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« Responder #90 em: Setembro 17, 2008, 05:35:09 pm »
Geocientistas lusófonos preocupados com fuga de cérebros dos seus países

Geocientistas lusófonos, que vão reunir-se em Coimbra em Outubro, alertam para a "preocupante fuga de cérebros" dos seus países e apelam aos governantes a investirem e criarem condições de investigação para estancar essa tendência.

Na "Declaração de Coimbra", a que a agência Lusa teve acesso, e que será subscrita na Conferência Internacional "As Geociências no Desenvolvimento das Comunidades Lusófonas", a realizar a 13 e 14 de Outubro, apelam aos líderes dos países a "reconhecerem incondicionalmente" e a darem um apoio especial ao desenvolvimento das geociências na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Sugerem, particularmente, o aumento dos orçamentos nacionais em formação e em investigação, olhando com especial atenção para a "preocupante fuga de cérebros, a qual vem enfraquecendo fortemente o sistema lusófono de investigação".

Para os promotores do documento, os geocientistas, e particularmente os geólogos, têm um importante papel social a desempenhar, nomeadamente na promoção da educação em geociências, contribuindo assim para melhorar a consciência dos povos para a necessidade duma gestão sustentável do ambiente e dos recursos naturais da Terra.

Ao fortalecerem as infra-estruturas científicas e os centros regionais de excelência "favorecerão de modo sustentável a emergência de investigação geocientífica de alta qualidade na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa", que ajudará na exploração de recursos minerais, energéticos e hídricos, e a encarar desafios ambientais dos seus territórios.

Os dinamizadores declaram ainda apoiar a iniciativa África, Caraíbas e Pacífico (ACP)-Sistema de Geo-Recursos da União Europeia para África (AEGOS) para o desenvolvimento dum sistema de informação digital, difundido, partilhado e intercompatível para a subsuperfície, recursos e riscos da ACP.

Apelam também à Comissão Europeia e à União Africana, através dos seus Comités Técnicos Especializados e ministros responsáveis pela ciência e tecnologia, para que seja fomentado um Plano Estratégico para um Desenvolvimento Equilibrado das Geociências na CPLP, como ferramenta essencial para a implementação da Plataforma de Cooperação entre países lusófonos na área ambiental, cujo compromisso de concretização consta da Declaração de Luanda.

Convidam também a comunidade geocientífica e sociedade civil lusófonas a contribuírem activamente, através dos Comités Nacionais do Ano Internacional do Planeta Terra (IYPE), na demonstração do grande potencial das geociências na construção duma CPLP mais segura, mais saudável e mais rica.

A "Declaração de Coimbra" foi preparada pelos Comités Nacionais para o Ano Internacional do Planeta Terra de Portugal, Brasil, Moçambique e Cabo Verde, em concertação com instituições geocientíficas e geocientistas participantes na Conferência Internacional de Outubro.

A conferência internacional de Coimbra contará com 70 comunicações, de especialistas da CPLP, e quatro visitas de campo, vocacionadas para a formação dos participantes, uma delas ao Parque Natural do Fogo, em Cabo Verde, com escalada ao imponente vulcão, com 2.829 metros de altura, de 15 a 20 de Outubro.

Na conferência internacional vão apresentar comunicações os intervenientes na cooperação no domínio das Ciências da Terra, sejam empresários, políticos, investigadores ou educadores, e o objectivo é que anualmente este fórum seja reeditado, eventualmente já em 2009 no Brasil.

"Ano Internacional da Terra: cenários de cooperação na CPLP", "Geociências e actividade empresarial no espaço lusófono", "Geociências e cooperação científica no espaço lusófono" e "Geociências e lusofonia: uma agenda para o século XXI" são os temas dos painéis.

De entre os temas científicos previstos constam "Geologia e Ordenamento do Território", "Prospecção de Georecursos" e "Educação para o Desenvolvimento Sustentável".

Além das visita de campo à Ilha do Fogo em Cabo Verde, os interessados têm oportunidade em participar em mais três visitas em Portugal, uma delas, a 10 e 11 de Outubro, para avaliar o potencial petrolífero da Bacia Lusitânia, uma zona que inclui o Cabo Mondego e S. Martinho do Porto.

Lusa

 

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« Responder #91 em: Setembro 20, 2008, 07:35:17 pm »
UCCLA: Integração da organização na CPLP "faz todo o sentido" diz António Costa

O presidente da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), António Costa, defendeu hoje fazer "todo o sentido" a integração da organização na CPLP, que dotaria esta estrutura de um "fórum do poder local".

"A UCCLA nasceu antes da CPLP (...) mas entretanto passaram 30 anos, consolidou-se, houve muitas mudanças, a CPLP surgiu e é hoje uma realidade muito visível e faz todo o sentido que UCCLA se integre na CPLP e não seja um corpo à parte da CPLP", disse o presidente da Câmara de Lisboa, em declarações à Agência Lusa, no final dos trabalhos da XXV Assembleia Geral da UCCLA, que teve lugar em Maputo.

Para o autarca, a UCCLA deseja tornar-se "o fórum do poder local" no âmbito da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

"Tornava as coisas mais claras e permitia-nos, neste quadro, dialogarmos ao nível CPLP como dialogamos ao nível de cada um dos nossos países com os diferentes fórums que integram a CPLP. A CPLP começou por ser uma organização basicamente inter-governamental, hoje já tem um fórum parlamentar e vai necessariamente desenvolver-se também a este nível local", acrescentou.

António Costa lembrou que a organização criada em 1985 por iniciativa do então presidente da autarquia lisboeta Krus Abecassis apresentou formalmente o pedido de filiação na CPLP, que "acolheu muito bem" a iniciativa.

"Espero que brevemente essa adesão se possa concretizar e possamos fazer parte da CPLP", salientou

A XXV Assembleia-Geral da UCCLA, que hoje decorreu na capital moçambicana, aprovou alterações aos estatutos da organização, entre as quais a rotatividade da presidência (que era até aqui exercida apenas pela Câmara de Lisboa) e a limitação a dois anos do mandato dos seus órgãos sociais.

"A UCCLA é hoje uma organização adulta que pode ser independente da Câmara Municipal de Lisboa e essa é a grande mudança. A partir de agora todos passamos a estar em pé de igualdade em direitos e em deveres", afirmou António Costa, acrescentando que esta alteração permite "aumentar a capacidade de intervenção" da organização.

Para o presidente da Assembleia-Geral da organização e presidente do Conselho Municipal de Maputo, Eneas Comiche, as alterações hoje aprovadas constituem "um salto qualitativo e quantitativo" para a UCCLA.

"Há um salto qualitativo e quantitativo em termos de desempenho da UCCLA, que tem agora a responsabilidade de conseguir os financiamentos junto dos diversos parceiros. É uma maior responsabilidade no sentido de saberem que cada um dos membros tem que pagar as suas quotas para que a UCCLA se mantenha em pleno funcionamento", considerou.

Fundada a 28 de Junho de 1985, a UCCLA, sigla que também significa União das Cidades Capitais Luso-Afro-Américo-Asiáticas, teve como fundadores Lisboa, Bissau, Luanda, Macau, Maputo, Praia, Rio de Janeiro e São Tomé.

Hoje, a organização internacional reúne 23 cidades-membro de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, Macau, Brasil e Portugal, além de 45 empresas sedeadas em países lusófonos, representantes da banca, comunicações, transportadoras aéreas, energia, turismo, construção civil e obras públicas.

A próxima Assembleia-Geral da Organização ficou marcada para 17 e 18 de Abril do próximo ano, em Lisboa.

Lusa

 

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« Responder #92 em: Setembro 20, 2008, 10:14:55 pm »
Saúde: Países da CPLP aprovam plano de cooperação

Os ministros da Saúde da Comunidade de Países de Língua Portuguesa  aprovaram hoje no Brasil uma reorganização da cooperação em áreas como a formação e investigação, com vista a torná-la mais eficaz.

"Com coordenação, a cooperação é melhorada", disse à Agência Lusa a ministra portuguesa da Saúde, Ana Jorge, referindo que Portugal já tem "muitas acções de cooperação, especialmente com os países africanos e Timor", em que Portugal contribui com "formação de profissionais e na ajuda ao desenvolvimento".

Por seu lado, Portugal ganha porque "na formação há um enriquecimento das nossas próprias competências", argumentou Ana Jorge, acrescentando que na cooperação com o Brasil, Portugal tem a ganhar com as "áreas muito desenvolvidas em termos de saúde pública" daquele país.

0 plano vai ter efeito sobretudo através do intercâmbio de médicos, enfermeiros, investigadores, gestores e estudantes da área da Saúde.

O documento base do Plano Estratégico de Cooperação em Saúde 2009-2012 da CPLP prevê que as prioridades de cooperação sejam baseadas nos Planos Nacionais de Saúde de cada país e visa chegar a soluções para os problemas de qualidade e quantidade de recursos humanos em cada estado-membro.

Formação, informação de saúde, investigação, vigilância de epidemias, socorro em emergências e desastres naturais e promoção de saúde são os principais eixos definidos pelo documento.

Os ministros da Saúde da CPLP agendaram também uma reunião do grupo técnico que irá rever o documento base do Plano para início do próximo ano, em Angola.

A segunda reunião de Ministros da Saúde, que aprovará o Plano, realiza-se em Abril de 2009, em Portugal.

Lusa

 

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« Responder #93 em: Setembro 25, 2008, 01:08:55 am »
CPLP quer ser actor global nas metas ambientais da ONU

A CPLP vai finalizar, dentro de um ano, um programa de cooperação que lhe permitirá ajudar a cumprir as metas ambientais definidas nos Objectivos do Milénio para o Desenvolvimento (OMD), disse hoje o director-geral da organização.
Em declarações à Agência Lusa, o director-geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Hélder Vaz, referiu que foi criado já um "comité gestor" para, ao longo dos próximos 12 meses, elaborar o programa, que se centrará em quatro eixos prioritários: fortalecimento institucional, comunicação e cidadania ambiental, desenvolvimento científico e tecnológico e gestão e acompanhamento.

Hélder Vaz indicou que a primeira reunião técnica do comité gestor, de dois dias, terminou hoje em Lisboa, com a aprovação da metodologia de trabalho e a definição dos grupos de trabalho regionais e locais.

"A ideia é fazer da CPLP um actor global no cumprimento das metas ambientais dos OMD definidos em 2000 pelas Nações Unidas. É um projecto muito ambicioso que terá intervenções nos quatro continentes", sublinhou.

O projecto inicial, adiantou, conta com o financiamento de 575 mil euros - 475 mil do Fundo das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e 100 mil do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) - e permitirá formular e orçamentar o Programa de Cooperação Sul/Sul e Norte/Sul da CPLP.

Segundo referiu, o objectivo é apoiar a implementação da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, no quadro da cooperação entre a CPLP e a FAO, com base no protocolo assinado em Maio último pelo então secretário executivo da comunidade, Luís Fonseca, e o director-geral daquela agência da ONU, Jacques Diouf.

O projecto, num âmbito mais vasto, cobrirá todos os países da CPLP, tendo também por objectivo contribuir para o desenvolvimento sustentável e para a redução da pobreza nos PALOP e Timor-Leste.

Tal será efectuado através da capacitação nacional para o planeamento intersectorial e participado do combate à desertificação e com concepção de um Programa de Cooperação CPLP de Combate à Desertificação, referiu.

"O programa representa um elemento essencial na luta contra a degradação das terras e das condições de vida das populações que habitam as zonas afectadas e na gestão e conservação dos recursos naturais, auxiliando também no combate às alterações climáticas", realçou Hélder Vaz.

A CPLP, criada em Julho de 1996, congrega Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, e conta, desde Julho deste ano, com um novo secretário-executivo, o guineense Domingos Simões Pereira.

Lusa

 

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« Responder #94 em: Outubro 11, 2008, 11:59:24 pm »
Brasil firma parceria com países de língua portuguesa

Na capital carioca, ministros da saúde do Brasil e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa estabelecem sete eixos prioritários de cooperação em saúde.


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Ações de cooperação em saúde. É o que propõe os sete eixos estratégicos do Plano de Cooperação em Saúde definidos, em 20 de setembro, pelo ministro da Saúde do Brasil, José Gomes Temporão, e os demais ministros da Saúde da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Firmada em reunião no Rio de Janeiro, a proposta explora temas que vão desde a formação de força de trabalho para o setor saúde até as ações em desastres naturais. A medida direcionará o fortalecimento do trabalho conjunto entre os países e o esforço da comunidade no desenvolvimento de sistemas e instituições de saúde entre os países membros.

Para o ministro da Saúde, a reunião "rompe a tradição de firmar apenas projetos isolados", como era feito anteriormente. A partir de agora, a comunidade tem o compromisso de trabalhar nos próximos dois anos sobre sete eixos prioritários de cooperação multilaterais em saúde. "É um passo importante porque nós vamos trabalhar de perto as grandes necessidades dos países africanos e de Timor Leste", destacou o ministro.

Os sete eixos de atuação são: formação e desenvolvimento da força de trabalho; informação e comunicação; investigação em saúde; desenvolvimento do complexo produtivo; vigilância epidemiológica e monitoramento da situação; emergências e desastres naturais e promoção e proteção da saúde.

"O papel de Brasil e Portugal é apoiar com recursos financeiros, tecnológicos e institucionais, mobilizando esforços para melhorar as condições de saúde dos países irmãos", explicou Temporão.

A reunião contou com a participação dos Ministros da Saúde de Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Portugal, São Tomé e Príncipe e Brasil. Timor Leste enviou um representante. Angola foi o único país a não enviar membro, devido às eleições naquele país.

Acordos: Durante a reunião, foram firmados três acordos de cooperação técnica bilaterais. Dois projetos com Cabo Verde e um com Moçambique. O primeiro projeto prevê ações de cooperação entre Brasil e Cabo Verde em relação à malária, como troca de informações, desde o diagnóstico da doença à profilaxia adotada pelo Brasil. O segundo projeto irá desenvolver o primeiro Banco de Leite Humano em Cabo Verde, inédito em um país africano. A tecnologia genuinamente brasileira será transferida aquele país. O terceiro projeto será para fábrica de medicamentos de Moçambique. O Brasil irá capacitar os técnicos que vão trabalhar na fábrica para produção de medicamentos, embalagens e outros insumos.


http://www.mundolusiada.com.br/CPLP/cplp407_out08.htm
 

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« Responder #95 em: Outubro 12, 2008, 06:52:05 pm »
Geociências: Especialistas lusófonos reunidos segunda e terça-feira em Coimbra



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Coimbra, 12 Out (Lusa) - Especialistas em Ciências da Terra dos países de língua portuguesa reúnem-se segunda e terça-feira na Universidade de Coimbra para divulgar a cooperação nos domínios políticos, empresarial, académico e educacional.

A conferência internacional "As Geociências no Desenvolvimento das Comunidades Lusófonas" contará com 70 comunicações de especialistas da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), e quatro visitas de campo, vocacionadas para a formação dos participantes, uma delas ao Parque Natural do Fogo, em Cabo Verde, com escalada ao imponente vulcão, com 2.829 metros de altura.

"É um fórum de apresentação de toda a cooperação naquelas quatro áreas", declarou à agência Lusa Maria Helena Henriques, coordenadora do Comité Português para o Ano Internacional do Planeta Terra e docente do Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), a entidade organizadora.

Neste encontro vão apresentar comunicações os intervenientes na cooperação no domínio das Ciências da Terra, sejam empresários, políticos, investigadores ou educadores, e o objectivo é que anualmente este fórum seja reeditado, eventualmente já em 2009 no Brasil.

Sendo a primeira conferência internacional sobre o tema, será também uma oportunidade para fazer um inventário das competências actuais dos geocientistas no seio da CPLP, e evidenciar a actividade intensa nesta área da ciência, mas ainda com escassa visibilidade.

Entre as comunicações a apresentar incluem-se trabalhos de natureza técnica e histórica ao nível da investigação, de aproveitamento de recursos, bem como de projectos educativos de desenvolvimento sustentável que têm sido dinamizados por pequenas escolas do Brasil.

Para além do espaço de partilha de ideias, da análise de políticas de cooperação e desenvolvimento e de projectos de investigação científica entre os PALOP, pretende ter uma acção formativa junto da população universitária dos diversos países de língua oficial portuguesa.

"Ano Internacional da Terra: cenários de cooperação na CPLP", "Geociências e actividade empresarial no espaço lusófono", "Geociências e cooperação científica no espaço lusófono" e "Geociências e lusofonia: uma agenda para o século XXI" são os temas dos painéis.

De entre os temas científicos estão previstos: "Geologia e Ordenamento do Território", "Prospecção de Georecursos" e "Educação para o Desenvolvimento Sustentável".

Além da visita de campo à Ilha do Fogo, em Cabo Verde, entre os próximos dias 15 e 20, os interessados têm oportunidade de participar em mais três visitas em Portugal, para avaliar o potencial petrolífero da Bacia Lusitânia, uma zona que inclui o Cabo Mondego e S. Martinho do Porto.

A encerrar a conferência será divulgada a Declaração de Coimbra, subscrita pelos participantes e pela Comités Nacionais para o Ano Internacional do Planeta Terra, de Portugal, Brasil, Moçambique e de Cabo Verde, este último em fase final de constituição.

Nesse documento, a que a agência Lusa teve acesso, os geocientistas lusófonos, alertam para a "preocupante fuga de cérebros" dos seus países, e apelam aos governantes para investir e criar condições de investigação para estancar essa tendência.

Apelam aos líderes dos países a "reconhecerem incondicionalmente", e a darem um apoio especial ao desenvolvimento das geociências na CPLP e sugerem, particularmente, o aumento dos orçamentos nacionais em formação e em investigação, olhando com especial atenção para a "preocupante fuga de cérebros, a qual vem enfraquecendo fortemente o sistema lusófono de investigação".

Para os promotores do documento, os geocientistas, e particularmente os geólogos, têm um importante papel social a desempenhar, nomeadamente na promoção da educação em geociências, contribuindo assim para melhorar a consciência dos povos para a necessidade duma gestão sustentável do ambiente e dos recursos naturais da Terra.

Ao fortalecerem as infra-estruturas científicas e os centros regionais de excelência "favorecerão de modo sustentável a emergência de investigação geocientífica de alta qualidade na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa", que ajudará na exploração de recursos minerais, energéticos e hídricos, e a encarar desafios ambientais dos seus territórios.

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« Responder #96 em: Outubro 13, 2008, 05:44:21 pm »
Portugal quer reforço da cooperação técnica e científica nos países lusófonos

O ministro do Ambiente português exortou hoje, em Coimbra, os goecientistas lusófonos a fortalecerem a cooperação técnica e científica, para colocar no centro das preocupações dos decisores a "agenda ambiental para o século XXI".

"Precisamos de promover, aprofundar e partilhar os conhecimento necessários aos processos de tomada de decisão, tendo em vista os compromissos assumidos visando alcançar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio", sublinhou Francisco Nunes Correia na abertura da conferência internacional "As Geociências no Desenvolvimento das Comunidades Lusófonas".

Segundo Nunes Correia, o Ministério do Ambiente tem dado especial atenção à cooperação com os países lusófonos, que desafiou a aproveitarem o saber, recursos e competências dos organismos sob a sua tutela.

Exortou ainda à participação no "site" da Rede Ambiental da CPLP ( www.ambiente-cplp.org ), recentemente criado para promover o diálogo e a troca de experiências, conhecimentos e boas práticas no âmbito das políticas de ambiente e desenvolvimento sustentável dos países de língua portuguesa.

Maria Helena Henriques, organizadora da conferência e coordenadora do Comité Português para o Ano Internacional do Planeta Terra, sublinhou a pertinência da iniciativa por haver problemas comuns como a escassez de água, perdas económicas e de vidas humanas devido a desastres naturais, desertificação, gestão não sustentável de recursos geológicos, desordenamento do território ou perda de biodiversidade.

Na sua perspectiva, este é o "primeiro passo, de entre muitos, que neste novo milénio terão de convergir para uma lusofonia reformulada, que ajude a enfrentar o actual estado de emergência planetária" - "uma lusofonia para a sustentabilidade económica, social e ambiental".

O ex-Presidente Mário Soares, que representou a fundação com o seu nome e a Fundação Portugal-África, defendeu que a lusofonia não seja apenas expressão da língua, mas um espaço de afecto entre os povos, de solidariedade e de cultura.

Mário Soares criticou a China e Estados Unidos, os maiores poluidores mundiais, por se recusarem a cumprir os acordos de Kyoto para redução das emissões poluentes, inviabilizando assim o desenvolvimento de planos para a defesa do planeta.

A conferência conta com 70 comunicações, de especialistas da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), e quatro visitas de campo, uma delas ao Parque Natural do Fogo, em Cabo Verde, de 15 a 20 de Outubro, com escalada ao imponente vulcão, com 2.829 metros de altura.

Os interessados podem ainda participar em mais três visitas em Portugal para avaliar o potencial petrolífero da Bacia Lusitânia, uma zona que inclui o Cabo Mondego e S. Martinho do Porto.

A encerrar a conferência será divulgada a Declaração de Coimbra, subscrita pelos participantes e pela Comités Nacionais para o Ano Internacional do Planeta Terra, de Portugal, Brasil, Moçambique e de Cabo Verde, este último em fase final de constituição.

Lusa

 

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« Responder #97 em: Outubro 15, 2008, 11:58:37 pm »
Para Speller, Unilab deverá inspirar novas experiências em nível internacional


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A Universidade Federal de Integração Luso-Afro-Brasileira (Unilab) é um projeto inovador, cuja composição inicial demonstra seu caráter dinâmico. Essa nova instituição deverá inspirar outras experiências do gênero, internacionalmente, a serem propostas pela Unesco. As afirmações são do reitor Paulo Speller, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), ao assumir ontem, 14/10, a presidência da comissão de implantação, no Ministério da Educação, em Brasília. A comissão é integrada por representantes da Fundação Oswaldo Cruz, Embrapa (que já está na África), Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), a Unesco, a Universidade Federal do Ceará (UFCE), o Governo do Ceará e o Banco do Brasil.

Speller destaca a importância da integração do Brasil com o continente africano, ´´que faz parte das nossas origens`` e a inserção do país em outras regiões do mundo, através das três universidades federais criadas com essa finalidade pelo Plano Nacional de Educação (PNE) – a Unilab, Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e a universidade de integração da Amazônia. Essa iniciativa do governo brasieliro visa, entre outros objetivos, a contribuir para a redução das desigualdades regionais e sociais.

A Unilab que terá sede em Redenção, no Estado do Ceará, primeira cidade brasileira a libertar todos os seus escravos. Como presidente da comissão de implantação, Speller deverá visitar países africanos, principalmente os de língua portuguesa, para traçar o projeto político-pedagógico da instituição da melhor maneira possível. A convivência de brasileiros e africanos na mesma universidade, em pé de igualdade, permitirá a criação de um projeto político-pedagógico inovador. O processo seletivo para ingresso na universidade deve ocorrer no primeiro semestre de 2010.

Atuação - Paulo Speller transmite no próximo dia 28, o cargo de reitor da UFMT, que exerceu durante dois mandatos, à professora Maria Lúcia Cavalli Neder, que tomou posse ontem, no MEC. Doutor em Ciência Política pela Universidade Essex (1988), atualmente ele é docente do Departamento de Teoria e Fundamentos da Educação do Instituto de Educação da UFMT e conselheiro (advisor) da Unesco do comitê assessor para a realização da Conferência Mundial de Educação Superior (WCHE) - edição 2009. É membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) Presidência da República, representante da sociedade civil (mandato 2007-2008); da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, com mandato de quatro anos (2008-2012). Sua atuação tem ênfase em Estado e Governo, principalmente nos seguintes temas: educação, políticas públicas, política educacional, currículo e fundamentos da educação.

Reduzir desigualdades - A proposta é criar uma universidade federal diferente e inovadora em todos os seus aspectos. A Unilab ministrará ensino superior de qualidade para brasileiros e estrangeiros, desenvolverá atividades de ensino, pesquisa e extensão. O objetivo é formar profissionais aptos para contribuir com a integração do Brasil com países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e com as demais Nações da África. Visa ainda promover o desenvolvimento regional do Brasil e da África; e contribuir para a redução das desigualdades regionais e sociais.

A Unilab também terá como objetivo abrir e coordenar pólos da Universidade Aberta do Brasil (UAB) em todos os países da CPLP, ministrando cursos de graduação a distância, nas áreas de gestão, formação de professores e demais áreas estratégicas para a região.

Os cursos ministrados na Unilab serão tanto de formação inicial como continuada, preferencialmente, em áreas de interesse mútuo dos países da CPLP, com ênfase em temas envolvendo formação de professores, desenvolvimento agrário, gestão, saúde pública e demais áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento e a integração do bloco.

A meta é abrir cinco mil vagas para estudantes nos cursos de graduação, mestrado e doutorado, para o quadro de docentes de 300 professores, sendo constituído de 150 professores permanentes (efetivos) e de 150 professores temporários (visitantes). Os professores da Unilab serão selecionados mediante concursos públicos que versarão sobre temas e abordagens que garantam concorrência em igualdade de condições entre candidatos da CPLP, sempre conduzidos por banca com composição internacional.

 

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« Responder #98 em: Novembro 19, 2008, 09:29:49 pm »
CPLP: Indonésia pretende estatuto de observador - embaixador Lopes da Cruz


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Lisboa, 19 Nov (Lusa) - A Indonésia deu início aos contactos para obter o estatuto de observador associado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), disse hoje à Agência Lusa o embaixador indonésio em Lisboa.

Francisco Lopes da Cruz reivindicou para si essa ideia e indicou ter mantido já contactos informais quer com o governo de Jacarta, quer com as diferentes autoridades portuguesas e com o secretariado-executivo da própria CPLP, que se mostraram disponíveis para analisar o assunto.

"Foi uma ideia que abordei há cerca de dois anos e, na altura, conversei com o Presidente da República, com o presidente do Parlamento e com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal", disse Lopes da Cruz, e estes, recordou, acolheram com satisfação a ideia.

´Para já, acrescentou, trata-se apenas de "conversas informais", tendo Lopes da Cruz garantido que também falou com os chefes da diplomacia timorense e indonésia.

"A ideia surgiu porque, entre outras razões, a Indonésia tem Timor-Leste como vizinho e as relações entre os dois países são excelentes. Por outro lado, há muitas razões de ordem histórica que ligam a Indonésia a Portugal", sustentou, exemplificando com o facto de a língua indonésia contar com cerca de duas mil palavras de origem portuguesa.

Por outro lado, acrescentou, as semelhanças entre os dois idiomas permite que cerca de 80 por cento das palavras portuguesas terminadas em "ão" sejam, em Baasa, terminadas em "si".

"Há quatro anos, a Indonésia começou a demonstrar interesse em aprofundar as relações com Portugal, tendo sido criado na Universidade de Jacarta um curso de Língua Portuguesa, que tem tido bastante sucesso", afirmou.

Em fins de Outubro, uma delegação do parlamento indonésio esteve em Portugal para, entre outras questões, abordar a adesão da Indonésia à CPLP, quer com a Assembleia da República, através do seu presidente Jaime Gama, quer com o secretário-executivo da organização, Domingos Simões Pereira.

Jaime Gama, aliás, encontra-se actualmente em visita de trabalho a Cabo Verde - está hoje na ilha de Santo Antão -, tendo terça-feira dado conta, numa intervenção na Cidade da Praia, do interesse manifestado pela Indonésia em tornar-se observador associado da organização lusófona, a par também de Marrocos.

"O que cada um dos países ganha com pertencer à comunidade (CPLP) é a a influência que irradia nos países vizinhos, onde em várias fronteiras se demonstra um interesse vivo em aprender português como forma de ter acesso aos países de Língua portuguesa, seja em África, América Latina, Europa e também na Ásia", afirmou o Presidente da Assembleia da República.

Jaime Gama salientou "o interesse que a comunidade desperta em países que querem aceder a ser observadores: Marrocos, Senegal, Guiné Equatorial, Indonésia".

Francisco Lopes da Cruz, que deixa a embaixada da Indonésia em Lisboa no final deste ano, adiantou ainda que, depois de regressar a Jacarta, vai dedicar grande parte do seu tempo à formalização do apoio governamental à obtenção do estatuto de observador associado da CPLP.

Actualmente, os oito Estados-membros que integram a comunidade lusófona contam com três observadores associados - Guiné Equatorial e Maurícias (estatuto obtido em 2006, durante a Cimeira de Bissau) e Senegal (desde a cimeira de Lisboa, realizada em Julho deste ano).

A CPLP, criada em 1996, contava então com sete Estados - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Em 2002, pouco depois de alcançar a independência, Timor-Leste tornou-se o oitavo membro da organização.

JSD/CLI.

Lusa/Fim

 

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« Responder #99 em: Novembro 26, 2008, 09:53:29 pm »
CPLP: MNE português e timorense satisfeitos face a eventual adesão da Indonésia


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Lisboa, 26 Nov (Lusa) - Os ministros dos Negócios Estrangeiros de Portugal e de Timor-Leste manifestaram hoje satisfação face a um eventual pedido de adesão da Indonésia, como membro observador, à Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP).

No final de um encontro de mais de uma hora entre Luís Amado e Zacarias da Costa, no Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa, o governante português disse à Agência Lusa que "a parte portuguesa veria com grande satisfação uma presença da Indonésia como observador da CPLP".

"Se esse pedido for feito será sem dúvida apreciado com muito carinho e atenção. Se e quando for feito pronunciar-nos-emos", comentou Luís Amado a propósito dos contactos iniciados pela Indonésia para aderir à CPLP, anunciados à Lusa pelo embaixador indonésio em Lisboa, Francisco Lopes da Cruz.

Em fins de Outubro, uma delegação do parlamento indonésio esteve em Portugal para, entre outras questões, abordar a adesão da Indonésia à CPLP, quer com a Assembleia da República, através do seu presidente, Jaime Gama, quer com o secretário executivo da organização, Domingos Simões Pereira.

Na semana passada, o Presidente de Timor-Leste, José Ramos Horta, considerou "uma excelente ideia" a entrada da Indonésia na CPLP.

Hoje, em Lisboa, o ministro dos Negócios Estrangeiros timorense disse à Lusa que Timor-Leste "apoiará" esse desejo da Indonésia.

"Parece-nos importante que a Indonésia, um país que tem participado bastante e de perto no desenvolvimento de Timor-Leste" adira à CPLP. "Se os outros países concordarem, (a Indonésia) poderá também participar nesta grande família que é a CPLP", destacou.

Na reunião que mantiveram no Palácio das Necessidades, os dois ministros fizeram um balanço das relações no plano bilateral e falaram dos objectivos da visita que o primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, está a realizar a Portugal.

Quanto ao reforço da cooperação de Portugal com Timor-Leste, Luís Amado referiu que mantém "um programa intenso" de relacionamento bilateral e anunciou que, nesse âmbito, o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, João Gomes Cravinho, estará na próxima semana em Díli, em visita oficial.

Sobre o relatório hoje divulgado na capital timorense pelo Banco Mundial e pelo Ministério das Finanças timorense, que refere um aumento significativo da pobreza no país asiático, Luís Amado reafirmou a confiança de Portugal no Estado de Timor-Leste e na sua afirmação na comunidade internacional.

"Portugal continuará a cooperar para que Timor-Leste se afirme como Estado viável. O trabalho é difícil, exige ultrapassar obstáculos que o país tem pela frente (...) queremos contribuir para a sua solução, é isso que queremos fazer com o Governo legítimo do país", concluiu.

NV.

Lusa/Fim

 

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legionario

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« Responder #100 em: Novembro 27, 2008, 07:38:22 pm »
Eu acho excelente esta dinamica que o nosso governo esta a dar à CPLP. Oxala se va ainda mais longe, nomeadamente na criaçao duma força conjunta lusofona para intervir nos TOE.

A criaçao duma Universidade Lusofona com polos em todos os paises lusofonos, com intercambio de estudantes entre todos os territorios...seria tambem excelente .

A cereja no bolo seria Portugal investir em projectos agro-industriais, e nas areas das energias renovaveis em Africa ou Timor. O retorno esta assegurado.  

ps. os chineses sao proprietarios de enormes quintas e fabricas em africa onde empregam milhares de chineses...para além de  assegurarem parte importante das suas necessidades em matérias primas.
IN HOC SIGNO VINCES
 

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TOMSK

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« Responder #101 em: Novembro 27, 2008, 09:16:48 pm »
Efectivamente, sempre achei que nos últimos anos, os  sucessivos governos têm pecado(entre outras coisas), pelo não-aproveitamento dos "laços" que Portugal possuí com o seu antigo império.

Ainda há pouco tempo assisti a um documentário sobre a Malásia, mais precisamente Malaca, e é de louvar a persistência daquelas gentes em manter bem viva a memória portuguesa naquelas paragens. Estão neste momento a ser requalificados alguns monumentos portugueses como a Porta de Santiago ou a escadaria para a Igreja Cristã.

Uma CPLP que abrace mais fortemente os vários países lusófonos terá concerteza sucesso, e quem sabe, fazer nascer naqueles países que foram "tocados" pelos Portugueses o desejo de se juntarem a esta família.

Portugal só tem a ganhar.
 

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PereiraMarques

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« Responder #102 em: Novembro 27, 2008, 09:47:49 pm »
Citação de: "legionario"
A criaçao duma Universidade Lusofona com polos em todos os paises lusofonos, com intercambio de estudantes entre todos os territorios...seria tambem excelente .


Privado faz...
 :arrow: http://pt.wikipedia.org/wiki/Grupo_Lus%C3%B3fona

Por outro lado, se já no período da Guerra Fria (pós-independências) grande parte dos quadros continuaram a ser formados em Portugal, com o fim das bolsas de estudos para o antigo Bloco Soviético, a esmagadora maioria dos quadros passa a ser formada em Portugal...
 

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comanche

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« Responder #103 em: Dezembro 13, 2008, 06:07:16 pm »
Brasil: Universidade Integração Luso-Afro-Brasileira arranca em 2010 no Nordeste


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Fortaleza, Brasil, 13 Dez (Lusa) - A Universidade Federal de Integração Luso-Afro-Brasileira (Unilab), que visa reforçar o ensino dentro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), será instalada a partir de 2009 em Redenção, Nordeste do Brasil, disse hoje à Lusa fonte ligada ao projecto.

Localizada a cerca de 65 quilómetros de Fortaleza, no Estado do Ceará, a UNILAB vai contar com um investimento de cerca de 190 milhões de reais (59 milhões de euros ao câmbio actual).

Aquela verba provém do orçamento do governo brasileiro, disse à Lusa a coordenadora de Assuntos Internacionais da Universidade Federal do Ceará (UFC), Maria Elias Soares.

Daquele valor, 30 milhões de reais (9,3 milhões de euros) devem ser já libertados em 2009, e a restante verba será desembolsada à medida que o projecto se for desenvolvendo.

O início das actividades da nova universidade está previsto para 2010.

"A fase agora é de estudos para a formatação do projecto global", adiantou Maria Elias Soares, que integra a comissão formada por 16 representantes de diferentes instituições e organismos de governo, encarregue desse trabalho.

A estratégia do grupo inclui a realização de seminários para discussão técnica do projecto, além de visitas aos países envolvidos.

"Trabalhamos com a perspectiva de implantar um modelo inovador de universidade", afirmou.

A previsão é terminar o relatório até Junho de 2009, prazo que deverá coincidir com a aprovação da lei de criação da UNILAB pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Até à sua instalação definitiva, a UNILAB contará com a estrutura física e os recursos humanos complementares da UFC, instituição tutora do projecto e responsável pela administração dos primeiros recursos.

A oferta inicial será de 5 mil vagas em quatro áreas: Formação de Professores, Saúde, Gestão e Ciências Agrárias e Florestais.

Uma quinta área, ligada ao potencial tecnológico do Ceará, também está nos planos.

A UNILAB prevê o intercâmbio com Angola, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Macau, região administrativa especial da China, segundo informou a UFC.

Redenção foi escolhida para abrigar a UNILAB pelo simbolismo de ter sido o primeiro município brasileiro a abolir a escravatura e para atender à procura de ensino superior na região do Maciço de Baturité, interior do Ceará, esclareceu René Barreira, secretário de Ciência e Tecnologia do Estado, um dos membros da comissão.

A UNILAB deverá ser construída num terreno com cerca de 100 hectares, num processo conduzido pelo governo do Ceará.

AYT.

Lusa/Fim

 

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Cabecinhas

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« Responder #104 em: Janeiro 03, 2009, 04:07:37 am »
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Lisboa – O Governo português ratificou o acordo de cooperação entre Portugal e Angola na área da Defesa, aos níveis técnico e militar, que tinha sido assinado pelos dois países em Outubro de 1996, em Luanda, durante o Governo de António Guterres.
Este acordo bilateral contempla acções de cooperação no apoio de Lisboa à organização e funcionamento do sistema de defesa das Forças Armadas Angolanas (FAA) e ainda à organização e funcionamento do Ministério da Defesa Nacional de Angola, a concepção e execução de projectos comuns das indústrias de defesa e militares e a assistência mútua em matéria de utilização de capacidades científicas.

Os dois países vão ter colaboração entre as duas Forças Armadas ao nível do treino, organização e apoio logístico no quadro de operações de paz. O acordo prevê a possibilidade de Portugal conceder bolsas de estudo e a criação de uma comissão mista, que ficará responsável pela execução deste compromisso entre os dois Estados a comissão irá reunir todos os anos em Portugal e em Luanda de forma alternada.

A cooperação entre Angola e Portugal centra-se na modernização das diferentes instituições militares das FAA com 12 projectos já em curso, que abrangem vários sectores, no quadro da Comissão Técnico-Militar.
(c) PNN Portuguese News Network


http://www.jornaldigital.com/noticias.php?noticia=17199
Um galego é um português que se rendeu ou será que um português é um galego que não se rendeu?
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