Portugueses projetam investir R$ 1,5 bi no CEARÁ-Fortaleza (

  • 0 Respostas
  • 1220 Visualizações
*

dremanu

  • Investigador
  • *****
  • 1261
  • Recebeu: 1 vez(es)
  • +7/-12
Aquiraz Golf & Beach Villas
O empreendimento será feito com capital brasileiro e português

Foto do local onde será o MegaComplexo



Aquiraz-CE terá o maior complexo turístico da América Latina

O empreendimento, feito com capital brasileiro e português, deverá começar a receber os primeiros visitantes em 2006. A previsão é de que sejam gerados, ao todo, mais de 10 mil empregos diretos e indiretos na região.

Quase R$ 1 bilhão em investimentos, divididos entre a iniciativa privada e o Governo do Estado, em um projeto turístico que deve gerar 10.500 empregos diretos e indiretos no Ceará. Esses são alguns números do complexo turístico Aquiraz Golf & Beach Villas, apresentado ontem, em São Paulo, que irá ocupar uma região de 280 hectares, localizada entre a Prainha e a Praia do Presídio, no município de mesmo nome, distante 25 quilômetros de Fortaleza.

O projeto envolve oito hotéis, seis pousadas, 600 bangalôs, 800 residências turísticas, um campo de golfe, um centro hípico e um centro náutico, além de um mall de 3 mil metros quadrados com espaço para eventos, bares, restaurantes e lojas. O capital privado será fornecido pelo Consórcio Aquiraz, sociedade que reúne o Banco Privado Português, Grupo Dom Pedro, Grupo Solverde, o empresário André Jordan (todos de Portugal) e o grupo cearense Ivens Dias Branco. Já o Governo do Estado deve investir, segundo Luiz Eduardo Moraes, secretário da Infra-Estrtutura do Estado, R$ 150 milhões em obras para fornecer abastecimento de água, esgotamento sanitário, acesso viário ao resort, energia e infra-estrutura para telecomunicações.

Na primeira fase do projeto, cujo início das obras será em setembro do próximo ano, está prevista a construção de um hotel com 714 apartamentos de luxo, 350 bangalôs e um campo de golfe. De acordo com Jorge Chaskelmann, gerente do projeto, os primeiros turistas poderão usar o local a partir do último trimestre de 2006. Ele informa que o principal mercado do empreendimento é o europeu, principalmente por causa da proximidade entre o Ceará e a Europa - são apenas seis horas de vôo entre Lisboa e Fortaleza.

Segundo os empresários que apresentaram o projeto, o complexo turístico, quando estiver totalmente concluído, será o maior da América Latina, com capacidade para receber com conforto 10 mil pessoas, e representará um incremento de 20% no fluxo de turistas estrangeiros que vêm ao Brasil, em aproximadamente oito anos. ''Será um aumento de 2,3% no PIB anual do Ceará", garante João Rendeiro, presidente do Banco Privado Português.

Stefano Saviotti, presidente do Grupo Dom Pedro, acredita que o investimento terá um impacto positivo semelhante ao ocorrido na região do Algarve, em Portugal, que já foi a mais pobre do país e hoje é a segunda mais rica graças a complexos turísticos que atraem cerca de 7 milhões de visitantes por ano. ''O turismo foi um dos grandes impulsionadores da economia de Portugal. Acreditamos que pode acontecer o mesmo no Ceará", afirma.

A previsão de retorno para o investimento, de acordo com Joel Pais, presidente do Grupo Sol Verde, é de seis a oito anos para a primeira fase. A partir de agosto do próximo ano começarão a ser comercializadas as primeiras unidades residenciais, com lotes mínimos de mil metros quadrados. Não foi informado, entretanto, o valor de cada um. ''Preferimos não falar em preços, nessa primeira fase", justifica Rendeiro.

Empresários portugueses planejam investir cerca de US$ 500 milhões (R$ 1,5 bilhão) nos próximos três anos no Ceará. Os recursos, seis vezes superiores aos US$ 83 milhões investidos até 2002, no Estado, pelos lusitanos, serão aplicados, prioritariamente no turismo, e nas áreas têxtil e da carcinocultura - cultivo de camarão em cativeiro.

A projeção é do presidente da Câmara Brasil-Portugal, Rômulo Alexandre Soares, convidado do "Encontro de Negócios para o Nordeste", realizado no início da tarde de ontem, na Federação das Indústrias do Ceará (Fiec).
"Só em turismo, os investimentos diretos deverão superar os US$ 300 milhões, isso sem contar os investimentos imobiliários que os portugueses vêm fazendo no Estado", sinalizou Rômulo Soares. Conforme disse, a prioridade será a construção de novos complexos turísticos, além de hotéis e resorts.

Para ele, o turismo é uma forte fonte de captação de investidores e área de grande atração de investimentos externos e internos, porque envolve vários outros setores. Ele citou como exemplo, a construção civil - necessária na edificação dos empreendimentos e grande geradora de mão de obra e de renda.

O setor têxtil e a carcinocultura também estão no foco de investimentos dos portugueses no Ceará e no Nordeste. Atualmente, a região concentra 50% do total de investimentos lusitanos no País. Na área têxtil, explica Rômulo Soares, os investimentos priorizarão a constituição de agências e de empresas para exportação de confecção e vestuário para grandes grifes mundiais. "Somente para a Calvin Klein, temos uma amostra de 30 mil peças, de um total de 250 mil já encomendadas por grifes internacionais, para o próximo ano", confirmou o empresário português, Henrique Leite, da Globaltex.

"O Brasil está na moda. Tudo que produzirem aqui, com estilo e qualidade, vendemos lá fora", aposta Henrique Leite. Para ele, o Brasil e o Ceará têm moda e qualidade próprias, que agradam ao mercado externo. "O Brasil deve parar de competir em preços com a China. O Brasil tem produto para competir com moda e qualidade", destacou o empresário, lembrando que usa um sapato brasileiro, comprado na Europa.

De acordo com ele, há grupos internacionais, como o Zara, a DNK New York, o Sprit e a Calvin Klein com grandes interesse na confecção e no vestuário produzido no Ceará. "As peças podem sair daqui modeladas, acabadas, etiquetadas, rotuladas e até precificadas, prontas para o consumidor europeu", sugeriu Henrique Leite, ao destacar a qualidade do produto cearense.

Apesar da ação anti-dumping imposta pelos Estados Unidos contra o camarão brasileiro, Rômulo Soares disse que persiste o interesse dos portugueses, em investir na carcinocultura no Ceará. Apesar de um recuo, num primeiro instante, ele falou que a medida norte americana não irá inibir os investimentos lusitanos no setor, já que a prioridade é exportar para o mercado europeu.

Fonte
Diário do Nordeste.
"Esta é a ditosa pátria minha amada."