Guiné-Bissau

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« Responder #30 em: Janeiro 12, 2008, 01:29:03 pm »
DGSE participou na prisão dos assassinos mauritanos

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Os dois presumíveis autores do atentado mortal contra quatro turistas franceses, no dia 24 de Dezembro, na Mauritânia, que foram detidos quinta-feira na Guiné-Bissau, foram presos graças a uma operação dos serviços de espionagem franceses.

Fontes próximas dos serviços de informações de França indicaram que a detenção destes dois homens, de nacionalidade mauritana, foi realizada no quadro de «uma vasta operação dirigida por equipas da Direcção-Geral da Segurança Externa» (DGSE, espionagem francesa). Também estiveram associados agentes da polícia judiciária francesa.

Os dois presumíveis assassinos dos quatro franceses, que se presume estejam ligados ao ramo da Al Qaeda no Magrebe, foram capturados na quinta-feira à noite num hotel de Bissau, próximo do aeroporto.

De acordo com a polícia guineense, os detidos admitiram ter feito um atentado contra um grupo de cinco franceses (quatro morreram no ataque) na localidade mauritana de Aleg, a 250 quilómetros a leste da capital, Nuakchot.

Também declararam que não sentiam «nenhum arrependimento» pela sua acção.

As autoridades da Guiné-Bissau autorizaram imediatamente a sua expatriação para a Mauritânia.

Diário Digital / Lusa

 

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« Responder #31 em: Janeiro 12, 2008, 05:01:11 pm »
Extradição dos assassinos mauritanos é impossível

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O constitucionalista guineense Carlos Vamain defendeu hoje que o país não pode extraditar os dois suspeitos de morte de quatro turistas franceses na Mauritânia, por «inexistência de acordos de extradição» entre a Guiné-Bissau e a França ou a Mauritânia.

Segundo Carlos Vamain, antigo ministro da Justiça guineense, não existem quaisquer acordos bilaterais de extradição assinado nem com França nem com a Mauritânia.

O constitucionalista afirmou que a Guiné-Bissau ratificou a convenção da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), mas lembrou que a Mauritânia abandonou esta organização sub-regional.

«Talvez à luz dessa convenção da CEDEAO se pudesse admitir uma extradição, mas tal não é possível porque a Mauritânia saiu dessa comunidade», disse Carlos Vamain, frisando a inexistência de qualquer enquadramento legal para uma eventual extradição dos suspeitos, mauritanos, detidos em Bissau desde quinta-feira passada.

Fontes da Polícia guineense disseram à agência Lusa que existem pressões da parte da França e da Mauritânia no sentido de os dois suspeitos serem extraditados, o mais depressa possível, para um desses países.

As mesmas fontes admitiram que a Mauritânia seria o destino mais provável dos suspeitos que se encontram nas celas da Polícia Judiciária, em Bissau, instalações fortemente guardadas pelos agentes guineenses e franceses.

Em relação à França, Carlos Vamain defendeu que também seria impossível qualquer extradição, uma vez que Bissau e Paris não têm acordos nesse sentido.

Uma eventual extradição seria possível apenas ao abrigo das convenções internacionais de combate ao terrorismo ou crime transnacional, instrumentos recentemente ratificados pelo Parlamento, mas ainda à espera de promulgação pelo chefe de Estado guineense, frisou Vamain.

O constitucionalista sublinhou que mesmo nesse quadro os suspeitos teriam de ser considerados terroristas por um juiz.

A imprensa francesa disse hoje que os detidos deveriam ser extraditados para a Mauritânia.

A Lusa tentou obter explicações das autoridades guineenses sobre esta possibilidade que tem sido comentado em Bissau, mas não obteve sucesso.

A directora-geral da Polícia Judiciária disse estar «muito ocupada com as diligências processuais» do caso.

Fonte da PJ indicou à Lusa que Lucinda Barbosa Aukarié está a defender de forma intransigente que qualquer extradição apenas deve ocorrer após os dois suspeitos serem presentes ao Juiz de Instrução Criminal.

Diário Digital / Lusa

 

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« Responder #32 em: Janeiro 15, 2008, 09:02:19 pm »
PM admite que país é vulnerável a crime organizado

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O primeiro-ministro guineense, Martinho N'Dafa Cabi, reconheceu hoje que o país é vulnerável ao crime organizado mas afirmou que serão tomadas medidas de prevenção contra quaisquer tipos de ameaças terroristas.
O chefe do executivo guineense reagia a questões colocadas por jornalistas relativamente às ameaças feitas contra a Guiné-Bissau por um dos dois suspeitos da morte de quatro turistas franceses na Mauritânia, capturados em Bissau na semana passada e extraditados para a capital mauritana.

«O país é profundamente vulnerável ao crime organizado. Temos de admitir isso», disse Martinho N'Dafa Cabi, sublinhando que as autoridades já admitiram essa situação, há bastante tempo, junto da comunidade internacional.

Ao entrar no avião com destino a Nouakchott, um dos presumíveis autores da morte dos franceses disse que os guineenses «deviam ter cuidado porque isto não ia acabar assim», uma ameaça de retaliação pelo facto de ter sido detido e extraditado para a Mauritânia.

O governo de Bissau reuniu-se hoje em conselho de ministros especializado no âmbito de Defesa e Segurança, tendo tomado «decisões importantes» para a prevenção e combate a quaisquer ameaças terroristas que possam existir contra a Guiné-Bissau, disse Martinho N'Dafa Cabi.

Um comunicado com as medidas preconizadas pelo governo será publicado na quarta-feira.

«Já estamos a precavermo-nos e medidas contra actos de revanchismo serão tomadas», disse o chefe do governo guineense.

Mesmo reconhecendo a vulnerabilidade do país, Martinho N'Dafa Cabi afirmou que as autoridades «não podiam permitir que suspeitos da prática de um crime internacional permanecessem impunes» no território da Guiné-Bissau.

As autoridades da Mauritânia felicitaram as forças de segurança guineenses pela captura e extradição dos dois suspeitos, sublinhando o espírito da Convenção da União Africana de prevenção e combate ao crime organizado.

O primeiro-ministro guineense partiu hoje para Ouagadougou, capital do Burkina-Faso onde, durante uma semana, participa, em representação do Presidente João Bernardo «Nino» Vieira, em duas cimeiras da sub-região africana, uma da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e outra da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA).

Diário Digital / Lusa

 

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« Responder #33 em: Janeiro 21, 2008, 03:13:32 pm »
Moldes de combate ao tráfico vão ser clarificados em reunião internacional

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A forma de gestão, aplicação dos fundos e calendarização de acções são os assuntos a definir na primeira reunião do conselho de administração do grupo internacional de combate ao narcotráfico na Guiné-Bissau, que decorre terça-feira em Bissau.

A Guiné-Bissau, país considerado internacionalmente pelo representante de uma agência da ONU no Senegal como o "primeiro narcoestado em África", é por onde passa grande parte da droga oriunda da América do Sul com destino à Europa, tendo levado a que, em Dezembro último, Lisboa fosse palco de uma Conferência Internacional sobre o Narcotráfico no país lusófono.

Nessa reunião, os doadores, entre eles Portugal, conseguiram reunir 4,6 milhões de euros para 2008, verba que o primeiro-ministro guineense, Martinho Ndafa Cabi, considerou "suficiente" para, ao longo deste ano, se concretizarem as acções previstas.

Fonte oficial do encontro disse hoje à Agência Lusa que a questão do terrorismo, surgida na Guiné-Bissau no quadro da detenção de dois alegados membros de uma organização com supostas ligações à Al Qaeda, poderá ser debatida entre os participantes, mas fora do âmbito da reunião.

Segundo o director executivo do Escritório das Nações Unidas para as Drogas e Crime (UNODC), Antonio Mazzitelli, actualmente, mais de uma tonelada de cocaína é apreendida por mês nos países da África Ocidental, quando até há poucos anos não havia sequer registo de apreensões.

As estimativas apontam para que um quarto da cocaína consumida na Europa transita pela África Ocidental, sobretudo pela Guiné-Bissau, droga com um valor comercial de perto de 2.000 milhões de dólares (cerca de 1.400 milhões de euros).

O Programa Operacional, destinado a vigorar até 2010 e elaborado pelo UNODC e pelo governo guineense, tem um custo estimado em 19,12 milhões de dólares (13,3 milhões de euros).

O CA, cuja reunião decorrerá da parte da tarde, é presidido pela ministra da Justiça guineense, Carmelita Pires, e integra também delegações dos "parceiros operacionais", representados em Bissau UNODC e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

De manhã, o representante especial do secretário-geral das Nações Unidas em Bissau, Shola Omoregie, receberá delegações de comunidade internacional para falar sobre os recentes desenvolvimentos do combate ao tráfico de droga na Guiné-Bissau.

Portugal estará representado na reunião por representantes da embaixada em Bissau, do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD), da Polícia Judiciária (PJ) e um especialista em Direito Penal, ligado à Faculdade de Direito de Lisboa.

Em 2007, a UNODC e o PNUD financiaram, praticamente na totalidade, a primeira fase do programa em curso, com cerca de 300 mil dólares (209,7 mil euros).

O montante disponibilizado pelos doadores na reunião de Lisboa terá, assim, a garantia das Nações Unidas para uma "boa gestão" dos fundos, tal como assegurou Ndafa Cabi ao comentar os resultados da conferência.

No Programa Operacional, o CA terá também como missão apoiar projectos destinados à reconstrução da Guiné-Bissau, tendo como pano de fundo as reformas em curso nas áreas da Justiça e das Forças de Defesa e Segurança.

Nesse sentido, quarta-feira, um dia depois da reunião, o Parlamento guineense servirá de palco para o lançamento oficial do Programa de Reestruturação e Modernização do Sector da Defesa e Segurança, um polémico projecto em elaboração há vários anos e que foi alvo de diversas alterações e concertações entre governo e militares.

No encontro de Lisboa, em Dezembro, António Mazzitelli fez um diagnóstico crítico sobre a situação do narcotráfico na Guiné-Bissau, defendendo que o país está à beira do "colapso", uma vez que o Estado é "incapaz de assegurar a soberania do território face ao narcotráfico e ao crime organizado".

Segundo aquele responsável da UNODOC, com sede em Dacar, depois de muitos anos de incúria, o país lusófono tornou-se um pólo na rota das drogas entre os países produtores na América do Sul e os mercados da Europa Ocidental.

"Hoje, a Guiné-Bissau está literalmente cercada [pelo crime organizado]. Não tenhamos ilusões. O Estado pode colapsar", avisou então Mazzitelli, afirmando ainda que há oficiais das Forças Armadas suspeitos de colaboração "e até de envolvimento no tráfico de droga".

Lusa

 

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« Responder #34 em: Janeiro 22, 2008, 01:49:43 pm »
Combate ao narcotráfico na ordem do dia

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A gestão de fundos e calendarização de acções são os principais temas da primeira reunião do conselho de administração do grupo internacional de combate ao narcotráfico na Guiné-Bissau, a decorrer na terça-feira em Bissau.
 
A Guiné-Bissau, país já considerado pelo representante de uma agência da ONU no Senegal como o «primeiro narcoestado em África», é por onde passa grande parte da droga oriunda da América do Sul com destino à Europa, situação que levou, em Dezembro último, à realização em Lisboa de uma Conferência Internacional sobre o Narcotráfico naquele país lusófono.

Nessa reunião, os doadores, entre eles Portugal, conseguiram reunir 4,6 milhões de euros para 2008, verba que o primeiro-ministro guineense, Martinho Ndafa Cabi, considerou «suficiente» para, ao longo deste ano, desenvolver as acções previstas.

Fonte oficial do encontro disse à Agência Lusa que a questão do terrorismo, que surgiu da na Guiné-Bissau no quadro da detenção de dois suspeitos do assassínio de quatro franceses na Mauritânia, poderá ser debatida entre os participantes, mas fora do âmbito da reunião.

Os dois homens,entretanto já extraditados para a Mauritânia são acusados de pertencerem a uma organização com supostas ligações à Al Qaeda.

Segundo o director executivo do Escritório das Nações Unidas para as Drogas e Crime (UNODC), Antonio Mazzitelli, actualmente, mais de uma tonelada de cocaína é apreendida por mês nos países da África Ocidental, quando até há poucos anos não havia sequer registo de apreensões.

As estimativas apontam para que um quarto da cocaína consumida na Europa transita pela África Ocidental, sobretudo pela Guiné-Bissau, droga com um valor comercial de perto de 2.000 milhões de dólares (cerca de 1.400 milhões de euros).

O Programa Operacional, destinado a vigorar até 2010 e elaborado pelo UNODC e pelo governo guineense, tem um custo estimado em 19,12 milhões de dólares (13,3 milhões de euros).

Diário Digital / Lusa

 

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« Responder #35 em: Janeiro 22, 2008, 07:01:21 pm »
Ministério da Justiça recusa comentar alegada presença na capital de outro suspeito do assassínio de franceses

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O Ministério da Justiça da Guiné-Bissau recusou-se hoje a comentar o mandado de captura emitido pelas autoridades mauritanas contra um terceiro suspeito da morte de quatro turistas franceses, alegadamente refugiado em território guineense.

"Na devida altura comentaremos", afirmou o assessor da ministra da Justiça guineense, Constantino Ferreira, no final da primeira reunião do conselho de administração do grupo internacional de combate ao narcotráfico no país.

A agência noticiosa PANA noticiou, na segunda-feira, que as autoridades mauritanas emitiram um mandado de captura internacional contra um terceiro suspeito da morte dos turistas franceses na Mauritânia.

A eventual presença na Guiné-Bissau de um terceiro suspeito da morte dos turistas franceses foi comentada pelo director executivo do Escritório da ONU para as Drogas e Crime (UNODC), Antonio Mazzitelli.

Segundo o responsável, os "criminosos movem-se por toda a região, mas também é possível lutar com bons resultados".

"Na Guiné-Bissau há essa capacidade. Não só para lutar contra o narcotráfico, mas também contra o terrorismo", afirmou Mazzitelli.

"É possível, apesar da falta de recursos e equipamentos", sublinhou ainda o director executivo da UNODC.

Lusa


Governo apresenta dentro de duas semanas prioridades no combate a tráfico de droga

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A apresentação, dentro de duas semanas, das prioridades de combate ao narcotráfico em 2008 foi a principal conclusão da primeira reunião do conselho de administração do grupo internacional de combate ao tráfico de droga na Guiné-Bissau.

Segundo o assessor da ministra da Justiça guineense, Constantino Correia, a reunião de hoje serviu para "lançar o conselho de administração", tendo igualmente ficado definido que "dentro de duas semanas serão apresentadas as prioridades de combate ao narcotráfico em 2008".

Questionado sobre quais vão ser as principais prioridades, Constantino Correia esclareceu que passam pela "capacitação institucional, formação de todos os actores nacionais envolvidos no processo e a mudança da Polícia Judiciária para as novas instalações".

O conselho de administração do grupo internacional de combate ao narcotráfico no país, hoje oficialmente apresentado, terá como principais funções gerir e aplicar os fundos doados na conferência de Lisboa contra o tráfico de droga na Guiné-Bissau.

No encontro de Lisboa, a Guiné-Bissau conseguiu reunir 4,6 milhões de euros para combater o flagelo durante este ano.

Fazem parte do conselho de administração, o governo guineense, o Escritório da ONU para as Drogas e Crimes, Programa da ONU de para o Desenvolvimento, o Gabinete da ONU de Apoio à Consolidação da Paz na Guiné-Bissau e os parceiros internacionais.

Participaram no encontro de hoje, a ministra da Justiça, Carmelita Pires, o ministro da Defesa, Marciano Silva Barbeiro, e da Administração Interna, Certório Biote, bem como vários representantes do corpo diplomático acreditado em Bissau e das Nações Unidas.

Lusa

 

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« Responder #36 em: Janeiro 24, 2008, 10:06:03 pm »
Portugal e Guiné-Bissau assinam Programa-Quadro até Março

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Portugal e a Guiné-Bissau assinam em Fevereiro ou Março o Programa-Quadro da Cooperação Técnico-Militar, disse hoje à Lusa o secretário de Estado da Defesa Nacional e Assuntos do Mar.

"Deverei ir a Bissau em Fevereiro ou Março para assinar o Programa Quadro, em que queremos, através da Cooperação Técnico-Militar, dar um contributo para a estabilização e reforma do sector de Defesa e Segurança na Guiné-Bissau", disse João Mira Gomes, que falava à Lusa no final da recepção de Ano Novo dada pelo Ministério da Defesa Nacional aos bolseiros africanos e timorenses que estudam em Portugal.

Desde 1990, Portugal já formou em estabalecimentos ligados à área da defesa 5.580 bolseiros dos países africanos de língua portuguesa, a maior parte dos quais são angolanos (2.804).

A segunda nacionalidade mais representada é a moçambicana (1.289), vindo em seguida Cabo Verde (705), Guiné-Bissau (557) e São Tomé e Príncipe (219).

A Cooperação Técnico-Militar (CTM) com Timor-Leste, país a que pertencem os restantes seis bolseiros, iniciou-se somente em 2006.

"A CTM é uma das prioridades na área da acção externa do Ministério da Defesa Nacional e já é assim há mais de 10 anos, com resultados, porque não só temos contribuído para levantar as estruturas das forças armadas dos nossos parceiros, como também temos feito um investimento muito grande na formação, quer na formação de formadores, quer na formação em Portugal, como é o caso dos bolseiros presentes nesta recepção", acrescentou.

João Mira Gomes disse ainda à Lusa que até ao final do ano deverá deslocar-se em visita de trabalho a Moçambique, "para negociar a nova fase do Programa-Quadro".

O último Programa-Quadro com Moçambique caducou a 31 de Dezembro último, mas João Mira Gomes acredita que "alguns ajustamentos" permitirão que se continue a trabalhar na Cooperação Técnico-Militar com aquele país africano.

"A formação é a pedra de toque desta área da CTM. Nós consideramos que é através deste capital humano que podemos fazer a diferença", defendeu.

"E é uma aposta estratégica que fazemos. Já passaram mais de 5.500 bolseiros por Portugal e acho que é através dessas referências que podemos mais tarde ter laços mais estreitos de cooperação entre as estruturas superiores das forças armadas" de cada país, acrescentou.

Dados do MDN referem que no ano lectivo em curso, iniciado em Outubro de 2007, se encontram 109 bolseiros a receber formação em Portugal em estabelecimentos de ensino dos três ramos das forças armadas, Instituto de Estudos Superiores Militares e Instituto de Defesa Nacional.

A Lusa falou com alguns bolseiros, e a tónica geral são as saudades que têm de casa, e, embora reconhecendo as dificuldades de cada um dos cursos que frequentam, coincidem na apreciação positiva que fazem do intercâmbio com camaradas militares de outros países.

Edna Manuel, cadete são-tomense há um ano em Portugal a frequentar a Escola Naval, reconhece que "o mais difícil são as saudades da família" e espera que os quatro anos do curso "passem depressa".

Dos mais antigos em Portugal, o alferes José Mascarenhas, da Força Aérea Angolana, "está muito satisfeito com os níveis de exigência" e considera que a formação que está a receber em Portugal "vale muito a pena".

"Vale muito a pena e o contacto com camaradas de outros países vai ser muito útil, porque no futuro, em eventuais operações conjuntas, é importante o relacionamento que mantemos agora e que nos poderá valer mais tarde", adiantou.

O alferes José Mascarenhas, "em Angola é sub-tenente", tem tido a possibilidade de todos os anos ir visitar a família, mas, reconhece, "há camaradas que não têm essa possibilidade, por falta de dinheiro e devido à organização do curso".

O timorense Pedro Ceunfim, nascido no enclave de Oecussi, em Pante Makassar, está a aproveitar a estada em Portugal para melhorar o domínio da língua portuguesa.

Inicialmente colocado em Mafra, onde tirou o curso de instrutor de Educação Física, está agora em Vendas Novas.

Para João Mira Gomes, a CTM é um "bom exemplo" da cooperação portuguesa, e destaca o facto dos governantes dos países africanos de língua portuguesa, e Timor-Leste, "a continuarem a apontar como uma das áreas prioritárias em que eles querem investir".

"Portanto, penso que continuamos a ter muitos e bons anos para continuar a trabalhar", vincou.

Lusa

 

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« Responder #37 em: Janeiro 25, 2008, 05:50:50 pm »
Espanha assina domingo acordo de cooperação migratória

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O ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, Miguel Angel Moratinos, realiza no domingo uma visita de cerca de quatro horas à Guiné-Bissau para assinar o Acordo de Cooperação Migratória com as autoridades guineenses.

Segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros guineense, Miguel Angel Moratinos chega a Bissau por volta das 10:00 de domingo, estando a assinatura do acordo prevista para as 10:30.

Durante a curta visita a Bissau, o chefe da diplomacia espanhola prevê manter encontros com os ministros da Administração Interna, Certório Biote, Finanças, Issuf Sanhá, e Pescas, Daniel Gomes.

Antes de deixar a Guiné-Bissau, por volta das 13:00, o ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol participa num cocktail oferecido pelo primeiro-ministro guineense, Martinho N'Dafa Cabi, numa unidade hoteleira da capital.

Espanha reforçou durante o ano de 2007 a sua cooperação com a Guiné-Bissau com o objectivo de controlar a imigração ilegal com destino ao seu país.

Além de algumas ajudas directas ao orçamento guineense, as autoridades espanholas cooperam com Bissau no sector das pescas.

Diário Digital / Lusa

 

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« Responder #38 em: Janeiro 27, 2008, 03:31:28 pm »
Governo guineense e Espanha assinam acordo para combater imigração ilegal

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Os governos da Guiné-Bissau e de Espanha assinaram hoje um acordo de cooperação migratória entre os dois países com o objectivo de controlar a imigração ilegal para território espanhol.

O acordo foi assinado entre o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros guineense, Roberto Cacheu, e o ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, Miguel Angel Moratinos, durante uma curta visita, de cerca de quatro horas, do chefe da diplomacia de Madrid à Guiné-Bissau.

Segundo o ministro espanhol, o acordo assinado integra elementos na área da segurança, controlo de fronteiras e desenvolvimento económico.

"É um acordo histórico que muda os contornos de combate à imigração ilegal", afirmou o chefe da diplomacia espanhola.

"O acordo integra elementos de segurança, controlo de fronteiras, desenvolvimento económico e contratação de mão-de-obra", explicou Miguel Angel Moratinos.

Segundo o chefe da diplomacia espanhola, as áreas prioritárias do acordo são a segurança "onde logicamente a Guiné-Bissau vive momentos difíceis e precisa do apoio da comunidade internacional".

"Espanha vai tentar aumentar a cooperação na área da segurança, estando previsto para breve a deslocação à Guiné-Bissau da secretária de Estado da Defesa", Soledad Lopez Fernandez, acrescentou o ministro.

A criação de infraestruturas, nomeadamente a construção de estradas, e a luta contra a pobreza são outros dos objectivos prioritários do acordo assinado hoje entre os dois países.

O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros guineense sublinhou, por seu lado, que a assinatura do acordo "acontece num momento em que a Guiné-Bissau está empenhada em criar as premissas necessárias para a normalidade da vida pública e crescimento económico".

Esse empenho, segundo Roberto Cacheu, passa igualmente pelo combate à imigração ilegal e ao narcotráfico.

"O governo acredita que em 2008 a Guiné-Bissau vai apresentar melhorias efectivas na economia do país", afirmou o secretário de Estado, referindo-se à reestruturação das relações de diálogo com as instituições financeiras internacionais.

Salientou ainda que a assinatura do acordo de cooperação migratória é um "marco importante no desenvolvimento das relações" entre os dois países.

Lusa


E pede a Espanha adesão à agência europeia Frontex

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A Guiné-Bissau pediu hoje ao governo de Espanha a adesão à Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas (FRONTEX) para controlar a imigração ilegal e o tráfico de droga no país.

O pedido foi feito pelo secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros guineense, Roberto Cacheu, ao chefe da diplomacia espanhola, Miguel Angel Morantinos, no final da assinatura entre os dois países de um acordo de cooperação migratória.

"Manifesto a nossa firme vontade de, no quadro do interesse total do controlo do país, aderir à organização do controlo das fronteiras marítimas e terrestres de que a Espanha é a principal impulsionadora", afirmou o secretário de Estado guineense.

O ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol garantiu, por seu lado, que vai tratar das formalidades para a adesão da Guiné-Bissau à Frontex.

A Agência Frontex foi criada em 2004 com o objectivo de coordenar a cooperação operacional entre os Estados-membros da União Europeia na gestão das fronteiras externas.

Além da cooperação na gestão das fronteiras entre os Estados-membros, a Frontex coopera também com países terceiros de origem e trânsito de imigração ilegal e crime organizado.

A Guiné-Bissau tem sido referenciada por várias organizações internacionais como "placa giratória" do tráfico de droga proveniente da América Latina para a Europa.

A maior parte da droga proveniente da América Latina tem como destino final Espanha, maior consumidor de cocaína, segundo o último relatório da ONU sobre consumo de estupefacientes.

Além do tráfico de droga, a Guiné-Bissau enfrenta também o problema da imigração ilegal, tendo procedido recentemente a várias detenções de "candidatos" à imigração ilegal para território espanhol.

Lusa

 

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« Responder #39 em: Janeiro 31, 2008, 05:59:25 pm »
Forças Armadas querem produzir etanol

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As Forças Armadas da Guiné-Bissau vão produzir etanol «dentro de poucos anos» ao abrigo de um programa militar, disse hoje o director-geral de produção, modernização e acção social do Ministério da Defesa, Abel da Silva.

A produção deste combustível faz parte de um conjunto de acções programadas no âmbito dos projectos de produção agro-pecuária das Forças Armadas guineenses, indicou Abel da Silva à Agência Lusa, num balanço sobre a visita a três campos agrícolas efectuada pelo ministro da Defesa, Marciano Barbeiro, acompanhado pelo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas.

A produção do etanol é um projecto orçado em cerca de 300 milhões de dólares (202 milhões de euros) e no qual o governo da Guiné-Bissau espera empregar três mil excedentários das Forças Armadas, ao abrigo do programa de reforma, reestruturação e modernização do sector de Defesa e Segurança.

O arranque do projecto apenas está dependente do financiamento da comunidade internacional e do próprio governo guineense, disse Abel da Silva, indicando que até chegar o dinheiro, as Forças Armadas deverão iniciar a produção de arroz, açúcar e aguardente, além da criação de animais.

Para o projecto, o Ministério da Defesa guineense pretende obter um financiamento de cerca de 70 milhões de dólares (47 milhões de euros), disse Abel da Silva.

Segundo este quadro da função pública, a intenção do governo é aproveitar os militares na reserva e os que serão desmobilizados ao abrigo do programa de reforma em actividade produtiva, sobretudo no cultivo do arroz, base da dieta alimentar dos guineenses.

De acordo com o responsável, as Forças Armadas da Guiné-Bissau consomem anualmente 900 toneladas do arroz importado de países do sudoeste asiático, significando um «grande encargo para o erário público».

«Só o campo agrícola de Salató pode produzir entre 500 a 600 toneladas do arroz por ano, sem contar com os outros campos», afirmou Abel da Silva, que vê na iniciativa uma forma de «aliviar o Estado» nas despesas com os militares.

Para a materialização deste projecto de produção agro-pecuária, o Ministério da Defesa guineense tem já elaborado um programa contando com as experiências das Forças Armadas de Cuba e do Brasil.

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« Responder #40 em: Fevereiro 09, 2008, 11:34:02 pm »
Enviada da ONU defende que governo local precisa melhorar em diversas áreas

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O governo da Guiné-Bissau precisa de melhorar o seu trabalho em diversas áreas de actividade, disse a enviada ao país da Comissão de Construção de Paz da ONU, Maria Luíza Viotti.

Num comunicado emitido hoje, a ONU disse que a diplomata brasileira tinha informado a organização sobre a sua recente deslocação à Guiné-Bissau, afirmando existir "uma janela de oportunidade" para o envolvimento da comissão no país.

Segundo o comunicado, Viotti disse que o envolvimento da comissão no país surge numa altura em que a Guiné-Bissau está "num ponto de viragem" da sua situação.

A diplomata acrescentou, contudo, que são necessárias "melhorias em diversas áreas, incluindo na segurança, administração fiscal, combate ao tráfico de drogas, treino profissional da juventude e ajuda ao processo eleitoral".

Viotti efectuou, no final do mês passado, uma visita de dois dias à Guiné-Bissau durante a qual esteve com membros do governo, da sociedade civil, do sector privado e de organizações internacionais a operar no país.

Em Dezembro, a Guiné-Bissau tornou-se, a seu pedido, o terceiro país a ser incluído nos trabalhos da Comissão de Construção de Paz, depois do Burundi e Serra Leoa.

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« Responder #41 em: Fevereiro 12, 2008, 08:08:43 pm »
UE aprova envio de peritos para apoiar combate ao narcotráfico

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A União Europeia aprovou hoje o envio de peritos para a Guiné-Bissau, com o objectivo de apoiar o combate ao narcotráfico, anunciaram fontes comunitárias.

A equipa de peritos, que será formada por pelo menos 15 conselheiros civis e militares, deverá começar a trabalhar na Guiné-Bissau já em Março, apoiando as autoridades guineenses na elaboração de legislação e reforço dos mecanismos de controlo para prevenir o tráfico de drogas.

A missão de peritos da UE tem um orçamento de 5,7 milhões de euros para levar a cabo o seu mandato de 12 meses.

A ideia do envio da equipa de peritos partiu de Portugal, que organizou em Dezembro de 2007, durante o período em que ocupou a presidência da União Europeia, uma mesa-redonda para reunir fundos da comunidade internacional destinados a combater o narcotráfico na Guiné-Bissau.

O governo guineense obteve então 4,6 milhões de euros na Conferência Internacional sobre Narcotráfico na Guiné-Bissau, cerca de um terço do previsto no Plano Operacional, para executar o projecto de combate ao crime organizado.

Lusa

 

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comanche

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« Responder #42 em: Fevereiro 15, 2008, 02:18:46 pm »
Guiné-Bissau: Lançada construção de monumento de homenagem aos combatentes guineenses e portugueses


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Bissau, 15 Fev (Lusa) - O presidente do Instituto de Defesa Nacional da Guin��-Bissau, Baciro Djá, destacou hoje a "grandeza do povo guineense" no lançamento da construção de um monumento ao soldado desconhecido e da Casa da Amizade pela Liga dos Combatentes de Portugal.

"Com este acto estamos a assitir a um marco histórico entre o povo de Portugal e da Guiné-Bissau", afirmou Baciro Djá.

"Mais uma vez o povo da Guiné-Bissau mostra a grandeza de um povo que sabe perdoar, que quer desprender-se dos preconceitos da colonização" e manter as fortes relações com Portugal, sublinhou.

Na cerimónia, que decorreu no Ministério da Defesa guineense, estiveram presentes o ministro da Defesa guineense e o embaixador de Portugal na Guiné-Bissau, José Manuel Paes Moreira, bem como outras personalidades ligadas às forças armadas guineense.

"Queremos aqui reafirmar a nossa amizade com Portugal", acrescentou Baciro Djá.

O vice-presidente da Liga dos Combatente de Portugal, general Carlos Camilos, destacou, por seu lado, que o monumento ao soldado desconhecido pretende homenagear os combatentes do passado, do presente e do futuro.

"Este memorial está relacionado com a nossa história passada, recente e futura", sublinhou.

A construção do monumento ao soldado desconhecido e da Casa da Amizade, que disponibilizará aos ex-combatentes e militares várias valências, nomeadamente do sector da saúde, são financiadas pela Liga dos Combatentes portuguesa no âmbito do programa Conservação de Memórias.

O programa prevê igualmente iniciar no próximo mês a identificação e concentração dos restos mortais de antigos combatentes das forças armadas portuguesas que morreram durante a guerra colonial.

A cerimónia acabou entre "vivas" a Portugal, à Guiné-Bissau e aos combatentes de ambas as facções da guerra colonial.

 

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Luso

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« Responder #43 em: Fevereiro 15, 2008, 02:47:42 pm »
Citação de: "comanche"
A cerimónia acabou entre "vivas" a Portugal, à Guiné-Bissau e aos combatentes de ambas as facções da guerra colonial.

[/quote]

É sempre bom ver um lampejo de dignidade.
Estão a abrir os olhos: a verdade tarda mas empre chega.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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pedro

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« Responder #44 em: Fevereiro 15, 2008, 04:56:20 pm »
Tem razao Luso a minha mae tambem diz sempre o mesmo.
Cumprimentos
 

 

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