presidente da Câmara de Seia valoriza investimento que é concretização de "sonho antigo"



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Seia, Guarda, 04 Out (Lusa) - O presidente da Câmara de Seia, Eduardo Brito, considerou hoje que a barragem de Girabolhos, a construir no rio Mondego, será uma mais-valia para o futuro do concelho e representa a concretização de um desejo antigo das populações.

A barragem de Girabolhos faz parte do plano nacional de barragens hoje anunciado pelo Governo para cumprir o objectivo de aumentar a produção de electricidade em Portugal até 7.000 Megawatts e elevar o aproveitamento hidrológico para 70 por cento da capacidade do país.

O autarca socialista Eduardo Brito, disse à Agência Lusa que recebeu a notícia "com enorme agrado, porque esta barragem faz parte da memória de muita gente das três últimas gerações e isso enche-nos de grande satisfação".

Adiantou que ao longo dos anos, enquanto autarca, tem "sensibilizado o poder politico para que este velho desejo se pudesse concretizar", considerando que o anúncio hoje feito "é um sinal muito positivo, que vem de encontro às nossas expectativas".

Eduardo Brito espera que o investimento se concretize a curto prazo "porque o rio Mondego [na zona de Girabolhos] tem enormes potencialidades" que poderão ser rentabilizadas.

"De um investimento desta natureza resultam sempre mais-valias. O impacto maior será durante a construção, com a criação de muitos postos de trabalho, mas também no futuro, haverá efeitos directos e indirectos na economia local", admitiu.

O presidente da Câmara de Seia garante que irá "esperar para ver como é a barragem" projectada para Girabolhos, mas assinala que a autarquia "não deixará de pensar em tirar proveito de um lençol de água de grandes dimensões".

"Não deixaremos de tirar proveito num sector como o turismo", admitiu o autarca, que também coloca a possibilidade de resultarem benefícios para a agricultura "uma área que também pode ser pensada".

Eduardo Brito afirma que "ainda é cedo" para referir que tipo de potencialidades poderão ser rentabilizadas com a futura barragem, apontando que neste momento "o mais importante é que apareça alguém, para a construir".

"Que se construa e, depois, veremos o que poderá ser feito para além do aproveitamento da energia", frisou.

O investimento também é valorizado pelo presidente da direcção da Associação Comercial do Concelho de Seia, Moisés Cainé, ao admitir que "é de muito interesse para a região".

"Tudo o que traga desenvolvimento e mais valias para o concelho em termos de projectos, é bem-vindo", disse o dirigente à Agência Lusa.

Moisés Cine salientou ainda que a instituição que dirige, valoriza "todos os projectos que possam trazer mais gente para Seia, venham eles da área dos privados ou do Estado".

Já o presidente da Associação Distrital de Agricultores da Guarda (ADAG), António Machado, disse que desconhece a intenção do Governo e o projecto, daí que não tenha "opinião formada" para se poder manifestar em termos concretos.

Contudo, o representante dos agricultores admitiu que o projecto será uma mais valia para a região "se for para servir a agricultura e o povo em geral".

"Espero que esta barragem não vá servir, novamente, os grandes senhores e que o povo tenha que pagar a maior quota e não usufruir desta regalia", sustentou, António Machado, que desejou que o investimento previsto para o concelho de Seia também possa ter fins agrícolas.

Segundo o sumário executivo do plano nacional de barragens com elevado potencial hidroeléctrico, o investimento de Girabolhos - freguesia que dista cerca de 15 quilómetros da sede de concelho e possui cerca de 800 habitantes -, ronda os 102 milhões de euros e terá uma capacidade instalada de produção de 72 Megawatts.

O ministro da Economia apresentou hoje as localizações para 10 novas barragens, para cumprir o objectivo de aumentar a produção de electricidade em Portugal até 7.000 Megawatts e elevar o aproveitamento hidrológico para 70 por cento da capacidade do país.

O plano nacional de barragens com elevado potencial hidroeléctrico aponta como localizações Padroselos, Vidago, Daivões, Gouvães, Fridão, Foz-Tua, Pinhosão, Girabolhos, Alvito e Almourol.

Este programa vai estar em discussão pública durante um mês, até Novembro, altura em que será consolidado.

Manuel Pinho afirmou que com as novas barragens "vamos conseguir produzir energia mais barata", enquanto que o ministro do Ambiente, Nunes Correia, sublinhou que com este plano, não se pretende fazer "business as usual", mas a "inaugurar uma nova abordagem de planeamento hidráulico".

"Não há novidade nestas localizações, mas na forma como foram seleccionadas", afirmou Nunes Correia.

Na selecção e análise que se fez dos 25 locais com potencial de implantação, o ministro do Ambiente frisou que a questão ambiental foi "decisiva para a escolha", tendo constituído "o cerne do processo de decisão".

 

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comanche

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« Responder #26 em: Outubro 10, 2007, 12:49:25 pm »
Energia: Cinco centrais solares começam a ser construídas sexta-feira em Ferreira do Alentejo

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Ferreira do Alentejo, Beja, 10 Out (Lusa) - Uma empresa portuguesa de energias renováveis começa a construir sexta-feira cinco centrais solares em Ferreira do Alentejo, num investimento de 7,5 milhões de euros para produzir energia "limpa" para a rede eléctrica nacional nos próximos 20 anos.

Em declarações à agência Lusa, Iolanda Sousa, da Net Plan, adiantou hoje que o início da construção das centrais com o "lançamento da primeira pedra" está marcado para as 10:00, num terreno de cinco hectares próximo da localidade de Abegoaria, naquele concelho do distrito de Beja.

Um dia antes, quinta-feira, o projecto vai ser apresentado durante as primeiras Jornadas Ambientais do Concelho de Ferreira do Alentejo, dedicadas às energias renováveis e que vão decorrer no Centro Cultural Manuel da Fonseca.

A instalação das cinco centrais, com 43 mil painéis fotovoltaicos e uma potência total de 1.800 megawatts (MW), vai decorrer "até meados de 2008", altura em que deverão começar a funcionar em pleno, acrescentou a responsável.

No entanto, previu, "as primeiras duas centrais deverão estar instaladas e começar a produzir e a injectar energia na rede eléctrica nacional até ao final deste ano".

Com base numa tarifa de cerca de 0,31 euros por kilowatt/hora (kWh), acrescentou Iolanda Sousa, as centrais vão vender energia à rede eléctrica nacional durante os próximos 20 anos.

Sem custos de fuel ou emissões, as centrais irão produzir anualmente cerca de 3.000 megawatts/hora (MWh) de energia e evitar a emissão de 2.400 toneladas de gases de efeito de estufa (CO2).

Com um investimento global previsto de 7,5 milhões de euros, o projecto prevê criar 110 postos de trabalho directos, a maior parte dos quais na fase de instalação, disse Iolanda Sousa, admitindo que irão ser criados 10 postos de trabalho permanentes, sobretudo nos serviços de manutenção.

Os painéis solares das cinco centrais vão ser construídos por uma fábrica instalada em Oliveira do Bairro (Aveiro) e propriedade da empresa Solar Plus, da qual a Net Plan é um dos accionistas portugueses.

As primeiras duas das cinco centrais deviam ter começado a ser construídas em Abril deste ano e já deveriam estar a produzir energia, lembrou a responsável, lamentando o atraso causado pelas "várias alterações à legislação que define as tarifas".

No início, lembrou Iolanda Sousa, a Net Plan tinha previsto investir 8,8 milhões de euros no projecto com base numa tarifa de 0,38 euros por kWh, mas a alteração deste valor para 0,31 euros por kWh "obrigou a empresa a redefinir o projecto para optimizar o investimento", que desceu para 7,5 milhões de euros.

Rui Silva, outro dos responsáveis pelo projecto, explicou à Lusa que a Net Plan escolheu construir as cinco centrais no concelho de Ferreira do Alentejo devido às suas "condições solares ideais" e à disponibilidade de interligação à rede eléctrica nacional.

"As cinco centrais, com mais-valias económicas, ambientais e sociais, vão colocar Ferreira do Alentejo na vanguarda dos concelhos amigos do ambiente", defendeu.

O projecto de Ferreira do Alentejo será o terceiro do género a entrar em funcionamento no Baixo Alentejo, depois da Central Solar de Serpa, que começou a produzir energia em pleno no final de Março, e de um parque solar em Almodôvar, actualmente em construção e que deverá começar a funcionar em pleno em Dezembro.

Além destes projectos, está também projectada a construção de uma outra central solar fotovoltaica no concelho de Moura, que será a maior do mundo, com uma capacidade instalada de 62 MW.

 

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Luso

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« Responder #27 em: Outubro 10, 2007, 09:14:53 pm »
Lá vem o chato do Luso...

O “estranho” mundo das energias

Mas apesar de mais de 10% do mercado português ser abastecido por energia mais barata com origem em Espanha, isso não se está a reflectir na descida dos preços no mercado grossista do lado de cá.

Quem está a ganhar com esta diferença são as centrais espanholas, que conseguem vender energia para Portugal, com custos mais baixos e que recebem o preço pago no mercado nacional. (dn)


http://classepolitica.blogspot.com/
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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comanche

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« Responder #28 em: Outubro 23, 2007, 12:59:11 pm »
Energia: EDIA e EDP assinam contrato por 35 anos para exploração das barragens do Alqueva e do Pedrogão



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Lisboa, 23 Out (Lusa) - A EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva e a EDP assinam quarta-feira o contrato que regulará por 35 anos as condições de exploração das barragens do Alqueva e do Pedrógão, anunciou hoje o Ministério da Agricultura.

"O contrato agora assinado define as condições que regularão a exploração hidroeléctrica de Alqueva e Pedrógão para os próximos 35 anos", refere o Ministério da Agricultura em comunicado.

"O presente acordo, põe fim a mais de 12 anos de negociações com vista à exploração da capacidade hidroeléctrica associada às barragens de Alqueva e Pedrógão, permitindo à EDIA dar um importante passo na dinamização do regadio, ao mesmo tempo que reforça a sua sustentabilidade económica a longo prazo", acrescenta.

A fórmula encontrada para a sub-concessão hidroeléctrica de Alqueva e Pedrógão, permitirá, segundo o Ministério da Agricultura, uma exploração mais eficaz da componente hidroeléctrica do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva.

Segundo o ministério, a fórmula de sub-concessão irá contribuir para o desenvolvimento da região ao mesmo tempo que permitirá ao Governo o cumprir as metas traçadas em matéria de reforço da componente de energia hídrica no conjunto das energias renováveis.

 

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comanche

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« Responder #29 em: Dezembro 08, 2007, 01:00:36 pm »
Governo aprova Programa Nacional de Barragens para a construção de 10 barragens

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Lisboa, 07 Dez (Lusa) - O governo aprovou hoje a versão final do Programa Nacional de Barragens, mantendo a opção de construir as 10 barragens inicialmente anunciadas e prevendo o início dos trabalhos em Foz Tua dentro de um ano.

As barragens aprovadas depois de concluído o processo de consulta pública são: Foz Tua, no rio Tua, Vidago, no rio Tâmega, e Pinhosão, no rio Vouga, Padroselos, Daivões, Gouvães, Fridão, Girabolhos, Alvito e Almourol.

O ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, anunciou que todas as barragems serão alvo de um concurso público, mas que o processo de construção de Foz Tua será feito ao abrigo de um concurso simplificado que dá preferência à primeira entidade que manifestou interessa na construção desta barragem.

A sua construção deverá iniciar-se dentro de 12 meses.

O Plano Nacional de Barragens que foi hoje apresentado vai implicar um investimento total de 1.140 milhões de euros e aumentar a capacidade hídrica instalada no país em mais 1.100 megawatts (MW).

 

 

Sector público nacional melhorou nos anos 90

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