Estratégias (Mais sobre o artigo de Loureiro dos Santos)

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papatango

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Estratégias (Mais sobre o artigo de Loureiro dos Santos)
« em: Março 01, 2005, 12:43:39 am »
Na sequência deste tópico:
http://www.forumdefesa.com/forum/viewtopic.php?t=1816

Relativamente aos cinco pontos, também concordo com eles. O problema é que implicam, todos eles, um voltar de costas à Europa, quando os nossos políticos se digladiam por um lugar em Bruxelas, à sombra da arvore das patacas.
As tenças de 1580 agora chamam-se salários de deputado e de funcionário do parlamento europeu. Portugal, foi vendido pelas tenças, e não há como deixar de achar que o estão a vender pelos subsidios.

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Agora sem lirismos: não conto com nenhum militar

O problema é que hoje as coisas se fazem de forma muito mais dissimulada.

No entanto, eu não acho que o general Loureiro dos Santos, acredite em possibilidades de conflitos bélicos com Espanha. O que ele parece querer transparecer é que há de facto problemas, e que a nossa fraqueza, pode ser aproveitada, para garantir por parte da Espanha a imposição de ideias antigas, que inevitavelmente acabem com a imposição da “Pax Castelhana” na península ibérica.

Ou seja:
Um dos problemas é que o general teme, por exemplo, a criação na Catalunha, País Basco etc...  de uma espécie de Estados Associados. Esses Estados Associados, teriam uma grande autonomia e capacidades limitadas de defesa própria, garantido por outro lado o governo de Madrid a defesa a sério.

Infelizmente a iliteracía histórica a que já me referi tantas vezes, faz com que muitos pobres de espirito, não lendo a História da actual peninsula ibérica, nem a História de outros lugares, acabam acreditando nestas Estorias da Carochinha, e acreditanto na possibilidade de algum dia existir tal organização política.

Por outro lado, e sem ter nada a ver especificamente com isto, acho que o general, também caiu vitima da nossa incapacidade colectiva em olhar para a actual Espanha, como ela na realidade é. Um país, muito novo, muito recente e que nunca se conseguiu afirmar como estado soberano unitário, que de facto nunca foi.

Portanto, o general Loureiro dos Santos, acaba vendo no discurso de Carod Rovira, (um independentista Catalão), uma ameaça à nossa própria independência,  porque ele não acredita na possibilidade de algum dia nenhum dos países que constituem a Espanha, nomeadamente a Catalunha, se vir a tornar independente.

A ameaça que ele vê, não é tanto a de Portugal perder a independência pela via das armas,  mas sim a possibilidade de um amolecimento da sociedade, com o enfraquecimento das instituições e da própria democracia,  acabar, por levar as classes dirigentes a encontrar soluções mais fáceis, onde, por exemplo, os Espanhóis nos proponham tomar conta da nossa segurança e águas territoriais, em troca de alguma vantagem circunstancial qualquer, e que nós, por falta de dinheiro, sermos forçados pelas circunstancias  a aceitar.

Em minha opinião e análise, pode ser por isso, o general prefere apostar em meios mais baratos mas eficazes.

Cumprimentos
 

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Miguel

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« Responder #1 em: Março 01, 2005, 02:10:03 pm »
Caro Papatango:

A" Pax Castelhana" está bem estabelecida a muito :cry:

É preciso ser realista, quantos portugueses vao de férias a Espanha e as compras etc...
hoje deve-se reconhecer, somos uma provincia espanhola com uma autonomia mais ampla e mais nada.

Os nossos politicos quando falam para espanhois falam em Espanhol! , seria possivél o contrario?
 

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papatango

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(sem assunto)
« Responder #2 em: Março 03, 2005, 10:55:45 pm »
Citar
É preciso ser realista, quantos portugueses vao de férias a Espanha e as compras etc...
hoje deve-se reconhecer, somos uma provincia espanhola com uma autonomia mais ampla e mais nada.

Nehhh
Não é tanto assim.
Não há nenhum problema em ir de férias a Espanha, aliás, até é bom. O problema, é que as pessoas comecem a pensar que, porque vão de férias a Espanha, nós passámos a ser um provincia.

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Os nossos politicos quando falam para espanhois falam em Espanhol! , seria possivél o contrario?
Não, porque os espanhois não conseguem torcer a lingua como nós. Aliás nem os espanhois, nem outros. O português não é fácil, especialmente por causa da forma como se fala. Por razões fonéticas, é mais facil a um português falar outras linguas que o contrário. A razão principal tem a ver com o facto de termos 7 vogais e não 5, como é normal.

Os países não deixam de existir com facilidade. Mesmo que apenas na cabeça das pessoas. O problema só ocorrerá, quando nós dissermos que somos uma provincia da Espanha e acreditarmos nisso.

Por enquanto, é apenas um protesto, contra os politicos e a imbecilidade geral, da qual somos também todos parcialmente culpados.

Como escreveu o Fernando Pessoa,
Tudo vale a pena se a alma não é pequena.

Um país que consegue transformar patriotismo em poesia, não se vende por um maço de chocolates e caramelos espanhóis.


Cumprimentos
 

 

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