Tempestade na Pérsia 'Achmadinejad versus o ocidente'

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komet

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« Responder #15 em: Novembro 01, 2005, 07:06:35 pm »
Mais um bode expiatório para a nobre causa ju.. americana
"History is always written by who wins the war..."
 

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komet

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« Responder #16 em: Novembro 01, 2005, 07:12:21 pm »
Citação de: "Miguel"
Citação de: "Miguel"
a unica maneira de vencer no Irão seria talvez....

 :wink:
até estarem mortos!

Matemos os assassinos e violemos os violadores, seremos sempre melhores que eles! Ou não....
"History is always written by who wins the war..."
 

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komet

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« Responder #17 em: Novembro 01, 2005, 07:18:36 pm »
Estava agora aqui a pensar, os F-14 dos iranianos ainda voam? Se tiverem aqueles AIM-54 é um esticão de alcance de vantagem em AA não? De qualquer modo não deve ser em quantidade significativa...
"History is always written by who wins the war..."
 

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Miguel

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« Responder #18 em: Novembro 01, 2005, 07:19:53 pm »
Considerando que o Irão esta entre o Iraque e Afganistão, deve ser possivél o Ben Laden portanto estar la?? verdade??

 Ao atacar o Iraque os Falcoes da Casa Branca, enganarem-se do objetivo principal, e agora estamos piores que antes de 2003.
 

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Spectral

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« Responder #19 em: Novembro 01, 2005, 08:50:42 pm »
Citar
stava agora aqui a pensar, os F-14 dos iranianos ainda voam? Se tiverem aqueles AIM-54 é um esticão de alcance de vantagem em AA não? De qualquer modo não deve ser em quantidade significativa...

Sim.

Sim.

Devem ter cerca de uns 40 operacionais.

http://www.acig.org/artman/publish/article_212.shtml


Citar
Considerando que o Irão esta entre o Iraque e Afganistão, deve ser possivél o Ben Laden portanto estar la?? verdade??


Tendo em conta que o Bin Laden é um fanático sunita, e que os dirigentes iranianos são fanáticos xiitas, a hipótese de se entenderem é ainda mais ridícula do que a relação Bin Laden - Saddam. As comparações Ahmadinejad / Bin Laden só revelam ignorância das personagens quer dos países/organizações em questão.

Aliás, alguns comentadores têm sugerido que estas declarações destinam-se acima de tudo para consumo doméstico, e que até uma facção mais realista dentro do estado iraniano não terá gostado muito delas.


Já agora, aquando da deposição do regime taliban do Afeganistão em 2001/2002, as acções americanas tiveram o apoio tácito iraniano, que sempre se tinha oposto declaradamente ao regime taliban...


Uma operação de larga escala para derrubar o regime de Teerão exigiria um esforço militar muito mais próximo da Guerra do Golfo de 91 do que da de 2003. E não estou a ver os EUA com recursos livres disponíveis para uma aventura desta envergadura...
I hope that you accept Nature as It is - absurd.

R.P. Feynman
 

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Leonidas

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« Responder #20 em: Novembro 02, 2005, 01:54:02 am »
Saudações guerreiras.

Citação de: "zezoca"
O Expresso desta semana chama a atençao em primeira pagina para um  destacado membro dum grupo de oposiçao iraniano, ao  qual eu  ja me referi, por ser assistente do deputado socialista europeu portugues em Bruxelas Paulo Casaca, em que  aparecia  classificado como membro de 'organizaçao terrorista'


Costumo comprar só de vez em quando o "Espesso". Desta vez falhei. Entretanto andei atrás dessa notícia, mas não consegui lê-la para ter uma melhor ideia.
Quem é que o classifica como terrorista? São os EUA? Existe alguma reação, mesmo que oficiosa, por parte da comissão europeia ou um departamento qualquer?

Não vou entrar em especulações, porque nem tenho jeito para isso, mas de certeza que, para as secretas, este indivíduo não passou despercebido!! Antes pelo contrário, não por ser sequer suspeita de, mas sim pelo lugar que ocupa numa instituição tão importante como qualquer instância da União Europeia, acho isso básico. Ainda vou mais longe, suponho que qualquer funcionário deve ter sido investigado, Zezoca incluído. :mrgreen:

A troika europeia (Inglaterra, França e Alemanha) que, apesar de aparentemente não terem conseguido resultados práticos nas negociações com o Irão na questão do nuclear, é o elo que não convém que seja fechado pelos iranianos, porque são eles que mais diretamente beneficiam, se bem que as notícias relativas a esta questão (que tem algumas semanas) fizeram com que Teerão ficasse mais isolada, pois as negociações falharam. Não sei porquê, mas para mim, isso também é algo enigmático e não menos preocupante.
Numa coisa quero acreditar, para bem de todos nós, as negociações podem ter falhado, mas não os contactos permanentes informais e/ou secretos.

Para o Irão recusar algo que lhe poderia trazer um enorme benefício caso aceitasse as condições da troika na questão do nuclear, foi porque chegaram á conclusão que no fundo não ganhariam nada com isso ou então estão mesmo muitos desconfiados das posições americanas e israelitas ou então perderam a cabeça, o que não é de excluir.

É verdade que cada país tem o direito a desenvolver tecnologias para proporcionar bem- estar á população, mas o que é certo é que o Irão tem feito muita coisa á socapa e por isso não deixa entrar inspeções da Agência Internacional da Energia Atómica, apesar da forte ajuda tecnológica pública da Rússia. Isso obviamente levanta fortes suspeitas
de toda a gente, com os EUA na frente, que só tem uma resposta: eles querem desenvolver armas nucleares. Eu até aposto que já as têm. Os arsenais nucleares na antiga URSS foram devassados e não é de suspeitar que o Irão tenha conseguido 1 ou 2 engenhos do tamanho de uma mala de negócios.

Não menos verdade é que, mais uma vez , como de costume, há uma grande hipocrisia da parte dos EUA. A questão do nuclear vem por arrasto, mas seguramente, aquilo que tem vindo a acontecer desde o 11 de Setembro é um puro suicídio planetário, porque se é compreensível a reação dos EUA em retaliar contra aquilo que lhe era hostil, não fez certamente a melhor gestão, tirando a questão do Afeganistão (aí dou-lhes todo o meu apoio), porque na prática levou cada vez mais os países a investir em armamento e os próprios EUA a explorarem bodes expiatórios para tentarem resolver as borradas com décadas de manipulação que também dão sempre os seus frutos. Não é só Espanha espanhóis que lhes é conhecida a soberba, aí os EUA são mil vezes piores.

Outra coisa muito, muito grave, foi (ou continua a ser) o total desrespeito do EUA para com a ONU e o direito internacional, quando estão em jogo os seus interesses. Uma coisa inadmissível, mas que é um facto consumado, lá isso é.

Um caso que também poderá dar que falar, pelo menos, publicamente e pelos maus motivos (espionagem EUA através da Agência de Energia Atómica), é o desenvolvimento do Brasil nesta área. Não propriamente na questão do armamento, pois julgo que o Brasil nunca venha a desenvolver armamento nuclear, em si, mas porque consegue produzir energia nuclear mais barata que os EUA. Os EUA com o mesmo argumento utilizado para o Irão (as inspeções da AIEA) tentam, deste modo, aceder a tecnologia (estudos) considerada mais avançada do que é a atualmente desenvolvida pelos EUA. (e isto também é "guerra")

Só um aparte: as duas centrais nucleares do Brasil estão a precisar de reforma. São antigas e daí todos os cuidados na questão da segurança serem poucos e altí$$imos.  

Cumprimentos
 

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JoseMFernandes

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« Responder #21 em: Novembro 02, 2005, 10:55:53 am »
Caro Leonidas
Em relaçao a noticia que implicava o assistente do deputado Paulo Casaca, li-a no Expresso na sua ediçao on-line(sou assinante) e tinha a impressao de estar na primeira pagina do 1° caderno.O Expresso afirma que a organizaçao dos MEK(Mujahedin do Povo) é considerada terrorista pela UE e pelos EUA, o que pessoalmente nao me admira muito atendendo ao historial da referida organizaçao.Paulo Casaca questionado sobre isso, refutou que os MEK sejam organizaçao terrorista e considerou o seu assistente como simplesmente 'uma pessoa de nacionalidade inglesa ligada a resistencia iraniana membro do CNRI' (cons.nac.resist.Irao) que é considerado o braço politico dos Mujahedin do Povo.Casaca interessa-se pelo Irao, faz parte do Grupo de Amigos do Irao Livre e é defensor activo da retirada dos MEK da lista de organizaçoes terroristas da UE.De qualquer modo, vc tem razao na investigaçao das pessoas com acesso permanente a instituiçes europeias,porém Casaca deve ter assinado um termo de responsabilidade pessoal segundo  se insinua ainda na mesma noticia.

Quanto a questao nuclear do Irao, concordo consigo que se devem manter os canais abertos, mesmo discretamente.Mas nao deixo de pensar que nao sera muito normal a fixaçao do regime iraniano na alternativa atomica imediata para o petroleo, se pensarmos que eles tem reservas petroliferas muito razoaveis, que bem geridas podem se assemelhar ao prazo de esgotamento das reservas mundiais de uranio, que aparentemente nao durarao mais que 50 anos ( seg. o Nat. Geog. Magazine- Out/2005-ed.francesa).Compreendo que a China esteja investindo fortemente nas centrais, devido a conhecidas necessidades crescentes para a sua economia.O Irao com alguma logica, e sem esse tipo de necessidades a prazo, poderia encarar outras fontes, essas sim, renovaveis.Enfim ...questoes em aberto.

Concordo consigo em geral no que diz respeito a gestao da crise por parte dos EUA,  e que provavelmente a invasao e mudança de regime do Iraque nao esta a dar os frutos ( mais segurança na regiao e no mundo) que seria suposto.O Iraque representava,...interpretaçao minha da estratégia americana claro..., o elo mais fraco numa zona estratégica que se estava a inflamar progressivamente.A posiçao chave do Iraque, entre Turquia Siria, Jordania, Emiratos, Arabia Saudita, Irao e vizinho proximo desse vespeiro que sao as antigas provincias sovieticas, foi tentadora para os EU introduzirem um peao na zona, antes que as coisas se deteriorassem significativamente ( na Arabia Saudita...p.ex) com consequencias temiveis para toda a economia e segurança mundial.As coisas  correram como sabemos, e neste momento veremos como irao prosseguir ...nao ha razoes para optimismo, mas talvez nao adiante muito ficar a olhar para o mal que foi feito...compete aos politicos encontrar outra(s) saida(s), e a Europa bem poderia ou deveria ter uma palavra decisiva, se encontrar consenso e decidir arregaçar as mangas, mas teria também de  apostar num forte incremento da sua defesa, o que como todos sabemos nao parece ser nada facil nos tempos que correm.
Pouco mais nos resta que mantermo-nos informados o mais possivel e... continuar preocupados !
Saudaçoes
 

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Leonidas

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« Responder #22 em: Novembro 04, 2005, 01:13:14 am »
Saudações guerreiras.

E a propósito do que temos vindo a discutir.

Citar
Rússia propôs enriquecer urânio para centrais iranianas
A Rússia propôs ao Irão enriquecer urânio para as respectivas centrais atómicas civis, como uma solução para a crise sobre o controverso programa nuclear iraniano, indicou esta quinta-feira um funcionário da Agência de Energia Atómica russa, Rosatom.

A proposta, que «está em avaliação preliminar» por parte de ambos os países, consiste em criar na Rússia uma empresa mista que enriqueceria o urânio extraído no Irão para fornecê-lo às instalações atómicas civis daquele país, disse a fonte.
«De acordo com esse esquema, o Irão seria co-proprietário de uma companhia comercializadora de combustível nuclear e não de uma empresa de enriquecimento de urânio», explicou o funcionário em entrevista à agência Interfax.

Acrescentou que aquele modelo «representa um mecanismo interessante e eficaz que está dentro das normas da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) e reforça o regime de não-proliferação», além de permitir resolver a crise em torno do programa nuclear do Irão.
Segundo a mesma fonte, o Irão e a Rússia poderiam até mesmo vender a terceiros o combustível nuclear fabricado pela empresa mista e conseguir uma facturação considerável.

O Irão informou a AIEA que processará nas próximas semanas mais concentrado de urânio nas instalações nucleares de Isfahan, cuja reactivação provocou em Agosto a ruptura das negociações entre Teerão e a União Europeia sobre o controverso programa nuclear.
03-11-2005


Cumprimentos
 

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Leonidas

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« Responder #23 em: Novembro 07, 2005, 12:24:49 am »
Saudações guerreiras.

Circulam notícias sobre o pedido de reatamento das negociações por parte do Irão com a troika europeia e ao mesmo tempo, dizem eles,  querem continuar a produção de urãnio. Ora dão uma no cravo e outra na ferradura. Talvez se compreeenda esta atitude, para consumo interno e também para não perder a face dado o falhanço, há uns meses atrás, das negociações com a mesme troika europeia como resultado do abandono unilateral do Irão. Faço votos que impere muito bom senso, agora.

http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1237975&idCanal=15

Cumprimentos
 

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me163

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« Responder #24 em: Novembro 10, 2005, 04:00:08 pm »
Citação de: "komet"
Estava agora aqui a pensar, os F-14 dos iranianos ainda voam? Se tiverem aqueles AIM-54 é um esticão de alcance de vantagem em AA não? De qualquer modo não deve ser em quantidade significativa...


Segundo várias fontes, Os engenheiros iranianos tinham conseguido fazer o reverse engineer dos propulsores dos F-14 e também do próprio AIM-54.

Além disso, sempre que há uma mostra de armamento na zona, o Irão surge com novidades, sejam bombas inteligentes, misseis de cruzeiro ou aviões de treino e ataque ligeiro.

Resta saber se tudo isso é verdade ou não, mas parece-me que eles são bons técnicos de armamento.

Quanto a mim eles estão de facto a preparar-se para voltarem a ser uma dado poderoso no jogo político do Médio Oriente.

Se calhar até seria interessante que houvesse um país árabe, no caso, o Irão, com armas nucleares e capacidade de as usar.

Talvez Israel ficasse um bocadito mais manso.
Porque isto de estarmos a negociar sempre na mó de cima tem muito que se lhe diga.
Si vis pacem parabellum
 

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PereiraMarques

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« Responder #25 em: Novembro 10, 2005, 04:03:59 pm »
Citação de: "me163"
Se calhar até seria interessante que houvesse um país árabe, no caso, o Irão, com armas nucleares e capacidade de as usar.


Só uma pequena correcção em termos etnológicos, os iranianos, apesar de serem muçulmanos, não são árabes...


Cumprimentos
B. Pereira Marques
 

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« Responder #26 em: Dezembro 09, 2005, 05:23:16 am »
Citar
Iran leader: Move Israel to Europe
Ahmadinejad casts doubt on Holocaust


Thursday, December 8, 2005; Posted: 4:50 p.m. EST (21:50 GMT)

TEHRAN, Iran (Reuters) - Iran's President Mahmoud Ahmadinejad has expressed doubt that the Holocaust occurred and suggested Israel be moved to Europe.

His comments, reported by Iran's official IRNA news agency from a news conference he gave on Thursday in the Saudi Arabian city of Mecca, follows his call in October for Israel to be "wiped off the map," which sparked widespread international condemnation.

"Some European countries insist on saying that Hitler killed millions of innocent Jews in furnaces and they insist on it to the extent that if anyone proves something contrary to that they condemn that person and throw them in jail," IRNA quoted Ahmadinejad as saying.

"Although we don't accept this claim, if we suppose it is true, our question for the Europeans is: is the killing of innocent Jewish people by Hitler the reason for their support to the occupiers of Jerusalem?" he said.

"If the Europeans are honest they should give some of their provinces in Europe - like in Germany, Austria or other countries - to the Zionists and the Zionists can establish their state in Europe. You offer part of Europe and we will support it."

Six million Jews were killed in the Nazi Holocaust. Ahmadinejad's remarks drew swift rebukes from Israel and Washington.

"This is not the first time, unfortunately, that the Iranian president has expressed the most outrageous ideas concerning Jews and Israel," said Israeli Foreign Ministry spokesman Mark Regev.

"He is not just Israel's problem. He is a worry for the entire international community," he added.

White House spokesman Scott McClellan said: "It just further underscores our concerns about the regime in Iran and it's all the more reason why it's so important that the regime not have the ability to develop nuclear weapons."

Once allies

Religious hardliners in Iran do not publicly deny the Holocaust happened, but say its scale has been exaggerated to justify the creation of Israel and continued Western support for it.

Close allies when Iran was ruled by the U.S.-backed Shah, Iran and Israel have become implacable foes since Iran's 1979 Islamic revolution.

Israel accuses Iran of giving arms and funding to militant Palestinian groups such as Islamic Jihad and of building nuclear weapons. Iran denies the charges.

Tehran calls Israel a "terrorist state" and has developed missiles that can reach it. It says it would use them if Israel, itself believed to be nuclear-armed, tried to bomb Iranian nuclear facilities.

Earlier in his remarks, the Iranian president, a former Revolutionary Guardsman who won a surprise election victory in June, said:

"The question is, where do those who rule in Palestine as occupiers come from? Where were they born? Where did their fathers live? They have no roots in Palestine but they have taken the fate of Palestine in their hands.

"Isn't the right to national self-determination one of the principles of the United Nations charter? Why do they deprive Palestinians of this right?"

Jews trace their roots in Israel back to Biblical times.

Ahmadinejad concluded his remarks by reiterating Iran's proposal that the Israeli-Palestinian conflict be resolved via a referendum of all the inhabitants of Israel, Gaza and the West Bank, as well as Palestinian refugees in neighboring countries.

"Whatever they decide will be accepted by all humanity. This is a clear democratic solution which is based on international principles," he said.


www.cnn.com
"If you don't have losses, you're not doing enough" - Rear Admiral Richard K. Turner
 

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Jorge Pereira

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« Responder #27 em: Fevereiro 02, 2006, 01:13:04 am »
A questão complica-se.

O Irão parece decidido a não dar marcha-atrás no seu programa nuclear, que só os ingénuos consideram que será um programa exclusivamente civil.

Segundo informes recentemente conhecidos o Irão está mais perto de conseguir o fabrico de uma arma nuclear do que aquilo que se pensava, havendo serviços secretos que colocam esse espaço temporal entre os 4 e os 6 meses.

Tendo em consideração o historial mais recente dessa república islâmica, especialmente as declarações do seu actual presidente em que afirmava sem nenhum pudor que Israel tinha que ser riscado do mapa, parece-me mais do que obvio que há que evitar a todo custo que eles consigam essa tal capacidade nuclear.



Não o digo por temer a colocação de um engenho nuclear num dos seus mísseis Shahab (processo que não seria de todo fácil, dadas as dificuldades tecnológicas que um processo de miniaturização de engenhos nucleares acarreta) visto que até seria um mal menor (e perfeitamente possível) interceptar qualquer míssil que partisse de território Iraniano, mas pelo facto de esse engenho ou engenhos nucleares serem distribuídos a grupos ou organizações terroristas.

Estive a ler um relatório sobre o controlo que é exercido sobre os contentores que entram nos EUA e na Europa e os resultados são aterradores.

A esmagadora maioria destes contentores entram em território norte-americano e europeu sem o mais mínimo controlo.

Segundo os especialistas, se esse controlo fosse feito em todos e cada um dos contentores, a economia mundial pura e simplesmente colapsaria pela demora do processo.

Imaginem agora um desses engenhos colocados num desses contentores.

Este é um simples exemplo das possibilidades que estes grupos ou organizações terroristas teriam com um engenho deste tipo, fornecido pelo Irão, para perpetrar um ataque contra os EUA, a Europa, ou até o alvo mais provável por razões óbvias, Israel.

Neste momento a questão que se coloca é:

Como evitar que o Irão consiga essa capacidade?

A via diplomática parece-me cada vez mais distante. O Irão radicalizou-se.

O embargo parece-me muito perigoso pelas consequências para a economia mundial de um corte no fornecimento de petróleo de um dos sus maiores produtores e pelo tempo que daria ainda ao Irão para completar o seu programa.

Resta a via militar, mas a questão aqui também não é nada fácil.

Como seria esta intervenção?

Uma intervenção unilateral dos EUA resguardando Israel?

Uma intervenção unilateral israelita resguardando os EUA, já atolados no Iraque?

Uma intervenção Internacional sob a égide do Conselho de Segurança da Nações Unidas?

E seria uma intervenção cirúrgica atingindo os centros de I&D nucleares do Irão ou seria mais ampla?

Dúvidas que veremos dissipadas nos próximos meses.
Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






Cumprimentos
 

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ferrol

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« Responder #28 em: Fevereiro 02, 2006, 10:07:00 am »
Tampouco creo que teña maior problema. Se a diplomacia non ten éxito, mándanse algúns F-15 israelitas nunha noite de inverno a destrui-las instalacións nucleares iranies, e xa está.

Xa se fixo no 81, pódese facer no 2005:
http://www.timesonline.co.uk/article/0,,2089-1522978,00.html
Citar
ISRAEL has drawn up secret plans for a combined air and ground attack on targets in Iran if diplomacy fails to halt the Iranian nuclear programme.


Sinxelo e eficaz.
Tu régere Imperio fluctus, Hispane memento
"Acuérdate España que tú registe el Imperio de los mares”
 

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Miguel

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« Responder #29 em: Fevereiro 02, 2006, 09:02:30 pm »
Ferrol, o problema, é saber como vai reagir o mundo Arabe?

Podemos colocar este topico, no lugar dos conflitos do presente :evil:
 

 

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