Canal Historia e a travessia do Atlântico

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papatango

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Canal Historia e a travessia do Atlântico
« em: Abril 01, 2004, 05:59:49 pm »
Aqui há algum tempo chamaram-me a atenção para uma questão aparecida no canal História.

num documentário já muitas vezes apresentado naquele canal, aparecem referências a Rámon Franco, irmão do ditador do mesmo nome que "ditou" no país vizinho desde 1939 até 1975.

É referido naquele documentário que Ramón Franco, foi o primeiro homem, a efectuar a travessia do Atlântico, unindo a Europa á América, indo desde o Sul de Espanha até Buenos Aires.

Diz-se igualmente, no que respeita á passagem do avião do tal Ramon Franco, que as pessoas no Brasil, em Recife e no Rio de Janeiro receberam o avião em festa, dado se tratar da primeira vez que um avião chegava ali, vindo da Europa.

Ora, tanto quanto sei, o primeiro homem a efectuar tal travessia, foi na realidade Gago Coutinho, juntamente com Sacadura Cabral, que iniciaram a viagem num hidroavião chamado Lusitania, em 1922.

No documentário emitido pelo canal História, omite-se, esconde-se e mente-se de uma maneira absolutamente indescritível. Eu pessoalmente tenho muitas dúvidas de que ninguém no "Canal História", que tem a obrigação de respeitar a verdade histórica e deve ter pessoas responsáveis pela qualidade dos produtos que apresenta, não tivesse conhecimento do total disparate produzido.

No país vizinho, ninguém alguma vez ouviu falar de Gago Coutinho e de Sacadura Cabral, e o feito do Plus-Ultra (nome do avião) é dado, sem qualquer dúvida como histórico e Ramón Franco, é o primeiro vivente a ter atravessado o Atlântico Sul de avião.

Eu não tenho o mais pequeno problema em saber que em Espanha, promovem as suas "figuras". Mas não posso deixar de ficar indignado com este tipo de manipulação.

Este é o problema de termos canais de televisão (pseudo-culturais) originarios de Madrid. A situação no que respeita ao canal história começa a "cheirar mal".

No site, por exemplo refere-se que no próximo Sábado será emitido o documentário "Outras Notícias de Angola" e ilustra-se o evento com uma imagem do General Antonio de Spínola.

http://www.canalhistoria.com/pt/index.html

Ora, o General Spinola foi governador da Guiné, mas não teve, tanto quanto sei, qualquer relação digna de monta no que respeita a Angola, onde foi Costa Gomes que geriu a situação quase até ao fim.

Não sei se não será tempo de começarmos a protestar, junto da TV-Cabo e de outros distribuidores, da Empresa Multicanal, e do Canal História, a exigir que a verdade seja reposta e que, se o Canal História emite para Portugal, deve ter um minimo de respeito pelas pessoas que pagam os seus Euros, e que por isso exigem canais que digam a verdade.

Hoje começam pelo Gago Coutinho e Sacadura Cabral, amanhã Deus sabe o que vão inventar.

Opiniões sobre o que fazer são bem vindas.
 

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Jorge Pereira

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(sem assunto)
« Responder #1 em: Abril 01, 2004, 07:34:25 pm »
Caro papatango e amigos do fórum:

O que refere vem ao encontro daquilo que já referiu noutro tópico e que todos aqueles que conhecemos minimamente o que se passa em Espanha já sabemos que existe: Manipulação grosseira dos meios informativos no país vizinho. Casos como o do Prestige ou recentemente o 11 de Março assim o demonstram. Só para verem como as coisas funcionam, há pouco tempo li uma entrevista que fizeram a um antigo correspondente em Portugal do diário espanhol “EL PAIS” em que afirmava que tinha ordens da redacção central do jornal para que em Portugal só procurasse notícias negativas ou que mostrassem a imagem e estou a citar «de um país de terceiro mundo». Sem comentários… :guitar: .
Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






Cumprimentos
 

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dremanu

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« Responder #2 em: Abril 01, 2004, 10:19:04 pm »
Pois é, e depois ainda se pensa que os Espanhoís são nossos amiguinhos, ou para os mais idealistas, e cheios de boa vontade, "nuestros hermanos".

A lavagem cerebral neste país já começou a algum tempo, e cada vez se acelera mais e mais, e tem muita gente que começa a acreditar em qualquer tipo de estupidez que lhe enfiam na cabeça só porque apareceu na televisão.

Tem que se ficar alerta à perfidez da propaganda que vem de Espanha. Não é paranóia alarmista, é ser-se realista. Os Castelhanos manipulam a verdade, são mentirosos ao extremo, e fazem-no sem ter o mínimo de escrúpulos.

Quantos mais exemplos é preciso ter para que as pessoas acordem? Será que vão acordar? E será tarde demais quando o fizerem?

Essas estórias do "El País" e do resto da máquina propagandista castelhana, não são só direcionadas aos espanhoís, para que estes tenham uma visão negativa de Portugal, e pensem que são melhores que nós. São também direcionadas aos portuguêses para que estes pensem a mesma coisa sobre Portugal e sobre si próprios; Que somos inferiores aos espanhoís, e que a  solução para os problemas do nosso país está em fazer a união com Espanha. É uma forma de fazer uma propaganda ao sub-consciente do português, e de anesteziar e desvalorizar o nosso patriotismo.

Esta é a melhor forma de tomar o território ao inimigo, criando dúvidas na mente do mesmo de forma a que este se auto-desvalorize, e esteja mais pronto para a "ação libertadora" do invasor. Qualquer livro de estratégia militar/polítia indica a utilização deste concepto. Começem pela "A arte da guerra" do Sun Tzu, ou leiam sobre todas as manobras políticas do Hitler antes de ele anexar a Aústria. Ou até todas as ações psicológicas que os portuguêses empregaram nas guerras do ultramar, para convencer as populações a não se aliarem aos guerrelheiros.  

Um outro exemplo: Antes dos nazis atacarem os polacos, criaram na mente dos alemães que os slávicos eram uma raça sub-humana, inferior aos alemães, e que necessitavam da liderança germânica. Por isso quando os mesmos invadiram a Polônia matavam sem remorso, se os polacos eram sub-humanos não havia problema nenhum em extinguir essa raça.

Agora a tática não é falar na superioridade de uma raça em relação á outra, antes acena-se com "uma cenourinha na frente do burro" para que este vá atrás da promessa, impelido pela gulosice. A estratégia e as táticas são as mesmas, a única coisa que mudou foi o contexto.
"Esta é a ditosa pátria minha amada."
 

 

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