Irão

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Luso

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« Responder #30 em: Março 06, 2006, 12:44:13 pm »
Uma coisa me faz duvidar de uma intervenção no final de Março que é a aparente ausência de "buildup" militar...
Em todo o caso o filme parece repetir-se:

Citar
EUA apresentam pormenores sobre projecto de bomba do Irão

Os Estados Unidos vão apresentar no Conselho de Segurança das Nações Unidas elementos de prova sobre um projecto de bomba nuclear iraniana proveniente de um computador portátil roubado, revelou o semanário norte-americano Time.

Segundo o Time, os Estados Unidos vão submeter durante uma reunião do Conselho de Segurança, que poderá realizar-se esta semana, documentos provenientes do computador que pertence a um engenheiro iraniano e ao qual os norte-americanos conseguiram ter acesso.

Os documentos mostram desenhos semelhantes aos das primeiras bombas atómicas norte-americanas.

«Devido ao tamanho, ao peso e à potência assim como à altitude fixada para a explosão, isto não pode tratar-se de outra coisa que não uma bomba atómica», revelou um diplomata ocidental, citando pelo Time ao qual solicitou o anonimato.

«Nenhum outro tipo de carga funcionaria», acrescentou.

A apresentação destes documentos servirá para apoiar as afirmações dos Estados Unidos, segundo as quais o programa nuclear de Teerão tem objectivos militares.

Segundo o diplomata ocidental, os documentos fazem parte de uma apresentação Powerpoint encontrada no computador e um deles mostra uma esfera metálica com 61 centímetros de diâmetro, pesando cerca de 200 quilogramas.

Um outro desenho mostra um envelope exterior coberto com cargas explosivas, servindo para detonar o coração da bomba, refere o Time.

Esta concepção é semelhante à da «Fat Man», a bomba atómica que os norte-americanos lançaram sobre a cidade japonesa de Nagasaki em 1945, na segunda guerra mundial.

O Conselho dos governadores da AIEA reúne-se hoje para estudar um relatório do seu presidente, Mohammed ElBaradei, no qual este deverá afirmar que o Irão não obedece às solicitações da comunidade internacional, que lhe pede para acabar com as actividades de enriquecimento de urânio, e recusa submeter-se às inspecções da AIEA.

Diário Digital / Lusa

06-03-2006 3:00:00
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Get_It

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« Responder #31 em: Março 06, 2006, 06:39:06 pm »
Vai ser que nem aquelas imagens e dados que eles publicaram, quando foi para a Guerra do Iraque, sobre os camiões, onde estava montado um laboratório móvel de armas químicas. :D
:snip: :snip: :Tanque:
 

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typhonman

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« Responder #32 em: Abril 03, 2006, 08:44:06 pm »
E o novo missil submarino super veloz?
Artigo 308º

Traição à Pátria

Quem, por meio de violência, ameaça de violência, usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria, ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira, todo o território português ou parte dele
 

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me163

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« Responder #33 em: Abril 03, 2006, 10:43:36 pm »
Bem,


esses torpedos super rápidos devem ser uma cópia chinesa do torpedo russo  Shkval.

Desde 1998 que os russos o testam, e fala-se que deve ter sido um problema com um deles que afundou o Kursk.

É sabido que os chineses compraram umas quatro dezenas deles antes do ano 2000.
Portanto já tiveram amplo tempo para fazerem reverse engineer deles e produzir um totalmente novo.

Havendo torpedos desses fabricados por chineses, com os chineses a contruir uma frota naval de águas profundas,  não me custa imaginar vê-los a serem vendidos a quem os quiser comprar e esteja na linha de tiro dos USA.

Portanto, tendo em conta que os iranianos são bons engenheiros, e muito bons a fazer reverse engineer, não me admirava que dentro de algum tempo os começassem a produzir.

Este pode não ser de fabrico iraniano, mas o que contava era mostrar que o tinham, que podem bloquear o estreito de Ormuz impedido as saídas de petróleo para o resto do mundo, e por em risco os navios de guerra que por lá circulem.
Si vis pacem parabellum
 

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Lynx

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« Responder #34 em: Abril 06, 2006, 03:26:39 pm »
Citação de: "www.irib.ir"
Iran has tested its super modern air-to-sea missile with success.

According to Mehr news agency, unlike the current international technology, the top-secret missile named NOUR doesn’t need the othd system for precisely targeting objects.

All the common missiles in the world use the othd system for maximizing their range and precisely targeting the objects.

Meanwhile, Iran is the first country worldwide that has gained access to the well-advanced othd system.

Moreover, Rear Admiral Mohammad Ibrahim Dehqani, the spokesman for Iran’s military exercises in the Persian Gulf has noted that in the sixth day of the joint maneuvers, the land and sea operations in the islands, next to the strategic and important Hormouz Strait have been a success

Citação de: "www.irib.ir"
Rear Admiral Morteza Saffari, the Commander of IRGC Navy Force has said that Iran’s defense and military advancements are irrefutable.

He said on Wednesday that IRGC missile named NOUR can be launched from all military equipment including different types of choppers and this novel innovation is a turning point in Iran’s defensive capabilities. Meanwhile, the Iranian-made torpedo named Houth, which is one of the fastest of its kind throughout the world, was tested successfully in the course of Iran’s military exercises on Sunday.

Moreover, Iran’s advanced missile KOUSAR, which is radar-evasive and capable of targeting several objects simultaneously, was also put into test with success.

Throughout the maneuvers, Iran’s flying boats passed their tests positively. They can fly 10 meters above the sea level and are also radar-evasive. The military exercises were launched on March 31 in the Persian Gulf and will continue till April 6.


Os especialistas dizem que o material Iraniano é obsoleto e que isto não passa de um "bluff", mas será mesmo ? É que já começa a ser muita coisa para uma semana.
 

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Paisano

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« Responder #35 em: Abril 12, 2006, 06:02:48 am »
Avança o projeto do ataque nuclear ao Irã*

Fonte: www.tribunadaimprensa.com.br/

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O mínimo que se esperava dos neoconservadores linha-dura de Bush, responsáveis pela política desastrosa no Iraque, era que a esta altura estivessem tentando achar alguma saída honrosa para a lambança que criaram. Em vez disso, apostam em outra guerra - e o presidente despreparado que se deixou levar pela fantasia deles na primeira aventura parece a ponto de embarcar na segunda.

Segundo Jim Lobe, o jornalista da agência IPS que monitorou todas os movimentos dos neocons até o ataque americano de 19 de março de 2003, alerta agora que "os EUA já estão preparando ataque militar ao Irã, possivelmente com armas nucleares". Longos artigos detalhando os planos para bombardeios aéreos contra 400 alvos nucleares e militares já saíram em quatro publicações.

O "Washington Post" dos EUA e o "Sunday Times" da Grã-Bretanha são duas delas. Mas ainda mais reveladores são os textos saídos no "Forward", principal semanário da comunidade judaica, fundado em Nova York há mais de um século, e a respeitada revista "New Yorker", onde o lendário repórter Seymour Hersh, primeiro a expor as torturas de Abu Ghraib, esmiuçou o tema esta semana.

Operação pronta para começar

No artigo "The Iran plans", Hersh afirmou (sem ter sido desmentido até ontem) que forças de combate dos EUA entraram no Irã para obter dados sobre os alvos e fizeram contato com grupos étnicos minoritários que se opõem ao governo. E no Pentágono, a liderança civil pôs fim ao esforço de altos oficiais militares contra planos de contingência para o uso de armas nucleares contra alvos específicos do Irã.

Em meio à guerra de boatos em Washington, alguns acham improvável o ataque ocorrer antes da eleição parlamentar de novembro. Hersh discorda: acredita que a ação pode vir a qualquer momento, dada a posição já assumida por Bush, segundo autoridades de seu governo, de não admitir que o Irã inicie na primavera, como está planejado, seu programa piloto de enriquecimento de urânio.

Além de ter publicado o artigo, Hersh também deu entrevistas à TV, inclusive à CNN. Ele garante que o planejamento para um ataque americano já passou à fase "operacional", um passo "além do planejamento de contingência". O "Sunday Times" em Londres é menos alarmista. Acredita que o ataque não seria tão cedo, mas está convencido de que virá antes do final do mandato de Bush.

Decisão já pode ter sido tomada

A palavra oficial tem sido vaga até agora. O porta-voz Scott McClellan disse apenas que o uso da força militar continua a ser uma opção e o próprio Bush, sem rejeitar qualquer das informações de Hersh, disse que as notícias publicadas sobre o assunto constituem apenas "especulação", pois seu governo ainda está comprometido com a "diplomacia".

Mas quem acompanhou os fatos anteriores à invasão do Iraque, há três anos, sabe que enquanto o governo - inclusive o próprio Bush - insistia em repetir publicamente que ainda não fora tomada uma decisão, na verdade avisava em reuniões fechadas ao premier britânico Tony Blair, e até mesmo ao embaixador saudita Bandhar bin Sultan, que a data da invasão já tinha sido marcada.

Outras análises preferem ver o desdobramento no momento de uma campanha de guerra psicológica do governo Bush para persuadir os iranianos e aliados relutantes de Washington, em especial na Europa, de que os EUA vão mesmo lançar a ação militar, a menos que o regime de Teerã concorde em atender às exigências para que abandone o programa de enriquecimento de urânio.

Joseph Cirincione, o equilibrado especialista em proliferação nuclear no Carnegie Endowment for International Peace, acha que Bush não está blefando. "Nas últimas semanas, mudei minha posição", explicou. "Em parte a mudança foi provocada por colegas com vínculos estreitos no Pentágono e no Executivo. Eles me convenceram de que na cúpula a decisão já foi tomada. Vão mesmo atacar o Irã".

"Muito mais fácil que o Iraque"

Wayne White, alto analista sobre Oriente Médio do Departamento de Estado até 2005, disse à "Forward" que está cada vez mais preocupado, nos últimos meses, com o avanço da idéia de uma pesada dose de ataques aéreos contra o setor nuclear do Irã, sem que seja levada na devida conta a possível ramificação de tal ato. As declarações de Cirincione e de White também foram citadas por Jim Lobe.

Se é guerra psicológica ou premeditação grave, disse o jornalista, a verdade é que agem por trás os mesmos extremistas linha-dura pró-Israel que trabalharam para forçar a guerra do Iraque. Não por coincidência, a retórica ameaçadora do vice Dick Cheney e do embaixador na ONU, John Bolton, radicalizou-se primeiro nos discursos deles no Aipac, o poderoso "lobby" israelense que atua na capital.

Richard Perle, outro com papel destacado na trama que forçou a guerra no Iraque, retoma a mesma linha, tentando provar que será uma moleza. Destruir o programa do Irã, disse ele ao "Sunday Times", é mais fácil do que parece. No Aipac, mês passado, ele completou: uma dúzia de bombardeios B-2 fará tudo de um dia para o outro. E mais: "O ataque estará terminado antes que as pessoas se dêem conta do que aconteceu".

*Argemiro Ferreira
As pessoas te pesam? Não as carregue nos ombros. Leva-as no coração. (Dom Hélder Câmara)
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Volta Redonda
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Azraael

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« Responder #36 em: Abril 12, 2006, 12:21:02 pm »
Citação de: "Paisano"
No artigo "The Iran plans", Hersh afirmou (sem ter sido desmentido até ontem) que forças de combate dos EUA entraram no Irã para obter dados sobre os alvos e fizeram contato com grupos étnicos minoritários que se opõem ao governo. E no Pentágono, a liderança civil pôs fim ao esforço de altos oficiais militares contra planos de contingência para o uso de armas nucleares contra alvos específicos do Irã.


o artigo original (The Iran Plans) pode ser lido :arrow: AQUI
 

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papatango

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« Responder #37 em: Abril 12, 2006, 02:50:30 pm »
Atenção que o que o Irão afirmou ter, é um missil e não um torpedo super-rápido.

O missil iraniano que se vê nas imagens na TV é disparado de fora de água e mergulha na água. Tal torpedo deverá ter um alcance muito pequeno.

Outra coisa são os torpedos super rápidos, segundo a teoria da super-cavitação.

Muito sumáriamente, a tecnologia implica a criação de uma bolsa de ar na frente do torpedo, o que aumenta a sua velocidade porque o torpedo não tem que "arredar" a água do caminho, o que aumenta muito a sua velocidade.

Pelo menos, pelo que vi até agora, não parece haver nada de mais. As imagens que o Irão dovulgou são mais para consumo interno que externo.

Duvido completamente da capacidade do Irão para responder a um ataque americano. Aliás duvido dessa capacidade para responder mesmo a um ataque de Israel.

Cumprimentos
 

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Luso

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« Responder #38 em: Abril 13, 2006, 04:04:07 pm »
E esta? :shock:

"Tehran's Unfriendly Skies
John Weisman | April 11, 2006
A group of well financed Islamo-fascist terrorists buy current models of American-built jets, paint them to look like passenger or cargo aircraft, then fly suicide missions against targets in the West.

That sounds like the plot of one of my novels. But according to a well-placed source of mine, it's exactly what the Iranian government has been trying to do for more than a year now. Commercial aircraft brokers on at least two continents have received shadowy inquiries they believe originate in Tehran to buy eight-year-old or younger B737 new generation airplanes, and B747-400 aircraft of the same vintage, price no object.

The fact that Iran may be trying to buy American made jet aircraft clandestinely and is willing to pay sky's-the-limit prices is hugely worrisome. According to Joshua R. EDKINS [pseudonym], a retired supergrade CIA clandestine service operative, “Buying aircraft is very competitive and the first question usually asked is, ‘How much.?' When price doesn't matter, something's wrong. Such is the case here. If Iran buys these aircraft, what better way to deliver a nuke?”

EDKINS and others with knowledge of the Tehran regime believe that it would be operationally feasible for Iran to buy an aircraft, fit it with a primitive nuclear device, and launch the plane against an American target. The suicide crew might be Iranian, or the mission could be jobbed out to one of Iran's owned-and-operated Shia surrogates like Hezbollah, or even sub-contracted to a Sunni al-Qa'ida or al-Qa'ida in Iraq cell.

“They'll train a crew and insert a Plutonium bomb using dated Fat-Boy technology -- which is why they need a fat belly aircraft,” says EDKINS.

Indeed, flight training could be conducted in Iran. The pilots could conceivably become proficient enough to fly Iran Air flights in order to learn commercial procedures and develop confidence dealing with air control centers.

Operationally, a mission against the US would be incredibly tough -- but not impossible. And the Iranians have both patience and a long-term weltanschauung when it comes to these sorts of terror operations. You want weltanschauung? Long before the Ayatollah Khomeini came to power, the nucleus of what would become his Islamic Revolutionary Guard Corps was training in Lebanon's Beka'a Valley under the protection of the PLO's Yasser Arafat. So by the time Arafat and his minions left Beirut for Tunis in 1982, Iran had already established itself to fill the terror vacuum in Lebanon by creating what would become Hezbollah and the Islamic Jihad Organization. And patience? After the 1979 seizure of the American Embassy, hundreds of pages of shredded CIA documents were painstakingly reconstructed strand by strand.

So now, Tehran can take its time too. The Iranians can spend weeks, even months monitoring and recording communications between commercial aircraft and regional FAA control centers or even NORAD by using scanners, thus familiarizing the suicide crew with what they'd have to say as they approached U.S. airspace. The same techniques could be used to glean language from flight control in Western Europe.

The airliners could go through a series of identity changes that would make them nigh on impossible to trace. And when it came time to use them, they wouldn't have to be painted to look like jets belonging to United Airlines or other U.S.-based carriers, either. Any airline that flies 737s or 747s would do -- even FedEx or other airfreight carriers. The list of false IDs would also probably also include aircraft from South America, where Iran is currently deepening its ties with such anti-US leaders as Venezuela's rabidly anti-American president Hugo Chavez.

Indeed, the growing Tehran-Caracas axis is troubling on a number of levels. When I was in Paris recently, a source of mine with well-placed intelligence connections in Tehran mentioned that as far back as early 2005 the mullahs had budgeted more than $200 million to spread around in South America, where a growing number of the continent's new leaders, epitomized by Venezuelan president Hugo Chavez, are turning both leftward and increasingly anti-US in their policies.

Venezuelan president Chavez is a vocal supporter of Iran's nuclear program. As far back as March of 2005, the then-president of Iran, Mohammad Khatami, received a warm welcome from the Venezuelan strongman. Khatami did not visit Chavez empty-handed either. He delivered 100,000 AK-47 assault rifles (an impressive number of weapons considering the fact that the Venezuelan armed forces number only slightly more than 80,000) as well as a cadre of Iranian experts -- several hundred “engineers” and “technicians” to help set up joint commercial ventures. Those joint ventures also provide perfect cover for status for clandestine officers from Iran's intelligence service, the Ministry of Security and Information, thus allowing Iran's Seppah-e Pasdaran (the Islamic Revolutionary Guard Corps), to establish a fertile and hospitable hub from which to recruit agents, gather intelligence, and organize terror operations against the United States.

Chavez and the new Iranian president, Mahmoud Ahmadinejad, have also exchanged warm greetings in recent months. Ahmadinejad, who has called for the eradication of Israel and claimed the Holocaust never took place, is said to have been impressed by Chavez's 2005 Christmas Eve broadcast, during which the Venezuelan made a number of anti-Semitic remarks.

And how does the current Caracas-Tehran love-fest dovetail with Iran's attempts to buy American aircraft and fly one at a U.S. target? The answer is that the Venezuelan president might actually be loony enough to be persuaded to allow Tehran to substitute its suicide mission for a Venezuelan flight. Fiction? Like I said, it sounds like the plot of one of my novels. But stranger things have actually happened."
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Marauder

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« Responder #39 em: Abril 15, 2006, 02:04:40 pm »
Citar
Iran: Naval Doctrine Stresses 'Area Denial'
 
 
(Source: Radio Free Europe Radio Liberty; issued April 6, 2006)
 
 
 Iran's tests of its Fajr-3 missile, torpedoes, and other types of hardware during a week of war games from March 31 to April 6 have overshadowed the military exercises themselves. But the maneuvers, which are taking place in the Persian Gulf, the Straits of Hormuz, and the Sea of Oman, are significant because they highlight the role of naval power in Iran's military doctrine.  
 
Iran's long coastline -- approximately 2,400 kilometers in the south -- affects its military outlook, Defense Minister Mustafa Mohammad Najjar said during an early January visit to the southern port city of Bandar Abbas.  
 
"One of the strategies of the Defense Ministry is to promote our operation and combat forces' capabilities in the sea," he said. It would achieve this, he said, by building ships and submarines and through cooperation with the Gulf's littoral states. Najjar went on to say that the navy applies creative and innovative methods, uses asymmetric warfare, and depends on domestically-made products.  
 
Later that same month, an Iranian military official stressed "denial of access" and said the United States is very vulnerable at sea. Mujtaba Zolnur, a high-ranking official at the Islamic Revolution Guards Corps (IRGC), continued: "This is another weak point of the enemy because we have certain methods for fighting in the sea so that war will spread into the Sea of Oman and the Indian Ocean," "Aftab-i Yazd" reported on January 23. "We will not let the enemy inside our borders."  
 
General Yahya Rahim-Safavi, IRGC commander, said in summer 2005 that the plans of the corps' navy include confronting aggressors by using asymmetric warfare and by improving power- projection capabilities, "Siyasat-i Ruz" and "Kayhan" reported on June 8.  
 
Protecting Bases And Oil Fields  
 
A total of 38,000 men serve in Iran's conventional navy and the Islamic Revolution Guards Corps navy, and these forces are believed to have a significant capacity for regular and asymmetric naval warfare.  
 
Rahim-Safavi added that the navy wants to improve its missile systems and its surveillance capabilities, and it wants to strengthen its defense of Persian Gulf islands.  
 
The need to protect bases and oil facilities in the Persian Gulf makes "area denial" through mine warfare a major aspect of Iranian naval doctrine. Mines were used during the 1980-1988 Iran-Iraq War. Today, Iran has three to five ships with minesweeping and mine-laying capabilities, and many of its smaller vessels can lay mines. Aircraft can drop mines, too.  
 
Tehran has occasionally threatened to use mines to block the Straits of Hormuz, described by the U.S.'s Energy Information Administration as "By far the world's most important oil choke point." In February 2005 congressional testimony, the Defense Intelligence Agency director, Vice Admiral Lowell Jacoby, addressed this possibility by saying that Iran would rely on a "layered strategy" that uses naval, air, and some ground forces to "briefly" close the straits. Iran's purchase of North Korean fast-attack craft and midget submarines improved this capability, he said.  
 
Missiles are important for "area denial" as well. Iran compensates for limited air power and surface-vessel capabilities with an emphasis on anti-ship missiles. Four of these systems were obtained from China -- the long-range Seersucker missile, as well as the CS-801, CS-801K, and CS-802 anti-ship missiles. There are reports that Iran has purchased Ukrainian anti-ship missiles. Most commercial shipping is within range of missiles based on Iranian islands in the Persian Gulf.  
 
In an effort to limit hostile air power in the region, Iran might target air bases to its south, or it could try to strike aircraft carriers outside the gulf. Submarines could be used for the latter assignment, and the port of Chah Bahar on the Sea of Oman is being modified to serve the kilo-class submarines Iran purchased from Russia in the 1990s.  
 
As the Persian Gulf war games continued and Iran demonstrated new types of equipment, Tehran sought to reassure the international community of its benign intentions. Foreign Minister Manuchehr Mottaki said on April 4 that the country's military doctrine is essentially defensive, IRNA reported.  


de:
http://www.defense-aerospace.com

Interessante esta doutrina de "area denial". Nós também poderiamos melhorar essa capacidade..com a aquisição da vertente minas (embora tirando o estreito de Gibraltar, não existem outros pontos vitais onde possamos minar, para além dos portos inimigos é claro), e uns Humvee ou mesmo as velhas Chaimite ( :D ,se ficar mais barato) com uns Exocet, baterias anti-navio móveis  c34x ...
 

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Luso

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« Responder #40 em: Maio 14, 2006, 12:15:43 pm »
Um raciocínio interessante sobre a recente carta enviada a Bush por Ahmadinejad:

O pessoal que faz o JihadWatch costuma ser acusado de paranóia por parte dos muçulmanos e dos pró-islâmicos, radicais ou moderados. E, num dos seus mais recentes artigos, até eu pensei que o autor, Robert Spencer, estava a esticar um pouco a corda, não porque fosse paranóico, mas porque estava a escrever algo que seria dificilmente verificável, oferecendo assim terreno para os seus detratores lhe voltarem a chamar taradinho das conspirações mafométicas. É verdade que, a concluir o artigo, Spencer diz que fala duma possibilidade, não duma certeza, mas mesmo assim haveria quem se sentisse à vontade para o considerar irrealista, na melhor das hipóteses. Basicamente, Spencer dizia que a carta que o presidente iraniano Mahmood Ahmadi-Najad enviou ao presidente norte-americano George Bush era um convite ao Islão, tal como o Corão manda fazer antes dum ataque ao infiel: repetindo, o Alcorão manda que o muçulmano, antes de atacar o infiel, o convide a tornar-se muçulmano ou a deixar-se dominar pela lei islâmica; só depois do infiel recusar o convite é que o muçulmano pode atacar.(Sahih Muslim 4294)

Eis senão quando o próprio Vasalam Ala Man Ataba’al hoda Mahmood Ahmadi-Najad, presidente da República Islâmica do Irão, vem dizer, publicamente, que a sua carta não era sobre a questão nuclear, mas sim um convite ao monoteísmo e à justiça - e o procedimento seguinte dependerá da resposta de Bush.


 :shock:
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antoninho

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lembram-se da pessoa?
« Responder #41 em: Maio 14, 2006, 09:23:50 pm »
Henry Kissinger avisa contra intervenção militar no Irão



Luís Naves    
 
O antigo secretário de Estado norte-americano, Henry Kissinger, admitiu ontem em Lisboa que a "ocupação militar do Irão seria um pesadelo". O antigo diplomata, que hoje trabalha como consultor e académico, fez a afirmação numa conferência organizada pelo Diário Digital e apoiada pelo grupo Portugal Telecom. O tema era o Médio Oriente e o cerne da palestra foi dedicado ao desafio nuclear iraniano.

Kissinger começou por explicar, a uma audiência de políticos e quadros superiores de empresa, a diferença entre tomar decisões e ter opiniões académicas sobre os problemas. Segundo contou, na altura em que chefiou a diplomacia dos EUA, a sua maior preocupação foi a questão nuclear, pelos efeitos catastróficos de um erro diplomático.

Em resumo, o antigo secretário de Estado tentou explicar que os Estados Unidos vão negociar com os iranianos, embora a grande dificuldade esteja na definição do tempo desta negociação. O Presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad "sabe que nós [Ocidente] somos mais fortes, mas ele pensa que é ideologicamente mais forte". Ou seja, a complexidade do assunto está na percepção que cada interveniente tem do outro e, sobretudo, na preponderância da ideologia.

Na perspectiva de Kissinger, a estratégia americana deve ser a de evitar a proliferação de armas nucleares, pois "o mundo tornou-se mais fragmentado". Na palestra, Kissinger admitiu que Ahmadinejad tem razão, quando diz que o seu país não pode ser afastado de uma tecnologia que domina (o enriquecimento de urânio). No entanto, é "imperativo" evitar que o Irão construa bombas atómicas. Kissinger sugeriu que seja aceite a proposta russa ou alguma forma de "unidade internacional de enriquecimento" de urânio.

Em relação às recentes posições iranianas, Kissinger afirmou que "podem ser propaganda ou podem querer dizer que os iranianos desejam negociar. A única maneira de saber é através de um processo negocial, embora este não possa durar indefinidamente".

Dizendo falar em nome pessoal, apesar da sua proximidade com a actual administração, Kissinger concluiu o tema dizendo que "se não formos bem sucedidos teremos de viver num mundo com elevado nível de proliferação nuclear e ninguém quer viver [num local] onde uma bomba pode rebentar a todo o momento". Isso seria inaceitável para as democracias. Outra ideia que deixou insinuada foi a de que o Irão já foi no passado firme aliado dos EUA na região e que haveria vantagens em regressar a essa antiga ligação estratégica.

Henry Kissinger não o disse abertamente, mas a forma como defendeu a realpolitik, em numerosos textos escritos como académico, deixa perceber que o antigo chefe da diplomacia de Richard Nixon será defensor de uma atitude mais pragmática em relação ao actual regime de Teerão.

"O essencial não é derrubar o Governo iraniano pela força militar", explicou. "O essencial é evitar que armas nucleares se tornem numa ameaça para a Humanidade".
 

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TOMKAT

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« Responder #42 em: Maio 17, 2006, 02:23:50 am »
Noticia de um site brasileiro
http://www.noolhar.com

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Venezuela pode vender caças americanos ao Irã

16 Maio 15h47min 2006

As forças armadas venezuelanas estão considerando a possibilidade de vender seus caças americanos F-16 a outro país, possivelmente o Irã, em resposta à proibição da venda de armas americanas à Caracas. A informação foi confirmada por um alto oficial militar do país nesta terça-feira.

O general Alberto Muller, um importante interlocutor de Chávez, disse ter recomendado ao ministério da Defesa a venda de 21 jatos a outro país.

Segundo Muller, valeria a pena considerar a "possibilidade de uma negociação com o Irã pela venda destes aviões".

Antes mesmo de os Estados Unidos anunciarem o embargo a venda de armas à Venezuela nesta segunda-feira, Washington havia parado de comercializar importantes atualizações tecnológicas dos F-16.

Chávez já tinha alertado que poderia dividir os jatos americanos com Cuba e China se os EUA não fornecessem partes dos aviões. Ele também informou que cogita comprar caças russos e chineses.

Segundo Muller, funcionários do alto escalão militar consideram a troca dos F-16s pelos caças russos Skhoi Su-35, "que é o melhor jato de combate produzido no mundo atualmente".

Contrato

Os militares americanos, por sua vez, responderam que um contrato estabelecido entre os dois países em 1982 obriga uma consulta a Washington antes da transferência de qualquer F-16 para outros países.

"A recomendação que eu fiz ao ministério, e que farei ao presidente no tempo adequado, é vender os F-16s a um terceiro país, pois se eles (Washington) não estão cumprindo com a parte que lhes cabe do acordo, nós não temos a obrigação de cumprir com a nossa", alfinetou Muller.

Durante o anúncio do cancelamento das vendas aos venezuelanos, nesta segunda-feira, o Departamento de Estado dos Estados Unidos alegou que um dos motivos da medida é a relação de proximidade entre Venezuela, Cuba e Irã. Para a Casa Branca, os dois últimos são países que apóiam o terrorismo.

Caracas comprou os caças americanos em 1983. Até o Chile adquirir aeronaves semelhantes em 2003, a Venezuela era o único país americano - fora os EUA - a possuir os caças produzidos pela Lockheed Martin Corp.

Chávez também acusou os Estados Unidos por quebra de contrato.

Segundo os militares americanos, no entanto, o acordo de 1983 não previa a reposição de peças indefinidamente nem a atualização tecnológica dos jatos à Venezuela.

Ataque

A Venezuela também insistiu nesta terça-feira que os Estados Unidos "pretendem desestabilizar" o Governo do presidente Hugo Chávez e assegurou que a decisão de proibir as empresas americanas de vender-lhe armas é uma preparação das "condições políticas para o ataque".
"O cerne do problema não é a luta contra o terrorismo", indicou o ministério de Relações Exteriores em um comunicado mas sim "isolar" o país, "desestabilizar seu governo democrático e preparar as condições políticas para o ataque".

"Nosso país estende sua mão amiga ao povo americano, mas não duvidará em cerrar o punho para responder à agressão, tanto a verbal como a material, que um governo imoral empreenda e à natureza agressiva como a que atualmente rege seu destino", acrescentou o comunicado oficial de Caracas.

Agência Estado
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Marauder

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(sem assunto)
« Responder #43 em: Maio 17, 2006, 04:35:31 pm »
Ainda voam?

  Pensava que estavam parados por falta de peças...boicote por parte de EUA  :wink:

  A ser verdade (isto que disse), a noticia é mero bluff..

  Alguém confirma se os F-16 ainda voam?
 

*

Azraael

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(sem assunto)
« Responder #44 em: Maio 17, 2006, 04:42:55 pm »
Citação de: "Marauder"
Alguém confirma se os F-16 ainda voam?

Mesmo que voem, duvido que os EUA nao tenham algum tipo de backdoor nos avioes que vendem ao estrangeiro.
 

 

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