U209PN

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antoninho

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Re: U209PN
« Responder #2730 em: Fevereiro 08, 2019, 08:32:52 pm »
E esta afirmação???

A modernização das MEKO e classe M será em regime de concessão?
O que está em cima da mesa diz respeito a como tratar o fim de vida das fragatas Vasco da Gama. Isto é alvo de debate, na medida em que esse final de vida pode ser mais prolongado com investimento de algum peso, ou mais curto se o dinheiro for reafectado para a aquisição de novas fragatas. Nos anos 30 deste século, no final do período da LPM, teremos de ter novas fragatas ou nos anos de 2024 ou 2025 fazer a actualização, e temos dois a três anos para chegar a uma conclusão.
 

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P44

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Re: U209PN
« Responder #2731 em: Fevereiro 21, 2019, 01:48:04 pm »
E esta afirmação???

A modernização das MEKO e classe M será em regime de concessão?
O que está em cima da mesa diz respeito a como tratar o fim de vida das fragatas Vasco da Gama. Isto é alvo de debate, na medida em que esse final de vida pode ser mais prolongado com investimento de algum peso, ou mais curto se o dinheiro for reafectado para a aquisição de novas fragatas. Nos anos 30 deste século, no final do período da LPM, teremos de ter novas fragatas ou nos anos de 2024 ou 2025 fazer a actualização, e temos dois a três anos para chegar a uma conclusão.

Como assim "regime de concessão"?  :conf:
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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antoninho

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Re: U209PN
« Responder #2732 em: Fevereiro 22, 2019, 01:06:54 am »
Em tempos idos isso era para a base das Lajes e Beja(EUA e Alemanha) que em troca forneciam material de defesa agora aplicar isso nas Meko e Bartolomeu a troca de quê???
Algum empreendimento dado por exploração em troca, mas o quê???
Ou outro significado de concessão?
 
 

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tenente

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Re: U209PN
« Responder #2733 em: Fevereiro 22, 2019, 06:15:28 am »
E esta afirmação???

A modernização das MEKO e classe M será em regime de concessão?
O que está em cima da mesa diz respeito a como tratar o fim de vida das fragatas Vasco da Gama. Isto é alvo de debate, na medida em que esse final de vida pode ser mais prolongado com investimento de algum peso, ou mais curto se o dinheiro for reafectado para a aquisição de novas fragatas. Nos anos 30 deste século, no final do período da LPM, teremos de ter novas fragatas ou nos anos de 2024 ou 2025 fazer a actualização, e temos dois a três anos para chegar a uma conclusão.

Antoninho desculpe lá, mas este Post não deveria estar no tópico das VdG e BD, digo eu ???

Abraços
 

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Charlie Jaguar

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Re: U209PN
« Responder #2734 em: Fevereiro 22, 2019, 08:08:08 am »
E esta afirmação???

A modernização das MEKO e classe M será em regime de concessão?
O que está em cima da mesa diz respeito a como tratar o fim de vida das fragatas Vasco da Gama. Isto é alvo de debate, na medida em que esse final de vida pode ser mais prolongado com investimento de algum peso, ou mais curto se o dinheiro for reafectado para a aquisição de novas fragatas. Nos anos 30 deste século, no final do período da LPM, teremos de ter novas fragatas ou nos anos de 2024 ou 2025 fazer a actualização, e temos dois a três anos para chegar a uma conclusão.

Antoninho desculpe lá, mas este Post não deveria estar no tópico das VdG e BD, digo eu ???

Abraços

E já lá se encontra.

O MDN dá hoje uma entrevista ao diário "Público". Fica aqui o excerto da mesma onde fala sobre a modernização das fragatas.

Citar
(...) A modernização das MEKO e classe M será em regime de concessão?

O que está em cima da mesa diz respeito a como tratar o fim de vida das fragatas Vasco da Gama. Isto é alvo de debate, na medida em que esse final de vida pode ser mais prolongado com investimento de algum peso, ou mais curto se o dinheiro for reafectado para a aquisição de novas fragatas. Nos anos 30 deste século, no final do período da LPM, teremos de ter novas fragatas ou nos anos de 2024 ou 2025 fazer a actualização, e temos dois a três anos para chegar a uma conclusão. (...)

https://www.publico.pt/2019/02/08/politica/entrevista/contrapartidas-nao-historico-sucesso-1861043#gs.zVtUMJAt
http://www.forumdefesa.com/forum/index.php?topic=4942.840
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Re: U209PN
« Responder #2736 em: Março 13, 2019, 12:32:09 am »
Andava a passear no Youtube e descobri esta gema. Isto tem algum sentido?


Se fosse, um submarino de borla e não aceitar era o cumulo da burrice á Portuguesa.
 :mrgreen: ;)
 
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Re: U209PN
« Responder #2737 em: Março 13, 2019, 08:37:40 am »
O problema é que nunca seria de borla..

Mais uma tripulação e acima de tudo mais manutenção faseada que toda a gente sabe o custo..

Nota: sou completamente de acordo com uma terceira unidade. Apenas constatei que a vinda de outro sub teria custos altos pra MP
 
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Re: U209PN
« Responder #2738 em: Março 13, 2019, 08:57:37 am »
Andava a passear no Youtube e descobri esta gema. Isto tem algum sentido?


Se fosse, um submarino de borla e não aceitar era o cumulo da burrice á Portuguesa.
 :mrgreen: ;)

Á pois foi !!
Foi uma burrice e das muito grandes, a terceira unidade free of charge para um País que tem uma marinha com Navios com uma idade média superior a 20 anos, além de um numero extremamente reduzido de unidades de combate que operam com sensores e armamento com quase trinta anos, os das Corvetas já tem quase cinquenta anos, sem upgrades dignos desse nome !!

Abraços
 
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Re: U209PN
« Responder #2739 em: Março 13, 2019, 09:19:57 am »
O problema é que nunca seria de borla..

Mais uma tripulação e acima de tudo mais manutenção faseada que toda a gente sabe o custo..

Nota: sou completamente de acordo com uma terceira unidade. Apenas constatei que a vinda de outro sub teria custos altos pra MP

Uma guarnição de 33 elementos é dispendiosa ????
Com apenas uma Guarnição que é menos que 1/5 dos elementos de uma das nossas fragatas, Fragatas essas que estão quase obsoletas ???

Uma guarnição de uma fragata por ano, custa tanto como uma guarnição de um tridente durante cinco anos e picos, só isso.
Os custos das guarnições das cinco fragatas num ano dão para uma guarnição de um tridente operar durante vinte e seis, vinte e sete anos !!!

Qual a utilidade de termos um navio que tem 150/180 elementos de guarnição e tem os sistemas de combate e sensores quase obsoletos, VS um Navio novo com armamento e sensores actuais, com uma guarnição cinco vezes menor ???
Quantos milhões vão ser gastos nas duas fragatas com 25 anos ???
100 milhões!
E quantos serão gastos nas VdG ????
150 milhões ??
Quantos milhões foram gastos na classe Tridente ??
Quarenta milhões ??
Ainda não falta a descativação do ser Centelho, da verba para o NRP Arpão.

https://www.jn.pt/nacional/interior/submarinos-tridente-e-arpao-vao-fazer-revisao-intermedia-5448220.html

Os tridentes são actualmente, na Marinha e se não for das nossas FFAA, o único ou dos muitíssimos poucos sistemas de combate credíveis e eficazes e acima de tudo dissuadores !!

Ainda bem que a MdG não está a cometer o mesmo erro nos Tridentes, que se cometeu com falta da realização atempada desses upgrades/MNT nas nossas Fragatas, se bem que a falta dos upgrades nas Fragatas não é culpa das chefias da Marinha mas sim da falta de verbas alocadas pela tutela!!















Abraços
« Última modificação: Março 13, 2019, 09:32:28 am por tenente »
 
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Re: U209PN
« Responder #2740 em: Março 13, 2019, 02:16:47 pm »
No minimo dos minimos seria para ter duas unidades no mar enquanto a terceira estaria em manutenção!
E como o camarada Tenente indicou, os custos da tripulação eram o menos.
Ficava mais caro municiar o submarino com torpedos e sub Harpoons do que o custo da tripulação durante uns bons anos.
 ;)
 
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Re: U209PN
« Responder #2741 em: Maio 02, 2019, 10:05:53 am »
Despacho n.º 4451/2019 - Diário da República n.º 84/2019, Série II de 2019-05-02 122201920
Defesa Nacional - Gabinete do Ministro
MoU Sustentação Logística Submarinos Marinha

https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/122201920/details/3/maximized?serie=II&parte_filter=31&dreId=122201876
 

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Re: U209PN
« Responder #2742 em: Junho 07, 2019, 01:13:06 pm »
Citar
Arsenal do Alfeite já está a reparar submarinos alemães do Thyssen Krupp
João Palma Ferreira / 07 Jun 2019

O estaleiro do Alfeite, na Base Naval de Lisboa, fechou parcerias “milionárias” com o fabricante dos submarinos alemães da classe “Tridente” e com o produtor de mastros Gabler Maschinenbau.

Volvido mais de um século a operar submarinos – o primeiro chegou a Portugal em 1913 –, este ano será provavelmente um dos mais importantes na já longa experiência “submarinista” portuguesa: o estaleiro naval do Arsenal do Alfeite (AA) passa a ter capacidades na área da manutenção e reparação de submarinos alemães da classe “Tridente”, do tipo U-214. Isto quer dizer que o estaleiro do AA pode assegurar trabalhos de reparação e manutenção de submarinos desta classe, em parceria com o grupo alemão thyssenKrupp Marine Systems (tkMS), dono do estaleiro de Kiel onde o fabricante Howaldtswerke Deutsche Werft (HDW) produz os submarinos da classe “Tridente”.

Na prática, os dois submarinos portugueses adquiridos pela Marinha na sequência da resolução do Conselho de Ministros 14/98 – o NRP “Tridente” S160 e o NRP “Arpão” S161, que constituem a 5ª Esquadrilha portuguesa – transformaram-se numa janela de oportunidade para modernização do estaleiro do AA, que agora se especializa na alta tecnologia incorporada neste tipo de equipamento naval. Além dos submarinos portugueses poderem ser reparados em Portugal, sem terem de navegar até à costa alemã, haverá disponibilidade para assegurar a manutenção e reparação de submarinos pertencentes a esquadrilhas de outros países. Trata-se de uma oportunidade de negócio para o AA, atendendo a que um contrato de manutenção de um submarino pode ultrapassar normalmente os 25 milhões de euros - segundo informações obtidas pelo Jornal Económico.

Mais: também está em curso o desenvolvimento do negócio com a Gabler Maschinenbau, com quem o AA detém uma parceria para a reparação, teste e manutenção de mastros de submarinos, e que representará mais uma vertente de negócio, até aqui inexistente. Os dois submarinos da Classe “Tridente” - do tipo U-209PN, segundo a designação atribuída pelo fabricante aos submarinos entregues à Marinha de Guerra Portuguesa -, determinaram o posterior processo de capacitação do AA, para executar a manutenção planeada dos submarinos da classe “Tridente”. Este processo de capacitação teve início em 2015, entre a tkMS e a sociedade AA, em estreito alinhamento e articulação com a Marinha portuguesa. Para facilitar as manobras de entrada dos submarinos no Alfeite, foram feitas obras de dragagem do canal de acesso à doca seca do AA, concluídas em setembro de 2018, com um orçamento de aproximadamente 450 mil euros. O programa de capacitação em manutenção de submarinos concretizado pelo estaleiro do Tejo incluiu o treino e formação da equipa de trabalhadores do AA nos estaleiros construtores da tkMS, em Kiel, entre janeiro de 2017 e junho de 2018. Esta ação de formação coincidiu com o desenvolvimento dos trabalhos referentes à primeira revisão intermédia do NRP “Tridente” e implicou um investimento de aproximadamente 1,7 milhões de euros.

Foi concretizado um plano de aquisição de sistemas e equipamentos para o reequipamento oficinal a fim de capacitar as áreas da mecânica, eletrotecnia e eletrónica, para a realização dos trabalhos que irão ocorrer no âmbito da primeira revisão intermédia do NRP “Arpão”, com uma duração estimada de cerca de 18 meses. Isso implicou um investimento cerca de 1,5 milhões de euros. A parte contratual deste processo começou em 2017, com a celebração do contrato direto com o construtor tkMS, permitindo à sociedade AA realizar trabalhos de manutenção em sistemas do NRP ”Tridente” (na altura estava em reparação na tkMS, em Kiel, na Alemanha), desmontados de bordo e enviados para Portugal, e executando pequenos trabalhos de manutenção a bordo, na Alemanha.

Este projeto-piloto, visou a validação do modelo de negócio bilateral que a tkMS pretende aplicar, numa maior escala, com a sociedade AA, mas também potenciou setores já proficientes do estaleiro na reparação de sistemas de bordo, com benefícios mútuos. Seguiu-se a celebração em maio de 2018 de um Acordo Estratégico entre a tkMS, a AA e a Marinha Portuguesa, para potenciar a cooperação entre as duas empresas através do desenvolvimento de novos setores de negócio. Com início no corrente ano, e por uma duração estimada em 18 meses, está previsto que o submarino “Arpão” realize a sua primeira revisão intermédia no AA. “Perspetiva-se que após 2020, o AA, passe a ser o estaleiro líder para a realização das grandes intervenções de manutenção dos submarinos da Marinha Portuguesa”, referiu ao Jornal Económico, o almirante José Luís Garcia Belo, presidente do Conselho de Administração do AA.“Complementarmente existirão contratos diretos com a tkMS, ao abrigo do mencionado Acordo Estratégico, para a reparação de sistemas de submarinos de outros países”, admitiu o almirante.

A manutenção de submarinos faz-se em ciclos de sete em sete anos, com reparações intermédias que demoram 18 meses, de grande complexidade. Entre as reparações intermédias, um submarino faz dois períodos de reparações de cinco meses. E nos intervalos de 24 meses faz revisões assistidas. Sobre o potencial deste novo negócio para o AA, serve de exemplo o contrato de manutenção e reparações da Marinha com a tkMS, que ascende a 29 milhões de euros Mas ainda há um contrato acessório da Marinha com o AA para serviços de apoio ao contrato principal. Será sempre difícil calcular os valores cobráveis pelo AA pela reparação a um submarino estrangeiro porque os trabalhos a efetuar dependerão de cada caderno de encargos. Mas, segundo o almirante Garcia Belo, este negócio “pode representar num ano 30% a 40% da atividade do AA. Preparámo-nos para isso”, diz.

De resto, na perspetiva do AA, “um submarino é um investimento de longo prazo porque vão estar cá mais 30 anos. Os ciclos de vida dos navios estão definidos: nas fragatas são de 35 a 40 anos, nos porta-aviões, de 50 anos e nos submarinos, de 35 anos”, explica o diretor de Estratégia e Desenvolvimento de Negócios do AA, Bruno Pica. Convém ter presente que o estaleiro do AA não pertence à Marinha. É uma sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos na tutela do ministro da Defesa Nacional e não pertence à Marinha. “A Marinha terá de nos contratar e nós temos de respeitar a contratação pública, embora haja um grande alinhamento entre a Marinha e o AA – a Marinha representa 90% da nossa carteira de encomendas”, adianta Bruno Pica.

https://leitor.jornaleconomico.pt/noticia/arsenal-do-alfeite-ja-esta-a-reparar-submarinos-alemaes-do-thyssen-krupp?utm_term=O+seu+Jornal+Economico+desta+semana+ja+esta+disponivel.&utm_campaign=Jornal+Economico&utm_source=e-goi&utm_medium=email&fbclid=IwAR2p_cYc8wQbKJfqa-7UWIwvDQGLh9fKkuAZ_ii2B367bSuIITAdhSS83Cc#.XPofbgW_Qbg.facebook
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Re: U209PN
« Responder #2743 em: Junho 07, 2019, 02:34:51 pm »
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Arsenal do Alfeite já está a reparar submarinos alemães do Thyssen Krupp
João Palma Ferreira / 07 Jun 2019

O estaleiro do Alfeite, na Base Naval de Lisboa, fechou parcerias “milionárias” com o fabricante dos submarinos alemães da classe “Tridente” e com o produtor de mastros Gabler Maschinenbau.

Volvido mais de um século a operar submarinos – o primeiro chegou a Portugal em 1913 –, este ano será provavelmente um dos mais importantes na já longa experiência “submarinista” portuguesa: o estaleiro naval do Arsenal do Alfeite (AA) passa a ter capacidades na área da manutenção e reparação de submarinos alemães da classe “Tridente”, do tipo U-214. Isto quer dizer que o estaleiro do AA pode assegurar trabalhos de reparação e manutenção de submarinos desta classe, em parceria com o grupo alemão thyssenKrupp Marine Systems (tkMS), dono do estaleiro de Kiel onde o fabricante Howaldtswerke Deutsche Werft (HDW) produz os submarinos da classe “Tridente”.

Este projeto-piloto, visou a validação do modelo de negócio bilateral que a tkMS pretende aplicar, numa maior escala, com a sociedade AA, mas também potenciou setores já proficientes do estaleiro na reparação de sistemas de bordo, com benefícios mútuos. Seguiu-se a celebração em maio de 2018 de um Acordo Estratégico entre a tkMS, a AA e a Marinha Portuguesa, para potenciar a cooperação entre as duas empresas através do desenvolvimento de novos setores de negócio. Com início no corrente ano, e por uma duração estimada em 18 meses, está previsto que o submarino “Arpão” realize a sua primeira revisão intermédia no AA. “Perspetiva-se que após 2020, o AA, passe a ser o estaleiro líder para a realização das grandes intervenções de manutenção dos submarinos da Marinha Portuguesa”, referiu ao Jornal Económico, o almirante José Luís Garcia Belo, presidente do Conselho de Administração do AA.“Complementarmente existirão contratos diretos com a tkMS, ao abrigo do mencionado Acordo Estratégico, para a reparação de sistemas de submarinos de outros países”, admitiu o almirante........

..........A manutenção de submarinos faz-se em ciclos de sete em sete anos, com reparações intermédias que demoram 18 meses, de grande complexidade. Entre as reparações intermédias, um submarino faz dois períodos de reparações de cinco meses. E nos intervalos de 24 meses faz revisões assistidas. Sobre o potencial deste novo negócio para o AA, serve de exemplo o contrato de manutenção e reparações da Marinha com a tkMS, que ascende a 29 milhões de euros Mas ainda há um contrato acessório da Marinha com o AA para serviços de apoio ao contrato principal. Será sempre difícil calcular os valores cobráveis pelo AA pela reparação a um submarino estrangeiro porque os trabalhos a efetuar dependerão de cada caderno de encargos. Mas, segundo o almirante Garcia Belo, este negócio “pode representar num ano 30% a 40% da atividade do AA. Preparámo-nos para isso”, diz.

De resto, na perspetiva do AA, “um submarino é um investimento de longo prazo porque vão estar cá mais 30 anos. Os ciclos de vida dos navios estão definidos: nas fragatas são de 35 a 40 anos, nos porta-aviões, de 50 anos e nos submarinos, de 35 anos”, explica o diretor de Estratégia e Desenvolvimento de Negócios do AA, Bruno Pica...........

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Ora bem se a vida de um submarino e de 30 anos, no nosso caso vou aumentar para os 35 anos, fazendo umas contitas de merceeiro temos que nesses 35 anos serão efectuadas cinco reparações intermedias de 18 meses ou seja 2X(5X18)= 180 meses de reparações  intermedias. Se adicionarmos as duas reparações de 05 meses que são realizadas entre cada MNT Intermedia temos 2X(2X5X5)= 100 meses de reparações.

Somando temos que os dois 214 estarão 140 meses/submarino fora de serviço, os tais totais de 280 meses dos dois tipos de reparações.

Se a vida activa dos 214 for de 35 anos X 12 meses = 420 meses/submarino concluímos que durante esse periodo de serviço cada submarino esta imobilizado 1/3 do tempo de serviço activo, e, a MdG estará apenas com dois submarinos activos em simultâneo 140 meses nos 420 meses de vida !!!

Concluindo o terceiro Tridente iria permitir a MdG possuir, durante os 420 meses de vida activa, pelo menos, dois Submarinos operacionais !!!

Sem mais comentarios !!




Abraços
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JoaoH

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Re: U209PN
« Responder #2744 em: Junho 07, 2019, 07:01:05 pm »
«Se fosse, um submarino de borla e não aceitar era o cumulo da burrice á Portuguesa.»

Desculpem postar não sendo do ramo, o que vale por dizer que a minha opinião não é de especalista ou membro habitualmente bem informado.
Mas tanto quanto me recordo era uma oferta de um submarino de outra classe, não um U214.
E não era um U212.
 

 

Futuros torpedos para o U209PN comprados!

Iniciado por Luso

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Última mensagem Março 28, 2005, 02:54:36 pm
por C. E. Borges