OHPs "congeladas"! Já Está! (?)

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alfsapt

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« Responder #15 em: Junho 29, 2005, 05:40:53 pm »
Citação de: "papatango"
É necessário limpar as Forças Armadas e transforma-las numa força de militares, em vez de uma força de grande numero de Funcionários Públicos, que estão a pensar na forma de aumentar as suas pensões de reforma.

Citação de: "papatango"
Quanto ao cancelamento das OHP, eu acho que não é assim tão má notícia. Devemos aguardar por novidades sobre o assunto dentro de alguns meses.
Às vezes há males que vêm por bem...  :twisted:


Deus o ouça, mas nem com esforço consigo acompanher o seu optimismo.
Que a história seja desta feita desdita embora nunca tenha mentido.
"Se serviste a patria e ela te foi ingrata, tu fizestes o que devias, ela o que costuma."
Padre Antonio Vieira
 

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Luso

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« Responder #16 em: Junho 29, 2005, 06:33:30 pm »
Citação de: "papatango"
No entanto, não deixo de notar uma coisa que não vi no último Ministro da Defesa, ou seja: Um olhar para os verdadeiros problemas, e para as razões pelas quais uma parte tão pequena do orçamento das Forças Armadas se destina à aquisição de material.

Sem medidas no sentido de moralizar as Forças Armadas, nunca haverá dinheiro. Não adianta anunciar grandes programas, quando se sabe que não vai haver dinheiro para os pagar.

É necessário limpar as Forças Armadas e transforma-las numa força de militares, em vez de uma força de grande numero de Funcionários Públicos, que estão a pensar na forma de aumentar as suas pensões de reforma.

É tão importante faze-lo agora, como adquirir novos armamentos.
Como no resto do edificio da Administração Pública, os instalados estão a fazer parar o país. A inacção, o imobilismo, criaram hábitos, e acima de tudo maus hábitos.


Grandes verdades. Muito bem!
Mas essas acções são perigosas: foi uma atitude desse tipo que originou a Abrilada...
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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komet

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« Responder #17 em: Junho 29, 2005, 06:40:41 pm »
Abrilada que não vinha nada mal por esta altura, desde que não fosse feita por fantoches.
"History is always written by who wins the war..."
 

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Jorge Pereira

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« Responder #18 em: Junho 30, 2005, 02:37:01 pm »
Citação de: "papatango"
A notícia não é uma novidade, e é normal, quando o governo se propõe fazer cortes a todos os níveis.
A opinião pública, nunca aceitaría que se pedissem sacrificios a toda a gente menos às Forças Armadas.


Não concordo papatango.

Se este ministro da defesa explicasse as pessoas que durante mais de trinta anos as forças armadas foram deixadas ao abandono, salvo em honrosas ocasiões, enquanto outros (quase todos) sectores da sociedade não pararam de receber investimentos, não seria difícil à opinião pública perceber que, mesmo com esta crise orçamental, era justo que as Forças Armada fizessem menos sacrifícios que os outros sectores neste momento. Era uma questão de justiça.
Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






Cumprimentos
 

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Benny

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« Responder #19 em: Junho 30, 2005, 07:43:26 pm »
Meus caros,

Creio que ambas as teses têm razão e são perfeitamente defensáveis.

Aliás, apesar de opostas, as duas teses professadas são perfeitamente compatíveis, como adiante se verá (em minha humilde opinião, claro está).

Em primeiro lugar, e porque as forças armadas são já tão atacadas por quase todos os sectores , penso que mais vale a pena congelar tudo por uns tempos, do que virar ainda mais a opinião pública contra as nossas forças armadas.

Aceito, assim a tese seguida pelo nosso caro PAPATANGO. Os sacrifícios atingem todas as classes e todos os grupos de interesse, e ninguém deve ser excluído ou beneficiado.

Basta lembrar o argumento recorrente do "lá andam ELES a brincar a comprar submarinos" - como se estes submarinos não fossem para nos servir a TODOS. Aliás, recordo-me de ouvir este argumento desde há muitos anos.

Basta substituir a palavra "Submarinos" por "Fragatas Meko" ou "F-16" (ou F-19's, como o Engº Cravinho uma vez mencionou numa entrevista televisiva, demonstrando que percebe obviamente do que está a falar), para percebermos até que ponto se estende esta sensação pública de inutilidade ou desconhecimento relativamente às despesas e função de exercício da soberania das nossas FA's.

Em suma, parece-me mais vantajoso optar pela tese cautelosa, deixar passar esta fase, afastando de momento a opinião pública daquilo que seria, mais cedo ou mais tarde, um indesejado foco de atenções.

Imaginemos só os títulos de abertura dos telejornais (que quase sempre ditam aquilo que a classe política faz): "FRAGATAS NOVAS EM TEMPO DE AUSTERIDADE!" ou "NOVOS BRINQUEDOS DE GUERRA - OS SACRIFÍCIOS SÃO SÓ PARA OS OUTROS!".

Os nossos amigos da extrema-esquerda teriam um dia em cheio, sem dúvida! As FA's seriam atacadas como nunca e os resultados seriam catastróficos. Os ministros seriam obrigados pelo poder a interromper os programas, desdobrando-se em explicações, entrevistas, notas à imprensa, desmentidos, etc.

Mais vale a pena esperar que este tempo de austeridade passe depressa e, feito o reequilíbrio financeiro indispensável, sejam retomados os programas de aquisição de material para as FA's.

Correcto?

Errado!

Como estamos em Portugal, vou fazer aqui o meu prognóstico daquilo que vai acontecer: O "congelamento provisório" vai arrastar-se durante anos, entre gabinetes de ministros e secretários de estado incompetentes, comissões parlamentares, pareceres do não-sei-quê, longas revisões de dossiers, debates inúteis e balofos, ficando a aquisição de novos equipamentos adiada ad eternum, até que os contratos que foram atempadamente assinados (no tempo do anterior governo) sejam levados à barra do tribunal pela única parte que os assinou de boa fé. Seguir-se-ão mais uns anos de brilhante litígio, proveitoso apenas para alguns escritórios de advogados.

Quanto às contas públicas, estas ficarão rigorosamente na mesma, com ou sem congelamento de verbas para as FA's.

Mais valia, assim, ter seguido a tese do carissímo JORGE PEREIRA. Esta tese estava, afinal, correcta. Infelizmente, só o podemos dizer após sabermos que a sua aplicação é totalmente impossível.

E eis como, em Portugal,  ambas as teses - opostas - conseguem estar, afinal, totalmente certas!

Benny
 

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papatango

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« Responder #20 em: Julho 01, 2005, 12:05:00 pm »
Naturalmente, eu também concordo que os comentários  dos jornalistas e da opinião pública desinformada são muitas vezes desajustados.

A maioria das pessoas não tem ideia sobre a utilização que se dará aos submarinos, ou sobre quais são os principios que obedecem à sua compra.

É inegável que as Forças Armadas têm sido continuadamente utilizadas como "saco de pancada" quando se trata de poupar dinheiro.

No entanto, também é necessário dar o exemplo.
Po isso, acho muito importante racionalizar os meios. Andamos todos a viver num mundo de sonhos, a esperar que a economia melhore, para que o dinheiro dos impostos permita fazer as aquisições necessárias, e como a economia não cresce ficamos à espera.

Há outro caminho.

Esse caminho é o da racionalização. Portugal tem demasiadas unidades militares, Regimentos com um Batalhão, que só servem para manter todo o pessoal (militar e civil) que está nas secretarias gerais, secretarias de Batalhão, departamentos de logística, unidades de formação e instrução, departamentos de justiça e por aí fora.

Como na Função Pública, há nas Forças Armadas, gente que "dá o litro" mas há muita gente que não tem já lugar num exército moderno.

Às vezes há alturas em que temos que decidir mudar, mas mudar radicalmente. Há sempre quem diga e afirme "NÃO É POSSíVEL FAZER ISSO". No entanto, a prática demonstra que se pode fazer sim senhor.

Além do mais, os programas suspensos, são "para Inglês ver".
Quando olhamos para as declarações do ministro parece ter anunciado a poupança de € 40 milhões. São cortes de circunstância-

Temos a opinião pública que temos, no que não somos um país diferente dos outros. Aquilo que nos separa de outros países, é que ainda temos estruturas feitas para uma guerra que durou mais de uma década, criando uma estrutura pesada, necessária para combater em três frentes separadas por milhares de quilómetros. Ainda não conseguimos livrar-nos dessa estrutura.

Há que vistoriar as acções do MDN. Mas há também que entender que se trata de outro ministro, com uma forma diferente de agir, e naturalmente, com diferentes prioridades.

Logo, sendo diferentes as prioridades, são diferentes as decisões, relativamente aos programas que ainda não estão totalmente aprovados.

Aqui tenho um bichinho atrás da orelha, que me diz que as apreciações do ministro Rui Pena relativamente às fragatas Perry, são diferentes das de Paulo Portas.

Mas não foi posto em causa o NavPol (aliás está ligado aos submarinos, e portanto já aprovado), e este é - em minha  opinião - o mais importante meio das forças armadas no futuro, e nem sequer é dos mais caros.

Cumprimentos
 

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Rui Elias

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« Responder #21 em: Julho 01, 2005, 12:09:18 pm »
O Ministro da Defesa, Luís Amado, em declarações à comunicação social a propósito do "congelamento" dos 3 programas estruturantes para o reequipamento das FA's (distribuindo de resto o mal pelas aldeias, já que congelou um programa por ramo - F-16, blindados de rodas e a vinda das OHP), disse que o que o diferenciava de Paulo Portas, seu antecessor no Ministério era o estilo, acrescentando que Portas pretendia ter mais visibilidade mediática, já que era lider partidário.

Sem querer discutir os méritos ou deméritos do low-profile de cada um dos ministros, acho que esse é um argumento perigoso, já que bem ou mal, Portas lançou concursos, deixou outros processos bem encaminhados, e apenas cancelou a participação de Portugal no projecto do A-400M (decisão que pode ser polémica e sujeita a discussão) e os helis para o Exército, que eu aplaudo.

Mas a argumentação de Luís Amado é perigosa num ponto muito concreto.

Quer ele dizer que para se fazer algo, é necessáro que se seja líder partidário?

Ora um ministro com perfil mais técnico não terá competência para defender a pasta que tem entre mãos e aceita caninamente o que o Ministério das Finanças tem para distribuir pelas várias pastas?

Portas fez o que fez na Defesa só por ser líder de um partido da anterior coligação?

Muito mal esteve este ministro para justificar a suspensão por um ano ou mais (outra indefinição, já que se esperaria que o Minsitro soubesse se essa suspensão era efectivamente por um ano ou por mais).

Ora o que sai mais barato hoje sairá mais caro amanhã, já que é incontornável a necessidade de reequipamento.

Uma inevitabilidade, dado o estado de obsolescência de muitos dos equipamentos

Pegando no exemplo dos PandurII para o Exército, acharão os responsáveis que a Steyr irá manter os preços acordados, se o desbloqueamento da entrega ocorrer em 2007?

E os prazos para tal?

Que credibilidade terá um país que contrata a compra de equipamento, e que depois congela esses contratos por "um ou mais anos"?

Muito mal parece ter entrado a actual equipa da Defesa neste Ministério.

E muito mal ficará o país e as suas FA's.

Porque o Estado e os governos não podem mais encarar as compras de equipamentos como se de brinquedos se tratasse, para entreter os generais nos quartéis e nas bases, para que não aborreçam a classe política de S. Bento.

Esses equipamentos são os instrumentos e as ferramentas que assegurarão a soberania e a Defesa do Estado e da Nação portuguesa.

Não podem as FA's serem mais uma vez o parente pobre das áreas da governação, como o têm sido desde há muitos anos.



By Mulah Omar, in
www.carvalhadas-on-line.blogspot.com
 

 

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