Galp: Notícias

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Galp: Notícias
« em: Fevereiro 10, 2006, 09:46:52 am »
Boas,
       Diario Digital again

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Galp dispersa 20% do capital em bolsa, diz Governo

O ministro Economia, Manuel Pinho, disse na noite de quinta-feira na SIC Notícias que o Governo vai dispersar em bolsa 20% do capital da Galp Energia.


Em declarações ao programa Negócios da Semana, o governante anunciou a meta definida pelo Estado para colocar em bolsa o capital da petrolífera: 20%.

Na entrevista, o ministro sublinhou ainda a importância dos investimentos privados que o País vai receber nos próximos anos, fruto de acordos recentemente firmados.

Manuel Pinho sustentou ainda que espera que a economia nacional cresça acima das previsões do Banco de Portugal e ultrapasse os 0,8% estimados para o avanço do PIB em 2006.
09-02-2006 23:18:05

   Aí está, mais um passo na privatização da Galp, só espero é que os empresários/empresas portuguesas saibam aproveitar, e manter os centros de decisão em Portugal. Not like Somague por favor.

       Saudações
« Última modificação: Junho 26, 2006, 10:51:15 pm por Marauder »
 

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« Responder #1 em: Junho 26, 2006, 10:50:30 pm »
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Galp pode dispersar até 24% do capital em bolsa até Setembro

A Oferta Pública Inicial (IPO) da Galp Energia deverá realizar-se no final de Setembro, princípio de Outubro e poderá ir até aos 24% do capital da empresa, afirmou hoje o ministro da Economia, Manuel Pinho.


O Estado vai vender 20% na operação de dispersão do capital em bolsa, a que se poderá juntar toda ou uma parte da participação da Iberdrola, que controla actualmente 4% da Galp, afirmou o ministro à margem da inauguração da armazenagem subterrânea de gás natural da Galp Energia.

A Iberdrola já tinha anunciado que vai sair do capital da Galp Energia na altura do IPO, preferindo concentrar a sua posição accionista no sector energético na EDP, onde reforçou recentemente para 9,5%.

Manuel Pinho adiantou ainda ser «desejável» que a entrada da Rede Eléctrica Nacional (REN) em bolsa se realize ainda este ano.

Diário Digital / Lusa

16-05-2006 17:04:00


de:
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro%5 ... news=67187

Mais uns trocos para o estado tapar buracos..
 

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« Responder #2 em: Junho 26, 2006, 10:52:58 pm »
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Galp planeia investir 3.000 M€ em cinco anos
António Eduardo Ferreira

A Galp Energia pretende investir 3.000 milhões de euros (M€) nos próximos cinco anos, valor que a comissão executiva da empresa admite que pode superar no desenvolvimento do plano de expansão.


«Estamos a ultimar a análise para decidir se o montante fica por aí», adiantou esta sexta-feira Marques Gonçalves, presidente da comissão executiva da Galp, na conferência de imprensa em que apresentou resultados de 2005.

Os objectivos da empresa visam alcançar a auto-suficiência na produção de gasóleo em 2010, crescer no gás natural e concretizar os investimentos na energia eólica, além da operação projectada para o mercado de electricidade (produção e distribuição).

No longo prazo, o responsável da Galp admite vir a operar na electricidade em Espanha, onde para já tem o objectivo de consolidar no oil. Outra área de investimento serão os biocombustíveis (biodiesel e etanol) onde a empresa reitera o compromisso de parceria que vem estabelecendo com empresas portuguesas, entre as quais o grupo Mota-Engil.

Quanto ao objectivo de auto-suficiência no gasóleo em 2010, Marques Gonçalves afirmou quanto ao prazo: «este é o nosso plano, e vamos cumprir» não receando o ambiente de «sã concorrência» que a empresa espera enfrentar com a projectada entrada de novos players na actividade de refinação em Portugal.

Globalmente, a Galp Energia – que está com boas perspectivas em Angola e em Timor - espera atingir uma capacidade de produção situada entre 80 e 100 mil barris/dia em 2018, reservando os investimentos (exploração e produção) a parcerias com três majors: os accionistas ENI e Sonangol e a parceira estratégica Petrobras.

Em 2005, a empresa comprou 5,3 mil milhões de dólares de crude, e 500 mil toneladas de gasóleo, tendo exportado 750 mil toneladas de gasolina para os EUA.

24-03-2006 14:33:10


de:
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_d ... news=64997

Que escolham bem..seja lá no que seja visto que têm muitos sitíos por onde investir, mas pouco dinheiro para falhanços!!
 

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« Responder #3 em: Junho 26, 2006, 10:53:38 pm »
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Galp investe 112 milhões para explorar petróleo no Brasil

A Petrogal, empresa do universo Galp Energia, vai investir 112 milhões de euros (296 milhões de reais) até 2010 na exploração de petróleo no Brasil, de acordo com a imprensa brasileira que cita o administrador Fernando Gomes.


«Viemos para ficar e esperamos produzir no Brasil pelos próximos 30, 40 anos», afirmou o membro do conselho de administração da petrolífera, citado pelo jornal A Gazeta.

Fernando Gomes esteve quinta-feira em Vitória, capital do Espírito Santo, para inaugurar um centro de pesquisas da Galp no Brasil. Segundo afirmou Fernando Gomes, a produção de petróleo nos blocos na região Nordeste do Brasil deverá iniciar-se no próximo ano.

Actualmente, a empresa detém direitos de exploração de 54 blocos petrolíferos terrestres e em águas profundas, em diversas regiões do Brasil, sendo 29 como operadora e 25 em parceria com a Petrobras.

01-05-2006 9:08:29


de:
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro%5 ... news=66406

Uma parte para o Brasil...
 

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« Responder #4 em: Junho 26, 2006, 10:55:17 pm »
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Refinaria da Galp com impacto de 1,2 mil M€ na balança comercial

A Galp Energia apresenta esta terça-feira o projecto para a sua nova refinaria de conversão em Sines, num investimento total de mil milhões de euros, 300 milhões de euros acima do previsto. Dados da empresa adiantam um impacto positivo na balança comercial do País que deverá ultrapassar os 1,2 mil milhões de euros por ano.


A empresa pretende produzir mais gasolina (sobretudo para exportação), gasóleo (onde Portugal é deficitário) e jet para a aviação, em detrimento de fuel.

A nova refinaria dará à Galp uma capacidade acrescida de produção de 2 milhões de toneladas de gasóleo por ano, a adicionar aos actuais 4,5 milhões toneladas.

O objectivo mais ambicioso é tornar o mercado nacional auto-suficiente em gasóleo em 2010.

O projecto é anunciado um dia depois de o ministro da Economia, Manuel Pinho, ter afirmado que o projecto do empresário Patrick Monteiro de Barros - que criaria a maior refinaria ibérica em Sines - não receberá o apoio do Governo se não for reformulado.

«Com esta nova unidade, vamos poder ajustar a nossa produção às necessidades reais do mercado português, reduzindo drasticamente as importações. Isso vai representar um extraordinário impacte positivo na balança comercial do país, num valor que deverá ultrapassar os 1,2 mil milhões de euros por ano», adiantou José Marques Gonçalves, presidente-executivo da Galp Energia.

«Não se trata apenas de produzir mais gasóleo, em que, como se sabe, o país é deficitário. Com a sofisticada tecnologia da nossa nova refinaria, vamos poder processar crudes mais pesados, logo mais baratos, o que diminuirá também consideravelmente o peso da factura do petróleo bruto», disse.

10-05-2006 9:59:38


de:
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro%5 ... news=66849

Interessante o objectivo da autonomia a nível de gasóleo em 2010. Pena é a outra hipotética refinaria, cujo projecto foi congelado hoje, estar a aproveitar-se demasiado da boa vontade do governo....
 

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« Responder #5 em: Junho 26, 2006, 10:58:16 pm »
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Novo sistema da Galp capaz de abastecer país durante 20 dias
O novo complexo de Armazenagem Subterrânea de Gás Natural tem capacidade para abastecer o País durante 20 dias. O ministro da Economia elogia o empreendimento, afirmando que deixa o país mais «tranquilo e seguro» em relação à energia.
( 20:15 / 16 de Maio 06 )

O gestor sustentou que «o fundamental desta instalação é garantir a segurança do abastecimento, que está re-assegurada com a capacidade de 160 milhões de metros cúbicos».

«Fundamentalmente é uma questão de flexibilidade de armazenamento e segurança estratégica no País», disse Marques Gonçalves, esta tarde no Carriço, Pombal, à margem da inauguração deste novo investimento de 110 milhões de euros, que envolve uma estação de superfície e quatro cavernas de sal.

O complexo permite a possibilidade de expansão até nove cavernas.

O ministro da Economia, Manuel Pinho, que presidiu à cerimónia, congratulou-se com o empreendimento e lembrou que, «em Espanha, por exemplo, não existe nada assim».

O governante deu os «parabéns à Galp que, há um ano e nove dias, registava problemas ao nível da gestão e da estrutura accionista», e que agora «é uma empresa estável, que registou os melhores resultados de sempre e está com diversos projectos ambiciosos».

Revelou, também, que o IPO (Oferta Pública Inicial) da Galp Energia será em final de Setembro, princípio de Outubro.

Além desta construção na armazenagem subterrânea, Manuel Pinho lembrou também o projecto anunciado pela Galp numa refinaria de conversão, em Sines, um investimento de 1.000 milhões de euros.


de:
http://tsf.sapo.pt/online/economia/inte ... =TSF170743
 

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« Responder #6 em: Junho 27, 2006, 01:14:07 pm »
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GalpEnergia começa a incorporar biodiesel no gasóleo em Junho

A Galp Energia vai começar a incorporar biodiesel no gasóleo a partir de Junho, permitindo reduzir as importações daquele combustível até 5% e evitar a emissão de 400 mil toneladas por ano de poluentes para a atmosfera.


A Galp Energia, que fornece 95% do consumo no mercado português, quase 4,7 milhões de toneladas de gasóleo, vai incorporar até 5% de biodiesel em cada litro de gasóleo.

A petrolífera estima que até ao final do mês de Junho todos os postos estejam já em condições de abastecer gasóleo com incorporação de biodiesel, referindo que esta iniciativa permite a Portugal ser o primeiro país da União Europeia a generalizar a utilização do biodiesel.

Recorde-se que, de acordo com a directiva comunitária transposta para a legislação nacional, Portugal deveria incorporar 2% de biocombustível na gasolina e gasóleo até ao fim de 2005, tendo sido fixado o objectivo de uma incorporação de 5,75% até 2010.

O produto será fornecido pelas fábricas da Torrejana, em Torres Novas, e da Iberol, em Alhandra, com as quais a Galp Energia estabeleceu contratos para o fornecimento de 160 mil toneladas de biodiesel por ano.

A mistura do biodiesel no gasóleo será feita nas refinarias de Sines e do Porto, o que assegura, segundo fonte da Galp, um controlo rigoroso de qualidade.

A introdução de biodiesel no gasóleo não vai afectar o desempenho e o consumo dos motores, assegura a petrolífera.

Em contrapartida, os benefícios para o ambiente são enormes: evita-se emitir para a atmosfera 400 mil toneladas por ano de dióxido de carbono (C02) e de outras partículas poluentes como hidrocarbonetos e enxofre.

Apesar da produção de biodiesel ser, actualmente, mais cara do que o petróleo, a isenção fiscal ao nível do imposto sobre os produtos petrolíferos (ISP) que o Governo vai conceder aos produtores permitirá que o preço do litro do gasóleo não encareça.

O Governo afirmou em Janeiro que a isenção de ISP para os biocombustíveis vai ter um impacto negativo de 50 milhões de euros nas receitas fiscais.

Uma vez que a medida se aplicará apenas a partir de Junho e sobre cerca de 80 mil toneladas de biodiesel, o impacto negativo nas receitas fiscais será de cerca de 26 milhões de euros, de acordo com cálculos da agência Lusa.

O Governo tem já pronta a portaria que vai definir o valor da isenção, que deverá variar entre o limite mínimo de 280 euros e um máximo de 300 euros por cada 1.000 litros de biocombustível.

Este valor terá de ser revisto periodicamente, em função das cotações do petróleo nos mercados internacionais, uma vez que resultará sempre da diferença entre o preço da produção do biocombustível e o preço do petróleo.

A isenção será total para os pequenos produtores, que produzam até 15.000 toneladas, e parcial para os restantes.

O total das quantidades a isentar será o equivalente a 2% do consumo total anual de gasolina e gasóleo, em 2006, de três por cento em 2007 e de 5,75% em média anual entre 2008 e 2010.

A isenção deverá ser concedida este ano mediante autorização, uma vez que são ainda poucos os produtores no mercado, mas as intenções de investimento chegam já às 370 mil toneladas, pelo que nos próximos anos terá de haver concurso para a atribuição de quotas de produção abrangidas pela isenção fiscal.

Fonte oficial afirmou à Lusa que entre os critérios de atribuição de isenção fiscal será privilegiado a produção e a transformação de cereais e oleaginosas em Portugal para a produção de biodiesel, a incorporar no gasóleo, e de bioetanol, a incorporar na gasolina.

Diário Digital / Lusa

29-05-2006 19:25:49


de:
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro%5 ... news=67659

Ora porra...se a medida é assim tão boa porque é que somente agora é que se está a meter em prática? E porque não falar de 5,75% já que será obrigatório até 2010? Ou talvez não..visto que estava nas directivas europeias a dizer que seria 2% até 2005..o que não aconteceu?

E porque não serem mais arrojados e falar de talvez 10% lá para 2010, desde que não compromenta a performance e prejudique o motor...?
 

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Marauder

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« Responder #7 em: Junho 27, 2006, 01:14:36 pm »
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GalpEnergia começa a incorporar biodiesel no gasóleo em Junho

A Galp Energia vai começar a incorporar biodiesel no gasóleo a partir de Junho, permitindo reduzir as importações daquele combustível até 5% e evitar a emissão de 400 mil toneladas por ano de poluentes para a atmosfera.


A Galp Energia, que fornece 95% do consumo no mercado português, quase 4,7 milhões de toneladas de gasóleo, vai incorporar até 5% de biodiesel em cada litro de gasóleo.

A petrolífera estima que até ao final do mês de Junho todos os postos estejam já em condições de abastecer gasóleo com incorporação de biodiesel, referindo que esta iniciativa permite a Portugal ser o primeiro país da União Europeia a generalizar a utilização do biodiesel.

Recorde-se que, de acordo com a directiva comunitária transposta para a legislação nacional, Portugal deveria incorporar 2% de biocombustível na gasolina e gasóleo até ao fim de 2005, tendo sido fixado o objectivo de uma incorporação de 5,75% até 2010.

O produto será fornecido pelas fábricas da Torrejana, em Torres Novas, e da Iberol, em Alhandra, com as quais a Galp Energia estabeleceu contratos para o fornecimento de 160 mil toneladas de biodiesel por ano.

A mistura do biodiesel no gasóleo será feita nas refinarias de Sines e do Porto, o que assegura, segundo fonte da Galp, um controlo rigoroso de qualidade.

A introdução de biodiesel no gasóleo não vai afectar o desempenho e o consumo dos motores, assegura a petrolífera.

Em contrapartida, os benefícios para o ambiente são enormes: evita-se emitir para a atmosfera 400 mil toneladas por ano de dióxido de carbono (C02) e de outras partículas poluentes como hidrocarbonetos e enxofre.

Apesar da produção de biodiesel ser, actualmente, mais cara do que o petróleo, a isenção fiscal ao nível do imposto sobre os produtos petrolíferos (ISP) que o Governo vai conceder aos produtores permitirá que o preço do litro do gasóleo não encareça.

O Governo afirmou em Janeiro que a isenção de ISP para os biocombustíveis vai ter um impacto negativo de 50 milhões de euros nas receitas fiscais.

Uma vez que a medida se aplicará apenas a partir de Junho e sobre cerca de 80 mil toneladas de biodiesel, o impacto negativo nas receitas fiscais será de cerca de 26 milhões de euros, de acordo com cálculos da agência Lusa.

O Governo tem já pronta a portaria que vai definir o valor da isenção, que deverá variar entre o limite mínimo de 280 euros e um máximo de 300 euros por cada 1.000 litros de biocombustível.

Este valor terá de ser revisto periodicamente, em função das cotações do petróleo nos mercados internacionais, uma vez que resultará sempre da diferença entre o preço da produção do biocombustível e o preço do petróleo.

A isenção será total para os pequenos produtores, que produzam até 15.000 toneladas, e parcial para os restantes.

O total das quantidades a isentar será o equivalente a 2% do consumo total anual de gasolina e gasóleo, em 2006, de três por cento em 2007 e de 5,75% em média anual entre 2008 e 2010.

A isenção deverá ser concedida este ano mediante autorização, uma vez que são ainda poucos os produtores no mercado, mas as intenções de investimento chegam já às 370 mil toneladas, pelo que nos próximos anos terá de haver concurso para a atribuição de quotas de produção abrangidas pela isenção fiscal.

Fonte oficial afirmou à Lusa que entre os critérios de atribuição de isenção fiscal será privilegiado a produção e a transformação de cereais e oleaginosas em Portugal para a produção de biodiesel, a incorporar no gasóleo, e de bioetanol, a incorporar na gasolina.

Diário Digital / Lusa

29-05-2006 19:25:49


de:
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro%5 ... news=67659

Ora porra...se a medida é assim tão boa porque é que somente agora é que se está a meter em prática? E porque não falar de 5,75% já que será obrigatório até 2010? Ou talvez não..visto que estava nas directivas europeias a dizer que seria 2% até 2005..o que não aconteceu?

E porque não serem mais arrojados e falar de talvez 10% lá para 2010, desde que não compromenta a performance e prejudique o motor...?
 

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emarques

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« Responder #8 em: Junho 27, 2006, 01:44:49 pm »
Citação de: "Marauder"
Ora porra...se a medida é assim tão boa porque é que somente agora é que se está a meter em prática?

O Governo afirmou em Janeiro que a isenção de ISP para os biocombustíveis vai ter um impacto negativo de 50 milhões de euros nas receitas fiscais.

Isto não explica tudo?  :D
Ai que eco que há aqui!
Que eco é?
É o eco que há cá.
Há cá eco, é?!
Há cá eco, há.
 

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Marauder

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« Responder #9 em: Junho 27, 2006, 01:57:08 pm »
É verdade..escapou-me esse detalhe..

Curioso é que eles arriscaram levar uma multa da UE ao meter isto em vigor tão tardiamente..
 

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Marauder

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« Responder #10 em: Julho 04, 2006, 04:26:28 pm »
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Galp: Nova refinaria deve ser de interesse nacional, diz Governo

O ministro da Economia, Manuel Pinho, garantiu hoje que a nova refinaria de conversão que a Galp Energia pretende construir em Sines reúne «todas as condições» para ser classificada como Projecto de Interesse Nacional (PIN).


O projecto, que contempla um investimento de mais de mil milhões de euros, «tem todas as condições para ser considerado PIN», realçou o ministro que tutela as pastas da Economia e da Inovação.

Manuel Pinho falava aos jornalistas no final de uma visita, de mais de duas horas, à refinaria da Galp Energia já existente em Sines, no Parque Industrial.

Questionado pela agência Lusa sobre a possibilidade do novo projecto da Galp Energia para a zona poder vir a ser considerado PIN, o ministro explicou que, se a classificação se concretizar, poderá «facilitar» o investimento em termos burocráticos.

«Mais do que permitir incentivos, trata-se de um processo de facilitação de projectos de investimento que, de outra forma, seriam mais morosos e enfrentariam muitos obstáculo burocráticos», sublinhou.

A nova central de conversão da Galp Energia para Sines, cujo projecto foi apresentado em Maio, vai permitir reduzir a factura energética do país em 1.200 milhões de euros por ano, um valor que em 2005 alcançou os 4.964 milhões de euros.

Diário Digital / Lusa

03-07-2006 18:24:00


de:
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro%5 ... news=69073

Esquecendo a outra (fracassada) refinaria, há que nos lembrarmos que a GALP vai construir uma nova também em Sines.  :wink:
 

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TOMKAT

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« Responder #11 em: Agosto 31, 2006, 12:54:13 am »
Vêm aí os russos...???

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Galp e EDP cobiçadas por russos e argelinos  
 
Fornecedores de gás natural querem anular margens dos intermediários na distribuição


Duas grandes companhias de gás natural, uma russa e outra argelina, estão a mostrar interesse na Galp e na EDP. O objectivo é reduzir as margens que existem ao longo da cadeia de distribuição até ao consumidor final. A notícia é avançada hoje pelo Diário Económico.

Américo Amorim está em contacto com o gigante russo Gazprom para trocar gás natural por uma participação na Amorim Energia.

Se o negócio se vier a concretizar, a Gazprom passaria a deter uma posição no segundo maior accionista da Galp.

O negócio iria permitir ao empresário português reduzir os encargos financeiros associados à aquisição de 32,6 por cento da Galp, investimento que representou cerca de 1.600 milhões de euros.

À procura de fornecimentos de gás a longo prazo está também a EDP. A maior produtora de gás natural da Argélia, a Sonatrach, mostrou interesse em entrar eléctrica nacional com uma posição que poderá chegar a cinco por cento.

Esta empresa já tentou assegurar uma participação na Galp, numa negociação que acabou por fracassar.

 
 http://sic.sapo.pt/online/noticias/dinheiro/20060829_Galp+e+EDP+cobicadas+por+russos+e+argelinos.htm
IMPROVISAR, LUSITANA PAIXÃO.....
ALEA JACTA EST.....
«O meu ideal político é a democracia, para que cada homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado»... Albert Einstein
 

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« Responder #12 em: Setembro 02, 2006, 11:32:12 am »
Do Público:

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Derrapagem da operação
Diferendos entre accionistas travam privatização da Galp
02.09.2006 - 07h38   Anabela Campos, Lurdes Ferreira PÚBLICO
 


A privatização da Galp Energia está temporariamente parada, e é de esperar que haja uma derrapagem no arranque da operação, cuja colocação em bolsa estava prevista para os primeiros dias do próximo mês de Outubro, apurou o PÚBLICO. Foi desde já adiado o período de pré-marketing da oferta pública de venda inicial (IPO), calendarizado inicialmente para a próxima semana.

A causar este atraso na operação estão divergências e obstáculos de diversa natureza: desde logo a intenção firme da REN de não avançar com a escritura da compra dos activos de gás à Galp enquanto não tiver a garantia por parte do Governo de isenção de pagamento do Imposto Municipal sobre a Transmissão Onerosa de Imóveis, o chamado IMT. Mas não será este o único problema a travar o arranque da privatização mais esperada dos últimos anos: divergências sobre quem deverá ficar com a parcela dos 870 milhões de euros de dividendos extraordinários relativos à posição de 18,3 por cento da Redes Energéticas Nacionais (REN) na Galp está a perturbar a operação.

A dúvida reside em saber se os 160 milhões de euros de dividendos extraordinários deverão ficar para a Amorim Energia, consórcio que irá comprar a posição da REN na Galp assim que estiver concluída a venda dos activos de gás à petrolífera. Actualmente, a Amorim Energia detém 13,31 por cento e ficará depois com 31,61 por cento.

A REN afirma que não compra os activos de gás da Galp nem vende a sua posição de 18,3 por cento à Amorim Energia, enquanto o Governo não a isentar de pagamento de IMT pela aquisição dos activos, sobretudo o terminal de Sines e a rede de gás natural de alta pressão. O IMT desta operação está estimado em cerca de 40 milhões de euros.

Enquanto o Governo, nomeadamente o Ministério das Finanças, não der luz verde, a REN não faz a operação em que a compra e venda serão simultâneas, garante o presidente da operadora de transporte, José Penedos. E, sem a sua concretização, os accionistas da Galp não podem receber os dividendos extraordinários, tal como decidiu a assembleia de quinta-feira.

Uma das decisões desta reunião magna de accionistas, que não constou do comunicado oficial, terá também determinado que só haverá direito ao pagamento de dividendos quando a operação de separação de activos estiver concluída. O contrato de promessa de compra e venda dos activos foi assinado entre a Galp e a REN na passada quarta-feira, mas a escritura da venda, que torna efectivo o negócio, ainda não foi marcada. A assembleia de quinta-feira, refira-se, foi interrompida e será agora retomada na próxima quarta-feira, que vai discutir alterações estatutárias, que dependem da clarificação da posição da Amorim Energia no capital da Galp.

Penedos intransigente na isenção do IMT

"Logo que estejam criadas as condições de compra de activos, vendemos as acções", respondeu o presidente da REN, José Penedos. A empresa fez o pedido de isenção ao Ministério das Finanças no passado dia 1 de Agosto, alegando não fazer sentido que tenha de suportar um custo resultante de uma reestruturação sectorial determinada pelo Estado. Em assembleia geral realizada ontem, a REN já aprovou a constituição das novas empresas que vão integrar o universo da futura holding Redes Energéticas Nacionais que tutelará os negócios do gás, da armazenagem e do terminal de Sines. Faltam agora os activos para as preencher. E estes, garante o gestor, só os compra quando tiver a decisão na mão.

Uma cláusula do acordo parassocial assinado em Dezembro passado, que selou a entrada da Amorim Energia na Galp, determina que, no caso de haver distribuição extraordinária de dividendos, o vendedor das acções, no caso a REN, não tem qualquer direito sobre os mesmos. Tudo indica, assim, que quem receberá os respectivos dividendos extraordinários será a holding de Américo Amorim, a entidade compradora desta posição accionista.

Contudo, oficialmente nenhuma das entidades envolvidas esclarece quem será o beneficiário dos dividendos extraordinários de 160 milhões de euros correspondentes aos 18,3 por cento da REN.

A Galp e a Amorim Energia, questionados pelo PÚBLICO, preferiram não comentar.


http://www.publico.clix.pt/shownews.asp ... idCanal=68
"Há vários tipos de Estado,  o Estado comunista, o Estado Capitalista! E há o Estado a que chegámos!" - Salgueiro Maia
 

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TOMKAT

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« Responder #13 em: Setembro 02, 2006, 06:51:36 pm »
Trocando os 870 milhões por miudos, fale-se no óbvio que toda a gente sabe e comenta em privado, mas não chega às primeiras páginas dos orgãos de informação nem ao discurso dos opinion maker's deste jardim à beira mar plantado.

Preste-se homenagem aos Grandes Burlões, na véspera do aniversásio do nascimento de Alves dos Reis.

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Galp entrega 870 milhões de euros extra aos accionistas
Petróleo cai 9 dólares e gasolina baixa apenas 4 cêntimos

Desde o passado dia 10, em que o petróleo atingiu o máximo histórico de 78,64 dólares no mercado de futuros de Londres, a Galp desceu 4,5 cêntimos o preço da gasolina sem chumbo

A redução de custo por parte da Galp é de 3,35 por cento. No entanto, a matéria-prima baixou nove dólares na praça londrina (descida de 12,5%).

Conforme declarou ao «Correio da Manhã» o secretário-geral da DECO, Jorge Morgado, «há sempre muita pressa em aumentar os preços. Mas quando o petróleo baixa, essa pressa não existe». Ou seja: havendo encarecimento da fonte energética nos mercados de futuros de Nova Iorque e de Londres, o consumidor português sente-o logo no bolso. No caso contrário, não só demora a baixa de preço como também não acontece em conformidade com a percentagem de redução nos mercados referidos.

Segundo o responsável da organização de defesa dos consumidores, «a concorrência não existe, apesar da liberalização do mercado de combustíveis, e o Governo não toma medidas para que ela exista e seja benéfica para o consumidor».

A Galp já frisou ao nosso jornal que as alterações de preços são de acordo com os custos da refinação e não das cotações do petróleo nos mercados de futuros.

A verdade é que o consumidor se guia pelas praças nova-iorquina e londrina, não pelo mercado da refinação, e que as petrolíferas são as beneficiárias da alta do preço do petróleo, assim como os países produtores. Isto porque os ganhos resultantes do aumento do preço do petróleo são sem despesas, pois nem se faz investimento, nem se paga mais pela mão-de-obra, nem o custo da exploração petrolífera é maior presentemente do que há um ano.

Recorde-se que, no exercício de 2005, a petrolífera portuguesa, que também faz refinação, teve o resultado líquido recorde de 442 milhões de euros, mais 33 por cento do que em 2004.

Na assembleia-geral, os accionistas aprovaram a proposta de distribuição de um dividendo extraordinário. A empresa vai assim entregar mais de 870 milhões de euros aos accionistas.

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=720325&div_id=1728



E como burlão que engana burlão terá sempre 100 anos de perdão, ou algo parecido...



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ANAREC já denunciou situação ao Governo
Combustível de contrabando mais barato à venda nos jornais
O contrabando de combustíveis entre Portugal e Espanha aumenta à medida que os preços praticados em ambos os países se distanciam cada vez mais. Gasolina e gasóleo entram ilegalmente em Portugal e chegam a estar à venda em anúncios nos jornais, por preços mais baixos.

A denúncia parte da Associação Nacional dos Revendedores de Combustíveis (ANAREC), que deu já a conhecer o facto ao Governo.

«Algumas empresas, nomeadamente de construção civil, e cooperativas agrícolas, trazem grandes quantidades de combustíveis de Espanha, a preços muito mais baixos, e depois revendem cá», denuncia o presidente da associação, Augusto Cymbron, em declarações à «Agência Financeira».

A gasolina, garante, é 22 cêntimos mais barata e o gasóleo 12 cêntimos. Com estes preços, as empresas que praticam o contrabando conseguem vender ao público combustíveis mais baratos e ainda ficar com uma comissão de 11 cêntimos. Uma concorrência canibalesca para as gasolineiras que, cumprindo a Lei, não conseguem margens superiores a 3 cêntimos.

«Construtores e cooperativas trazem estes combustíveis, dizem que é para servir as suas máquinas e camiões, mas na verdade abastecem os carros dos patrões, dos empregados, dos amigos e, muitas vezes, a qualquer pessoa que queira ir lá abastecer, incluindo concessionários», diz o responsável. Tratam-se de «tanques ilegais a céu aberto, que chegam a colocar anúncios nos jornais a vender combustíveis mais baratos».

A mesma associação tinha já denunciado o contrabando de gás de garrafa, que está frequentemente à venda em estabelecimentos perto da fronteira, nomeadamente no Norte e no Algarve, com rótulos ainda em espanhol e sem selo de segurança. De resto as garrafas são diferentes das que estão à venda em Portugal, porque têm apenas 12,5 kg, em vez dos habituais 13 kg. Nestes casos, o preço chegava a ser 40% inferior.


http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=717886
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«O meu ideal político é a democracia, para que cada homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado»... Albert Einstein
 

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TOMKAT

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(sem assunto)
« Responder #14 em: Maio 20, 2007, 06:18:36 pm »
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Perto de 300 mil toneladas
Galp vai importar de África quase 50% das necessidades nacionais de biocombustíveis

O presidente executivo da Galp Energia revelou hoje que a petrolífera pretende estabelecer parcerias em África no sector dos biocombustíveis. "Estamos já a trabalhar nisso", afirmou Ferreira de Oliveira, salientando que cerca de 50% das necessidades nacionais de biodiesel, perto de 300 mil toneladas, deverão ser satisfeitas, nomeadamente, a partir de Angola.

O presidente executivo da Galp Energia revelou hoje que a petrolífera pretende estabelecer parcerias em África no sector dos biocombustíveis. "Estamos já a trabalhar nisso", afirmou Ferreira de Oliveira, salientando que cerca de 50% das necessidades nacionais de biodiesel, perto de 300 mil toneladas, deverão ser satisfeitas, nomeadamente, a partir de Angola.

Sem querer avançar com detalhes sobre parceiros e datas, o CEO da Galp limitou-se a dizer que "teremos de recorrer a África, onde estamos já a trabalhar", realçando que "estamos a olhar para toda a cadeia de valor e vamos investir onde melhor atingirmos este objectivo". Ou seja, desde a produção de matéria-prima até à distribuição dos combustíveis.

Segundo as contas da Galp serão precisas cerca de 600 mil toneladas de biocombustíveis, o que implica o recurso a uma área agrícola entre 400 e 800 mil hectares de terreno.

Os estudos apontam para que, no máximo, o País tenha capacidade para produzir entre 60 e 70 mil toneladas.

As restantes cerca de 300 mil toneladas de biodiesel necessárias para Portugal cumprir o objectivo de incorporação de 10% de biocombustíveis no consumo total vão ser fornecidas a partir do Brasil, no âmbito da parceria que a Galp Energia vai fazer com a brasileira Petrobras.

Hoje, as duas petrolíferas assinaram, no Palácio da Ajuda, um MoU [memorando de entendimento] para a formação de uma "joint-venture" entre as duas empresas para a avaliação e implementação de oportunidades em futuros negócios na área de biocombustíveis.

De acordo com o memorando, "haverá troca de experiências e estudos para a definição da logística e da localização da produção das oleaginosas em território brasileiro. O objectivo é a futura exportação de óleo vegetal e /ou biodiesel para Portugal, onde deverão ser armazenados, comercializados e distribuídos".

Os termos do acordo – que prevê assim a realização de estudos de viabilidade técnica, económica e financeira para a produção, comercialização e distribuição de óleos vegetais e / ou biocombustíveis, com o início de produção previsto para 2010 – vão ser definidos até Julho deste ano.

"No curto prazo vamos definir os termos da parceria para os biocombustíveis, sobretudo biodiesel, a partir da avaliação do mercado e tecnologias disponíveis", afirmou o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli. O gestor realçou que a "Petrobras tem uma ampla experiência neste sector, a nível logístico e de tecnologia, sendo que hoje no Brasil cerca de 23% da gasolina consumida é já misturada com etanol"

Petrobras exporta para Europa através de Portugal

O primeiro passo desta parceria  "é estudar a integração de toda a cadeia produtiva, desde a produção até ao transporte, desde o Brasil até à Europa", resumiu Gabrielli, antecipando que vai servir para abastecer o mercado nacional, mas também o europeu.

A ideia é que a Galp Energia e a Petrobras venham a produzir um total de 600 mil toneladas, em que metade será consumida no Brasil ou canalizado para a Europa, passando por Portugal.

"Com a parceria com a Galp queremos dar mais um passo no desenvolvimento do biodiesel, que pretendemos exportar do Brasil e integrar na cadeia final na Europa", explicou Gabrielli.

A petrolífera brasileira, com tradição no etanol, vai agora começar a operar no biodiesel de chamada segunda geração. "No final deste ano, algumas das nossas refinarias vão começar já a produzir diesel mineral de alta qualidade a partir de óleos vegetais", antecipou o gestor.

Já a Galp vai dedicar-se apenas à produção dos chamados biocombustíveis de segunda geração, que implicam sempre refinação, segundo garantiu hoje Ferreira de Oliveira.

"Os biocombustíveis de segunda geração, além de permitirem uma incorporação total, contra os 5% do biodiesel de primeira geração, têm uma performance de motor muito melhor", justifica o gestor.

A Galp não tem assim intenções de construir unidades de primeira geração. "Se tivermos necessidade, podemos recorrer às unidades que existem ou estão projectadas para Portugal", explicou Ferreira de Oliveira.

Ainda este ano, a Galp Energia vai começar a produzir biodiesel de segunda geração na refinaria do Porto. Para preparar a instalação para este novo produto, a petrolífera vai investir perto de 50 milhões de euros.

Já em Sines, a empresa vai construir de raiz uma fábrica de biocombustíveis, onde vai aplicar entre 180 e 200 milhões de euros.

http://www.negocios.pt/default.asp?Session=&CpContentId=296129

"Os estudos apontam para que, no máximo, o País tenha capacidade para produzir entre 60 e 70 mil toneladas."

Parece pouco "olhando" para as extensas áreas subaproveitadas por esse Alentejo fora.
Talvez tenha mais a haver com as espécies cultiváveis em solo nacional e o rácio de aproveitamento para biocombudtível.
A soja é uma das plantas com maior rendimento (e qualidade) daí a opção Brasil (com prejuízo para a floresta amazónica) e Angola.

Mas continuaremos a ser excessivamente dependentes da produção em países estrangeiros, com as consequências que daí resultam, seja em termos de dependência energética, seja em perca de postos de trabalho com as consequências económicas e sociais enerentes, seja no não desenvolvimento de um sector produtor primário que poderia ajudar a resolver alguns dos problemas com que muitos agricultores deste país se debatem.

Mas voltando às espécies com melhor rácio de aproveitamento para biocombustível, e na sequência de uma conversa com um amigo, produtor de biodiesel, na qual ele se lamentava da falta de capacidade de resposta do país na produção de oliaginosas com bom aproveitamente para biocombutível, obrigando à procura dessas espécies em mercados como o Brasil, e no disparar dos preços dessas mesmas plantas devido à procura crescente (a cotação da soja, por exemplo, disparou nos ultimos meses), falou-me ele de uma planta que bem explorada poderia ser uma solução para muitos dos problemas que afectam vários sectores, devido ao total aproveitamento da planta em termos energéticos.

O Cardo


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O cardo (Cynara cardunculus), espécie robusta que suporta bem a secura, apresenta crescimentos biomássicos elevados, podendo obter-se 25-35 toneladas de matéria seca por hectare no fim do ciclo de produção, quando cultivada. A biomassa produzida está praticamente livre de humidade, eliminando assim uma das grandes desvantagens das produções agrícolas industriais.
A elevada produtividade desta espécie em condições ecológicas caracterizadas por elevadas temperaturas e secura, torna-a uma espécie potencialmente muito interessante para as regiões do Sul da Europa, tendo como produto principal a biomassa, permitindo a produção de biocombustível líquido e sólido.
O cardo, devido ao baixo teor de humidade (15%), pode ser cortado de manhã e queimado à tarde. Por seu turno, os resíduos florestais têm, na fase de abate, valores de humidade que rondam os 70-80%, sendo necessário o seu armazenamento e secagem, acrescendo pois o custo das operações e infraestruturas inerentes a estes processos.
O cardo é uma planta perene, podendo atingir 2m de altura, sendo cultivada pelas suas raízes comestíveis e talos, e a parte aérea é usada como forragem animal. A haste geralmente morre depois da floração e mantém-se de pé por alguns meses.

Uma importante característica do cardo é a sua raíz profundante, a qual é desenvolvida no primeiro ano da planta e é capaz de regenerar vigorosamente a menos que todo o sistema radicular seja destruído.
O cardo, ou Cynara cardunculus, é uma planta agressiva capaz de formar talhões mono-específicos massivos em habitat degradado, e é igualmente capaz de invadir comunidades naturais e semi-naturais. Provavelmente devido à reduzida capacidade de dispersão das sementes, o número de sementes parece ser um factor importante na invasão por parte do cardo (Kelly and Pepper, 1996). Pode ocupar habitats como montados, áreas ribeirinhas, campos agrícolas abandonados, crescendo melhor em barros profundos. Contudo não tolera demasiada sombra. O seu maior atributo comercial é ser uma planta multifuncional com três produtos: forragem animal, óleo vegetal e celulose para fibra ou energia.

http://www.aflops.pt/content/index.php?action=detailfo&rec=224


Creio que a única exidência desta planta é a necessiade de solos calcários, coisa que não falta neste país, e ao abandono.
A semente desta espécie já é comercializada em Portugal.

Ps. Off the Record esse meu amigo disse-me que já estamos a consumir bem mais biodisel que a percentagem establecida por lei para a mistura com o gasóleo comum, em especial nas marcas "linha branca" e que essa percentagem chega por vezes a valores superiores a 30%, situação ultrapassada, para não ser detectada pelo consumidor, pela mistura de alguns aditivos "milagrosos", com prejuízo da mecânica das viaturas e da carteira desse mesmo consumidor.

E quando o barril de petróleo sobe e essas empresas revendedoras/distribuidoras de combustíveis lá encaixam mais uns euros de lucro à conta do consumidor. :roll:
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