Cooperação Militar

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« Responder #15 em: Julho 02, 2007, 10:35:37 pm »
Quando cheira a petróleo já se sabe como é :shock:
"Ele é invisível, livre de movimentos, de construção simples e barato. poderoso elemento de defesa, perigosíssimo para o adversário e seguro para quem dele se servir"
1º Ten Fontes Pereira de Melo
 

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« Responder #16 em: Julho 03, 2007, 12:32:50 pm »
A Portugal cheira-lhe a petróleo ou e mais tentar preservar a cultura portuguesa daquela região?

eu acredito mais na 2º opção mas nunca deixando a 1º de lado
Um galego é um português que se rendeu ou será que um português é um galego que não se rendeu?
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SSK

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« Responder #17 em: Julho 03, 2007, 02:24:18 pm »
Se houvesse interesse na nossa cultura e portugalidade, a nossa descolonização não tinha sido a que foi e nos dias de hoje não havia casos como a INDRA... Acho eu...
"Ele é invisível, livre de movimentos, de construção simples e barato. poderoso elemento de defesa, perigosíssimo para o adversário e seguro para quem dele se servir"
1º Ten Fontes Pereira de Melo
 

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Lancero

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« Responder #18 em: Outubro 15, 2007, 04:08:39 pm »
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Portugal/Angola: Ministro da Defesa português destaca salto qualitativo na cooperação técnico-militar  



    Luanda, 15 Out (Lusa) - O ministro da Defesa de Portugal, Nuno Severiano Teixeira, destacou hoje em Luanda que a recente assinatura de um novo programa quadro de cooperação técnico-militar entre Portugal e Angola representa um "salto" qualitativo dos projectos.  

     

    "Julgo que este novo programa quadro para o próximo triénio traz duas novidades que são muito importantes: Em primeiro lugar, dá um salto da quantidade para a qualidade. Em segundo lugar, é um programa que aponta para um salto das relações estritamente bilateral para um quadro multilateral", salientou Severiano Teixeira.  

     

    O governante português discursava na abertura das conversações oficiais entre as delegações dos dois países no domínio da defesa, no âmbito da visita de três dias que hoje iniciou a Angola.  

     

    Nessa perspectiva, o ministro português referiu que "existem menos mas melhores projectos, apostando em áreas estratégicas da cooperação e estratégicas no quadro da segurança".  

     

    Severiano Teixeira referiu ainda que o propósito da sua visita a Angola tem também a ver com a presidência portuguesa na União Europeia, este semestre.

     

    Nesse sentido, destacou que uma das prioridades de Portugal é a relação entre África e a Europa.  

     

    "Portugal quis pôr na agenda da União Europeia as relações entre África e a Europa e, em particular, as relações entre a União Europeia e a União Africana", afirmou.  

     

    Portugal pretende organizar a II Cimeira UE/África, a 08 e 09 de Dezembro próximos, encontro previsto para 2003 em Lisboa mas adiado 'sine die' devido à oposição de alguns países africanos, nomeadamente do Reino Unido, à presença do Presidente do Zimbabué, Robert Mugabe, cujo regime é acusado de violação dos direitos humanos e alvo de sanções da UE e dos Estados Unidos.  

     

    Severiano Teixeira destacou ainda, na área da segurança, a importância da criação de capacidades africanas de gestão e resolução de conflitos e intervenção em operações de paz.  

     

    A reforma do sector da segurança foi também apontada pelo governante, que manifestou preocupação quanto à situação da segurança regional, nomeadamente em Darfur, no Sudão, no Chade e na República Democrática do Congo.  

     

    Relativamente a esta questão, anunciou para breve a realização de uma reunião do Conselho de Ministros da União Europeia, em que Portugal deverá expor as opiniões, sensibilidades e a experiência dos angolanos.  

     

    "É importante para Portugal e para União Europeia conhecer as vossas posições e isto é também o propósito desta visita", disse.  

     

    Por seu lado, o ministro da Defesa angolano, Kundy Paihama referiu que a presença do homólogo português em Angola demonstra "o interesse recíproco de imprimir maior dinamismo reforço da cooperação institucional".  

     

    No que toca à formação técnico-militar dos efectivos das Forças Armadas Angolanas, Kundy Paihama destacou o papel desempenhado por Portugal, no quadro da cooperação.  

     

    "Reconhecemos os assessores e instrutores das Forças Armadas Portuguesas, que não poupam esforços em transmitir os seus doutos conhecimentos, que têm contribuído para a elevação da capacidade organizativa e operacional nas unidades de apoio às missões de manutenção de paz", salientou o ministro angolano.  

     

    O programa da visita do ministro da Defesa de Portugal a Angola inclui, ainda hoje, uma deslocação à sede da cooperação técnico-militar e um encontro com o presidente em exercício da Assembleia Nacional, João Lourenço.  

     

    Na terça-feira, Severiano Teixeira deverá ser recebido em audiência pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, e pelo primeiro-ministro, Fernando Dias dos Santos "Nandó".  

     

    À noite, o governante português vai proferir uma palestra destinada aos estudantes universitários de Luanda sob o tema "Europa-África e os desafios à segurança internacional", devendo quarta-feira deixar a capital angolana rumo a Kinshasa (RDCongo).  

     

    Na quinta-feira, Severiano Teixeira visita ainda o Gana, países que detém a presidência em exercício da União Africana.  

     
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

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« Responder #19 em: Outubro 16, 2007, 02:54:08 pm »
Portugal/Angola: Ministro da Defesa português diz que cooperação bilateral pode servir CPLP


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Luanda, 16 Out (Lusa) - O ministro da Defesa de Portugal, Nuno Severiano Teixeira, afirmou hoje que a experiência da cooperação bilateral com Angola pode ser posta ao serviço do multilateral, nomeadamente ao nível da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Em declarações aos jornalistas após um encontro com o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, o ministro português realçou que o estado a que a cooperação técnico-militar com Angola chegou "pode servir para ser posta ao serviço de quadros multilaterais, nomeadamente na CPLP e da segurança regional em geral".

Apesar de destacar as boas relações dos dois países nesta área, Severiano Teixeira referiu que a cooperação pode ainda ser reforçada.

"Exprimi ao Presidente da República a vontade política de Portugal no desenvolvimento das relações bilaterais com Angola, em particular no âmbito da defesa e do reforço da nossa cooperação técnico-militar", disse.

"Penso que essa cooperação pode ser altamente vantajosa para Angola e Portugal para a segurança nacional", frisou o governante.

O ministro da Defesa de Portugal afirmou também que, o encontro com o Chefe de Estado angolano serviu ainda para trocar impressões sobre as "grandes questões" da segurança internacional e regional.

A cooperação técnico-militar entre Angola e Portugal assenta na modernização das diferentes áreas das Forças Armadas Angolanas, com 12 projectos em curso.

Estiveram também presentes na audiência o ministro da Defesa Nacional angolano, Kundy Paihama, e o embaixador de Portugal em Angola, Francisco Ribeiro Teles.

HSO/VM.

Lusa/fim
 

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« Responder #20 em: Outubro 16, 2007, 03:54:16 pm »
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Portugal/Angola: Portugal disponível para cooperar nas indústrias de defesa, diz Severiano Teixeira    

   Luanda, 16 Out (Lusa) - Portugal está aberto e interessado na cooperação  em matéria das indústrias de defesa, disse hoje em Luanda o ministro da  Defesa português, Nuno Severiano Teixeira.  

     

   "A cooperação em matéria das indústrias de defesa é uma das áreas em  que pode haver cooperação e Portugal está aberto e interessado nessa cooperação",  salientou o governante português, que falava aos jornalistas no final de  um encontro com o primeiro-ministro de Angola, Fernando Dias dos Santos  "Nandó".  

     

   Nesse sentido, Severiano Teixeira disse ter convidado as autoridades  angolanas para enviarem uma missão técnica para ver quais as áreas em que  a cooperação das indústrias de defesa se poderá desenvolver.  

     

   "Há da parte de Portugal abertura, interesse e há esse convite que já  é um primeiro passo que julgo que pode ser importante", referiu o ministro.  

     

   Questionado sobre o encontro que manteve com o primeiro-ministro angolano,  Severiano Teixeira disse ter reiterado o empenho de Portugal em "aprofundar  e desenvolver" a cooperação bilateral com Angola em matéria de defesa.  

     

   "Esta cooperação poder ser rentabilizada de um ponto de vista multilateral,  com vantagem mútua para Angola e Portugal e ainda para a segurança da região  em geral", frisou.  

     

   "Também partilhei com o primeiro-ministro algumas visões sobre os problemas  da segurança internacional e regional, onde a União Europeia e Angola têm  naturalmente interesse", acrescentou Severiano Teixeira.  

     

   O ministro da Defesa Nacional de Portugal deverá visitar ainda hoje  a unidade de forças especiais estacionadas na região do Cabo Ledo, a sul  de Luanda.  

     

   No princípio da noite, o ministro português vai proferir uma palestra  sobre o tema "Europa-África e os desafios à segurança Internacional", destinada  a estudantes universitários.  

     

   Depois de Luanda, Severiano Teixeira visita a República Democrática  do Congo, na quarta-feira, e no dia seguinte o Gana, país que detém a actualmente  a presidência da União Africana.  

     
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

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« Responder #21 em: Outubro 17, 2007, 02:22:08 pm »
Portugal doa centro de operações militares



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As Forças Armadas são-tomenses vão passar a ter um centro de operações, actualmente a ser instalado por militares portugueses envolvidos na edição deste ano do exercício "Felino", soube o DN.

A cedência desse material, por parte de Lisboa, vai permitir a São Tomé e Príncipe (STP) dotar-se de um "elemento estruturante e catalisador da actividade de cooperação militar" com outros países, disse uma das fontes. O centro de operações será activado no Comando das Forças Armadas de STP, sendo constituído por um módulo de Comunicações e Sistemas de Informação (CSI) para apoio às actividades do Estado-Maior Conjunto e Combinado. A implementação dos equipamentos envolve a activação de várias estações de trabalho do Estado-Maior e de um módulo destacável de rede segura, bem como de comunicações via satélite e Internet, explicaram as fontes.

O "Felino2007" (que este ano não envolve forças no terreno) realiza-se entre os dias 22 e 26 deste mês. O centro de operações destina-se ao quartel-general da força conjunta (com forças dos três ramos militares) e combinada (de vários países) da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) criada para o exercício.|
 

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« Responder #22 em: Outubro 17, 2007, 08:22:14 pm »
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Portugal/Angola: Ministros da Defesa manifestam intenção de criar parceria estratégica    

   Lisboa, 17 Out (Lusa) - Os ministros da Defesa de Portugal e de Angola  manifestaram hoje, em Luanda, a intenção de criar condições para o estabelecimento  de uma parceria estratégica na análise de ameaças e risco à segurança regional  e internacional.  

     

   A intenção está expressa num comunicado, citado pela agência Angop,  emitido no final da visita de quatro dias que o ministro da Defesa português,  Nuno Severiano Teixeira, efectuou a Angola.  

     

   De acordo com o comunicado, o actual momento de cooperação entre os  dois países no domínio da defesa e a necessidade de o reforçar foi um dos  assuntos em destaque na visita do ministro da Defesa português.  

     

   Outro dos temas abordados relacionou-se com a presidência portuguesa  da União Europeia, em que uma das prioridades é a aposta no diálogo entre  a Europa e África, nomeadamente em matéria de prevenção, gestão e resolução  de conflitos.  

     

   O comunicado refere igualmente que os dois ministros se manifestaram  satisfeitos com o excelente nível das relações de cooperação bilateral,  nomeadamente na área técnico-militar.  

     

   Os governantes reconheceram "o grande impulso" que o novo programa quadro  de Comissão Técnica Militar (CTM) luso-angolana irá dar a qualidade dos  projectos nele inscritos e o impacto que os resultados da sua implementação  poderão trazer no seio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).  

     

   Durante a visita de Nuno Severiano Teixeira, foi ratificado as deliberações  da 10ª reunião da Comissão Bilateral Luso Angolana no domínio da defesa  e procederam a assinatura de uma declaração com o objectivo de regulamentar  a comissão mista.  

     

   Segundo a Angop, a cooperação entre os dois países centra-se em questões  ligados à modernização das diferentes instituições militares das Forças  Armadas Angolanas (FAA), estando em curso 12 projectos que abrangem vários  sectores no quadro da Comissão Técnica Militar.  

     

   Além de encontros com o ministro da Defesa angolano, Kundi Paihama,  Severiano Teixeira foi recebido pelo Presidente de Angola, José Eduardo  dos Santos, pelo primeiro-ministro, Fernando da Piedade dos Santos, e pelo  presidente em exercício da Assembleia Nacional, João Lourenço.  

     

   O ministro da Defesa português deixou hoje de manhã Luanda em direcção  à República Democrática do Congo, onde se encontrou com o seu homólogo congolês,  com o presidente da Assembleia Nacional e com representantes das duas missões  da União Europeia.  

     

   Nuno Severiano Teixeira visita ainda o Gana, onde se reúne na quinta-feira  com o ministro da Defesa, Albert Dapaah.  

     
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

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« Responder #23 em: Outubro 21, 2007, 04:10:22 pm »
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Guiné-Bissau: Liga dos Combatentes de Portugal assina acordo com Instituto de Defesa  



    Lisboa, 20 Out (Lusa) - A Liga dos Combatentes de Portugal assinou hoje um protocolo de cooperação com o Instituto de Defesa Nacional (IDN) da Guiné-Bissau, que prevê, entre outras questões, a dignificação dos locais onde se encontram sepultados militares portugueses mortos em combate.  

     

    O documento foi rubricado pelo presidente da Liga, general Chito Rodrigues, e pelo responsável máximo do IDN guineense, Baciro Djau, no quadro das celebrações do 84º aniversário da criação da instituição portuguesa, que decorreu hoje em Lisboa.  

     

    O acordo insere-se na política geral da Liga e parte desse programa geral vai permitir a localização, identificação, concentração e dignificação dos corpos inumados de soldados portugueses no Mundo inteiro.  

     

    "A celebração das memórias nunca chega tarde. A execução das acções necessárias para que ela seja conservada é que por vezes tarda, porque as condições do tempo e da história levam a isso", disse Chito Rodrigues.  

     

    O presidente da Liga lembrou que, em Portugal, 219 talhões dos combatentes e 80 ossários "já estão devidamente dignificados", razão pela qual é agora a altura de se partir para África.  

     

    "Estamos a chegar tarde a África porque ela sofreu alguma convulsão. Mas estão agora reunidas as condições para que possamos propor aos governos desses países para que, em conjunto, se dignifiquem os lugares dos combatentes que estiveram connosco nos conflitos", acrescentou.  

     

    Para o ministro da Defesa guineense, Marciano Barbeiro, que testemunhou o acto, a assinatura do protocolo é um "momento de virar de página" nas relações entre os dois países.  

     

    "Temos agora de trabalhar para podermos estar preparados e prontos para virar estas e outras páginas e criar um novo ciclo e espaço de relacionamento entre os dois países", defendeu, em declarações à Agência Lusa.  

     

    No mesmo tom, o presidente do Instituto de Defesa Nacional guineense considerou o acordo um "marco histórico", que se consubstancia na dignificação dos Combatentes da Liberdade da Pátria da Guiné-Bissau e dos combatentes de Portugal.  

     

    "Marca uma data importante de uma nova dinâmica no relacionamento, a este nível, entre os dois países e é mais uma aproximação dos nossos dois povos, numa dinâmica que exige uma reconciliação com a história", sublinhou.

     

    Com o acordo, o IDN beneficiará com a construção, em Bissau, de um Museu da Resistência dos Combatentes da Liberdade da Pátria, e também dos combatentes portugueses tombados na Guiné-Bissau, permitindo também criar um espaço de intercâmbio, "uma casa de amizade entre as tropas coloniais portuguesas e os Combatentes da liberdade da Pátria na Guiné-Bissau", acrescentou Baciro Djau.  

     

    Por seu lado, e a este propósito, o ministro da Defesa português, Severiano Teixeira, afirmou tratar-se de "uma questão de política de memória".  

     

    "O protocolo é uma questão de política de memória. Ao fim de tão pouco tempo, aqueles que estiveram dos dois lados da guerra estão hoje a assinar um protocolo para reabilitar aquilo que é uma memória e património comuns", afirmou o governante português.  

     

    O acordo hoje assinado vai permitir também uma eventual trasladação de três militares portugueses mortos em 1973 e sepultados no norte da Guiné-Bissau, projecto que, contudo, sai fora do âmbito da Liga, mas que a instituição vai apoiar nas operações, que começam já em Novembro.  

     

    O projecto, inicialmente previsto para o primeiro trimestre deste ano, foi sucessivamente adiado devido a várias dificuldades, nomeadamente à exoneração do governo guineense de Aristides Gomes, o que atrasou os contactos e as negociações para a elaboração do acordo.  

     

    A operação de trasladação, que prevê a exumação de mais corpos de outros militares portugueses mortos em combate, é uma "excepção" às "normas" da Liga, sublinhou Chito Rodrigues.  

     

    A área de intervenção do projecto situa-se no antigo aquartelamento português em Guidaje, norte da Guiné-Bissau e próximo da fronteira com o Senegal, tendo os três pára-quedistas sido enterrados num cemitério militar provisório ao lado de outros elementos do Exército e de homens dos "comandos africanos", soldados guineenses que apoiaram as tropas portuguesas.  

     

    Os três soldados, todos da Companhia de Caçadores Pára-Quedistas 121 (CCP-121), são António Neves Vitoriano, natural de Castro Verde, falecido aos 21 anos, Manuel da Silva Peixoto, 22 anos e natural de Vila do Conde, e José Jesus Lourenço, 19 anos, de Cantanhede.  

     

    Fora do território português existem registos de 6.000 militares naquelas circunstâncias, 4.000 deles nos três principais teatros de guerra em África, Angola, Guiné e Moçambique.  

     

    "No caso da Guiné, há a localização teórica de locais onde estarão enterrados cerca de 750 militares portugueses, no eixo Bissau/Bambadinca/Bafatá/Gabu, o que se juntam aos pouco menos de 1.500 detectados quer em Angola quer em Moçambique", sublinhou Chito Rodrigues.  
     


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LusaTV: Trabalho para trasladação de paraquedistas mortos na  Guiné-Bissau avança, prioridade é dignificar militares -   Ministro da Defesa

Lisboa, 20 Out (LusaTV) - O ministro da Defesa assegurou hoje que está em curso o trabalho diplomático e técnico para a transladação dos corpos de três paraquedistas mortos em combate na Guiné-Bissau, salientando que o mais importante é a dignificação dos militares.  

     

    "É sempre tarde e é sempre cedo, o que é importante é que se ultrapassaram as dificuldades que existiram e o trabalho está em processo do ponto de vista diplomático e técnico e julgo que vamos chegar a bom termo", adiantou Nuno Severiano Teixeira no final da comemoração do Dia da Liga dos Combatentes, onde foi assinado um acordo com Guiné-Bissau.  

     

    O acordo prevê a transladação dos três paraquedistas, que estão sepultados em Guidaje (norte da Guiné-Bissau) desde Maio de 1973, altura em que foram mortos em combate, em plena guerra colonial, e a preservação de informação histórica comum aos dois países.  

     

    O presidente da Liga dos Combatentes, general Chito Rodrigues, explicou que o protocolo com a Guiné-Bissau se insere "num programa da Liga e parte desse programa tem por finalidade a dignificação dos corpos dos portugueses que estão pelo mundo inteiro".  

     

    Chito Rodrigues justificou o atraso na transladação dos corpos dos paraquedistas com "alguma convulsão e guerras civis durante vários anos" no continente africano.  



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Guiné-Bissau/Portugal: Novo programa-quadro da cooperação técnico militar antes do fim do ano  



    Lisboa, 20 Out (Lusa) - Portugal e a Guiné-Bissau deverão assinar, até ao fim deste ano, em Bissau, o novo programa-quadro de cooperação técnico-militar, faltando apenas limar algumas arestas, confirmaram hoje à agência Lusa os governos dos dois países.  

     

    O secretário de Estado da Defesa e Assuntos do Mar português, Mira Gomes, e o ministro da Defesa guineense, Marciano Barbeiro, garantiram que as negociações do novo acordo estão na fase final, devendo estar concluídas até ao final deste mês ou, o mais tardar, em meados de Novembro.  

     

    "Estamos ainda a ultimar o novo programa quadro e penso que estará finalizado até ao final deste mês ou até meados de Novembro. Depois é uma questão de encontramos a data para a assinatura, em Bissau", disse à Lusa Mira Gomes, declaração corroborada por Marciano Barbeiro.  

     

    Segundo Mira Gomes, o acordo de cooperação técnico-militar tem, normalmente, um período de validade de três anos, já expirado, razão pela qual tem estado a ser prorrogado periodicamente.  

     

    "Mas temos de o fazer de acordo com as novas prioridades da Guiné-Bissau mas também pô-lo em linha com o Programa Indicativo de Cooperação (PIC) de Portugal com a Guiné-Bissau", frisou o governante português.  

     

    Além da negociação do programa-quadro, acrescentou, existe também uma quantidade importante de material militar que a Guiné-Bissau tinha pedido a Portugal e que Lisboa já tem "praticamente pronto" para o enviar.  

     

    "E isso é também um contributo importante para o equipamento das Forças Armadas guineenses. É material diverso, como equipamentos, fardamentos, apoio à reconstrução de unidades militares", sublinhou.  

     

    "Mas a parte forte da cooperação continuará a ser o apoio à organização da estrutura superior das Forças Armadas, tudo o que tem a ver com a sua arquitectura", acrescentou, salientando dois novos aspectos que estão a ser tido em conta.  

     

    Um tem a ver com a capacitação das Forças Armadas da Guiné-Bissau para a participação em operações de paz, uma vez que Portugal "quer contribuir" nesse sentido, sendo, aliás, uma estratégia que Lisboa tem desenvolvido na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) com outros Estados.

     

    A segunda diz respeito à Marinha de Guerra guineense, que passa não só pela criação de uma estrutura da autoridade marítima, como também pelo desenvolvimento de uma capacidade de fiscalização marítima.  

     

    "São as duas áreas novas onde vamos dar maior importância. Mas continuamos em todas as outras, como no ensino, formação, apoio médico, transmissões, logística, onde já trabalhamos há mais tempo", referiu, lembrando que o atraso na assinatura do programa-quadro "tem sido um pouco prejudicada pela instabilidade política que tem reinado" na Guiné-Bissau.  

     

    Por seu lado, e questionado pela Lusa, o ministro da Defesa guineense sublinhou que as relações de cooperação no domínio da Defesa "estão no bom caminho" e que "estão a desenvolver-se para atingir cada vez mais novos apogeus".  

     

    "Aposta-se agora na formação dos nossos militares, na criação do centro de instrução em Cumeré (30 quilómetros a leste de Bissau) e na reabilitação das estruturas físicas, no apoio institucional e muitos outros, abrangendo ainda o Instituto de Defesa Nacional (IDN)", afirmou.  

     

    Segundo Mira Gomes, em fase de conclusão negocial está também o novo programa-quadro de cooperação técnico-militar com Timor-Leste, que poderá também ser assinado até ao final deste ano.  

     

    "São os dois países que faltam, uma vez que já assinamos um novo acordo quadro com Angola, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. O existente com Moçambique expira em 2008 e há, por isso, mais tempo para analisar o assunto", concluiu.

     
     


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LusaTV: Dia da Liga dos Combatentes: "Honra e glória aos soldados da Pátria" - Jaime Gama  

Lisboa, 20 Out (LusaTV) - O presidente da Assembleia da República homenageou hoje todos os combatentes ao serviço da defesa da pátria e agradeceu o seu esforço e o seu sacrifício, assinalando o dia da Liga dos Combatentes.

     

    "Nesta cerimónia, quando vier o momento do toque de silêncio, do toque a mortos e do toque alvorada, desfilarão na nossa memória as pedras mortas e as pedras vivas que fortificam as praças de Mazagão, os fortes da Mina e de Mombaça, Mascate, Diu e Macata, as fortalezas do Príncipe da Beira, de Santo António da Baía e das Cinco Pontas no Recife e ainda e sempre Colónia de Sacramento", exclamou Jaime Gama, a discursar na cerimónia comemorativa do dia da Liga dos Combatentes.  

     

    O presidente da Assembleia da República lembrou ainda o esforço e o sacrifício dos militares que ao longo dos anos defenderam os interesses nacionais e adiantou que "a defesa da Pátria é um dever indeclinável de todos os portugueses".  

     

    "Combatentes portugueses, dos vários ramos das Forças Armadas e dos muitos séculos da nossa História, obrigado pelo vosso esforço, pelo vosso sacrifício, pelas vossas vidas. Honra e glória para sempre aos soldados da pátria", concluiu Jaime Gama.  

     

    O ministro da Defesa, Severiano Teixeira, associou-se também às comemorações, reafirmou a importância da celebração do dia da Liga dos Combatentes e destacou a assinatura de um protocolo com Guiné-Bissau, para a preservação do património histórico que une os dois países.  

     

    "Vamos reabilitar aquilo que é uma memória comum", explicou o ministro.

     











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O Presidente da Assembleia da Republica, Jaime Gama (E) e o Presidente da Liga dos Combatentes de Portugal, Joaquim Chito Rodrigues durante a cerimónia de comemoração do Dia Nacional da Liga dos Combatentes de Portugal, 20 de Outubro de 2007, no Forte do bom Sucesso, em Lisboa

Créditos: Lusa
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

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Ricardo Pinheiro

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« Responder #24 em: Outubro 31, 2007, 03:01:31 pm »
Defesa: S. Tomé vai ter centro operações montado por Portugal

As Forças Armadas são-tomenses vão passar a ter um centro de operações, actualmente a ser instalado por militares portugueses envolvidos na edição deste ano do exercício «Felino».
 
A notícia é avançada na edição desta quarta-feira do jornal Diário de Notícias, que assegura que a cedência desse material, por parte de Lisboa, vai permitir a São Tomé e Príncipe (STP) dotar-se de um «elemento estruturante e catalisador da actividade de cooperação militar» com outros países, comentou uma das fontes contactadas pelo diário.
O centro de operações será activado no Comando das Forças Armadas de STP, sendo constituído por um módulo de Comunicações e Sistemas de Informação (CSI) para apoio às actividades do Estado-Maior Conjunto e Combinado.

A implementação dos equipamentos envolve a activação de várias estações de trabalho do Estado-Maior e de um módulo destacável de rede segura, bem como de comunicações via satélite e Internet, explicaram as fontes.

O "Felino2007" (que este ano não envolve forças no terreno) realiza-se entre os dias 22 e 26 deste mês.

O centro de operações destina-se ao quartel-general da força conjunta (com forças dos três ramos militares) e combinada (de vários países) da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) criada para o exercício
 


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« Responder #25 em: Fevereiro 08, 2008, 10:24:20 pm »
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São Tomé e Príncipe: Ministro da Defesa nega regresso de avião da FAP a Portugal    

   Lisboa, 08 Fev (Lusa) - O ministro da Defesa são-tomense disse hoje  à Lusa não haver ainda "decisão definitiva" para o regresso a Portugal do  avião "C212 Aviocar", da Força Aérea Portuguesa (FAP), apesar da FAP ter  confirmado o retorno do aparelho.  

     

   Ÿscar Sousa garantiu que "não há ainda qualquer decisão definitiva",  estando em curso "discussões" com o governo português para que se encontre  uma solução para a questão, recusando adiantar pormenores sobre a retirada  do aparelho, que se encontra destacado em São Tomé e Príncipe, no âmbito  da cooperação técnico-militar, já confirmada hoje à Lusa pela FAP.  

     

   Ÿscar Sousa, porém, garantiu à Lusa que, na semana passada, em Adis  Abeba, à margem da XI Conferência de Chefes de Estado e de Governo da União  Africana (UA), abordou a questão com o secretário de Estado dos Negócios  Estrangeiros e da Cooperação português, João Gomes Cravinho.  

     

   Fonte do gabinete de Gomes Cravinho confirmou entretanto à Lusa que  o assunto foi abordado num encontro entre o SENEC e o presidente são-tomense,  Fradique de Menezes, que estava acompanhado pelo chefe da diplomacia daquele  país, Ovídeo Pequeno, mas não com Ÿscar Sousa.  

     

   A fonte, todavia, adiantou que, para já, há uma proposta de Lisboa,  aceite por São Tomé, que vai ao encontro da vontade de ambas as partes,  mas não indicou o respectivo conteúdo, que deve ficar formalizado antes  da visita oficial que o chefe da diplomacia portuguesa, Luís Amado, fará  ainda este mês ao arquipélago.  

     

   A FAP confirmou hoje à Lusa a intenção de retirar até meados deste mês  a sua aeronave "C212 Aviocar" destacada em São Tomé e Príncipe desde 1988,  sendo o único meio aéreo disponível nas ligações entre as duas ilhas do  arquipélago.  

     

   Além de proceder ao transporte de pessoas entre São Tomé e a ilha do  Príncipe, a aeronave é utilizada para evacuação de doentes e missões de  busca no mar.  

     

   A "Operação Aviocar" estava contemplada no Plano Integrado de Cooperação  (PIC) com São Tomé e Príncipe até 2007 do Instituto Português de Apoio ao  Desenvolvimento (IPAD), com uma verba de 750 mil euros. O destacamento da  FAP em São Tomé e Príncipe é composto por dois pilotos e quatro mecânicos.  

     

   Na sua edição de hoje, o jornal português Diário de Notícias noticia  que o destacamento da FAP em São Tomé e Príncipe regressa a Portugal dentro  de uma semana.  

     

   Citando fonte do Ministério da Defesa português, o DN afiança que o  regresso "prende-se com a formação dos pilotos para a frota dos aviões ®C-295¯",  no total de 12, em que o primeiro chega a Portugal em Junho próximo.  

     

   "O abate da frota dos Aviocar e a impossibilidade de os ®C-295¯ aterrarem  na ilha do Príncipe justificaram a decisão - entretanto suspensa por (o  ministro da Defesa português) Severiano Teixeira - de acabar com esse programa  de cooperação técnico-militar", escreve o DN.  
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

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Lancero

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« Responder #26 em: Fevereiro 08, 2008, 10:25:04 pm »
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Defesa: FAP confirma retirada de Aviocar de São Tomé e Príncipe

Lisboa, 08 Fev (Lusa) -- A Força Aérea Portuguesa (FAP) confirmou hoje  à Lusa a intenção de retirar até meados do mês a sua aeronave C212 Aviocar  destacada em São Tomé e Príncipe.  

     

   A aeronave encontrava-se ali estacionada desde 1988, cumprindo diversas  missões ao abrigo da Cooperação Técnico Militar entre Portugal e aquele  País Africano de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).  

     

   O avião da Força Aérea Portuguesa tem sido até agora o único meio aéreo  disponível nas ligações entre as duas ilhas daquele país.  

     

   Para além de proceder ao transporte de pessoas entre São Tomé e a Ilha  do Príncipe, a aeronave é utilizada para evacuação de doentes e missões  de busca no mar.  

     

   A "operação Aviocar" estava contemplada no Plano Integrado de Cooperação  (PIC) com São Tomé e Príncipe até 2007 do Instituto de Apoio ao Desenvolvimento  (IPAD) com uma verba de 750 mil euros.  

     

   O destacamento da FAP em São Tomé e Príncipe é composto por dois pilotos  e quatro mecânicos.  
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

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André

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« Responder #27 em: Março 24, 2008, 08:02:56 pm »
Portugal e Moçambique rubricam acordos na área militar

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Os Governos de Lisboa e Maputo rubricaram hoje vários acordos de cooperação no domínio técnico-militar, que incluem apoio a projectos de formação e de capacitação das Forças Armadas de Defesa Nacional de Moçambique.

Os acordos, assinados pelo ministro da Defesa Nacional de Portugal, Nuno Severiano Teixeira, e pelo seu homólogo moçambicano, Tobias Dai, pretendem reforçar o anterior Programa-Quadro, com a duração de três anos, cujo objectivo estratégico visava auxiliar as Forças Armadas também a nível da capacitação institucional, formação de sargentos e na área de serviços.

Os memorandos hoje assinados, na sequência da visita a Moçambique do Presidente de Portugal, Cavaco Silva, têm uma vigência de dois anos, mas ainda não têm financiamentos definidos.

Ao abrigo do pacto, Portugal vai apoiar igualmente o Ministério moçambicano da Defesa na área de comunicações e marinha de guerra, nomeadamente a vigilância de costa marítima e fiscalização das áreas de jurisdição de Moçambique.

Falando na ocasião, o ministro da Defesa de Portugal considerou ser « necessário para um país como Moçambique, que tem larguíssima costa, a formação e apoio técnico não só de ponto de vista de marinha de guerra, mas também das vertentes civis da marinha».

«Moçambique é um país muito grande, com uma grande extensão. É necessário ter comunicações entre as suas unidades militares» considerou Nuno Severiano Teixeira.

«Estamos em posição e no momento de poder pôr ao serviço multilateral dos parceiros e amigos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa», assegurou Teixeira.

O ministro moçambicano da Defesa disse, por seu turno, que os memorandos foram rubricados com vista a «imprimirem maior dinâmica na concretização dos projectos técnico-militar» dos Ministérios da Defesa de Moçambique e Portugal.

«Esperamos tirar mais-valia com o que estamos a fazer conjuntamente neste presente momento», por isso, «introduzimos a formação na área de serviços gerais, logísticos e multi-laterais», disse.

«Também está como adição muitas outras áreas que achamos que vai dar consistência àquilo que é oportuno neste momento», referiu o titular da pasta da Defesa de Moçambique.

Nos próximos dias, as equipas técnicas dos Ministérios da Defesa de Moçambique e Portugal vão fazer o levantamento geral para determinar, em termos absolutos, quanto é que custam os projectos, disse Tobias Dai, assegurando que os mesmos «terão sustentabilidade».

«Para além de formação, vamo-nos beneficiar de uma capacitação técnico-material, por isso é de esperar que o orçamento venha a subir», concluiu.

Diário Digital / Lusa

 

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comanche

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« Responder #28 em: Março 27, 2008, 09:38:52 pm »
Moçambique: Ministro da Defesa português prevê "desenvolvimento e reforço" da cooperação com novo homólogo


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Maputo, 27 Mar (Lusa) - O ministro da Defesa português manifestou-te hoje convicto de que a cooperação com Moçambique na área da Defesa vai "desenvolver-se e reforçar-se", não sendo afectada pela mudança do homólogo moçambicano.

Nuno Severiano Teixeira, que falava em Maputo à margem de uma palestra subordinada ao tema "Europa-África e os desafios à segurança internacional", desejou "as maiores felicidades" ao novo ministro da Defesa de Moçambique,Filipe Nyusi, que hoje foi empossado no cargo e com o qual o governante português se reúne na sexta-feira.

"Reafirmo o empenho na cooperação entre Portugal e Moçambique, que não se desenrola entre pessoas ou mesmo entre governos. É uma cooperação entre Estados e Estados amigos como Portugal e Moçambique e estou convencido que continuará a desenvolver-se e a reforçar-se", afirmou, saudando também o ministro cessante.

A exoneração de Tobias Dai pelo Presidente de Moçambique, Armando Guebuza, foi anunciada na quarta-feira - o seu derradeiro acto público no cargo foi a assinatura de um acordo de cooperação técnico-militar com o ministro da Defesa português.

O novo ministro da Defesa de Moçambique, Filipe Nyusi, foi administrador executivo da empresa Caminhos-de-Ferro de Moçambique, licenciado em Engenharia Mecânica na extinta Checoslováquia e em Gestão na Universidade de Manchester, Inglaterra.

A cooperação técnico-militar de Potugal com Moçambique foi um dos temas focados por Nuno Severiano Teixeira na palestra que proferiu na Universidade Politécnica de Maputo.

A referência serviu para ilustrar a proposta que Portugal fará em Maio aos seus parceiros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) de partilha entre os Estados membros da organização de centros de excelência em matéria de formação na área da Defesa.

Trata-se, disse, de "multilateralizar as experiências de cooperação bilateral" já existentes, nomeadamente com Moçambique.

"A cooperação técnico-militar portuguesa com os países de expressão portuguesa tem-se desenvolvido num plano estritamente bilateral. E, ao cabo de quase 20 anos, ganhámos todos nós um conhecimento e uma experiência que podemos partilhar, entre nós e com os outros", defendeu.

"É um contributo que podemos dar, nós os países de língua portuguesa, para a segurança e estabilidade em África", considerou.

No entender do titular da pasta da Defesa, as ameaças que se colocam hoje à segurança internacional "são hoje, na maioria dos casos, ameaças transnacionais", que "escapam ao controlo dos Estados".

"Num momento em que vivemos num contexto de transnacionalização das ameaças e riscos, os problemas que se põem ao continente africano põem-se à sociedade internacional no seu conjunto", sustentou.

"A única forma de responder a ameaças dessa natureza, casos do terrorismo ou do crime organizado, é reforçar a cooperação internacional. E entre África e a Europa, que são dois continentes vizinhos, é absolutamente indispensável que se desenvolva uma estratégia conjunta para responder a esse tipo de ameaça", reforçou.

Relativamente a África, prosseguiu, a cooperação deve centrar-se no reforço da capacidade dos países do continente de "prevenção, gestão e resolução de conflitos" e na introdução de reformas "no sector da segurança.

 

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comanche

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« Responder #29 em: Março 28, 2008, 07:07:25 pm »
Moçambique: Novo ministro Defesa considera"importantíssima" cooperação com Portugal

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Maputo, 28 Mar (Lusa) - O novo ministro da Defesa Nacional de Moçambique, Filipe Nyusi, considerou hoje em Maputo "importantíssima" a cooperação com Portugal no domínio técnico militar, que tem permitido uma maior formação das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).

Falando após o encontro com o ministro da Defesa Nacional de Portugal, Nuno Severiano Teixeira, Nyusi, que tomou posse na última quarta-feira, afirmou que as relações com Portugal permitiram a concretização de vários projectos na área militar.

"É importantíssima [a cooperação com Portugal], há muitos factores que justificam esta importância, para quem vê a actual situação das nossas Forças Armadas", sublinhou Nyusi.

Nessa perspectiva, "é necessário manter a cooperação com Portugal", porque os resultados até agora atingidos demonstram que Moçambique "não pode trabalhar sozinho", acrescentou o novo ministro moçambicano.

Por seu turno, Nuno Severiano Teixeira afirmou ter ficado com "as melhores ideias" do seu novo homólogo moçambicano, tendo-lhe, por isso, reiterado "todo o empenho em continuar a reforçar e aprofundar a cooperação ténico-militar".

"Tivemos a oportunidade de nos conhecer e, neste primeiro encontro, reiteramos todo o empenho em continuar a aprofundar e reforçar a cooperação técnico-militar entre Portugal e Moçambique", ressalvou Teixeira, que convidou o homólogo moçambicano a visitar Portugal "muito em breve, dentro daquilo que sejam as disponibilidades da sua agenda".

Durante a estada do ministro da Defesa Nacional de Portugal em Moçambique, que nos três primeiros dias acompanhou a visita do Presidente da República português ao país, foram assinados diversos acordos de cooperação, para os próximos três anos, visando a capacitação das FADM, principalmente a nível dos fuzileiros e formação de sargentos, dando continuidade às relações no domínio técnico-militar, que remontam há cerca de 20 anos.

Entre outras vertentes, os acordos rubricados, no valor de cerca de três milhões de euros, preconizam o treino de fuzileiros moçambicanos e a formação das FADM na fiscalização e controlo da costa e zona marítima nacional.

 

 

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