Cenário de guerra: A Espanha invade as Desertas

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papatango

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« Responder #60 em: Setembro 03, 2004, 08:12:12 pm »
Citação de: "Dinivan"
Debo entender entonces que, vistos agrupadamente, ¿somos personas anormales?

Meu caro Dinivan, você pode entender o que quiser, estamos num país livre, onde toda a gente se expressa livremente, dentro de regras.

No entanto, como é evidente, ao referir que “vistos separadamente são pessoas normais” estou a referir-me aos cidadãos espanhois - independentemente da nação a que pertençam – que como você, são normalmente capazes de entabular uma discussão razoável e argumentada. Ao contrario, um grupo de pessoas, chame-lhe nação ou outra coisa qualquer, quando em conjunto terá sempre uma forma de comportamento e de raciocínio colectivo, que é condicionada pela sua memória histórica.

É como os portugueses. Vistos separadamente, somos todos muito compreensivos e não vemos nenhum perigo na Espanha. Mas como nação que somos, a nossa memória colectiva desperta-nos para a realidade histórica: Ou seja, a Espanha não tem feito outra coisa ao longo da sua história, que tentar acabar connosco, Portugal, última e irritante demonstração prática de que a unidade Hispanica, é un “cuento” e uma mentira histórica inventada por Castela, para justificar a imposição dos seus costumes, das suas leis e da sua lingua.

Citação de: "Dinivan"
Si lo sabe, es porque ha conocido a alguno de esos españoles expansionistas que quieren absorver Portugal... podría recomendarle que visite este foro, así todos aprenderíamos de esa persona, puesto que yo no he conocido ningún español con ese pensamiento.

O parágrafo anterior responde a esta questão. As posições tomadas por José Maria Aznar, os comportamentos do D. Manuel Fraga, ou mesmo a falta de “chá” do Zapatero nas declarações quanto a Portugal, apenas demonstram o de sempre.

Citação de: "Dinivan"
Y usted cree que se puede juzgar a 43.000.000 de personas por los actos de un antepasado del siglo XVIII?

Eu não julgo os 40 milhões de Espanhóis por nada. Como referí, individualmente não tenho nada contra nenhum deles, mas colectivamente, Filipe II é uma demonstração do comportamento que têm tido para com Portugal práticamente TODOS os governantes Espanhóis, tentando explicar o disparate da vantágem de Portugal desaparecer para que a Espanha possa falar em nosso nome, negando o facto histórico de que a decadência das nações peninsulares ter começado quando Filipe II se tornou Rei de Portugal. A história é a que é e a memória histórica dos portugueses foi formada pelos espanhois. Pela “soberba Castelhana”, pelos ataques, pelas invasões, sempre repelidas a custo de muito sangue. O sangue meu caro Dinivan, deixa marca, e na nossa memória colectiva, Espanha fez-nos derramar demasiado sangue. E nós temos uma memória máis comprida, que o que mesmo muitos de nós pensamos.

Citação de: "Dinivan"
El Sr. Fraga Iribarne es un líder político elegido por el pueblo gallego desde que ha vuelto la democrácia a este país, y no creo por tanto que deba ser tachado de neonazi... / ... A ver si el neonazi va a resultar ser usted...
Desde luego, neonazi no sé, pero paranoico lo es un rato. Suerte que yo no juzgo a todo un país por las palabras de uno solo de sus habitantes.


Meu caro, devo-lhe dizer que sempre que digo que já li o livro Mein Kampf do Sr. Adolf Hitler, muita gente olha para mim com um olhar de espanto. Mas de facto, já li o livro.

Portanto, entenda que para mim o conceito de NAZI, não tem muito a ver com movimentações de tanques pelas planicies da Russia, grandes batalhas da segunda guerra mundial, etc... Para mim NAZI e NAZISMO, é uma doutrina, explicada e detalhada no livro escrito por Adolf Hitler. Quando eu digo qualquer coisa contra o NAZISMO, o que acontece muitas vezes, digo-o do ponto de vista do programa dos NAZIS.

Ou seja, eu continuaría a saber identificar um NAZI, mesmo que não tivesse havido segunda guerra mundial.

O Sr. Fraga Iribarne e as suas pobres movimentações relativamente a Portugal e a essa construção amorfa e Castelhana da euroregião Galiza-Norte de Portugal, fedem e tresandam a “Anschluss” por todo o lado. Se quiser saber onde é que o Sr. Fraga foi buscar muitas das suas ideias, caro Dinivan, leia Mein Kampf, e depois venha falar comigo.

Não se esqueça de que você vive num país, onde o Castelhanismo Neo-Nazi REPITO NEONAZI, ataca as várias nações ibéricas, acusando as pessoas de Nazistas apenas porque acreditam no direito dos povos e no direito das nações.

O Sr, Fraga, tem todo o direito de ser presidente da Galiza, porque afinal, tem o voto do povo, mas mesmo que tivesse 100% dos votos, nunca deixaría de ser o mesmo Manuel Fraga da Alianza Popular, a extrema-direita da extrema-direita, os apoiantes de Francisco Franco, sim meu caro Dinivan, aquele mesmo que chegou ao poder com o apoio de Hitler.

Saber onde estão os Nazis em Espanha é muito fácil, mas claro, jogar com as palavras é facil. Mas eu não me limito ás palavras, eu estudo os actos, as acções e as declarações.

Facto: Fraga foi ministro de Franco
Facto: Franco foi um correlegionário de Hitler, chegando a mandar uma divisão inteira, para morrer por Hitler na Russia.
Facto: Franco e a falange, eram fervorosamente ibéristas e tinham por objectivo destruir Portugal.
Facto: O ministro Nazista espanhol Ramón Serrano Suñer era objectivamente um dos piores inimigos de Portugal e um dos Nazis mais fervorosamente a favor da destruição de Portugal, pela sua incorporação em Castela.
Os factos, continuam "Ad Eternum"
Há um fio condutor que a história não pode apagar, que me permite utilizar o termo NAZI, quando dou a minha opinião sobre o Senhor Fraga.

Mas claro, Dinivan, há países no mundo onde se apaga a História, quando ela se torna dificil de justificar. Aqueles que vivem nesses países, têm normalmente muita dificuldade em entender coisas simples como o que é realmente o conceito de Nazismo.

Cumprimentos
 

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JLRC

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« Responder #61 em: Setembro 03, 2004, 08:42:09 pm »
Meu caro Papatango

Subscrevo incondicionalmente e na totalidade tudo o que afirmou no seu último post. Os meus parabéns pela sua brilhante intervenção. A propósito, também li o Mein Kampf, tenho a tradução em português. Para falarmos de ou negarmos alguma ideologia, temos de saber do que estamos a falar.
Cumptos
 

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emarques

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« Responder #62 em: Setembro 03, 2004, 10:49:28 pm »
Bem, quanto à relação entre o Alentejo e a Extremadura, mas quanto a uma certa afinidade entre a Galiza e o Norte de Portugal (não só o Minho), não é uma completa ficção dos tais imperialistas. Há realmente bastante proximidade entre as culturas, começando pelo facto de se falar quase a mesma língua (as pessoas das serras minhotas e transmontanas falavam um "quase galego" ainda há bem pouco tempo. Em alguns sítios ainda o falam). Mas há também coincidências na música e na mitologia, por exemplo. Histórias portuguesas que chegaram ao Brasil, como a maria-da-manta que rouba as crianças, também se encontram na Galiza. E a festa da "Coca" em Monção, em que se encena o combate de S. Jorge com o dragão, tem semelhante perto de Vigo, se bem me lembro.
Ai que eco que há aqui!
Que eco é?
É o eco que há cá.
Há cá eco, é?!
Há cá eco, há.
 

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ferrol

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Ás veces asústome, certamente.
« Responder #63 em: Setembro 07, 2004, 11:03:47 am »
Citação de: "papatango"
Facto: Fraga foi ministro de Franco
Pois sí, Fraga foi ministro de Franco, e tamén o foi Adolfo Suarez, e o Rei foi elexido por Franco. Pero Fraga é un dos pais da Constitución Española, Adolfo Suarez derrubou legalmente a dictadura e o Rei foi o inspirador da Transición á democracia.
Que Fraga pretenda unha maior compenetración co Norte de Portugal ven do feito do aproveitamento mutuo das instalacións e industrias da zona.

Se Vigo tivese un porto tan grande coma Porto podería exportar máis cantidade de materias a máis sitios, polo que cumpliría mellor cos seus clientes.
Se Porto tivese un AVE deica Coruña ou Santiago, podería exportar máis rápidamente a mercadorías que lle chegan vía marítima a toda Europa. Ver ahí unha "Anchlust" ou cousas desas paréceme paranoico e sen apego a realidade europea.
A necesidade da Eurorexión Galicia-Norte de Portugal, ven dada pola nosa condición de rexións ultraperiféricas na UE, que necesitan unha forza común de negociación en Bruxelas para dar máis forza ó que pedindo por separado non conseguirían.
De novo, falar de retrogadismos "nazis" sáese de toda lóxica, pero falando con vostede, PT, xa nada nos pode caer de novo. Gracias pola súa
 participación, un pouco de diversidade sempre ven ben.

Citação de: "papatango"
Facto: Franco foi um correlegionário de Hitler, chegando a mandar uma divisão inteira, para morrer por Hitler na Russia.
Unha división de voluntarios, non de soldados. ¿Correligionario? ¿Por eso non entrou na guerra do lado nazi?¿Por eso non deixou invadir Gibraltar por terra?¿Por eso destituiu a Serrano Suñer no ano 1942?¿Por eso asilou a varios miles de xudeus?En fin, de novo, PT, a realidade volve a contradicilo.

Citação de: "papatango"
Facto: Franco e a falange, eram fervorosamente ibéristas e tinham por objectivo destruir Portugal.
Certo e falso. Certo que eran iberistas, pero non tanto como Salazar:
http://imigrantes.no.sapo.pt/page6.Olivenca4.html
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A sobrevivência da ditadura em Portugal estava, segundo Salazar,  intimamente ligada à existência de um regime ditatorial também em Espanha.
Referencia gratuita a unha das súas páxinas favoritas.

Máis:
http://www.ucm.es/info/historia/hyp/hyp7.htm
Citar
El Pacto Ibérico de posguerra fue una alianza defensiva destinada, en el orden interno, a conservar las dictaduras y, en el externo, a impedir la restauración democrática.
Como ve, non se fala nada de destruir Portugal.

Citação de: "papatango"
Facto: O ministro Nazista espanhol Ramón Serrano Suñer era objectivamente um dos piores inimigos de Portugal e um dos Nazis mais fervorosamente a favor da destruição de Portugal, pela sua incorporação em Castela.
Por eso cando rematou a guerra mundial os únicos 3 países que deixaron embaixada en España foron Arxentina, Portugal e o Vaticano
Citar
Se retiraron los embajadores (sólo permanecieron los de Argentina, Portugal y el Vaticano)
De feito, a dictadura portuguesa tivo influencia na ideoloxía da española de Franco:
http://www.ull.es/publicaciones/latina/aa2000kjl/y32ag/75langa.htm
Citar
En este sentido, hay que recordar que, aunque en un principio no existía una ideología concreta y uniforme entre las fuerzas que se sublevan contra la República, las relaciones amistosas con Italia y Alemania, además de con Portugal, inclinaron la balanza hacia unos valores fascistas capitalizados por la Falange.
Deste xeito, non me explico esa "suposta" enemizade, se incluso tiveron orixe as ideas da Falanxe inicial en Portugal...

Citação de: "papatango"
Os factos, continuam "Ad Eternum"
Corrixo, os "factos", como queda demostrado, inventaos e manipúlaos vostede "Ad Eternum". Paréceme ben, mentras esteamos aquí Dinivan e mais eu para demostrar que o que di non é certo, vostede diga o que queira, que a Historia xa lle dirá a verdade.

Que vostede confunda "Nazismo" con "Falangismo" é algo natural nos estranxeiros, pero non pretenda vir dando leccións de "Factos" tan falsos como inocentemente argumentados. De cando en vez, unhas verbas do estilo, "creo que...", ou "a mín paréceme que..." non virían mal. Danlle un ton de modestia ás participacións, sempre necesario cando alguén pode contradicilas.

E supoño que vai vostede a retirar o de españolismo neonazi so pena de que empecen a caer nos meus textos suxerencias acerca da realidade social e económica do pequeno país portugués... Nin eu quero enfrentarme a vostede nin vostede a mín, supoño, así que teñámo-la festa en paz e comportémonos como persoas civilizadas. Insultos non, gracias.

E poña enlaces, home, que o seu máis que intervencións parecen encíclicas papais, que máis parece que fala con Deus que cos homes. Os homes, excepto JLRC, precisamos probas de que o que nos din é certo e non unha mensaxe mesiánica dun iluminado.

Citação de: "JLRC"
Meu caro Papatango

Subscrevo incondicionalmente e na totalidade tudo o que afirmou no seu último post.
Eso no meu país ten un nome: "Palmero".
¿Como pode vostede suscribir algo do que PT non aporta nin unha soa confirmación?¿Será que o seu verbo florido nubla as mentes?¿Será que polo feito de portugués se lle otorga infalibilidade papal?Amigo JLRC, se quere vostede ser tomado en serio, participe críticamente, aporte algo, que para pelotas xa valen os políticos.

En fin, quedoume unha mensaxe ben larga. Saúdos a todos, tamén a PT e a JLRC, que o cortés non quita do valente.
Tu régere Imperio fluctus, Hispane memento
"Acuérdate España que tú registe el Imperio de los mares”
 

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papatango

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« Responder #64 em: Setembro 07, 2004, 09:02:02 pm »
Citação de: "Ferrol"
“...Pois sí, Fraga foi ministro de Franco, e tamén o foi Adolfo Suarez, e o Rei foi elexido por Franco. Pero Fraga é un dos pais da Constitución... / ... A necesidade da Eurorexión Galicia-Norte de Portugal, ven dada pola nosa condición de rexións ultraperiféricas na UE...”

Eu não ponho em causa que o Sr. Fraga Iribarne, tenha entendido - como outros - que não era possível voltar atrás e que a Democracia era inevítavel. No entanto, o facto de Fraga ter participado na elaboração de uma constituição, a mesma que é hoje abertamente criticada, não muda nada. A superioridade moral da democracia, é que ela (a Democracia) deu a Manuel Fraga, direitos que ele mesmo (e os seus correligionários) negaram aos outros. O facto de Fraga Iribarne ter participado na elaboração da constituição espanhola, abona muito a favor da democracia, mas abona muito pouco em favor do próprio Fraga Iribarne.

Citação de: "Ferrol"
... ¿Por eso non entrou na guerra do lado nazi?¿Por eso non deixou invadir Gibraltar por terra?¿Por eso destituiu a Serrano Suñer no ano 1942?...

Não entrou na guerra, porque entendeu, que Espanha correría sérios riscos, ao entrar numa guerra depois de meses do fim da própria guerra civil. Acima de tudo, Franco leu a história de Espanha, e viu na autorização para atravessar Espanha, um paralelismo com a autorização dada por Espanha, para as tropas napoleonicas atravessarem Espanha para atacar Portugal. A História deve ser lida. Se ocorresse qualquer coisa idêntica, com as feridas vivas da guerra civil, isso sería provavelmente o fim da Espanha.

A destituição de Serrano Suñer ocorre, depois de os Estados Unidos terem entrado na guerra, ou seja, quando se tornou evidente que a Alemanha acabaria perdendo a guerra. A costa atlântica e mediterrânica era totalmente indefensável. Espanha cairía facilmente, e os aliados teríam o apoio dos que se opuseram a Franco na guerra civil. Todo o regime caíria.

O que Franco fez, foi algo que é normal na história da Espanha, (mudar de carruagem, a meio da viagem). Não foi feito por falta de ideias comuns com Hitler, foi feito por lóigica calculista.

Nunca neguei que Franco foi um líder esperto. Negar a “esperteza” de Franco, sería contradizer a História. Mas como vê, mais uma vez, os factos históricos vêm comprovar aquilo que escrevi.

= = = =
Iberismo.
= = = =
Caro Ferrol. Francisco Franco, ascendeu ao generalato com uma tese sobre como invadir Portugal em 48 horas. Podía ter discorrido sobre mil assuntos, mil guerras, mil temas, mas não, a sua escolha foi “Como ocupar Portugal em 48 horas”. Este singelo facto, é já de si demonstrativo. Depois, obviamente há a Falange e o inenarrável “Serrano Suñer” e o seu anti-portuguesimo genético. Serrano Suñer era visto como perigoso mesmo na altura.


= = = = = =
Pacto Ibérico
= = = = = =
Uma Espanha derrotada e com outra guerra civil sería um problema para Portugal. Quando a segunda guerra mundial, começou a pender para o lado dos aliados (entrada dos Estados Unidos na guerra, primeira derrota alemã em Moscovo, e posteriormente Midway e mais tarde Estalinegrado), tornou-ze evidente que Franco tería problemas, exactamente porque o seu governo era visto como pró-nazi / pró-alemão. Portugal teve o seu papel ao tentar evitar que a Espanha ficasse isolada internacionalmente. A sobrevivência de Franco tornava-se necessária, porque se Franco saisse de cena, Portugal podería ter problemas com a manutenção do regime.

Ou seja, Portugal apoiou Franco, não porque estivesse de acordo com a sua ideología, mas porque o seu fim (do regime de Franco), podería ser negativo para Portugal.

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El Pacto Ibérico de posguerra fue una alianza defensiva destinada, en el orden interno, a conservar las dictaduras y, en el externo, a impedir la restauración democrática.

Comentário: Também era melhor que falasse... Você acha que se o objectivo tivesse a ver com a destruição de Portugal, tal ía estar escrito no pacto ?

Remeto-o para as palavras do embaixador Franco Nogueira, (ministro dos negócios estrangeiros de Salazar, mas que se deve analisar considerando o contexto histórico em que se inserem) no seu livro “Um político confessa-se”,  Editora Civilização, 1986, página 270, sobre o seu dialogo com o general Muños-Grandes, um dos homens mais próximos do Generalíssimo Franco:

Muñoz-Grandes, em 9 de Dezembro de 1967, fala com ele, (Franco Nogueira) num encontro de caça, que decorreu em território Espanhol.
-Fernando Nogueira: Há uma obsessão constante de Espanha através dos séculos em anexar Portugal, e que persinto hoje, tão viva como sempre.
Muños-Grandes reconhece que é assim e comenta com toda a sua franqueza: “Eu lhe digo. Há, em relação a Portugal, duas classes de espanhóis. Há os que querem a integração, a anexação, o desaparecimento político de Portugal, e isso quase imediatamente, e por quaisquer meios que forem necessários. E há os que desejam o mesmo objectivo, mas a conseguir gradualmente, em cinquenta ou setenta anos. Os primeiros são cerca de 90%, os segundos formam os restantes 10%. Isto faz parte da alma espanhola, não vejo como modifica-lo”


Caro Ferrol, um dos homens mais próximos de Franco, diz isto. Olhe que estas palavras não foram proferidas em Aljubarrota; durante o domínio Filipino; durante a guerra contra os Filipes; durante a ocupação de Olivença e da guerra das laranjas; durante o reinado de Afonso XIII, ou depois da guerra civil. Estas palavras foram proferídas ainda não há trinta e sete anos. E foram proferidas, por um dos militares mais próximos de Franco.

A questão é saber se Fraga está no grupo dos 90% ou no grupo dos 10%. Eu acho que Fraga está no grupo dos que acham que se deve anexar Portugal em 50 a 70 anos. Uma das formas de o conseguir pacificamente, é para já, destruir a sua (nossa de Portugueses) unidade nacional. Para isso está aí a a euro-região “Galiza-Norte de Portugal”.


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En este sentido, hay que recordar que, aunque en un principio no existía una ideología concreta y uniforme entre las fuerzas que se sublevan contra la República, las relaciones amistosas con Italia y Alemania, además de con Portugal, inclinaron la balanza hacia unos valores fascistas capitalizados por la Falange.

Deste xeito, non me explico esa "suposta" enemizade, se incluso tiveron orixe as ideas da Falanxe inicial en Portugal...

Citação de: "papatango"
Os factos, continuam "Ad Eternum"

Corrixo, os "factos", como queda demostrado, inventaos e manipúlaos vostede "Ad Eternum". Paréceme ben, mentras esteamos aquí Dinivan e mais eu para demostrar que o que di non é certo, vostede diga o que queira, que a Historia xa lle dirá a verdade.

Que vostede confunda "Nazismo" con "Falangismo" é algo natural nos estranxeiros, pero non pretenda vir dando leccións de "Factos" tan falsos como inocentemente argumentados. De cando en vez, unhas verbas do estilo, "creo que...", ou "a mín paréceme que..." non virían mal. Danlle un ton de modestia ás participacións, sempre necesario cando alguén pode contradicilas.


Ora vamos por partes:
A Falange nunca podería ter tido qualquer influência portuguesa, por uma razão simples. A falange era uma organização militarista. O regime português, implantado por Salazar era uma ditadura de raíz civil e rural (Qualquer livro de história sobre o regime 1926-1974 lhe vai dar esta ideia), completamente contrária a militarismos e á industrialização. Não há na falange NADA que possa lembrar o salazarismo. Temos em portugal, a “mocidade portuguesa” e a “legião portuguesa”, que foram criadas, com o objectivo de controlar os excessos militaristas que para Salazar eram perigosos e de evitar.

Franco teve relações amistosas com a Alemanha e com a italia, porque foram estes países, que, considerando que Franco era um seu correligionário, apostaram fortemente na sua vitória. Durante e depois da guerra civil, Portugal aproveitou a vitória de Franco e apoiou-o. Lembro-lhe que antes de 1936, em Portugal aguardava-se uma guerra com Espanha, que era dada como certa, exactamente por causa da viragem á esquerda do regime espanhol.

“Que vostede confunda "Nazismo" con "Falangismo" é algo natural nos estranxeiros”

Eu não confundo nazismo com falangismo, porquanto uma e a outra são coisas diferentes, embora sejam faces da mesma moeda. Um militarismo fanático, daqueles que pensam que são melhores que os outros, apenas porque têm uma arma na mão. São aqueles que acham que a razão da força é maior que a força da razão. Eu acho que eles estão errados.

O ANSCHLUSS  de Espanha, relativamente a Portugal, está expresso nas manifestações em Madrid com o famoso “Y ahora a Portugal” gritado nas praças de Madrid em 1939, e em canções da Falange, onde se conclamava a falange a “Borrar la frontera de España con Portugal... para hacer la España Imperial”.

Isto, meu caro Ferrol, está por toda a Internet. Eu não troco factos, não distorço realidades, não manipulo factos nem invento nada. Absolutamente nada. A única coisa que “invento” naturalmente, são as minhas opiniões. E as minhas opiniões suporto-as com factos e com um pouco de raciocínio dedutivo.

Eu não pretendo impôr a minha vontade ou as minhas ideias a ninguém. Acima de tudo, eu tenho opiniões, e digo o que penso, mesmo quando isso pode parecer “politicamente incorrecto”. Não tenho de facto um costume português que é o de ouvir e calar, para não ser desagradável. Há verdades, caro Ferrol, que são desagradaveis. Eu não sou o responsável. Eu não tenho culpa, que Fraga tenha sido ministro de Franco, que Franco fosse apoiado pelos Nazis, que Franco tenha mudado de “equipa” quando entendeu que a equipa de Hitler ía perder, que Fraga tenha entendido que tinha que aceitar a democracía. Eu não inventei nada disto. São factos da história. Acho que não é necessário nenhum link para isto.

Citação de: "Ferrol"
E poña enlaces, home, que o seu máis que intervencións parecen encíclicas papais, que máis parece que fala con Deus que cos homes. Os homes, excepto JLRC, precisamos probas de que o que nos din é certo e non unha mensaxe mesiánica dun iluminado.

Eu, caro Ferrol, tenho este costume antigo que é o de ler livros. Esses livros não estão em grande medida na Internet, pelo que não posso resolver o problema. As minhas opiniões, baseiam-se também na análise dos factos “jornalisticos” e na minha interpretação da realidade. Além disso, eu não estou aqui a escrever as opiniões dos outros e a apresentar a opinião dos outros como argumento. Eu apresento a minha opinião, apenas isso.

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E supoño que vai vostede a retirar o de españolismo neonazi


Neste ponto, meu caro Ferrol, eu peço-lhe (e não me leve a mal pelo reparo) que antes de escrever um comentário, leia o texto e o entenda, sob risco de ser você o acusado de estar a distorcer as palavras dos outros. Eu nunca escrevi “españolismo neonazi” eu escrevi “Castelhanismo Neo-Nazi”. Há, meu caro Ferrol um oceano de diferença nesta expressão. Na minha visão da Espanha, eu não tenho a opinião do general Muñoz-Grandes, e acredito que além de uns e de outros (anexionistas), há ainda os espanhois que vêm Portugal, como outro país europeu. É verdade que esses, são em grande parte aqueles que têm uma ideia mais negativa sobre Portugal, mas, enfim, eu vivo com isso, e há muitos outros que também vêm Portugal como um país normal. Para mim, o “Castelhanismo” é a doutrina dos espanhois que acreditam que existe um país, que sob a égide e o domínio de Castela, da sua cultura, dos seus costumes e da sua lingua, deve dominar todos os outros na peninsula. Essa “velha” Castela, logrou esse objectivo na Catalunha, na Galiza e noutros lugares, mas falhou desastradamente em Portugal. Essa velha Castela, nunca nos perdoou, e a meu ver, nunca nos perdoará. Inventa alianças inglesas como justificação para todos os seus fracassos, inventa um Portugal sub-desenvolvido, para explicar que esse subdesenvolvimento existe por causa da recusa dos portugueses em quererem ser castelhanos.

Essa velha Castela, destruiu alguma da diversidade cultural da peninsula ibérica. Essa velha Castela, agiu, como se a peninsula ibérica fosse uma “Grosse Deutschland”, que incluía a Austria, assim como A grande Castela incluiría Portugal.

Portanto, repito, não há porque retirar nada, principalmente, porque não tenho que retirar o que não escreví, e se o tivesse escrito,só o retiraría se não houvesse uma razão para o ter escrito.

A História já está escrita, Ferrol. Mas você leu uma História diferente da minha. Eu não o critico por isso. Você é um produto da Historiografía que Castela impôs á peninsula ibérica. Eu baseio-me naquela que sobreviveu. Eu não o critico por se basear na sua. Eu entendo-a. O que lhe péço, é que da mesma forma que eu o entendo, você faça um esforço para me entender a mim.

E já vão uma data de folhas ... :mrgreen:

Cumprimentos
 

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Luso

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« Responder #65 em: Setembro 08, 2004, 12:02:13 am »
Papatango, já lhe disse que você é o meu herói?  :mrgreen:
- Temos ministro, carago!
E não é da agricultura!
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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capelo

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Invasões...
« Responder #66 em: Setembro 16, 2004, 08:48:55 pm »
Parabéns a todos vós pela Guerra Peninsular desencadeada neste fórum.
 As Selvagens afinal não são um mísero espacinho esquecido de Portugal.
Voltando ao tópico proposto, não é a primeira vez que os espanhóis sobrevoam as Selvagens, com helicópteros e aviões A BAIXA ALTITUDE,
o que não é explicado pelo facto de existirem corredores aéreos sobre a ilha (que eu sinceramente nem sei se existem).
 Esse é um facto admitido pelos vigilantes do Parque Natural da Madeira e já desde 1996/1997 que, na Madeira se tem conhecimento dessa situação.
Em 1998 (se não me falha a memória), o mesmo aconteceu e foi relatado pela imprensa, e, por uma enorme coincidência (estou a ser irónico) passados 3 dias, estava uma fragata Vasco da Gama no Funchal. (tenho pena que a memória não me ajude um pouco mais com o nome da fragata, mas julgo ser a Corte Real)
O que saiu para a imprensa foi que um dos vigilantes (habitualmente são 2, em turnos de duas semanas na ilha) tinha surpreendido o helicóptero quando este se encontrava a baixa altitude, suponha-se que tentava aterrar, o que fez o heli afastar-se rapidamente. Quanto à fragata foi dito que esta se encontrava numa habitual missão de patrulha da ZEE Portuguesa. Veremos o que acontece com a instalação de um radar na Madeira.
Que eles venham cá tomar isto tudo… não me faz muito sentido, agora que as Selvagens são um espinho cravado, e bem cravado no orgulho espanhol, são! É que nós ficamos com os melhores bancos de pesca, e isto debaixo do nariz deles.
De resto, somos tão culpados como eles, no que respeita a estas “invasões”, pois defendemos um arquipélago com:
Exército: 1 Regimento de Infantaria, com alguma artilharia terrestre, antiaérea e uma bateria de costa
Marinha: 1 Patrulha, construído para os rios das colónias, que dificilmente consegue navegar na costa norte da Madeira e 1 navio de apoio que é o “ Schultz Xavier”
FAP: 1 Aviocar, 1 Puma e 1 Radar… lá para 2007…
Já alguém olhou bem para um mapa e se apercebeu da localização da Madeira, no que respeita ao Norte de Africa, felizmente agora em paz, e ao Estreito de Gibraltar? Vá lá… já se lembraram de um radar.
Nas Ilhas Canárias julgo, estão baseados alguns F-18 Hornet, que substituíram os Mirage F1 que lá estavam, para além de outros meios aéreos, isto se não engano. Já estão a ver o filme…
Em jeito de despedida, apresento as minhas melhores saudações a gregos e troianos, portugueses e espanhóis e a qualquer outro participante.
"There seems to be something wrong with our bloody ships today." Admiral Sir David Beatty Jutland 31-05-1916
 

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ferrol

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¿Cravado?
« Responder #67 em: Setembro 23, 2004, 03:41:07 pm »
Citação de: "capelo"
Parabéns a todos vós pela Guerra Peninsular desencadeada neste fórum.

 Que eles venham cá tomar isto tudo? não me faz muito sentido, agora que as Selvagens são um espinho cravado, e bem cravado no orgulho espanhol, são!

Em jeito de despedida, apresento as minhas melhores saudações a gregos e troianos, portugueses e espanhóis e a qualquer outro participante.


Gracias polos parabéns, para eso estamos, para divertir ós lectores. gustaríanos tamén aprender algo útil, pero como PT non nos deixa ler os séus libros de historia, cada vez están maís ceguiños algúns, e máis asombrados outros...

Dicir que as Salvaxes son unha espiña cravada no orgullo español, paréceme algo esaxerado... sobre todo tendo en conta que o 90% dos españois non saben onde quedan esas illas. Non pode doer algo que non se sabe que existe ¿nonsi?

E nada, gracias por participar, por dicirnos cousas que xa sabiamos, como os sobrevoos españois, e por saudar tan amablemente ós gregos, que non sei se saberán le-lo portugués. Confío plenamente en que continúe a disfrutir e rir con este foro.

Un galaico saúdo.  :o
Tu régere Imperio fluctus, Hispane memento
"Acuérdate España que tú registe el Imperio de los mares”
 

*

VICTOR4810

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EN MIS LARGOS AÑOS.....
« Responder #68 em: Maio 09, 2009, 10:37:06 pm »
De destino en las Islas Canarias, llegué a la conclusión que el "problema de las salvagems" solo existe en la calenturienta mente de cuatro buscaproblemas.
   Es mas, la fragata portuguesa que "vigilaba la posible invasión" llegaba muchas veces a Santa Cruz de la Palma en visita de cortesía, siendo recibida el mando del buque y la tripulación con la tradicional cortesía que los marinos españoles y portugueses se haan prodigado.
    Y sin ningún tipo de problemas.¡¡¡
    Como no podía ser de ottra manera.¡¡¡¡
1.492, DESCUBRIMOS EL PARAISO.
"SIN MAS ENEMIGOS QUE LOS DE MI PÁTRIA"
 

*

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(sem assunto)
« Responder #69 em: Maio 12, 2009, 05:09:34 pm »
Citação de: "Luso"
O assunto é seríssimo!
Imaginem os ódios e o receio que suscitamos nos terríveis castelhanos!  :twisted:  :D
El futuro tiene muchos nombres: para los débiles lo inalcanzable, para los temerosos lo desconocido, para los valientes... la oportunidad.
 

 

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