200 dias de Sócrates: Portugal mais espanhol

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papatango

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200 dias de Sócrates: Portugal mais espanhol
« em: Outubro 04, 2005, 05:10:23 pm »


No jornal SEMANÁRIO de 30 de Setembro, podemos encontrar o seguinte comentário:

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Chamem o Vitorino. Ele que faça o negócio da Galp e da EDP com os italianos e os espanhóis, mesmo sabendo que eles estão concertados!" - É já voz corrente , a propósito do cerco que os espanhóis conseguiram montar a Portugal.

Lisboa parece um bazar oriental, mesmo antes do encerramento. Vende-se tudo por baixo preço. Já não há "bluff" para fazer. Duzentos dias depois de Sócrates tomar o Poder, Portugal vê comprometidos, em toda a linha, os trunfos que tinha. Os espanhóis compram e corrompem empresários, políticos e até parecem contar com o apoio institucional do Estado. Já controlam o sector da cerâmica nacional, estão a entrar na construção, no turismo, no imobiliário, nas finanças e na energia.

O problema português não se resolve negociando estatutos autonómicos, como acontece com a Catalunha ou o País Basco, O problema português, dizem os espanhóis, resolve-se comprando. Por isso, vender aos espanhóis é hoje o maior problema estratégico e de segurança nacional que o Governo Sócrates tem para resolver.


Há já algum tempo, que aqui e em outros lugares, se tem chamado a atenção para o momento Histórico que Portugal vive, e para a similaridade entre a actual situação e o período de 1578 – 1580, que culminou com a perda (na prática) da independência.

De uma forma concertada, organizada e metódica, obedecendo a planos longamente gizados, os espanhóis, continuam paulatinamente a tomar posições em sectores estratégicos, a comprar, a corromper, a subornar, em suma a destruir por dentro a nossa independência económica, que a médio prazo, resultará na perda da nossa independência política.

Como em 1580, não é a generalidade dos portugueses que encabeça esse movimento. Os principais responsáveis pelo saque, são alguns políticos, daqueles que melhor negoceiam por debaixo da mesa, daqueles que mais facilmente se compram e se vendem, os que se posicionaram em lugares chave, para permitir a venda aos espanhóis, garantindo uma gorda e choruda comissão e eventualmente um lugar de direcção, em escritórios de advogados ou nalguma empresa petrolífera ou do sector da energia.

Como em 1580, num pais desorientado, em crise e acabado de sair de uma derrota militar, os prostitutos apareciam por todo o lado e prostituíam-se às claras.

Neste prostituição descarada, os políticos e alguns empresários não estão a vender o seu corpo. Eles vendem o nosso. Somos nós, todos os portugueses que estamos a ser vendidos, por gangs de traidores, ao serviço de um país estrangeiro.

Já se escuta à boca fechada, que a própria manifestação de militares, efectuada há algumas semanas, foi instigada por pessoas com ligações num edifício de uma praça de Lisboa, onde se encontra um terminal de autocarros.

Temos que perguntar, a quem o crime aproveita?

Quem ganha com a actual situação do país, onde até o principal líder da oposição, também se junta ao coro, aumentando o sentimento de desespero e de sufoco dos Portugueses.

Não se sabe se campanhas como a de uma conhecida ladra, que fugiu à justiça embrulhada num cobertor, dentro da bagageira de um automóvel, ou de um indivíduo reconhecido como ladrão pelos tribunais, e que apenas espera pelo transito em julgado de uma sentença para ser entregue às autoridades, (e sobre o qual já existiram acusações de tentativa de homicídio) são subsidiadas por estrangeiros interessados na dissolução de Portugal.


Eu não acredito em bruxas.

Mas que as há, há!
 

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ferrol

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Re: 200 dias de Sócrates: Portugal mais espanhol
« Responder #1 em: Outubro 04, 2005, 06:58:19 pm »
Citação de: "papatango"
De uma forma concertada, organizada e metódica, obedecendo a planos longamente gizados, os espanhóis, continuam paulatinamente a tomar posições em sectores estratégicos, a comprar, a corromper, a subornar, em suma a destruir por dentro a nossa independência económica, que a médio prazo, resultará na perda da nossa independência política.
Lembre sempre que os que venden son portugueses, e que a culpa do ben ou o mal que o pase Portugal será sempre dos portugueses.

Se botámo-la culpa dos nosos males ós estranxeiros, entón nunca aprenderemos a face-las cousas ben, sempre diremos que os outros son malos, corruptos e queren afundi-lo pais, inventando conspiracións mundiais. Así, sen acepta-las propias responsabilidades, non se medra como pais.

Os empresarios españois fan o que lles deixan facer, nun cuadro comunitario ó que Portugal tamén está adherido. Hai unhas regras comúns en Europa, que, se os empresarios portugueses non usan, non pode ser culpa dos empresarios españois.

¿Non puxou acaso a GALP por Fenosa hai uns días?¿E saíu algún artigo negandolle á GALP esa posibilidade polo feito de ser portugués?

Deixemos entón que a liberdade de mercado, de movemento de capitais faga o seu traballo nunha Europa libre e democrática, tamén para os investimentos.

Abanear pantasmas significa renunciar á realidade.
Saúdos.
Tu régere Imperio fluctus, Hispane memento
"Acuérdate España que tú registe el Imperio de los mares”
 

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« Responder #2 em: Outubro 04, 2005, 07:17:37 pm »
Não quero saber nada do que disse ferrol, a culpa é dos espanhois! 8)  8)  

Agora a falar a serio, tem toda a razão... :roll:
 

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fgomes

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« Responder #3 em: Outubro 04, 2005, 07:46:36 pm »
Razão tinha o embaixador Franco Nogueira, quando há 30 anos atrás previu esta estratégia espanhola, que aliás não tem nada de novo.
Só resulta devido aos políticos e empresários que temos. Não prestam mesmo!
Quanto à liberdade de mercado, só serve de desculpa a empresários e políticos incompetentes, prontos a venderem-se ao primeiro lance que lhes ofereçam, em resumo, lixo!
 

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papatango

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« Responder #4 em: Outubro 04, 2005, 09:31:09 pm »
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Se botámo-la culpa dos nosos males ós estranxeiros, entón nunca aprenderemos a face-las cousas ben,
ferrol, a critica não se dirige aos espanhóis, mas sim aos portugueses.
É suposto os espanhóis terem o comportamento que têm.
Aliás, é o comportamento normal.

O problema, é que temos politicos que não vêm um bocadito de um livrito de história, e partem daquele principio de que a História não se repete, porque como as pessoas são diferentes, e regeneráveis, então as pessoas, mesmo que em circunstâncias parecidas acabarão tendo um comportamento diferente.

Infelizmente, há a outra frase histórica:
"O país que ignora a sua História, acabará revivendo essa mesma História".

Nós ainda estamos a tempo de evitar cometer os erros do passado.

Isso faz-se, deixando de olhar para o lado, e fingir que não somos vizinhos de um país, que nunca conviveu bem com a nossa existência, e com o facto de não nos poder (até agora) dominar economicamente.

Citar
Deixemos entón que a liberdade de mercado, de movemento de capitais faga o seu traballo nunha Europa libre e democrática, tamén para os investimentos.


A Europa democrática dos investimentos, é a do capitalismo selvagem, onde o grande come o pequeno. As regras do capitalismo selvagem, podem fazer sentido em países grandes. Nos pequenos, não fazem.

Só há um caminho:
Uma moldura legal que impeça a selvajaria.

Abrimos a caixa de Pandora. Mas mesmo esta caixa de Pandora pode ser fechada.

Cumprimentos
 

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papatango

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« Responder #5 em: Outubro 04, 2005, 09:32:32 pm »
Citação de: "fgomes"
Razão tinha o embaixador Franco Nogueira, quando há 30 anos atrás previu esta estratégia espanhola, que aliás não tem nada de novo.
Só resulta devido aos políticos e empresários que temos. Não prestam mesmo!
Quanto à liberdade de mercado, só serve de desculpa a empresários e políticos incompetentes, prontos a venderem-se ao primeiro lance que lhes ofereçam, em resumo, lixo!


É trágico ter que admitir que pessoas ligadas ao antigo regime tinham razão. Triste e trágico.

Cumprimentos
 

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Jorge Pereira

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Quem decidiu mal na energia?
« Responder #6 em: Outubro 04, 2005, 10:42:40 pm »
Leiam este artigo de opinião do Nicolau Santos, subdirector do Expresso, o homem do laço que apresenta o programa «expresso da meia-noite», um homem que eu considero um patriota no sentido lato da palavra. Tem sido incansável na denúncia deste tipo de “jogadas” que colocam em causa a nossa independência.


Citação de: "Expresso 01/10/2005"
PINA MOURA É O PAI
DO PÂNTANO EM QUE HOJE CAIU O SECTOR ENERGÉTICO



Joaquim Pina Moura



O ACTUAL imbróglio em que está metido o sector energético não aconteceu por acaso. Haverá situações em que faltou visão estratégica e outras em que sobrou a impreparação. Mas houve jogadas que foram pensadas ao milímetro e há rostos incontornáveis.
Joaquim Pina Moura é, para todos os efeitos, o pai do pântano em que caiu o sector energético português. Foi ele quem propôs a saída do núcleo duro nacional da Galp, reunido na Petrocontrol,
garantindo-lhe gordas mais-valias isentas de impostos. Foi ele quem escolheu os italianos da ENI para substituir a Petrocontrol. Foi ele quem negociou com a ENI um acordo parassocial que garante aos italianos o controlo da empresa E
foi ele quem convidou António Mexia para a presidência da Galp, com a missão de integrar o gás no petróleo.
Quando chegou ao Ministério da Economia, Carlos Tavares tinha um abacaxi para descascar: evitar que a ENI tomasse conta da Galp. Pediu a João Talone que redesenhasse o sector energético nacional, com uma ideia-base: juntar o gás à electricidade, sob a égide da EDP. Pelo caminho, a ENI sairia da Galp para ficar com 49% da GDP. E, para comprar a posição dos italianos, foi lançado um concurso, ganho pela Petrocer, um consórcio liderado por Ferreira de Oliveira. Sai Durão, sai Tavares, entra Santana Lopes (amigo de Mexia e muito crítico, como este, das opções de Tavares) e Álvaro Barreto e o processo começa a patinar, terminando com Bruxelas a chumbar a operação. A EDP recorre para o Tribunal de Justiça e muda o Governo: entram José Sócrates e Manuel Pinho. A ideia agora é aumentar a concorrência no mercado interno, criando duas empresas na energia e gás, EDP e Galp. O Tribunal de Justiça volta a não dar razão à EDP, Madrid dá o seu aval à OPA da Gás Natural sobre a Endesa, criando o 3.° maior operador mundial, o grupo liderado por Florentino Perez compra os 20% da Fenosa que o ministro Pinho queria para a Galp.
Nesta altura do jogo, temos uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma. Mas, pelo menos, sabemos quem nos conduziu a este buraco...


Só gostaria de lembrar para acabar, que Joaquim Pina Moura é o actual presidente da IBERDROLA Portugal.

Palavras para que?
Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






Cumprimentos
 

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fgomes

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« Responder #7 em: Outubro 04, 2005, 10:51:04 pm »
Citar
Só gostaria de lembrar para acabar, que Joaquim Pina Moura é o actual presidente da IBERDROLA Portugal.

Os 30 dinheiros de Judas...
 

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TOMKAT

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« Responder #8 em: Outubro 05, 2005, 02:20:30 pm »
É errado culpar os espanhóis pela invasão aparente (e evidente) da nossa economia por "nuestros hermanos".
Como dizia o ferrol uns post's atrás, eles compram porque nós vendemos.
Depois há outros factores que ajudam a essa "invasão".
Os espanhóis defedem activamente os seus interesse estratégicos,
os portugueses nem sabem quais são os seus.
Os espanhóis incentivam o investimento no estrangeiro (têm linhas de crédito específicas para isso),
os portugueses para conseguirem qualquer ajuda para investirem no próprio país têm que ultrapassar uma teia de interesses cruzados alimentada por uma horda de burucratas situacionistas, que demotiva o mais comum dos mortais.
Alqueva é um exemplo real do atrás descrito.
Gastaram-se milhões de contos na construção deste empreendimento, e os maiores investimentos que estão a ser feitos nos terrenos (portugueses) adjacentes à barragem são espanhóis.
Dois dos maiores projectos na área da fruticultura, um espanhol e outro português, começaram quase ao mesmo tempo.
Tanto o espanhol como o português procuraram financiamento junto da banca portuguesa.
O espanhol rápidamente desistiu ao verificar os entraves e as confusões em que se estava a meter, procurando apoios em Espanha.
O português continuou a sua saga pelos bancos nacionais.
O espanhol rápidamente viu a sua situação resolvida e já tem o projecto em "velocidade de cruzeiro" e daqui a pouco tempo vai começar a capitalizar o investimento feito.
O português continua enredado nas malhas do nosso sistema de "apoios" ao investimento. Arrancar com o projecto continua a ser um sonho.

Somos aquilo que somos por nossa própria culpa!!!! :(
IMPROVISAR, LUSITANA PAIXÃO.....
ALEA JACTA EST.....
«O meu ideal político é a democracia, para que cada homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado»... Albert Einstein
 

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Miguel Roque

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« Responder #9 em: Outubro 15, 2005, 10:10:30 pm »
COM POLITICOS DESTES SEREMOS OBRIGADOS A FAZER UM NOVO 1640 MAIS RÁPIDO DO QUE PENSAMOS... COMEÇAREMOS POR JOGAR O SÓCRATES PELA JANELA... HAHAHAHAHAHAHAHA
Citação de: "TOMKAT"
É errado culpar os espanhóis pela invasão aparente (e evidente) da nossa economia por "nuestros hermanos".
Como dizia o ferrol uns post's atrás, eles compram porque nós vendemos.
Depois há outros factores que ajudam a essa "invasão".
Os espanhóis defedem activamente os seus interesse estratégicos,
os portugueses nem sabem quais são os seus.
Os espanhóis incentivam o investimento no estrangeiro (têm linhas de crédito específicas para isso),
os portugueses para conseguirem qualquer ajuda para investirem no próprio país têm que ultrapassar uma teia de interesses cruzados alimentada por uma horda de burucratas situacionistas, que demotiva o mais comum dos mortais.
Alqueva é um exemplo real do atrás descrito.
Gastaram-se milhões de contos na construção deste empreendimento, e os maiores investimentos que estão a ser feitos nos terrenos (portugueses) adjacentes à barragem são espanhóis.
Dois dos maiores projectos na área da fruticultura, um espanhol e outro português, começaram quase ao mesmo tempo.
Tanto o espanhol como o português procuraram financiamento junto da banca portuguesa.
O espanhol rápidamente desistiu ao verificar os entraves e as confusões em que se estava a meter, procurando apoios em Espanha.
O português continuou a sua saga pelos bancos nacionais.
O espanhol rápidamente viu a sua situação resolvida e já tem o projecto em "velocidade de cruzeiro" e daqui a pouco tempo vai começar a capitalizar o investimento feito.
O português continua enredado nas malhas do nosso sistema de "apoios" ao investimento. Arrancar com o projecto continua a ser um sonho.

Somos aquilo que somos por nossa própria culpa!!!! :(
 

 

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