Pandur II

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Rui Elias

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« Responder #15 em: Dezembro 28, 2005, 01:48:08 pm »
Eu julgo que os Ulan/Pizaro não servem nem têm a mesma doutrina de uso que os M-113.

Assim como não substituem os PandurII, já que este vêm apenas e só para substituir os carros Chaimite , quer para as necessidades de defesa territorial, quer para equipar as forças expedicionárias em misões internacionais

E tendo em conta a sua idade, julgo que a primeira coisa que deveria ser feita sem demora era modernizar e tornar a sua taxa de operacionalidade próxima dos 100%.

Nos dias de hoje, e dada a pequenez do teritório nacional, julgo que a mobilidade das forças militares terrestres é fundamental.

Colocando de parte a questão do GALE e do apoio que a FAP poderá dar neste campo, a mobilidade através de viaturas de tranporte é essencial.

Julgo que os Ulan/Pizarro num nº a rondar as 50 unidades poderiam constituir um corpo de assalto muito interessante, mas complementados pelos Pandur e pelos M-60, de acordo com o terreno e com o tipo de ameaças.

Seriam uma nova classe de viaturas para o Exército.

Mas ainda assim acho que poderiamos contar com os M-113 por mais uns anos, até que outra viatura surgisse no mercado.

Par mim, a prioridade seria aumentar substancialmente o nº de viaturas tácticas e de assalto, bem com o nº de camiões para permitir a manutenção de cadeias logísticas, aumentar o nº de unidades de artilharia auto-propulsionada,, aumentar os sistemas de defesa anti-aérea com outro sitema amis moderno e em maior nº que o velho Chaparral , e só depois pensar na substitição dos M-60, e dos M-113.
 

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Luso

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« Responder #16 em: Janeiro 06, 2006, 10:17:06 pm »
O Independente  de 6 de Janeiro de 2006 apresenta artigos sobre defesa que considero interessantes, um dos quais se prende com a queixa da Patria Oy e que julgo merecedora da nossa atenção.
Um dos argumentos curiosos prende-se com a questão das torres para canhões de 30mm. Alegadamente, as dos Fuzileiros (2 exemplares) serão diferentes das do Exército.
Fiquei com a ideia que a decisão foi meramente política, no sentido de minorar a crise da ex Sorefame/Bombardier.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Pedro Monteiro

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« Responder #17 em: Janeiro 06, 2006, 10:44:32 pm »
Citação de: "Luso"
O Independente  de 6 de Janeiro de 2006 apresenta artigos sobre defesa que considero interessantes, um dos quais se prende com a queixa da Patria Oy e que julgo merecedora da nossa atenção.
Um dos argumentos curiosos prende-se com a questão das torres para canhões de 30mm. Alegadamente, as dos Fuzileiros (2 exemplares) serão diferentes das do Exército.
Fiquei com a ideia que a decisão foi meramente política, no sentido de minorar a crise da ex Sorefame/Bombardier.


Uma notícia mal construída, infelizmente. O Exército vai operar a torre SP-30. Ora, esta torre não é viável num blindado anfíbio. E os fuzileiros ainda exigiam capacidade anti-carro. A solução foi adoptar a estação de armamento RCWS-30 (Remote Controlled Weapon System – 30mm), desenvolvida e produzida em Israel pela RAFAEL, com mísseis Spike. A opção é correctíssima por vários motivos. E a questão de serem duas viaturas tem lógica - de facto, não é vantajoso em termos logísticos -, porém, o factor operacional deve sobrepôr-se sempre ao logístico, na minha opinião. Até porque para os fuzileiros as condições financeiras são muito diferentes.
Cumprimentos,
Pedro Monteiro
 

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papatango

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« Responder #18 em: Janeiro 06, 2006, 10:48:06 pm »
Não leio o independente, portanto não posso opinar sobre a metéria.

Mas é um facto que, os carros dos fuzileiros, pelas suas características, não devem ter a mesma torre.

Trata-se de um veículo já de si complicado de mover dentro de água. A sua operação em água do mar, é extremamente complicada. Uma torre muito pesada e alta, altera de tal forma o centro de gravidade, que o veículo pode pura e simplesmente virar e afundar.

Cumprimentos
 

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Luso

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« Responder #19 em: Janeiro 06, 2006, 10:50:04 pm »
Para mim o problema maior é de serem apenas duas viaturas.
Duas.   I   I    ...

Vou digitalizar o artigo e coloco-o aqui, para ser adequadamente dissecado.
Depois há aquela falha dos milhões de euros que o Tribunal de Contas detectou nas "contas do Exército". Mas isso fica para o próximo programa.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Pedro Monteiro

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« Responder #20 em: Janeiro 06, 2006, 11:39:36 pm »
Citação de: "Luso"
Para mim o problema maior é de serem apenas duas viaturas.
Duas.   I   I    ...

Vou digitalizar o artigo e coloco-o aqui, para ser adequadamente dissecado.
Depois há aquela falha dos milhões de euros que o Tribunal de Contas detectou nas "contas do Exército". Mas isso fica para o próximo programa.


Duas viaturas em vinte é bastante. E, sobretudo, são as necessárias para as missões dos fuzileiros. Afinal, estamos a falar de uma força anfíbia, não mecenizada.
Cumprimentos,
Pedro Monteiro
 

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Spectral

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« Responder #21 em: Janeiro 06, 2006, 11:39:38 pm »
Citar
Uma notícia mal construída, infelizmente. O Exército vai operar a torre SP-30. Ora, esta torre não é viável num blindado anfíbio. E os fuzileiros ainda exigiam capacidade anti-carro. A solução foi adoptar a estação de armamento RCWS-30 (Remote Controlled Weapon System – 30mm), desenvolvida e produzida em Israel pela RAFAEL, com mísseis Spike. A opção é correctíssima por vários motivos. E a questão de serem duas viaturas tem lógica - de facto, não é vantajoso em termos logísticos -, porém, o factor operacional deve sobrepôr-se sempre ao logístico, na minha opinião. Até porque para os fuzileiros as condições financeiras são muito diferentes.
Cumprimentos,
Pedro Monteiro



Pedro, e quanto às viaturas com a função de APC para o exército sempre vão receber alguma RCWS/OWS com metrelhadora como foi sugerido há uns tempos atrás ? Além disso, os veículos da versão AT do exército também será equipado com Spike ?

Também me parece a mim ser uma boa solução para uma situação algo bicuda ( e que faz mais sentido que a outra indicada, de os fuzos receberem uma versão com torre de 25mm).
I hope that you accept Nature as It is - absurd.

R.P. Feynman
 

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Pedro Monteiro

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« Responder #22 em: Janeiro 06, 2006, 11:43:21 pm »
Citação de: "Spectral"
Pedro, e quanto às viaturas com a função de APC para o exército sempre vão receber alguma RCWS/OWS com metrelhadora como foi sugerido há uns tempos atrás ? Além disso, os veículos da versão AT do exército também será equipado com Spike ?

Também me parece a mim ser uma boa solução para uma situação algo bicuda ( e que faz mais sentido que a outra indicada, de os fuzos receberem uma versão com torre de 25mm).


O Exército operará uma dezena de viaturas nessa configuração. Já a versão anti-carro não operará o Spike.
Cumprimentos,
Pedro Monteiro
 

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Pedro Monteiro

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« Responder #23 em: Janeiro 06, 2006, 11:46:16 pm »
Uma imagem de perfil da VBR Pandur II.



Cumprimentos,
Pedro Monteiro
 

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tsahal

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PANDUR 2.
« Responder #24 em: Janeiro 07, 2006, 12:58:56 am »
Lamento contradizer, mas as duas PANDUR 2 dos fuzileiros nao serao equipadas com uma torre RCWS da Rafael mas sim com uma torre ORCWS da Elbit, com misseis SPIKE LR da Rafael. Ate podem duvidar das minhas palavras mas foi me transmitido pelo responsavel da Rafael na Europa e pela press manager da Elbit. Alias eu ja tinha comentado isso anteriormente.
 

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Cabeça de Martelo

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Armamento
« Responder #25 em: Janeiro 07, 2006, 10:08:06 am »
Sacanas dos Fuzos agora só querem o que é bom!  :twisted:
Vá-la, pelos vistos alguém usa o cérbro neste país. O CTP tb estava decadas à frente de qq unidade em Portugal porque pertencia à FAP e por isso comprava em pequena quantidade mas com qualidade. Eu acho que como a Armada neste momento percebeu (finalmente) que há uma coisa chamada de Corpo de Fuzileiros e Mergulhadores Sapadores. Agora está a investir nestas duas unidades como não investia...desde sempre. Bom para eles e bom para Portugal.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Pedro Monteiro

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Re: PANDUR 2.
« Responder #26 em: Janeiro 07, 2006, 01:46:56 pm »
Citação de: "tsahal"
Lamento contradizer, mas as duas PANDUR 2 dos fuzileiros nao serao equipadas com uma torre RCWS da Rafael mas sim com uma torre ORCWS da Elbit, com misseis SPIKE LR da Rafael. Ate podem duvidar das minhas palavras mas foi me transmitido pelo responsavel da Rafael na Europa e pela press manager da Elbit. Alias eu ja tinha comentado isso anteriormente.


Obrigado pela correcção, Victor!  :wink: No essencial, este sistema apresenta a mesma vantagem face à torre SP-30 da Steyr.
Uma nota: não se equacionou, de facto, usar o sistema RCWS-30?
Cumprimentos,
Pedro Monteiro
 

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sturzas

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« Responder #27 em: Janeiro 08, 2006, 02:37:44 am »
Não Jorge:

Os fuzileiros irão receber:

3 viaturas Posto de Comando
8 viaturas de transporte de pessoal com metralhadora de 12.7mm (0.50)
5 viaturas de transporte de pessoal com lança-granadas de 40 mm
2 viaturas porta-morteiro e 120mm de longo alcance (SOLTAM-CORDOM Israelita - penso que serão equipados com tal)
2 viaturas canhão tiro rápido 30mm e Míssil anticarro de longo alcance (torre ORCWS da Elbit, com mísseis SPIKE LR da Rafael.

Aliás o contrato das viaturas Pandur, prevê 240 exército + 20 fuzileiros, com 33 de opção com canhão de 105mm. O problema é que o canhão de 105mm utilizado pela Steyr, não satisfaz um comportamento a 100% da Viatura, pelos ensaios que já foram efectuados. O exército ressalvou-se na opção de optar ou não, perante a aquisição, mediante os resultados dos testes que ainda estão a ser feitos.

Cumprimentos.
NA PAZ E NA VIDA... QUE RESERVA TÃO CALMA E TRANQUILA... MAS SE OUVIRES O TROAR DA GUERRA... ENTÃO IMITA O TIGRE...
 

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Pedro Monteiro

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« Responder #28 em: Janeiro 08, 2006, 10:44:53 am »
Citação de: "Jorge Sottomayor"
E como esta a questão dos 33 PANDUR II, com canhão de 105mm :?:  



AS 33 VBR ficaram como opção. Naturalmente pelo factor económico, mas também pela questão operacional: é um modelo ainda não certificado e cuja utilização operacional ainda levanta dúvidas a nível do Exército. Não acreidto que venham a ser encomendadas.
Os fuzileiros não irão operar esta versão. A aposta em termos de apoio de fogo são as VBR porta-canhão e porta-morteiro.
Cumprimentos,
Pedro Monteiro
 

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Pedro Monteiro

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« Responder #29 em: Janeiro 08, 2006, 10:49:10 am »
Na altura, foi-me referido pelas própria RP da Armada que haveria duas VBR destinadas a luta anti-aérea, porém, sem armamento. Se bem me lembro, em contacto posterior foi-me dito que as mesmas poderiam estar contabilizadas nessa lista como sendo de transporte.
Cumprimentos,
Pedro Monteiro

Citação de: "sturzas"
Não Jorge:

Os fuzileiros irão receber:

3 viaturas Posto de Comando
8 viaturas de transporte de pessoal com metralhadora de 12.7mm (0.50)
5 viaturas de transporte de pessoal com lança-granadas de 40 mm
2 viaturas porta-morteiro e 120mm de longo alcance (SOLTAM-CORDOM Israelita - penso que serão equipados com tal)
2 viaturas canhão tiro rápido 30mm e Míssil anticarro de longo alcance (torre ORCWS da Elbit, com mísseis SPIKE LR da Rafael.
 

 

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