"Contra-subversão em África" - John P. Cann

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Yosy

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"Contra-subversão em África" - John P. Cann
« em: Maio 10, 2005, 04:08:45 pm »
Encontrei este livro escrito por um "amaricano"  :P  á venda na FNAC e comprei-o para ver uma perspectiva que não seja a portuguesa e porque o tema é interessante! O autor foi condecorado pele Chefe do Estado-Maior do Exército com a Medalha D. Afonso Henriques, 2ª Classe e o primeiro capítulo chama-se "Um Notável Feito de Armas"  8) . Também inclui uma extensa bibliografia. Parece que o autor está actualmente a preparar um livro sobre a Marinha Portuguesa em África (The Brown Waters of Africa). Conhecem?
 

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Janus

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« Responder #1 em: Maio 11, 2005, 11:47:56 pm »
Conheço.  Se não me engano, o autor era oficial da marinha americana e esteve baseado cá (em Portugal--se não me engano, com a NATO em Oeiras ou então foi adido na embaixada.)  De qualquer modo, obteve muitas informações sobre esse assunto conversando com oficiais portugueses que serviram em África.  Depois fez mestrado (ou doutoramento, não me recordo qual) em Inglaterra, e a partir da sua tese desenvolveu esse livro.  O livro foi vendido pouco nos Estados Unidos, inclusive porque custa por volta de $40.  Em contraste, esta edição que agora está a venda em Portugal é pelo menos a segunda em português e o preço de 17 euros, mais ou menos, é bem razoável.  O autor tem coisas muito positivas a dizer sobre o "método português de fazer a guerra."
 

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Yosy

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« Responder #2 em: Maio 13, 2005, 11:32:13 pm »
^^^^ está certo; o autor esteve no comando de Oeiras. O livro acompanha sempre os métodos portugueses em comparação com os das outras potências: Reino Unido (na Malásia, Chipre, Quénia), França (Indochina, Argélia) e Estados Unidos (Vietname). Parece que Portugal aprendeu muito com o Reino Unido e França e preparou-se bastante para os conflitos que viria a enfrentar bem melhor que os EUA o fizeram no Vietname. Portugal venceu militarmente a Guerra Colonial.
 

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me163

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« Responder #3 em: Maio 15, 2005, 10:10:58 pm »
Sim, já conhecia também.

Comprei-o há dois ou três anos na Feira de Livro de Portimão, durante as férias de Verão.

Realmente mostra que fizemos um trabalho militar excelente para combater a guerrilha nas diversas frentes em África. Mesmo com todas as limitações que tinhamos.

Acho que é um trabalho muito bom, e que deveria ser mais divulgado.
Si vis pacem parabellum
 

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Cabecinhas

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« Responder #4 em: Outubro 28, 2008, 02:32:20 pm »
"Este estudo de John P. Cann é o primeiro relato completo das Campanhas de África feito em língua inglesa. O autor, que esteve colocado em Portugal no âmbito das suas funções como militar da NATO, interessou-se pelo "modo português de fazer a guerra", que permitiu a Portugal manter, durante treze anos. As soluções encontradas pelos militares portugueses devem, segundo o autor, servir de exemplo a outros países que tenham de enfrentar situações semelhantes.
O estudo, que recorre frequentemente à comparação com outros casos contemporâneos, como o Vietname. a Malásia ou a Argélia, demonstra que houve, de facto, uma estratégia global - manter o conflito a uma escala reduzida, sem grandes custos, dadas as nossas limitações em homens e meios - que foi plenamente conseguido pelas Forças Armadas portuguesas. O que só demonstra ainda melhor a forma como as vitórias e sucessos dos militares portugueses, arduamente conseguidos, foram malbaratados pelo poder político da época, que teimosamente insistiu em não negociar com os guerrilheiros uma independência menos dolorosa para ambas as partes que aquela que depois se fez."

Sobre o escritor:

John P. Cann, oficial-aviador da Marinha norte-Americana na reserva, fez parte do gabinete do Secretário Auxiliar da Defesa para Operações Especiais e Conflitos de Baixa Intensidade e, depois, do gabinete do Subsecretário de Estado da Defesa.
Doutorado em Estudos de Guerra pelo King's College, da Universidade de Londres, tem publicado artigos sobre o tema da contra-insurreição. Prestou também serviço no Pentágono e no comando Ibérico da Nato, em Oeiras.

Agora a parte mais gira, comprei este livro num feira do livro por 7€ Very Happy
Um galego é um português que se rendeu ou será que um português é um galego que não se rendeu?
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Portucale

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« Responder #5 em: Dezembro 06, 2008, 08:07:51 pm »
Este livro é importante por vários motivos, primeiro porque o conflito do ultramar não tem merecido muita atenção de historiadores internacionais, particularmente na lingua universal que é o Inglês, e depois está cheio de dados que permitem estar melhor informados sobre alguns temas que têm provocado divisão e discordia.
Três exemplos que nos ajudam a perceber melhor o conflito, o número de homens no ultramar por ramos, o nivel de faltosos ao recrutamento em Portugal e as baixas segundo o local de recrutamento.

Sobre o número de efectivos em dezembro de 1973 temos;
Exército -  +- 149000 homens
Marinha -  +- 2500 homens incluindo Fuzileiros
Força Aérea -  +- 6000 homens incluindo Para-quedistas

Quanto aos faltosos ao recrutamento em Portugal temos;
Em 1961 foi de 11,6%
Em 1972 foi de 20,3%

Por fim as baixas segundo o local de recrutamento;
Taxa de mortalidade das tropas europeias - 6,3 por cada mil homens
Taxa de mortalidade entre as tropas africanas - 5,3 por cada mil homens

Na minha opinião é um livro muito interessante.
Eis aqui
quase cume da cabeça da Europa toda
O Reino Lusitano
onde a Terra se acaba
e o Mar começa.

Versos de Camões
 

 

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