Votação

Qual a solução mais sensata?

Sou a favor da construção dos dois.
37 (27.2%)
Sou a favor apenas do TGV.
11 (8.1%)
Sou a favor apenas do aeroporto.
25 (18.4%)
Nenhum, há outras prioridades.
63 (46.3%)

Votos totais: 118

Votação encerrada: Julho 05, 2005, 08:14:28 pm

Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?

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manuel liste

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« Responder #15 em: Julho 27, 2005, 12:50:16 pm »
Ya existe autovía o autopista entre Salamanca y la frontera francesa por los Pirineos occidentales, y está en construcción (que yo sepa) el tramo restante hasta la frontera con Portugal. Ustedes sólo tendrían que enlazar con ella y su problema estaría solucionado. Que la autovía hasta Madrid les proporcione a ustedes menos servicio no significa que no hubiera debido ser construida.

Para dar servicio al norte de Portugal (de Oporto para arriba) creo que está en construcción o proyecto un enlace con la red española por Chaves, de donde saldría directamente hacia el este sin pasar por Madrid.

Ahora tienen más alternativas, antes no había.

Con el TGV pasará lo mismo. Cuando quieran construirlo la red española estará bastante avanzada, y podrán hacer los enlaces que consideren oportunos. Llegarán con retraso, eso sí.
 

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fgomes

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« Responder #16 em: Julho 30, 2005, 02:55:23 pm »
Foi criado um blog contra o TGV e o areoporto de Ota. Muito interessante!

http://portugalsim.blogsome.com/
 

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Benny

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« Responder #17 em: Julho 30, 2005, 08:55:17 pm »
Muito francamente, julgo que independentemente de eventuais estudos, análises e pareceres técnicos, a decisão será tomada ao nível político.

Benny
 

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komet

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« Responder #18 em: Julho 30, 2005, 09:04:31 pm »
A decisão está tomada, politicamente.
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papatango

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« Responder #19 em: Agosto 01, 2005, 12:13:29 am »
Citar
Para dar servicio al norte de Portugal (de Oporto para arriba) creo que está en construcción o proyecto un enlace con la red española por Chaves, de donde saldría directamente hacia el este sin pasar por Madrid.


Manuel Liste -> O problema são as prioridades.
O último projecto conhecido, diz que Portugal deve primeiramente ligar Lisboa a Madrid, e depois Porto a Vigo. So depois se liga Lisboa ao Porto.

A última ligação, aquela que realmente nos importa, é para fazer apenas de aqui a dez ou quinze anos.

Ora, todos sabemos que mesmo a linha Madrid-Lisboa, está envolvida em polémica, porque o próprio governo espanhol já concluiu que vai ser um desastre financeiro, e por essa razão, está a alterar o projecto, reduzindo a velocidade para permitir a introdução dos comboios de mercadorias.

Portugal não precisa do TGV.

O que Portugal, precisa, e isso é preciso que toda a gente entenda, é de uma linha de Alta Velocidade.

E estamos a ficar para trás. O actual Alfa Pendular, na foto abaixo, devia e podia andar a 220Km/H se se tivesse feito o investimento adequado. Mas neste momento só chega a 180Km/h em alguns precursos.


Do meu ponto de vista, o que é melhor é aproveitar parte do que já existe e construir uma rede de alta velocidade, mas que não precisa de atingir 320Km/h. Portugal não precisa de um comboio que só pode ir de Lisboa ao Porto. É preferível ter alta valocidade em Bragança, Braga, Leiria Evora e Faro, a 220Km/h com o Alfa, do que ter apenas o TGV em Lisboa e no Porto.

Espantem-se mas a Italia, está a fazer neste momento um investimento para os novos "pendolino" que chegam a 300Km/h. Mas quanto maior é a velocidade, maiores devem ser as distâncias entre paragens. Por isso, não faz sentido o TGV em Portugal NESTE MOMENTO.

Cumprimentos
 

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komet

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« Responder #20 em: Agosto 01, 2005, 12:29:15 am »
Se houver uma empresa privada que ofereça mais benesses (aos nossos queridos lá de cima) com essa renovação das linhas, do que o TGV, acredito que será repensado. Doutro modo, ninguém tem direito a dar a sua palavra, o estado é dono e senhor do dinheiro q sacrificamos nos impostos.

O governo representa o povo...? Ahahaha bela democracia....
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Luso

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« Responder #21 em: Agosto 01, 2005, 01:06:24 am »
Não resisto...
Outra da Grande Loja...

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Fazer como o gato...
Segunda-feira, Agosto 01, 2005


Nas leituras recentes de fim de semana, calhou reparar num jornal que folheei por causa de uma entrevista de…Ricardo Salgado! No interior do jornal, Semanário Económico, dirigido por João Vieira Pereira, os dedos tropeçaram num suplemento gordo de referências a “quem é quem nas empresas portuguesas & espanholas”.
Dos Advogados aos Transportes, passando por Agências de Meios, Banca, Energia Imobiliário, Seguros e Telecomunicações, os nomes não são muitos:pouco mais de uma dúzia de firmas a representar os mais de 24 mil advogados portugueses! Duas dúzias de bancos, entre os quais o do Ricardo Salgado que também é Espírito Santo e que é vice-presidente, sendo o califa o António Luís Roquette Ricciardi; o banco Bilbao Viszcaya Argentaria, SA ( de Portugal) por seu lado, à esquerda, é presidido por…José Vera Cruz Jardim( quem sabia?!). O banco BPI, presidido por Artur Santos Silva. O Banco Comercial dos Açores, por Horácio Silva Roque que acumula com o Banif.O BCP ( Millenium) por…Paulo Teixeira Pinto.O BPN por José de Oliveira Costa. A Caixa Económica Montepio Geral, por José da Silva Lopes (pca). A CGD por Vítor Martins. O Finibanco por Álvaro Costa Leite e os outros bancos por… ilustres anónimos ou quase. Entre todos os nomes, o mais espantoso é o de Maldonado Gonelha, como vice-presidente do conselho de administração da CGD! São estes os nossos capitalistas, ou o capitalismo desenvolve-se por outros lados?! Por exemplo, nas chamadas “Financeiras”? Também temos disso, em quatro dezenas de designações. Entre elas várias ligadas ao Espírito Santo e até JP Morgan- Chase Bank cá está, embora reduzido a um consultor e a um director geral. Será nas seguradoras? Temos disso, mas como se escreve em título, é um “sector liderado pelo Estado”, pois é a Caixa Seguros que lidera com uma quota de mercado de quase 30%!
Na Construção Civil, há um pouco mais de trinta firmas no ranking e o título do pequeno texto que as apresenta é : “À espera da calendarização das obras públicas…”. Está tudo dito, sobre o nosso capitalismo de risco e de iniciativa privada! Mas, fazendo as contas aos nomes que soam a directores gerais, financeiros, comerciais, de produção(?!) de recursos humanos, sem esquecer os administradores, temos umas boas centenas de bocas para alimentar a salários de vários milhares de euros por mês e que naturalmente estão à espera da tal calendarização.
Na energia, temos mais duas dúzias de firmas com a EDP desdobrada em várias! Uma delas, chama-se EDP Soluções Comerciais e tem um presidente e dois administradores!
Nas águas, o panorama é idêntico: governo por todo o lado e boys and girls everywhere. Na Galp?! A Galp não precisa de apresentação, como dantes a pasta medicinal Couto: é portuguesa, com artistas portugueses, mas participada pela ENI italiana e no texto refere-se: “ Seja qual for a configuração empresarial que está na mente do governo o seu desenho final depende do accionista de referência da Galp: a ENI.” Vamos a ver o que dá a actividade de consultadoria intensa desenvolvida por um dos escritórios de advogados mais cotados: a PLMJ de J.M.Júdice. São eles quem acompanha o processo de privatização. Isso, apesar de a Galp ser do Estado, ter um gabinete jurídico e ter um José Rodrigues Pereira dos Penedos na Administração, lugar que acumula com a de presidente da REN-rede eléctrica nacional. Fiat lux! Confiem na luz, fiem-se na luz…haja luz! E também uma candeia e um Rui Oliveira Horta e Costa e um Joaquim Pina Moura!
Nas telecomunicações, o título de apresentação dispensa mais comentários: “Portugal Telecom mantém monopólio”! Monopólio! No segmentos de telefono fixo e móvel, cabo e Internet. A PT é um mundo…aparentemente privado, pois o Estado só lá está através da CGD e de uma golden share de 500 acções e dois terços das acções está nas mãos de investidores internacionais. Mesmo assim, a acreditar em certas notícias, há empregos à larga para distribuir a filhos de gente importante…
A entrevista de Ricardo Salgado não adianta nada de especial sobre este mundo. Só diz que a PT tem uma comissão executiva “pro-activa”! E estende-se em considerações técnicas sobre a performance do seu banco- o BES- que aparentemente não tem apresentado resultados brilhantes, ao contrário da Impresa do agora inimigo(?!) Balsemão que vai de vento em popa.
Quem parece também estar bem de saúde económica é a EDP: 318 milhões de euros de lucro no primeiro semestre. E segundo a JP Morgan, os lucros superaram as expectativas.

Por falar em JP Morgan, ando a ler um livro de Jim Marrs, intitulado Rule by Secrecy. Aí se descrevem várias organizações secretas que alegadamente governam a América e o mundo. A Trilateral, o Council on Foreign Relations ( que patrocina a Foreign Affairs) , e os Bilderbergers são esquematizados enquanto organizações e relacionados com factos aparentemente indesmentíveis e nada conspirativos.
O sistema bancário americano ( e mundial) devidamente escalpelizado nas suas origens remotas e com referências concretas aos seus mais directos responsáveis e a biografia dos mesmos, cruzada com as várias genealogias do dinheiro que se envolveu e misturou irremediavelmente com a política americana e mundial.
Os Rockefellers, com o negócio do petróleo da Standard Oil e das companhias que surgiram após 1870. Os Morgans que arquitectaram o sistema bancário, tal como o conhecemos ( um puro e simples negócio de usura, segundo o senso comum); os Rothschilds do outro lado do Atlântico e que se lhes uniram em esforços e por laços de família. Os vários cruzamentos de sangue que originaram as grandes fortunas mundiais actuais e o protagonimso da América, tal como a conhecemos hoje em dia, está lá descrito com a precisão possível e até com o aviso de que alguns podem tomar o texto como mais uma teoria de conspiração. Porém esse aviso apenas contempla o facto de ser desconhecido o âmbito e a amplitude da influência das sociedades secretas nos acontecimentos mundiais, através do controlo e manipulação de eventos. Todas essas sociedades secretas têm a sua origem no dealbar do capitalismo americano.
À medida que se avança na leitura, chegamos ao “skull and bones”, à maçonaria e a outras sociedades secretas que se entrecruzam através dos seus membros que o são de umas e de outras e que estão embrenhados na política e nos negócios.
Estes negócios que envolvem sectores importantes para a economia mundial como a energia e a circulação de capitais, são dominados por elementos que descendem dos pioneiros e novos políticos que se lhes associam em comandita.
Através das histórias do livro de Jim Marrs , jornalista do New York Times, chegamos rapidamente às guerras do Golfo e seus antecedentes e aos negócios americanos de Bush e outros republicanos e democratas. Kissinger é uma figura de proa, como são os secretários de Estado americanos, desde sempre.
E surge uma dúvida: Portugal e os seus governantes que pouco ou nada têm a ver com o esquema americano de transmissão do poder ( não é assim?), terão alguma coisa a ver com estas pessoas e organizações secretas?! Trilaterais, Bilderbergers e outras maçonarias de obediência regular, têm assento em Conselho de ministros?!
Uma busca rápida por lugares interessantes revelou este sítio que nos fala de democracia e nos apresenta um filme: o argumento e respectivos actores são já de 1980 e um pouco antes até. Alguns desses actores são Cavaco Silva ( olha! Olha!), Mário Soares ( enfim…), Sá Carneiro, Amaro da Costa e caso da avioneta caída em Camarate, o Expresso de Balsemão e Vicente Jorge Silva(!!), Kissinger, Oliver North, Pires de Miranda( dos petróleos), o jornal Portugal Hoje, dos socialistas de então, e um facto concreto que falta esclarecer cabalmente e que ninguém, no entanto, parece ligar demasiada importância: Portugal em finais de 1980 ( alguns referem até a data de 5 de Dezembro, um dia após a queda da avioneta), vendeu armas ao Irão?! Vendeu ou não vendeu?! Quem autorizou?!
Há duas pessoas que sabem obrigatoriamente a resposta: Mário Soares e …Cavaco Silva, a acreditar no filme que passa naquele blog para todos verem e cuja montagem é da autoria de Frederico Duarte Carvalho, autor de um livro sobre conspirações e que aparentemente pouca gente levou muito a a sério.
Não será mesmo de levar este assunto com maior seriedade, mesmo em época de palermices, como é próprio das silly seasons?!
E já agora que se fala nisto, porque não reler com atenção estoutro livro, também já algo datado mas de assunto sempre actual e perguntar agora, aberta e frontalmente, ao putativo pai da nossa democracia o que diz sobre os assuntos que lá vem contados com pormenor?!
Sobre esse personagem, outro também interessante, chamado Santana Lopes, na revista do Expresso, em entrevista alargada esta semana, diz isto que lhe terá sido dito por Mário Soares, a título de sabedoria de vida:
" Na vida, as pessoas que se safam são como os gatos: fazem e tapam logo".
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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komet

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« Responder #22 em: Agosto 01, 2005, 01:54:10 am »
O nosso golpezito de estado é para quando mesmo? Já tá na altura há demasiado tempo  :x
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Raul Neto

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Sobre o Novo Aeroporto de Lisboa
« Responder #23 em: Agosto 04, 2005, 12:10:53 am »
    Estimados Colegas Foristas,

    Sobre o TGV, de um modo geral concordo com as opiniões que aqui têm sido expressas, de momento existem outras prioridades no que aos transportes ferro e até rodoviários concerne.

    No entanto relativamente à questão do  novo Aeroporto discordo parcialmente, e passo a explicar porquê:

    :arrow: Discordo, apoiado em estudos técnicos relativos à construção de um Novo Aeroporto de Lisboa (N.A.L.) que datam de 1969
*, estudos esses que sempre apontaram a opção Rio Frio como a mais adequada, opção essa que sempre mereceu a total aprovação de peritos nacionais e estrangeiros.

Considerações sobre a opção Rio frio:

:arrow:  Os custos de expropriação de terrenos relativamente à opção Rio Frio seriam elevadíssimos, contudo ao libertar-se os terrenos da Portela, tornar-se-ia possível gerar as receitas necessárias para viabilizar tal opção.

:arrow: Os especialistas nacionais e estrangeiros concluiram e salientaram em todos os seus relatórios que Rio Frio seria sem sombra de dúvida uma infraestrutura sem limitações operacionais e com potencialidades ilimitadas a longo prazo.

*Esta data é importante, pois só atesta a necessidade que já então se fazia sentir relativamente à existência de um novo aeroporto para a Capital.

Conclusões Pessoais em torno do actual e futuro aeroporto de Lisboa:

1- Existe uma questão séria de segurança relativamente ao actual aeroporto, que leva forçosamente à necessidade de construção de uma nova infraestrutura do género;

2- A Ota fica efectivamente muito longe da Cidade, e pelos motivos que acima mencionei não a considero como melhor opção;

3- Se o futuro Aeroporto localizado na Ota vier a estar igualmente rodeado de uma malha urbana que não respeite as suas zonas de protecção, então estaremos perante uma "Portela II" e consequentemente perante um rotundo fracasso;

4- Não é por existirem Aeroportos na Europa (e em outros Continentes) em condições muito semelhantes às da Portela que a questão da segurança deixa de ser válida, é tão válida cá como lá,  lá como cá há bons e maus exemplos, destaco como um bom exemplo o novo aeroporto de Hong Kong.

Sem mais,

Raul Neto
[/list]
 

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Luso

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« Responder #24 em: Agosto 04, 2005, 04:13:46 pm »
http://bloguitica.blogspot.com/2005/08/ ... 911-1.html

"SEM TÍTULO
[911] -- 1. O Aeroporto Internacional de Macau comemora, este ano, o seu décimo ano aniversário. Um dos seus principais accionistas é a «Sociedade de Turismo e Diversões de Macau» (STDM), que detém 33% do capital. A STDM, refira-se, foi fundada e é dirigida ainda hoje por Stanley Ho.
2. Stanley Ho é proprietário da Estoril-Sol. O novo Presidente da Caixa Geral de Depósitos, Carlos Santos Ferreira, refira-se, foi director do Aeroporto Internacional de Macau. Até segunda-feira passada, Santos Ferreira era vice-presidente da Estoril-Sol de Stanley Ho.
3. Entre outras coisas, Stanley Ho é igualmente presidente da Sociedade Gestora da Alta de Lisboa (SGAL). A SGAL consiste num mega-projecto imobiliário que se desenvolve sobre uma superfície aproximada de 300 hectares, junto ao Aeroporto da Portela -- ver foto.
(Continua.)"

http://grandelojadoqueijolimiano.blogspot.com/

"A defesa do projecto tem vindo a ser feita nas feiras de imobiliário e construção, o que não é surpreendente uma vez que grupos como Tiner/Renit, Turiprojecto e ESAF são os donos da maior parte dos terrenos das freguesias da Ota, Alenquer e Azambuja.

Aparentemente a ESAF é a Espírito Santo Activos Financeiros, pertencente ao grupo do BES, que até Março de 2005 tinha como administrador ... Manuel Pinho."

"SOBRE O ESTUDO DE MARVÃO PEREIRA E ANDRAZ
[920] -- A propósito do artigo de Manuel Pinho -- que cita um trabalho de Alfredo Marvão Pereira e Jorge Miguel Andraz -- Luís Aguiar-Conraria escreveu algumas notas que me pareceram um bom contributo para reflexão (rever aqui e aqui).
Pareceu-me igualmente interessante ouvir Marvão Pereira sobre a utilização que Manuel Pinho fez do seu trabalho, bem como sobre as críticas de Aguiar-Conraria. Numa comunicação por email, Marvão Pereira esclarece que:


«O argumento é válido mas incompleto, isto é, os resultados dos meus estudos de facto nada dizem directamente sobre os caso da OTA ou do TGV. Por outro lado [os resultados dos meus estudos] são uma evidência empírica importante que mostra que uma estratégia geral de investimento público em infra-estruturas de transporte tem potencial para ter efeitos muito importantes. O ponto é que os meus resultados podem ser usados para justificar uma estratégia de desnvolvimento mas não para justificar projectos específicos» (sublinhado de Marvão Pereira).


in Bloguítica


Num país normal depois de ler isto só restaria a Manuel Pinho, pelo que assinou no Expresso, demitir-se, pedindo antes desculpas ao país. Estamos em Portugal. Num país normal a comunicação tradicional teria ido, ela própria, a correr, ouvir os autores de tão celebrado estudo. Não foi, foi o modesto autor de um blog. Sinais. Resta dar os parabéns ao Paulo Gorjão."
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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typhonman

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« Responder #25 em: Agosto 04, 2005, 06:58:02 pm »
Bem quem quizer começar o golpe tem o meu apoio... :roll:
Artigo 308º

Traição à Pátria

Quem, por meio de violência, ameaça de violência, usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria, ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira, todo o território português ou parte dele
 

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USB80

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« Responder #26 em: Setembro 16, 2005, 12:02:41 pm »
Citar
Uma história de 2 aeroportos:

      Áreas:
      Aeroporto de Málaga: 320 hectares,
      Aeroporto de Lisboa: 520 hectares.

      Pistas:
      Aeroporto de Málaga: 1 pista,
      Aeroporto de Lisboa: 2 pistas.

      Tráfego (2004):
      Aeroporto de Málaga: 12 milhões de passageiros, taxa de crescimento,7% a 8% ao ano.

      Aeroporto de Lisboa: 10,7 milhões de passageiros, taxa de crescimento
      4,5% ao ano.

      Soluções para o aumento de capacidade:

      Málaga: 1 novo terminal, investimento de 191 milhões de euros,
      capacidade 20 milhões de passageiros/ano.
   O aeroporto continua a 8 Km da cidade e continua a ter uma só pista.

      Lisboa: 1 novo aeroporto, 3.000 a 5.000 milhões de euros, solução
      faraónica a 40Km da cidade.

      É o que dá sermos ricos com o dinheiro dos outros e pobres com o
      próprio espírito. Ou então alguém tem de tirar os dividendos dos terrenos comprados nos últimos anos. Ninguém investiga isto?
   É preciso fazer alguma coisa.
      Pelo menos divulguem, ou faremos parte de "Otários" silenciosos.


Amigos foristas e visitantes, recebi este texto. Se os dados que refere são correctos então dá muito que pensar. Em que país vivemos, um país de otários todos (governantes e governados), ou 95% de otários e 5% de Chicos Expertos que vivem à grande à custa dos outros palermas?  :shock:
"Common sense is the less common of the senses"
 

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manuel liste

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« Responder #27 em: Setembro 16, 2005, 12:35:55 pm »
Muitos me parecem 20 milhões de passageiros para um aeroporto com uma só pista. Palma de Maiorca move 20 milhões, mas com duas paralelas.
 

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USB80

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« Responder #28 em: Setembro 16, 2005, 01:08:12 pm »
Citação de: "manuel liste"
Muitos me parecem 20 milhões de passageiros para um aeroporto com uma só pista. Palma de Maiorca move 20 milhões, mas com duas paralelas.


Olá Manuel Liste, não tenho números mas agora isto despertou a minha curiosidade e vou investigar, também não deve ser difícil verificar estes valores. Agora de que a simples vista e sem analisar muito, usando só um bocado de intuição, este projecto parece um absurdo, de isso não tenho dúvidas, mais um elefante branco, e como disse otra personalidade portuguesa daqui a pouco Portugal vai ganhar o prémio do WWLF (World Wildlife Fund) para a preservação da vida selvagem (criação de elefantes)
 :shock:
"Common sense is the less common of the senses"
 

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USB80

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« Responder #29 em: Setembro 16, 2005, 02:27:53 pm »
Citação de: "TestDummie"
O país desenvolve-se criando infraestruturas com conta e medida e à nossa escala. Se fôssemos um país rico então FORÇA mas não é o caso  :oops: va-mos a ver o que dá!

 :amazing:  :amazing:  :amazing:
Senão veja, não há dinheiro para projectos realmente importantes e estratégicos que no fundo são meia dúzia de tostões comparados com estes delírios megalómanos e que poderiam criar em conjunto muito mais valor para o país e estimular o desenvolvimento sustentado.
Expliquem-me como é que um Aeroporto, depois de construído, vai relançar a economia e nos desenvolver? O que é que vai transitar por esse aeroporto, se daqui à pouco não temos nada importante que vender ao exterior, nem empresas estrangeiras que venham instalar negócios aqui? Só se for para facilitar a saída de portugueses para a emigração, ou então de turistas interessados em conhecer uma civilização antiga quase extinta.
Esses 5.000.000.000 de Euros não davam para criar uma infra-estrutura de Investigação e Desenvolvimento a nível mundial em certas áreas onde Portugal tem mostrado qualidades e potencial?(Genética, Software, Telecomunicações, Electrónica, Têxtil, Moldes)  especialmente quando os agentes já fizeram quase tudo o que é difícil e importante (Know-how, formação) e só falta o miserável dinheirito...
Será que não se podia utilizar para financiar empresas pequenas que queiram apostar e arriscar em áreas inovadoras mas onde pelo risco elevado é necessário contar com uma "almofada" financeira. Acaso os portugueses não são famosos pela sua criatividade e inventiva mas falta-lhes mais uma vez um pouco de dinheiro para não ter que pensar no sustento diário e a prestação do apartamento e poder sim ter a mente livre de preocupações "mundanas" para poder dar rédia solta à sua capacidade realizadora?
Por experiência própria conheço empresas que só necessitariam uns poucos milhares de Euros para pôr em prática ideias realmente interessantes e com potencial de se virem a transformar em grandes negócios, mas não tem esse dinheiro e os nossos bancos, muito bem obrigado, a dar créditos para casinhas, carrinhos, FÉRIAS (quando se viu), só despesas, despesas e despesas.
Mas se aparece num banco um desses pequenos empresários com uma ideia ou projecto, se calhar com pouca experiência na área financeira e até se calhar ingénuo (porque as grandes ideias muitas vezes provém de mentes limpas e livres de artimanhas), estes vaidosos banqueiros e bancários podem até quase se rir na cara do individuo e olhar para ele como se fosse um bicho raro! Do género: "Olha-me este a armar-se em engenhoca, tem a mania de que sabe muito" "-Não, nós não emprestamos dinheiro para esse tipo de coisas!". Não temos na nossa sociedade cultura de progresso! e não me venham com tretas que por aqui ando à alguns anos!

Este critério de prioridades é absurdo ou não? ou como disse o Dr. Medina Carreira "isto é de gente com juízo?" ou será que os portugueses estamos a ficar cada vez mais burros (e se calhar ainda não sabemos)? Mas parece que, pelas intervenções que aparecem neste fórum, felizmente muita gente ainda tem juízo neste país e está descontente.
Sendo assim, que se passa, os que tem juízo estão escondidos, não tem nenhuma voz nem influência na sociedade???  :roll:
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Aeroporto do Funchal recebe prémio internacional

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