Para que serve o Grupo de Aviação Ligeira (Exército)

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Miguel

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« Responder #15 em: Março 03, 2005, 09:04:56 pm »
Ricardo:

Por esse caminho então passa-se os P3 para a Marinha, os C130 e MERLIN para o Exército, e como muitos dizem que os F16 não é prioridade desmantela-se a FAP e voltamos a antes 1952 :cry:

Se ja estamos proximo do ZERO TOTAL.
 

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Luso

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« Responder #16 em: Março 03, 2005, 10:00:01 pm »
Ricardo, o que eu queria dizer com aquele relambório todo era basicamente:

- Não há dinheiro não há vícios, portanto organizem-se!

A inovação não passa apena pelo hardware: há que modernizar o brainware!
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Ricardo Nunes

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« Responder #17 em: Março 03, 2005, 10:58:03 pm »
Miguel, posso comentar esta sua afirmação...

Citar
de que serve o GALE se não temos superioridade aérea?
de que serve o NAVPOL se não temos meios de proteção e apoio as forças desembarcadas?


... de diversas maneiras. Como por exemplo: De que servem os F-16s se não temos AWACs?

É preciso sermos coerentes nas atribuições de missões que fazemos a cada unidade. Temos de diferenciar quais têm empregos tácticos e quais estão vocacionadas para um emprego a nível estratégico. O seu exemplo não faz sentido - especialmente no caso dos C-130. Eu defendo os P-3 na força aérea ( devido à sua complexidade e emprego em conjunto com o próprio centro de busca e salvamento no Montijo ) mas acho que uma utilização pela marinha poderia funcionar - como é exemplo a Real marinha holandesa.

Zero total? O importante é dar mobilidade às tropas. E eu não entendo como é que podem defender o emprego de helis claramente destinados ao transporte táctico de tropas do exército, na força aérea, sabendo todas as complicações burocráticas e competições inter-ramos que existem.

Deixe-me perguntar-lhe uma coisa: o que pensa que seria mais eficiente para as tropas? NH-90 no exército, ou na força aérea? Eu estou convencido que a presença de um pequeno corpo aéreo no exército não provoca nenhum problema.
Pensar em grande não é ter as coisas organizadas. Pensar em grande era se, ao bom estilo de um nosso antigo companheiro, viessemos propor 120 NH-90, 80 EH-101 e já agora 50 CH-47.

Ou seja, seria possível ter todas as aeronaves na força aérea. Mas também é possível possuir um GALE. É uma questão de sabermos o que será mais eficiente.
Se utilizarmos uma analogia semelhante à usada pelo Miguel então também poderia dizer que, como os UAV´s têm asas, também têm de ser utilizados pela Força Aérea.

Parece-me claro que todos concordam que faria mais sentido um SkyGuardian ( exemplo ) ser utilizado pelo exército.

Ninguém está a discutir a grandeza ou desaparecimento das forças armada Miguel. Está-se a discutir a sua organização e a maneira de as tornar mais eficientes.

Um abraço,

PS
É importante referir também o facto que o Spectral já aqui trouxe: Portugal participa no programa NH-90 com 1.2% de share, na sua maioria comparticipados à Edisoft.
Ricardo Nunes
www.forum9gs.net
 

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PedroM

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« Responder #18 em: Maio 14, 2008, 12:27:38 am »
Fui "desenterrar" este tópico que, apesar do último post datar de 2005, mantém toda a actualidade, tanto no que se refere às opiniões fundamentadas pró e contra o UALE, como no que respeita ao ponto em que a situação se encontra, creio que sem evolução daí para cá.

Queria comentar a questão sob outra prespectiva, para a qual gostaria depois de ter as vossas opiniões.

Sabendo-se das dificuldades que há em financiar o reeequipamento das FA's, não faria mais sentido aplicar os recursos previstos para o UALE, na aquisição de mais CC Leopard e/ou em sistemas de defesa antiaérea de curto e medio alcance para a Brigada Mecanizada?

Bem sei que estes equipamentos têm objectivos muito diferentes, mas penso que a carência de CC no exército é mais grave e debilita mais as capacidades das nossas FA's do que a inexistência do UALE e por esse motivo penso que seria mais importante e coerente resolver a questão da escassez de CC.

Segundo creio o objectivo do UALE consiste em aerotransportar uma companhia. Desde logo ressalta a modéstia do objectivo. Porque das duas uma:

- Se o UALE for empregue num conflito de alta intensidade, na Europa ou Medio Oriente por exemplo, creio que essa escala de forças não é significativa e há ainda a questão prévia de saber se teremos condições para utilizar esta força, porque sem apoio aéreo (supremacia) penso que isso não seria possível. Portanto neste cenário o UALE teria de actuar sempre integrado, com o apoio e dependente da protecção de forças aliadas. Ora neste contexto não creio que a companhia aerotransportada portuguesa fizesse grande falta ou diferença.

- No caso mais provável do UALE vir a ser empregue em confitos assimétricos ou de baixa intensidade, então penso que os objectvos tacticos poderão ser atingidos por meios exclusivamente terrestres ou, quando tal for manifestamente desaconselhável, com recurso helicopteros da Força Aérea.

Era esta a questão que queria colocar e para a qual gostava de ter as vossas opiniões.
Não sou especialista em assuntos militares, por isso "poupem nas balas", aqui estou simplesmente a "mandar uns palpites" que procuro fundamentar.
 

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tyr

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« Responder #19 em: Maio 14, 2008, 01:00:06 am »
Os carros de combate práticamente só são uteis em guerra convencional, mas os helicopteros servem em qualquer tipo de conflito, permitem executar reconhecimentos, apoio de fogo, transporte de pessoal e equipamente de forma rapida e evitando zonas minadas e armadilhadas, etc...
e pertencerem ao exercito permitem uma minimização de pessoal na cadeia de comando (e desse modo acelerando o seu emprego) para alem não deixar o exercito dependente da lista de prioridades das missões dadas aos helis da FAP.
A morte só é terrivel para quem a teme!!
 

 

"O motor no Exercito"

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