Sector Ferroviário

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Lusitano89

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Re: Sector Ferroviário
« Responder #15 em: Março 15, 2018, 01:37:23 pm »
Utentes dos comboios insatisfeitos com serviços urbanos, suburbanos e regionais


Os utentes dos comboios estão mais insatisfeitos com os serviços urbanos, suburbanos e regionais, elogiando sobretudo os de longo curso, segundo uma consulta da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) aos utilizadores dos serviços ferroviários.

O inquérito da AMT, divulgado hoje, revelou que nos serviços urbanos e suburbanos de passageiros houve 50% de repostas insatisfatórias e 50% satisfatórias, com uma maioria a referir que a qualidade se manteve inalterada nos últimos dois anos.

“A insatisfação quanto aos serviços urbanos e suburbanos é mais elevada nas linhas de Sintra e Cascais”, segundo o documento, que indicou que o maior grau de insatisfação se relacionou com a “acessibilidade e assistência a utilizadores com deficiência e/ou mobilidade reduzida”.

Na lista de insatisfações também entram críticas à informação disponibilizada, tratamento de reclamações, situações de atrasos e perturbações nos serviços, supressão de horários e percursos, cancelamentos e facilidade na saída do comboio.

Nota mais positiva tiveram os preços, forma de compra de títulos, estações de comboio e “outras infraestruturas de apoio”.

Já o nível de satisfação surge em 70% nas avaliações feitas nos serviços de longo curso, regionais e internacionais, enquanto 73% refere que o nível de serviço se manteve nos últimos dois anos.

“O serviço regional é considerado o mais insatisfatório, em especial nas linhas do Oeste, da Beira Alta, do Algarve e do Douro”, já a “satisfação é mais elevada com os serviços alfa e internacionais, obtendo os serviços regionais uma avaliação menos satisfatória”, concluiu.

No geral dos serviços de passageiros, os ‘chumbos’ ocorrem sobretudo nas questões sobre informação disponibilizada, tratamento de situações de atraso ou perturbação dos serviços e com a acessibilidade e assistência a utilizadores com deficiência e/ou mobilidade reduzida.

Notas mais positivas recebem a duração da viagem e disponibilidade da tripulação.

As empresas utilizadoras dos serviços ferroviários de transporte de mercadorias manifestaram uma “perceção satisfatória quanto à qualidade dos serviços (76%), possuindo as associações empresariais uma perspetiva menos positiva (50%).

O preço é o mais criticado, enquanto a satisfação com a duração do transporte e com a proteção das mercadorias transportadas é elevada.

Face a estas conclusões, a AMT avançou um plano de ações, que inclui, quanto a transporte de passageiros, divulgação de informação aos utentes, como a respeitante aos seus direitos, acompanhamento da contratualização de serviços públicos de transporte de passageiros e a implementação do Regime Jurídico do Serviço Público do Transporte de Passageiros.

A nível do serviço ferroviário de transporte de mercadorias, e estando a prestação destes serviços liberalizada, a AMT recordou o seu papel no acompanhamento e monitorização do mercado.

Quanto à infraestrutura ferroviária, a AMT referiu, por exemplo, o “acompanhamento do ponto da situação quanto ao investimento na infraestrutura ferroviário e da sua gestão operacional, incluindo a definição e aprovação das tarifas e condições de utilização da infraestrutura”.

Neste relatório datado de março, a AMT nota que os dados “refletem a perceção dos utilizadores e representantes dos utilizadores quanto ao mercado, não representando necessariamente toda a realidade existente”.

Conforme previsto na lei, a AMT deve consultar periodicamente, pelo menos de dois em dois anos, “os representantes dos utilizadores de serviços ferroviários de mercadorias de passageiros, a fim de ter em conta as suas opiniões sobre o mercado ferroviário”.

Assim, foi enviado o questionário a seis associações de consumidores e a 39 associações que representam pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida (ADMR). “Foi também dada a possibilidade de participação à Direção Geral do Consumidor, ao Instituto Nacional para a Reabilitação, ao Provedor de Justiça, assim como a centros de arbitragem e centros de informação autárquicos ao consumidor”.

Foram recebidas no total 12 respostas com a seguinte composição: seis ADMR, quatro associações de consumidores e duas entidades que representam consumidores e os seus interesses.

Quanto a serviços ferroviários de transporte de mercadorias, foi remetido o questionário a 35 empresas utilizadoras dos serviços e obtida resposta por parte de 21 empresas. Foram ainda recebidas oito respostas das 77 associações empresariais contactadas.

“Foi também disponibilizada a possibilidade dos seus associados participarem diretamente na consulta, tendo uma empresa concretizado esse interesse. Contabilizou-se assim um total de 22 empresas respondentes”, precisou ainda a AMT.


>>>>>>>  https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/utentes-dos-comboios-insatisfeitos-com-servicos-urbanos-suburbanos-e-regionais
 

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Lusitano89

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Re: Sector Ferroviário
« Responder #16 em: Março 21, 2018, 06:27:42 pm »
Sócrates: abandono do projeto do TGV é ideia reacionária e revela falta de ambição


O ex-primeiro ministro José Sócrates considerou hoje que abandono do projeto da ligação de alta velocidade ferroviária (TGV) a Espanha e à Europa é uma “ideia reacionária” e revela “resignação e falta de ambição”.

"A ideia de que o país não tem aqui um trabalho a fazer para se ligar à rede de alta velocidade europeia, a ideia que a rede de alta velocidade em bitola europeia vai parar em Badajoz, com o país propositadamente atrasado e por uma decisão política que nos condena ao atraso, é das ideias mais reacionárias que eu tenho visto a desenvolver no nosso país", afirmou José Sócrates, durante uma conferência na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC).

"E quando digo reacionária é mesmo isso, é porque elas não permitem um pouco mais de ambição, é a ideia de resignação, [do] sim, devemos aceitar tudo isto e não devemos escolher ninguém que tenha um pouco mais de visão para a modernização e para o crescimento económico português", criticou o antigo primeiro-ministro.

Dirigindo-se à plateia de mais de 300 alunos universitários, no período de perguntas e respostas de uma conferência sob o tema "O projeto europeu depois da crise económica", promovida pelo núcleo de estudantes da FEUC, José Sócrates lembrou que há 20 ou 30 anos a duração de uma viagem de comboio entre Lisboa e Porto era de cerca de três horas e hoje a mesma viagem demora duas horas e cinquenta minutos.

"E o que estão a dizer-vos é que nos próximos 30 anos, porque não se faz nada para isso, se vão demorar duas horas e cinquenta", enfatizou.

Na ocasião, defendeu ainda que o que Portugal e a Europa "há muito precisam é de um projeto de desenvolvimento, um projeto de modernização, um projeto de crescimento económico".

No final da sessão, confrontado pela agência Lusa sobre a questão do abandono do projeto do TGV e a referida falta de ambição dos decisores políticos, Sócrates reafirmou que Portugal "precisa de um projeto de desenvolvimento" que já teve, nomeadamente quando foi primeiro-ministro entre 2005 e 2011.

"Esse projeto de desenvolvimento foi posto em causa por uma visão política que atribuía a esse investimento, a essa ambição, a essa modernização, primeiro, a ideia de desperdício e que isso era dinheiro deitado fora", sustentou José Sócrates.

"Isso é um erro, eu nunca partilhei desse ponto de vista. Acho que o país precisa de recuperar essa vontade, essa ambição, de investimento em algumas áreas críticas, como se fez no passado", declarou.

Apontou, nomeadamente, o investimento na ciência, ensino superior, educação e recuperação das escolas, energias alternativas e modernização de infraestruturas, na linha daquilo que disse durante a conferência de hoje, em que lembrou a atuação dos governos por si liderados e o projeto de desenvolvimento que possuía para o país.

"Pode soar a autoelogio mas das últimas vezes que ouviram falar de um projeto de modernização foi quando havia um Governo - e eu liderei esse Governo - que apostava nas energias renováveis, construção de barragens, modernização e reconstrução das escolas públicas portuguesas, quando apostámos em mais ciência e mais investimento para a ciência, nas tecnologias de informação, isso era um projeto de desenvolvimento", argumentou.


>>>>>>> https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/socrates-abandono-do-projeto-do-tgv-e-ideia-reacionaria-e-revela-falta-de-ambicao
 

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Lusitano89

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Re: Sector Ferroviário
« Responder #17 em: Julho 25, 2018, 09:20:22 pm »
Avança projeto de eletrificação da linha do Douro até à Régua

A Infraestruturas de Portugal (IP) lançou o concurso público para o estudo prévio e projeto de execução da eletrificação da linha ferroviária do Douro, no troço Marco-Régua, pelo preço base de 1,5 milhões de euros.

Fonte da IP informou hoje que a eletrificação do troço entre Marco de Canaveses e Régua envolve um investimento global estimado em 46,6 milhões de euros e que a sua execução complementa a intervenção atualmente em curso na linha do Douro, de modernização do troço entre Caide e Marco de Canaveses que estará concluída até final deste ano.

Segundo a fonte, foi agora lançado o concurso para a contratação do estudo prévio, estudo de impacte ambiental, projeto de execução para a eletrificação do troço da linha do Douro, entre as estações de Marco de Canaveses e de Peso da Régua.

Este concurso tem um preço base de cerca 1,5 milhões de euros e, de momento, está a decorrer fase de consulta e fornecimento das peças do concurso.

O projeto de modernização da linha do Douro integra o plano nacional de investimentos Ferrovia 2020, que a IP está a desenvolver.

Segundo a fonte, o investimento na modernização da linha do Douro tem como "principais objetivos assegurar a tração elétrica do serviço regional, prolongar a prestação do serviço urbano até Peso da Régua e garantir a melhoria da qualidade e segurança do serviço ferroviário ao dispor das populações".

A eletrificação da linha do Douro, pelo menos até à Régua, é uma reivindicação antiga do Douro e assumida também pelas operadoras especializadas em cruzeiros de um dia e que utilizam o comboio como meio de transporte complementar ao barco.

Em janeiro, na Régua, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques renovou o compromisso assumido por este Governo PS de prolongar a eletrificação da linha do Douro até ao Peso da Régua.

Esta eletrificação estava apenas prevista até ao Marco de Canaveses.

:arrow: https://www.dn.pt/lusa/interior/avanca-projeto-de-eletrificacao-da-linha-do-douro-ate-a-regua-8592234.html
 

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Lusitano89

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Re: Sector Ferroviário
« Responder #18 em: Julho 27, 2018, 02:45:39 pm »
CP vai alugar comboios a diesel em Espanha para linhas do Oeste e Algarve


O ministro do Planeamento, Pedro Marques, anunciou hoje que a CP vai alugar em Espanha comboios a diesel para melhorar o serviço nas linhas do Oeste e do Algarve.

"Em articulação com as autoridades espanholas, vamos reforçar o aluguer de material circulante elétrico e a diesel, para repor o mais depressa possível todas as condições de circulação nas nossas linhas regionais", afirmou, em declarações aos jornalistas.

Falando em Marco de Canaveses, onde hoje foi consignada a empreitada de eletrificação da Linha do Douro, no valor de 10 milhões de euros, entre as estações de Caíde (Lousada) e Marco de Canaveses, o ministro reconheceu haver razões para os utentes estarem descontentes com o serviço prestado pela CP nas linhas férreas do Oeste e do Algarve.

Pedro Marques explicou que as perturbações decorrem das dificuldades que tem havido na manutenção do material circulante devido à insuficiência de recursos humanos na Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário - EMEF, situação que o atual Governo quer ver resolvida com a contratação de mais pessoal.

"Determinámos, em articulação com a CP, a contratação de mais 102 pessoas para a manutenção do material ferroviário. Tínhamos definido 50, percebemos a necessidade de reforçar essa capacidade e decidimos ontem, em definitivo da parte do Governo, duplicar essa contratação", anunciou.

O ministro sublinhou que "estas pessoas são contratadas para a manutenção do material circulante".

"Essa é a grande necessidade que temos. Nós temos algum material circulante a diesel, mas não tínhamos recursos humanos suficientes e competências técnicas suficientes na EMEF para fazer essa manutenção", anotou.

Pedro Marques previu que, "se tudo correr bem nos concursos, no último trimestre deste ano já estarão ao serviço na EMEF".

"Fará toda a diferença na disponibilidade do material circulante que já temos e que está agora eventualmente imobilizado ou em piores condições de circulação", assinalou.

Aos jornalistas, o ministro acrescentou que os problemas atuais naquelas linhas regionais ocorrem também porque não se procedeu, no passado, à eletrificação da infraestrutura.

"Estamos a fazê-la agora, como sabem. No início de 2019, tanto na Linha do Algarve, como na Linha do Oeste, estaremos a começar a eletrificação dessas linhas", afirmou.

Questionado, por outro lado, sobre os atrasos que se têm observado na circulação na Linha do Norte, o governante reconheceu as dificuldades, mas lembrou que se devem às obras que estão a decorrer na infraestrutura ferroviária.

"Continuaremos a explicar isto às pessoas e a pedir que compreendam que estamos a fazê-lo para que o futuro da Linha do Norte seja o comboio a circular ainda com melhores velocidades e com menos tempo de circulação, com mais segurança e com menos perturbações", comentou aos jornalistas.

:arrow: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/cp-vai-alugar-comboios-a-diesel-em-espanha-para-linhas-do-oeste-e-algarve
 

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tenente

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Re: Sector Ferroviário
« Responder #19 em: Setembro 05, 2018, 07:46:37 pm »
A situação a que a CP chegou, simplesmente lamentável.

O País continua a ter como pseudo responsáveis uma cambada de politicozecos, incompetentes, trafulhas, oportunistas, ladrões, corruptos, mentirosos e outras coisas que aqui não digo.

Gestores da Trampa, sempre a agir reativamente e não preventivamente, assim acontece nas FFAA, nos Fogos Florestais, na Educação, na Justiça, na Saúde, e por aí fora. Mas haverá alguma coisa que estes crápulas destes Irresponsáveis Nacionais façam bem feito ??
Há !!!
ROUBAR OS PORTUGUESES !!

Ao que chegamos !!!

https://www.noticiasaominuto.com/economia/1076756/governo-vai-aprovar-compra-de-22-comboios-pela-cp-por-170-milhoes

Abraços
« Última modificação: Setembro 05, 2018, 07:54:22 pm por tenente »
 
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Re: Sector Ferroviário
« Responder #20 em: Setembro 05, 2018, 08:39:31 pm »
Se a Mota Engil se meter no negócio dos comboios vai ter sucesso de certeza ;D.

https://observador.pt/2016/08/03/mota-engil-vende-concessionarias-de-autoestradas-por-600-milhoes-a-franceses/
 

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Re: Sector Ferroviário
« Responder #21 em: Setembro 06, 2018, 09:30:11 am »
A situação a que a CP chegou, simplesmente lamentável.

O País continua a ter como pseudo responsáveis uma cambada de politicozecos, incompetentes, trafulhas, oportunistas, ladrões, corruptos, mentirosos e outras coisas que aqui não digo.

Gestores da Trampa, sempre a agir reativamente e não preventivamente, assim acontece nas FFAA, nos Fogos Florestais, na Educação, na Justiça, na Saúde, e por aí fora. Mas haverá alguma coisa que estes crápulas destes Irresponsáveis Nacionais façam bem feito ??
Há !!!
ROUBAR OS PORTUGUESES !!

Ao que chegamos !!!

https://www.noticiasaominuto.com/economia/1076756/governo-vai-aprovar-compra-de-22-comboios-pela-cp-por-170-milhoes

Abraços

No caso dos gestores da CP nem sei se tem muita culpa, pelo menos no estado geral da coisa. Tanto quanto sei estão fartos de pedir dinheiro ao governo (e aos anteriorres) para comprarem novos comboios há anos, e em relação á maior parte das greves são quase todas politicas onde o gestor pouco ou nada pode fazer.
 

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Re: Sector Ferroviário
« Responder #22 em: Setembro 06, 2018, 11:01:11 am »
Quem diria que afinal a crise não acabou :)

Obviamente que a crise não acabou, vai demorar décadas a passar e só descobertas de petróleo ou lítio poderão amenizar a passagem da crise. Também não ajuda nada não arrestarem as contas bancárias, estejam elas onde estiverem, de todos os envolvidos nos escândalos financeiros que provocaram as quedas dos bancos!

O que se passa na CP e na Refer, bem como noutras empresas públicas, é que os gestores vêem os orçamentos das instituições estagnados e os custos entre portas a aumentar, ano após ano! Dou um exemplo, o governo, por pressão da esquerda radical, decreta a passagem das 40 para 35 horas de trabalho por semana e ainda tem a lata de dizer que essa medida não tem custos! Como ainda sabemos fazer contas, é fácil de verificar que um Hospital fica em muito maus lençóis, porque funciona 24 sobre 24 horas e passa a ter buracos de funcionamento que só consegue resolver com mais contratações ou mais horas extraordinárias, mas quer uma quer a outra opção representa mais custos, como o orçamento não estica, ao gestor só resta a opção, pagar os salários se não quiser ter os sindicatos e a toda poderosa Ordem dos Médicos à perna e descura os investimentos na manutenção, no pagamento a fornecedores.......

Na CP a situação é muito grave! Não imagino a frustração de quem gere a empresa de ver cada vez mais clientes a procurá-la e não ter carruagens para transportar tanta gente, porque o governo não deixa comprar mais material circulante!!!!! Acresce ainda o facto de estarmos presos a uma decisão absurda de Espanha que foi a invenção da bitola ibérica (julgo que temiam uma invasão francesa sobre carris!!!!!!), que nos impede de alugar/comprar material circulante a outros operadores, eventualmente com melhores condições, mas...... só há 2 países no mundo que utilizam a bitola ibéria....... Portugal e Espanha!!!!!!!

Não é fácil a manutenção de comboios com 50 a 70 anos...... excepto o Alfa que é de 99! Para além disso também não é fácil lidar com o sindicato dos maquinistas.
 
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Re: Sector Ferroviário
« Responder #23 em: Setembro 12, 2018, 09:49:43 pm »
Em relação aos caminhos de ferro nem sequer podemos culpar unicamente a crise económica ou sequer o sindicato dos maquinistas que se a minha memória de utilizador não falha praticamente não têm feito greves nos últimos cinco anos ( pelo menos daquelas que paralisavam os serviços uma semana inteira).

O mesmo País/governantes que conseguiram construir auto-estradas de norte a sul (e pessoalmente levo muito a mal não terem feito uma para substituir a IP2 para eu conseguir chegar dez minutos mais depressa ao alto alentejo ;D), durantes décadas de programas da CEE foram incapazes/desinteressados de criar melhorias na rede ferroviária como fizeram os nossos vizinhos aqui ao lado. Limitaram-se a remendar, e mal, as linhas existentes esquecendo convenientemente que os comboios actuais são bastante mais rápidos que as locomotivas a vapor.

Isso claro não os impediu de gastar grossa maquia em obras mal feitas e que pouco serviram mas isso são outros cinco tostões.
A titulo de exemplo penso que o tempo se gasta entre Lisboa e Porto pouco variou entre os anos 70 do século passado e os dias de hoje.

Cumprimentos,

nota: Para quem se interesse por estes tema este site tem vários artigos sobre o assunto e algumas das futuras asneiras que se planeiam fazer ( a começar renovação da linha do Oeste)
https://portugalferroviario.net/



 
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Re: Sector Ferroviário
« Responder #24 em: Janeiro 07, 2019, 06:17:08 pm »
Estamos mesmo entregues a pessoas muito competentes 22 comboios entregues no máximo daqui a quatro anos ????
Quando chegarem já necessitaremos de mais vinte ou trinta ou quarenta composições, digo eu, e se é que ainda teremos alguma ferrovia em condições !
Não descansaram enquanto não fecharam a Sorefame porque não era viável etc, etc, mas, agora para investir em composições ferroviárias temos de as importar, alguém entende ?!


https://www.noticiasaominuto.com/economia/1175008/ministro-diz-que-22-novos-comboios-chegam-num-prazo-maximo-de-quatro-anos

Abraços
 

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Re: Sector Ferroviário
« Responder #25 em: Janeiro 16, 2019, 09:49:02 pm »
Novo Terminal Ferroviário vai nascer em Lousado.

O maior terminal ferroviário da Península Ibérica vai estar operacional em Lousado em março de 2020, num investimento avaliado em 35 milhões de euros e que "vai colocar Vila Nova de Famalicão no mapa portuário nacional", através da ligação a Leixões e a Sines.

 

As palavras são de Carlos Vasconcelos, presidente da Medway, que promete "trazer o mar até Famalicão", um concelho industrial do distrito de Braga. Com este investimento 100% privado e que irá criar uma centena de empregos diretos e indiretos, a empresa quer fornecer uma alternativa logística mais barata e ecológica às empresas exportadoras de toda a região Norte.

 

No entanto, advertiu o gestor da antiga CP Carga, este terminal está perspetivado para realizar 12 a 14 comboios por dia "mas com o atual estado da linha, nomeadamente no troço entre o porto e Ermesinde, dificilmente conseguiremos fazer mais do que cinco ou seis". "Esperamos que as obras anunciadas agora pelo Governo venham resolver este constrangimento e, sobretudo, venham a permitir usar em toda a linha comboios de 750 metros" de comprimento, alertou.

 

Este novo terminal, que ainda aguarda as licenças e o estudo do impacto ambiental para avançar no terreno – as obras devem demorar 14 meses –, terá uma área de 200 mil metros quadrados, seis linhas de mais de 750 metros e uma capacidade para parqueamento equivalente a mais de meio milhão de movimentos por ano.

 

Na cerimónia de assinatura do protocolo entre a Medway, a autarquia local e a Infraestruturas de Portugal, o ministro Pedro Marques respondeu que a duplicação do troço entre Leixões e Ermesinde é uma das prioridades do programa nacional de investimentos e assegurou que "toda a rede está a ser preparada para comboios de 750 metros", que é precisamente a dimensão que "permitirá em muitos casos que se reduza até 30% o custo do transporte de mercadorias", face ao modo rodoviário.

 

Investimento público como "motor" privado

 

O titular da pasta do planeamento e infraestruturas, que tem sido apontado como provável cabeça de lista do PS nas eleições Europeias, frisou que este investimento privado é "muito importante para viabilizar as exportações" e vai "tirar muitos milhares de camiões das estradas, que estão a congestionar a Área Metropolitana do Porto". Além disso, acrescentou Marques, o novo terminal é potenciado pelo "investimento público criterioso e com escolhas certas" do Executivo na área da ferrovia.

 

António Laranjo, presidente da Infraestruturas de Portugal, sublinhou também que este "incremento de tráfego na rede ferroviária irá rentabilizar os investimentos feitos ao longo dos últimos anos" pela própria empresa pública, que irá prestar acompanhamento técnico à Medway na elaboração do projeto e até ao final da obra, incluindo a cedência de materiais. "Estas Parcerias Público-Privadas são importantes para dar condições competitivas ao transporte ferroviário de mercadorias em Portugal", concluiu.

https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/transportes/detalhe/terminal-ferroviario-de-mercadorias-vai-trazer-o-mar-ate-famalicao
Abbati, medico, potronoque intima pande
 

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Re: Sector Ferroviário
« Responder #26 em: Fevereiro 01, 2019, 10:47:52 am »
Comboio perde motor a caminho de Valença



Vários passageiros da CP ficaram retidos em Afife, a meio da noite desta quinta-feira, depois de o comboio em que seguiam para Valença ter deixado cair um motor.



Vários táxis acabaram a fazer o transbordo de quem ficou apeado.

O comboio que fazia a ligação Porto-Valença, deixou na noite desta quinta-feira apeados os passageiros devido à queda de um dos motores.

O incidente com a automotora, alugada pela CP à espanhola Renfe, ocorreu próximo de Afife, em Viana do Castelo, pelas 22.08 horas, e não houve vítimas, apurou o JN.

Já perto da meia-noite a transportadora enviou para o local táxis para os transbordos dos passageiros e levá-los ao seu destino. A CP acionou ainda um "comboio de socorro" de Contumil, Porto, para proceder ao reboque da automotora.

Ao JN, fonte da CP confirmou a avaria e garantiu que às 23.25 horas os táxis estava a chegar ao local.

A ferroviária nacional referiu ainda que esta composição, que saiu do Porto às 20.15 horas e que chegaria a Valença às 22.30, seria a última ligação do dia na Linha do Minho.

Em causa está uma automotora UTD [Unidade Tripla a Diesel] 592060, alugada a Espanha.

https://www.jn.pt/local/noticias/viana-do-castelo/viana-do-castelo/interior/comboio-perde-motor-a-caminho-para-valenca-10519278.html

Se calhar não é boa ideia alugar o ferro-velho de Espanha!!!!!
 

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Re: Sector Ferroviário
« Responder #27 em: Fevereiro 01, 2019, 02:59:43 pm »
Com que então problema técnico sr Ministro, a lavar as mãos como Pilatos !!!!

https://www.noticiasaominuto.com/pais/1190997/queda-de-motor-em-comboio-na-linha-do-minho-e-problema-tecnico

Abraços
 

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Re: Sector Ferroviário
« Responder #28 em: Fevereiro 01, 2019, 03:01:47 pm »
Comboio perde motor a caminho de Valença



Vários passageiros da CP ficaram retidos em Afife, a meio da noite desta quinta-feira, depois de o comboio em que seguiam para Valença ter deixado cair um motor.



Vários táxis acabaram a fazer o transbordo de quem ficou apeado.

O comboio que fazia a ligação Porto-Valença, deixou na noite desta quinta-feira apeados os passageiros devido à queda de um dos motores.

O incidente com a automotora, alugada pela CP à espanhola Renfe, ocorreu próximo de Afife, em Viana do Castelo, pelas 22.08 horas, e não houve vítimas, apurou o JN.

Já perto da meia-noite a transportadora enviou para o local táxis para os transbordos dos passageiros e levá-los ao seu destino. A CP acionou ainda um "comboio de socorro" de Contumil, Porto, para proceder ao reboque da automotora.

Ao JN, fonte da CP confirmou a avaria e garantiu que às 23.25 horas os táxis estava a chegar ao local.

A ferroviária nacional referiu ainda que esta composição, que saiu do Porto às 20.15 horas e que chegaria a Valença às 22.30, seria a última ligação do dia na Linha do Minho.

Em causa está uma automotora UTD [Unidade Tripla a Diesel] 592060, alugada a Espanha.

https://www.jn.pt/local/noticias/viana-do-castelo/viana-do-castelo/interior/comboio-perde-motor-a-caminho-para-valenca-10519278.html

Se calhar não é boa ideia alugar o ferro-velho de Espanha!!!!!

De Espanha nem Bom Vento Nem Bom Casamento já os antigos diziam e com muita razão !!!

Abraços
 
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Re: Sector Ferroviário
« Responder #29 em: Fevereiro 01, 2019, 05:13:47 pm »

De Espanha nem Bom Vento Nem Bom Casamento já os antigos diziam e com muita razão !!!

Abraços

Sem dúvida! Quando me lembro dos vários bancos nacionais que foram oferecidos aos espanhóis!!!!!!
Qualquer dia para pedirmos um financiamento para o Café Central lá do sítio, temos de nos deslocar a Madrid!!!!!!!!
 

 

Sector público nacional melhorou nos anos 90

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