CPLP

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Feinwerkbau

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Re: CPLP
« Responder #180 em: Maio 10, 2011, 11:20:02 am »
Citação de: "Lusitanian"
Cabeça de Martelo, não interessa os 0,2%. Esquece tambem que não têm o mesmo apoio financeiro, são censurados (não exagero, são mesmo), e para piorar, os médias ajudam a generalizar sobre o que eles representam. Casos ridiculos é os de grupos de patetas de Skins e Hammers (ou lá como se escreve) fazerem porcarias, que já levaram á morte de um cabo-verdiano, e por azar do PNR, apanham-os com simbolos e bandeiras de PNR. Logo escusado será dizer que tal associação teve graves prejuízos ao PNR, na sua imagem. O problema é esse, os médias gostam de dramatizar a cena e associar certas coisas que são mentiras, e o PNR, para a sua frustação, tem que levar com isso. E uma vez lido ou ouvido em casa, a "coisa" sobre o PNR fica na cabeça e prontos eles são nazis, são assasinos, são sei lá o quê, tipico de ignorantes que preferem ouvir de bocas estupidas do que informar-se no partido. Daí simpatizar com eles (com o PNR, não com os Hitleristas). Por isso se admite que podem não ser fascistas (!? nem sei onde vão buscar essas ideias) e que não têm nada a ver com Skins para mim já é uma vitória, pois já é mais " sábio". Pode não concordar com eles, tudo bem, mas francamente, fazer deles uma coisa que não são é demais. Eu não concordo e odeio o BE. Mas sei que não são certas coisas que ouço. São sim apenas pessoas com outras ideias e visões para Portugal. Haja respeito.

realmente o PNR é um excelente exemplo de tolerância e integração racial....

Lusitanian, você é um moço cheio de boas intenções ( parece-me ), mas com a ingenuidade tipica da juventude  :wink:
Se quer fazer qualquer em prole deste país como diz, não se deixa ir em "cantigas de amigo" e utopias fantasiosas de tempos idos, que nunca foram a realidade.

Deixo aqui alguns factos:

O Partido Nacional Renovador (P.N.R.)[1] é um partido político português nacionalista. O seu lema é Nação e Trabalho e um dos seus objectivos consiste na valorização de um espírito nacionalista português. Entende que nacionalismo é colocar os interesses da Nação acima de quaisquer interesses sectários. Em 2009 o PNR foi o primeiro partido português a intitular-se como apologista da "Nova Direita Nacional, Social e Popular".
...
Nas eleições legislativas de 2005 teve cerca de 9400 votos, o que representou 0,2% dos eleitores. Nas eleições autárquicas de 1 de Julho de 2007 para a Câmara Municipal de Lisboa obteve 0,8% dos votos. Nas eleições europeias parlamentares de 2009 a lista do PNR, encabeçada por Humberto Nuno de Oliveira, obteve 13.037 votos, que representaram 0,4% do total expresso.
O seu presidente é, desde Junho de 2005, José Pinto Coelho.
O Partido Nacional Renovador nas Legislativas de 2011 irá concorrer pela primeira vez a todos os círculos eleitorais
...
O PNR, criado em Fevereiro de 2000, tem as suas origens entre os apoiantes dos diversos pequenos partidos, movimentos e coligações eleitorais da direita nacionalista (PDC, MIRN/PDP, FN), surgidos após o PREC, todos eles extintos após algum tempo de actividade sem obter resultados eleitorais apreciáveis.
Após o insucesso das experiências do Partido da Democracia Cristã, Movimento Independente para a Reconstrução Nacional, Partido da Direita Portuguesa e Frente Nacional, e face às dificuldades encontradas pelos militantes da direita nacionalista para conseguir reunir as cinco mil assinaturas necessárias para formar um partido, a aquisição de um partido de centro-esquerda na falência (o PRD) apresentou-se como uma oportunidade.
O Partido Renovador Democrático tinha entrado em decadência, tinha acumulado dívidas e estava sem actividade, mas não foi legalmente extinto. Foi então que elementos da Aliança Nacional e do extinto Movimento de Acção Nacional (MAN) se filiaram no PRD, pagaram as suas dívidas, e, uma vez no controlo do partido, mudaram-lhe o nome para Partido Nacional Renovador (P.N.R.), com um novo programa.
...
O PNR opõe-se à imigração económica, alegando que a concorrência de mão-de-obra estrangeira prejudica o acesso a postos de trabalho pelos cidadãos portugueses e serve para manter uma política de baixos salários. Encaram a Família como a instituição basilar da sociedade, e que, como tal, deve ser mais protegida pelo Estado através da criação de um Ministério da Família e da revisão da Lei de Bases da Família.
O PNR é a favor da criminalização do aborto, e advoga a criação de uma rede de infantários do Estado com mensalidades simbólicas: a ideia subjacente a estas duas ideias é o fomento da taxa de natalidade, em razão do decréscimo populacional que se vem verificando em Portugal. Para além disso, o partido propugna punições duras para a violência sobre crianças e a pornografia infantil, e é apologista de que sejam agravadas as penas para os crimes de abuso sexual e outras formas de degradação e molestação de menores, como a exploração do trabalho infantil.
...

No início do mês de Abril de 2007 foi afixado no centro de Lisboa um cartaz do PNR incitando à expulsão de imigrantes do país. O cartaz acabou por ser alvo de diversos actos de vandalismo e ao seu lado foi colocado um cartaz pelo grupo de humoristas Gato Fedorento que, além de ridicularizar os dizeres xenófobos, continha a afirmação "nacionalismo é parvoíce". O cartaz do Gato Fedorento acabou por ser removido por não ter obtido a indispensável licença da Câmara de Lisboa.
O cartaz do PNR seria depois substituído por um outro, criticando os que tinham vandalizado o primeiro cartaz, com a frase «as ideias não se apagam, discutem-se».
No dia 18 de Abril de 2007 um conjunto de mandatos de busca junto de pessoas próximas ao partido levou à detenção pela Polícia Judiciária de mais de 30 indivíduos por todo o país. Apesar de os mandatos de busca terem sido lançados no âmbito das ideias alegadamente segregacionistas do partido, o motivo das detenções foi quase exclusivamente devido à posse de armas.
No dia 25 de Abril de 2007, a sede do Partido Nacional Renovador esteve em risco de ser atacada por parte da extrema-esquerda, que visava a sua destruição.
Já em finais de 2008 um outro outdoor do PNR, foi removido pela câmara municipal de Lisboa - que dera polémica pela ilegalidade da sua remoção que havia sido ilegal, assim como o direito à liberdade de expressão.
Em termos externos opõe-se ao processo de federalização da União Europeia, defendendo a cooperação em vez da integração. Preconizam uma União Económica baseada nas vantagens recíprocas para todos os estados, resultantes do alargamento dos mercados e da abolição das barreiras alfandegárias, mas opondo-se à integração política.

É membro do grupo European National Front, grupo ligado à extrema-direita. Neste grupo é possível encontrar partidos como a Front National (França), Vlaams Blok (Flandres, Bélgica), Vlaams Belang, (Flandres, Bélgica), British National Party (Reino Unido), NPD (Alemanha), La Falange (Espanha) entre outros.

O PNR opõe-se também à entrada da Turquia na União Europeia por considerar que a Turquia não é um país europeu nem geograficamente, nem culturalmente, nem etnicamente. Alegam ainda questões relacionadas com a criminalidade, o terrorismo, e alertam para a questão dos direitos humanos.
Em Fevereiro de 2008, O Partido Nacional Renovador, reúne-se com o Embaixador da Sérvia, para a promoção de um juízo mais imparcial por parte da União Europeia.
Juventude NacionalistaDesde o início do ano de 2006, tem procurado recrutar jovens estudantes em escolas secundárias e em estabelecimentos do ensino superior. Esta situação despertou mais uma vez a atenção das autoridades, que enviaram um relatório aos ministros da Educação e da Administração Interna. Segundo o relatório, apesar de o PNR ser um partido legalizado, existe um risco efectivo de transmissão aos jovens ideias de carácter xenófobo, potenciadoras de violência[4] mas desde a criação da Juventude Nacionalista ainda não existiu qualquer acto de violência racista por parte da mesma ou de membros da Juventude Nacionalista. O líder da Juventude confirmou este recrutamento, refutando, no entanto, a transmissão aos jovens de mensagens de natureza criminal ou violenta.[5] Entre outros argumentos, alegam que existe uma criminalização excessiva por parte das forças políticas e outras, ainda no acto de recrutamento por esta força política e promoção de ideologia, visto que outras forças o podem fazer sem que sejam criminalizadas.

O PNR tem sido acusado de promover a discriminação baseada em fundamentos étnicos, religiosos ou sexuais, e de alguma da sua propaganda incitar, subtilmente, à violência e ódio contra certos grupos minoritários, nomeadamente imigrantes e homossexuais. A questão de se o partido deve ser ilegalizado ou não tem sido, e ainda é, motivo de discussão em Portugal, especialmente porque a Constituição Portuguesa proíbe qualquer tipo de discriminação baseada na orientação sexual, sexo ou religião.

Sim, copiei da Wikipedia, lol
realmente é um exemplo de tolerância e integridade.

Lusitanian, conhece o velho ditado muito nosso ( sim eu tb sou nacionalista ), diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és?

E diga-me são os skins que simpatizam com o PNR e não vice-versa?

Lusitanian, conheceu um forum chamado Forumnacional, exemplo também de integridade e tolerância?

Bem haja e um resto de bom dia
 

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Lusitanian

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Re: CPLP
« Responder #181 em: Maio 10, 2011, 02:44:34 pm »
Não entendo onde quer chegar. Está a dizer que o PNR não é na verdade aquilo que eu penso ser? Que é um partido " corrupto"? Explique á vontade.
Daquilo que já vi na manifestações havia sempre pessoal impecavel, havia mulheres e crianças, e várias pessoas da minha idade, e já vi em pessoa o poprio José Pinto Coelho, que por sinal é uma pessoa normalissima e não uma espécie de "papão"  :D  Qual é o partido que irá apoiar, se é que posso perguntar? :mrgreen:  Eu talvez o CDS ainda não sei.
Deus quer, o Homem sonha, a Obra nasce.
Por Portugal, e mais nada!
Tudo pela Nação, nada contra a nação!
 

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Lusitano89

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Re: CPLP
« Responder #182 em: Julho 20, 2012, 05:32:45 pm »
Guiné Equatorial não vai aderir à CPLP diz vice-Presidente angolano


A Guiné Equatorial não vai aderir hoje à CPLP como membro de pleno direito, porque registou «poucos progressos» no respeito ao regulamento interno da organização, disse hoje o vice-Presidente angolano, Fernando da Piedade Dias dos Santos. Os passos dados pela Guiné Equatorial visando obter o estatuto de membro de pleno direito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é um dos temas centrais da IX Cimeira de Chefes de Estado e de Governo, que hoje se realiza em Maputo.

O vice-Presidente de Angola, país que hoje cede a presidência da CPLP para Moçambique, considerou que o alargamento dos pedidos de adesão ao estatuto de observador associado e consultivo «são provas do crescente prestígio» da comunidade lusófona.

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: CPLP
« Responder #183 em: Julho 29, 2012, 01:42:28 pm »
São Tomé acredita na entrada da Guiné-Equatorial na CPLP


O Presidente de São Tomé e Príncipe, Manuel Pinto da Costa, afirmou hoje, em Lisboa, que está "convencido" que a Guiné-Equatorial acabará por entrar para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). "Estou convencido que a Guiné-Equatorial vai entrar para a CPLP. Há muita gente que está muito mal informada sobre a Guiné-Equatorial, só os aspectos negativos é que vêm ao de cima e são explorados em função dos interesses de uns e de outros", declarou Pinto da Costa aos jornalistas, no final de uma visita à sede da CPLP, em Lisboa.

O chefe de Estado são-tomense confessou que quando a Guiné-Equatorial pediu para entrar na CPLP "quase" que viu isso como "o filho pródigo que quer regressar à casa paterna", considerando que houve relações históricas entre Portugal e a Guiné-Equatorial.

"O que é que se fala da Guiné-Equatorial? Fala-se, por exemplo, que tem pena de morte. E os Estados Unidos não têm?", questionou Manuel Pinto da Costa.

Por outro lado, disse que, sendo São Tomé e Príncipe membro da CPLP, espera "uma contribuição e o apoio dos outros membros para melhor consolidar todo o processo democrático no país, para beneficiar de outras experiências que permitam aos são-tomenses enfrentar com sucesso o grande desafio do combate à pobreza e à corrupção".

"Se não houver esse combate, por mais esforços que façamos, jamais conseguiremos um desenvolvimento que seja realmente aproveitável para todos os cidadãos" de São Tomé e Príncipe, alegou.

Em sua opinião, "a CPLP não pode ser somente uma plataforma para discursos políticos, tem que jogar um papel no sentido de encontrar a forma de cooperação para consolidar as democracias nos países membros e todas as iniciativas no sentido de se desenvolverem económica e socialmente".

"O espaço que vai sendo aberto em São Tomé e Príncipe, em Angola e em Portugal, se for aberto também para os membros da CPLP, isso vai torná-la ainda mais forte e vai permitir que a CPLP seja cada vez mais capaz de representar condignamente os nossos países nesse mundo globalizado em que nós estamos", defendeu Pinto da Costa.

A Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, que decorreu na passada sexta-feira, dia 20 , em Maputo, adiou de novo a adesão plena da Guiné Equatorial à organização.

A Declaração de Maputo explicita que a adesão daquele país africano, que já detém o estatuto de observador associado da CPLP, dependerá de “convergir com os objectivos e princípios orientadores da comunidade”, para o que contará com o apoio de “um grupo permanente de acompanhamento conjunto”.

Na declaração final da 9.ª conferência de chefes de Estado e de Governo da CPLP elogiam-se “os esforços já desenvolvidos pelas autoridades da Guiné-Equatorial, com vista ao cumprimento do programa de adesão”, e promete-se-lhe ajuda para “implementar as acções acordadas”.

Na altura, o Presidente são-tomense afirmou esperar que a Guiné Equatorial seja admitida como membro pleno da CPLP na próxima cimeira da organização, em 2014, em Díli, capital de Timor-Leste.

Manuel Pinto da Costa iniciou na quarta-feira uma visita de Estado e privada a Portugal, a convite do seu homólogo português, Aníbal Cavaco Silva, a qual se prolongará até ao dia 3 de Agosto.

Lusa
 

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urso bêbado

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Re: CPLP
« Responder #184 em: Agosto 15, 2012, 05:50:39 pm »
Na CPLP Galiza visualizar-se-ia no exterior. Não pode fazê-lo como entidade pública -estado ou região- ao não dispor de soberania política; tudo bem: a sua participação através de instituições privadas (AGLP, sindicatos, associações profissionais, etc...) não havia custar dinheiro público e seria bem mais barato para criar um efeito de consciência nacional muito mais marcante do que pôr a andar um corpo policial integral ou abrir embaixadas.

Não me importo muito se as mocas dos policiais de choque "falam" ou por melhor dizer, "batem" em galego ou castelhano...; o nacionalismo é caro (sabem-no na Catalunha) porque consiste em criar instituições "não soberanas" mas que "pareçam" soberanas. Daí embaixadas que não fazem sentido algum.

Galiza (instituições privadas galegas) não custa dinheiro aos galegos e apenas pode trazer orgulho como povo e visibilização como país, e ainda a hipótese de recuperar estes esfianhos de língua que vão ficando na Galiza --falado cada vez menos, e pior-- e fazê-lo mais uma modalidade da língua que partilhamos com gentes dos quatro cantos da Terra.

É um direito humano recuperarmos o que nos foi banido; apagar a fronteira lingüística: não sou nacionalista galego, mas sim galego de nação. Daí, sempre pra frente: espanhol, lusófono,... não me importo.

Não quero afastar o castelhano dos meus pais da Galiza. Quero cidadãos galegos cultos e preparados, fluentes em línguas que eu nunca vou dominar porque sou velho de mais, porque os neurónios vão ficando menos, porque sou filho dum sistema educativo espanhol atrozmente ruim no que faz às línguas, que rechaça toda língua não castelhana, que bane as línguas próprias de seu próprio estado e ainda desaproveita o potencial de espanhóis-árabes ou chineses de primeira ou segunda geração que poderiam fazer com que este fosse um país (ou Estado Espanhol) ponta de lança das habilidades lingüísticas. Era bom para todos. Era bom para os cidadãos.

É questão de justiça para os cidadãos. (Se eu fosse alsaciano gostaria de usufruir francês e alemão, fóra de qualquer ideologia ou bandeira).

E um bocado de soberania que precisamos como respirar. Colectivamente; grupalmente.

Esta é minha opinião (errada ou certa). A Galiza na CPLP é um sonho que posso me permitir, de contrário a uma declaração de independência ou um regime fiscal próprio que não vão nunca chegar.

E à CPLP também não lhe havia fazer mal aceitar-nos, como pode não ser mau aceitar australianos, indonésios ou luxemburgueses.

Mas, se tenho de pedir por alguem, peço por nós.
 

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Lusitano89

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Re: CPLP
« Responder #185 em: Outubro 01, 2012, 07:03:07 pm »
Portugal «pode salvar-se da crise» com apoio dos países lusófonos diz secretário-executivo da CPLP


O novo secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) defendeu hoje que o facto de Portugal pertencer à organização pode ajudar o país a «salvar-se da crise», realçando que os países lusófonos o apoiarão.
 
“Portugal pode salvar-se da crise porque tem os países da CPLP como seus apoiantes”, disse o diplomata moçambicano Murade Murargy, em entrevista à Lusa, na sede da CPLP, em Lisboa, onde se prepara para iniciar o seu mandato à frente da organização lusófona.
 
É preciso é que “Portugal se envolva cada vez mais neste espírito comunitário”, acrescentou, aludindo ao “grande fluxo migratório de portugueses para Angola, Moçambique, Brasil”, países que “precisam” também do contributo destes emigrantes.
 
Na CPLP, tem de haver uma “distribuição de responsabilidades”, de acordo com o desenvolvimento de cada Estado-membro, afirmou.
 
“Estamos a intensificar muito a cooperação Sul-Sul, que tem muitas hipóteses de vingar”, indicou, recordando a “dependência” que os países lusófonos “ainda têm em relação aos países desenvolvidos do Norte”.
 
“Não é um confronto com o Norte, mas uma tentativa de manter um equilíbrio de cooperação”, sublinhou, reconhecendo que Brasil, Angola e Moçambique lideram a iniciativa.
 
Aliás, Moçambique e Angola estão a atrair outros países da região onde se situam, sublinhou, referindo que a Namíbia já formalizou o pedido para ser aceite como membro observador da CPLP. “Há um interesse pela língua portuguesa e outros mais virão”, disse.
 
A cooperação económica será “uma prioridade”, garantiu Murargy, recordando que, como embaixador de Moçambique no Brasil teve essa preocupação. “É possível estabelecer plataformas de promoção de investimento” no espaço lusófono, disse.
 
“A crise vai passar”, referiu Murargy, estabelecendo como “desafio principal” para os próximos dois anos “fazer conhecer a CPLP junto dos respetivos povos”.
 
“A CPLP existe, mas ainda não está suficientemente conhecida”, o que faz com que “não responda aos objetivos para que foi criada”, reconheceu, realçando que, com 16 anos, a organização ainda "é bastante nova”.

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: CPLP
« Responder #186 em: Janeiro 09, 2013, 06:00:08 pm »
Espaço lusófono precisa de televisão «igual à Al-Jazeera», diz Ramos-Horta


O espaço lusófono precisa de uma televisão “igual à Al-Jazeera”, defendeu hoje o ex-Presidente timorense José Ramos-Horta, criticando as emissões da RTP Internacional, que só a sua mãe "está interessada em ver".Orador no painel "Lusofonia – Sonhos e Realidade" da conferência que hoje assinala os 40 anos do semanário Expresso, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, Ramos-Horta considerou que “o grande desafio” da lusofonia é “criar meios de comunicação que tornem as realidades dos vários países” da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) “tão interessantes” que os jovens se sintam atraídos por saber mais sobre os parceiros lusófonos.

Na ausência de “génio” e “criatividade”, a CPLP continuará a ser “uma coisa abstrata para a maioria das pessoas”, antecipou.

O português “poderia ser muito mais popular em Timor-Leste se houvesse ou uma televisão da CPLP” ou “uma televisão portuguesa mais criativa”, exemplificou.

Distinguindo a RTP que se vê em Portugal, “que não fica a dever” a qualquer outra televisão estrangeira, da RTP que se vê em Timor, que só a sua mãe, de quase 90 anos, está “interessada em ver”, por causa de “um tal senhor Baião”, Ramos-Horta questionou a assistência: “A CPLP não pode fazer algo igual à Al-Jazeera [televisão do Qatar que emite para o mundo inteiro]?”

Realçando que as crianças timorenses aprendem inglês através da televisão, insistiu que este meio de comunicação é importante para “tornar a CPLP em algo que os jovens vivem e sentem no dia-a-dia”.

O Prémio Nobel da Paz e recém-nomeado representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para a Guiné-Bissau confessou ainda que não vê “grande utilidade” em certas reuniões organizadas no âmbito da CPLP, que “parece estar a copiar modelos de organizações regionais”, quando não o é.

“Criam-se e multiplicam-se grupos, comissões, reuniões ministeriais dos mais variados…”, criticou o ex-chefe de Estado timorense.

É preciso “pensar muito a sério o que realmente interessa" à lusofonia "nos próximos cinco, dez anos”, apelou.

Lusa
 

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Snowmeow

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Re: CPLP
« Responder #187 em: Janeiro 11, 2013, 10:26:17 pm »
Se a Globo Internacional não estivesse voltada apenas para o gosto dos brasileiros (Gosto, aliás, questionável no mínimo, com suas novelas de amargar), poderia preencher esse papel. Mas, pelo visto, esse papel só pode ser devidamente ocupado por uma TV que tenha, no mínimo, uma visão trina (Visão Angolana, Visão Brasileira e Visão Portuguesa) de conduzir a programação. Apesar de um canal 100% de notícias ser o mais indicado, alguns programas de variedade e que mostrem algo sobre o mundo lusófono seriam bem-vindos.
"Não corte uma árvore no Inverno; pois sentirás falta dela no Verão." Jairo Navarro Dias
 

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Duarte

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Re: CPLP
« Responder #188 em: Janeiro 11, 2013, 11:21:00 pm »
Ora, aqui está uma oportunidade de negócio, com mercados emergentes, Brasil, Angola, etc.. com muito potencial.  
Será que alguém se chega?
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«Os chamados partidos políticos, por definição e exigências da sua vida própria, não representam nem podem servir a unidade nacional» Salazar
 

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Lusitano89

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Re: CPLP
« Responder #189 em: Janeiro 16, 2013, 09:11:46 pm »
CPLP apoia esforços no Mali mas não prevê intervir directamente


O secretário-executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, Isaac Murade Murargy, afirmou hoje em Lisboa que a comunidade apoia os esforços internacionais no Mali, vincando, contudo, que o bloco lusófono não prevê qualquer intervenção directa naquele conflito. Isto porque, salientou o secretário-executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), o bloco lusófono "já tem o problema da Guiné-Bissau por resolver".

"A Guiné-Bissau já é um problema que temos de resolver. E é desse problema que nos temos de ocupar em primeiro lugar", afirmou Isaac Murade Murargy, quando questionado sobre a possibilidade de a CPLP poder participar na missão internacional de apoio ao Mali.

"Apoiamos todos os esforços feitos pelas organizações internacionais para que o Mali se encontre. Mas participar em termos de força ao nível da comunidade, ainda nem pensamos nesse assunto", acrescentou.

Isaac Murade Murargy falava aos jornalistas à margem do encerramento da conferência "Jovens da CPLP", que hoje juntou em Lisboa representantes dos oito países lusófonos.

O secretário-executivo da CPLP lembrou, contudo, que cabe a cada estado-membro da comunidade lusófona decidir o seu envolvimento nos esforços internacionais no Mali.

Em finais de Dezembro, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou, por unanimidade, o envio de uma força militar com liderança africana para o Mali com o intuito de ajudar o exército daquele país a derrotar os militantes islamitas.

Na passada sexta-feira, a França iniciou uma ofensiva militar contra os grupos rebeldes islamitas que ocupam o norte do Mali há nove meses, procurando ajudar o exército maliano a travar o seu avanço para sul.

Além dos militares franceses, que deverão aumentar até aos 2500, são esperados no Mali 3300 soldados de vários países da África ocidental numa força comandada pela Nigéria.

Lusa
 

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Re: CPLP
« Responder #190 em: Fevereiro 19, 2013, 09:17:11 pm »
CPLP tem de adaptar-se à nova conjuntura mundial


O secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o embaixador Murade Murargy, disse hoje que a comunidade tem de mudar e adaptar-se à nova conjuntura mundial e que Timor-Leste vai conduzir o processo.

"A CPLP foi criada num contexto histórico e internacional diferente e hoje o mundo mudou e a CPLP não pode continuar estática e tem de mudar e adaptar-se à nova conjuntura mundial", afirmou o embaixador moçambicano.

Segundo o secretário-executivo da CPLP, é precisamente na presidência de Timor-Leste, quando a organização comemora o seu 18.º aniversário, que toda essa viragem deverá acontecer e "Timor vai conduzir esse processo".

A CPLP foi criada a 17 de julho de 1996, em Lisboa.

Timor-Leste aderiu à CPLP a 20 de maio de 2002, com a restauração da independência, tornando-se o oitavo Estado-membro da organização, que inclui Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.

Timor-Leste assume, pela primeira vez, a presidência rotativa da CPLP em julho de 2014.

O secretário-executivo da CPLP falava aos jornalistas em Díli onde se encontra em visita oficial, que termina sábado, e depois de um encontro com o presidente do Parlamento Nacional de Timor-Leste, Vicente Guterres.

Na segunda-feira, o embaixador moçambicano esteve reunido com o chefe da diplomacia timorense e com o Presidente de Timor-Leste, Taur Matan Ruak, e assinou o acordo de concessão do terreno para a construção da representação da CPLP em Díli.

"Em todos os encontros tive uma receção muito cordial em que debatemos as questões relativas ao crescimento da CPLP", disse.

Segundo o secretário-executivo da CPLP, as autoridades timorenses têm compreensão dos desafios que a comunidade enfrenta e estão dispostas a trabalhar para que todos os cidadãos possam sentir a organização como sua.

Na quarta-feira, o secretário-executivo da CPLP participa num seminário sobre a organização no Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Lusa
 

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Lightning

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Re: CPLP
« Responder #191 em: Fevereiro 27, 2013, 01:08:58 am »
Cooperação Técnico-Militar Portugal-Moçambique
Força Aerea Portuguesa - Projecto 12
http://www.emfa.pt/www/po/coopmo/
 

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mayo

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Re: CPLP
« Responder #192 em: Março 08, 2013, 08:28:09 am »
Citação de: "Thiago Barbosa"
Funde um Partido Fascista e vá para a rua caçar todos aqueles que não são portugueses, Chico.

Obs: Acho que essa posição te dará condição de caçar portugueses que não são brancos também, quem sabe... :roll:

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Lusitano89

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Re: CPLP
« Responder #193 em: Maio 17, 2013, 02:24:08 pm »
Adesão da Guiné Equatorial à CPLP é "possível e benéfica", diz MNE timorense


O chefe da diplomacia de Timor-Leste, país que em 2014 assume a presidência da CPLP, considerou hoje benéfica para a comunidade lusófona a adesão da Guiné Equatorial, algo que acredita vir a acontecer "nos próximos anos". "Timor-Leste não vê problemas em que a Guiné Equatorial participe [na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa] desde que cumpra as condições, como a introdução do ensino de língua portuguesa e o compromisso de respeitar os direitos humanos e os valores da democracia", disse José Luís Guterres, em entrevista à Lusa.

Em Lisboa para uma visita de quatro dias, em que deverá encontrar-se com o secretário executivo da comunidade lusófona para preparar a presidência timorense da CPLP, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste disse ser "possível e benéfico" a adesão de mais um membro de pleno direito.

Recordando que a adesão da Guiné Equatorial requer um consenso dentro da comunidade - algo que não foi alcançado nas duas últimas cimeiras da CPLP, em 2010 e 2012 - o governante manifestou o desejo de que seja encontrada uma saída para o impasse.

"Se não for agora e se não for em 2014 [data da próxima cimeira, a decorrer em Timor-Leste], será nos próximos anos. É um assunto que já esta na agenda, vai continuar na agenda, porque pelo que conheço, há uma vontade muito séria" por parte do Presidente da Guiné Equatorial, disse.

Questionado pela Lusa sobre as prioridades para a presidência timorense da CPLP, o ministro disse que o Governo criou uma comissão que está a trabalhar na preparação dos dois anos de liderança timorense, "em particular na necessidade de pensar o que fazer para que a CPLP tenha mais sucesso e não seja só uma comunidade de governos, mas haja também participação dos povos".

A Guiné Equatorial, país liderado por Teodoro Obiang desde 1979 e considerado um dos regimes mais fechados do mundo por organizações de direitos humanos, tem estatuto de país observador na CPLP desde 2006, mas o processo de adesão tem sido adiado, devendo voltar a ser discutido na próxima cimeira da organização lusófona, em Díli, capital de Timor-Leste, em 2014.

Na última cimeira de chefes de Estado e de Governo da CPLP, a 20 de Julho de 2012, a adesão plena da Guiné Equatorial foi de novo adiada e, ao contrário do que tinha acontecido dois anos antes, não foi fixado qualquer prazo para voltar a debater o assunto.

Nessa altura, o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Portas, manifestou-se contra a adesão plena da Guiné Equatorial à comunidade lusófona na cimeira de Maputo, considerando que o país não fez "progressos suficientes" nas questões dos direitos humanos.

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: CPLP
« Responder #194 em: Julho 23, 2013, 05:42:41 pm »
CPLP vai avaliar difusão e futuro da língua portuguesa


Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos oito países que formam a CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) vão avaliar em Outubro, em Lisboa, as acções de promoção e difusão do idioma durante a 2ª Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa.

De acordo com Ivo Castro, professor de linguística na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que participa da organização, o evento vai tratar especificamente do «ritmo de execução» das acções projectadas no Plano de Acção de Brasília, aprovado em 2010, quando ocorreu a primeira conferência. O plano envolve estratégias de implantação da língua portuguesa nas organizações internacionais, promoção do ensino do idioma e a implementação do acordo ortográfico.

A expectativa dos organizadores é positiva. «Houve avanços claros em várias áreas, como a criação do Portal do Professor, a constituição de vocabulários e algumas discussões sobre política e presença do português nas organizações internacionais», assinala João Costa, professor do Centro de Linguística da Universidade Nova de Lisboa e também da organização do evento.

O uso indevido do acento circunflexo transforma o «doce de coco» em «doce de cocô». Segundo José Eduardo Camargo, essa diferença costuma ser a preferida das crianças. «Nesse caso, fica bem claro para a criança que ter o acento é importante, que ele faz toda a diferença».

Apesar da opinião favorável, João Costa admite que falta apoio dos países na promoção do idioma. «É difícil dar passos menos tímidos sem investimento dos países nesta matéria». Oito dos sete países da CPLP, incluindo o Brasil, estão em atraso com a anualidade a ser paga ao instituto da comunidade que deve executar o Plano de Acção de Brasília.

Assim como as acções de difusão do idioma, há dificuldades com a implementação do acordo ortográfico de 1990, ainda não ratificado em Angola e Moçambique e até hoje muito criticado em Portugal. Segundo João Costa, «o acordo ortográfico está assumido por todos», mas «faz falta uma maior clarificação conjunta de prazos e de vontades».

Lusa
 

 

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