Votação

Qual a solução mais sensata?

Sou a favor da construção dos dois.
37 (27.2%)
Sou a favor apenas do TGV.
11 (8.1%)
Sou a favor apenas do aeroporto.
25 (18.4%)
Nenhum, há outras prioridades.
63 (46.3%)

Votos totais: 118

Votação encerrada: Julho 05, 2005, 08:14:28 pm

Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?

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Cabeça de Martelo

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« Responder #120 em: Maio 25, 2007, 11:58:30 pm »
Gostei do teu novo avatar e imagem na assinatura...não sou do "deserto" mas junto-me a vocês num possivel ataque terrorista aos cruzados de Lisboa...  :roll:
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Jorge Pereira

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« Responder #121 em: Maio 26, 2007, 02:49:08 am »
Não percebo como é que um indivíduo destes continua a ser ministro. Desde o passado mês de Abril de 2006 que já devia de ter sido, no mínimo, demitido.


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Queixa na Procuradoria contra ministro Mário Lino por defender iberismo

Lisboa, 09 Nov (Lusa) - Um grupo de cidadãos, incluindo vários oficiais

reformados, entregaram, hoje, uma participação na Procuradoria-Geral da Repúbli ca, contra o ministro Mário Lino, pelas declarações do governante a defender o i berismo, disse um dos promotores da iniciativa.

Os subscritores da queixa consideram que o ministro das Obras Públicas, ao afirmar-se "iberista convicto" e ao considerar que a "unidade histórica e cu ltural ibérica é uma realidade que persegue tanto o Governo espanhol como o port uguês", incorreu no crime de traição à pátria, punido com uma pena de dez a 20 a nos de prisão, de acordo com o Código Penal.

Ao afirmar a "Ibéria" como uma "nova `realidade´", Mário Lino "ofende e põe em perigo a independência de Portugal", porque é "incompatível" com a união dos dois países ibéricos, segundo a participação com 12 subscritores entregue n a Procuradoria.

A atitude do ministro é "inadmissível em qualquer parte do mundo", e se Mário Lino "quer ser castelhano, que vá para lá", para Espanha, disse, à agênci a Lusa, um dos promotores da queixa, o tenente-coronel reformado da Força Aérea João Brandão Ferreira.

Como "não houve condenação moral, nem política e a Procuradoria não tom ou nenhuma decisão - e devia tê-lo feito", o grupo decidiu tomar a iniciativa, " num puro gesto de indignação", acrescentou.

As declarações do governante, "nunca desmentidas", foram feitas a 23 de Abril, em Santiago de Compostela, Espanha, mas a queixa só foi entre agora porq ue o processo "arrastou-se", devido às "inércias naturais nestas coisas", afirmo u o piloto-aviador aposentado.

"Tenho vergonha de ter um ministro que diz uma coisa daquelas", afirmou Brandão Ferreira, sustentando que "as pessoas não podem dizer asneiras e ficar impunes". "Nem no Burkina Faso isto acontece", acentuou.

Para o militar, "o risco" de Portugal ser anexado por Espanha "é efecti vo" e "só não é maior porque eles estão divididos", numa alusão às autonomias de várias regiões espanholas, como a Catalunha, o País Basco ou a Galiza.

Os espanhóis "estão a tomar conta disto em termos económicos e culturai s", considera, apontando a banca como um dos exemplos, onde, diz, 25 por cento d os bancos nacionais está na mão dos espanhóis. "E se chegar aos 51 por cento", i nterroga.

O ministro escusou-se a comentar a queixa.

Cerca de uma semana depois das declarações de Mário Lino terem sido div ulgadas, o primeiro-ministro, José Sócrates, veio a público defende-lo, consider ando que ele "disse que era iberista no sentido em que Portugal e Espanha precis am de ter uma visão conjunta no que diz respeita à gestão territorial, das infra -estruturas e dos recursos naturais".

José Sócrates salientou a importância dos ministros terem "visões parti lhadas com os dirigentes políticos espanhóis em termos de gestão dos recursos na turais, de articulação dos planos hidrológicos, e também de articulação do plano de desenvolvimento infra-estrutural" nacional.

Um mês depois das declarações, a 24 de Maio, o PS chumbou, na reunião d a Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, uma audição do ministro das Obras Públicas, Mário Lino, pedida pelo CDS-PP.

O requerimento em que o CDS-PP pedia a audição do ministro das Obras Pú blicas, Transportes e Comunicações em Comissão, considerando que as suas declara ções "põem em causa a soberania nacional", obteve os votos favoráveis do PSD e d o PCP mas foi chumbado pela maioria parlamentar socialista.

"Apesar de o senhor ministro querer vir cá, o PS entende que o CDS-PP a penas pretendia criar um facto político que é artificial, que mais releva da cha cota do que da actividade fiscalizadora da Assembleia da República", justificou o deputado socialista Ricardo Rodrigues, em declarações à agência Lusa.
Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






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P44

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« Responder #122 em: Maio 26, 2007, 12:14:51 pm »
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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SSK

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« Responder #123 em: Junho 01, 2007, 04:35:07 pm »
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Ordem dos advogados e provedor metropolitano do cidadão com deficiência cooperam
Protocolo inovador e pioneiro
Foi ontem assinado um protocolo entre o provedor metropolitano do Porto para os cidadãos com deficiência e o conselho distrital do Porto da Ordem dos Advogados. O documento assenta num espírito de entreajuda entre provedor e advogados, para assegurar os direitos de todos.
David Furtado


O protocolo visa a colaboração mútua, para que seja “possível a todos os advogados portadores de deficiência o pleno exercício da profissão, pugnando, nomeadamente, pela eliminação de barreiras e pela adopção de medidas que garantam ou assegurem a plena acessibilidade aos edifícios onde se encontram instalados os tribunais, os cartórios, as conservatórias e todas as repartições públicas relacionadas com a administração da Justiça”.
Para Rui da Silva Leal, presidente do conselho distrital do Porto da Ordem dos Advogados, “tem de haver dinheiro para isto e não para submarinos. Com o dinheiro de um único submarino era possível pôr toda a cidade do Porto a funcionar para os deficientes”.
O provedor João Cottim disse tratar-se de um “protocolo inovador e pioneiro. O Porto e a Área Metropolitana vão à frente nas boas práticas e na colaboração institucional.” O provedor para o cidadão com deficiência lembrou o Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades e a necessidade do combate à demagogia. “Uma cidadania livre e responsável só é exercida se o cidadão estiver informado dos seus deveres e direitos”.
João Cottim frisou o papel dos advogados, por razões relacionadas com “a História e com o seu estatuto”. Deste modo, o provedor considera que o protocolo de colaboração, “tem um importante significado na dignificação do ser humano”. E sublinhou o “acesso à profissão, condição essencial para qualquer advogado. Não podemos permitir que os advogados sejam discriminados no exercício da advocacia. As barreiras não são apenas arquitectónicas, há outras”, assinalou João Cottim, vincando que “tal não pode ser tolerado. A pessoa com deficiência tem, neste protocolo, mais uma ferramenta na defesa dos seus direitos”, salientou o provedor.

A lei não é cumprida
Rui da Silva Leal recordou que “o programa de candidatura, elaborado pelo actual conselho distrital, previa a defesa dos advogados com deficiência”. João Cottim foi inclusivamente convidado, na altura, para ser o provedor do advogado deficiente. “Tentámos resolver vários problemas até chegarmos hoje à assinatura deste protocolo”, recapitulou o presidente.
Rui da Silva Leal frisou que “em relação aos cidadãos com deficiência, a lei não é cumprida”. E relatou um caso que conhece: “Trabalhou comigo uma estagiária de cadeira de rodas, e vi as dificuldades que enfrentava; as barreiras com que se deparava. Em Sá da Bandeira, por exemplo, havia rampas tão acentuadas que não as podia subir”. O presidente recorda que ambos “redigiram várias cartas dirigidas à câmara do Porto, ao Ministério da Justiça e às entidades que supervisionam os cartórios. Mas nada foi feito”. Na altura, a legislação previa um prazo de sete anos para a resolução destas matérias, mas está quase tudo na mesma”, critica Rui da Silva Leal.

“Grandes encargos”
O presidente da distrital do Porto da Ordem recebeu uma resposta “engraçadíssima” do Ministério da Justiça, “quanto ao facto da senhora advogada não poder entrar nos edifícios dos tribunais e ter dificuldade em subir para o palanque dos advogados. Há pelo menos um degrau alto. Sugerimos que os eliminassem”. Rui da Silva Leal ironiza que “nós, os advogados não temos de estar mais baixo ou mais alto do que os juízes ou procuradores, até encaramos essa questão com humildade. Mas o que nos responderam foi que não havia nada a fazer, que isso envolveria encargos financeiros muito grandes. ‘A senhora tem de se fazer acompanhar’, disseram. Isto é dificultar”, critica o presidente da Ordem, acrescentando: “É tudo muito bonito no papel. A Constituição diz que somos todos iguais. Mas passamos nos Aliados, em Sá da Bandeira, vemos os tribunais, e as barreiras são umas atrás das outras, dificilmente se consegue entrar”.
Rui da Silva Leal lembra também o caso de um deficiente visual que vai a um tribunal e quer consultar um processo: “Tem de levar alguém com ele, que lhe leia o processo. Mas não é a mesma coisa. Eu vejo determinada assinatura e posso não a reconhecer. E as fotos do processo?” questiona. O presidente recordou também o caso de uma advogada invisual que fez exames na Ordem com um computador devidamente equipado. “Fez o teste sem problemas. Eu, se quiser, posso consultar um processo no meu gabinete, sem ter de me deslocar ao tribunal, e isso devia ser possível no próprio tribunal, deviam dar essa possibilidade ao advogado invisual. O cidadão e, neste caso, o advogado tem de ser autónomo, não tem de ir acompanhado por ninguém”.

-------------------------

A saber...
O elo mais fraco
Para Rui da Silva Leal, presidente do Conselho Distrital do Porto da Ordem dos Advogados, “o elo mais fraco são sempre os idosos, as crianças e os deficientes. É preciso minar a discriminação, com a assinatura de protocolos”, defende o advogado, recordando o caso do tabaco: “Tanto se bateu na questão que foram feitos avanços na matéria. Aqui é igual. Não podemos desistir, embora não seja fácil. As pessoas com deficiência têm dificuldade e, como são uma minoria, ainda menos força têm”. Rui da Silva Leal deixa o apelo: “Sempre que soubremos destas situações, e elas acontecem todos os dias, temos de agir com insistência junto de todas as entidades responsáveis”.


O bode expiatório é sempre o mesmo :shock:  Não custam decerto um submarino mas não deve faltar assim tanto quanto isso :oops:
"Ele é invisível, livre de movimentos, de construção simples e barato. poderoso elemento de defesa, perigosíssimo para o adversário e seguro para quem dele se servir"
1º Ten Fontes Pereira de Melo
 

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Jorge Pereira

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« Responder #124 em: Junho 01, 2007, 04:43:49 pm »
Citação de: "SSK"
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Ordem dos advogados e provedor metropolitano do cidadão com deficiência cooperam
Protocolo inovador e pioneiro
Foi ontem assinado um protocolo entre o provedor metropolitano do Porto para os cidadãos com deficiência e o conselho distrital do Porto da Ordem dos Advogados. O documento assenta num espírito de entreajuda entre provedor e advogados, para assegurar os direitos de todos.
David Furtado


O protocolo visa a colaboração mútua, para que seja “possível a todos os advogados portadores de deficiência o pleno exercício da profissão, pugnando, nomeadamente, pela eliminação de barreiras e pela adopção de medidas que garantam ou assegurem a plena acessibilidade aos edifícios onde se encontram instalados os tribunais, os cartórios, as conservatórias e todas as repartições públicas relacionadas com a administração da Justiça”.
Para Rui da Silva Leal, presidente do conselho distrital do Porto da Ordem dos Advogados, “tem de haver dinheiro para isto e não para submarinos. Com o dinheiro de um único submarino era possível pôr toda a cidade do Porto a funcionar para os deficientes”.
O provedor João Cottim disse tratar-se de um “protocolo inovador e pioneiro. O Porto e a Área Metropolitana vão à frente nas boas práticas e na colaboração institucional.” O provedor para o cidadão com deficiência lembrou o Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades e a necessidade do combate à demagogia. “Uma cidadania livre e responsável só é exercida se o cidadão estiver informado dos seus deveres e direitos”.
João Cottim frisou o papel dos advogados, por razões relacionadas com “a História e com o seu estatuto”. Deste modo, o provedor considera que o protocolo de colaboração, “tem um importante significado na dignificação do ser humano”. E sublinhou o “acesso à profissão, condição essencial para qualquer advogado. Não podemos permitir que os advogados sejam discriminados no exercício da advocacia. As barreiras não são apenas arquitectónicas, há outras”, assinalou João Cottim, vincando que “tal não pode ser tolerado. A pessoa com deficiência tem, neste protocolo, mais uma ferramenta na defesa dos seus direitos”, salientou o provedor.

A lei não é cumprida
Rui da Silva Leal recordou que “o programa de candidatura, elaborado pelo actual conselho distrital, previa a defesa dos advogados com deficiência”. João Cottim foi inclusivamente convidado, na altura, para ser o provedor do advogado deficiente. “Tentámos resolver vários problemas até chegarmos hoje à assinatura deste protocolo”, recapitulou o presidente.
Rui da Silva Leal frisou que “em relação aos cidadãos com deficiência, a lei não é cumprida”. E relatou um caso que conhece: “Trabalhou comigo uma estagiária de cadeira de rodas, e vi as dificuldades que enfrentava; as barreiras com que se deparava. Em Sá da Bandeira, por exemplo, havia rampas tão acentuadas que não as podia subir”. O presidente recorda que ambos “redigiram várias cartas dirigidas à câmara do Porto, ao Ministério da Justiça e às entidades que supervisionam os cartórios. Mas nada foi feito”. Na altura, a legislação previa um prazo de sete anos para a resolução destas matérias, mas está quase tudo na mesma”, critica Rui da Silva Leal.

“Grandes encargos”
O presidente da distrital do Porto da Ordem recebeu uma resposta “engraçadíssima” do Ministério da Justiça, “quanto ao facto da senhora advogada não poder entrar nos edifícios dos tribunais e ter dificuldade em subir para o palanque dos advogados. Há pelo menos um degrau alto. Sugerimos que os eliminassem”. Rui da Silva Leal ironiza que “nós, os advogados não temos de estar mais baixo ou mais alto do que os juízes ou procuradores, até encaramos essa questão com humildade. Mas o que nos responderam foi que não havia nada a fazer, que isso envolveria encargos financeiros muito grandes. ‘A senhora tem de se fazer acompanhar’, disseram. Isto é dificultar”, critica o presidente da Ordem, acrescentando: “É tudo muito bonito no papel. A Constituição diz que somos todos iguais. Mas passamos nos Aliados, em Sá da Bandeira, vemos os tribunais, e as barreiras são umas atrás das outras, dificilmente se consegue entrar”.
Rui da Silva Leal lembra também o caso de um deficiente visual que vai a um tribunal e quer consultar um processo: “Tem de levar alguém com ele, que lhe leia o processo. Mas não é a mesma coisa. Eu vejo determinada assinatura e posso não a reconhecer. E as fotos do processo?” questiona. O presidente recordou também o caso de uma advogada invisual que fez exames na Ordem com um computador devidamente equipado. “Fez o teste sem problemas. Eu, se quiser, posso consultar um processo no meu gabinete, sem ter de me deslocar ao tribunal, e isso devia ser possível no próprio tribunal, deviam dar essa possibilidade ao advogado invisual. O cidadão e, neste caso, o advogado tem de ser autónomo, não tem de ir acompanhado por ninguém”.

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A saber...
O elo mais fraco
Para Rui da Silva Leal, presidente do Conselho Distrital do Porto da Ordem dos Advogados, “o elo mais fraco são sempre os idosos, as crianças e os deficientes. É preciso minar a discriminação, com a assinatura de protocolos”, defende o advogado, recordando o caso do tabaco: “Tanto se bateu na questão que foram feitos avanços na matéria. Aqui é igual. Não podemos desistir, embora não seja fácil. As pessoas com deficiência têm dificuldade e, como são uma minoria, ainda menos força têm”. Rui da Silva Leal deixa o apelo: “Sempre que soubremos destas situações, e elas acontecem todos os dias, temos de agir com insistência junto de todas as entidades responsáveis”.

O bode expiatório é sempre o mesmo :shock:  Não custam decerto um submarino mas não deve faltar assim tanto quanto isso :roll:

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O Tribunal de Contas detectou, nas suas auditorias, mais de 700 milhões de euros de despesa pública irregular durante o ano passado. Ou seja, quase dois milhões de euros por dia em actos ilegais que vão desde contratações até despesas com trabalhos a mais.
 
 
É a primeira vez que o Tribunal de Contas, liderado por Guilherme d’Oliveira Martins, faz um levantamento global dos valores detectados irregularmente nas suas auditorias aos vários sectores do Estado e que o inscreve no Relatório de Actividades, documento divulgado ontem no site daquela entidade.

“Trata-se de um primeiro ensaio do que o Tribunal de Contas quer fazer no futuro: medir o impacto das suas acções de fiscalização”, explicou ao Correio da Manhã o director-geral do TC, José Tavares.

Este é, com efeito, um dos objectivos definidos pelo presidente do tribunal, Guilherme d’Oliveira Martins, que quer saber quanto é que o Estado poupa com a vigilância e fiscalização do tribunal.

Para isso não só criou um grupo de trabalho para estudar as fórmulas de contabilização das poupanças como já se deslocou a Londres para se encontrar com o seu congénere britânico, que lidera uma entidade com longa experiência nestes cálculos. E os valores são expressivos: segundo o relatório do Tribunal de Contas britânico a fiscalização dos dinheiros públicos traduziu-se, em 2005, numa poupança de 813 mil milhões de euros.

Quanto aos 700 milhões de euros de despesas irregulares detectados em Portugal, e mais concretamente em relação ao peso da contratação pública, José Tavares admitiu que “é certamente um dos domínios relevantes em termos de despesa pública nacional”.

De qualquer forma este é apenas um valor indicativo já que é difícil calcular quanto é que se poupa com uma recomendação, por exemplo. “Mas estamos a trabalhar para aprofundar e aperfeiçoar os instrumentos de medida”, garante José Tavares.

O Tribunal de Contas controlou em 2006 mais de 1600 entidades, analisando documentos de empresas públicas e de câmaras municipais, mas também do Governo, tendo dado pareceres sobre a Conta Geral do Estado de 2005 e Contas da Segurança Social.

CATORZE CONDENAÇÕES

Para além de analisar, aprovar e recomendar, o Tribunal de Contas pode ainda sancionar os prevaricados, isto é, responsabilizar e obrigar responsáveis públicos e devolver dinheiro aos cofres do Estado. Dos 17 casos julgados em 2006, 14 deram origem a sentenças condenatórias.

O Tribunal de Contas ordenou, neste âmbito, a reposição de mais de 440 mil euros por pagamentos indevidos e desvios de dinheiro, mais 80 mil euros do que em 2005.

Um dos condenados foi o ex-presidente do Fundo de Fomento ao Desporto. Mirandela da Costa foi obrigado a devolver aos cofres do Estado mais de 327 mil euros, devido à ilegal utilização de dinheiros públicos por dirigentes e funcionários ligados ao sector desportivo. Quando o valor é muito elevado o TC autoriza que seja pago a prestações.

Mas nem todos os casos de responsabilidade financeira terminaram em sentenças condenatórias. Outros houve em que os gestores identificados optaram por pagar voluntariamente as sanções requeridas nas petições do Ministério Público, que funciona junto àquele tribunal. Desta forma foram recuperados para os cofres públicos mais de 42 mil euros.

O tribunal pode ainda aplicar multas, por falta de informação, por exemplo, e em 2006 recebeu a esse título mais de 40 mil euros, pode ler-se no relatório que faz o balanço do ano passado.

BRAÇO-DE-FERRO COM GOVERNO

O organismo presidido por Oliveira Martins detectou, na Conta Geral do Estado de 2005, desorçamentações, falhas na receita registada, apresentação deficiente da execução dos fundos comunitários e outras falhas.

O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, queria a alteração dos elementos trabalhados pelo Tribunal de Contas, alegando que o Governo utilizara a metodologia da contabilidade pública nacional. Mas Oliveira Martins fez braço-de-ferro, pois o método contabilístico era o exigido pela Comissão Europeia.

GASTOS MINISTERIAIS POLÉMICOS

A auditoria às despesas dos gabinetes foi uma das acções de fiscalização que mais polémica provocou entre com o Governo de José Sócrates. Isto porque os valores apurados para o gabinete do primeiro-ministro na auditoria não corresponderiam à realidade, o que levou José Sócrates a escrever a Oliveira Martins.

Como o tribunal concluiu que para corrigir os números teria que fazer uma nova auditoria, o Executivo decidiu tornar públicos os elementos fornecidos, onde se refere que o primeiro-ministro realizou 53 nomeações de pessoas para o seu gabinete, em vez das 148 referidas no relatório.

Em três anos (2003 a 2005) a despesa total movimentada pelos gabinetes do Governo atingiu o valor de 12,8 mil milhões de euros, concluiu a auditoria do Tribunal de Contas.

PARCERIAS DISPENDIOSAS

Entre auto-estradas (com e sem portagem) e concessões ferroviárias o Estado assumiu, até Dezembro de 2006, encargos de 18,16 mil milhões de euros, em parcerias público-privadas. Um montante elevado que não inclui, no entanto, os valores definitivos dos reequilíbrios financeiros pedidos pelas empresas, que ascendem já aos dois mil milhões de euros.

Em resposta a este relatório do Tribunal de Contas o ministro das Finanças anunciou a intenção do Governo de criar uma unidade de acompanhamento do sector público empresarial e das parcerias público-privadas.

89 VISTOS RECUSADOS

O Tribunal de Contas recusou 89 vistos a actos e contratos, ou seja, não autorizou despesas, no valor de 91 milhões de euros, o que grosso modo também pode ser encarado como uma forma de poupança para o Estado, já que traduziam irregularidades.

As despesas não foram aceites porque, entre outras razões, diziam respeito a contratos incorrectamente qualificados como trabalhos a mais, ajustes directos ilegais e contratos de empréstimos que violavam as regras aplicáveis.

Apesar de representarem apenas 2,8 por cento da despesas global sujeita a visto, serviram em alguns casos de aviso a outras entidades, nomeadamente câmaras municipais.

De acordo com o Tribunal, a recusa de visto a cessão de créditos – à Câmara de Cascais, por exemplo – teve “um efeito pedagógico e dissuasor da sua propagação ao nível da Administração Local”.

TC CUSTA 24 MILHÕES

O funcionamento do Tribunal de Costas custou, em 2006, mais de 17 milhões ao Orçamento de Estado, o que corresponde a um financiamento superior a 65 por cento.

No total o TC dispôs de um orçamento global de 26 669 179 euros, que assegurou o funcionamento das suas três secções, instaladas na sede em Lisboa, e das delegações regionais.

Os restante 34,3 por cento foram suportados pelos cofres daquela entidade, que tem como principal fonte de receitas (90 por cento) os emolumentos.

Ao que apurou o CM, o TC limita os seus custos, controlando rigorosamente a contratação externa, utilizando sobretudo os seus recursos, nomeadamente na organização de eventos.

GESTORES MILIONÁRIOS

Os gestores municipais são nomeados sem critério, não fazem declaração de rendimentos e, em muitos casos, recebem muito mais do que o permitido por lei. Estas foram algumas das conclusões de uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas aos vencimentos e remunerações acessórias dos administradores (relativos ao ano de 2004) de 31 empresas municipais de todo o País.

Lisboa saiu particularmente do retrato com várias empresas, como a EPUL e Gebalis, com vencimentos e viaturas milionárias.

REGRAS MUDARAM EM AGOSTO

As competência do Tribunal de Contas foram reforçadas a partir de Agosto de 2006, com a entrada em vigor de uma nova lei.

EMPRESAS MUNICIPAIS VIGIADAS

Uma das consequências da nova lei foi a inclusão das empresas municipais no conjunto de entidades fiscalizadas pelo tribunal.

NÚMEROS

11.424 ENTIDADES

estão sujeitas ao controlo a partir da sede do Tribunal de Contas, em Lisboa. Cerca de 10 mil dizem respeito às administrações central e local.

760 CONTAS

relativas a 598 entidades foram verificadas. O valor envolvido ascendeu a mais de 796 mil milhões de euros, de acordo com o TC.

163 RELATÓRIOS

de órgãos internos do Estado, nomeadamente da Inspecção-Geral da Administração do Território, foram entregues ao Tribunal de Contas em 2006.

Fonte

Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






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« Responder #125 em: Junho 01, 2007, 04:46:27 pm »
Sabe como é...
Os políticos não gostam dos militares mas não podem fazer a sua vidoca sem eles c34x
"Ele é invisível, livre de movimentos, de construção simples e barato. poderoso elemento de defesa, perigosíssimo para o adversário e seguro para quem dele se servir"
1º Ten Fontes Pereira de Melo
 

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comanche

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« Responder #126 em: Junho 02, 2007, 04:33:05 pm »
Campo de tiro de Alcochete é alternativa à Ota, segundo Sol


Citar
O Campo de Tiro de Alcochete, área actualmente ocupada pela Força Aérea, é o local que reúne melhores condições para a construção do futuro aeroporto internacional de Lisboa, em alternativa à Ota, segundo um estudo técnico patrocinado pela CIP (Confederação da Indústria Portuguesa).
Ao que apurou o Sol, o referido estudo deverá ser revelado publicamente nos próximos dias.

Além de Alcochete, o documento aponta ainda a zona das Faias (a 47 km de Lisboa), também na Margem Sul, como opção, embora, depois de comparadas as diferentes variáveis, conclui-se que o Campo de Tiro de Alcochete é a solução preferível.



http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=279160
 

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ricardonunes

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« Responder #127 em: Junho 02, 2007, 05:04:24 pm »
Citação de: "comanche"
Campo de tiro de Alcochete é alternativa à Ota, segundo Sol


:G-sig:  :rir:


Acudam, este país está um "desnorte"...
Potius mori quam foedari
 

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lurker

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« Responder #128 em: Junho 02, 2007, 05:25:40 pm »
Pergunta óbvia: não há áreas do campo de tiro que terão de ser desminadas?
 

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P44

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« Responder #129 em: Junho 02, 2007, 08:21:56 pm »
Público, 1-6-2007

"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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lurker

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« Responder #130 em: Junho 02, 2007, 09:15:55 pm »
Hoje é dia de perguntas estúpidas: como é que diabos de 72 movimentos por hora (84 com reservas) o autor reduz para um total de 67 movimentos por hora?
 

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Luso

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« Responder #131 em: Junho 02, 2007, 09:50:42 pm »
Para quem não conhece os "meandros", a situação que o P44 aqui colocou (artigo do Público) pode pensar que é coisa rara, mas não. Há disso todos os dias, números e estudos para todos os gostos. Minando a credibilidade de indicadores básicos é estar a sabotar a economia.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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ricardo_m

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« Responder #132 em: Junho 03, 2007, 12:42:59 am »
Citar
Hoje é dia de perguntas estúpidas: como é que diabos de 72 movimentos por hora (84 com reservas) o autor reduz para um total de 67 movimentos por hora?


O autor refere-se às citadas "limitações da pista Oeste"...
Não está claro, porque não expõe quais as limitações enumeradas pela Parsons.

Cumprimentos


PS: quanto à "desminagem do CTA".. há questões que me preocupam muito mais com essa opção, nomeadamente, qual a alternativa a Alcochete para um campo de tiro? Provavelmente algum iluminado se lembraria que podemos usar um campo espanhol ao abrigo de um qualquer acordo... ou então os terrenos de algum senhor ali para os lados da Ota!  :lol:
 

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lurker

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« Responder #133 em: Junho 03, 2007, 01:34:11 am »
Podem-se colocar imensas questões a respeito do CTA mas ainda não me apetece debater a viabilidade do CTA como alternativa à Ota; prefiro esperar por mais informação.
Mas aquela questão assaltou-me de imediato e este pareceu-me um bom sitio para a fazer. :wink:
 

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Duarte

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« Responder #134 em: Junho 03, 2007, 02:30:02 am »
A prioridade deste governo é gastar uns milhões a construir um estádio de futebol na Palestina, enquanto encerra maternidades e escolas em Portugal.
 :twisted:
 

 

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